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13 de out. de 2015

Senado lança versão em braile do Estatuto da Pessoa com Deficiência

Mãos tateiam texto em braile sobre uma mesa de madeira
 

O Senado lançou uma versão em braile do Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015), que entrou em vigor em julho e assegura uma série de direitos e garantias para pessoas com algum tipo de limitação física ou intelectual. 


Impressa pela Secretaria de Editoração e Publicações, a Gráfica do Senado, a nova versão do texto legal está disponível para organizações e bibliotecas que trabalham com cegos.


— Para receber a publicação em braile, essas instituições entram em contato com a Ouvidoria do Senado — explica Florian Augusto Coutinho Madruga, diretor da Gráfica. O telefone é 0800 612211. O e-mail, ouvidoria@senado.leg.br.

 
Florian ressalta que, apesar do número elevado de pessoas com deficiência visual no país, há uma grande carência de títulos em braile, pois as editoras privadas não publicam nesse sistema de escrita. 


O diretor lembra que os pedidos chegam de instituições não apenas do Brasil, mas também de Portugal.


O Estatuto da Pessoa com Deficiência integra uma lista de 119 títulos produzidos pelo Senado. 


Há, por exemplo, folhas impressas com os hinos Nacional, da Independência, da Bandeira e da Proclamação da República, além do Jornal do Senado, com periodicidade mensal, da Constituição federal, do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, do Código de Defesa do Consumidor e do Estatuto da Criança e do Adolescente, entre vários textos legais. 


A lista completa está disponível no endereço www12.senado.gov.br/publicacoes/braille/RelaopublicaesBraille.pdf.
 

Revisores



Baseado em seis pontos em relevo, cuja combinação possibilita a reprodução de letras, números e pontuação, o sistema de escrita em braile (ou braille) existe desde 1825. 


A primeira versão foi apresentada pelo francês Luiz Braille, que era deficiente visual. O processo de edição e impressão tem algumas características específicas. 


Segundo a chefe do Serviço de Impressões em Braile do Senado, Marinete Pontes Brito, o transcritor responde pela reprodução, nesse sistema de texto, do conteúdo originalmente impresso em tinta. Por sua vez, o revisor verifica possíveis incorreções cometidas durante a transcrição.


— Depois de todo o processo, se tudo estiver certo, o transcritor manda o material para a impressão — afirma Marinete.


Quatro revisores cegos, dois transcritores e um impressor fazem parte da equipe do serviço de braile do Senado. Jacob Luiz de Souza, um dos revisores, está no Senado desde 2008, quando foi aprovado em uma seleção para a vaga. 


Apesar de ter nascido sem visão, aos poucos aprendeu a substituir a vista pela imaginação, trilhando sua própria trajetória sem aceitar os limites impostos pela deficiência visual.


— Além de revisar, a gente também aprende diariamente. É muito gratificante ajudar colegas de todo o país a exercerem suas profissões — afirma Jacob, ao referir-se aos títulos das publicações em braile.

Fonte: Agência Senado /
Vida Mais Livre



5 de ago. de 2015

Conheça o primeiro relógio inteligente para pessoas com deficiência visual



A empresa sul-coreana Dot criou o primeiro relógio inteligente voltado para pessoas com deficiências visuais


O dispositivo, que se chama "the Dot" ("o ponto", em tradução livre), possui um display com 24 pinos que consegue projetar quatro caracteres em Braille por vez. A velocidade com a qual os caracteres são atualizados pode ser controlada pelo usuário.


Segundo o site da empresa, a acessibilidade foi um fator determinante na criação do aparelho: apenas 1% dos livros existentes são traduzidos para Braille, e leitores digitais de livros em Braille custam mais de US$ 2000. 


O Dot, por sua vez, deve custar menos de US$ 300. Ele também promete ajudar usuários que não saibam Braille a aprender a ler usando essa linguagem.


Além de mostrar o tempo, o relógio também funciona como alarme, possui um aplicativo de mensagens, capacidade de navegação GPS e conectividade Bluetooth 4.0 para interagir com outros dispositivos. Segundo a fabricante, sua bateria lhe permite ficar 5 dias sem precisar recarregar.


Uma funcionalidade do Dot que poucos outros smartwatches (relógios inteligentes) poderiam reproduzir é a de leitor de ebooks. O display em Braille do dispositivo permite tanto que ele transmita mensagens mais curtas quanto textos mais longos. 


