4 de jul. de 2013

Dicas de como atender uma pessoa com deficiência

GUIA DE RELACIONAMENTO Para preparar os empresários, Sebrae-SP cria guia com dicas para atendimento a pessoas com deficiência

Sebrae-SP lança projeto voltado à pessoa com deficiência

 
 
O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) lançou, em parceria com a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, o projeto Sebrae Mais Acessível, que tem como metas incentivar a contratação e correta inclusão de pessoas com deficiência nas micro e pequenas empresas e capacitar empresários e futuros empreendedores, também com deficiência, em temas de gestão.

Bruno Caetano, superintendente do Sebrae no estado de São Paulo, valoriza a participação das empresas menores no processo de inclusão. 

“O objetivo do Sebrae Mais Acessível é estimular a pessoa com deficiência a empreender e também incentivar os pequenos negócios a contratarem pessoas com deficiência, mesmo não se enquadrando na Lei de Cotas”, explicou, no lançamento do projeto.

Para a secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Linamara Rizzo Battistella, a parceria representa um marco histórico ao promover, de forma inédita no País, a empregabilidade e o empreendedorismo da pessoa com deficiência. 

“Hoje, o Sebrae se coloca como referência a todos nós, mostra que é possível incluir, incluir com qualidade e dar destaque a possibilidade de inovação que as pessoas com deficiência trazem para dentro do ambiente de trabalho”, afirma a secretária.

Nos próximos meses, vídeos e aplicativos com recursos de acessibilidade sobre o projeto estarão disponíveis no site www.sebraesp.com.br

Para mais informações: 0800 570 0800.

Fonte: Terra

3 de jul. de 2013

Menina autista de três anos pinta quadros valiosos

Iris pintando um dos seus quadros
Ela tem apenas três anos, é autista e, embora ainda não saiba falar, tem um talento extraordinário para se expressar com pintura. 

A pequena Iris Grace Halmshaw, uma menina inglesa residente em Leicestershire, impressiona o mundo com os seus quadros, que têm sido vendidos por valores que já chegaram às 1.500 libras cada (cerca de 1.750 euros).

"Começamos a encorajá-la a pintar para ajudá-la na terapia da fala e na concentração, mas percebemos que ela é realmente talentosa e consegue manter-se focada em cada obra durante um período de tempo incrível de aproximadamente duas horas", explicam os pais, Arabella Carter-Johnson e Peter-Jon Halmshaw, no site criado para divulgar as pinturas da menina.

"Decidimos partilhar a arte dela como forma de chamar a atenção para a sua condição de autista e para inspirar outras famílias na mesma situação, porque o autismo afeta, atualmente, cerca de 100 mil crianças no Reino Unido e os números continuam crescendo", acrescentam os progenitores.

Quando o fizeram, porém, Arabella e Peter-Jon não esperavam uma reação tão calorosa às obras da filha. A página dela no Facebook já ultrapassou os 6 mil fãs e, de acordo com o jornal britânico Daily Mail, um colecionador privado acaba de comprar dois dos seus trabalhos originais por 1.500 libras (cerca de 1.750 euros) cada.

Além disso, os quadros estão a venda por, aproximadamente,  295 libras (aproximadamente 300 euros). Há planos de uma exibição a título individual em Londres,  que seguirá um leilão dos quadros.

"Nós preparamos as tintas, ela escolhe aquelas que quer usar e, quando precisa de mais, pede. O autismo fez com que desenvolvesse uma forma de pintar que nunca vimos numa criança da idade dela", afirmam os pais, orgulhosos, salientando que a menina tem uma grande compreensão "das cores e de como elas interagem entre si".


"Ela ilumina-se com entusiasmo e felicidade quando apresentamos os quadros ao mundo, isso a deixa sempre mais animada. A Iris encontrou uma forma de se expressar que é tão bonita que queremos partilhá-la", continuam os pais. 

Grandes progressos
 

Iris foi diagnosticada com autismo em 2011 e, desde então, tem feito enormes progressos. "Com a ajuda dos especialistas melhorou muito em um curto espaço de tempo", garantem Arabella e Peter-Jon, que contam que a filha adora a natureza, livros, fotografias, dançar em bicos de pés e que segura sempre algo na mão esquerda.
 

"Ela costumava perder-se nos livros, raramente estabelecia contato visual. Não queria nem sabia brincar conosco e ficava desesperada quando ficava perto de outras crianças. Agora brinca, comunica por meio dos próprios sinais e dorme muito melhor", congratulam-se ambos.
 

