25 de mar. de 2013

CAT anuncia 544 vagas para profissionais com deficiência (SP)

Mão segurando carteira de trabalho
O Centro de Apoio ao Trabalho (CAT), da Secretaria Municipal do Trabalho e do Empreendedorismo (SEMTE)  de São Paulo (SP) está com 544 vagas para profissionais com deficiência ou mobilidade reduzida com salários que chegam a R$ 2.000,00.

 A maior parte das oportunidades é para o cargo de atendente de lanchonete, com 120 vagas e para auxiliar de limpeza, com 78 oportunidades. Para ambas a exigência é do ensino fundamental incompleto.

Para quem tem ensino médio, há 50 vagas para agente de pesquisa autônomo e 30 para consultor de vendas. Outro destaque são 10 vagas para candidatos com formação superior em pedagogia.

Os interessados que desejarem se cadastrar no CAT devem apresentar RG, CPF, carteira de trabalho e número do PIS. É necessária a apresentação de laudo médico. Podem também enviar currículo para eficientes@prefeitura.sp.gov.br.

Informações complementares estão disponíveis no site da Prefeitura de São Paulo e na Central de Atendimento ao Munícipe, pelo telefone 156.

Importante: A quantidade de vagas veiculadas pela Secretaria Municipal do Trabalho e do Empreendedorismo pode sofrer alterações conforme a procura e o preenchimento dos cadastros.

Pai em idade avançada tem neto com maior risco de autismo, diz estudo

Pessoa com tapando o rosto com as duas mãos
Homens que são pais em idade avançada correm maior risco de ter netos com autismo, aponta um novo estudo feito em conjunto pelo Instituto de Psiquiatria do King’s College de Londres, no Reino Unido, pelo Instituto Karolinska, na Suécia, e pelo Instituto do Cérebro de Queensland, na Austrália.

Esta é a primeira vez que uma pesquisa mostra que a probabilidade de transmitir esse transtorno do desenvolvimento se acumula ao longo de gerações. 

Os resultados foram publicados na quinta-feira (21/03) na revista científica "Journal of the American Medical Association (Jama) Psychiatry".

Os pesquisadores usaram registros da população sueca e analisaram 5.936 pessoas com autismo e 30.923 indivíduos sem autismo que nasceram desde 1932. O banco de dados incluía informações sobre a idade de reprodução dos avós maternos e paternos de cada um dos analisados, além de detalhes sobre diagnósticos psiquiátricos.

Os homens que haviam gerado uma filha com 50 anos de idade ou mais apresentaram 1,79 vez mais chance de ter um neto com autismo, em comparação com aqueles que tiveram filhos entre os 20 e 24 anos. Já os pais que haviam gerado um filho do sexo masculino com 50 anos ou mais apresentaram 1,67 vez mais risco de ter um neto com a desordem.

"Tendemos a pensar em termos de 'aqui e agora' quando falamos sobre os efeitos do ambiente sobre o nosso genoma. Pela primeira vez na psiquiatria, mostramos que as escolhas do estilo de vida do seu pai e seu avô podem afetar você", diz o coautor do estudo Avi Reichenberg, do King's College, segundo nota da instituição.

De acordo com Reichenberg, isso não quer dizer que uma pessoa deva evitar filhos se o pai dela a gerou com idade avançada, pois o risco de autismo ainda é pequeno. No entanto, descoberta é importante para entender a forma complexa como o distúrbio se desenvolve.

O autismo é causado por uma combinação de fatores genéticos e ambientais. De acordo com a principal autora do trabalho, Emma Frans, do Instituto Karolinska, pesquisas anteriores já apontavam que a idade paterna era um fator de risco que chega a mais que dobrar as chances de aparecimento da doença. Mas o atual estudo vai além, ao sugerir que a faixa etária do avô também seja relevante.

O mecanismo que está por trás dessa ligação ainda é desconhecido pela ciência, mas poderia ser explicado por mutações que ocorrem nos espermatozóides. Isso porque as células reprodutivas masculinas se dividem ao longo do tempo, e cada divisão no genoma enfrenta a possibilidade de novas mutações genéticas.

