2 de jul. de 2013

Instituto Open Door oferece cursos gratuitos para pessoas com deficiência

 

O Instituto Open Door oferece cursos gratuitos para pessoas com deficiência física e/ou visual. Os cursos são de Espanhol, Inglês e Informática. O método utilizado é Wizard e o material (também gratuito) está disponível em braille. 

Para se inscrever é necessário ligar no telefone (11)5549-8373, marcar uma hora e ir até a sede da Open Door para preencher a ficha.

Limite de Idade - 15 a 45 anos
 
Grau de Instrução - ensino médio
Endereço
: Rua Pedro de Toledo, 1064 - Vila Clementino, São Paulo - SP

Mais informações pelo tefone (11) 5549-8373 ou o e-mail mpimenta@opendoor.org.br.

Campinas (SP) planeja censo para apurar demanda de pessoas com deficiência

 
A recém-criada Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de Campinas(SP) planeja a realização de um censo, ainda este ano, para saber a quantidade de pessoas com deficiência e a demanda desta população para definir novas políticas públicas.

Atualmente, a única estatística disponível é a do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Censo em 2010 apontou que 15% da população tem alguma deficiência e outros 9% mobilidade reduzida.

“Onde estão estas pessoas? Qual o tipo de deficiência elas possuem? Estas são algumas das questões que precisamos levantar. É um número bem significativo, mas em espaços públicos, privados, não observamos esta parcela da população”, diz a secretária Emmanuelle Alckmin.

Parcerias

A secretaria recebeu duas propostas para análise de como o levantamento poderá ser feito e busca parcerias da iniciativa privada para viabilizar o projeto. A ideia é executar a pesquisa a partir de outubro. Após os resultados, os dados serão cruzados com outras secretarias, como a de Educação e Saúde.

“Infelizmente o binômio pobreza e deficiência existe. Há uma maior incidência em regiões mais pobres e este Censo nos dará a noção exata de onde cada um está. Investimentos em acessibilidade, por exemplo, devem ser direcionados mais para estas áreas”, completa Emmanuelle.
 
'Direcionar a política'

"É fundamental direcionar a política para regiões. São muitas as áreas que precisam de investimento, como lazer e esporte”, opina Edivaldo Bueno de Oliveira, professor em mobilidade da Pró-Visão, entidade que cuida de pessoas com deficiência visual. 

“Pessoas com deficiência física leve, moderada, não são enquadradas em leis, como a do passe do transporte, de trabalho. Se o Censo apontar um número grande destas pessoas, poderá haver mudanças” completa Kelly Cardoso Augusto, fonoaudióloga e coordenadora da Associação de Pais e Amigos de Surdos de Campinas (Apascamp).

A partir de 2014, a secretaria terá uma fatia do orçamento municipal. A intenção de Emmanuelle, contudo, é que haja um comprometimento em outras áreas da Prefeitura. 

“É importante haver uma secretaria, que possamos desenvolver projetos, mas não podemos segmentar. Teremos muito diálogo com outras pastas, que já possuem projetos para deficientes. O que iremos é delinear melhor isso”, finaliza.

Fonte: G1

Jovens criam tecnologias para garantir a acessibilidade na escola

Imagem do Handtalk mostra o boneco que traduz textos para Libras
De acordo com o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 45,6 milhões de brasileiros declaram ter algum tipo de deficiência, sendo que 2,5 milhões deles têm entre 4 e 17 anos, ou seja, estão em período escolar e encontram barreiras para estudar. 

De olho nessas estatísticas, jovens desenvolvem ferramentas como o HandTalk e o Que Fala, aplicativos para celular que buscam auxiliar o acesso à escola dessas crianças e jovens.

O HandTalk, por exemplo, vencedor do prêmio WSA-Mobile, promovido pela ONU, é um aplicativo para tablets e celulares que traduz em tempo real, qualquer palavra ou frase, em português, para Libras (Língua Brasileira de Sinais).

Para Ronaldo Tenório, um dos fundadores da ferramenta, o uso da tecnologia pode ser um passo para o acesso de crianças com deficiência auditiva nas escolas que, apesar do crescimento no número de matrículas, continua baixo. 

No ano 2000, última contagem oficial sobre o assunto, o IBGE mostrou que a população de surdos com idade escolar ultrapassava os 350 mil. Em 2010, dez anos depois, o Censo Escolar apontou que apenas 70 mil estavam devidamente matriculados nas escolas.

Além de auxiliar no processo de inclusão de jovens com deficiência, esse tipo de tecnologia permite um aprendizado em duas vias.  "A plataforma é útil para alunos surdos, para que eles possam frequentar a escola da maneira adequada. 