O gesto de correr o dedo pelo display do relógio também deve ser mais confortável do que tentar ler um documento na tela de um Apple Watch, por exemplo.


 



7 de mai. de 2015

Guardados no tempo: Biblioteca Louis Braille



A Biblioteca Louis Braille, está muito perto de completar sete décadas de serviços prestados à comunidade de pessoas com deficiência visual, apresenta uma exposição que, com uma perspectiva cronológica, percorrerá documentos, imagens, livros (em braille e falados), vídeos e equipamentos que representam a memória da instituição desde sua fundação (em 29 de abril de 1947) até os dias de hoje.


Exposição Guardados no tempo



Local: CCSP - Centro Cultural de São Paulo

Endereço: Rua Vergueiro, 1.000, Paraíso. 

Quando: De 09/05/2015 até 02/08/2015

Abertura:  9/5, sábado, às 18h - haverá um pocket show da banda Majestic 

Horário: Terça a sexta, das 10 às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h - livre - espaço mário chamie (praça das bibliotecas) 

Quanto: Sem necessidade de retirada de ingressos - grátis
 
Acessibilidade: Haverá interpretação em libras e audiodescrição

Classificação Etária: Livre

Site: http://www.centrocultural.sp.gov.br

Mais Informações: (11) 3397-4002


***

Fontes:  SP CulturaRede Saci



12 de jan. de 2015

Braille aumenta inclusão de pessoas com deficiência visual na sociedade

Dedo em cima de papel em Braille
O Dia Mundial do Braile foi comemorado no dia 04/01/2015.

Uma das entidades engajadas na luta pela difusão da leitura do Braille no País é a Fundação Dorina Nowill, localizada em São Paulo (SP)


Ela produz e distribui livros em Braille e em áudio para bibliotecas e organizações de todo o país.


No Brasil, existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 582 mil cegas e seis milhões com baixa visão, segundo dados da fundação com base no Censo 2010, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Há 188 anos, o jovem francês Louis Braille, que perdeu sua visão aos três anos de idade, inventou um sistema de leitura especial e contribuiu para a formação e inclusão de milhões de pessoas pelo mundo. 


Além disso, prepara pessoas com deficiência visual para serem independentes e terem condições de conquistar espaço no mercado de trabalho.


Na opinião de Regina Oliveira, coordenadora na fundação, o Braille tem um papel muito importante na inclusão das pessoas com deficiência visual na sociedade. 


De acordo com ela, até o século 19, as pessoas não tinham acesso à leitura e ficavam confinadas em sua própria casa ou internadas em asilos para pessoas com problemas mentais.


“Com o Braille, as pessoas cegas passaram a ter acesso ao conhecimento, à cultura, ao lazer, à informação e, a partir desse conhecimento, elas puderam desenvolver a própria consciência, a pensar por si mesmas”, completou ela.


A própria Regina é fruto do trabalho da fundação. Cega desde os sete anos de idade, foi lá que aprendeu a ler e a escrever, o que permitiu que ela frequentasse uma escola convencional e aprendesse um ofício.


Como resultado, começou a trabalhar na fundação como telefonista e hoje é coordenadora de revisão dos livros em Braille. 


“Uma vez preparadas, as pessoas podem obter acesso a um número muito grande de profissões. Mas é necessário que, além do trabalho todo que a fundação faz, as escolas também estejam preparadas para receber essas pessoas para dar condições de aprendizagem como os outros alunos têm”, analisou Regina.
 

Outras estratégias


Com o passar do tempo, novas formas de acesso à informação são elaboradas para auxiliar pessoas cegas. Além do Braille, existe audiolivros e formatos digitais, que mostram as letras ampliadas (para quem tem visão subnormal) com auxílio de áudio.


Na opinião de Regina, o Braille não perde importância com a criação de novos formatos. Para ela, todos os formatos que auxiliam pessoas cegas se complementam.


“O Braile é imprescindível para alfabetização das crianças, para que elas tenham contato com a ortografia, tanto da língua portuguesa quanto de línguas estrangeiras. Para livros científicos, não existe um substituto para o Braille ainda. Os formatos tanto digital quanto falado não se excluem, se complementam”.


