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26 de mar. de 2015

Dados do Censo Escolar indicam aumento de alunos com deficiência



Dados do Censo Escolar indicam crescimento expressivo em relação às matrículas de alunos com deficiência na educação básica regular. Estatísticas indicam que no ano de 2014, 698.768 estudantes especiais estavam matriculados em classes comuns.


Em 1998, cerca de 200 mil pessoas estavam matriculadas na educação básica, sendo apenas 13% em classes comuns. Em 2014, eram quase 900 mil matrículas e 79% delas em turmas comuns.


“Se considerarmos somente as escolas públicas, o percentual de inclusão sobe para 93% em classes comuns”, explicou a diretora de Políticas de Educação Especial da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação, Martinha Clarete dos Santos.


Os números reafirmam a importância da inclusão social celebrada no último dia 21 de março: "Dia Internacional da Síndrome de Down". A data remete à luta para a inclusão das pessoas com a deficiência nas escolas, no mercado de trabalho e nas relações sociais.


Inclusão social

 

A jovem Jéssika Figueiredo, 22 anos, é a prova de que incluir pessoas com a síndrome no ensino regular aumenta as oportunidades de seu desenvolvimento. 


Durante toda a vida, Jéssica estudou em escolas regulares. Hoje, ela atua como fotógrafa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e é, também, relações públicas da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down.


“Eu, como pessoa com Síndrome de Down, acredito que aprendi mais estudando no ensino regular. Aprendi com as pessoas, com os professores. Passei a acreditar no meu potencial. Se tivesse sido em uma escola de ensino especial talvez não fosse assim”, opinou Jéssica.


De acordo com diretora de Políticas de Educação Especial, a luta para que crianças e jovens com Síndrome de Down ou qualquer outra deficiência se mantenha na escola é grande.


“Hoje o MEC apoia técnica e financeiramente estados e municípios na formação de professores e oferecendo recursos tecnológicos de suporte aos deficientes”, afirma Martinha.


Segundo a diretora, 42 mil escolas já receberam recursos multifuncionais para acessibilidade e 57 mil escolas tiveram verbas para adequação da estrutura de forma que atenda melhor às necessidades das crianças.

 

Formação

 

Dados do Ministério da Educação (MEC) revelam que também houve um aumento de 198% no número de professores com formação em educação especial. Em 2003, eram 3.691 docentes com esse tipo de especialização. Em 2014, esse número chegou a 97.459.


Na outra ponta, está o pequeno Ylan Mateus, seis anos. Portador da Síndrome de Down, ele acabou de ser matriculado na Escola Classe 413 Sul, em Brasília. A escola, que é regular, já atende a outras seis crianças com necessidades especiais.


Para a diretora da escola, Vera Lúcia Ribeiro, esse tipo de convivência entre as crianças tem trazido resultados relevantes para todos na escola. 


“Essa interação entre as crianças faz com que aprendam a lidar com as diferenças. Elas se envolvem tanto que acabam protegendo umas às outras. Isso é muito bonito”, disse a professora.

 

Política afirmativa


Em nota técnica de 18 de março, a Diretoria de Políticas de Educação Especial da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC orienta os sistemas públicos e privados de ensino sobre a negativa de matrícula a estudante com deficiência. De acordo com o documento, esses estudantes têm direito constitucional à educação.


O direito das pessoas com deficiência à matrícula em classes comuns do ensino regular é amparado no artigo 205 da Constituição Federal, que prevê “a educação como direito de todos, dever do Estado e da família, com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.


A Carta Magna também garante, no artigo 208, o direito ao atendimento educacional especializado.


A nota técnica afirma que compete ao MEC reconhecer, credenciar e autorizar as instituições privadas de educação superior e toda rede federal, e que fica sob a responsabilidade da Diretoria de Políticas de Educação Especial, juntamente com o Ministério Público Federal, o acompanhamento dos procedimentos relativos à recusa de matrícula nessas instituições.


Nas esferas municipal, estadual e distrital, esta competência é das secretarias de educação, que devem fazer a análise e emissão de parecer sobre processos alusivos à recusa de matrícula em instituições escolares, públicas e privadas, sob sua regulação.


As instituições públicas e privadas que se negarem a matricular os estudantes com deficiência estarão sujeitas a multa.


