3 de set. de 2014

Ciclo de Palestras Sobre livros do Vestibular em Libras

 

 
O Centro Cultural São Paulo realiza, a partir de 06 de setembro, uma série de palestras sobre livros do vestibular. 

O evento é gratuito e conta com interpretação em LIBRAS.
 
As aulas serão ministradas por nove professores da USP, incluindo José Miguel Wisnik, Yudith Rosenbaum e Émerson Cruz. 

A programação segue até 01 de Novembro. 


Mais informações:




Projeto qualifica pessoas com deficiência para ingresso ao mercado de trabalho

Foto de três carteiras de trabalho


Um projeto da Fundação Roberto Marinho com o Centro de Integração Empresa Escola (Ciee) auxilia pessoas com deficiência a entrarem no mercado do trabalho


 A ideia é qualificar os candidatos para as vagas destinadas a eles, já que muitas empresas encontram dificuldades na hora de preencher os postos por falta de qualificação dos candidatos.


Juliano Maciel é quase cego e vencer o obstáculo da limitação é uma alegria a cada dia de trabalho. 


"A gente faz o desenvolvimento de software para teste em aeronave. A oportunidade já é um sonho realizado", afirma.


Para se adaptar, a empresa em que ele trabalha o auxiliou dando uma atenção individual durante o trabalho. O que ele teve na empresa em que trabalha, qualquer outra de pequeno porte pode oferecer aos seus funcionários com deficiência. 


"Nosso pensamento é justamente apoiar a capacitação e do ponto de vista interno aprender com eles e sempre ajustar aquilo que haja necessidade", afirmou Mirella Dalla Torre, gerente da Embraer.


No Brasil, empresas de médio e grande porte precisam ter pelo menos 2% dos funcionários com algum tipo de deficiência. A dificuldade é conseguir candidatos qualificados, mas um projeto está facilitando esse caminho para o candidato e para a empresa.


"As empresas enxergaram a possibilidade de contratar o jovem como aprendiz. Porque como aprendiz ela tem a oportunidade de treiná-lo e desenvolvê-lo antes de contratá-lo para cumprir um cota de pessoas com deficiência", disse a supervisora do Ciee Valquíria da Silva.


No curso, as pessoas com deficiência são incluídas em programas de aprendizagem. A jornada de trabalho é dividida entre o treinamento no Ciee e a rotina dentro da empresa. 


Essas pessoas podem ficar até dois anos como aprendizes, e depois têm a chance de efetivação. 


Fonte: G1


Secretaria de Direitos Humanos atualiza cadastro de conselhos estaduais



A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) mantém em seu site um cadastro permanente dos Conselhos Estaduais e Municipais de Direitos da Pessoa com Deficiência


Por meio do cadastro, qualquer conselho municipal pode divulgar suas informações de contato para outros conselhos e para a sociedade em geral.


O intuito é melhorar a abrangência e a qualidades da base de dados  que atualmente tem cadastro de 571 conselhos municipais, além de todos os conselhos estaduais e distrital. 


O cadastro está disponível tanto na página da Secretaria Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade).


“Estamos divulgando as informações que temos para permitir que os conselheiros as confirmem”, explica Jorge Amaro de Souza Borges, responsável pela Coordenação-Geral do Conade da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da SDH/PR .


“Pedimos que os conselhos cadastrados verifiquem, complementem e, se for o caso, corrijam as informações divulgadas. Isso nos permitirá ter um retrato mais acurado do grau de instituição dos conselhos.”


O site do cadastro pode ser acessado aqui.



 

Repórter do Jornal de Santa Catarina vivencia a experiência de atletas com deficiência visual

Foto de Osiris Reis jogando goalball de venda
 

Depoimento de Osiris Reis


"Confesso que saí de casa sem ter a mínima ideia do que iria me esperar naquele sábado ensolarado de plantão. Logo que entramos no Sesi, eu e o colega e fotógrafo Patrick Rodrigues nos deparamos com diversos jogos e modalidades acontecendo ao mesmo tempo. Além do Parajesc, outras competições também aconteciam no mesmo local. 


Entre as modalidades paralímpicas, um detalhe era unânime: a sintonia em que jogavam, como se todas suas deficiências fossem meros detalhes — e realmente constatei que são em meio ao esporte em sua essência.


