25 de mai. de 2016

OFICINA ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO: CUIDANDO DE QUEM CUIDA "EU CUIDO DE VOCÊ. E QUEM CUIDA DE MIM?"


"É preciso diminuir a distância entre o que se diz e o que se
faz, até que num dado momento, a tua fala seja a tua prática" - Paulo Freire



Dia: 02/06 à 11/08/16 (sempre nas quintas-feiras)

Horário:
9h às 11h30


Local: Unidade Cazon/Faders - (Rua Joaquim Silveira, 200- Parque São Sebastião - Porto Alegre/RS)


Público Alvo: Cuidadores de Pessoas com Deficiência

Distribuição de Vagas:
20% das vagas (08) para Cuidadores de pessoas com deficiência usuários dos serviços da FADERS Acessibilidade e Inclusão.




Critérios de Seleção: 

  •  Ser cuidador de Pessoa com Deficiência;
  •  Disponibilidade para realizar as vivências práticas nos encontros, trabalhando em equipe, compartilhando dúvidas, conhecimentos, sentimentos e dificuldades;

Introdução:


Trata-se de uma oficina que visa gerar transformação de caráter prático no contexto de valorização na vida dos cuidadores de pessoas com deficiência, com o intuito de preencher uma enorme lacuna na área da saúde: o cuidado com quem se dedica a cuidar de outros, proporcionando momentos de reflexão, atenção especial, motivação e qualidade de vida, aliados à política pública, incorporando como princípios, a ética, o respeito, o reconhecimento mútuo, a solidariedade e a responsabilidade.


Justificativa:
 
As perspectivas de implementação da Oficina Acessibilidade e Inclusão: Cuidando de quem Cuida, pressupõem uma mudança transformadora nas ações de cuidado aos cuidadores de pessoas com deficiência, sendo necessários novos sujeitos para que encontremos respostas satisfatórias construídas coletivamente, priorizando a promoção à saúde, a prevenção do adoecimento, criando redes de apoio, a escuta de vivências e experiências de cada cuidador envolvido no processo. A proposta visa o cuidado de si, direcionando o olhar para sua própria vida, com a atenção voltada as suas próprias necessidades, desejos, emoções e sentimentos.


Objetivos:

 
Geral:

Promover a saúde e a qualidade emocional dos cuidadores de pessoas com deficiência para atuarem em seus núcleos familiares, comunidades e atividades laborais, na perspectiva do reforço da autoestima, pela valorização do autoconhecimento como recurso de transformação pessoal e social.

 

Específicos:
 
  •  Promover atividades de valorização, escuta e de cuidados aos cuidadores de pessoas com deficiência com a finalidade do autoconhecimento como recurso de transformação pessoal e social;
  • Desenvolver ações de cuidados específicos voltadas aos cuidadores;
  •  Contribuir para a melhoria da qualidade de vida, autoestima e de convivência social dos cuidadores, proporcionando o acolhimento e revitalização dos mesmos;
  •  Valorizar e reconhecer habilidades entre os cuidadores;

  •  Proporcionar maior humanização aos cuidadores através do aprender coletivamente, gerando, assim, a inclusão e empoderamento.

 

Metodologia:
 
 

As atividades buscarão atender as necessidades e as expectativas dos cuidadores de pessoas com deficiência e serão realizadas abordando pontos fundamentais a fim de romper com o isolamento entre o “saber científico” e o “saber popular”, fazendo um esforço no sentido de exigir um respeito mútuo entre as duas formas de saber, refletindo e partilhando problemas e soluções, funcionando como escudo protetor para os mais vulneráveis como ferramenta de acessibilidade e inclusão social, saindo assim, do campo privado, individualizado para a partilha pública, coletiva e comunitária através de exercícios vivenciais, permitindo que os cuidadores participantes possam sentir seus próprios sentimentos, olhar para si, expressando seus sentimentos e emoções.


Realização: Faders Acessibilidade e Inclusão

Inscrições Online:
ACESSE AQUI!

1º Seminário Regional sobre Audiodescrição - Região Metropolitana - "Transformando imagens em palavras"


 
 
Data: 01 de junho de 2016


Horário:  9 às 12 horas e das 14 às 16 horas


Local:  SESC Gravataí - Rua Anápio Gomes, 1241


Organização: 

  •  Faders Acessibilidade e Inclusão
  •  Prefeitura Municipal de Gravataí
  •  SESC Gravataí

Apresentação:


É papel da Faders Acessibilidade e Inclusão promover os direitos da pessoa com deficiência e sobretudo, pensar mecanismos que estimulem a eliminação de barreiras para que estes sujeitos partilhem da igualdade de oportunidades no acesso a bens e serviços.