Fontes: Agência Brasil / Portal Brasil


13 de nov. de 2014

USP oferece curso online grátis do sistema Braille

 


 A Universidade de São Paulo (USP) oferece um curso online grátis de Braille (sistema usado por pessoas cegas) pela internet, destinado a pessoas que não têm deficiências visuais


As aulas são indicadas para crianças, pais, professores e funcionários de escolas que mantenham projetos de inclusão de cegos.


Pessoas que tenham interesse em aprender a usar o sistema Braille poderão fazê-lo gratuitamente, pela internet. O material pode ser acessado em português, inglês e espanhol.


Metodologia do Curso Braille


As pessoas que enxergam não precisam do tato para ler em Braille. Com o aprendizado do sistema composto por 63 símbolos formados pela combinação de seis pontos em uma célula, o indivíduo que vê pode ler textos em Braille apenas substituindo as letras comuns pela nova simbologia.


O Braille Virtual é uma animação gráfica que pretende facilitar o aprendizado do sistema. Com os símbolos divididos em grupos de 10, o usuário poderá perceber primeiramente quais pontos formam cada letra Braille. 


Num segundo momento há a repetição de cada letra, no intuito de facilitar a memorização. Terminada a animação, o usuário pode clicar em cada célula Braille disposta para repetir o aprendizado. 


A partir do segundo grupo de letras, ao se acrescentar ou retirar apenas um ponto do grupo anterior, forma-se um novo grupo de letras, acelerando o processo. O Braille Virtual é um curso livre e não oferece certificado.


Para fazer o curso, entre no site www.braillevirtual.fe.usp.br, do Departamento de Metodologia do Ensino e Educação Comparada da Faculdade de Educação da USP.


Aproveite!


Fonte:  Canal do Ensino

26 de jun. de 2014

Ele é surdo e cego. Mas ganhou dos amigos a chance de 'assistir' à seleção

Olhando para câmera, Helio, Carlos e Regiane mostram o jogo

 
Carlos Alberto Santana Junior é um jovem de 26 anos que nasceu sem escutar. A partir dos 10 anos, passou a perder também sua visão


Enquanto os olhos funcionavam bem, era apenas mais um brasileiro apaixonado por futebol. Sem a visão, o garoto surdocego perdeu a chance de vivenciar a experiência de ir para um campo bater uma bola ou de simplesmente curtir uma partida na TV. Não mais. Um casal fez a Copa de 2014 ser inesquecível para ele.


Na última quinta-feira, Carlos chegou à casa de dois amigos, o casal de guias-intérpretes Hélio Fonseca de Araújo e Regiane Pereira com um pedaço de papelão na mão.


Ele queria pedir para eles que encenassem no simples objeto a estreia do Brasil contra a Croácia e o ajudassem, pelo tato, a saber o que milhões de pessoas estavam vendo em suas TVs. 


Ele só não contava que eles já tivessem preparado algo semelhante, com direito a um campinho e à adaptação de seu meio de se comunicar para voltar a "ver" um jogo Regiane explica.


"A ideia de colocar o Carlos para 'assistir' a esse jogo veio do Hélio, meu marido. Ele acordou de manhã e perguntou: 'onde ele vai assistir e como vai saber o que aconteceu?'. 


Uma vez vimos um surdocego usando um campinho, com bonequinhos. Então montamos para ele um campo tátil e o chamamos para assistir". 


O detalhe foi a surpresa do paulistano. "Ele não sabia que tínhamos feito. Antes ele participava, ia a jogos. 


Para ele, poder reviver foi muito emocionante. Ele chegou aquele dia com um pedaço de papelão... Aí mostrarmos para ele ( o campo). Não filmamos a parte da reação quando ele começou a tatear o campo, mas foi fora da série, ele ficou muito emocionado."


O fato de não ouvir – e por ter nascido surdo não ter desenvolvido a fala – e de ter apenas um mínimo resíduo da visão dificulta a comunicação de Carlos com o mundo exterior. 


Assim, ele se comunica com as outras pessoas por sinais – a libras, língua brasileira de sinais - e apreende o que acontece pelo tato, usando uma versão diferente da língua de sinais, a libras tátil, e a comunicação háptica, pouco comum no Brasil.


Para entender um jogo de futebol, Hélio e Regiane tiveram de ir além. Eles formaram uma parceria para passar a noção total do que estava acontecendo e narraram até a cerimônia de abertura.


