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19 de abr. de 2013

Fotógrafo realiza sonho de menino com distrofia muscular: tirar fotos brincando

Luka faz gesto de mãos simulando uma jogada da bola em direção a cesta

Não há limites quando a gente quer realmente ajudar alguém. 

O fotógrafo Matej Peljhan realizou o sonho de um menino que tem distrofia muscular e só consegue mexer os dedos.  
Luka, de 12 anos, passou a maior parte de sua vida em uma cadeira de rodas e sempre sonhou em brincar, fazer esportes, como qualquer criança.
 

“Há pouco tempo, durante uma de nossas conversas, ele expressou seu desejo de se ver em uma foto, andando por aí e fazendo todos os tipos de travessuras. 

À primeira vista, um pedido irrealizável, e o Photoshop não foi considerado uma possibilidade. No entanto, conseguimos! Só era necessário mudar nossa perspectiva. Luka sabe fazer isso. E ele nos desafiou a provar que também éramos capazes”, contou o fotógrafo. O resultado está nas fotos


Foto do Luka simulando um voo dele saindo da cadeira de rodas com um balão de ar na mãoAgora, Luka pode se ver nadando, jogando basquete, andando de skate, ou voando com um balão vermelho, imaginário.

"A única coisa que ele é fisicamente capaz de fazer são pequenos movimentos com os dedos. Eles o ajudam a pilotar o controle da sua cadeira de rodas, assim como segurar uma canetinha, com a qual ele faz desenhos em pequenos pedações de papel. São desenhos que libertam suas ideias e imaginação".

 
Matej batizadou o ensaio fotográfico de Pequeno Príncipe - em referência ao livro do francês Antoine de Saint-Exupéry.


"Ele tem consciência de seu destino, mas nem por isso desiste. Ele não quer que os outros tenham pena dele, quer ser positivo e se concentrar nas coisas que ele ainda consegue fazer".


1 de abr. de 2013

'Todos têm que se superar todo dia', diz cadeirante que virou humorista

Close de uma pessoa sentada em uma cadeira de rodas na rua
O designer e gestor de marketing Fabrício Loureiro, 31 anos, de Araraquara (SP), tinha um ritmo de vida bastante ativo quando em 20 de novembro de 2010 sofreu um acidente em uma piscina e ficou tetraplégico

Sua condição fez com que interrompesse projetos pessoais e tivesse que se adaptar à nova vida. 

Atualmente, recorre à internet e ao humor para driblar as dificuldades. “É prepotência dizer que superei algo porque todos têm que se superar todo dia, têm que se virar e trabalhar”, afirmou em entrevista ao G1.

Brício Loureiro, como é conhecido, criou o site “Não Concreto” que tem 35 mil visitas diárias, em que publica textos e vídeos de humor, além de outros assuntos, e também mantém um canal de música no YouTube em que ele mesmo faz o som dos instrumentos com a voz.

Além disso, resolveu assumir sua veia humorística fazendo comédia stand up em um bar de Araraquara e atualmente concorre com três vídeos seus no festival Risadaria. “Não vou dizer que faço comédia ‘sit down’ por estar em uma cadeira de rodas porque é batido”, disse, referindo-se aos significados em inglês dos termos “em pé” e “sentado”.

Sua primeira apresentação foi no final do ano passado, no Almanaque. Com seu texto de estreia arrancou gargalhadas do público. “Tinha muito amigo lá, então estava passível de vaias, porque eles não perdoam nada”, relembrou. 

O comediante voltou ao mesmo palco neste sábado (30) como apresentador antes de um show com um grupo de outros comediantes.


'Vantagens'

Sobre sua condição de cadeirante, Loureiro faz piadas com situações inventadas ou que já tenha enfrentado na pele. “Estava no centro de reabilitação e a assistente social chegou perguntando se eu estava sabendo das vantagens em ser cadeirante, como descontos na compra de carro ou em passagens de avião”, contou. “Virei para ela e disse: ‘poxa, se soubesse desse pacotão tinha quebrado o pescoço antes’”, debochou.

Diante dessas situações ele conta que fica sem reação, mas ri depois. “Digo para mim mesmo que essa pessoa não está falando isso pra mim e depois acabo percebendo como as pessoas são estúpidas”, disse. Apesar disso, ele afirma que não se sente ofendido. “Sou contra o coitadismo, ficar ofendido é uma questão de resolução interna”, considerou.


Assuntos variados

Apesar de ser cadeirante e, segundo ele, “ter autorização” para fazer piadas sobre isso, Loureiro prefere não ser monotemático. “Não vou fazer piada só disso porque vai ficar maçante”. 

Segundo ele, humor não deve ter censura. “Só precisamos de bom senso porque hoje em dia as pessoas estão muito preocupadas com o fútil, então qualquer piada é motivo de preocupação nessa sociedade que está muito sem louça pra lavar”, afirmou.

Ele também já se envolveu em polêmicas, a mais recente com o deputado Jean Wyllys (PSOL), de quem discordou em defesa do humorista Danilo Gentili. O deputado respondeu os comentários deixados no Twitter dizendo que "um ser unicelular deveria ser mais esperto que Loureiro".


Adaptação

Após o acidente, em 2010, em que quebrou a vértebra C5 e lesionou a medula, o araraquarense ficou 90 dias sem nenhum movimento abaixo do pescoço.

 A fisioterapia o ajudou a ter de volta movimentação nas mãos e nos braços, ainda com dificuldade. O tratamento continua e, segundo ele, toma metade de seu dia. Ao todo, seis profissionais cuidam de Loureiro, entre fisioterapeutas, urologista e psicólogo.