 
A audiodescrição se insere neste processo como um mecanismo que oferta as pessoas com deficiência visual, baixa visão, dislexos, dentre outros, a partir da transformação de imagens em palavras, podendo ser aplicada a atividades sociais, culturais e técnicas. E é nesta perspectiva que este encontro se insere.


Objetivo:


Promover o conhecimento e a reflexão sobre a Audiodescrição no contexto das políticas públicas de forma regionalizada.


Programação: 


  • 9h -  Apresentação Cultural e Abertura Oficial
 
  • 9h30 - Estado da Arte – Audiodescrição como Política Pública Acessibilidade comunicacional - Legenda, Libras e Estenotipia
    Sites e eventos acessíveis
 
  • 12h - Almoço
 
  • 14h -  Mesa 01: O consultor em Audiodescrição - Palestrante – Felipe Mianes
 
  • 15h -  Mesa 02: Audiodescrição na prática – experiências do RS -   Palestrantes – Mimi Aragon e Kemi Oshiro
 
  • 16h - Encerramento


Inscrições Online:
CLIQUE AQUI!

 



 

24 de mai. de 2016

Quadras esportivas acessíveis obrigatórias são aprovadas no MT



Foi aprovada pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, no Mato Grosso, a proposta que inclui, entre as incumbências de estados e municípios, a responsabilidade pela manutenção de quadras esportivas cobertas e em condições mínimas de segurança e funcionamento nas escolas ou em outros espaços de uso coletivo


A quadra deverá ter acessibilidade e equipamentos adaptados para o uso de pessoas com deficiência.


A medida está prevista no substitutivo do relator, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), ao Projeto de Lei 2889/15, do deputado Davidson Magalhães (PCdoB-BA). 


Silva rejeitou a proposta principal (PL 705/15, da deputada licenciada Rejane Dias) e outra apensada, por serem idênticas à sugestão de Magalhães, mas sem prever as regras de acessibilidade


O substitutivo aprovado traz basicamente emendas de redação – como a troca da expressão “pessoas com necessidades especiais” por “pessoas com deficiência” – ao PL 2889/15. O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/96).


“O PL 2889/15 é a proposição mais completa, por incluir a preocupação com a acessibilidade e a disponibilidade de equipamentos adaptados para uso de pessoas com deficiência”, disse Orlando Silva.


Conforme o texto aprovado, a regra também vale para os equipamentos necessários à prática do esporte educacional


Os recursos destinados aos insumos e à infraestrutura desportiva serão prioridade na alocação de verbas públicas ao desporto educacional.


Além disso, a disponibilidade de quadra será critério para a autorização, o credenciamento e a supervisão dos estabelecimentos dos sistemas de ensino estaduais e municipais.


Tramitação



A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


 
 
 
 

Brasileiro usa fotografia para retratar o laço que une pessoas com deficiência e seus cuidadores



Supostamente uma foto tremida é uma foto desperdiçada. Mas não quando o fotografo é o jovem Roger Bueno, de 24 anos. 


Nascido com uma deficiência congênita na mão direita, nas imagens de Roger, o tremor é discurso. É amor, e suas fotos mostram nada além disso: afeto, empatia, companheirismo e dedicação entre deficientes e seus cuidadores.


Roger é estudante de comunicação social com habilitação em Publicidade e Propaganda, na condição de bolsista, na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, e estas fotos são seu primeiro contato com a fotografia. 


Além de retratar o afeto entre essas pessoas, a série procura, segundo Roger, motivar uma reflexão sobre temas como saúde, trabalho e exclusão social”.


As imagens são inspiradas nos tios de Roger, Valdemar e Marieta. Seu tio sofre há mais de 20 anos de um transtorno mental, agravado por internações em manicômios, com tratamentos cruéis e desumanizados


Além do acompanhamento médico, Valdemar depende exclusivamente de Marieta, e essa natureza de troca, confiança e cuidado é que inspirou Roger.


A natureza dessas relações, porém, é bastante complexa e variada, se dando ora entre pais e filhos, ora maridos e esposas, avós e netos, e até mesmo amigos simplesmente.


O que Roger quer é apontar uma luz sobre um tema que, segundo ele, está na “escuridão”: chamar a atenção para as dificuldades que enfrentam, seja em seu cotidiano, seja no mundo, ou até mesmo para além de suas limitações – por exclusão social ou preconceito – e, assim, revelar o amor e a humanidade entre essas pessoas como saída para qualquer dor.


