3 de nov. de 2014

Software da Unicamp (SP) auxilia ensino de matemática para pessoas com deficiência

Foto de um aluno testando o aplicativo em um computador


Contas simples e pequenos problemas de matemática podem ficar menos complicados para crianças com deficiência visual com a ajuda de um aplicativo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)


O software se utiliza de perguntas em áudio para ensinar alunos a entender a disciplina de forma lúdica nas aulas com professores e também pode auxiliar no dever de casa no ambiente familiar. O programa é gratuito e deverá ser disponibilizado até o fim do ano.


O MiniMatecaVox foi pensado e desenvolvido como tese de mestrado do tecnólogo em informática Henderson Tavares de Souza, de 31 anos, na Unicamp, no curso de engenharia elétrica na área de concentração em engenharia da computação. 


O sistema contempla o conteúdo de matemática do primeiro ano do ensino fundamental, portanto para crianças de 6 a 8 anos de idade. São 20 aulas com 300 atividades. 


"Eles podem aprender conceitos básicos, cálculo mental, além de ser um estímulo ao uso do computador e à inclusão digital", afirma o pesquisador.


A ferramenta poderá ser utilizada dentro de um programa já conhecido e muito usado por pessoas com deficiência visual, o Dosvox, que permite a realização de tarefas variadas por meio da voz. O caminho é fazer o download pela internet para ter acesso a todo o conteúdo. 


"O programa vai fazer perguntas de áudio. Quantos dedos há em sua mão direita? E o professor aproveita para orientar, ensinar a noção de direita e esquerda, por exemplo. A resposta é pelo teclado e um aviso com voz humana diz se o aluno acertou ou não", explica entusiasmado.


O programa, no qual o aplicativo ficará hospedado, faz a leitura de cada tecla digitada pela criança e traduz em som para que seja possível saber o que está sendo escrito pelo teclado do computador. 


Segundo Souza, não há muito investimento para melhorar o aprendizado de deficientes visuais, principalmente na área de exatas.


"Nunca vi nada no mercado. Foi um grão de areia o que consegui desenvolver em dois anos e meio. Pretendo continuar o projeto em um doutorado", conta. 


O pesquisador espera que, com a divulgação, mais profissionais se interessem pelo projeto para desenvolver e disponibilizar o conteúdo para outras séries escolares.


O trabalho foi orientado pelo professor Luiz César Martini, do Departamento de Comunicações da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (Feec).
 

Motivação veio da sala de aula


Além de pesquisador, Henderson, morador de Louveira (SP), é professor do ensino fundamental na rede pública de Várzea Paulista (SP), cidade próxima. 


No dia a dia, convivendo com as deficiências de cada aluno para aprender matemática, ele se viu motivado a fazer algo por aqueles que enfrentam ainda mais dificuldades para absorver o conteúdo.


"A matemática tem mais dificuldade para os deficientes visuais por falta de recursos, ferramentas que dêem a eles condições de aprender. Espero que através do software eles se motivem para aprender e usar a matemática para as suas vidas e para o futuro", conta o pesquisador, que hoje se diz preparado para receber um aluno com essa deficiência em sala de aula.
 

Programa foi testado em instituições especializadas


Henderson levou o programa para ser testado em instituições especializadas no auxílio a deficientes visuais em Campinas. "É um suporte a mais para o que a criança aprende no ensino regular. Foram solicitados ajustes e até o fim do ano o aplicativo estará disponível na internet", afirma.


Uma delas foi a Pró Visão, que promove a habilitação e reabilitação desse público há 30 anos. 


A instituição, localizada no bairro Jardim Proença, atende em média 45 deficientes, de bebês a adolescentes. Para a coordenadora Maria Cecília Saragiotto, a invenção de Henderson será muito importante para o futuro das crianças. 


"Tudo que facilita, dá autonomia para os deficientes visuais, é bem-vindo", conta.


A coordenadora afirma que esse público enfrenta uma carência no ensino normal e, por isso, as crianças procuram o apoio das instituições. Sem a ajuda, muitas não conseguem acompanhar. 


"Vamos usar o aplicativo e exercitar com as crianças. Já está no nosso plano", completa.
 

Carência em matemática é percebida entre adultos com deficiência


Outra instituição que cuida dos deficientes visuais em Campinas é o Centro Cultural Louis Braille, também no Jardim Proença.


No local é possível aprender a linguagem e apoiar os jovens, principalmente acima dos 18 anos, na inclusão escolar em classes comuns. 


O coordenador de projetos sociais Devanir de Lima, que é deficiente visual, percebe que a matemática é, de fato, um problema para esse público.


