27 de mar. de 2013

Pessoas com deficiência têm mais de 1,5 mil oportunidades de trabalho na Grande São Paulo





Mão segurando carteira de trabalho
A Grande São Paulo tem nesta semana 1.553 oportunidades para pessoas com deficiência

As vagas fazem parte do programa Emprega São Paulo/Mais Emprego, da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho e do Ministério do Trabalho e Emprego.

Os destaques são as vagas para ajudante de carga e descarga de mercadoria em Caieiras, para assistente administrativo e para auxiliar de limpeza, estes em várias regiões de São Paulo.

Para se cadastrar, é preciso entrar no site do programa Emprega São Paulo/Mais Emprego. O cadastro também pode ser feito pessoalmente, em um Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT).

DF: aprovada lei que impede cobrança extra de alunos com deficiência

Diversos lápis coloridos, juntos
Nesta terça-feira (26/03), o Distrito Federal (DF) promulgou uma lei que impede cobrança de taxas extras para a educação de alunos com autismo, síndrome de Down ou algum outro tipo de deficiência em qualquer instituição de ensino. 

A lei 5.089 foi sancionado pelo governador Agnelo Queiroz e publicada no Diário Oficial. 

A partir de agora, creches, escolas e universidades do DF estão proibidas de cobrar um preço maior pela matrícula desses estudantes.

A lei, de autoria do deputado distrital Robério Negreiros (PMDB), determina ainda que, além de não exigir valor extra, as instituições devem se preparar adequadamente para receber alunos com deficiência. 

O objetivo é garantir igualdade tanto no ingresso quanto na permanência de estudantes com algum tipo de deficiência no Distrito Federal.

"Esta lei dissemina a questão da inclusão do estudante nessas instituições de ensino, evitando qualquer tipo de preconceito", afirmou o deputado ao Terra. "É uma vitória para essas famílias", garantiu o autor da lei.

O projeto de lei previa a aplicação de multa às instituições que não se adequassem às exigências. No entanto, esse artigo foi vetado porque definia o valor em salários mínimos - o que, segundo o deputado, não pode ser aprovado. 

A multa prevista era de 7,5 salários mínimos. Ele agora pretende aprovar um projeto que inclui uma multa, definida em R$ 5.085, para quem não respeitar a lei. "Mesmo sem multa, porém, a lei é clara quanto à proibição de qualquer tipo de taxa", disse Robério Negreiros.

Fonte: Terra

26 de mar. de 2013

Neurocientista mostra avanços em projeto para paraplégico andar na Copa

Ilustração de DNA
Uma corrida da ciência contra o tempo! Um pesquisador brasileiro quer fazer uma pessoa com paralisia voltar a andar, na abertura da Copa de 2014. 

O neurocientista Miguel Nicolelis está numa corrida contra o tempo, e ele mesmo se impôs. Ao ser questionado se isso não seria um pouco anticientífico, ele disse que não.

“Não. Nós sabemos dosar o que é que precisa ser feito a longo prazo e o que pode ser canalizado pra uma demonstração técnica. Nós vamos demonstrar a viabilidade de um conceito, que começou a ser desenvolvido  há 15 anos atrás”, diz Miguel Nicolelis, neurocientista.

O conceito virou um projeto ambicioso e polêmico. Fazer um jovem paraplégico, do Brasil, voltar a andar. O objetivo é ousado e a ocasião, a mais pública possível: o primeiro jogo da Copa do Mundo de 2014, marcado para São Paulo.

“Nós temos as nossas equipes nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil trabalhando em coordenação. Estamos correndo contra o tempo”, diz Nicolelis.

E à frente dessa pesquisa tão avançada, na Universidade Duke, uma das melhores do mundo, está um brasileiro: o neurocientista paulistano Miguel Nicolelis.

“Essa demonstração é simplesmente para revelar ao mundo o potencial que essa área de pesquisa tem no futuro de reabilitar milhões de pessoas que hoje vivem ou em cadeiras de rodas ou em leitos sem poder se mexer”, diz Miguel Nicolelis.

Se tudo der certo, o paciente com paralisia vai usar um traje  robótico, chamado de exoesqueleto. Ou seja, um esqueleto por fora do corpo. E todos os movimentos serão controlados só com a força do pensamento.

No ano passado o programa Fantástico, da TV Globo, mostrou o primeiro protótipo de uma perna de exoesqueleto. Só tinha uma, tinha acabado de ficar pronta, e o programa até precisou improvisar um pouco para mostrar como ela funcionava. Mas agora avançou bastante. São duas pernas, com pés, e o aspecto geral já é de uma coisa muito mais bem acabada. A pesquisa está seguindo.

A equipe de Nicolelis atua em várias frentes. Mas o objetivo é um só: por meio de estudos com animais, aprender a captar, interpretar e transmitir os sinais do cérebro para que eles se transformem em movimento.

O trabalho parece um videogame. “Nós últimos seis meses, avançamos com o nosso conceito de criar avatares realistas de animais, de primatas, para treinar os animais nas tarefas”, explica, Miguel Nicolelis.