Com a solução implementada nas escolas, além de estimular esse aluno com deficiência, será um incentivo para seus colegas aprenderem Libras e estreitar o relacionamento entre eles", explica.

Mônica Pereira dos Santos, professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial, considera algo "super positivo" esse engajamento dos jovens para o desenvolvimento de tecnologias para a acessibilidade, mas ressalta que seu impacto depende de como esta tecnologia vai ser adotada pela escola e seus profissionais.

"Inclusão é assunto de culturas e políticas públicas, para além das práticas. Uma ferramenta, sozinha, não dá conta do recado. Há que haver uma mobilização da comunidade escolar no sentido de rever suas posturas e valores (culturas) e tomar decisões que reorientem seu dia a dia em um sentido mais favorável a inclusão (políticas)", diz.

Para ela, uma das maneiras de obter sucesso com essas tecnologias é por meio de uma formação continuada dos professores que, segundo ela, ainda é a maior barreira que faz com que muitas tecnologias "emperrem" na sala de aula. "[As escolas] podem ajudar convidando os pais a conhecerem o trabalho com as tecnologias que é feito com seus filhos para que, quem sabe, eles possam reforçá-lo sempre que possível", explica.

A pesquisadora destaca, ainda, a importância do custo baixo para as instituições e famílias que precisam adquirir esses produtos. Pensando nisso, a Que Fala, ferramenta que coloca no tablet aquelas pranchas de papel usada por pessoas com deficiência na fala para se comunicar, oferece preços diferentes para as escolas que adquirem o aplicativo em grande quantidade (10 a 15 pessoas), além de oferecer treinamento gratuito a professores e pais.

"Tudo isso é muito importante para dar escala, para fazer acontecer, de fato. Nossa ferramenta foi desenvolvida em Android, porque é possível conseguir tablets por preços bem abaixo dos convencionais, sem limitar a instituição à qualquer marca, já que existem várias, inclusive nacionais", explica Daniel Barboza, um dos fundadores da ferramenta.

Para Mônica, uma das melhores maneiras para baixar o custo dessas tecnologias, ou "deixar de graça para quem não tem como comprar", seria com o envolvimento do poder público, que ofereceria apoio para essas iniciativas por meio de incentivos fiscais. Entretanto, uma maneira rápida de colocar esses produtos no mercado, de um modo que seja capaz de atingir a todos os públicos é fazer com que as empresas privadas tenham contato com essas produções.

Nesta semana, por exemplo, aconteceu no Rio de Janeiro, o primeiro Simpósio de Engenharia, Automação e Acessibilidade. Ana Pavani, coordenadora do evento e professora da graduação do curso de engenharia elétrica da PUC-Rio afirma que já comprovou o modo como as tecnologias são, de fato, capazes de fazer o caminho inverso e inspirar outras pessoas. 

Ela acredita que os benefícios trazidos por essas iniciativas à vida daqueles que têm deficiência, pode fazer com que eles próprios se inspirem a desenvolver suas próprias ideias na área. "Nos projetos que coordeno, nossos professores e alunos com deficiência testam tudo para nós, eles se envolvem voluntariamente para validar e fazer sugestões, mesmo não sendo pessoas ligadas à tecnologia", diz.

Exemplo dessa motivação está em Ed Summers, que tem deficiência visual e é um desenvolvedor e especialista em softwares para acessibilidade. Liderado por ele, o SAS Institute é responsável pelas ferramentas usadas em 79% das principais companhias do mundo, listadas pela revista Forbes. Summers também é responsável por programas de capacitação de professores, em que os ensina a lidar com tablets na hora de ensinar alunos com deficiência visual.

Fonte: Terra

1 de jul. de 2013

Primeira 'paraquadrilha' de Pernambuco destaca inclusão

Foto das pessoas com deficiência que participaram da quadrilha
O São João de Caruaru (PE) é uma festa para todos os públicos. Foi isso que provou, na tarde deste último sábado (29), a Primeira Paraquadrilha Junina de Pernambuco

 Formado exclusivamente por cadeirantes, pessoas com deficiências visuais e auditivas, além de portadores de síndrome de Down, o grupo mostrou criatividade e arrancou aplausos da plateia que compareceu ao Polo das Quadrilhas.

Cerca de 100 pessoas participaram da iniciativa, que tem como objetivo a inclusão de pessoas com deficiência

É isso que destaca a superintendente de Apoio à Pessoa com Deficiência (Sead), Rose Maria, uma das coordenadoras da Paraquadrilha. 

“Com esse trabalho a gente acaba reforçando o direito que essas pessoas têm de acesso a atividades de cultura e lazer, por exemplo”, afirma.

Rose Maria ressalta que esta é a primeira vez que um grupo se reúne em Pernambuco com este propósito.