"Muitos pais acreditam que o papel de ensinar está sendo feito nas escolas, que elas estão suprindo, mas não é assim. As crianças precisam sim de apoio e empenho maior das famílias", afima Lima. 


Segundo ele, muitas escolas não possuem professores especializados e o aprendizado precisa ser complementado para que as crianças evoluam.


"Recebemos jovens de 18 anos que não sabem fazer contas de adição, subtração, divisão e multiplicação com três dígitos. Matemática avançada eles nem sabem o que é. Se não tiver uma base bem feita do 1º ao 5 º ano, eles terão problemas no futuro", preocupa-se.


Fonte: G1

 

Piauí tem 3ª pior proporção de crianças com deficiência fora da escola

Foto de uma sala de aula vazia



A análise dos resultados do Censo Demográfico 2010 sobre o aspecto de gênero, divulgado pelo IBGE na última sexta-feira (31), mostrou que o Piauí tem a terceira pior proporção de crianças com alguma deficiência no grau severo, mental/intelectual e que não frequentavam escola ou creche. 


Segundo o instituto, no grupo etário de 6 a 14 anos de idade, 17,5% dos meninos e 15,6% das meninas estão fora da sala de aula. O resultado é melhor apenas do que o dos estados do Pará e do Amazonas.  


Já a proporção de pessoas economicamente ativa, de 16 a 64 anos de idade, com grau severo de deficiência mental/intelectual nas capitais e no Distrito Federal, Teresina ocupa a sexta menor proporção, com 57,1% dos homens e 44,7% das mulheres, o que significa um baixo aproveitamento dessas pessoas no mercado de trabalho.


Fonte: G1

 

Jogador de vôlei volta a enxergar futuro na carreira após transplante de córnea

Foto de Deivid com seu óculos especial durante jogo


Muitas competições escolares ou de várzea presenteiam seus campeões com taças mais bonitas do que a do Campeonato Paulista de vôlei


A conquista do título, que o central Deivid Júnior Costa celebrou no último sábado, pelo Funvic/Taubaté, em tese pouco representa para quem já foi campeão da Superliga e tinha três títulos do próprio estadual no currículo. Mas o central se emocionou de verdade ao ver o brilho do caneco. Na verdade, ficou feliz pelo simples fato de enxergá-lo.


Deivid teve que se submeter a um transplante da córnea do olho esquerdo por ter sido acometido de ceracotone, doença que reduz a rigidez do colágeno da córnea, dando-lhe um formato mais cônico. A pressão intraocular acabou por romper a córnea esquerda do jogador. 


Sem alternativa, Deivid teve que passar pelo transplante. Os pontos estouraram algumas vezes, e o período de afastamento, que era para ter sido de quatro meses, dilatou-se para 18. 


“Achei que a minha carreira no vôlei tinha terminado, porque ninguém consegue ficar parado tanto tempo e continuar jogando num time de ponta.”


Felizmente, Deivid foi um dos três jogadores do modesto elenco da temporada passada de Taubaté mantidos para esta. Nesse ínterim, o time recebeu uma injeção polpuda de verba de seu patrocinador e se transformou numa superequipe, com Sidão, Lipe, Rapha e Felipe, todos da seleção brasileira que foi vice-campeã mundial na Polônia, além do veterano Dante, campeão olímpico em 2004, e do valorizado Lorena.


Como Sidão se machucou no primeiro jogo da final, Deivid teve que botar seus óculos especiais, que protegem os poucos pontos cirúrgicos ainda remanescentes, e foi à luta na segunda partida. 


Antes, passou por “sessões de terapia” com seus colegas para fortalecer a confiança e encarar a responsabilidade de substituir um titular da seleção brasileira contra o fortíssimo Sesi, um dos candidatos ao título da Superliga.


“Voltei a jogar só em junho e ainda não estou do jeito que almejo. Tem algumas coisas que quero fazer, mas meu corpo não acompanha. Dormi muito mal nesta semana que passou. Mas conversaram muito comigo. O Rapha me orientava todos os dias, e o Lorena, que chamo de pai, também me deu força. É engraçado, mas quando vi o ginásio lotado, a ansiedade passou. Até me disseram que joguei bem, mas acho que fui razoável. O importante é que estou jogando”.


Antes de passar pela cirurgia, com 21 graus de astigmatismo, Deivid bloqueou alguns vultos. 


“Lembro que fomos disputar os Jogos Regionais num ginasinho baixo e escuro em Caraguatatuba. Acho que joguei por instinto. Meu oftalmologista disse que, o que a gente não enxerga totalmente, complementa com a imaginação. Acho que é isso”.


O transplante ajudou o gigante de 2,06m e 26 anos a enxergar a vida com outra perspectiva. Campeão e eleito melhor jogador do Mundial juvenil de 2007, na Índia, Deivid é uma promessa que não chegou a vingar como se esperava. 


