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3 de nov. de 2016

Jamie's Italian abre suas portas para os alunos do Instituto Chefs Especiais




Os truques gastronômicos dos pratos do Jamie’s Italian serão revelados hoje (03/11/16), para um grupo do Instituto Chefs Especiais.


Sob o comando de Lisandro Lauretti, chef e sócio do restaurante no Brasil, o espaço abre as portas da sua cozinha para uma nova turma de alunos do projeto, que tem como objetivo a inserção de jovens com síndrome de down na sociedade por meio de aulas de gastronomia.


O evento é a segunda ação da parceria firmada entre o Instituto, que tem patrocínio Friboi, e o restaurante e promete render bons frutos. 


Fonte: Revista Incluir


31 de out. de 2016

Argentina tem primeira professora de pré-escola com síndrome de Down



Com os olhos arregalados, as crianças ouvem a história contada por Noelia Garella. Nenhum deles sabe que têm diante de si a primeira professora de pré-escola com síndrome de Down na Argentina, e uma das poucas no mundo.


Crianças de dois e três anos cercam "Noe", como Noelia é chamada na pré-escola Jermonito, e a obedecem quando ela pede que se sentem para ouvir uma história. Minutos depois, todos a imitam quando ela abre a boca como "um tubarão".


"Adoro isto. Desde pequena sempre sonhei em ser professora porque eu gosto de crianças", contou à AFP Noelia, que em 2007 se formou professora pré-escolar na cidade de Córdoba e em 2012 começou a exercer a profissão, responsável pelo programa de estímulo precoce à leitura na escola Capullitos.


"Rapidamente nós percebemos que ela tinha muita vocação e que dava o que as crianças do maternal mais precisam, que é o amor", lembra Alejandra Senestrari, ex-diretora de Capullitos.


Noelia ainda se lembra dos episódios de discriminação que sofreu quando era criança, mas hoje, com 31 anos de idade e quatro de docência em Córdoba, conta com orgulho a sua experiência de inclusão.


"Com as crianças sempre me sinto bem, seus pais me adoram e as outras professoras e as diretoras que tive são maravilhosas", afirma.


Desde janeiro, junto com outra professora, está encarregada da turma de primeiro ano no Jardim Maternal Jeromito.


"Neste ano tenho uma criança com síndrome de Down" na turma, diz entusiasmada ao lado da sua mãe, Mercedes Cabrera, funcionária pública aposentada. 


"Ah, como é bonito quando nasce alguém como eu."


'MONSTRO FELIZ'


Com um grande sorriso, Noelia conta um episódio de quando era criança, que sua mãe recorda com os olhos cheios d'água: o dia em que a diretora de um jardim de infância disse aos seus pais que ali não estudavam "monstros".


"Essa professora, para mim, é como a história que eu leio para as crianças: um monstro triste, que não entende nada e se equivoca, enquanto eu, por outro lado, sou um monstro feliz", afirma.


Delfor Garella, o pai de Noelia, lembra de outro episódio de discriminação. 


"Quando nasceu a Noe, nossa primeira filha, o médico me disse: 'Tenho que lhe dar uma má notícia'. Eu imediatamente perguntei se o bebê tinha morrido, e ele me respondeu: 'não senhor, mas é Down'", conta este engenheiro civil também aposentado.


Fora do trabalho, Noelia adora dançar, "principalmente bachata e reguetón". Segundo sua família, ela é a mais sociável do clã.


"A Noe é a que mais sai, sempre tem um plano com amigos", conta sua irmã.


AUTOESTIMA, O ANTÍDOTO


Duas das características mais evidentes de Noelia são a autoestima e o otimismo, à prova de qualquer preconceito.


Foi assim que ela conquistou a empatia dos seus colegas.


"De maneira nenhuma foram empecilhos", explica Senestrari, hoje supervisora de professoras da pré-escola municipal em Córdoba.


O que houve foi uma consideração docente "a partir de um lugar de responsabilidade" de que alguém com síndrome de Down não podia estar a cargo de alunos.


Mas essas dúvidas alimentaram um debate que terminou com uma reflexão da comunidade de pais, professores e inclusive do prefeito, que concluíram que o trabalho de Noelia podia ser dignificante.


Assim, lhe foi dada a oportunidade de exercer como professora de matérias especiais, como as oficinas de leitura precoce.


"Com o tempo, essas pessoas (que eram resistentes) concordaram com a iniciativa de adicionar a Noe como docente", disse Senestrari.


Susana Zerdan, diretora de Jermonito, afirma que "tem sido uma experiência única na equipe. A integração e a naturalidade com que as crianças a recebem já é para nós uma lição de vida".



"Nos disseram que ia haver uma professora com síndrome de Down e que não nos assustássemos, mas para mim pareceu normal, e a ideia de que possa compartilhar com as crianças me pareceu muito boa", disse Ariel Artino, pai de um dos alunos.

