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14 de out. de 2015

Baixada Santista registra 1.311 casos de violência contra pessoas com deficiência

 
 
 
A Baixada Santista registrou 1.311 casos de violência contra pessoas com deficiência, entre maio de 2014 a agosto deste ano, segundo dados da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo.
 
 
Santos foi a cidade com mais ocorrências do tipo na região, totalizando 310. Na sequência, no ranking regional, aparecem Praia Grande (233 casos), Itanhaém (200), São Vicente (156), Cubatão (74), Mongaguá (73), Peruíbe (55) e Bertioga (37).
 
 
Segundo o presidente interino do Conselho dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Condefi) de Santos‚ Luciano Marques, os casos de violência ocorrem com frequência, mas muitos não são oficializados.
 
 
"No Condefi eventualmente aparecem denúncias, mas que acabam não sendo formalizadas. Muitos casos envolvem familiares ou pessoas próximas e por isso quem presencia uma agressão ou abuso acaba não passando muitas informações para não se envolver", relata.
 
 
Apesar do Condefi não ter um balanço oficial, Marques, que trabalha como conselheiro no órgão há 24 anos, afirma que a maioria dos casos envolve abandono, abuso e agressão física. 
 
 
"Os mais vulneráveis (a estes tipos de agressões), pelo o que vemos e que ficamos sabendo, são os deficientes auditivos, intelectuais e mentais. O surdo já tem dificuldade para relatar acontecimentos do cotidiano, imagina para relatar um abuso ou agressão. Já quem tem o cognitivo prejudicado muitas vezes não entende o que está acontecendo, o que também dificulta na hora de denunciar", afirma.
 
 
Além da falta ou dificuldade de comunicação, o representante do órgão aponta ainda o medo que muitos deficientes têm de ficar desamparados. 
 
 
"Nós, seres humanos, somos vulneráveis (a atos de violência e agressão). A pessoa com deficiência (é) mais ainda e às vezes eles não denunciam o que ocorre de errado com medo de perder um suposto amparo que tem dos parentes", relata.
 

Baixada e ABC

 
 
Segundo informações da pasta, ainda no mesmo período, as ocorrências nos nove municípios da Baixada Santista e sete cidades do Grande ABC totalizam 2.445 casos, ou seja, 11,28% dos registros do Estado. 
 
 
Nessas duas regiões, a cidade que lidera no número de ocorrências é São Bernardo do Campo (348). O número de casos é maior se forem detalhados os tipos de crime relacionados a cada um dos registros.
 
 
Entre os tipos de violência, encabeçam o estudo os crimes contra patrimônio (1.015) e pessoa (951). 
 
 
Ações que infringem o Estatuto do Idoso (136) e Lei Maria da Penha (143) também são citadas no balanço, que totaliza 3.083 ocorrências em 22 categorias. 
 

Perfil

 
No balanço da secretaria, que engloba Baixada Santista e Grande ABC, a maioria dos registros de violência ocorre contra os deficientes físicos (46,93%), seguido das pessoas com alguma deficiência intelectual (19,51%), visual (14,45%), auditiva (13,2%) e múltipla (5,86%). A incidência, quando dividida por sexo, é maior entre os homens (54%).
 
 
 
 

17 de out. de 2014

Jornalista tem cadeira de rodas danificada durante viagem de avião

Foto da cadeira de Flávia Cintra danificada
A jornalista Flávia Cintra, repórter da Rede Globo, publicou nesta terça-feira, 14, em seu perfil no Facebook, um desabafo sobre como as companhias aéreas costumam atender pessoas com deficiência e também sobre o transporte dos equipamentos de acessibilidade que pertencem aos passageiros.


A reclamação, desta vez contra a Gol, foi motivada pelo estado em que sua cadeira de rodas foi entregue após a viagem. Leia a íntegra abaixo.
 
“Só um registro: Eu não quero mais andar de avião. Desisto. A partir de agora, no que depender de mim, só vou onde meu carro puder me levar.Nas viagens a trabalho, se eu não puder fugir do avião, irei só com uma cadeira manual velha. Não aguento mais esse desrespeito repetido e descarado.Hoje foi a Gol que destruiu minha cadeira. Não adianta explicar como fazer, ser gentil, pedir pelo amor de Deus. As companhias aéreas, TODAS, não estão nem aí. Tudo o que fazem é pedir desculpas. Não, Gol, já te desculpei dezenas de vezes. Não desculpo mais! O que falo para o meu chefe amanhã? “Desculpe, querido chefe, a Gol quebrou minha cadeira e eu não posso trabalhar, mas eles ficaram super chateados e até pediram perdão, viu…”. Para o inferno!