“Eu gostava bastante da noite, estava desfocado do vôlei. Acho que esse problema no olho aconteceu para eu dar uma guinada na vida. Sou outro cara”.


Fonte:Vida Mais Livre

 
 

Alfabetizada aos 22 anos, aluna cega supera dificuldades para fazer Enem

Foto de Valdirene estudando


Alfabetizada aos 22 anos, a estudante Valdirene Vieira Bonfim, de 37 anos, superou dificuldades com os estudos para fazer as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).


 A dona de casa sonha em cursar a faculdade de Geografia da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), no sul da Bahia. Há sete anos ela tenta conquistar uma vaga no curso pelo Enem e, nos próximos dias 8 e 9 de novembro, vai tentar mais uma vez.


"Nasci cega, com glaucoma congênito. Eu me alfabetizei adulta. Eu fiz a escola normal, já a 7° e 8° séries fiz supletivo. Terminei o segundo grau com 31 anos. Eu sempre tive vontade de estudar. Aqui não tinha professores para ensinar o braile. Aí, quando surgiu, em 2009, minha mãe ficou sabendo e comecei a estudar" explica a estudante de Itabuna, cidade a 426 quilômetros de Salvador.


Para Valdirene, a maior dificuldade com o Enem é estudar. Ela faz um curso pré-vestibular e conta que não há material para acompanhar os assuntos. 


"Está muito difícil porque o material que o professor dá aula não está em braile, não tenho com quem estudar, quem possa ler para mim. Apesar disso, eu acho que a pessoa não pode desistir, tem que continuar insistindo. Fácil não é. Foi muito difícil concluir o segundo grau, consegui com apoio da minha família. Quem está estudando hoje está tendo mais acesso aos conteúdos, pode pesquisar no computador para estudar e eu ainda não tenho tanto domínio. Ainda preciso de ajuda para usar", relata.


Para a estudante Luzia Tomaz de Souza, 25 anos, que também é cega e possui glaucoma congênito, a prova do Enem é o caminho para alcançar o objetivo de se tornar psicóloga. Ela já fez a prova por dois anos seguidos, 2009 e 2010, por incentivo da família e dos amigos. 


Este ano, ela irá tentar mais uma vez e já solicitou a ajuda de um ledor para realização do exame. "A prova é longa, sempre peço em braile e um ledor, porque fico cansada", diz Luzia.


Moradora de Itabuna, a jovem conseguiu entrar na escola aos seis anos. "Sempre quis estudar e minha família apoiou. Quero ser psicóloga porque admiro o trabalho deles. Eles estudam o comportamento humano, acho interessante o trabalho, a pesquisa", conta Luzia.


Ao contrário de Valdirene, Luzia explica que não tem dificuldade para estudar, pois acompanha os conteúdos com auxílio do notebook e com material cedido pela Fundação Regina Cunha, em Itabuna.


Desde 2011, a instituição foi reaberta e funciona dentro de um hospital na cidade. No local, há uma biblioteca e uma equipe composta por médicos, fisioterapeutas, psicólogos e educadores físicos para ajudar a pessoa com deficiência visual a conquistar a independência. 


“A pessoa deficiente visual ou cega, ela só tem capacidade de fazer 10% do que um vidente faz. Então ele precisa ser treinado, habilitado e ter uma vida independente”,  disse o oftalmologista Ruy Cunha, que atua na fundação.


"Pego o material adaptado emprestado na fundação e trago para casa, estudo e depois levo de volta. Baixo livros da internet também. No notebook, assisto aulas online. Estudo mais sozinha. Quando tenho dúvida, pergunto a alguém que sabe mais do que eu", explica em tom de brincadeira.


Mesmo fazendo o Enem pela terceira vez, Luzia, assim como Valdirene, não pensa em desistir. 


"A gente precisa tentar. É muito importante a gente tentar e não podemos parar no tempo. Amigos sempre me dão conselho me orientam: 'você é inteligente, não pode ficar sem estudar, parada', essas coisas me incentivam", conclui.


Fonte: G1



Exposição no Museu Afro Brasil, em SP, contará com obra acessível a pessoas com deficiência visual

Foto da obra que terá audiodescrição no Museu


A exposição que inaugurou no último dia 23 em comemoração aos 10 anos do Museu Afro Brasil, em São Paulo, contará com a obra “Fundação da Pátria Brasileira”, baseada na obra de Eduardo Sá e autoria de Butti, acessível às pessoas com deficiência visual por audiodescrição disponível através da ferramenta de Audio Guia do App Museu Afro Brasil.