 Veja a seguir todas as fotos de Roger Bueno

 

 



















Fontes: Vida Mais Livre / Hypeness

 



23 de mai. de 2016

Cegos se mobilizam para baratear manutenção de cães-guias em Santa Catarina






Pessoas com deficiência visual usuárias de cães-guias deram início à mobilização para redução de custos de manutenção dos animais, em Santa Catarina. 


Entregues gratuitamente por exigência da lei brasileira, os cães-guias passam a ser custeados pelos novos donos assim que iniciam o trabalho. Uma ajuda de valor inestimável, mas que pesa no bolso: os gastos com os animais chegam a R$ 600 por mês.


— O que ele faz por mim não tem preço. Passei a ter independência, uma vida ativa. Mas queremos encontrar uma maneira de deixar a manutenção mais barata, até para que mais pessoas tenham acesso ao cão-guia — diz Felipe Cristiano da Silva, 24 anos, estudante de Relações Internacionais, que tem a companhia do labrador Thor há um ano e meio.


Felipe organizou o primeiro encontro do grupo, em espaço cedido no fim de semana pelo Instituto Federal Catarinense (IFC), em Camboriú, onde fica o primeiro Centro de Treinamento de Instrutores de Cães-Guias custeado pelo Governo Federal no país. 


As discussões incluem formar uma associação para pleitear compras conjuntas de materiais para o cão — o que reduz custos em até 25% — e a mobilização para criar uma lei que garanta redução de impostos na compra de ração, por exemplo.


A ideia é semelhante à lei que isenta às pessoas com deficiência o pagamento de impostos como IPI e ICMS na compra de um veículo. A estimativa é que, no caso da ração, a medida reduzisse em pelo menos 17% o custo do pacote. Levando-se em conta que os cães-guias precisam de alimentação de alta qualidade, para melhorar a performance e a expectativa de vida, o desconto é providencial: o saco de ração custa hoje de R$ 200 a R$ 250.


Cego e ativista das causas da pessoa com deficiência, o fisioterapeuta Sidnei Pavesi, de Brusque, ressalta que o alto custo da manutenção limita o perfil dos cegos ou pessoas com baixa visão que podem fazer uso do cão-guia


No cadastro nacional há mais de 400 candidatos a receber um cão, mas sabe-se que o número pode ser muito maior. 


Há no Brasil 6 milhões de pessoas com deficiência visual, considerando-se cegueira total e baixa visão. Pelo menos 150 mil poderiam ser beneficiadas por um cão-guia.


— Precisamos repensar as políticas públicas que envolvem o cão-guia — diz Pavesi, que já viajou o mundo com o golden retriever.


Acesso livre


Além das questões econômicas, outra bandeira da associação de usuários de cães-guias é a conscientização sobre o livre acesso


A lei brasileira garante aos animais acesso a qualquer estabelecimento público ou privado, com restrições apenas em áreas cirúrgicas, de manipulação de remédios ou alimentos.


O mesmo vale para os filhotes, que estão em fase de socialização. Mas os relatos de desrespeito à legislação são constantes.


Cezar Oliveira, que vive em Palhoça e há um ano recebeu o golden retriever Duster, já passou por constrangimentos:


— Ônibus que não param, coisas assim. Quando ouço alguém falar, criando dificuldade, argumento. Mas sei que muitos fazem cara feia, e não posso responder porque não enxergo.


A lei prevê multa de até R$ 30 mil para estabelecimentos que coibirem entrada de cão-guia acompanhado de pessoa com deficiência visual ou do socializador, e até interdição em caso de reincidência.


Respeito e sensibilidade são palavras-chave numa relação que vai muito além da companhia. Os cães fazem as vezes de olhos para quem não pode enxergar, e são responsáveis por uma mudança de vida incomparável. 


Como relata Gabriel Toledo, estudante de Psicologia que encontrou a independência ao lado do dourado Cedar após ter perdido a visão, dois anos atrás.


— Eu não tinha mais vontade de continuar. Esse pequeno animal de quatro patas me mostrou que tinha um sentido em seguir em frente. Eu estava cego no meu mundo, e ele me mostrou um outro mundo. Me trouxe vontade de viver.
 
 
 
 
 

Jogador com deficiência inspirou acessibilidade do game Uncharted 4

 


Quem explorar o menu de opções do game Uncharted 4: A Thief’s End, para PlayStation 4, encontrará opções para garantir a acessibilidade do game para pessoas com deficiência. 


Essas mudanças, que permitem uma jogabilidade diferenciada, foram implementadas após um jogador com deficiência procurar a Naughty Dog, produtora do jogo, para reclamar de algumas características de Uncharted 2: Among Thieves, jogo do PlayStation 3.


