21 de out. de 2015

Único corredor com deficiência visual vence prova entre 70 atletas em Campos (RJ)

Fernando ocupa o alto do pódio e braça o segundo e terceiro colocados



Único atleta com deficiência visual em uma corrida com a participação de 70 pessoas, o corredor Fernando Gonçalves, de 29 anos, venceu a competição que ocorreu no subdistrito de Guarus, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. 


A I Corrida e Caminhada Estações Fitness foi realizada no domingo (18), com percurso de 6 Km na Avenida José Carlos Pereira Pinto, uma das principais. Fernando venceu na categoria de corredores de 25 a 29 anos.


Segundo Fernando, ele teve como guia o corredor Luiz Gustavo Ramos, que teve participação importante na vitória. 


O atleta agora se prepara para o Circuito Sest/Senat, que vai ser disputado no dia 8 de novembro em Campos.


"Tive muita dificuldade nessa prova e cheguei a cair ao passar por um redutor de velocidade. Machuquei um pouco meu joelho e, mesmo assim, continuei na disputa em busca do meu objetivo. Eu mostrei a todos que, mesmo com a minha deficiência, posso vencer a competição", disse o corredor.


De acordo com Fernando, que tem a deficiência de nascença, a falta da visão nunca o impediu de fazer o que mais gosta, que é correr e competir.


Ele pratica o esporte há mais de dez anos e constantemente participa de provas em Campos e na região.


"Sou o único deficiente visual de Campos a participar de competições. Tenho conhecimento de que outros deficientes também têm vontade de competir, mas falta coragem. Precisamos alcançar os nossos objetivos e lutar contra os nossos limites para conseguir alcançar a vitória. Tenho certeza de que essa é apenas mais uma de uma coleção de conquistas", declarou o atleta.


Fernando Gonçalves foi aprovado e vai fazer parte da equipe de atletismo do Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro. 


A integração a uma equipe de ponta do esporte nacional vai possibilitar que o corredor participe das próximas competições regionais em 2016, pensando em uma classificação para três provas do Circuito Nacional que são classificatórias para as Paralimpíadas.



Fonte: G1  /  Vida Mais Livre 


Processo para tirar CNH passa a ter intérprete de Libras para surdos

Resultado de imagem para CNH ,  Libras


O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou resolução nesta terça-feira (20), no Diário Oficial, que torna obrigatória a disponibilização de intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) durante o processo para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para pessoas com deficiência auditiva.


De acordo com a resolução nº 558, que passa a vigorar na data de sua publicação, os órgãos ou entidades executivos de trânsito dos estados e do Distrito Federal deverão disponibilizar, às pessoas surdas, intérpretes de Libras durante várias fases do processo.


Segundo o órgão, a atuação do profissional em Libras deverá se limitar-se a informar ao candidato com deficiência auditiva a respeito do conteúdo dos procedimentos administrativos dos exames e cursos do processo de habilitação, sendo proibida a interferência na tomada de decisões do candidato capazes de alterar o resultado da aferição da capacidade do candidato.

 

VEJA AS ETAPAS NAS QUAIS O INTÉRPRETE É OBRIGATÓRIO:

 

  • Avaliação psicológica;
  • Exame de aptidão física e mental;
  • Curso teórico técnico;
  • Curso de simulação de prática de direção veicular;
  • Exame teórico técnico;
  • Curso de prática de direção veicular;
  • Exame de direção veicular;
  • Curso de atualização;
  • Curso de reciclagem de condutores infratores;
  • Cursos de especialização.


A medida também informa que a atuação do intérprete poderá ser substituída por qualquer outro meio tecnológico hábil para a interpretação de Libras. 


Os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) também poderão estabelecer exigências complementares, complementa o texto da resolução.
 

Fonte: G1  /  Vida Mais Livre



Atores surdos protagonizam Alice no País das Maravilhas


Brena Artigas está caracterizada como Alice e interage com o cenário


Um dos maiores clássicos da literatura, "Alice no País das Maravilhas" comemora 150 anos de publicação em 2015 e ganha uma adaptação teatral rara. 


Com um elenco composto por atores surdos, a peça será apresentada em Língua Brasileira de Sinais (Libras) pelo Signatores - único grupo profissional de atores surdos na região sul do país. 


O espetáculo fica em cartaz no Teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa (Independência, 75), em Porto Alegre, até o dia 25 de outubro, sempre às 20h, e tem entrada franca (com distribuição de senhas uma hora antes da peça).