Fontes:  Portal Brasil  /   Rede Saci



2 de jul. de 2013

Campinas (SP) planeja censo para apurar demanda de pessoas com deficiência

 
A recém-criada Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de Campinas(SP) planeja a realização de um censo, ainda este ano, para saber a quantidade de pessoas com deficiência e a demanda desta população para definir novas políticas públicas.

Atualmente, a única estatística disponível é a do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Censo em 2010 apontou que 15% da população tem alguma deficiência e outros 9% mobilidade reduzida.

“Onde estão estas pessoas? Qual o tipo de deficiência elas possuem? Estas são algumas das questões que precisamos levantar. É um número bem significativo, mas em espaços públicos, privados, não observamos esta parcela da população”, diz a secretária Emmanuelle Alckmin.

Parcerias

A secretaria recebeu duas propostas para análise de como o levantamento poderá ser feito e busca parcerias da iniciativa privada para viabilizar o projeto. A ideia é executar a pesquisa a partir de outubro. Após os resultados, os dados serão cruzados com outras secretarias, como a de Educação e Saúde.

“Infelizmente o binômio pobreza e deficiência existe. Há uma maior incidência em regiões mais pobres e este Censo nos dará a noção exata de onde cada um está. Investimentos em acessibilidade, por exemplo, devem ser direcionados mais para estas áreas”, completa Emmanuelle.
 
'Direcionar a política'

"É fundamental direcionar a política para regiões. São muitas as áreas que precisam de investimento, como lazer e esporte”, opina Edivaldo Bueno de Oliveira, professor em mobilidade da Pró-Visão, entidade que cuida de pessoas com deficiência visual. 

“Pessoas com deficiência física leve, moderada, não são enquadradas em leis, como a do passe do transporte, de trabalho. Se o Censo apontar um número grande destas pessoas, poderá haver mudanças” completa Kelly Cardoso Augusto, fonoaudióloga e coordenadora da Associação de Pais e Amigos de Surdos de Campinas (Apascamp).

A partir de 2014, a secretaria terá uma fatia do orçamento municipal. A intenção de Emmanuelle, contudo, é que haja um comprometimento em outras áreas da Prefeitura. 

“É importante haver uma secretaria, que possamos desenvolver projetos, mas não podemos segmentar. Teremos muito diálogo com outras pastas, que já possuem projetos para deficientes. O que iremos é delinear melhor isso”, finaliza.

Fonte: G1

6 de ago. de 2012

Censo vai contar as pessoas com deficiência de Nova Iguaçu (RJ)

"Objetivo é criar políticas públicas para atender suas necessidades."


Símbolo da acessibilidade
Pesquisa organizada pela Prefeitura de Nova Iguaçu (RJ) vai levantar o número e traçar o perfil de moradores da cidade que tem algum tipo de deficiência.

 O objetivo é usar os resultados para discutir políticas públicas de inclusão. A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência estima em pelo menos 63 mil os moradores de Nova Iguaçu com deficiência. Mas apenas 4.800 estão cadastrados nos programas sociais.

A professora Maria das Graças Oliveira, de 50 anos, que usa um triciclo adaptado por ela, está otimista com a realização do censo. Ela diz acreditar que ele fará com que a questão seja olhada com mais atenção, pois mostrará quantas são as pessoas com deficiência e quais são as suas dificuldades.

Segundo ela, a situação é tão ruim que muitas pessoas com deficiência não saem de casa por sentirem medo. “A gente encontra vários obstáculos para fazer aquilo que temos direito, como trabalhar, passear, pagar as contas, andar de ônibus”, afirma Maria da Graças.
Este ano, a prefeitura produziu a cartilha ‘Passeio Para Todos’. O objetivo é incentivar a criação de espaços urbanos de uso público livres de barreiras físicas.

Para participar do censo, o interessado deve preencher o formulário no site www.novaiguacu.rj.gov.br. E, em seguida, encaminhá-lo para semdpdef.censo@gmail.com. A pessoa com deficiência ou o responsável que não têm acesso à Internet pode retirar o questionário no Paço Municipal, que fica na Rua Athaíde Pimenta de Moraes 528. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h30.

Fonte: http://odia.ig.com.br/