 
"O que eu quero é que leiam, que escutem, porque na sociedade é preciso escutar", ressalta Noelia, que no âmbito pessoal sonha em formar una família, conta, sem conseguir conter sua alegria porque está "conhecendo alguém" que lhe deixa com borboletas no estômago.







17 de mar. de 2016

Síndrome de Down - Dúvidas recorrentes

 

O que é Sindrome de Down?

 

A síndrome de Down não é uma doença, e sim uma condição genética onde a pessoa, ao invés de ter 46 cromossomos em suas células, tem 47. Este cromossomo a mais, é o cromossomo 21, ou seja, nas células das pessoas com síndrome de Down, ao invés de ter 2 cromossomos do par 21, existem 3  (por isso também é conhecida como trissomia do cromossomo 21). E é por isto também que o dia 21 de março foi escolhido para a data comemorativa: março - mês 3 -  e 21 - cromossomo 21.

 

Existem fatores de risco para uma gestante ter filho com a síndrome?

  
À medida que a idade da mulher e do homem avança a chance de ter um filho com alterações genéticas aumentam. Isto vale para a síndrome de Down, mas também para outras síndromes.

 

Se a grávida tiver síndrome de down, as chances aumentam?

 

A mulher com síndrome de Down que engravida tem chance maior de ter filhos com a síndrome, já que a probabilidade de seus óvulos terem um cromossomo 21 a mais é maior. Caso o pai deste bebê também tenha síndrome de Down, as chances aumentam consideravelmente.


É possível detectar a síndrome de Down já durante a gravidez?

 

Durante a gravidez, existem 2 tipos de exames: os de triagem e os que dão diagnóstico definitivo. Os exames de triagem determinam a chance daquela  gravidez  ser de um bebê com Síndrome de Dowm, como por exemplo, alguns exames de sangue que medem algumas proteínas do soro da mãe, ultrassonografia (que fazem medidas do feto e da translucência nucal) e detecção de DNA fetal no sangue materno. Os únicos exames que dão diagnóstico definitivo durante a gestação são um pouco mais invasivos, e são a biópsia de vilo e a amniocentese, onde se colhe tecido embrionário e faz-se o cariótipo (exame que examina as células do feto e contam-se os cromossomos).


Os cuidados de saúde das pessoas com síndrome de Down são diferentes?

 

Este cromossomo 21 a mais pode determinar o aparecimento de algumas doenças ao longo da vida, ou mesmo o bebê já nascer com algumas condições. Alterações na formação do coração (o que chamamos de cardiopatias congênitas) ou do intestino, problemas auditivos ou visuais e doenças da tireóide são algumas destas condições mais frequentes nestas pessoas. Então,  é muito importante que ao nascimento, os bebês realizem alguns exames ou avaliações: ecocardiograma, avaliação da visão e da audição e o exame de triagem neonatal (que entre outras checagens, avalia a função da glângula tireóide).

 

E a expectativa de vida, como é?

 

Claro que o desenvolvimento da medicina, com novas técnicas cirúrgicas para correção do coração e o surgimentos de novos tratamentos clínicos tiveram grande impacto na expectativa de vida das pessoas com síndrome de Down. Mas uma grande mudança aconteceu nas últimas décadas em relação às famílias e à sociedade, no que diz respeito à participação destas pessoas nos espaços familiares, escolares, de lazer e mercado de trabalho. Esta nova maneira de viver, com muitas possibilidades e oportunidades, também possibilitou uma melhora impactante na qualidade de vida destas pessoas. Atualmente as pessoas com síndrome de Down vivem muito mais, atingindo idade de 55/60 anos.
 

6 de nov. de 2015

Estudantes criam jogo para crianças com Síndrome de Down



Os alunos recém-formados no curso técnico de Informática pela Etec Doutor Emílio Hernandez Aguilar, de Franco da Rocha, criaram um aplicativo de jogos para crianças com Síndrome de Down.


Batizada de “PlayDown”, a plataforma para mobile tem como objetivo ensinar e divertir os pequenos que tenham alguma limitação intelectual.


Criado para a 9ª edição da Feira Tecnológica do Centro Paula Souza, o aplicativo já está disponível para download gratuito em celulares com o sistema Android.


Ele é composto por dez pequenos games, com desafios que vão crescendo conforme o jogador avança os níveis, ajudando a treinar a memória, a coordenação motora e a desenvolver a paciência.


O que diferencia essa plataforma de outros jogos educativos para crianças, é que ela engloba não somente a função educativa, mas o auxílio na memorização, raciocínio, coordenação, autodomínio, por meio de estímulos de sons, formas, cores, números, animais, letras etc.



Fonte: Universia Brasil


15 de set. de 2015

Pais de crianças com síndrome de Down se unem por direitos no ES




“A diferença só aparece quando você quer, se estimular, elas caem por terra. A síndrome de Down não é uma doença, é uma disfunção genética. Somos diferentes um dos outros, sendo Down ou não”.


Este é relato de Luiz Felipe Siqueira Morais, que há nove meses, não fazia ideia de que sua rotina mudaria completamente com a chegada da pequena Lucila.