A montagem é destinada a todos os públicos – até mesmo aqueles que não sabem Libras – pois haverá o acompanhamento de dois atores, que farão a narração dos acontecimentos e das falas. 


Não se trata de uma dublagem, com sincronia do movimento labial e a substituição de um idioma por outro. Trata-se de uma adaptação que torna a cena completa para aqueles que precisam dela. 


“Queremos promover uma peça de teatro onde as duas línguas dividem o mesmo espaço, pois temos na plateia os dois públicos: surdos e ouvintes”, explica a diretora Adriana de Moura Somacal.


"Alice no País das Maravilhas" inverte a lógica de montagens para ouvintes com acessibilidade para surdos. 


Desta vez, o espetáculo é feito para surdos, com acessibilidade para ouvintes, criando um espaço de plateia compartilhada, onde a inclusão deixa de ser um conceito teórico para se transformar em prática.


O objetivo é mostrar a Língua Brasileira de Sinais e torná-la visível. 


“E junto com esse movimento, estamos aqui para proporcionar ao público surdo uma das poucas situações onde o protagonista é surdo, onde ele está em evidência e, quem sabe, fazer com que ele, da plateia, consiga perceber a própria força e potencial”, completa Adriana.


A peça transita por um universo fantástico, em que os personagens saltam das páginas dos livros para o palco. 


Os cenários e figurinos são compostos por gigantescas dobraduras de papel (origamis) que se transformam constantemente diante do público.


Quem dá vida a Alice é a atriz negra Brenda Artigas. 


“Apresentamos uma nova Alice, sem a reprodução de um imaginário Disney ou até mesmo das ilustrações originais do Tenniel, que transformou a menina Alice de cabelos curtos e castanhos em uma personagem de cabelos compridos e loiros. Queremos promover um reencontro da plateia com o imaginário do País das Maravilhas. E provocar o público a pensar que existem muitas ‘Alices’, e que dentro de cada um de nós, somos todos "Alice", adianta a diretora.



 

Campanha incentiva o respeito às vagas das pessoas com deficiência em Florianópolis

 


Vaga de estacionamento exclusivo é um direito da pessoa com deficiência (PCD). 


Em apoio a esta ideia e ao projeto #RespeitAção, criado por uma comissão da Câmara  Municipal de Florianópolis, a empresa Dom Parking, responsável pelo sistema de Zona Azul, cria campanha de conscientização aos usuários. 


O vídeo da campanha traz a participação do comediante Darci, mostrando a importância das pessoas respeitarem as vagas reservadas e o quanto elas são úteis para o dia a dia de quem realmente precisa. As informações são da assessoria da PMF.


Atualmente são 3.090 vagas, destas 78 são reservadas as PCDs, quando o exigido por lei é apenas 62. Todos os locais são estrategicamente localizados e bem sinalizados.


Os deficientes físicos que estacionam no sistema rotativo Zona Azul não precisam efetuar o pagamento do serviço. 


É necessário apenas que o condutor deixe no para-brisa do veículo uma credencial fornecida pelo Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), de conformidade com a Resolução 304/2008 do Contran (Conselho Naional de Trânsito).


Para obter o cartão, é necessário comparecer à Associação Florianopolitana de Deficientes Físicos (Aflodef), na Rua Rui Barbosa, 780, Agronômica e conseguir ofício de encaminhamento. 


De posse dele, comparecer ao IPUF - que fica na praça Getúlio Vargas (praça dos Bombeiros), 194, Centro - para a emissão do cartão.


O cartão tem validade de três anos e pode ser usado em todo o território nacional, mas o IPUF só o fornece a moradores da Capital. O serviço é gratuito.

 



19 de out. de 2015

Cresce presença de pessoas com deficiência no Mercado formal



A participação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho cresceu 6,57%, em 2014, de acordo com informações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), divulgada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, nesta quarta-feira (9), em Brasília. 


Os dados mostram que foram criados 23,5 mil empregos para indivíduos desse grupo.


Com o resultado, o número de vagas ocupadas por alguém com algum tipo de deficiência chegou a 381,3 mil – o que corresponde a 0,77% do total de postos do país. 


Os dados confirmam a tendência de crescimento contínuo dessa participação, que foi verificada nos últimos anos: Em 2012, os empregos para pessoas com deficiência representavam 0,70% do total. Em 2013, equivaliam a 0,73%.

Os homens ocuparam 64,45% das vagas, ou 245,7 mil empregos; enquanto, às mulheres, coube um total de 35,55%, ou 135,6 mil oportunidades profissionais. As informações indicam que caiu a participação masculina em relação a 2012 (65%) e 2013 (64,84%).    


