4 de fev. de 2015

Internautas elegem proposta do Amazonas para as Centrais de Interpretação de LIBRAS de todo país


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A política de implementação de Centrais de interpretação de LIBRAS (CILs) tem uma nova marca. 


A escolha foi realizada em votação online aberta ao público que, de 26 a 30 de janeiro, elegeu a arte proposta pela Central de Intérpretes de LIBRAS do Amazonas (CILAM), que recebeu 1009 votos. 


O segundo lugar ficou com a logomarca proposta por São Paulo com 758 (38%) e em terceiro lugar a proposta de Tocantins, com 183 votos (9%). Ao todo, 1950 internautas participaram da eleição.


A proposta amazonense aliou os símbolos do balão de história em quadrinhos, representando a comunicação presencial e virtual, com o desenho da palma de uma mão, correspondente à comunicação em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS)


Sobre as duas cores utilizadas, o amarelo foi escolhido por simbolizar a felicidade e o azul como a parte intelectual da mente, segundo os proponentes.


A eleição marcou o final de um processo participativo que envolveu as 26 Centrais de Interpretação de LIBRAS (CILs) em funcionamento no país, cujos representantes definiram durante encontro realizado em Brasília, na sede da SDH/PR, que as marcas deveriam ser elaboradas por pessoas surdas, com suas referências de comunicação.


Com a escolha, as CILs passam a ter uma identidade unificada em todo o país e passam a se chamar Central de Interpretação de LIBRAS (CIL).


As Centrais de Interpretação de LIBRAS são o resultado de uma política do governo federal, implementada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), em parceria com estados e municípios, que promove a cidadania às pessoas surdas. 


O serviço disponibiliza gratuitamente traslado e um intérprete de Língua Brasileira de Sinais para intermediar a comunicação entre os usuários não-ouvintes com os atendentes de serviços públicos.




3 de fev. de 2015

Música ajuda na terapia de pessoas com deficiência no Festival Planeta Atlântida, RS

Foto do grupo de pessoas com deficiência no Festival


Enquanto o som que rolava nos palcos do Planeta Atlântida embalava os milhares de fãs presentes, um deles tinha um motivo a mais pra se emocionar. O educador físico Fábio Azeredo foi guia de um grupo de pessoas com deficiência no primeiro dia do festival. 


Fábio trabalha como voluntário em projetos de inclusão de pessoas com deficiências física e psiquica e todos os anos leva um grupo deles para assistir aos shows. Este ano ele reuniu 17 convidados.


Para conseguir trazer o grupo, Fábio contou com doações em dinheiro e com a ajuda de uma equipe de voluntários. 


"O espaço que podemos ocupar aqui no show é o camarote, que é totalmente acessível e pode proporcionar uma experiência maravilhosa para quem tem deficiência", conta o educador físico, que também teve ajuda da produção do evento.


Felipe Ferreira, que aos 30 anos participa pela primeira vez do festival, faz parte do grupo. Ele é tem uma deficiência rara e se comunica com dificuldade, mas não tirava o sorriso do rosto. 


Segundo Fábio, a felicidade tinha um motivo: a expectativa pelo show da Ivete Sangalo: "O pessoal espera o ano interio pelo Planeta, é o evento do ano para eles", diz Fábio.


Fonte: GShow


Lutas e histórias de pessoas com deficiência são contadas em livro

Foto de Hélio Araújo em sua cadeira de rodas


“Muitas pessoas trabalharam por essa causa, doaram parte das suas vidas, enfrentaram dificuldades e superaram barreiras que ninguém queria enfrentar”, foi com esse pensamento que o escritor Hélio Araújo decidiu registrar parte da história das pessoas com deficiência física, auditiva, visual e intelectual no livro 'História de Luta das Pessoas com Deficiência em Petrolina', que faz uma retrospectiva das ações e iniciativas que houveram na região desde 1980. 


O livro foi lançando nesta segunda-feira (2), às 19h30, no auditório da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).


Segundo o escritor, a produção do livro é uma maneira de homenagear as pessoas que dedicaram parte das suas vidas para garantir direitos para os deficientes e que também lutaram contra o preconceito. 


“Muitas conquistas atuais aconteceram por causa dessas pessoas que sabiam das potencialidades de quem tem deficiência e foram atrás desses direitos. Esses esforços resultaram em melhorias, que ainda não é o que desejamos, mas não se compara aos anos 80, quando éramos tratados com discriminação”, conta Hélio.