Com a esposa, Shanna Rakiel Morais, ele vive dias corridos com a filha de nove meses de idade. Ela pratica, toda semana, aulas de natação, fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. 


O objetivo principal é estimulá-la, superando as dificuldades da síndrome, e desenvolvendo a coordenação motora e os sentidos. Lucila é uma entre cerca de 850 pessoas com síndrome de Down no Espírito Santo. 


Segundo o Presidente da Federação das Apaes capixabas, Washington Luiz Sielemann Almeida, existem no estado mais de sete mil pessoas com deficiência intelectual atendidas pela Apae.


Ele ressalta que o principal desafio que pessoas com a síndrome enfrentam é a inclusão efetiva na sociedade. 


“Temos de fazer o exercício de ver essa pessoa dentro de suas limitações, como normal. A família, as instituições e próprio poder público precisam passam por uma mudança de mentalidade e entender que essa pessoa não pode estar em uma redoma de vidro”, disse Washington.


Rede social


Com o objetivo debater a síndrome dentro das famílias, foi criado nas redes sociais o grupo “Famílias Down ES”. 


No ambiente online, pais e parentes trocam informações, compartilham experiências e aprendem a conviver com a Síndrome da maneira mais natural possível. 


O próximo encontro destas famílias está marcado para este domingo (13), no bairro Jockey de Itaparica, em Vila Velha.


Para Paulo Henrique Jahring, pai de Gustavo, de um ano e cinco meses, a síndrome de Down precisa ser vista como um tripé, composto por família, médicos e sociedade. 


“Vem a preocupação de como vai ser daqui para frente, porque eu acredito neste tripé: família, clássica médica e sociedade. Tendo aceitação da família é mais fácil trabalhar outros aspectos. Tivemos relatos terríveis, de como a classe médica age, algumas vezes. Alguns pais relatam, no grupo, que o médico fala 'toma aqui seu filho, ele tem Síndrome de Down’, mas não se explica o porquê e nem o que é a síndrome”, relatou.

Direitos



A única associação formal que existe, no estado, voltada para o debate e inclusão é a “Vitória Down”, que atua há 17 anos com sede em Jardim da Penha, na Capital. 


O principal objetivo da instituição é garantir o direito a saúde, educação e moradia em toda as fases da vida de uma pessoa portadora do cromossomo 47, que caracteriza a disfunção genética.


Uma lei aprovada em 2015 garante uma série de direitos à pessoas com deficiência intelectual. 


Entre várias questões, escolas privadas ficam proibidas de cobrarem mensalidades diferenciadas para alunos com algum tipo de deficiência ou síndrome de Down. 


O poder público é obrigado a incentivar e fomentar a publicação de livros acessíveis pelas editoras brasileiras. Pessoas com deficiência intelectual também podem casar legalmente, além de formarem união estável.
 

Sobre o preconceito, Luiz Felipe, deixa um recado:


“Eu acho que o preconceito começa dentro de casa. Um pai que cria o filho especial trancado dentro de casa, isso já é preconceito, e infelizmente isto acontece muito. Alguns pensam 'ah meu filho é diferente, vão olhar torto', paciência. O que não se pode fazer é privar essa criança de atividades que ela tem direito. O preconceito sempre vai existir, pois há pessoas ignorantes e outras com a cabeça mais aberta, inclusive entre os pais. A tendência é que com essa gama de informações, principalmente pela internet, esse estranhamento diminua. Essa série do Fantástico (Rede Globo) foi válida, pois ela mostra que não existem diferenças de fato, na verdade ela só aparece quando você quer”, disse.

O encontro que reúne as famílias com filhos com Síndrome de Down acontece neste domingo, no bairro Jockey de Itaparica, a partir de 13h30. A entrada é livre.


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Encontro de Famílias Down ES


Local: Sindifiscal, Jockey de Itaparica, Vila Velha

Horário: a partir das 13:30 (dom/13 setembro), entrada livre
 
Contato da organização: (27) 997-64­9238

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* Com informações de Marla Bermudes, da rádio CBN Vitória.




Fonte: G1 / Vida Mais Livre  



3 de jun. de 2015

Vereadores e entidades debatem inclusão de pessoas com Síndrome de Down em Maceió

 


A Câmara Municipal de Maceió realizou na manhã da última segunda-feira (01) uma audiência pública sobre a Síndrome de Down


O objetivo do debate, proposto pela vereadora Tereza Nelma (PSDB), foi discutir o processo de inclusão das pessoas com a síndrome na sociedade.


A vereadora defendeu mais investimentos em políticas públicas nas áreas de Educação, Saúde e mais oportunidades. 


Para ela, a presença do Poder Público precisa vir por inteiro e, além de investimento, é necessário ampliar o olhar para o problema. O governo precisa apoiar as ações de instituições do Terceiro Setor.


Segundo Tereza, os portadores precisam ser vistos pelo potencial que podem desenvolver. 