Fazem audiência publica, consulta pública, manual dIsso e daquilo, norma assim e assado, mi mi mi…. e na pratica, nada melhora. Muitos anos de incompetência sem consequência, sem evolução.


Às próximas gerações de militância, eu desejo a energia que eu tive por 20 anos em fazer reunião, escrever relatório, servir de consultora de graça. Cansei e não acredito mais”.


O Blog Viver Limites entrou em contato com a Gol, por meio da assessoria de imprensa, e pediu explicações sobre o caso. 


Em nota enviada por e-mail, a empresa afirmou: “A GOL lamenta o fato relatado e informa que já está em contato com a cliente para encontrar a solução mais adequada. A companhia ressalta que, após a apuração da ocorrência, reavaliará o atual procedimento para transporte de cadeiras de rodas para que casos como esse não voltem a acontecer”.




19 de mai. de 2014

Cinto de segurança estava quebrado, diz cadeirante que caiu em ônibus

Foto da cadeirante Ana Carla Lopes com a perna engessada
Uma cadeirante de 37 anos que se feriu enquanto seguia de ônibus para o trabalho na terça-feira (13) em Ribeirão Preto (SP) relatou que se acidentou porque o cinto de segurança no interior do veículo estava quebrado e sem condições de ser utilizado. 


Com a queda, Ana Carla Lopes teve uma fratura na tíbia da perna esquerda.


A Transerp, empresa que gerencia o transporte público em Ribeirão, informou que apurará as causas do acidente e que punirá os responsáveis caso necessário. 


O Consórcio Pró-Urbano, responsável pelas linhas que circulam diariamente pela cidade, comunicou que abrirá uma sindicância sobre o caso.
 
Ana Carla relata que a queda aconteceu durante a manhã enquanto o circular passava perto do Estádio Santa Cruz, no bairro Ribeirânia, durante uma manobra inesperada. 


Segundo ela, o acidente poderia ter sido ainda pior. “Eu estava indo para o meu trabalho como faço todos os dias em um ônibus circular. Eu estava sem cinto de segurança, porque ele está quebrado e não arrumaram ainda. 


Na descida perto do estádio do Botafogo, o motorista brecou para pegar e deixar passageiros no ponto e, por não estar presa, eu cai em cima da minha perna e a quebrei em dois lugares. Por pouco não cai na escada”, afirma.


Segundo Ana, problemas são frequentes nos ônibus de Ribeirão Preto. "Tem elevador quebrado, a mureta onde se encosta a cadeira de rodas está quebrada, alguns sem cinto de segurança e estão sempre andando em alta velocidade. É um descaso conosco. Os motoristas não estão preparados para mexerem nos equipamentos nem para atender as nossas necessidades. Eles têm que entender que não estão carregando bonecas em cadeiras de roda, estão com gente, com seres humanos", disse.


A cadeirante se diz revoltada com o que aconteceu. "Não tenho como ficar sem trabalhar. O médico me deu afastamento de sete dias, mas depois devo voltar. Meu marido está desempregado e eu tenho um bebê de cinco meses pra cuidar."
 

Acidente
 

A cadeirante de 37 anos ficou ferida depois de cair dentro de um ônibus na manhã de terça-feira. Ana Carla seguia para o trabalho quando caiu durante a parada em um ponto no bairro Ribeirânia, zona leste da cidade. 


O marido dela, Genêsio Nazário, contou que Ana machucou a perna e estava com muita dor. De acordo com Nazário, há mais de um ano a mulher espera por uma vaga no transporte especial para portadores de deficiência – o sistema "Leva e Traz".


Ana foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Avenida Treze de Maio, onde passou por exames e depois foi transferida para o Hospital Santa Lydia, em que foi constatada fratura na tíbia da perna esquerda. Ela passará por acompanhamento e deve retornar ao hospital em 20 de maio para realizar novos exames.
 

Transerp
 

A Transerp informou que está apurando as causas do acidente e que enviou representantes para prestar ajuda à família da vítima. 


No entanto, a autarquia não respondeu sobre as denúncias feitas pela cadeirante contra o serviço de transporte coletivo da cidade. 


Questionada sobre a demora para se conseguir uma vaga para a cadeirante que se acidentou no ônibus,o departamento, novamente, não respondeu.
 

Pró-Urbano
 

Por telefone, a assessoria de imprensa do Consórcio Pró-Urbano confirmou que abrirá uma sindicância interna para apurar as causas do acidente e ressaltou que, desde o início, prestou assistência à vítima e sua família.


Fonte: G1