Fui convidado pelos organizadores do evento a participar de um treinamento de goalball e vivenciar a modalidade desenvolvida para cegos ou atletas com baixa visão


Cada time é composto por três atletas que posicionam-se em extremidades opostas em uma quadra similar à de vôlei. Ganha o time que deixar menos bolas passarem pela barreira humana e marcarem o gol. 


Observando de fora, leigos podem pensar que o esporte é uma barbada, afinal, o atleta tem toda a extensão do corpo para bloquear uma bola rasteira. Quando coloquei a venda, vi que não era bem assim.


Para conter a bola que é arremessada em alta velocidade, o atleta precisa ter técnica e preparo físico. 


Às escuras, me vi obrigado a prestar muito mais atenção no som emitido pela bola (cada uma tem em seu interior uma espécie de guizo) antes de me jogar ao chão. Ali, às cegas, precisei aprender a me guiar sem a visão. 


Após alguns tombos desajeitados e jogadas ao chão sem a mínima técnica, parei para pensar na importância do esporte para o desenvolvimento de habilidades na vida desses atletas. 


Aqueles que não tem a visão se reinventam, desenvolvem novas técnicas e dão uma goleadas naqueles que enxergam com os dois olhos."




Calçadas começam a ser alargadas em Mogi das Cruzes, SP

Foto de uma rampa para cadeirantes na calçada
Pensando em “devolver a vida” para a área central, começam hoje os trabalhos de revitalização e reestruturação da região de Mogi das Cruzes, em São Paulo, começando pelo alargamento das calçadas na Rua Professor Flaviano de Melo. 


O objetivo é tornar o Centro mais dinâmico e priorizar o pedestre. 


Durante 45 dias, as equipes estarão concentradas no trecho da via entre as ruas Braz Cubas e Sebastião Furlan, na entrada do Terminal Central, onde serão feitos os serviços de drenagem do trecho.


O trânsito sofrerá interdições com o acompanhamento dos fiscais da Secretaria Municipal de Transportes. O tráfego de veículos na Rua Professor Flaviano de Melo será interditado entre as ruas Sebastião Furlan e Tenente Manoel Alves dos Anjos. 


Para o motorista que estiver na região da Praça dos Imigrantes e desejar cruzar ou acessar a região central, o ideal será utilizar os corredores das ruas Ipiranga ou Engenheiro Gualberto, acessando pela Presidente Campos Salles. A circulação de ônibus no Terminal Central não será afetada.


“O Centro não será mais um local de carro parado. Queremos devolver a vida, o dinamismo, fazer com que as pessoas andem na área central, como acontecia antigamente. Para isso, tiraremos os estacionamentos das ruas estreitas e alargaremos as calçadas. Essa experiência de andar na área central deve ser prazerosa. Com isso, com certeza teremos investimento em prédios residenciais no centro”, disse o prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (PSD).


O prefeito citou os benefícios para a saúde e a qualidade de vida de moradores agraciados com medidas semelhantes em cidades como a de Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde o administrador esteve durante as férias de 2012. 


“Estudos mostraram que a Cidade conseguiu combater a obesidade, que é um dos maiores problemas de saúde dos americanos, só incentivando a caminhada na área central. É um convite ao conforto”, avaliou.


Com as obras de alargamento das calçadas, a tendência – espera o prefeito – é que o comércio se adapte à vida noturna. 


“É um processo natural que eu acredito que vá acontecer em Mogi. Nós temos vários prédios abandonados que estão sendo recuperados e ganhando uma utilização pública, muitos deles, ligados à cultura. Isso faz com que o Centro se movimente durante a noite. Um exemplo é o prédio da Telefônica, que agora é da administração municipal e será um centro cultural”, disse.


O prédio, em frente à Catedral de Santana, deverá começar a funcionar em dezembro, com exposições, mostras e apresentações.
 

Obras
 

Na Rua Professor Flaviano de Melo, as obras do primeiro trecho compreendem o sistema de drenagem entre as ruas Braz Cubas e Sebastião Furlan. 


“Essa intervenção será necessária porque toda a água da chuva deve ser direcionada ao Ribeirão Ipiranga, que passa pelo Terminal Central”, explicou o secretário municipal de Obras, Cláudio de Faria Rodrigues.