Rendimentos


O rendimento médio das pessoas com deficiência, em 2014, chegou a R$ 2.304,26, um valor menor que a média dos rendimentos do total de vínculos formais: R$ 2.449,11. 


Em relação a 2013, o resultado mostra que aumentou o rendimento médio do total de pessoas com deficiência, em 0,63% – devido, principalmente, ao crescimento verificado no rendimento das pessoas com deficiência múltipla (+6,18%), visual (+3,22%) e física (+ 1,69%).
 


Fonte: Ministério do Trabalho e EmpregoVida Mais Livre


ONG Escola de Gente inicia circuito de palestras e oficinas de teatro acessível


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A partir desta segunda-feira, dia 19 de outubro, a ONG Escola de Gente – Comunicação em Inclusão dá início a uma série de palestras e Oficinas de Teatro Acessível por municípios do Rio de Janeiro. 


O circuito integra o projeto Campanha Teatro Acessível – Arte, Prazer e Direitos, da Escola de Gente. 


A iniciativa pretende sensibilizar mais de 10 mil pessoas até o final do ano, em um percurso gratuito e acessível, focado em disseminar o conceito de cultura inclusiva entre estudantes, professores/as, gestores/as e agentes culturais.


Nesta segunda (19), a partir das 11h, o projeto teve início com uma palestra sobre inclusão, direitos humanos e acessibilidade dada pela fundadora da Escola de Gente, Claudia Werneck, no Instituto Helena Antipoff (R. Mata Machado, 15 – Maracanã), da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. 


Jornalista e escritora, Claudia Werneck é pioneira na disseminação do conceito de sociedade inclusiva no Brasil e nos demais países da América Latina desde 1992 e autora de 14 livros sobre direitos humanos, diversidade e inclusão.


Até o fim do ano, serão 13 oficinas de teatro acessível gratuitas para estudantes, agentes culturais e professores/as da rede pública de ensino, além de quatro palestras de Claudia Werneck, em 12 cidades do estado do Rio.
 

Oficinas de Teatro Acessível



Desde 2009, a Escola de Gente já realizou mais de 60 Oficinas em todas as regiões do Brasil. 


Com metodologia e supervisão da Escola de Gente, as Oficinas de Teatro Acessível têm o objetivo de sensibilizar o público para praticar inclusão todos os dias, propondo situações lúdicas e desafiadoras nas quais todas as pessoas se exercitam e praticam a inclusão. 


“Tudo é muito instigante, provocador, ousado e faz com que o público exercite diferentes modos de se comunicar. Nas Oficinas é possível testar os limites daquilo que se pensa, no dia a dia, ser inclusão,” comenta Claudia Werneck. 


Com três horas de duração, as Oficinas de Teatro Acessível contam com intérprete de Libras e audiodescrição. 


Cada participante receberá uma camiseta da campanha “Teatro Acessível. Arte, Prazer e Direitos” e um exemplar do livro “Um amigo diferente?”, de Claudia Werneck, impresso em tinta e com outros formatos acessíveis. 


Publicado pela WVA em 1994, o livro foi traduzido para o espanhol e o inglês e integra o acervo de bibliotecas e escolas públicas de todo o Brasil.
 

A Escola de Gente – Comunicação em Inclusão



Fundada pela jornalista Claudia Werneck em 2002, a ONG Escola de Gente já sensibilizou mais de 400 mil pessoas de 16 países das Américas, África, Oceania e Europa, além de contar com parceiros/as da sociedade civil, governos, Ministério Público da União, conselhos de direitos, cooperação internacional e empresas. 


Por sua atuação, a ONG recebeu 41 reconhecimentos nacionais e internacionais, dentre elas duas da Presidência da República: o “Prêmio Direitos Humanos 2011” na categoria “Direitos de Pessoas com Deficiência”, a mais alta condecoração do Estado brasileiro na área dos Direitos Humanos; e a Ordem de Mérito Cultural 2014, por usa contribuição ao país na categoria “Artes Integradas”.


A Escola de Gente trabalha para que as políticas públicas se tornem inclusivas, ou seja, que garantam direitos humanos também para quem tem deficiência e vive na pobreza, especialmente crianças, adolescentes e jovens. 


A participação em conselhos, produção e disseminação de marcos teóricos e metodologias próprias, formação de juventudes em mídias acessíveis em universidades, comunidades e favelas, criação de indicadores, consultorias e distintas ações na área da cultura são papéis desempenhados pela Escola de Gente.