"Ainda temos um longo caminho a percorrer no que toca às competências sociais e à fala, mas estamos com bons dias. Uma das atividades favoritas dela é pintar", concluem os pais, que acreditam que a expressão dos sentimentos da menina pela arte tem ajudado o progresso de Iris.
 

Os quadros de Iris Grace podem ser consultados na página oficial da menina no Facebook, ou no seu site. Todos os lucros das vendas revertem para a compra de mais materiais de pintura e para o pagamento das sessões de terapia da menina. 


Foto: Iris Grace Painting

Fonte: Boas Notícias
 

Comissão aprova padrão de acessibilidade para uso de calçadas por pessoas com deficiência

Rampa na calçada com símbolo de acessibilidade

A garantia de acessibilidade às pessoas com deficiência nas calçadas públicas pode passar a ser regulada por lei. 

Nesta quarta-feira (3), a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) aprovou o projeto de lei (PLS 541/2011) do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) que estabelece medidas, materiais para construção, adaptações necessárias e sinalização específica para uso destas vias de circulação de pedestres por cidadãos com mobilidade reduzida.


Segundo Aloysio Nunes, não existe uma padronização na legislação federal daquilo que se considera uma calçada acessível. Apesar de a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) já ter definido sua caracterização, o parlamentar observa que, por não ter força de lei, não obriga o gestor público a segui-la na adaptação dos passeios públicos.

“Deficientes físicos, visuais, com deficiências múltiplas ou pessoas com mobilidade reduzida, como, por exemplo, idosos, sofrem grandes restrições quanto a sua mobilidade. 


Isso ocorre seja porque o sistema de transporte público não é adaptado para transportá-los, seja porque essas pessoas sequer conseguem alcançar o transporte público, uma vez que as calçadas não lhes possibilitam sair de casa”, argumentou Aloysio na justificação do PLS 541/2011.


O fato de o Brasil sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 também serviria de incentivo à padronização das áreas de circulação de pedestres em logradouros públicos. Aloysio Nunes argumentou que estes eventos internacionais criaram a obrigação de se padronizar as calçadas, na perspectiva de facilitar seu uso e o livre trânsito dos turistas nas cidades brasileiras.


O PLS 541/2011 recebeu parecer pela aprovação, com quatro emendas de redação, da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), relatora na CDR. A proposta será votada em decisão terminativa pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).



País contrata 8,7 mil trabalhadores com deficiência em 12 meses

Mão segurando carteira de trabalho
O Sistema Nacional de Emprego (Sine) divulgou balanço sobre a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho por intermédio do órgão. 

De acordo com dados captados entre maio de 2012 e abril de 2013, o sistema registrou o encaminhamento de 78.526 trabalhadores com deficiência para entrevistas. Desses, 8.763 foram inseridos no mercado.

Entre os que foram empregados, 4.856 têm deficiência física, 2.085, auditiva, 1.069, visual, 487, mental/intelectual, e 266, múltipla. O Sine também informou que as empresas ofereceram 46.884 vagas exclusivamente para pessoas com deficiência no período.

A apresentação dos números ocorreu durante a realização de edição da câmara técnica sobre a empregabilidade da pessoa com deficiência, coordenada pela Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

O Sine realiza a intermediação entre mão de obra e mercado de trabalho, com supervisão da Secretaria de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho e do Emprego. Também compete ao órgão promover o encontro de oferta e demanda de trabalho.

Fonte: Terra

Cadeirantes reclamam da falta de acessibilidade no transporte público

Parte traseira de uma cadeira de rodas na calçada
A falta de acessibilidade dificulta a vida de cadeirantes em São Luís (MA). Quem depende do transporte público sofre ainda mais. 

O número de ônibus com elevadores para cadeirantes não atende todos os bairros da cidade. 

As dificuldades de acesso também se estendem a calçadas e prédios públicos. Dificuldade diária enfrantada pelo Jorsivaldo Cordeiro, que, se não tiver a ajuda dos vizinhos, sair de casa pode se transformar em um verdadeiro desafio.

Cadeirante há mais de 20 anos, ele sente, a falta de acessibilidade na capital no seu dia a dia. Duas linhas de transporte coletivo passam pelo bairro onde mora, só que nenhum  dos quatro ônibus tem o elevador para embarque e desembarque de passageiros em cadeira de rodas.

