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29 de set. de 2016

Instituto Gabi promove evento com atividades especiais no Dia das Crianças



O Instituto Gabi, localizado na zona sul de São Paulo, é um Núcleo de Apoio à Inclusão de pessoas com deficiência, com 15 anos de atendimento especializado em crianças e adolescentes. 


Na semana do Dia das Crianças, a ONG preparou uma programação especial para os atendidos, conforme conta a Coordenadora de Atendimento, Juliana Amorim.


“Teremos atividades bastante diferentes tradicionais, com brincadeiras, jogos, gincanas e um passeio externo, ainda a ser definido”, diz.


Além disso, as crianças e adolescentes aprenderão a preparar uma receita de sorvete de frutas. 


“Para eles, as atividades cotidianas têm mais complexidade, mas, também são mais empolgantes. Certamente, preparar seu próprio sorvete e degustá-lo será muito prazeroso”, anima-se a Coordenadora.


Os pais dos atendidos também serão envolvidos nesta semana. Para eles e outros visitantes, o Instituto Gabi preparou uma Mostra Cultural, que será realizada no dia 11/10 das 9h30 às 17h, com todos os trabalhos manuais desenvolvidos pelos atendidos durante o ano. 


“São colagens, desenhos, pintura em tela, fotografias e outras artes produzidas pelas crianças e adolescentes”, comenta Juliana.


Esta também é uma excelente oportunidade para novos voluntários conhecerem a ONG


“Muitas pessoas me falam que não têm a oportunidade de ajudar ou não encontram um local sério que lhes dê essa oportunidade. Estamos sempre precisando de voluntários e com as portas abertas. Neste momento, por exemplo, precisamos de voluntários para a digitação de notas fiscais do programa Nota Fiscal Paulistana, porque as pessoas nos doam notas e não temos quem as digite”, diz Francisco Sogari, Fundador e Presidente do Instituto Gabi. Outras necessidades de doação da ong são alimentos e papel sulfite.


O Instituto Gabi fica na Rua Gustavo da Silveira, 128 – Vila Santa Catarina – São Paulo (SP). Para mais informações ligue: (11) 5564-7709.



 
 
 

20 de nov. de 2013

10 dicas de como discutir puberdade com crianças com deficiência

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Não é fácil falar com qualquer criança sobre as mudanças que o corpo passa durante a puberdade. Mas o desafio de explicar pode ser maior quando a criança pode ou não entender porque têm disfunções que comprometem a compreensão ou a expressão de dúvidas e opiniões.


Aqui está um passo- a-passo, que é uma sugestão, de como podem ser discutidas as mudanças físicas e emocionais que ocorrem nessa fase:


1 . Escolha um momento privado
 

Escolha um momento que pode falar com a criança em particular para não gerar uma situação de constrangimento. Prepare-se para qualquer reação, tipo risadas descontroladas. Fique atento porque essa pode ser uma reação que sinalize que a criança não está à vontade e aquele pode não ser o momento. Tenha sensibilidade para reconhecer esses momentos e perceba que essa conversa deve surgir de forma natural.


2 . Pergunte o quanto seu filho já sabe
 

Esse pode ser um começo! Doug Goldberg, um blogueiro de Educação Especial, recomenda perguntar o que a criança já sabe como um ponto de partida para a conversa. A maioria das crianças estão conscientes das diferenças físicas entre crianças e adultos por viver momentos simples como a mudança de roupas e por presenciar o banho do papai ou da mamãe.


3. Use termos cientificamente corretos
 

Crianças com algumas doenças ou deficiências, como Autismo, pode perseverar em uma determinada palavra ou frase e usá-la para o resto de suas vidas. Por esta razão, é importante desde o início usar a terminologia científica para partes do corpo e funções. Muitos adultos nem sabem os termos corretos, então é importante procurá-los de antemão. 

Por exemplo , as meninas têm vulva, grandes lábios, pequenos lábios , clitóris, uretra e vagina. Os meninos têm testículos , a bolsa escrotal (ou saco escrotal), pênis, glande e uretra.


Alguns pais temem que os termos científicos sejam muito complicados para os seus filhos, mas esses termos realmente podem simplificar as coisas a longo prazo porque não podem ser confundidos com outros conceitos.


4 . Esclareça que cada um tem seu tempo
 

Um corpo em mudança (rápida ou vagarosa) pode ser motivo de ansiedade ou alarme para algumas crianças. Esclarecer que as mudanças corporais todos vão passar, alguns mais rapidamente do que outros, é normal! Cada um no seu tempo. O importante é esclarecer que o corpo de cada pessoa muda de uma forma que é adequado para aquela pessoa.


5. Ler um livro
 

Para algumas crianças são mais fáceis explicações visuais que verbais. Histórias sociais podem ser uma forma de criar curiosidades quanto a puberdade, e eles podem ter essas histórias como uma referência sempre que necessário.