“São pessoas que precisam apenas de oportunidade. Precisam estudar em escolas em que sejam encaminhados, estudar cinco dias por semana e não apenas três, como acontece atualmente. Ainda há muito por se fazer. Eu acredito que precisamos estar unidos nessa causa”, afirmou.


Políticas públicas e oportunidades para pessoas com deficiência também foram defendidas por Valquíria Lucio, presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência e da Associação Família Down. 


Atuando na área há mais de três décadas, ela assegura que as políticas públicas para quem tem a síndrome são insuficientes. É preciso proporcionar oportunidades independente de classe social.


“As políticas públicas para a pessoa com deficiência precisam ser eficientes, amplas e irrestritas na Educação, Saúde, Transporte e em todas as áreas. A administração municipal, conduzida pelo prefeito Rui Palmeira, olhou com mais cuidado para essas pessoas. E isso tem sido positivo tanto na área de Saúde quanto na área de Educação. Essas oportunidades precisam ser ampliadas para todo estado. É preciso sensibilidade”, afirmou Valquíria Lucio.


Durante a sessão, foi entregue a comenda Gerônimo Siqueira à ativista Nilce Bandeira por sua contribuição na luta pela valorização e respeito da pessoa com deficiência. Em discurso emocionado, Nilce falou de amor e sonhos.


“Amor e respeito são palavras chaves na relação com as pessoas com deficiência. É necessário que possamos nos colocar no lugar do outro. Precisamos de ações reais, para dar condições as pessoas com deficiência a se desenvolveram. Esses alagoanos só precisam ter oportunidade, pois são pessoas que amam e sonham, e precisam dessa oportunidade para viver em plenitude”, finalizou.


No final da sessão, houve o lançamento do livro “Nunca deixe de sonhar – Os sonhos e a vida de um homem com Síndrome de Down”, de autoria de Vinícius Ergang Streda e Carina Streda. O livro relata suas vivências na família, na comunidade e nas escolas especial e regular.


Estiveram presentes à sessão, a vereadora Silvana Barbosa, Heloisa Helena Mota Bandini (Sesau), Gilberto Soares (Associação de Pais dos Autistas), Rossilânia dos Santos (Casa do Especial), Felix Vilanova (Conselho Regional dos Psicólogos) e Antonio de Pádua (Associação Amor 21).




 

8 de mai. de 2015

10 de abr. de 2015

Abertas as inscrições para o 4º Fórum internacional Síndrome de Down

Foto de divulgação do evento




"A cada Passo me Preparo para Minha Vida". Durante quatro dias haverá lançamento de livro, debates, encontros com especialistas a respeito da autonomia das pessoas com síndrome de down e sua capacidade em ter uma vida plena, de acordo com suas potencialidades, sem discriminação.


A programação também conta com um encontro para pessoas com deficiência intelectual acima de 16 anos discutirem seus direitos.


“Na realidade, a sociedade tem se assombrado com as respostas que as pessoas com síndrome de down estão dando quando são consideradas pessoas que têm o direito de ter uma vida autônoma”, comenta Lenir Santos, presidente da Fundação Síndrome de Down.


Entre os convidados, destaque para Beatriz Gárvea, Josep Ruf Aixas, Andy Trias, todos da Fundação Catalana; Alfredo Jerusalinsky, doutor em educação e desenvolvimento da USP, Carlo Lepri, pedagogo italiano, Alberto Costa, pai, médico e pesquisador na Universidade Case Western Reserve, de Cleveland; Catriona Hippman, conselheira genética da Universidade de Columbia Britânica (Canadá) entre outros profissionais que se destacam em suas áreas.


No dia da abertura, 20 de maio, às 19h, será lançado o livro "Mude seu Olhar", a respeito dos direitos das pessoas com síndrome de down.


O encontro acontece no Auditório do Centro de Convenções da Unicamp, comemora os 30 anos da FSD e conta com o apoio do Ministério da Saúde e da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.
 
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4º Fórum Internacional Síndrome de Down


Quando: De 20 a 23 de maio, no Auditório do Centro de Convenções da Unicamp (Rua Elis Regina, 131, Barão Geraldo

Inscrições: podem ser feitas no site:http://www.fsdown.org.br/forum/inscricoes.htm

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Fonte:  Vida Mais Livre



16 de mar. de 2015

Secretaria abre portas para celebrar o Dia Mundial da Síndrome de Down



Em comemoração ao Dia Mundial da Síndrome de Down, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo recebe o Simpósio “Minhas Oportunidades, Minhas Escolhas”, no próximo dia 21 de março.
 

O evento é organizado pelo Instituto Ibero Americano de Pesquisas e Diretrizes da Atenção à Síndrome de Down (IPDSD) e o Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas de São Paulo CEPEC-SP em parceria com a SEDPcD-SP, que cederá o local.


O objetivo do Simpósio é aprofundar o debate sobre a Síndrome de Down e construir um amplo processo de discussão e divulgação do tema, coordenado pelo Dr. Zan Mustacchi, autoridade na área.


