27 de out. de 2014

Mulher com deficiência reclama de dificuldade para obter laudo médico do Detran - PE

Foto de Ana Lúcia Gomes e sua CNH
Pessoas com deficiência de Petrolina, no Sertão pernambucano, que pretendem obter a isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) e Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) têm encontrado dificuldades de solicitar o benefício. 


O motivo é a dificuldade de obter o laudo pericial com a junta médica do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE), bem como fazer o reconhecimento de firma do documento em Recife.


Ana Lúcia Costa Gomes, de 44 anos, tem deficiência física e relata que tirou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em 1995 e desde esse período teve que fazer a renovação três vezes e precisou pegar cinco laudos médicos. 


“Uma vez cancelei e as outras vezes tive que viajar para o Recife. Porque tem que ir em dois cartórios para reconhecer a firma dos médicos. Se os médicos abrissem firma aqui, nós poderíamos reconhecer em Petrolina mesmo e evitaria esse deslocamento e o custo da viagem”, destaca.


Outro problema apontado por Ana Lúcia é a demora da vinda da junta médica do Detran ao município de Petrolina. 


“As pessoas com deficiência quando precisam renovar a carteira de habilitação têm que passar por uma junta médica. Como não existe uma junta aqui na cidade, temos que aguardar até seis meses para ser enviada uma para cá. Já andei com carteira vencida esperando a junta chegar. Quem precisa com urgência, o jeito é ir na capital fazer a renovação da CNH”, argumenta.


O laudo médico pode indicar se a pessoa pode guiar um veículo adaptado às suas necessidades. E, nestes casos, é possível obter isenção de alguns impostos na hora da compra. 


De acordo com o coordenador da 8º Ciretran de Petrolina, Wenderson Batista, a junta médica visita Petrolina em média a cada dois meses. 


"Existe uma programação do Detran que encaminha uma junta com dois médicos para Petrolina, em média, de dois em dois meses”, afirma.


]Quanto ao laudo médico, Wenderson garante que o laudo pode ser solicitado a um médico do Sistema Único de Saúde (SUS) e apresentado à Secretaria da Fazenda para obter a isenção dos impostos. 


“Pautado no laudo médico, pessoas com deficiência podem solicitar a isenção dos impostos. Esta isenção é feita pela Secretaria da Fazenda. Mas as pessoas podem procurar não apenas a junta médica do Detran, qualquer médico de órgão público de Petrolina pode dar esse laudo, o que facilitaria, porque as pessoas não necessitariam reconhecer firma no Recife”.


O gerente de imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA) da Secretaria da Fazenda de Pernambuco, Júlio Lóssio, explicou que pessoas com deficiência têm direito à isenção de impostos apresentando o laudo pericial. 


“No caso de Pernambuco, foi regulamentada que essa análise deve ser feita pela junta médica do Dentran. Neste caso, com médico do SUS é possível ter isenção do IPI, por conta de questão de regulamento. Para o IPI, ele não precisa estar habilitado e nem estar com veículo adaptado. Para ISM e IPVA só pode ser com laudo da junta médica do Detran. O decreto estadual regulamenta e a lei 10849/92 artigo 5º que trata da isenção para o caso de IPVA é obrigatório o laudo do Detran para isenção”, enfatiza.


Com a obrigatoriedade do laudo médico do Detran-PE para solicitar a isenção dos impostos, os pacientes necessitam ir ao Recife para fazer o reconhecimento da firma, já que os membros da junta médica são geralmente de médicos da capital. 


Segundo o tabelião do Cartório Mobiliário do 1º Ofício de Petrolina, Lauriano Júnior, para evitar o deslocamento dos deficientes, os médicos de Recife que participam da junta médica  deveriam abrir firma em Petrolina. Enquanto isso não acontece, os reconhecimentos continuam sendo feitos em cartórios da capital pernambucana.


Fonte: G1


Ocupação das calçadas por comércio informal é motivo de Campanha em Petrolina, PE

Foto da calçada da cidade com comércios


Pessoas com deficiência reclamam que falta acessibilidade nas calçadas de Petrolina, no Sertão Pernambucano. 