"O Hélio fazia os jogadores no campo e a bola, falando com o Carlos por meio do tato, com as mãos. E eu fazia em suas costas a comunicação háptica: passava informações adicionais, mostrava quem estava com a bola, falava os cartões, impedimentos... A comunicação háptica meu marido trouxe de um congresso das Filipinas, países como a Noruega usam. E antes do jogo nós adaptamos, porque não tem nada criado no Brasil. Então o Carlos decorou os números dos jogadores e combinamos alguns sinais para a hora da partida", explicou ela.



O resultado está no vídeo divulgado por Hélio – que já gera repercussão internacional. Nas imagens, é possível ter uma noção da intrincada comunicação que Carlos, Hélio e Regiane conseguiram usar, e perceber a grande emoção que o paulistano voltou a vivenciar ao acompanhar do hino ao susto com o gol da Croácia, dos gols do Brasil ao alívio do apito final.
 

Em busca da independência, trio pede ajuda


Carlos é surdocego por conta da síndrome de Usher, um mal que acontece principalmente no nascimento de filhos de pais consanguíneos. Sua irmã também sofre com ela. O paulistano nasceu surdo e ainda criança começou a ter problemas para enxergar. Os óculos já não faziam efeito e foi só aí que a síndrome foi diagnosticada.


Sabendo que perderia a visão e que teria muitas dificuldades para se comunicar com outras pessoas, o garoto foi para a luta. Começou a aprender braile, recebeu orientação na parte de mobilidade, para poder andar de bengala na rua, e não deixou o problema o isolar do mundo.


Há cerca de nove anos ele conheceu Hélio e Regiane em um evento religioso. O trio começou a se comunicar e a amizade formada naquele momento segue até hoje.


Carlos é formado como massoterapeuta e trabalha normalmente. Anda por São Paulo com naturalidade, pega metrô sozinho e vai para onde quer. "Ele conhece a cidade toda, às vezes ele que é nosso guia", brinca Regiane.


A motivação de publicar o vídeo mostrando como Carlos "viu" a Copa foi não só inspirar outras pessoas nesta situação, mas tentar ajudar o jovem a ampliar sua independência. 


Hélio e Regiane querem adquirir um display em braile, um aparelho que faz com que tudo o que aparece na tela do computador seja representado em braile.


"Hoje esse aparelho custa R$ 17 mil. Temos certo valor por conta das palestras que ele dá, mas ainda falta muito. É importante para ele ganhar autonomia, afinal, é um jovem que quer explorar o mundo, ter seus segredos e viver a vida dele sem que sempre precise da gente como intermediário", concluiu ela.




19 de jun. de 2014

Com acervo limitado, biblioteca de áudio e braille pede doações no Acre

Foto da biblioteca Antônio Benedito Fortuna Parente


A Biblioteca em Áudio e Braille - Antônio Benedito Fortuna Parente, inaugurada em Rio Branco (AC) pela Associação dos Deficientes Visuais (Adevi) no dia 31 de maio, pede doações de obras da literaturas em áudio, braile e publicações convencionais. 


Atualmente o acervo conta 40 CDs de áudio descrição e apenas 100 livros, sendo 50 em braille e o restante em livros tradicionais.


A coordenadora de projetos da Adevi, Mirna Rosário, explica que são aceitos todos os tipos de livro, mas o foco está na literatura em braille e áudio. 


"Estamos criando uma biblioteca em áudio e braile, já que o estado já tem algumas ações de bibliotecas, mas não voltada para as pessoas com deficiência visual. A gente se preocupa em fazer cumprir o que foi estabelecido na conferência da ONU, que é dar acessibilidade às pessoas com deficiência a todos os meios de comunicação, educação, saúde e cultura. Não tem uma outra forma de tornar isso acessível à pessoa com deficiência visual se não for através do áudio e do braile", afirma.


Os livros em braille ou em áudio estão disponíveis no 1º piso da sede das entidades com deficiência, nº 511, bairro Bosque, localizado na Rua Dom Bosco. Mirna  ressalta que a associação também pretende atingir a comunidade em geral, aproximando o mundo das pessoas com deficiência visual. 


"A biblioteca não é apenas para os nossos associados e pessoas com deficiência, é também para que a comunidade possa ter acesso a essa literatura não-convencional", diz.


No local também estão disponíveis computadores usados principalmente para o acesso aos livros de áudio descrição. 