“Após dois anos, o quadro estacionou, então os médicos recomendaram que eu corresse (risos), ou melhor, que eu agilizasse o tratamento e ficasse empenhado a batalhar e ficar mais independente, mas ainda tem muito o que melhorar”, explicou Loureiro.

Ele possui carta especial e tem autorização para dirigir, mas a dependência ainda atrapalha. “Consigo fazer a transferências da cadeira de roda para o carro, mas eu não consigo carregar a cadeira, preciso de ajuda, saio de casa, ligo para um amigo, aviso que cheguei e eles me ajudam”, disse.

Para escrever no computador, tem apoio de uma órtese. No celular, o uso é mais fácil, e é onde anota as ideias dos textos que escreve. “As ideias sempre vêm antes de dormir, então anoto as palavras-chave quando já estou deitado na cama para escrever no computador depois”.

A adaptação, segundo Loureiro, não foi fácil. “No início foi uma revolta total, nem acabar com a minha vida eu conseguia e o único jeito era encarar. Hora ou outra todo mundo leva uma pancada, o que você vai fazer, cair ou se levantar, se adaptar. Porque não é clichê: não é o mais forte, mas o que melhor que se adapta que vai pra frente, se não vira um pesadelo”, finalizou.

Fonte: G1

22 de fev. de 2013

Haddad quer multar dono de calçada danificada já na primeira fiscalização

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), anunciou ontem (21) que vai mandar à Câmara Municipal um projeto de lei para permitir que os proprietários de calçadas danificadas ou mal conservadas sejam multados já na primeira fiscalização.

Hoje, a multa só é permitida na segunda visita do fiscal. Na primeira, o proprietário é apenas notificado. 

Haddad disse, no entanto, que a multa só terá validade 30 dias após a notificação. Caso o proprietário, nesse período, conserte a calçada e informe a prefeitura, a multa deixa de valer. 

Dessa forma, deixa de haver necessidade de uma nova visita do fiscal -coisa que nunca acontece mesmo no prazo de 30 dias- e reduz o número de processos.

Em janeiro do ano passado, a prefeitura triplicou o valor da multa aplicada aos proprietários de calçadas danificadas, mas os passeios continuam com problemas em todas as regiões da cidade.

Hoje, o valor da multa é de R$ 300 por metro linear de calçada, independentemente do tamanho do terreno -antes, o valor era de R$ 100, mas o valor era multiplicado apenas pela área danificada.

Haddad disse ainda que o projeto vai prever que, caso o proprietário pague a multa, o dinheiro será usado para consertar a sua calçada.

Atualmente, segundo uma estimativa preliminar do prefeito, apenas 10% das multas são efetivamente pagas.

Para ele, isso ocorre porque o infrator sabe que, mesmo que não pague, nada vai acontecer com ele. 

Por isso, as multas serão incluídas no Cadin (cadastro municipal de inadimplentes) e cobradas, mesmo que judicialmente.

"Nós não queremos o dinheiro da multa. Queremos as calçadas em bom estado", afirmou o prefeito. 

O projeto deve ser encaminhado na semana que vem à Câmara. Para entrar em vigor, precisa ser aprovado pela maioria dos vereadores, o que não tem prazo para ocorrer. 


29 de jan. de 2013

Projeto reforça atendimento prioritário a idosos, gestantes e pessoas com deficiência

Pessoa andando passa na frente de uma pessoa em cadeira de rodas
Está pronto para votação, em caráter terminativo, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), projeto de lei que destina metade dos guichês e caixas para atendimento ao público a idosos, gestantes, mães com bebês de colo e pessoas com deficiência

Do senador Ivo Cassol (PP-RO), o Projeto de Lei do Senado (PLS) 101/2012 altera a Lei 10.048/2000, que criou o atendimento prioritário.

O objetivo é evitar que pessoas com direito a prioridade no atendimento acabem ficando mais tempo na espera do que as demais, o que acaba acontecendo em razão de os estabelecimentos destinarem apenas um guichê para esse público.

 
A proposta acrescenta dois artigos à lei para determinar que se destine, no mínimo, metade dos postos, caixas, guichês, linhas ou atendentes especificamente para atendimento prioritário. O benefício é oferecido a pessoas com deficiência, idosos com idade igual ou superior a 60 anos, gestantes, lactantes e pessoas acompanhadas por crianças de colo. 

Os caixas e similares destinados ao atendimento prioritário também poderão atender ao público em geral, mas somente quando não houver pessoas que se enquadrem no caso de prioridades.
O projeto determina ainda que, caso não haja guichês específicos para o atendimento prioritário, esse atendimento deve ser feito imediatamente após a conclusão do atendimento que estiver em andamento, antes de quaisquer outras pessoas.


Para o autor da proposta, na prática, o atendimento prioritário conta com poucos guichês e caixas, o que acaba por demorar mais do que o atendimento ao público em geral.


O relator da proposta na CDH, Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), deu parecer favorável ao projeto. Para Mozarildo, talvez por falta de educação social e jurídica, não se vê hoje, nos estabelecimentos comerciais, bancos e hospitais, entre outros, a disponibilidade de postos especiais de atendimento em quantidade suficiente, nem a necessária organização de prioridades, para fazer cumprir as normas existentes. Dessa forma, o projeto seria “justo e meritório”. A proposta está pronta para a pauta de votações da CDH.