São mercadorias, propagandas, carros e mesas de bar que impedem a passagem, principalmente das pessoas com deficiência visual. Para tentar coibir esta prática, a Secretaria de Acessibilidade do município desenvolve uma campanha com o objetivo de intensificar a fiscalização a comerciantes contra ocupações irregulares em calçadas.


O comentarista Valdenir de Souza tem deficiência visual e reside no bairro José e Maria, Zona Leste da cidade. Ele reclama da falta de fiscalização e de consciência dos próprios comerciantes que não respeitam as pessoas e a legislação. 


“Na rua onde eu moro, colocam motos e carros nas calçadas como se fosse um verdadeiro estacionamento. Usam mesas e cadeiras, impossibilitando as pessoas com deficiência de circularem. As calçadas são feitas para caminhar e não colocar moto. Isso é uma falta de responsabilidade e consciência e nos deixa constrangidos”, conta Valdenir.


A ocupação das calçadas pelo comércio informal nas vias públicas é proibida pela Lei 10/83 de 16 de maio de 1983 e segundo o Secretário da Ordem Pública, Jenivaldo Santos, a fiscalização contra essas ocupações é feita diariamente. 


De janeiro a outubro deste ano foram registradas 230 ações no centro da cidade. Jenivaldo Santos ressalta ainda que é necessária uma intensificação na Lei para que haja respeito da parte das pessoas.


“Existem muitas reclamações, principalmente de deficientes visuais, pelo excesso dos ambulantes. Fazemos a apreensão de mercadorias diariamente, onde o Código de Postura do município,nos autoriza a desobstruir mercadorias de qualquer meio nas calçadas e ruas. Entendemos que há uma necessidade de realizar ações em bairros periféricos e trabalhar não só na coibição, mas intensificar a acessibilidade das calçadas. Pretendemos também atualizar a Lei, intensificando as punições para quem desrespeitá-la”, afirma Jenivaldo.


Já estão acontecendo reuniões entre pessoas com deficiência, as Secretarias de Acessibilidade e de Ordem Pública, além do Sindicato dos Comerciários e o Ministério Público. 


O próximo passo, segundo a secretária de Acessibilidade, Rose Andrade, é aguardar a autorização da Câmara de Vereadores para que seja modificada a legislação relativa à punição nestes casos.


Fonte: G1


24 de out. de 2014

TRE altera seções eleitorais na Bahia para melhorar acesso de pessoas com deficiência

Foto de um título de eleitor


O Tribunal Eleitoral Regional (TRE-BA) fez alterações em seções especiais que têm eleitores com algum tipo de deficiência. 


Em Salvador, mais de seis mil eleitores votam em 213 seções especiais. No primeiro turno, alguns tiveram dificuldade para votar por falta de acessibilidade.


Na Escola Estadual Luiz Eduardo Magalhães, no bairro Arenoso, a pessoa com deficiência ou com dificuldade de locomoção precisava subir uma escada. 


Agora, a seção foi transferida para o térreo. O diretor Edidécio Moreira diz essa mudança é pra evitar que se repita o que aconteceu no primeiro turno. 


"Teve um probleminha com um cadeirante. Foi preciso transportar ele na mão, né. Pegar cadeira e subir com ele", afirmou.


Na Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (UFBA), os dois elevadores estão quebrados, um deles há um ano e o outro há dois meses.


No primeiro turno das eleições, um cadeirante precisou ser carregado pelo pai para conseguir votar. O diretor da Escola, Luis Edmundo Campos, afirma que já entrou em contato várias vezes com a empresa que faz manutenção dos equipamentos, mas até hoje nada foi feito. 


O jeito foi reorganizar as sessões. "A empresa não está tendo condições de consetar o elevador. Todo dia informando que tem um problema ou outro", afirmou. 


Em contato com a empresa responsável pela manutenção dos elevadores da Escola Politécnica, ela informou que, até a sexta-feira (24), vai consertar um dos elevadores. O outro, como é muito antigo, não tem como ser consertado a tempo do segundo turno.


Depois da votação do primeiro turno, os mesários passaram para o TRE uma relação com os eleitores com deficiência que tiveram problemas. 


Na votação de domingo, esses eleitores vão poder votar em sessões mais acessíveis, de acordo com as possibilidades do local. 