Existem também alguns livros ilustrados sobre a puberdade para crianças mais novas aprenderem sobre as mudanças do corpo. (Vocês têm alguma sugestão de livros com esse tema? Comentem e sugiram!)


6. Explique os estágios da puberdade
 

Os filhos precisam de exemplos específicos para entenderem as mudanças. Mostre como e porque ele deve usar desodorante. Use exemplos práticos ao longo de várias conversas para esclarecer sobre as fases que resultam em mudanças como as de altura, voz , condição da pele e humor. Saliente que tudo não acontece de uma vez – na verdade existem cinco estágios de puberdade durante um período de quase 10 anos.


7. O Corpo é sagrado
 

Uma coisa que sempre se deve enfatizar para as crianças é que seus corpos são sagrados, e eles são responsáveis pelo cuidado e bem-estar deles. Use exemplo de avôs que são ativos e animados mesmo idosos – um grande exemplo de alguém que tomou conta de seu corpo e que tem uma vida longa e feliz. Enfatize as coisas positivas que a criança faz todos os dias para manter a sua saúde e força – exercício, hábitos saudáveis de alimentação, higiene – todos estes são sinais de sua autoestima e senso de cuidado.


8. Falar sobre o que é inapropriado
 

As estatísticas sobre o abuso sexual de pessoas com deficiência física e intelectual são surpreendentes e de partir o coração: são de 4 a 10 vezes mais propensos a serem vítimas de violência sexual do que as pessoas sem deficiência, e apenas 3% desses ataques são relatados à polícia.Portanto, é obrigatório fornecer informações sobre o que fazer se alguém tentar algo impróprio.


Explique que ele tem uma escolha de abraçar e de beijar quem quiser. Se ele não quer participar na partilha de afeto, ele está sempre autorizado a dizer não. (Mesmo se a vovó só quer dar beijo de adeus)
 

Tenha certeza que ele entendeu que pode dizer não, mesmo para um adulto que respeita e deve obediência. Ninguém ficaria chateado com ele por dizer a verdade Faça também uma lista dos adultos de confiança que ele pode se aproximar em uma emergência. Isso é algo que nunca deve ser mantido em segredo!


9. Disponibilidade para esclarecer dúvidas
 

Diga também que nada vai ser surpreendente, que ele pode perguntar tudo e ainda terá o amor das pessoas, não importa o que ele precisar perguntar ou contar.


10. Repita conforme necessário
 

Talvez essa seja a mais importante recomendação no caso de crianças com deficiência, a maioria dessas informações podem não ficar na primeira vez que for apresentada, por isso essa é uma conversa que pode durar vários anos. Toda vez que ele vê uma ligeira mudança em seu corpo, volte ao básico novamente. Quando ele começar a esquecer-se de usar desodorante, lembre que é necessário pelas mudanças no corpo. Se ele percebe um amigo com um novo irmãozinho ou irmãzinha, fale de reprodução. Uma coisa que deve permanecer na mente da criança desde o começo: a certeza que seus pais vão sempre ser honestos e francos com ele e que isso nunca vai mudar.


Texto: Ana Leite 

Fonte: Reab


6 de jun. de 2013

Crianças com deficiência estão excluídas de benefícios



Crianças com deficiência têm menos oportunidades e menos acesso a recursos e serviços do que os integrantes em geral da primeira idade. É o que aponta o relatório Situação mundial da infância 2013 - Crianças com deficiência, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A exclusão atinge direitos básicos, como o acesso à educação e à  saúde.

O relatório escrito pelo diretor executivo do Unicef, Anthony Lake, em Nova York, aponta que a exclusão dessas crianças leva à invisibilidade com relação à assistência social. No Brasil, entre os 409 mil atendidos pelo Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC), que garante um salário mínimo mensal a pessoas com deficiência com renda familiar per capita inferior a um quarto do salário mínimo, pouco mais da metade (53%) em idade escolar está realmente na escola. Em 2008, o percentual era de apenas 29%.

 

A exclusão ainda é maior entre as crianças de famílias de baixa renda. Apenas entre 5% e 15% das pessoas que necessitam de tecnologia assistiva conseguem obtê-la. Nos países mais pobres, os custos econômicos da deficiência variam entre 3% e 5% do produto interno bruto (PIB).

 


Para cumprir a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil lançou em 2011 o Programa Viver sem Limites, que prevê a articulação de políticas governamentais de acesso à educação, atenção à saúde e acessibilidade. O Plano prevê investimento de R$ 7,6 bilhões até 2014.

 

ENTENDA A NOTÍCIA
 


O Unicef utiliza a estimativa de que 93 milhões de crianças no mundo vivem com algum tipo de deficiência moderada ou grave . No Brasil, 29 milhões de crianças até os 9 anos de idade declaram ter algum tipo de deficiência, segundo o IBGE.

Fonte: http://www.opovo.com.br