O nome do jogador é Josh Straub e sua reclamação dizia respeito a alguns eventos – os populares “Quick Time Events”, onde é necessário apertar uma sequência de botões durante uma janela de tempo – que exigiam que os jogadores apertassem de forma rápida e repetitiva determinados comandos.


Straub entrou em contato com a responsável pela interface do usuário da produtora, Alexandria Neonakis, explicando que algumas ações exigidas pelo jogo acabavam impedindo que jogadores com deficiência pudessem terminá-lo sem a ajuda de uma outra pessoa.

Mais do que diversão


“No decorrer da vida, minhas opções de entretenimento foram ficando limitadas. O que os desenvolvedores de jogos precisam entender é que esses games fazem mais do que entreter pessoas com deficiência. Eles são como uma válvula de escape para as limitações que essas pessoas encontram na vida real”, afirma Straub. 


Para o jogador, os games também são um meio de socialização. 


“Eles geram um espaço social no qual, em vez de as pessoas serem julgadas pela sua aparência física, elas são avaliadas pelas suas ações e o que produzem no game”.


Entre as opções de acessibilidade de Uncharted 4, estão a possibilidade de segurar um botão – em vez de apertá-lo repetidamente -, a possibilidade de travar a mira em oponentes, o que diminui a necessidade de operar o analógico direito do controle, e a troca de cor dos times do modo multiplayer, que antes eram divididos em vermelho e verde e, agora, se tornaram vermelho e azul.


 
 
 
 

20 de mai. de 2016

Mais estados adotam isenção do IPVA para pessoas com deficiência




Depois do Rio de Janeiro, outros estados como como Espírito Santo, Mato Grosso, Amapá e Maranhão adotaram a isenção da cobrança do IPVA (Impostos sobre Veículos Automotores) de automóveis adquiridos para o transporte de pessoas com deficiência. 


A medida vale para condutores com deficiência, ou seus representantes legais como motoristas.


A mudança na lei fluminense foi indicação do deputado estadual licenciado Bernardo Rossi, iniciativa surgida de um caso em Petrópolis: um avô precisou recorrer à Defensoria Pública para garantir isenção do imposto e dirigir para o neto deficiente. 


A mudança na lei foi acolhida pelo governo do Estado e está em vigor desde outubro. Bernardo Rossi quer agora que o estado dê ampla divulgação da legislação para que deficientes e seus núcleos familiares tenham acesso ao benefício.


“É uma repercussão muito boa nas casas legislativas de outros estados e também iniciativa do poder executivo de outros estados. É ótimo que o estado do Rio tenha sido pioneiro, mas precisamos agora de divulgação da ampliação do público que pode se beneficiar”, aponta Bernardo Rossi. 


A população de pessoa com deficiência no país chega hoje a 24 milhões de brasileiros. São 2,4 milhões no Estado do Rio e cerca de 59 mil em Petrópolis que sofrem de alguma limitação.


“A melhoria no desenvolvimento da pessoa com deficiência se dá com educação e tratamentos como fonoaudiologia, fisioterapia e outras indicações de acordo com a limitação do indivíduo. A mobilidade da pessoa com deficiência para escola, universidades e pontos de saúde é necessária para sua real inclusão que defendemos e muitas vezes facilitada com o transporte operado pelo responsável, por isso a mudança na legislação”, defende Bernardo Rossi.


A indicação para que a lei passasse a incluir esses casos foi feita a partir da situação de um jovem, portador de paralisia cerebral. Menor de idade e com condição limitada em função da doença, ele não pode adquirir, nem guiar o veículo. 


O carro foi comprado por seu avô justamente para o transporte do paciente para tratamento. Eles moram em uma rua de difícil acesso, em Corrêas, e tiveram de recorrer à Defensoria Pública que ingressou com ação garantindo o benefício de isenção do IPVA com a comprovação de que o veículo estaria beneficiando o rapaz.


“Bernardo Rossi explica que o caso foi levado à vereadora Gilda Beatriz, presidente da Comissão da Pessoa com Deficiência na Câmara e encaminhado a meu gabinete em 2014 para que pudéssemos pedir a alteração da lei, sancionada em outubro pelo governador Pezão. Até essa alteração somente eram isentas as pessoas com deficiência que fossem proprietárias do veículo. Todos sabemos do quanto é importante um veículo para o deslocamento de famílias com pessoa com deficiência e sabemos também das despesas que envolvem o dia a dia dessas famílias", completa a vereadora. 


Em janeiro de 2016 entrou em vigor a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência


“Nosso desafio agora é colocar em prática este instrumento e fazer a verdadeira inclusão”, defende Bernardo Rossi.