Já exposta na primeira exposição temporária realizada pelo Museu Afro Brasil “Brasileiro, Brasileiros” (2004), a obra apresenta em primeiro plano a figura de José Bonifácio, considerado o patriarca da Independência. 


A presença da figura de D. Pedro I no centro da pintura parece não ser apenas uma solução formal encontrada pelo artista, mas principalmente a intenção em mostrar a ambiguidade em torno de D. Pedro I enquanto “herói” da emancipação. 


A obra é composta ainda por representantes das três matrizes do Brasil: o branco, o índio e uma negra, sendo esta última numa posição de submissão e inferioridade, evidenciando a ainda forte presença da escravidão no país desse momento.




2 de nov. de 2014

5ª edição da passeata do Movimento SuperAção em Porto Alegre





 

Amanhã acontece a 5ª edição da passeata do
Movimento SuperAção em Porto Alegre.
 
A concentração será às 10h30 na avenida Setembrino, próximo ao Espelho D'água.

Vamos pra rua porque a causa é justa!


Ambev contrata profissionais com deficiência para atuarem em suas fábricas e na sua área de vendas.

 


A Ambev contrata diversos profissionais com deficiência para atuarem em suas fábricas e na sua área de vendas.

 
Para participar deste processo seletivo e ingressar nesta multinacional candidate-se já na vaga  www.vagas.com.br/v1065761
 
  
Veja as vagas a seguir:

 
Repositor:
 
Organização dos produtos da CIA em lojas de acordo com layout; Abastecimento de gôndolas; Reposição de mercadoria de acordo com validade; Negociação de melhores pontos para produtos da CIA. 

Salário: R$ 730,00

 
Operador:
 
Operar os equipamentos sob sua responsabilidade, através da aplicação dos conhecimentos adquiridos no treinamento básico e padrões complementares.
 
Salário: R$ 1.352,34

 
Vendedor Interno:
 
- Aumento da comercialização de produtos da CIA em comparação aos da concorrência
 
- Negociação de vendas com flexibilidade de preço e prazo; Análise e planejamento de execução;

- Execução de ações da CIA; Preparar e realizar a pré-venda do mix de produtos;

- Preparar e negociar o planejamento diário de vendas com o Supervisor; Efetuar a venda, negociando volume (preço e prazo) dentro das políticas comerciais estabelecidas e cobrar os cheques de clientes inadimplentes;
 
- Prospectar novos clientes e cadastrá-los no sistema;
 
- Identificar PDV’s com potencial para investimento. 

Salário: R$ 1.210,00 (fixo+variável) 


Técnico Químico:
 
Responsável pela  execução  nos testes  de  análises químicas, físico-químicas e microbiológicas de matérias-primas, produtos em processamento  e acabados,  acompanhando  as  diversas  etapas de produção; 

Salário: R$ 1613,00

 
Técnico Elétrico/Manutenção
 
Solucionar problemas de equipamentos de ordem elétrica, através da aplicação dos conhecimentos adquiridos no treinamento básico e padrões complementares. 

Salário: R$ 2.540,00

 
Supervisor de Produção 

Salário: R$ 3.430,00
 

Conferente:
 
Responsável pela conferência eficaz e eficiente dos produtos em estoque, garantindo adequada administração das atividades específicas da função.     

Salário: R$ 1921,00

 
Auxiliar de Produção: 

Executar as atividades do dia-a-dia, cumprindo as normas e procedimentos de meio ambiente e segurança do trabalho;  Registrar as não conformidades identificadas na rotina, garantindo a execução da ações corretivas e preventivas; Aplicar ferramentas de métodos de qualidade para garantir a solução dos problemas identificados; Participar de reuniões de Produtividade. 

Salário: R$ 992,00

 
Engenheiro Industrial Júnior    

- 1ªEtapa: voltada para a operação e conhecimento técnico de todas as etapas do processo produtivo
 
- 2ª Etapa: Supervisionar e gerenciar todas as atividades da planta piloto.
 
- 3ª Etapa: Supervisionar, gerenciar pessoas e custos, investimentos, produtividade e todas outras atividades correlacionadas a planta piloto. Salario a combinar                                                                                                                                                                                                                 

Horário de trabalho: turnos.

 
Benefícios:
 
Vale Transporte;
 
Vale Refeição: R$ 15,00 por dia;
 
Plano de Saúde e Odontológico para funcionário e dependentes;
 
Convênio farmácia;
 
Reembolso de material escolar,

Bolsa de estudos;
 
Seguro de vida;

Previdência privada;
 
Auxílio creche;
 
Cesta de Natal;

Brinquedos de Natal para filhos até 12 anos;
 
13º e 14º salários;
 
Participação de Lucros.


Fonte:  I.SOCIAL