 “É um momento, inclusive, de mobilizar as famílias, que são convidadas a incentivar a participação e a estar presente nesse momento”, complementa.

Entre os participantes, a cadeirante Rosemery Silva, de 43 anos. Para a caruaruense, esse é o momento para mostrar “que, mesmo com determinadas limitações, é possível incluir na rotina atividades culturais e, por que não dizer, de diversão”.

Fonte: Terra

Projeto leva inclusão para pessoas com deficiência em Rio Preto, SP

Foto de páginas de um livro
Secretaria Municipal dos Direitos e Políticas para Mulheres, Pessoa com Deficiência, Raça e Etnia de São José do Rio Preto (SP) está com inscrições abertas para pessoas portadoras de deficiência que queiram participar do projeto SuperAção.

O projeto é gratuito, oferecido pela secretaria e permite aos usuários participar da academia especializada com atividades que incluem alongamentos e outras atividades físicas. 

As aulas acontecem diariamente, com horários variados. O objetivo é promover a inclusão, não deixá-los inativos e melhorar a qualidade de vida das pessoas com algum tipo de deficiência.

O projeto é ministrado pela Secretaria da Mulher, na Rua Eduardo Nielsen, 420, bairro Jardim Congonhas. 

Os interessados podem se inscrever pelo telefone (17) 3222-2041, e devem apresentar atestado médico que comprove que o interessado está apto a realizar tais exercícios. As aulas são gratuitas.

Fonte: G1

Prefeitura de SP oferece 180 postos para pessoas com deficiência

Ilustração de uma carteira de trabalho
O Centro de Apoio ao Trabalho (CAT), da Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo de São Paulo, disponibiliza 180 vagas para profissionais com deficiência ou mobilidade reduzida.

O cargo com maior número de vagas é o de repositor de mercadoria, para candidatos que concluíram o ensino médio: 20 postos, com salários de R$ 922. 

A maior remuneração, de R$ 1.880,00, é para a função de auxiliar pessoal, que exige ensino superior incompleto.

Há vagas para diferentes níveis de escolaridade. Os interessados devem comparecer a uma unidade do CAT, com RG, CPF, carteira de trabalho, número do PIS e laudo médico.

Fonte: Terra

Tratado mundial facilitará leitura para pessoas com deficiência visual

Imagem com um livro escrito em Braile
Uma proposta dos governos do Brasil, do Paraguai, do Equador, da Argentina e do México, com apoio do Grupo de Países da América Latina e do Caribe, levou à definição do Tratado de Marraquexe para Facilitar o Acesso a Obras Publicadas para Pessoas Cegas, com Deficiência Visual ou outras Deficiências para o Acesso ao Texto Impresso, durante a Conferência da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), no Marrocos. O acordo foi assinado hoje (28).

O objetivo do tratado é “reparar a escassez” de publicação de obras adaptadas a pessoas com deficiência visual, impedindo o acesso à leitura, à educação, ao desenvolvimento pessoal e ao trabalho em igualdade de oportunidades. 

Pelos dados divulgados, menos de 1% das obras publicadas no mundo é convertido em formatos acessíveis às  pessoas com deficiência visual e dificuldade de leitura.

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, foi até Marrocos, onde fica Marraquexe, para negociar os termos do acordo, e ressaltou que é fundamental cada país atuar também para aprimorar os mecanismos de acesso às pessoas com deficiência visual ou dificuldade de leitura. 

“O compromisso que assumimos hoje é um grande avanço em favor da garantia dos direitos das pessoas com deficiência, constituindo uma base sólida para, em nossos países, aprimorarmos nossas legislações e adotarmos novas políticas públicas”, lembrou ela.      
  
O documento autoriza duas exceções para a livre produção e distribuição de obras em formato acessível ao grupo de pessoas com deficiência visual e dificuldade de leitura de textos impressos.

O acordo para elaborar o tratado foi uma iniciativa conjunta com o objetivo principal de aumentar a oferta de livros para pessoas cegas, com deficiência visual ou outras deficiências para o acesso ao texto impresso, “sem prejudicar a proteção efetiva dos direitos autorais nem criar impactos” sistêmicos negativos ao regime internacional.

“Estamos dando às pessoas com deficiência visual e deficiência para leitura a esperança de terem seus direitos fundamentais garantidos, promovendo a superação de barreiras concretas ao seu pleno desenvolvimento. 

A partir deste tratado, as pessoas com deficiência visual poderão ter acesso à leitura, à educação, ao desenvolvimento pessoal e ao trabalho em igualdade de oportunidades com as demais pessoas”, disse a ministra da Cultura.

Fonte: Portal EBC