"Se a seção do eleitor com problema de acessibilidade foi alocada no primeiro andar, a gente remove ela e bota no térreo", afirma Melissa Gama, chefe do cartório da 16ª zona eleitoral. 


"A gente pede que ele solicite ajuda ao responsável pelo local de votação para que ele auxilie o eleitor a chegar na sua seção", afirma.


Fonte: G1



Peça francesa narra relação entre pai e filho com deficiência no DF

Foto do ator da peça encenando


A companhia francesa Théâtre des hommes se apresenta em Brasília neste sábado (25) na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi. 


O espetáculo Où on va, papa? (Aonde vamos, papai?) será encenado em francês, com legendas em português. A peça começa às 19h30 e aborda os conflitos na relação entre um pai e um filho com deficiência física ou mental.


A apresentação é promovida pela Aliança Francesa de Brasília e foi adaptada por Xavier Carrar e dirigida por Layla Metssitane.


“Como Cyrano de Bergerac, que escolhia zombar ele mesmo do próprio nariz, eu mesmo zombo dos meus filhos. É o meu privilégio como pai”, destaca o personagem em um trecho da peça.


O ator Xavier Carrar, que interpreta o pai, é tambem autor e diretor. Ele é formado pelo Théâtre National de Chaillot. Seu texto “La Bande” recebeu o prêmio InédiThéatre em 2012, uma premiação que prestigia peças inéditas francesas.


Carrar contracena com Gilles Dieutegar, formado na Escola Superior de Artes de Lyon. Ele trabalhou com o mímico Marcel Marceau. O artista também trabalhou na turnê europeia do filme Pocahontas, quando esteve na EuroDisney.


Où on va papa? (Aonde vamos, papai?)
 

Data: sábado, 25 de outubro
 
Local: Teatro Eva Herz | Livraria Cultura Iguatemi
 
Endereço: SHIN CA 4, lote A, no Lago Norte
 
Horário: 19h30
 
Classificação: 14 anos
 
Entrada: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)
 
Informações: (61) 3262-7618


 Fonte: G1



Candidato à Presidência da República, Aécio Neves comenta sobre inclusão

Foto de Aécio Neves com a bandeira do Brasil ao fundo


O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, respondeu ao blog Assim como Você perguntas sobre inclusão e fez a promessa de, se eleito, lançar um plano nacional de inclusão, chamado Brasil Acessível.


 A candidata do PT e atual Presidente da República, Dilma Rousseff, não respondeu às pergunta enviadas por email.


Confira a conversa abaixo:

 

1. O que as pessoas com deficiência podem esperar de novo, em relação à inclusão, em seu governo?


O Governo Aécio pretende tirar do papel os artigos da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, documento que foi ratificado pelo Brasil e possui força de emenda constitucional.

As pessoas com deficiência podem ter a certeza de que terão um governo com olhar inclusivo, que vai trabalhar para tirar o atraso de tantos anos de omissão do governo em políticas públicas para pessoas com deficiência. Isso quer dizer que os projetos do governo, seja qual for a área, contarão com um olhar para a pessoa com deficiência.

Além disso, o plano de governo traz uma série de novidades, muitas delas já contempladas na Lei Brasileira da Inclusão, projeto que Aécio aprovar ainda neste ano. Por exemplo, vamos ampliar os critérios para a concessão do Benefício da Prestação Continuada (BPC), se a pessoa tem gasto alto com medicamentos e órteses, a renda tem de ser vista de outra maneira. 

 Outra proposta é a criação do programa Brasil Acessível, para desonerar as máquinas, aparelhos, instrumentos, equipamentos, dispositivos de acessibilidade e materiais de construção utilizados para a implantação de projetos de tecnologias assistivas, equipamentos essenciais para melhorar a qualidade de vida da pessoa com deficiência.


2. O país ainda tem desafios gigantescos para promover acesso às pessoas com deficiência à escola, ao emprego e à vida social básica. Como o senhor imagina que pode avançar nesses aspectos em sua gestão?


Em relação à inclusão educacional é fundamental investir cada vez mais na formação e na capacitação dos professores. Hoje, só 19% das escolas públicas de ensino básico do país são acessíveis. 