O dia 21 de março é considerado o Dia Mundial da Síndrome de Down. Foi proposto pela Down Syndrome International, por fazer alusão à trissomia do cromossomo 21, porque as pessoas que possuem a Síndrome de Down carregam 3 cromossomos número 21. 


No Brasil estima-se que 300 mil pessoas tenham Down e que destes, 30 mil estejam em São Paulo.


A data é comemorada desde 2006 e sua importância está no fato de reconhecer que o indivíduo com Síndrome de Down merece respeito, garantia de direitos e oportunidades de inclusão social. 


O objetivo desta data é disseminar informações sobre a síndrome e conscientizar a população sobre a importância da discussão acerca do tema.


SIMPÓSIO
 

O Simpósio “Minhas Oportunidades, Minhas Escolhas” tem vagas limitadas e as inscrições são obrigatórias. 


Os interessados devem entrar em contato pelo e-mail: sindromededowneventos@gmail.com, ou pelo telefone (11) 3721-9175 para obter informações sobre formulário e taxa de inscrição.


PROGRAMAÇÃO:


> 21/03 – Sábado - 7h30-8h30 - Credenciamento e entrega de material
 

> 8h30-9h – Abertura Oficial 

Profa. Dra. Linamara Rizzo Battistella – Secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo 

Prof. Dr. Zan Mustacchi – Médico – São Paulo/SP

 

> 9h-10h30 - “Educar Aprendendo e Ensinando com Responsabilidade”
 
Palestrante: Profa. Dra. Maria Teresa Egler Mantoan – Educadora - Campinas/SP
 

> 10h30-10h45 – Coffee Break
 

> 10h45-12h – Mesa Redonda - “Minhas Oportunidades, Minhas Escolhas: Nossas Conquistas”
 
Palestrantes: pessoas com síndrome de Down da ADID, CARPE DIEM e FSDOWN
 
Coordenadores: Lenir Santos – Presidente da FBASD e FSDOWN/Campinas e Yudah Benadiba
 

> 12h-14h – INTERVALO PARA ALMOÇO (NÃO INCLUSO)
 

> 14h-16h - “Desenvolvimento Humano Inclusivo Sustentável”
 
Palestrante: Prof. Romeu Sassaki – Educador – São Paulo/SP
 

> 16h-16h15 – Coffee Break
 

> 16h15-18h - “Neuronutriciência, Saúde e Bem-estar. O Estado da Arte na Síndrome de Down”
 
Palestrante: Prof. Dr. Zan Mustacchi – Médico – São Paulo/SP.  

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O Simpósio “Minhas Oportunidades, Minhas Escolhas” tem vagas limitadas e as inscrições são obrigatórias. 

 
Local: Sede da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo:
 
Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 – Portão 10 (ao lado do Memorial da América Latina) - Barra Funda – São Paulo/SP
 
E-mail: sindromededowneventos@gmail.com
 
Telefone: (11) 3721-9175

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9 de abr. de 2014

Estudo mostra que pessoas com síndrome de Down agregam valores às empresas

Foto de homem com Síndrome de Down trabalhando na frente de um computadorSe você ainda acha que ter um profissional com deficiência na empresa não vale a pena, esta matéria pode contribuir para que você mude de ideia.


Isso porque o recente estudo, O valor que os colaboradores com síndrome de Down podem agregar às organizações, desenvolvido pelo Instituto Alana, junto com a McKinsey & Company, mostra que a inclusão de pessoas com síndrome de Down nas empresas pode agregar valor à saúde organizacional, conceito muito difundido, atualmente, no mercado empresarial, que pode ter relação direta com um bom desempenho das empresas.


Mais que isso, a inclusão de pessoas com síndrome de Down no mercado de trabalho é benéfica para ambos os lados. 


Ao trabalhar, essas pessoas têm a chance de ter mais qualidade de vida, com o aprimoramento de relações sociais, aprendizados e mais autonomia. 


Por outro lado, a empresa ganha em saúde organizacional, que é a habilidade de uma organização alinhar-se, executar e renovar-se mais rapidamente que seus concorrentes, para sustentar um desempenho excepcional ao longo do tempo.


Dentro deste tema de saúde organizacional, os impactos positivos, no geral, mais lembrados pelas empresas pesquisadas são:

- liderança;
- orientação externa (através do impacto positivo na satisfação do cliente);
- cultura e clima;
- motivação;
- coordenação e controle.
 

Impactos


Um dos impactos positivos mais lembrados pelos entrevistados foi quanto à liderança. A presença de colaboradores com síndrome de Down provocou, principalmente, nos gestores diretos, o desenvolvimento da virtude da paciência e tolerância


“Isso acontece porque a pessoa com síndrome de Down traz demandas diferentes das dos outros funcionários. Os depoimentos colhidos pela McKinsey durante o estudo indicam que os gerentes começaram a desenvolver mais a tolerância aos momentos individuais dos funcionários e a enxergar mais claramente as capacidades individuais de cada um. Com isto, passaram a liderar de uma maneira mais participativa, em especial quando o modelo anterior era autoritário. Essa mudança beneficia todos da equipe, inclusive os funcionários sem a síndrome”, explica Cláudia Moreira, responsável pelo Projeto Outro Olhar, braço do Instituto Alana cujo objetivo é sensibilizar a sociedade para que ela perceba as pessoas com Síndrome de Down.


