7 de out. de 2014

Curso virtual ensina braille para quem enxerga em São Paulo

Foto de uma página escrita em braille



A Universidade de São Paulo (USP) oferece um curso online grátis de Braille pela internet, destinado a pessoas que não têm deficiências visuais

 
As aulas são indicadas para crianças, pais, professores e funcionários de escolas que mantenham projetos de inclusão de cegos.


O Sistema Braille é um código universal de leitura tátil e de escrita usado por pessoas com deficiência visual.


As pessoas que enxergam não precisam do tato para ler em Braille. Com o aprendizado do sistema composto por 63 símbolos formados pela combinação de seis pontos em uma célula, o indivíduo que vê pode ler textos em Braille apenas substituindo as letras comuns pela nova simbologia.


Clique aqui para acessar ao curso. O material pode ser acessado em português, inglês e espanhol.




Pessoas com deficiência terão meia entrada no GP Brasil de Fórmula 1

Foto de um carro de Fórmula 1


Excelente notícia para quem é fã de Fórmula 1. A partir deste ano, os ingressos para o GP do Brasil de Fórmula 1 terão 50% de desconto para pessoas com deficiência.


Caso haja necessidade comprovada por laudo médico, a pessoa com deficiência tem direito a um acompanhante, que também usufruirá do benefício à meia-entrada.
 
 
A compra dos ingressos e informações detalhadas podem ser realizadas no site do evento, em: www.gpbrasil.com.br/site14/faqa


Fonte: Vida Mais Livre



Menina com autismo faz terapia com ajuda de seu gato de estimação

Foto de Iris e sua gata Thula deitadas


Crianças com autismo têm dificuldades para se comunicar e para socializar, preferindo, na maioria das vezes, ficar sozinhas. 


Para tentar contornar esse transtorno e viver uma vida melhor, a garotinha Iris Grace Halmshaw, de 5 anos, encontrou na pintura sua terapia. 


Ela descobriu nas tintas e no papel um grande talento, que rende não só belas telas, como deixa a menina menos ansiosa. O que não se sabia é que por trás dessa atividade há também um grande incentivador: uma gatinha chamada Thula.


Segundo a mãe da menina, Arabella Carter-Johnson, não é raro encontrar casos de crianças autistas que apresentam melhora ao conviver com animais.


Após tentar o hipismo e até mesmo um cãozinho, foi na gata Thula, uma Maine Coon, raça conhecida por sua gentileza e inteligência, que Iris fez uma amizade fiel. 


Com pouco mais de 1 ano de idade, a gatinha ainda é pequena para os padrões da raça e acompanha Iris durante todas as suas atividades diárias – da pintura e passeios ao banho.


“Em todas as atividades que nós fazemos, Thula está lá e quer ajudar e estar envolvida. Ela oferece companhia, amizade e me ajuda a incentivar Iris a interagir”, afirmou a mãe. 


Conviver com a gata tornou Iris mais ativa, mais comunicativa (ela costuma conversar com Thula) e menos ansiosa. Apesar de não ter recebido nenhum tipo de treinamento específico, a gatinha é a principal responsável por tornar a vida de Iris mais tranquila e segura.


Fonte: Hypeness



6 de out. de 2014

Mulher com deficiência física não consegue votar após ter seção transferida no ES

Foto de Josely em sua cadeira de rodas
 

Uma mulher com deficiência física não conseguiu votar, no início da tarde do domingo (5), após ter a seção transferida do térreo para o primeiro andar, na Escola Municipal Álvaro de Castro Mattos, em Vitória (ES)


A advogada Josely Pessanha contou que o local não tem rampa de acesso para pessoas com deficiência e, por isso, teve que deixar o local sem exercer o direito de voto. 


Em resposta, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) informou que a seção deve criar condições para qualquer eleitor votar, desde que, neste caso, a deficiência seja informada ao cartório eleitoral dentro do prazo.


Josely chegou à escola por volta das 12h e, ao procurar a seção de votação, foi avisada sobre a mudança. 