O avatar é um desenho, uma representação gráfica do animal.


O projeto, chamado de Walk Again(tradução: Andar de novo), reúne pesquisadores dos Estados Unidos, da Europa e do Brasil. E é do Brasil que vem boa parte da verba. O governo federal liberou mais de R$ 30 milhões para o projeto Walk Again.

Para entrar na fase humana da experiência, o grupo de Nicolelis fechou uma parceria com a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD).

“O que nós vamos fazer é apostar toda a nossa experiência com os nossos pacientes para complementar o projeto dentro de um laboratório de neurorobótica”, diz o superintendente geral da AACD João Octaviano Machado Neto.

E uma outra etapa foi cumprida: a Fifa autorizou oficialmente a demonstração na abertura da Copa.

“Nos foi dado o sinal verde para continuar os trabalhos e para planejar a possibilidade se tudo der certo, se tudo estiver pronto, de fazer essa demonstração”, acredita Nicolelis.
Agora, resta aos cientistas correr contra o tempo. E apresentar o resultado daqui a um ano, dois meses e 19 dias.

Cadeirante brasileiro completa backflip e sonha com Megarampa

Pedro Henrique acena e sorri para a foto
Seja de moto, jet ski, no surfe ou sand board, o backflip é a manobra mais desafiadora dos esportes radicais e poucos atletas já se arriscaram a executar o perigoso mortal para trás

Recentemente, um brasileiro corajoso entrou para esse seleto grupo ao realizar a manobra a bordo de uma cadeira de rodas. 

Aos 28 anos, Pedro Henrique Amorim é o primeiro cadeirante do Brasil, segundo do mundo, a alcançar o feito e afirma que não vai parar por aí.

 - Quando você acerta não tem sensação melhor. É a melhor sensação do mundo quando você consegue completar uma manobra, uma coisa que você está tentando há muito tempo. Quero chegar no topo do mundo, no máximo que der. Na Megarampa seria um esquema legal - afirmou Pedro.
 
A façanha de Pedro aconteceu em uma pista pública, em frente à praia, na cidade de Caraguatatuba, litoral Norte São Paulo. Antes disso, apenas o americano Aaron Wheelz havia conseguido completar a manobra, o que inspirou o brasileiro.

- Eu comecei a fazer manobras vendo o vídeo dele, com certeza ele me inspirou bastante.
Mas a trajetória do atleta até a conclusão da manobra não foi fácil.

 A vida de Pedro começou a mudar após um acidente de carro, em 2005, o impossibilitar de caminhar. Apesar das dificuldades, ele seguiu em frente e começou a praticar o hardcore sitting, onde adaptou o surfe e o skate para sua nova condição. 

Os treinos para realizar o backflip começaram há um ano e quatro meses e nesse período foram oito cadeiras quebradas, até o desenvolvimento de uma cadeira especial, como explica Pablo Abreu.

- É uma cadeira leve, pesa seis quilos, tem sistema frontal de amortecimento, que é a única forma que a gente tem para segurar os impactos, e além de tudo ela é toda travada, uma cadeira que não quebra. As rodas são reforçadas, pneu grosso, folha de BMX profissional. 

São rodas que saem para ter mais mobilidade e foi graças a ela que a gente conseguiu todas as manobras. Enquanto a gente não tinha uma cadeira dessa, não tinha desenvolvido, a gente ficou na mesmice - disse Pablo.

Além da tecnologia da cadeira, outras providências são essenciais para a segurança do atleta. Pedro não dispensa o capacete específico de BMX, as cotoveleiras e joelheiras. Ele também conta com a ajuda do skatista Marcelo Castilho, seu companheiro nas pistas, para conseguir melhorar cada vez mais.

- Sou companheiro dele na sessão. Todo skatista, qualquer atleta radical, tem que ter alguém do lado, porque queira ou não queira chega ser perigoso praticar sozinho. Para a cadeira de rodas, como é novo, me adaptei e estou do lado dele para ajudar a subir rampa, saber onde passar, por onde ir para pegar velocidade - afirmou Marcelo.

Antes de realizarem qualquer manobra, Marcelo e Pedro analisam os obstáculos e calculam os movimentos que farão. Isso evita que acidentes aconteçam, além de conseguirem sincronizar as manobras que farão na sessão.

- Hoje em dia a gente tem toda uma técnica de cair. A gente tem que aprender a fazer as manobras, mas antes tem todo um esquema de você aprender a cair também para não se machucar. Saio rolando, não deixo ralar o corpo no chão - explicou Pedro.

 A cadeira também conta com um cinto com velcro que prende as pernas de Pedro ao assento e outro para manter os pés firmes. A rampa escolhida para realizar a manobra tem aproximadamente 1,60m de altura e Pedro precisou de apenas três tentativas para realizar o backflip completo.

- O impulso é com o pescoço. Na hora que a cadeira começa a subir na rampa, já jogo a cabeça para trás e depois, na sequência, puxar com o braço, a tendência dela é virar. Quando estou de cabeça para baixo já tenho a manha de olhar para ver como vou aterrissar.