A maioria dessas mudanças "silenciosas", porém, não resulta em crianças autistas, mas pode influenciar o risco das gerações futuras, ao se acumular até atingir um limite em que o autismo se manifesta.

No Reino Unido, cerca de 1 em cada 100 adultos apresenta algum transtorno do espectro do autista, que atinge mais homens que mulheres. 

A condição afeta as pessoas de maneiras muito diferentes: algumas são capazes de levar uma vida relativamente normal, enquanto outras exigem um apoio especializado. Indivíduos com síndrome de Asperger (um tipo de autismo), por exemplo, têm dificuldade de comunicação e relacionamento com os outros e de encontrar sentido no mundo ao redor.

Município e estado se unem por acessibilidade

Símbolo da acessibilidade
Sair de casa para realizar qualquer tipo de atividade do cotidiano é uma dificuldade para o aposentado José Aparecido Arcanjo, 49 anos. 

Ele é cadeirante e a infraestrutura da cidade deixa muito a desejar para pessoas como José. 

Se opta pelo transporte público, o sistema é carente e os funcionários ainda não têm preparo suficiente para lidar com pessoas com qualquer que seja o tipo de deficiência. 

O carro já possibilita mais conforto, mas estacioná-lo é outra tarefa um tanto quanto complicada, pois é grande o número de motoristas que não respeitam as vagas demarcadas para pessoas com deficiência de acordo com o aposentado.

Vencido o primeiro obstáculo de locomoção seja pelo transporte público ou particular, vários outros podem ser listados facilmente - do descaso e desrespeito das outras pessoas com as pessoas com deficiência até as péssimas condições das calçadas. 

Segundo José, esse é um ponto bastante crítico. “É muito difícil andar pelo Centro porque não tem como circular pelas ruas. Cada trecho tem um tipo de piso, muitos lugares não têm rampa e, apesar de existirem as vagas para pessoas com deficiência, poucos respeitam”, reforça.

Para mudar a realidade enfrentada por pessoas com deficiência, seja física, visual ou auditiva, um plano de acessibilidade está sendo montado pela Coordenadoria da Pessoa com Deficiência de acordo com o prefeito Pedro Bigardi.

E Jundiaí não está sozinha nessa missão de tornar a cidade mais acessível a todos os cidadãos - o projeto será apresentado ao Governo do Estado de São Paulo para a liberação de recursos por meio de uma Linha de Acessibilidade Urbana, lançada pela Desenvolve SP

A proposta é, especificamente, dar apoio aos municípios paulistas para adequar ruas e, até mesmo, espaços públicos com difícil acesso para cadeirantes e pessoas com qualquer outro tipo de deficiência.

As vantagens são juros zero, subsidiados pelo governo estadual, com prazo de até 72 meses. “Temos algumas urgências nesse sentido, que é o transporte de crianças e jovens até algumas instituições da cidade para tratamento, e planos a médio e longo prazo, os quais então incluem investimento em infraestrutura para melhorias de calçadas, sinalização, fácil acesso”, explica o prefeito Pedro Bigardi, lembrando que a linha de acessibilidade estadual já está disponível para Jundiaí, basta a apresentação do projeto.

Novo cenário

De acordo com o presidente da Desenvolve SP, Milton Luiz de Melo Santos, existem cerca de nove milhões de pessoas com algum tipo de deficiência no estado e muitas prefeituras não têm condições de realizar obras que proporcionem a inclusão social dessa população. “Essa iniciativa do Governo do Estado irá oferecer uma alternativa para os municípios melhorarem a qualidade de vida dessas pessoas”, diz.

Além da Linha de Acessibilidade Urbana, a agência conta com outras seis linhas de financiamento para os municípios com juros a partir de 0,49% ano mês (+IPC/FIPE). Entre elas, destacam-se a Linha Economia Verde Municípios, que financia projetos ecologicamente sustentáveis, e a Via SP, que apoia obras de pavimentação de ruas e estradas. R$ 2 milhões é o limite de financiamento por município, independente do número de projetos apresentados

O que pode ser financiado

A nova linha financia projetos que contemplam a implantação de plano de acessibilidade nos espaços públicos. Entre os itens estão a melhoria de prédios e espaços públicos, sistemas de iluminação, sonorização ou comunicação visual, aquisição de máquinas e equipamentos, incluindo tecnologias assistivas, entre outros.