No livro, são contadas 27 pequenas histórias de várias personalidades, que se destacaram nessa trajetória, além de fatos que marcaram a época como a da primeira aluna surda a concluir o magistério, a criação do bloco carnavalesco 'Sou Legal, Sou Especial', o primeiro evento de paraesporte realizado na região, o surgimento de associações como a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e a criação do grupo denominado 'Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiências', que ajudou a tirar muitas pessoas do isolamento do lar.


“Tive a necessidade de mostrar como foi esse processo de inclusão, da educação, empregabilidade, da luta pelos direitos que começamos a buscar desde 1980”, relata o escritor.


Além do livro convencional, haverá alguns exemplares em áudio, destinado a pessoas com deficiência visual ou que tenha alguma outra dificuldade de leitura.


Fonte: G1

 

Jovem que não vê nem ouve realiza sonho de entrar na universidade

Foto de Janine sentada com um caderno e máquina de braile


Uma jovem baiana que não ouve e não enxerga passou no vestibular e, aos 22 anos, Janine conseguiu realizar um sonho: entrar para uma universidade. Ela tem uma deficiência congênita: não enxerga e não ouve.


“Janine nasceu de uma gestação gemelar de 24 semanas, muito prematura. Então ela ficou surdo-cega ainda na maternidade”, conta a mãe, Sandra Samara Farias.


Para superar as deficiências, Janine teve que se dedicar muito. Aprendeu o braile e o alfabeto de sinais tocando nas mãos dos professores e da mãe. Ela fez o ensino infantil, fundamental e médio em escolas da rede pública.


A mãe foi quem mais a incentivou e mudou toda rotina para se dedicar a filha. “Eu me especializei, busquei aprender a língua de sinais, aprender o braile. Fiz vários cursos, me graduei em pedagogia”, diz Sandra.


Com o apoio da família, Janine se dedicou ainda mais aos estudos. Ela passava a maior parte do tempo com a máquina de escrever em braile e o livro traduzido. Ela sabia que para passar no vestibular era preciso muito esforço.


Os livros não transcritos em braile eram lidos pela mãe, que passava tudo para ela usando a língua de sinais. A nova universitária vai estudar pedagogia da Universidade do Estado da Bahia


Ela diz que escolheu a profissão para ensinar as pessoas surdas e cegas. O que para alguns parecia só um sonho, Janine decidiu transformar em realidade.


Fonte: G1


2 de fev. de 2015

Conheça a 1ª Delegacia especializada para pessoas com deficiência da Polícia Civil de SP

Foto da fachada da Delegacia


Numa parceria entre as secretarias estaduais da Segurança Pública e dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a Polícia Civil de São Paulo instalou desde junho de 2014 uma Delegacia especializada para atender pessoas com deficiência


Nesses sete meses de atuação, foram lavrados 123 boletins de ocorrência e instaurados 44 inquéritos.


O trabalho da delegacia vai muito além do atendimento de Polícia Judiciária, pois acompanha inclusive denúncias e boletins de ocorrência de todo o Estado de São Paulo. Segundo a delegada titular, Marli Mauricio Tavares, os casos mais comuns registrados são de ameaça, furto, lesão corporal, maus tratos e injúria qualificada por preconceito, entre outros.


A Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência (DPPD) realiza um trabalho diferenciado e conta com um Centro de Apoio integrado por assistentes sociais, psicólogos, intérpretes de Libras (para atender aos surdos) e mecanismos que facilitam o acesso à informações para pessoas com deficiência visual.


Além disso, conta com uma equipe de policiais devidamente treinados e capacitados para dar atendimento direto aos casos que chegam pessoalmente à delegacia.


Os policiais e a equipe multidisciplinar desenvolvem um trabalho humano significativo e oferecem suporte remoto ou presencial para outros distritos policiais e ainda, programam visitas domiciliares e encaminham as vítimas para serviços de proteção social, como o Centro de Referência Especializada em Assistência Social (Creas), por exemplo.


Outra atividade da equipe é reciclar os policiais sobre as características da violência contra pessoas com deficiência para prepará-los a prestar um atendimento de excelência às vítimas. Vale ressaltar que mais de 300 alunos da Academia de Polícia (Acadepol) passaram por esse tipo de treinamento.