Na pesquisa, das mais de 800 pessoas entrevistadas que trabalham em locais com pessoas com síndrome de Down, de forma agregada, 83% acreditam que a presença de uma pessoa com a síndrome faz com que o líder direto se torne mais apto a resolver e administrar conflitos, contribuindo de forma positiva para o desenvolvimento das pessoas. 


Por meio de situações inusitadas provocadas por esses novos colaboradores, como fazer perguntas ao gerente no meio de um atendimento, os líderes adquiriram uma resiliência que não possuíam.


Quando a pesquisa avaliou a questão “orientação externa”, que está relacionada à percepção e à satisfação do cliente, a maneira direta e simples de se comunicar, e a típica empatia desses funcionários com síndrome de Down parecem ser muito apreciadas pelo público. 


O estudo também notou que houve um grande impacto na motivação dos colaboradores. 


“O colaborador percebe que, apesar das dificuldades individuais, os funcionários com a síndrome demonstram um comprometimento e seriedade que superam as expectativas de muitos. Eles inspiram os colegas de trabalho a desafiar os próprios limites por meio do exemplo”, aponta Cláudia. 


Além disso, foi constatado também que a presença de pessoas com síndrome de Down no ambiente de trabalho proporciona um impacto positivo na dimensão cultura e clima da organização, ao propiciarem um ambiente mais unido e colaborativo.

Desafios

O mercado de trabalho para pessoas com deficiência é repleto de barreiras para ambos os lados. 


O contratante reclama da falta de preparo e qualificação dos trabalhadores, e dos possíveis custos com a adaptação da empresa para atender às necessidades das pessoas com deficiência. Do outro lado, estão as pessoas com deficiência, que enfrentam obstáculos de todos os tipos – mesmo aquelas que possuem qualificação profissional.


No caso das pessoas com deficiência intelectual, os desafios são um pouco maiores e mais complexos. Em geral, por apresentarem restrições relacionadas ao raciocínio lógico, memória e comunicação, esse público exige um maior preparo e acompanhamento por parte da empresa. 


O que acontece é que as empresas acabam preferindo trabalhadores com deficiência física ou sensorial.


Outro desafio é fazer com que as empresas não busquem a contratação de pessoas com deficiência apenas para atender à Lei de Cotas. Essa pesquisa veio acrescentar um novo e importante argumento para incentivar a contratação de pessoas com deficiência, agora focado no real valor que essas pessoas podem agregar às organizações.


Para auxiliar as empresas neste processo de inclusão, Cláudia traz algumas sugestões, todas envolvendo diretamente uma mudança inicial da cultura da empresa. 


“Em princípio, a empresa deve ter clareza dos desafios que devem ser considerados, como, por exemplo, aprender a lidar com as características individuais de uma pessoa com síndrome de Down. Ao longo deste processo, sugerimos que um programa seja desenvolvido para maximizar os resultados, e isso pode ser elaborado internamente ou com o apoio de uma consultoria terceirizada”, explica.


Em resumo, o material coletado pelo estudo – que ouviu mais de 20 líderes de RH de empresas nacionais e estrangeiras, além de diretores de instituições de apoio a pessoas com deficiência intelectual no Brasil, EUA, Canadá e Europa, e mais de 800 profissionais que convivem com pessoas com síndrome de Down no ambiente de trabalho – oferece novos argumentos para mostrar que a inclusão de pessoas com síndrome de Down no mercado de trabalho vale a pena, apesar de todas as dificuldades e preconceitos.


“Assim como todas as pessoas, os indivíduos com síndrome de Down têm potenciais e capacidades únicas, que podem e devem ser utilizados. Em muitos casos, devem ainda ser descobertos.Com esta pesquisa, a sociedade pode começar a se conscientizar de que estes indivíduos têm direitos e que podem começar a arcar com os seus deveres, desde que a oportunidade de fazê-lo lhes seja dada. O que nós estamos propondo é que enxerguemos o indivíduo antes e o diagnóstico depois. Que possamos dar a oportunidade para este ser humano que, sim, tem uma síndrome, e também é capaz de surpreender pela capacidade transformadora que lhe é inerente”, argumenta Cláudia.



Fonte: Vida Mais Livre

Reportagem: Daniel Limas



21 de mar. de 2014

Instituto Olga Kos promove ações no dia 21 de março

Menina com Síndrome de Down faz golpe de karatê


O Dia Internacional da Síndrome de Down, comemorado em 21 de março, foi marcado por uma série de atividades inclusivas promovidas pelo Instituto Olga Kos
Atualmente, o Instituto atende mais de 1,5 mil pessoas com deficiência intelectual, particularmente com Síndrome de Down, com projetos de arte e de esportes na cidade de São Paulo e na Grande São Paulo.