"A porta é muito estreita e as pessoas querem subir, aí a lateral da cadeira imprensa na porta e é arriscado quebrá-la", Jorsivaldo Cordeiro, aposentado.

Ele garante que não é só nos ônibus que os cadeirantes encontram dificuldades. "Tem parada de ônibus que não tem rampa. Às vezes vou falar e eles dizem que a responsabilidade não é deles", conta o cadeirante.

São Luís tem aproximadamente 250 mil pessoas com deficiência, é o que aponta o Censo realizado em 2010. Para atender a esta população, metade da frota da capital é adaptada, segundo a Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte.

Mas, de acordo com o Conselho Estadual de Direitos da Pessoa com Deficiência, nem todos os ônibus tidos como adaptados contam com o elevador. "Os que estão só com sinalização, eles prevêm apenas que há espaço dentro do ônibus para ele ficar", afirmou Dylson Bessa, presidente do Conselho Estadual de Pessoa com Deficiência.

A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria de Trânsito e Transportes, informou que iniciou a instalação de novos abrigos nas principais avenidas da capital. 

O projeto prevê condições de acessibilidade, em atendimento ao que determina a Associação Brasileira de Normas Técnicas. As obras de rampa e acesso serão iniciadas logo após a instalação do abrigo.

Fonte: G1

2 de jul. de 2013

Prefeitura de São Paulo quer acabar com o transporte ATENDE para pessoas com deficiência

Mais uma vez a prefeitura de São Paulo quer tirar o direito ao transporte de pessoas com deficiência. Precisamos urgententemente do apoio de todas as pessoas com e sem deficiência. 

 Protestem compartilhando ou da forma que puder, não permitam que a prefeitura de São Paulo, por meio da SPTrans, excluam novamente as viagens do SERVIÇO ATENDE*, “VIAGENS CHAMADAS POR ELES de EXTRAS ou EVENTUAIS”

As Viagens extras ou eventuais são para consultas e exames médicos, sem essas viagens eventuais as pessoas com deficiência não terão condições de irem as suas consultas ou exames médicos, e também não conseguirão ter uma programação de viagens “exigida pelo ATENDE que NÃO ATENDE”, uma vez que não passarão por consultas e exames médicos. 

MUITAS PESSOAS PODERÃO MORRER PRESAS EM SUAS CASAS POR FALTA deTRANSPORTE.

O prefeito Fernando Haddad e seus “secretários” estão repetindo um crime contra a vida de milhares de pessoas com deficiência, crime este já cometido em 06 de agosto de 2001, quando Marta Suplicy era prefeita de São Paulo. 

Não permitam mais essa maldade contra nossas vidas, não podemos permitir que isto ocorra novamente.

Não espere acontecer com você para começar a lutar por acessibilidade e inclusão.


ASSISTA no vídeo abaixo, parte da fala de Valdir Timóteo em Audiência Publica realizada na Câmara Municipal de São Paulo, no dia 29 de Junho de 2013.


*O Serviço de Atendimento Especial – ATENDE foi criado por meio do decreto nº 36.071 de 09 de maio de 1996. É uma modalidade de transporte porta a porta, gratuito aos seus usuários, com regulamento próprio, oferecido pela Prefeitura do Município de São Paulo, gerenciado pela São Paulo Transporte S.A. e operado pelas empresas de transporte coletivo do município de São Paulo. Destina-se às pessoas com deficiência física com alto grau de severidade e dependência, no horário das 7h às 20h, de segunda-feira a domingo. 

O atendimento é prestado a clientes cadastrados, com uma programação pré-agendada de viagens. 

Além do atendimento porta a porta a clientes cadastrados, o Atende oferece atendimentos nos fins de semana, denominados de “eventos aos fins de semana”. Neste tipo de serviço, os pedidos de transporte são feitos diretamente pelas instituições que trabalham com pessoas com deficiência (com, no mínimo, uma semana de antecedência). 

As instituições precisam efetuar cadastro prévio na SPTrans. O Atende tem veículos devidamente adaptados e roda cerca de um milhão de quilômetros/mês. 

Todos os usuários do Serviço de Atendimento Especial – ATENDE e demais munícipes interessados em obter informações, podem fazê-lo por meio do telefone 0800-015 52 34 e pela Central de Atendimento 156 da Prefeitura ou ainda nos postos de atendimento das Subprefeituras.

Fonte: Movimento Inclusão Já