A DPPD foi criada pelo Decreto nº 60.028, de 3 de janeiro de 2014 e tem por objetivo ainda, de oferecer orientação e consultoria às demais delegacias do Estado. O Decreto prevê, também, a futura instalação de delegacias especializadas em outras regiões do Estado.






Mostra de Cinema e Direitos humanos será exibida em Macaé, RJ

Foto do logo da Mostra de Cinema


A 9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul acontecerá em Macaé, interior do Rio, a partir do dia 3 de fevereiro, no Solar dos Mello. 


O evento recebe o apoio da Petrobras e este ano abordará o cinquentenário do golpe de estado no Brasil, ocorrido em 1964. 


A mostra irá exibir 41 filmes classificados em sessões de 'Mostra Competitiva', 'Sessão Inventar com a Diferença', 'Mostra Memória e Verdade' e 'Mostra Homenagem Lúcia Murat'.


A Mostra Competitiva, em que o público elegerá os melhores filmes por meio de votação popular, apresentará 24 longas e curta-metragens produzidos em países como Egito, Jordânia, Índia, além dos representantes da América Latina. 


A votação popular também elegerá a melhor obra exibida durante a Sessão Inventar com a Diferença, que exibe filmes-carta produzidos em todo o país por alunos de escolas da rede pública de ensino participaram do projeto Inventar com a Diferença.


As produções incluídas na 'Mostra Memória e Verdade' abordam o golpe de 1964, trazendo ao debate questões sobre a ditadura e os contornos políticos do período. Entre os filmes, os documentários Setenta (2013), de Emília Silveira Brasil, e Cabra Marcado para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho.


A 'Mostra Homenagem Lúcia Murat', exibe a vida da cineasta carioca que esteve envolvida com os movimentos políticos de resistência ao golpe e que, por isso, foi presa em 1971.


 A obra de Lúcia Murat é marcada pela diversidade de estilos e gêneros e por personagens que têm suas trajetórias marcadas por suas opções políticas. 


A mostra apresentará os filmes Que Bom Te Ver Viva (1989), Doces Poderes (1996), Brava Gente Brasileira (2000) e Uma Longa Viagem (2001).


A programação inclui anda outros debates que envolvem os direitos humanos, com filmes que abordam temas como opções sexuais e enfretamento da homofobia; questões culturais e territoriais da população indígena; e diretos da pessoa com deficiência.


A entrada é franca e todas as mostras contam com sistema de closed caption e sessões que incluem audiodescrição, voltadas para pessoas com deficiência visual.


Fonte: G1


Projeto garante ensino de Física óptica para pessoas com deficiência visual em SP

Foto de um dos projetos desenvolvidos pelos alunos


Um grupo de estudantes da Universidade de São Paulo (USP – São Carlos) e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), junto com a SPIE (Sociedade Internacional de óptica e fotônica) com a supervisão dos Professores Dra. Cristina Kurachi (USP) e Dr. Vanderlei Salvador Bagnato (USP) criaram o Student Chapter do Instituto de Física da São Carlos, com o propósito de criar oportunidades de interação entre estudantes e a sociedade do mundo todo.


Como declarado pela UNESCO, 2015 é o ano internacional da luz. Com isso, o Brasil terá uma série de eventos que correlaciona a luz e suas mais diversas aplicações, mostrando sua importância na sociedade moderna. 


Com isso, o Student Chapter criou um projeto intitulado “Luz ao Alcance das Mãos”, que desenvolve painéis táteis visuais para abordar conceitos da área de óptica, ensinando além da visão. Além disso, outra parte do projeto é criar uma experiência de cinema sem imagens, que envolve diversas sensações, como sentido olfativo.


O grupo conta com o apoio do Prof. Dr. Éder Pires de Camargo (UNESP), que é cego desde os 12 anos de idade.


O lançamento do projeto será feito gratuito no Museu de Ciência e Vida em Duque de Caxias (RJ), em maio, paralelo ao evento do IPA / SPIE South America. Ambos os eventos científicos reúnem renomados cientistas na área de biofotônica e é realizado pela primeira vez na America do Sul.


Segundo a presidente do Student Chapter e estudante de doutorado, Hilde Buzzá, “é um projeto que visa atender além das pessoas com deficiência visual, o público em geral, já que mostra a física de uma forma não convencional”. 


Além da exposição, os painéis estão projetados para ser itinerante pelo maior número de cidades no país, além de eventos científicos, como a reunião da SBPC (Sociedade Brasileira de Progresso a Ciencia), que acontecerá em São Carlos.