23 de nov. de 2015

Abertas, em Curitiba, as inscrições para 2ª Semana Municipal de Acessibilidade Arquitetônica

 



Arquitetos e engenheiros, profissionais da área da construção civil e urbanismo interessados em debater e elaborar projetos de acessibilidade estão convidados a participar da 2ª Smart  Curtiiba - Semana Municipal de Acessibilidade Arquitetônica para Técnicos de Curitiba


O evento será realizado dia 2 de dezembro, na Capela Santa Maria.


A programação contará com profissionais das áreas de urbanismo, legislação, norma técnica de acessibilidade e uma mesa redonda que terá como tema a segurança das pessoas com deficiência.


As inscrições são gratuitas e com vagas limitadas, e podem ser feitas através do site www.imap.curitiba.pr.gov.br.


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2ª  Smart Curitiba

 
Data: 2 de dezembro
 
Horário: das 8h às 17h30
 
Local: Capela Santa Maria, Rua Conselheiro Laurindo, 273, Centro.
 
Informações com a Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência, pelo telefone: (41) 3363-5236 ou pelo site  
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Projeto treina cães para ajudar pessoas com deficiência

Rapper Billy está em sua cadeira de rodas, ao lado de um cão
 

O projeto 'Cão Inlcusão', criado no ano passado na cidade de São Paulo, tem o objetivo de ajudar pessoas com deficiência, com uma assistência especial de cães treinados.


Segundo informações do Catraca Livre, a iniciativa, criada pelos adestradores Leonardo Ogata e Sara Favinha, já "formou" dois animais, Toddy e Lollo, ambos da raça golden retriever, para duas pessoas que necessitam de cuidados. Ambos estavam no projeto 'Cão de Serviço'.


Um dos participantes do projeto é o rapper e cadeirante Billy Saga, e a outra é Aninha, uma menina de 10 anos que tem a doença mucopolissacaridose tipo 6.


Os cães de assistência tem a função de proporcionar mais autonomia e segurança para as pessoas com deficiência. 


No caso dos cadeirantes, os animais podem ajudar a abrir e fechar portas, chamar o elevador e até mesmo pegar objetos que caiam no chão, como chave e celular.


Para treinar cada animal, leva em torno de 2 anos, entre seleção, educação com uma familia voluntária, treinamento específico e ambientação com as pessoas com quem o cão irá viver.


Atualmente, esse projeto que visa ajudar cadeirantes está buscando financiamento para treinar mais um filhote para adoção. Por meio do site Kickante, o 'Cão Inclusão' busca arrecadar R$ 53.500.


Além do projeto de cadeirantes, 'Cão de Serviço', os adestradores também ajudam pessoas com deficiência visual, com o 'Cão-Guia',  e o 'Cães-Ouvites', que cuida de pessoas com deficiências auditivas.








20 de nov. de 2015

Workshop sobre Deficiência e Beleza




No dia 03 de dezembro, comemorado o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, quinta-feira, das 14 às 16 horas, no espaço do LAB na Mercur, será realizado um Workshop sobre Deficiência e Beleza com Carlena Weber.

 
Vamos conversar sobre o mercado que envolve produtos de beleza e de que forma ele interage com as pessoas com deficiência. Além disso, vamos ver como é possível se maquiar utilizando algumas adaptações.


A blogueira Bruna Rocha Silveira, responsável pelo blog Esclerose Múltipla e eu, fará a mediação do encontro.


As inscrições já estão abertas e são gratuitas.
 

Para se inscrever, é preciso acessar este link: http://bit.ly/1S3JRTy


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Workshop sobre Deficiência e Beleza


Quando: 03/12/2015

Horário: 14hrs às 16hrs

Onde: Espaço Lab Mercur

Endereço:



 
 
 

19 de nov. de 2015

Cachorro ajuda menina com deficiência rara a voltar a andar

Foto de Bella em cima de uma árvore com seu cachorro
O cachorro realmente é o melhor amigo do ser humano. E histórias como a da pequena Bella Burton comprovam isso. 


Com apenas 10 anos, ela enfrenta uma rara deficiência genética e só voltou a andar com a ajuda do seu cão George, da raça Great Dane.


A doença de Bella, Síndrome de Morquio, afeta o crescimento ósseo e limita sua mobilidade. George usa toda a sua altura e patas compridas ajuda a garota se locomover.
 
“Eu tive cadeiras de rodas, andadores, muletas e agora temos George e eu deixei de lado minhas muletas e comecei a contar com ele”, disse Bella.


O cachorro foi treinado por uma organização chamada Service Dog Project, que treina animais para desenvolverem a habilidade de ajudar pessoas com limitações de equilíbrio e mobilidade.