“Eu sempre votei no térreo. Quando cheguei para exercer meu direito, descobri que fui transferida para o primeiro andar e teria que subir escada. Sou deficiente e não tenho como fazer isso. Além disso, não há acessibilidade nesse lugar. Quero exercer meu direito de cidadã e não vou poder”, reclamou a advogada.


De acordo com a eleitora, outras pessoas conhecidas também enfrentaram dificuldades por conta das mudanças. “Conheço gente que tem problema na perna e não pode fazer esforço. Além de ser desrespeitoso mudar sem avisar ao eleitor”, falou Josely.


O TRE informou que o erro não acontece caso as dificuldades do eleitor sejam informadas a tempo. Segundo o órgão, como a eleitora não conseguiu exercer o direito, ela deve justificar o voto.


Fonte: G1

 

Acessibilidade à pessoa com deficiência auditiva na eleição esbarra em desinformação

Foto de uma urna eletrônica


Uma das novidades da eleição em Sorocaba (SP) neste ano foi a introdução de intérpretes de libras destacados pela Justiça Eleitoral para a acessibilidade às pessoas com deficiência auditiva


 Mas, infelizmente, a iniciativa parece ter esbarrado na falta de divulgação: em um dos locais que contaram com intérprete, a Escola Municipal "Visconde de Porto Seguro", no Centro da cidade, nenhum eleitor com deficiência apareceu para registrar o voto.


A intérprete designada para o local é Meire Terezinha da Veiga. Ela foi indicada para a Justiça Eleitoral por um trabalho voluntário de acessibilidade que desenvolve em uma paróquia do Jardim Tatiana. Lá, nenhum surdo sabia que a iniciativa estava sendo implantada. 


"Não teve divulgação. É difícil para eles acessarem os meios tradicionais de comunicação, se informam mais por redes sociais e, nelas, não houve aviso nenhum", lamenta.


Apesar da baixa procura na escola, Meire considera que a experiência deve ser ampliada nas próximas eleições. 


"Eles se sentem excluídos da sociedade. Precisam se comunicar, e quando percebem esse cuidado, o vêem como um ato de carinho e de amor", analisa, comparando a situação da pessoa com deficiência auditiva com a de um brasileiro em outro país. 


"Eles precisam se comunicar. É como um brasileiro que ouve alguém falando português em uma multidão de estrangeiros", conta.


Segundo a Justiça Eleitoral, foram montadas 126 seções especiais em Sorocaba, em oito locais de votação - ou seja, cada intérprete ficou responsável, em média, por 15 seções.


Fonte: G1


Quase 150 mil eleitores com deficiência tiveram ajuda para votar em todo o país

Foto de uma urna eletrônica


Os eleitores com deficiência que não solicitaram ao juiz eleitoral atendimento especial para votar no último domingo (5) também puderam ir às urnas na companhia de uma pessoa de sua confiança. 


Caso o presidente da mesa reconhecesse a dificuldade, o acompanhante poderia ir até a cabine para digitar os números na urna. A medida foi válida para todos os cidadãos com deficiência ou mobilidade reduzida.


As pessoas escolhidas como acompanhantes não podiam ser membros de partidos políticos ou estar a serviço da Justiça Eleitoral. Neste ano, o número de eleitores que enviaram com antecedência pedido de atendimento especial chegou a 148.667, de acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Os principais tipos de deficiência registrados estão relacionados à locomoção e à visão.


O eleitor que apresentasse algum tipo de deficiência teria preferência no momento da votação. A regra é organizada na seguinte ordem: candidatos, juízes eleitorais, servidores da Justiça Eleitoral, promotores eleitorais, policiais militares em serviço, eleitores com mais de 60 anos, enfermos, eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida e mulheres grávidas e lactantes.


Segundo informações do TSE, mais de 32 mil seções eleitorais especiais foram adaptadas para garantir a acessibilidade e atender essa parte da população que têm qualquer tipo de deficiência ou mobilidade reduzida.
 

