26 de set. de 2012

Acessibilidade é tema de debate na Fundação Liberato Salzano Vieira da Cunha.

Ao invés de discussões sobre cálculos, inovação ou ampliação de cursos, a Fundação Liberato Salzano Viera da Cunha colocou em pauta no dia de ontem a acessibilidade.

Durante a segunda-feira, professores, gestores públicos, empresários e coordenadores de entidades da região participaram do Seminário Acessibilidade: Liberato Inclusiva.

Para visualizar o video, clique aqui.

A proposta foi trabalhar as questões de empoderamento das pessoas com deficiência no mundo de trabalho, enfocando o acesso à educação. O destaque do encontro foi a palestra da diretora de Políticas de Educação Especial do Ministério da Educação (MEC) Martinha Clarete Dutra dos Santos.

A professora, que é cega, falou sobre educação inclusiva no ensino regular e do plano do governo federal Viver sem limites.

Eixos para inclusão

De acordo com Martinha, a inclusão de pessoas com deficiência no ensino regular passa por três eixos principais. 

O primeiro deles é a formação dos professores. Sobre esse aspecto, a representante do MEC disse que é preconceituoso um diploma que traz a capacitação para ensinar pessoas especiais. “

Se essa mudança, aliada à transformação não acontecer, a escola deixará de incluir para segregar”, disse. O segundo ponto é a promoção de acessibilidade, com a exclusão de barreiras que limitam a ação das pessoas com deficiência.

“O problema não é a deficiência, pois isso é uma condição. A questão central deve ser o ambiente”, destacou. O último eixo é o atendimento educacional especializado (AEE), que tem o objetivo de identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade.

Luva converte Libras em som para facilitar comunicação

Luvas Enable Talk para pessoas com deficiência auditiva
Três estudantes ucranianos – Anton Stepanov, Anton Posternikov e Maxim Osika – desenvolveram uma luva que pode mudar para sempre a forma como as pessoas com deficiência auditiva se comunicam com o mundo: a Enable Talk.

Com 15 sensores de flexão, um giroscópio e um acelerômetro, ela é capaz de “ler” os sinais feitos pela mão que a usa e convertê-los em sons, facilitando a comunicação das pessoas com deficiência auditiva com aqueles que não sabem Libras.

Funciona assim: a leitura da luva é enviada, via bluetooth, para um aplicativo de celular que, por meio de um software da Microsoft, codifica a mensagem e a transmite em forma de som. E mais: a luva possui um pequeno painel solar, que permite recarregá-la com energia limpa.

Mas, para os mais apressadinhos e não tão preocupados com o meio ambiente, a Enable Talk tem uma entrada USB para encher a bateria mais rapidamente, em algum computador.

A ideia dos ucranianos surgiu em uma ida ao mercado, quando presenciaram uma cena em que uma pessoa com deficiência auditiva sofria ao tentar se comunicar com um funcionário do estabelecimento.

Ao pesquisar na internet, os garotos descobriram que não havia no mercado nenhum dispositivo que facilitasse a comunicação dessas pessoas com as pessoas que não dominam sua linguagem e, então, se uniram para criar a Enable Talk.

Por enquanto um protótipo, a luva já ganhou até prêmio da própria Microsoft e, segundo seus criadores, poderá ser vendida no mercado por cerca de US$ 20.  

 

UnG oferece avaliação auditiva gratuita para bebês

Nesta quarta-feira (26), das 15h30 às 20h30, o curso de Fonoaudiologia da UnG realizará avaliação auditiva gratuita para bebês. 

O objetivo da ação é identificar e tratar problemas auditivos em crianças com até um ano de idade, período considerado decisivo para a recuperação. O serviço será realizado na Clínica do curso, localizada na Praça Tereza Cristina, 88, Centro, Guarulhos. As inscrições podem ser feitas no próprio local, momentos antes do início.

A iniciativa compõe a programação da Semana da Responsabilidade Social da UnG, que segue até sábado com uma série de serviços gratuitos à população. Também nesta quarta, estão previstos palestra sobre saúde na comunidade escolar e minicurso sobre técnicas de vendas. A programação pode ser acessada pelo www.ung.br.
 
Programação

Avaliação Auditiva para Bebês

Unidade Guarulhos-Centro
Praça Tereza Cristina, 88, Centro, Guarulhos
Das 15h30 às 20h30

Ação Comunitária em São Paulo
Shopping Light
Rua Coronel Xavier de Toledo, 23, República – São Paulo
Das 17h às 18h

25 de set. de 2012

Trabalhadores/as com deficiência reivindicam acessibilidade e inclusão na prática

 
Com este alerta, militantes do Coletivo dos Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência da CUT Brasil, da CUT-SP e de diversos sindicatos como Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Metalúrgicos do ABC e SindSaúde-SP, deram seu recado em ato público realizado na Praça do Patriarca, região central paulistana, na tarde de sexta-feira (21).