 

Luva inteligente transforma gestos em sons e textos

Foto da luva inteligente


Uma estudante da Universidade de Londres desenvolveu o protótipo de uma luva inteligente, que consegue transformar os gestos utilizados na linguagem dos sinais em sons e textos escritos. 


O objetivo de Hadeel Ayoub é facilitar a comunicação de pessoas com deficiências. 


Ela desenvolveu a ideia durante seu mestrado em Computational Arts, no departamento de computação da entidade, e foi contemplada com o Innovation and Entrepreneurship Prize, destinado a estudantes sauditas no Reino Unido.


Até agora, foram desenvolvidos três protótipos da luva, batizada de SignLanguageGlove (luva de linguagem de sinais, em tradução livre). 


  • No primeiro, cinco sensores flexíveis (um para cada dedo) permitiam identificar os sinais de letras, que eram então apresentadas num display digital. 


  • Na segunda versão, melhorias no hardware e no software permitiram que os gestos fossem transformados em frases, que também podiam ser visualizadas no display digital. 


  • No terceiro protótipo, foi incorporado um chip capaz de transformar esse texto em áudio. Além disso, a luva ganhou um visual mais discreto. 


“Não quero que os fios intimidem os usuários, fazendo com que a luva pareça difícil de usar ou frágil demais. As pessoas tendem a ser cautelosas quando apresentadas a novos produtos high-tech, o que contradiz o objetivo principal dessa luva, que é tornar a vida mais fácil afirma Hadeel Ayoub em material divulgado pela universidade.”

Luva conectada e poliglota
 


A estudante está trabalhando numa quarta versão da luva, que poderá transmitir dados para smartphones e tablets por meio de conexão WiFi. 


Além disso, a designer, que fala inglês, árabe e francês, também quer incrementar a invenção com um programa de tradução em tempo real para outros idiomas. 


Está nos planos, ainda, a criação de uma luva pequena, que possa ser usada por crianças – o desafio, nesse caso, é adaptar o tamanho do hardware.


Hadeel já foi sondada por algumas companhias interessadas na fabricação da luva. Estima-se que o quarto protótipo custe algo em torno de £ 255 (cerca de R$ 1.470) para ser produzido. 


Mas, segundo informações da universidade, o objetivo da designer é que as pessoas com deficiência não tenham que pagar pelo equipamento, caso ele chegue ao mercado. 


Sua expectativa é que escolas, empresas e instituições de saúde possam adquirir a luva e disponibilizá-la para empregados, alunos e pacientes. 


“Minha missão é facilitar a comunicação entre todos os tipos de deficientes, eliminando barreiras entre pessoas que têm algum problema de visão, audição ou fala. Assim que a luva incorporar a conexão WiFi e a ferramenta de tradução, ela será útil para todos, e o usuário poderá atingir qualquer pessoa, em qualquer país, a qualquer hora, diz Hadeel.”
 




 

Só idosos têm AVC? Sequela é para sempre? O que você sabe sobre a doença?

 


Durante uma visita ao Brasil, o pai do cantor Michael Jackson sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico associado a um quadro de arritmia cardíaca. Joe Jackson ficou internado durante oito dias no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.


O empresário norte-americano foi vítima do tipo mais comum de AVC, que é quando uma artéria do cérebro entope. O outro tipo é o hemorrágico, conhecido como derrame, que é quando um vaso se rompe e extravasa sangue para o cérebro.


Segundo Gisele Sampaio Silva coordenadora do Departamento Científico de Doenças Cerebrovasculares,Neurologia Intervencionista e Terapia Intensiva em Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN),"O sexo masculino é mais propício para se ter AVC. No entanto, pela expectativa maior de vida, a mulher acaba tendo mais chances de se ter AVC, já que o risco da doença também aumenta com a idade do indivíduo, sobretudo acima dos 55 anos".


Também de acordo com Gisele Sampaio Silva, quando o paciente chega a uma unidade hospitalar dentro de 4h30 é possível tratá-lo com um medicamento chamado trombolítico, no caso do isquêmico, que desfaz o coágulo e normaliza o fluxo sanguíneo até o cérebro. Caso isto seja possível, a chance de se ter uma sequela diminui consideravelmente.


"Se o tratamento for feito de maneira rápida, se a artéria foi recanalizada rapidamente, o paciente pode sair totalmente sem sequelas", diz a especialista.

Existem também os pequenos AVCs, chamados de lacuna, que podem ocorrer várias vezes sem que a pessoa perceba, explica o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama.


Este tipo da doença, a longo prazo, pode afetar a memória do paciente. O grande problema, segundo o especialista, é que as pessoas não se atentam aos sintomas e perdem tempo para iniciar o tratamento.


Os cinco principais sinais de que se está tendo um AVC são: 


  • Fraqueza de um lado do corpo; 

  • Dormência de um lado do corpo;

  • Perda de visão súbita;

  • Dificuldade para falaR;

  • Forte tontura.