Os trabalhos devem durar 45 dias. “Vamos avançar até a Rua Braz Cubas neste período e, em paralelo, trabalharemos no padrão urbanístico do Centro, que deve ocorrer da Rua Braz Cubas para frente”.


O investimento municipal será de R$ 2.889.210,65 e os trabalhos serão desenvolvidos pela empresa Azevedo & Travassos. 


As obras compreenderão uma extensão de aproximadamente 400 metros da Rua Professor Flaviano de Melo, entre as ruas Braz Cubas e Padre João, e de 70 metros na Praça Monsenhor Roque Pinto de Barros, entre as ruas Doutor Paulo Frontin e Flaviano de Melo.


Na Flaviano de Melo, as calçadas de um dos lados da via passarão a ter 1,50 metro de largura e o espaço para a passagem dos carros terá 3,50 metros, com piso intertravado. 


Todo o restante será para a outra calçada, que também terá bancos, lixeiras, bicicletários e espaços semelhantes a pequenas praças. 


A estrutura terá acessibilidade total para pessoas com deficiência e um trabalho de paisagismo especialmente desenvolvido para o projeto.


O trânsito será feito no sistema traffic calm, utilizado nas principais cidades do mundo e que dá preferência para a circulação do pedestre. 


O piso por onde os carros passarão terá cor diferente das calçadas e será delimitado por balizas, que indicarão o limite entre o espaço dos veículos. (Jamile Santana - Especial para O Diário)





2 de set. de 2014

UFRJ terá programa para inclusão de pessoas com deficiência

Foto do campus da UFRJ


O Instituto de Pós-graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ) deverá lançar programa para inclusão de pessoas com deficiência


Uma das ações é promover um curso para capacitar pessoas com deficiência em atividades técnicas e administrativas.


O diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Coppe, José Carlos Pinto, explicou que a iniciativa surgiu devido à dificuldade para a contratação de pessoas com deficiência com qualificação. 


“A lei impõe uma cota de 5% para as pessoas com deficiência física nos concursos públicos, mas nós nunca conseguíamos preencher essas vagas e nos questionávamos o porquê. Percebemos que esse fenômeno é conseqüência da exclusão e da baixa qualidade de ensino oferecidas a essas pessoas, então decidimos criar uma oportunidade de aprendizado para essas pessoas. Estamos cumprindo com o dever da universidade, o de educar”, explica.


De acordo com o instituto, as aulas serão ministradas por professores da Coppe e acompanhadas por profissionais de organizações que trabalham na área. 


Algumas das atividades envolvem o aprendizado sobre o ambiente de pesquisa, como segurança em laboratórios, formulação de projetos e controle de qualidade.


Segundo a Coppe, o recrutamento dos alunos será feito por meio de uma seleção pública. A previsão é que as inscrições iniciem a partir de outubro e as aulas, em março do ano que vem. 


De acordo com  o instituto, a data de abertura das inscrições será divulgada no site http://www.coppe.ufrj.br 


 Fonte: Portal EBC



EPTC já multou quase 400 por estacionarem em vagas de cadeirantes em 2014

Foto de uma placa de vaga acessível


Nos oito primeiros meses do ano, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) aplicou 392 multas a condutores que estacionaram em vagas destinadas a cadeirantes


Além disso, 441 penalidades foram emitidas por estacionamento em locais reservados para idosos. A multa é considerada leve: custa R$ 53 e rende três pontos na carteira de motorista.


Para marcar a Semana da Pessoa com Deficiência em Porto Alegre, a Secretaria da Acessibilidade colocou cadeiras de rodas nas vagas exclusivas para esse público, na manhã desta quinta-feira. 


A medida foi tomada para chamar atenção do público sobre o problema do desrespeito à legislação.


Segundo o secretário da pasta, Raul Cohen, Porto Alegre cumpre a lei que obriga que 2% das vagas sejam destinadas a deficientes e 5% para idosos. Além de multa, o veículo deve ser guinchado em caso de ocupação das vagas demarcadas.


Para utilizar as vagas, as pessoas com deficiência física devem buscar a Secretaria Municipal para cadastrar o veículo e receber um adesivo específico.


A adaptação de veículos para deficiência custa em Porto Alegre R$ 2,5 mil, enquanto no Interior há empresas que fazem o mesmo serviço por R$ 1 mil.