O evento ocorreu no CEU Paraisópolis das 10h às 14h. A programação contou com a troca de faixa dos alunos de Karatê e Taekwondo, além de apresentação de uma peça de teatro, exposição de artes das obras dos alunos do Instituto, oficinas de artes, aula de dança, contação de histórias e diversas atividades de integração.

“Há 7 anos estamos trabalhando em prol da inclusão desses jovens por meio da arte e do esporte. Neste dia, onde se comemora mundialmente a Síndrome de Down, propagamos nossa luta em prol dessas pessoas pelos direitos e deveres de todos os cidadãos, com ou sem deficiência intelectual”, comentou Olga Kos, vice presidente do Instituto. 
“É importante também lembrarmos da palavra solidariedade. A vontade de ajudar ao próximo não pode ser pontual. A comemoração pode. A ajuda tem que ser frequente para que seja eficaz”, concluiu Kos.

21 de março: Dia Internacional da Síndrome de Down

 
Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) a partir de 2006, o Dia Internacional da Síndrome de Down é celebrado em 21 de março. A data só foi aprovada pela Assembleia Geral da ONU depois de articulação do governo e parlamentares brasileiros.
 
A comemoração foi proposta pela Associação Internacional da Síndrome de Down, e é uma referência à trissomia no cromossomo 21, alteração genética que gera um cromossomo extra no DNA do indivíduo. Isso ocorre devido a uma separação incomum dos cromossomos 21 herdados dos pais.


De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada 800 partos, nasce 01 criança com Síndrome de Down. 


No Brasil, estima-se que essa alteração genética seja registrada em cerca de oito mil bebês por ano. Entretanto, ainda é grande a dificuldade de acesso a informações, profissionais e aparatos necessários para o pleno desenvolvimento das crianças nessa condição.


O Dia Internacional da Síndrome de Down é celebrado no Brasil e em mais 40 países. O Brasil ratificou, em 2008, com status constitucional, a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. 


Este foi o primeiro passo para o país se lançar como líder nas negociações que culminaram na aprovação, em dezembro de 2007, da resolução que instituiu 21 de março como Dia Internacional da Síndrome de Down.
 

Síndrome
 

A denominação da síndrome vem do sobrenome do médico inglês John Langdon Down que, em 1866, fez as primeiras observações detalhadas sobre esse grupo de pessoas na sociedade. O que abriu espaço para estudo e tratamento.


A Síndrome de Down não é uma doença. É uma ocorrência genética natural que acontece por motivos desconhecidos, na gestação, durante a divisão das células do embrião. É uma alteração cromossômica, quando crianças nascem dotadas de três cromossomos (trissomia) 21, e não dois, como o habitual. Esta alteração genética afeta o desenvolvimento do individuo, determinando algumas características peculiares físicas e cognitivas.


Até o final da década de 1980, a Síndrome de Down era pouco conhecida e divulgada. Desde o início do século 21, devido à exposição do tema pela mídia e a amplos processos de mobilização da sociedade, o conhecimento sobre a síndrome ganhou nova dimensão.


A Síndrome de Down não é uma deficiência mental severa e seu portador pode ter um desenvolvimento intelectual considerável em várias áreas do conhecimento.


A expectativa de vida da pessoa com essa deficiência, que era de 20 anos de idade, em alguns casos já subiu para até 70 anos devido a avanços na medicina. A inclusão social melhora a qualidade de vida dessas pessoas, por isso a importância de crianças com a síndrome poderem frequentar escolas comuns.


É fácil identificar um portador de Síndrome de Down. Ele se diferencia por várias alterações na face e por dificuldades de raciocínio. Apresenta também alterações cardíacas, pulmonares e urinárias. 


O teste intrauterino capaz de identificar a presença da síndrome pode ser feito na 12ª semana de gestação, sendo que o risco de uma mãe de 35 anos gerar um filho com a síndrome é 4,3 vezes maior que o risco de uma mãe com 20 anos.


Embora o médico inglês Langdon Down tenha descoberto a síndrome em 1866, suas causas só seriam identificadas 93 anos depois, em 1959, pelo geneticista francês Jérôme Lejeune. 


Pela primeira vez no mundo, estabelecia-se um vínculo entre um estado de deficiência mental e uma anomalia cromossômica.





19 de mar. de 2014

Dia Internacional da Síndrome de Down será comemorado pelo Senado


No próximo dia 20 de março o Senado comemorará, em sessão especial no Plenário, o Dia Internacional da Síndrome de Down (21 de março). 


O requerimento para a comemoração foi aprovado nesta quarta-feira (12). Para a presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), senadora Ana Rita (PT-ES), ao comemorar a data, o Senado dará mais visibilidade à vida das pessoas com Síndrome de Down. 


Ela afirmou que a sessão especial será uma oportunidade de os senadores debaterem as políticas públicas relacionadas às pessoas com deficiências em geral e às com Síndrome de Down em particular.