Fácil acesso

Para ter acesso a Linha de Acessibilidade Urbana, a Prefeitura de Jundiaí precisa somente enviar solicitação pelo site do programa.  A análise do pedido leva em conta o projeto, a comprovação da saúde financeira da prefeitura e a capacidade de endividamento feita pela Secretaria do Tesouro Nacional, e usa como garantias as cotas do ICMS e/ou do FPM. Não há um prazo final estipulado para apresentação do projeto.

Fonte: Rede Bom Dia (Aline Pagnam)

22 de mar. de 2013

Paixão de Cristo terá acessibilidade em 5 municípios

Símbolo do teatro

A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSDH) realiza, durante a Semana Santa, a “Paixão por Direitos Humanos”. 

O projeto tem o intuito de promover acessibilidade nos principais espetáculos da Paixão de Cristo de Pernambuco. 

Além disso, técnicos da assistência social da pasta farão panfletagem e sensibilização com foco na prevenção ao abuso e exploração de crianças e adolescentes e trabalho infantil.

Pela terceira vez a encenação teatral de Fazenda Nova, em Brejo da Madre de Deus, terá acessibilidade para as pessoas com deficiência. Durante os espetáculos dos dias 21 e 22 de março, intérpretes de Libras e audiodescritores estarão possibilitando o entendimento para os surdos e pessoas com deficiência visual a compreenderem a trajetória de Jesus Cristo.

O município de Moreno, este ano, também será contemplado com audiodescrição e Libras. Na primeira noite do espetáculo intitulado “Em Moreno também se Vive uma Paixão”, no dia 28 de março, haverá acessibilidade para as pessoas com deficiência, além de equipe socioeducativa da SEDSDH.

Outros três municípios também promoverão acessibilidade, entre eles Recife e Olinda atenderão os surdos durante sua apresentação do dia 27 de março, disponibilizando intérpretes de Libras e apoio qualificado para as pessoas com deficiência durante todo o espetáculo. Garanhuns também promoverá acessibilidade com intérprete de Libras durante à noite de quinta-feira, dia 28.

Pessoas com deficiência e idosos têm acesso facilitado à Praia de Boa Viagem, em Recife

Cadeirante recebe auxílio para passear pela praia
A partir desta quinta-feira, o acesso à Praia de Boa Viagem, no Recife (PE), ficou mais fácil para idosos e pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida. 

Das 8h às 12h, o público pode conferir os serviços oferecidos pela arena de acessibilidade do Projeto Praia Sem Barreiras, localizada em frente ao Internacional Palace Hotel. Banho de mar assistido, quadra para prática de vôlei sentado e piscinas para as crianças são algumas das opções de lazer da arena, que passa a funcionar semanalmente, sempre das quintas-feiras aos domingos.

Na tentativa de melhorar as condições de acessibilidade no entorno da arena, a Prefeitura do Recife planejou uma rota, que tem início na parada de ônibus da Avenida Conselheiro Aguiar, seguindo pela Rua Bruno Veloso, até a orla de Boa Viagem. A arena fica em uma área com 200 metros quadrados e também conta com uma tenda de fisioterapia e enfermagem.

Todas as atividades são acompanhadas por 21 estudantes dos cursos de turismo, educação física, enfermagem e fisioterapia da Uninassau. Na orla, em frente ao espaço destinado ao projeto, há vagas de estacionamento para idosos e pessoas com deficiência.


Sessão de cinema celebra Dia da Síndrome de Down em Salvador

Ator Ariel com os braços pra cima durante gravação do filme Colegas

Uma sessão especial de cinema animou a manhã de um grupo formado por cerca de 50 crianças com Síndrome de Down e suas famílias nesta quinta-feira (21), em Salvador (BA)

Na telona foi exibido o filme "Colegas", que conta a história dos amigos Satllone, Aninha e Mário, jovens que têm a síndrome e que se divertem em uma aventura animada.