"Os computadores são tanto para pesquisa como para tornar acessíveis os livros que são em áudio ou em áudio descrição. A gente disponibiliza um fone e a pessoa vai escutar pelo tempo disponível", explica.

Biblioteca
 

O atual acervo da biblioteca foi adquirido através de parcerias com a Fundação Dorina Nowil para Cegos e da Teia da Diversidade 2014


De acordo com a coordenador de projetos da Adevi, a criação do espaço é um sonho antigo da associação. "Infelizmente não estava sendo possível tornar realidade. 


Só conseguimos através do convênio estabelecido entre a FEM [ Fundação Elias Mansuor] e a Adevi, que se tornou um ponto de cultura", explica.


Além da biblioteca, no espaço também são realizadas atividades culturais.  "Oferecemos várias atividades gratuitas, informática, aulas de artesanato, música, futuramente de contação de história", diz Mirna.


A biblioteca fica aberta de segunda à sexta nos horários de 08h às 12h e 14h às 18h.  Os interessados em doar livros, é possível ir na sede das entidades com deficiência, na Rua Dom Bosco, ou entrar em contato através do telefone 3228-7972.


Fonte: G1


27 de mai. de 2014

Primeiro celular em braille do mundo é lançado com preço popular

Foto dos celulares em braille


A empresa britânica OwnFone lançou oficialmente na última segunda-feira (19) o primeiro celular em braille do mundo, que custa 60 libras (cerca de R$ 223), no Reino Unido.


Para quem não sabe ler em braille, o smartphone ainda oferece uma cobertura opcional com teclas de letras em alto relevo no teclado.


Voltado para quem tem deficiência visual, ele é fabricado todo com impressão 3D, segundo o seu inventor Tom Sunderland. 


Em entrevista à BBC, ele diz que o método foi suficiente para criar os botões personalizados em braille de maneira rápida e econômica. O design do gadget, por sua vez, é bem arredondado, e ele está disponível em várias cores.


“O telefone pode ser personalizado com dois ou quatro botões pré-programados para ligar para amigos ou serviços de emergência. É o primeiro telefone com teclado impresso em 3D, e para quem não sabe ler Braille, podemos imprimir textura e texto em alto relevo”, conta o inventor do aparelho.


Quem deseja comprar um telefone tem que entrar no site da companhia e criar um design customizado de acordo com as necessidades pessoais. 


Vale lembrar que uma empresa indiana já fez um protótipo de smartphone com braille em 2013, porém, esse é o primeiro que, de fato, acaba saindo do papel.


Fonte: Techtudo


15 de mai. de 2014

Biblioteca Pública de BH ganha mais acessibilidade com tecnologia assistiva

Foto da Biblioteca Luiz de Bessa


A Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, equipamento que integra o Circuito Cultural Praça da Liberdade, foi selecionada pelo edital de Acessibilidade da Fundação Biblioteca Nacional, que busca ampliar e qualificar a acessibilidade em Bibliotecas Públicas. 


Entre os benefícios que serão recebidos por meio do edital estão 300 livros de literatura em formato acessível; coleção de jogos e brinquedos especiais; kit de equipamentos e softwares de tecnologia assistiva e capacitação da equipe.


“É muito gratificante ver reconhecido o trabalho que realizamos, ainda mais neste ano em que a Luiz de Bessa completa 60 anos, oferecendo sempre um serviço de excelência à população mineira. Vamos ampliar nossa atuação inclusiva do Setor Braille, que já é referência nacional em acessibilidade, junto com os outros nove equipamentos contemplados por este edital”, destaca Catiara Afonso, superintendente de Bibliotecas Públicas e Suplemento Literário.


O Setor Braille da Biblioteca Pública Estadual surgiu em 1965 e conta atualmente com cerca de 1.600 títulos de livros. Também estão disponíveis mais de mil audiolivros para atender pessoas com deficiência visual. Os mais de 450 leitores cadastrados são assessorados por uma rede de aproximadamente 400 voluntários. 


Também no mesmo setor ainda são desenvolvidas atividades informativas e culturais, como Cine Braille – exibição de vídeo com audiodescrição; Clube de Leitura; Hora do Conta e da Leitura; Clube do Xadrez; palestras; grupos de estudos para concursos públicos de Português, Direito, Raciocínio Lógico; exposições acessíveis; visitas a diversos museus e outras atividades inclusivas.