São Paulo


A Justiça Eleitoral de São Paulo providenciou 10.383 seções especiais para as eleições deste ano. Para os eleitores com deficiência visual, foram disponibilizados fones de ouvido em todas as seções adaptadas. Em outras seções, o eleitor pôde habilitar o áudio, mas deveria usar o próprio fone.  


Os eleitores contaram com o auxilio de 236 cidadãos com conhecimento de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), que estavam em 51 municípios do Estado.
 

Rio de Janeiro


Pessoas com deficiência visual na cidade do Rio de Janeiro votaram sem dificuldade no Instituto Benjamin Constant, na Urca. 


O local, que durante o ano é referência no ensino de pessoas com pouca ou nenhuma visão, abriga hoje quatro seções de votação. 


A expectativa era receber cerca de 800 eleitores – 40% deles com deficiência visual. As seções são equipadas com fones de ouvido. Bombeiros militares também auxiliam no acesso dos eleitores.


A supervisora do local de votação, Maria Teresa Ramos, explicou que todas as urnas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) têm o teclado em braile. "Se a pessoas quiser usar o fone, ela avisa a mesa e o presidente digita um código para que o aúdio comece a funcionar."


Fonte: Vida Mais Livre 


Prefeitura de Jales, em SP, entrega academia para pessoa com deficiência física

Foto de um dos aparelhos instalados sendo testado
A cidade de Jales, em São Paulo, ganhou na última terça-feira (30) a primeira academia adaptada para pessoas com deficiência física.


Conquistada por meio de um convênio firmado entre a Prefeitura Municipal e o Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a academia foi inaugurada com a participação de autoridades municipais, estaduais, convidados, servidores municipais e futuros usuários do espaço público.


A novidade está localizada na Rua 24, em um terreno anexo ao Estádio Municipal Dr. Roberto Valle Rollemberg, onde também está sendo construída a nova sede da ESF (Estratégia de Saúde da Família) Drª Zilda Arns Neumann (Novo Mundo). 


A academia conta com 11 equipamentos totalmente preparados com a proposta de proporcionar a inclusão social com qualidade de vida, valorizando a humanização dos portadores de necessidades especiais.


Presente no evento, o chefe de gabinete da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Alexandre Artur Perroni, representando a titular da pasta, Linamara Rizzo Battistella, falou em discurso que o objetivo da academia é melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência com o favorecimento da reabilitação física, estimulando à prática de esportes em equipamentos adaptados compatíveis às necessidades físicas e patológicas de cada usuário, além de proporcionar o resgate e estímulo da autoestima promovendo a cidadania. 


Na oportunidade, Alexandre anunciou que o Governo irá disponibilizar a cobertura do local, para proteger os usuários de condições climáticas desfavoráveis.


A chefe do Poder Executivo, prefeita Eunice Mistilides Silva - Nice, comentou a felicidade em estar inaugurando o novo espaço. 


“É uma alegria entregar essa importante conquista, que será a primeira de muitas outras academias que iremos implantar no município. Nós temos em Jales cerca de 10 mil pessoas com algum tipo de deficiência, que agora podem ter seu espaço totalmente acessível e inclusivo. Estamos investindo em qualidade de vida e construindo um governo para todos, sem distinção”.


Alunos da APAE estiveram presentes no evento e foram lembrados pela prefeita Nice. “Isso aqui é pra vocês desfrutarem. Nossas obras são voltadas para as pessoas, para as famílias, e esta não é diferente. Vocês merecem esta conquista e agora terão a oportunidade de praticarem exercícios físicos em uma academia especialmente adaptada”, destacou.


Participaram da solenidade de inauguração, a secretária de Desenvolvimento e Promoção Social, Celma Crepaldi; representando a Câmara Municipal de Jales, o vereador André Macetão; o representante da Policia Militar, Soldado Salvador; e o presidente da APAE, João José Ramos.


Fonte: Região Noroeste