 A ação teve o objetivo de marcar o Dia Internacional da Síndrome de Down, comemorado nesta quinta-feira.

Para Adriana de Costa, mãe do pequeno Eduardo, a iniciativa é necessária para esclarecer as pessoas sobre a deficiência. "Eu gostei do filme. Faltam ações como essa para conscientizar as pessoas de que essas crianças são também muito capazes", alerta.

Já Tatiana dos Santos, mãe de Gustavo, de 7 anos, disse que soube do longa metragem através do próprio filho. "Eu não sabia que estava em cartaz. Ele que me alertou e insistiu para a gente vir. Eu achei maravilhoso", conta Tatiana.

 A ação foi realizada em uma parceria entre o Centro Estadual de Prevenção e Reabiltação da Pessoa com Síndrome de Down (CEPRED) e o cinema UCI Orient Iguatemi. 

Fonte: G1

21 de mar. de 2013

Idoso mais velho do Brasil com Síndrome de Down vive em MS

Close de mão de uma pessoa idosa
Nesta quinta-feira (21), dia dedicado internacionalmente às pessoas que têm Síndrome de Down, o exemplo do campo-grandense Adão Rodrigues da Silva, 70 anos, que tem o distúrbio genético, mostra que é possível ter elevada expectativa de vida mesmo diante dos desafios e problemas que as pessoas com a síndrome enfrentam. 

Ele é apontado pela empresa RankBrasil como o mais velho do país com Down.

A geneticista e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) Liane De Rosso Giuliani que o caso de Silva é incomum, ainda que haja avanços na medicina que propiciam melhor qualidade de vida para quem tem esse tipo de deficiência. “A grande maioria dos pacientes, se passar pelo primeiro ano, vive entre 40 e 50 anos”, afirma.

Para a médica, o idoso não deve ter tido problemas que comumente acometem as pessoas com Down, como distúrbios cardíacos e endocrinológicos. Na avaliação de Liane, ele superou as piores etapas que a Síndrome de Down pode ter, e daqui em diante deve ser tratado como qualquer idoso, sempre estimulado a fazer atividades físicas e de lazer.
 
Desafios

O idoso é cuidado atualmente pela sobrinha Kamila Riquelmes de Souza, 26 anos. Antes, era o pai dela quem dedicava a vida por Silva, mas ele morreu em 2012. “Meu pai era muito ligado a ele porque era seu único irmão. Agora, é questão de princípio e de honra dar qualidade de vida a ele”, disse.

Kamila conta que são muitas as barreiras cotidianas para cuidar do o tio. Desde o ano passado, ela fala que dedica todo o tempo ao idoso e, por isso, teve que deixar o emprego de atendente de telemarketing e não consegue estudar e fazer faculdade.

Mas, agora, a realidade deve começar a mudar, afirma. Segundo Kamila, Adão ficará no Instituto Juliano Varela, referência no tratamento de pessoas com Down em Campo Grande, no período da tarde. "Ontem foi o primeiro dia dele", conta.
 
Qualidade de vida

A expectativa é que, no instituto, o tio encontre mais qualidade de vida ainda, diz a jovem. Kamila diz que uma das principais diversões do tio é tocar pandeiro e violão. “Ele sabe quando o violão está desafinado. 

Tem muita percepção e inteligência. Ouve uma música no rádio e vai logo arranhar o violão. Gosta de Daniel e Roberto Carlos”, conta a sobrinha.

Além da música, Adão também é fã de telejornais, novelas e futebol. Basta ouvir o som da transmissão de uma partida de futebol na televisão que ele se ajeita no sofá para acompanhar. Seus times preferidos são o Comercial-MS e o Corinthians.

“Nas quartas-feiras acabo tendo que assistir jogo com ele”, diz Kamila. O temperamento teimoso representa o antagonismo de um jeitão animado e alegre, que não abre mão de um bom passeio, afirma a sobrinha. “É fã de refrigerante, churrasco, pão e sorvete”, relata a jovem.

Fonte: G1