“Com esses novos recursos poderemos potencializar o que já é oferecido e possibilitar o atendimento a outras demandas relacionadas às tecnologias assistivas. Já estamos participando de seminários e encontros da área para ver como incluir itens em Libras e pensar outras adaptações para aprimorar nosso esforço de inclusão”, esclarece Cleide Fernandes, coordenadora do Setor Braille da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa.


A Luiz de Bessa e as outras nove bibliotecas contempladas pelo edital serão responsáveis por multiplicar a iniciativa em áreas vizinhas, gerando um movimento em prol da acessibilidade na cultura. 


“Ser contemplado neste edital demonstra como o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais está fortalecido, integrando os equipamentos culturais do interior e superando desafios como a vastidão do nosso estado,” ressalta Marina Nogueira, Diretora do Sistema Estadual de Bibliotecas. 


“Estamos sempre em busca de melhorar ainda mais, como exemplifica a realização do Encontro”, conclui a Diretora.


Fonte: Em.com


9 de mai. de 2014

Fundação Dorina Nowill lança livro inédito em braille

Foto do livro em braile
Imagine receber um livro totalmente em braille sem ser uma pessoa com deficiência visual


O que você faria? Como obteria a informação deste material? É essa a distância de informação que existe quando alguém cego ou com baixa visão tem em mãos uma obra sem acessibilidade


É esse despertar de consciência, com a sensação gerada pela surpresa, curiosidade e até mesmo inquietação que a Fundação Dorina Nowill para Cegos busca como resultado do projeto Palavras Invisíveis.
 
O livro Palavras Invisíveis é uma obra com textos inéditos dos principais nomes da literatura brasileira atual publicados primeiramente em Braille, que reforça o conceito de inclusão cultural. 


Luis Fernando Verissimo, Lya Luft, Eliane Brum, Ivan Martins, Fabrício Carpinejar, Martha Medeiros, Tati Bernardi, Carlos de Britto e Mello, Antonio Prata e Estevão Azevedo foram os autores convidados que escreveram textos para a iniciativa a partir do tema Tudo aquilo que não se pode ver.
 
O projeto foi criado pela agência DM9Sul com o objetivo de alertar a população sobre a necessidade do acesso universal à cultura, já que atualmente mais de 95% das obras disponíveis no mercado editorial brasileiro não possuem versão em braille. 


“Além de sensibilizar, o projeto pretende engajar a sociedade para atuar na mudança dessa realidade”, diz Márcio Callage, presidente da DM9Sul. A iniciativa conta com patrocínio da Novo Nordisk, empresa dinamarquesa de cuidados com a saúde.
 
A Fundação Dorina Nowill possui uma das maiores imprensas braille do País e já produziu mais de seis mil títulos e dois milhões de volumes impressos em braille, além de 2500 obras em áudio e cerca de outros 900 títulos digitais acessíveis. Mas esses números ainda não são suficientes para atender o mercado brasileiro.

 
“Queremos provocar as editoras para que os lançamentos de livros impressos em tinta também sejam disponibilizados em formatos acessíveis, permitindo o acesso total à cultura”, afirma Adermir Ramos da Silva Filho, superintendente da Fundação Dorina. 


“Ao chamar a atenção para a causa da deficiência visual e para a importância do acesso universal à cultura, há uma via para sensibilizar a sociedade quanto à escassez de material literário acessível no mercado”, acrescenta.
 
O livro Palavras Invisíveis chega ao mercado em maio e será enviado para as principais bibliotecas públicas do Brasil. 


A obra estará disponível também na versão audiobook e terá um hot site com todas as informações sobre o projeto. 


A página http://palavrasinvisiveis.com.br/ apresentará vídeos de pessoas com deficiência visual lendo os textos publicados, opção para download de audiobooks e ainda um gerador de tweets em braille, que permitirá ao público postar dessa forma em seus perfis no Twitter e chamar atenção para a causa.


 Fonte: Vida Mais Livre


15 de abr. de 2014

Pessoas com deficiência visual devem receber contas em braille

Dedos passam em papel com braille
Poucos paraibanos sabem, mas é lei em todo o Estado que as contas de água, energia elétrica e telefone fixo e móvel sejam emitidas com leitura em Braille, sem custo adicional, para aqueles consumidores que possuem deficiência visual.