 Ana Rita disse acreditar que a sessão especial ajudará a conscientizar a sociedade sobre a importância que as pessoas com Down têm na sociedade.

- É um momento de debate e esse debate ajuda a sociedade a ter maior consciência sobre o assunto. 


Algumas pessoas acham que quem tem Síndrome de Down é incapaz, mas, ao contrário disso, têm um potencial que deve ser reconhecido e valorizado. Essas pessoas podem contribuir muito no mercado de trabalho e em qualquer atividade social e comunitária – disse a senadora.
 
O senador Wellington Dias (PT-PI) afirmou que o Senado tem demonstrado “grande compromisso com as pessoas com deficiência”. 


Em sua opinião, a sessão especial trará subsídios para o Parlamento e para a sociedade para que haja avanço na legislação e nas políticas públicas. - É preciso que a sociedade esteja mais bem preparada para lidar, na educação, na saúde e no mundo do trabalho, com uma pessoa que tenha Síndrome de Down. Por outro lado, essa visibilidade incentiva a pesquisa científica, para que a ciência possa dominar cada vez mais essas síndromes – disse o senador.
 
Na avaliação do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), a comemoração no Plenário do Senado servirá para revivar a conscientização sobre a síndrome e sobre a capacidade que as pessoas com Down têm de evoluir intelectualmente. 


- Como médico, acho muito importante a mudança que houve com relação ao tratamento a essas pessoas na sociedade e até nas próprias famílias. Antigamente, as famílias segregavam essas crianças porque achavam que não ‘tinham jeito’. Hoje, já se provou o contrário com o aprofundamento sobre a questão, tanto na área de saúde quanto socialmente. Esse constante relembrar é muito importante – afirmou Mozarildo.
 
Data
 

Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) a partir de 2006, o Dia Internacional da Síndrome de Down é celebrado em 21 de março. A data só foi aprovada pela Assembleia Geral da ONU depois de articulação do governo e parlamentares brasileiros.
 
A comemoração foi proposta pela Associação Internacional da Síndrome de Down, e é uma referência à trissomia no cromossomo 21, alteração genética que gera um cromossomo extra no DNA do indivíduo. Isso ocorre devido a uma separação incomum dos cromossomos 21 herdados dos pais.
 
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada 800 partos, nasce uma criança com Síndrome de Down. 


No Brasil, estima-se que essa alteração genética seja registrada em cerca de oito mil bebês por ano. Entretanto, ainda é grande a dificuldade de acesso a informações, profissionais e aparatos necessários para o pleno desenvolvimento das crianças nessa condição.
 
O Dia Internacional da Síndrome de Down é celebrado no Brasil e em mais 40 países. O Brasil ratificou, em 2008, com status constitucional, a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. 


Este foi o primeiro passo para o país se lançar como líder nas negociações que culminaram na aprovação, em dezembro de 2007, da resolução que instituiu 21 de março como Dia Internacional da Síndrome de Down.
 
Síndrome
 

A denominação da síndrome vem do sobrenome do médico inglês John Langdon Down que, em 1866, fez as primeiras observações detalhadas sobre esse grupo de pessoas na sociedade. O que abriu espaço para estudo e tratamento.

 
A Síndrome de Down não é uma doença. É uma ocorrência genética natural que acontece por motivos desconhecidos, na gestação, durante a divisão das células do embrião. É uma alteração cromossômica, quando crianças nascem dotadas de três cromossomos (trissomia) 21, e não dois, como o habitual. Esta alteração genética afeta o desenvolvimento do individuo, determinando algumas características peculiares físicas e cognitivas.
 

Até o final da década de 1980, a Síndrome de Down era pouco conhecida e divulgada. Desde o início do século 21, devido à exposição do tema pela mídia e a amplos processos de mobilização da sociedade, o conhecimento sobre a síndrome ganhou nova dimensão.
 

A Síndrome de Down não é uma deficiência mental severa e seu portador pode ter um desenvolvimento intelectual considerável em várias áreas do conhecimento.
 

A expectativa de vida da pessoa com essa deficiência, que era de 20 anos de idade, em alguns casos já subiu para até 70 anos devido a avanços na medicina. A inclusão social melhora a qualidade de vida dessas pessoas, por isso a importância de crianças com a síndrome poderem frequentar escolas comuns.
 

É fácil identificar um portador de Síndrome de Down. Ele se diferencia por várias alterações na face e por dificuldades de raciocínio. Apresenta também alterações cardíacas, pulmonares e urinárias. O teste intrauterino capaz de identificar a presença da síndrome pode ser feito na 12ª semana de gestação, sendo que o risco de uma mãe de 35 anos gerar um filho com a síndrome é 4,3 vezes maior que o risco de uma mãe com 20 anos.
 

Embora o médico inglês Langdon Down tenha descoberto a síndrome em 1866, suas causas só seriam identificadas 93 anos depois, em 1959, pelo geneticista francês Jérôme Lejeune. Pela primeira vez no mundo, estabelecia-se um vínculo entre um estado de deficiência mental e uma anomalia cromossômica.