No evento organizado pela CUT-SP para o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, o vento frio e a garoa fina que baixaram a temperatura da Capital paulista não foram empecilhos à manifestação daqueles/as que batalham no dia a dia para enfrentar os tantos obstáculos existentes na cidade.

As calçadas esburacadas se multiplicam. Há poucas rampas e as existentes normalmente não têm a inclinação adequada ou são construídas junto aos ralos de escoamento de água, o que impossibilita o uso pelos cadeirantes.

O mesmo acontece no metrô por conta do vão entre o trem e a plataforma. Estes são apenas alguns dos impedimentos à acessibilidade dos cadeirantes, como apontam o bancário Isaías Dias, do Coletivo dos Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência da CUT Brasil e da CUT-SP, e Marly dos Santos, conselheira municipal da Pessoa com Deficiência.

“A acessibilidade pressupõe que a pessoa com deficiência possa se deslocar sem ajuda de outras pessoas, e isso não acontece. Por isso, a questão da deficiência se sobressai mais quando a cidade coloca mais obstáculos. Se eu estiver num lugar acessível, as pessoas vão notar menos a minha presença porque vou poder me locomover com autonomia”, explica o bancário.

E os problemas e denúncias não param por aí. Na cidade de São Paulo, o programa Atende, que segundo a SPTrans transportou em 388 vans adaptadas mais de 25 mil pessoas no primeiro semestre, é insuficiente para dar conta da demanda e é classificado pelas pessoas com deficiência como paliativo diante da falta de transporte coletivo acessível. Além da falta de ônibus adaptados em toda a frota, que exclui principalmente quem mora nas regiões periféricas, as pessoas com deficiência reclamam que há muitos veículos onde o equipamento para acesso por cadeira de rodas está quebrado.

Mercado de trabalho

O artigo 93 da Lei 8.213/91 determina que, nas empresas com 100 funcionários ou mais, é obrigatória a contratação de 2% a 5% de pessoas com deficiência, índice que varia de acordo com o quadro geral de funcionários. Apesar da obrigatoriedade, os membros do Coletivo dos Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência da CUT reclamam que a legislação não é cumprida e que, ao contrário, existe uma movimentação do empresariado no Congresso Nacional para tentar reduzir o índice de contratações.

Isaías Dias rebate o argumento das empresas que alegam que as pessoas com deficiência não têm capacitação para assumir as vagas existentes. “Isso é mentira porque para muitos postos de trabalho não é preciso ter doutorado para assumir cargos. O que vemos é má vontade do empresariado”, denuncia o bancário.

Mesmo com tantos entraves em seus caminhos, muitas pessoas com deficiência mantêm sua batalha cotidiana pelo direito ao trabalho, à educação e ao lazer.

Com bom humor, Elisete Aparecida A. Vieira, do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde-SP), questiona: “Não enxergar é deficiência? Deficiente não é quem está numa cadeira de rodas, mas é aquele que não caminha para fazer projeto a nosso favor. Deficiente visual é nosso governo que não enxerga que nós não temos acessibilidade, nem semáforos sonoros na cidade. Quem é deficiente? Nós ou o governo?”.

Elisete completa: “Tem gente que olha e diz ‘olha, coitadinha, ela não tem um braço’, mas o que eu faço com um só braço é muito mais do que o governo municipal faz porque ele [o prefeito Gilberto Kassab], com dois braços, não tem coragem de assinar projetos que fortaleçam nossa situação”, afirmou.

Organizar e cobrar para conquistar

João Batista Gomes, secretário de Políticas Sociais da CUT-SP, ressaltou que a organização dos trabalhadores/as é um dos caminhos no embate por políticas públicas no governo e por conquista de direitos nas empresas.

“A Secretaria de Políticas Sociais busca dar impulso ao coletivo e incentiva os sindicatos a tratar o tema porque ainda é uma dificuldade fazer com que incorporem a pauta de reivindicações dos trabalhadores com deficiência e, a partir daí, na campanha salarial, nos acordos coletivos, cláusulas sindicais, na exigência do cumprimento da lei de cotas”, apontou o dirigente.

Adriana Magalhães, secretária de Imprensa e Comunicação da CUT-SP, frisou que os movimentos sociais e a Central têm a obrigação de cobrar dos governantes que a cidade tenha acessibilidade para todas as pessoas, principalmente no transporte coletivo e nas vias públicas. E alertou: “Nesse momento de eleições, é importante observar os candidatos e candidatas que tenham em seus programas de governo políticas de inclusão para todos os segmentos, mas principalmente para as pessoas com deficiência”, afirmou.