Portanto, o Governo Aécio assumiu o compromisso de investir massivamente nas obras de acessibilidade dessas escolas, que avançaram muito pouco nos últimos anos. Também vai incentivar a empregabilidade da pessoa com deficiência.

Entre outras medidas está a criação do auxílio-inclusão, um benefício que será concedido à pessoa com deficiência que ingressar no mercado de trabalho. Ou seja, a proposta é estimular a produtividade da pessoa com deficiência.

No último Censo do IBGE, quase 20 milhões de brasileiros com deficiência declaram possuir alguma ocupação. No entanto, somente 330 mil estão trabalhando com carteira assinada. Aécio quer tirar esse imenso contingente da informalidade e trazer o cidadão de volta à sociedade, proporcionando mais dignidade e qualidade de vida a essas pessoas.


3. Durante o primeiro turno, o senhor não apontou nenhuma grande preocupação efetiva com esse público, embora sejam 45 milhões de pessoas. O que se pode esperar de protagonismo das pessoas com deficiência em um governo Aécio?


A Agência Inclusive, especializada em Direitos e Inclusão, analisou os planos de governo apresentados pelos candidatos à presidência em relação às pessoas com deficiência e, enquanto o plano da candidata Dilma tinha apenas uma linha sobre o tema, o de Aécio foi eleito como o mais bem preparado entre todos os candidatos. 


É claro que ainda tem muita coisa a ser melhorada. E isso será feito ouvindo a população, as entidades que atuam na área, que vão trazer know how e as reais demandas da sociedade.


Aécio tem conversado muito sobre o tema com a deputada reeleita Mara Gabrilli, que é tetraplégica e uma das maiores autoridades brasileiras no assunto. 


A meta é trabalhar a inclusão da pessoa com deficiência através de um olhar amplo, com ações intersetoriais.




Candidato Aécio Neves Transmite em Libras no seu Site de Campanha o Ultímo Debate do Segundo Turno Promovido Hoje pela Rede Globo ao Vivo

23 de out. de 2014

Mulher com deficiência impedida de entrar em banco será indenizada no Ceará

Foto da entrada de uma agência do Banco com acessibilidade



Uma empresa de segurança e o Banco do Brasil devem pagar, solidariamente, indenização moral de R$ 10 mil para a operadora de telemarketing que foi impedida de entrar em agência pela porta preferencial para pessoas com deficiência física em 2013. 


A decisão é do juiz José Cavalcante Júnior, em respondência pela 27ª Vara Cível de Fortaleza e foi divulgada na quarta-feira (15).


Segundo os autos, a profissional apresenta deficiência física causada por sequelas em decorrência de poliomielite


No dia 4 de abril de 2013, às 15h45, ela foi até a agência do banco, na rua São Paulo, no Centro de Fortaleza, para sacar dinheiro. Lá, visualizou uma porta com adesivo do símbolo de acessibilidade. 


Ao tentar passar, no entanto, foi impedida porque o segurança da empresa que presta serviço à instituição bancária disse que ela teria de entrar pela porta principal.


A cliente teve de buscar ajuda junto a um funcionário do banco, que reconheceu a prerrogativa de utilizar a porta preferencial. Só assim, ela conseguiu efetuar o saque. 


Alegando ter sido intimidada pelo segurança na frente de outras pessoas, após ter sido abordada em tom áspero, a consumidora entrada em uma ação requerendo indenização por danos morais.


Na contestação, a empresa argumentou que o segurança agiu conforme orientações da instituição financeira. 


Disse que, caso o diálogo tenha sido da forma narrada, não é capaz de gerar dano moral, pois caracteriza apenas mero aborrecimento. Já a instituição financeira não apresentou contestação dentro do prazo e foi julgado à revelia.


Ao analisar o caso, o magistrado considerou que “a entrada da autora somente foi permitida após a chegada de outro funcionário do banco, ou seja, teve que aguardar a chegada do responsável pela agência para, então, nela ingressar, em notória diferenciação com as pessoas que utilizam a porta giratória, restando indubitável, portanto, a conduta ilícita das rés”.


Ressaltou ainda que “fatos como o presente não podem ser banalizados, diante da sua gravidade e ao desrespeito com a pessoa portadora de necessidades especiais”.


Fonte: G1