Pensando na acessibilidade dos consumidores paraibanos, o autor da lei, o deputado estadual Dr. Aníbal Marcolino (PEN), informou que objetivo da norma é garantir aos cidadãos com deficiência visual o direito de receberem o detalhamento de seu consumo mensal de forma inteligível.


Apesar de estar em vigor desde o ano de 2011, o projeto de lei redigido por Dr. Aníbal ainda não é de conhecimento de todos os paraibanos, talvez até por conta do pouco interesse das empresas prestadoras de serviços de avisarem aos seus consumidores sobre este direito.
 
Quem deseja receber as contas adaptadas, deve entrar em contato com a empresa prestadora de serviços, realizar um cadastro e fazer a solicitação.
 
Em caso de descumprimento, as empresas estão sujeitas a advertência e penalidades contidas no Código de Defesa do Consumidor.
 
Exercendo seu segundo mandato, Dr. Aníbal Marcolino prima pelo bem-estar da população paraibana e aposta na sua experiência como médico para atuar na Assembleia Legislativa em defesa da vida e saúde dos paraibanos.
 
Fonte: PB Agora

28 de ago. de 2013

Design desenvolve história em quadrinhos para cegos

Os deficientes visuais formam grande parte da população brasileira. Segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), 1% dos brasileiros são deficientes visuais, ou seja, 1,7 milhão de pessoas. 

 Graças ao sistema de escrita Braile (ou Braille), também conhecido como “escrita a branco”, os cegos podem ler usando o tato. 

Pelo sistema - desenvolvido em 1827 pelo francês Louis Braille - os textos são transcritos numa série de pontos salientes e dispostos em sequência lógica.

Um tipo muito comum de texto que o Braile não abrange, no entanto, são as histórias em quadrinhos, já que a leitura pelo tato não permite que os deficientes visuais apreciem esse tipo de publicação. Ou, pelo menos, não permitia.  

Graças ao designer de interação alemão Philipp Meyer, os deficientes visuais começam a ter acesso a essa nova experiência. Ele percebeu que não seria possível apenas traduzir os desenhos com pontos no lugar dos traços. 

Então, usando as formas táteis do Braile, decidiu simplificar ao máximo, mas sem perder a característica do tipo de texto. Como resultado, chegou a 24 quadros que contam a história da vida.  

A história em quadrinhos Life  é uma experiência tátil para deficientes visuais. Ela conta - de forma simples - o início, o meio e o fim da vida com a noção de nascimento, reprodução e morte. 

A intenção do autor é que Life possa ser apreciada com interatividade, tanto no papel quanto virtualmente. 

É possível, por exemplo - no site http://www.hallo.pm/life/ - clicar nas imagens, mudar a aparência dos personagens e colocá-los em lugares diferentes. 

Na versão em papel, a primeira página explica que Life se passa em quatro quadros por página, com a ordem de leitura indicada por números nos cantos.

É um belo exemplo de criatividade e tecnologia a favor da inclusão de portadores de deficiência visual.


Texto:   Jefferson Guimarães

12 de jul. de 2013

História de quadrinhos para cegos

Duas mãos estão sobre os quadrinhos

O Braille consegue quebrar a barreira que os cegos têm com a leitura. Mas um limite parece permante: conseguir aproveitar uma história em quadrinho sem ter visão.

A falta de uma solução prática para isso mexeu com a cabeça do estudante de design Philipp Meyer, que resolveu estudar uma maneira de criar histórias visuais para cegos sem reformatar tudo em texto. 


Meyer queria fazer os cegos aproveitarem uma história apenas com "imagens".
 

No processo, Meyer primeiro tentou uma tradução simples, transformando imagens visuais em imagem tátil, mas percebeu que isso não funcionava. 

Era preciso simplificar mais. Insistindo em novas ideias Meycer conseguiu criar Life. Usando apenas formas simples, sem texto e um visual que pode ser entendido tanto de maneira tátil quanto visual, ele contou a história da vida.
 

“Este projeto foi definitivamente o mais difícil que eu já fiz - mas o mais gratificante também.  Eu percebi que é possível contar uma história - sem tinta, texto ou som - que ganha vida através da imaginação”, escreveu Meer em seu site. 

O design insiste que seu projeto não quer promover sua história, que ele admite ser bastante simples, mas é um primeiro passo para resolver a leitura visual. Essa pesquisa continua.