 

 Idosos

 

A doença não afeta exclusivamente pessoas idosas, apesar de ser mais comum em quem tem acima de 55 anos.


"Quando a gente fala em AVC em jovem, nós também apontamos casos em pessoas abaixo dos 55 anos. O fator mais comum em crianças são doenças genéticas. Já nos jovens, é a dissecção das artérias do pescoço, que é quando há uma lesão na parede do vaso que leva o sangue ao cérebro. Esta lesão pode ocorrer por causa de um trauma, por exemplo, como a batida de um carro", diz Gama.


Entretanto, segundo Gama, os jovens possuem uma maior neuroplasticidade no cérebro, que faz com que outros neurônios cubram a função dos que morreram durante o AVC, fazendo com que o paciente se recupere em até 100%.


Segundo os especialistas, a melhor forma de se combater um AVC é a prevenção. Uma boa dieta, associada com exercícios físicos, o controle da pressão arterial, do diabetes, do colesterol e do triglicerídeo diminuem as chances de o indivíduo ter a doença. 


"Toda vez que a gente fala em uma prevenção, falamos tanto da primária, que é para o indivíduo nunca ter a doença, e da secundária, que é o paciente que já teve o AVC e que deve se prevenir para não ter outro", afirma Gama.




 

18 de nov. de 2015

Debate sobre perda auditiva: informação é a melhor prevenção contra o preconceito



Foram muitas interações no debate virtual “Soluções auditivas: pelo bem-estar e contra o preconceito”, promovido pelo site Diversidade na Rua (www.diversidadenarua.cc/), projeto da empresa Mercur, em parceria com o portal Deficiência Auditiva (www.deficienciaauditiva.com.br) no dia 12 de novembro, às 19h.


A mediação do debate foi feita pela equipe do Portal Deficiência Auditiva: a fonoaudióloga Mônica de Sá Ferreira, do conselho editorial do portal Deficiência Auditiva; a jornalista e deficiente auditiva, Daniella Lisieux de Oliveira Navarro, e a editora do portal Deficiência Auditiva, Juliana Tavares.


“A população, em geral, não está preparada para receber e atender o cliente com perda auditiva, assim como não sabe lidar com os outros problemas, afirmou uma das participantes, Luciana de Araújo Machado, fonoaudióloga. 


“O funcionário que trabalha em um guichê para atender pessoas com deficiências, deveria estar preparado para se comunicar com pessoas surdas, ter uma boa articulação labial e expressão fácil, e saber o básico de LIBRAS".


Até hoje não encontrei nenhum que soubesse "LIBRAS”, reforçou Patrícia Rodrigues Witt, terapeuta ocupacional, deficiente auditiva profunda e escritora do blog e livro “Surdez Silêncio em Voo de Borboleta”, que também participou do debate.


A questão da demora em procurar por tratamento adequado também foi apresentada no debate. Isso porque estudos mostram que uma pessoa que está perdendo audição pode demorar até 7 anos para procurar auxílio médico. 


A fase do luto é muito grande e isso acaba prejudicando o tratamento, pois a perda auditiva costuma ser progressiva. 


Além da falta de informação, perdas auditivas progressivas costumam ser menos percebidas que uma surdez súbita, por exemplo, onde a pessoa deixa de ouvir de uma hora pra outra. As pessoas não têm ideia da privação e mal que estão fazendo ao cérebro se não houver estimulação. Inclusive saiu, recentemente, mais um trabalho científico relacionando a perda auditiva com problemas cognitivos, como o Mal de Alzheimer, relatou a fonoaudióloga Mônica Ferreira.

Para Daniella Navarro, informação é a chave para a autoaceitação. “Quem não sabe o que é a surdez e o quanto aparelhos auditivos podem ajudar, acha que ficar surdo é coisa do destino, vontade de Deus etc'. 


Quando eu não usava AASI, achava que se eu aceitasse usar um aparelho auditivo ficaria ainda mais surda porque meus ouvidos iriam se acostumar com um som mais alto. Sério!


Eu achava que se eu me esforçasse para ouvir, estaria "estimulando" meus ouvidos! Olha que absurdo! 


"Eu só passei a entender que meus ouvidos estavam se atrofiando quando encontrei médicos e fonoaudiólogos com paciência para me explicar como um aparelho auditivo funciona.”


Você pode ter acesso ao conteúdo completo do debate acessando: http://bit.ly/debate-perda-auditiva 


Caso queira enviar dúvidas, sugestões ou contribuir com depoimentos, envie um e-mail para redacao.deficienciaauditiva@gmail.com


Ajude-nos a conscientizar a sociedade sobre a importância dos cuidados com a saúde auditiva.


Você tem alguma sugestão de tema para um próximo debate aberto? Encaminhe para o e-mail: diversidade@mercur.com.br