Sobre o Coletivo de Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência
 
Com a participação das diversas categorias que compõem a CUT/SP, o coletivo nasceu em 2007 e é resultado do 1º Encontro dos Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência no Estado de São Paulo. Além de denunciar casos de discriminação dos trabalhadores/as com deficiência, o coletivo exige o cumprimento de leis, reivindica direitos básicos, acompanha as políticas sociais específicas no Estado e atua, ainda, na formulação de propostas junto ao poder público.

Fonte: Sintetufu

ELEITOR ABRA O OLHO NA HORA DE ESCOLHER SEUS CANDIDATOS

 

Nessas eleições NÃO escolha candidatos pela simpatia ou sorriso. Escolha por suas idéias e propostas.


Para conhecer os candidatos de sua Cidade ou Municipio e suas propostas acesse: 


http://www.divulgacand2012.tse.jus.br/divulgacand2012/ResumoCandidaturas.action


Projeto institui doações de cadeiras de roda, muletas e outros acessórios a deficientes físicos de Maringá

 
A Câmara Municipal de Maringá vota, nesta terça-feira (25), projeto de lei que institui o Programa Municipal de Apoio ao Portador de Deficiência Física e de Mobilidade Reduzida. 

O objetivo é fornecer, por empréstimo ou doação, cadeiras de rodas, de banho, muletas, andadores, colchões d´água, colchões casca de ovo e aparelhos de aerosol para aqueles que não possam comprá-los.
s vereadores também votarão o projeto do vereador Humberto Henrique (PT) que torna obrigatório o treinamento em práticas higiênicas para todos os trabalhadores que manipulam alimentos.

O treinamento deverá ser de, no mínimo, 12 horas. Os estabelecimentos terão 180 dias para se adaptar à exigência.

Projeto do vereador Aparecido Domingos Regini Zebrão (PP) tornando obrigatória a verificação de pressão arterial pelas farmácias e drogarias será votado em primeira discussão.

Em primeira discussão, projeto do vereador Dr. Carlos Eduardo Saboia (PMN) que cria o Dia Municipal da Música Gospel, que será comemorado em 2 de outubro.

Também em primeira discussão será votado projeto do vereador Belino Bravin Filho (PP) denominando João Vivan a Rua 16.033, na Zona 16.

Ainda em primeira discussão, projeto da vereadora Marly Martin Silva (PPL) denomina Pioneira Hilde Marini Jordan a Rua 22.021, na Zona 22.

Em segunda discussão será votado projeto do vereador Luiz do Postinho (PRP) que denomina Pioneiro José Francisco de Carvalho a Rua 25.243, na Zona 25. Emenda do vereador estabelece o nome da rua como Pioneiro José Francisco Caetité de Carvalho.

Em discussão única serão votados dois requerimentos. A vereadora Marly Martin Silva (PPL) solicita que o Executivo informe a qual município pertence o terreno existente na divisa de Maringá com Sarandi, no final da Avenida dos Palmares, entre os Jardins América e Independência.

O vereador Luiz do Postinho (PRP) quer saber se há previsão para a revitalização do campo de futebol existente no Jardim Santa Rosa.

Fonte: O Diário

Biblioteca Arthur Vianna em Belém (PA) tem projeto para deficientes visuais


Livros escritos em braile e um programa de computador que narra o conteúdo dos livros digitais são alguns dos métodos utilizados para facilitar a leitura do acervo para deficientes visuais da Biblioteca Arthur Vianna, que fica no prédio da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves (FCPTN). 

O espaço reúne cerca de mil títulos em braile e outros cinco mil livros em formato digital e, por meio de um projeto, estimula a leitura e a inclusão de deficientes visuais.
 
Para José Monteiro, o grande segredo quando se tem perda de parte da visão ou visão nenhuma, é uma questão de determinação. “É você não se acomodar, procurar ver os meios e os métodos que vão facilitar e auxiliar a questão da leitura”, explica.

O acervo disponibilizado pela biblioteca auxilia pessoas com deficiência no campo da visão a exercercitarem a superação. Sejam cegos ou com baixa visão, o que eles não têm são limites diante do conhecimento.

Para Pedro da Silva, também deficiente visual, a falta de visão não afetou suas atividades diárias.Hoje ele é bibliotecário na instituição e diz que antes não lia muito, mas após ter sido diagnosticado com perda de visão passou a ler mais. “A quantidade de obras que li em braile é muito superior a quando enxergava, quando usava visão”, revela.

Segundo a gerente da biblioteca, Ruth Selma, “a experiência que temos na sessão braile são de usuários que começaram no ensino fundamental, ensino médio e hoje estão na faculdade. Alguns já passaram em concursos públicos”, conta.

Mas, para que este trabalho continue, é necessário que haja voluntários para digitalizar e catalogar as publicações. Ainda de acordo com Ruth, o material é disponibilizado via MP3, via pendrives ou impresso em braile.

Informações:

Para se tornar um voluntário basta procurar a Biblioteca Arthur Vianna ou ligar para o telefone (91) 3202.431.

Fonte: G1