Fonte: Trip

5 de jun. de 2013

Seguridade aprova alfabetização em braile nas escolas públicas e privadas

Texto em braille
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou, na quarta-feira (29), proposta que obriga escolas públicas e privadas a alfabetizar pelo sistema braile alunos com deficiência visual, quando for necessário.

O texto aprovado é o substitutivo proposto pela relatora, deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), que também cria condições para o ensino do braile aos familiares e à comunidade da pessoa com deficiência visual.

Ela destaca que a proposta original [Projeto de Lei 444/11, do deputado Walter Tosta (PMN-MG)] previa a obrigatoriedade de alfabetização em braile apenas para os alunos com deficiência.

“A extensão da obrigação aos familiares e comunidades da pessoa com deficiência nos parece interessante e de possível contemplação na proposta em análise”, disse a deputada, ao justificar a opção por um novo texto.

Língua de sinais
 
A parlamentar explicou que o substitutivo é ainda uma oportunidade de complementar outra proposta já aprovada pela Câmara, mas que aguarda votação no Senado. Trata-se do Projeto de Lei 6706/06, da ex-senadora, Ideli Salvatti, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/96) para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da oferta da Língua Brasileira de Sinais – Libras.

Segundo a relatora, durante a tramitação na Câmara, o PL 6706/06 foi alterado e ampliado para abranger outros métodos pedagógicos, entre os quais o método braile. No entanto, segundo ela, o texto prevê o acesso sem tornar obrigatória a oferta da alfabetização em braile.

“O referido PL prevê acesso ao método pedagógico de comunicação em braile, mas não prevê a obrigatoriedade da oferta do sistema braile como medida de acesso ao conhecimento, à informação e à educação”, completou.
 
Lei atual
 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei 9.394/96) estabelece que o dever do Estado com a educação escolar pública será efetivado mediante diversas garantias, entre elas o atendimento educacional especializado gratuito aos alunos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino.

Tramitação
 
O projeto tem caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

27 de mai. de 2013

Aprovado projeto que regulamenta revisor de textos em braile e transcritores

Dedos passam sobre braille

O Senado deu um passo em 22/05 para regulamentar as profissões de transcritores e revisores de textos em braile – sistema de escrita em relevo que permite o acesso de deficientes visuais e auditivo à leitura e à comunicação.

O projeto de lei que prevê a medida foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais e agora será remetido à apreciação da Câmara dos Deputados.

“Os livros sonoros e a informática são importantes, mas não substituem o sistema braile tradicional, que é um modelo lógico, simples e polivalente, adaptável a todas as línguas e a todas as espécies de grafia”, destacou a relatora Angela Portela (PT-RR).
O Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constatou que havia 45,6 milhões de pessoas com deficiências visual, auditiva, motora e mental – o que representa 23,9% da população.
 
Para ela, a regulamentação dos revisores e transcritores desse tido de leitura vai estimular a profissionalização.

“Em última instância, o conhecimento e a cidadania das pessoas com deficiência visual estão diretamente vinculados aos produtos culturais colocados à disposição com o uso da técnica.”

 

20 de mai. de 2013

Projeto de lei propõe adaptação de computadores para deficientes visuais no AM


Três projetos de lei, que possibilitam a inclusão digital de deficientes visuais na sociedade, foi apresentado na Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), na terça-feira (14).

Símbolo de acessibilidade está numa tecla de computador
No projeto, o deputado estadual Arthur Virgílio Bisneto (PSDB) solicitou a adaptação de computadores em lan houses para os deficientes visuais de todo o Amazonas

Atualmente, mais de 20 mil pessoas possuem deficiência visual no Estado, sendo 14 mil na capital.

Outra propositura visa beneficiar o acesso às informações constantes nas contas de serviços públicos, por meio da adoção do sistema braile de leitura. “O sistema é o único método eficaz de comunicação escrita para pessoas portadoras de deficiência visual.

O Código de Defesa dos Direitos do Consumidor garante aos usuários o direito à informação adequada e clara. Por isso, nada mais correto que as concessionárias de serviço público aprimorem o atendimento”, comentou o deputado.
Editais em braile

A divulgação de editais de concurso público impressos no sistema braile também consiste em uma solicitação de projeto de lei do deputado.

“A publicação dos editais de concursos públicos em braile certamente provocará efeito de inclusão social desejada, além de ser uma proposta de política inclusiva”, comentou Bisneto.