Fonte: Sportv

Paixão de Nova Jerusalém (PE) tem acessibilidade para pessoas com deficiência

 

O espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, encenado no distrito de Fazenda Nova, no Brejo da Madre de Deus, Agreste de Pernambuco, é conhecido por sua grandiosidade. Cenários ricos em detalhes, iluminação pensada para dar mais realismo, efeitos sonoros para envolver o público. 

A história que emociona tantas pessoas há mais de 40 anos também é acessível para aqueles que não podem escutar os diálogos, enxergar a movimentação da cena ou percorrer os nove cenários. Esse trabalho de inclusão é feito por voluntários, muitas vezes moradores da região, que entendem a importância do papel que desempenham.

A intérprete tradutora da Língua Brasileira de Sinais (Libras) Jaqueline Martins se reveza com o também voluntário Marcos Ribeiro para levar aos surdos que viajam até Nova Jerusalém a compreensão dos sons e diálogos que compõem a Paixão de Cristo. Posicionados sempre próximos ao palco, eles contam com o apoio de uma lanterna, que ilumina as mãos de forma que seja possível enxergar os sinais e alternar a atenção entre a cena e o tradutor.

Filha de surdos, Jaqueline abraça a causa e ressalta a importância de um trabalho como esse. “Muitos viam o espetáculo, a grandiosidade dos cenários, mas não compreendiam o que os atores diziam. 

O intérprete escuta os diálogos e vai traduzindo, é natural. A gente que fala [Libras] no dia a dia, quando se dá conta, as mãos já estão indo e vindo”, conta a intérprete.

Surdo, o designer Tiago Albuquerque é um daqueles que já assistira à Paixão, observando principalmente os cenários. “Visualmente, é um espetáculo muito bonito. Eu vim quando mais novo, mas agora fica mais claro com os tradutores”, explica. 

O ator Alan Godinho veio de São Paulo para Pernambuco especialmente para ver a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, com os tradutores de Libras. “É um teatro muito rico, claro que estou gostando, aproveitando essa oportunidade de assistir com os tradutores. É famoso no Brasil inteiro. A questão da acessibilidade é muito importante para nós”, ressalta Godinho.
Audiodescrição

Batalhador desde muito jovem, o publicitário Milton Carvalho anda com seu cão-guia por todos os lugares, inclusive pela Paixão de Cristo. Apaixonado por cultura, Carvalho não perdeu a oportunidade de ir até Fazenda Nova para conhecer melhor a peça através do trabalho das audiodescritoras. 

“Isso é algo espetacular, poder ter a dimensão das coisas. Sem a audiodescrição, eu não conseguiria compreender, ela faz com que o espetáculo seja para nós, que não podemos vê-lo, tão normal quanto para qualquer outra pessoa”, afirma o publicitário.

Atuando em diversas áreas, as voluntárias Sílvia Farias, Liliana Tavares e Thais Lima têm em comum a função de descrever a montagem, para aqueles que não conseguem ver o que está ali.

 “A gente recebe um DVD e o roteiro do espetáculo. Assistimos e então fazemos o nosso roteiro de audiodescrição, que contém desde cenários, figurinos, atores, movimentação em cena e até mesmo o colega que está ao lado”, explica Liliana.

O procedimento é relativamente simples. Andando em grupos, elas observam tudo em volta e vão descrevendo. “A gente busca ambientar, dizer quantas pessoas estão ao redor, se está nublado, se alguém chegou, como estão vestidos, quem está sorrindo, quem está chorando”, exemplifica Thaís, ressaltando que não se pode ficar preso ao script. “O que a gente busca é que eles sejam incluídos, ou seja, rirem quando todo mundo rir, chorarem quando todo mundo chorar”, diz.

Sílvia lembra ainda que a audiodescrição não incomoda ninguém, já que os pessoas com deficiência visual estão com fones nos ouvidos e elas falam apenas no microfone. 

"Conversar com eles ao final é muito importante, para saber se conseguimos mesmo passar as imagens do que estava acontecendo em cena. É a melhor parte o trabalho”, acredita. “A audiodescrição pode e deve estar presente não só na área cultural como na jurídica, na empresarial. Eu trabalho com cultura porque é do que sou mais próxima, conheço mais para poder falar”, explica Liliana.
Dificuldade de locomoção

A cidade-teatro tem cem mil metros quadrados e nove cenários. Embora não tenha muitos degraus, a locomoção com cadeiras de rodas não é fácil, ainda mais com inclinações muito acentuadas. 

Há mais de vinte anos, segundo o presidente da Sociedade Teatral de Fazenda Nova (STFN), Robinson Pacheco, há pessoas para empurrar as cadeiras de roda durante o espetáculo.

Um dos voluntários é o enfermeiro Murilo Silva. Morando em Fazenda Nova, há quatro anos ele mostra a importância da conscientização

“A gente se sente bem em ajudar o próximo. Incluir as pessoas dentro de um espetáculo é algo muito importante, todos devem ter as mesmas oportunidades”, acredita Murilo.

Aos 86 anos, Maria das Vitórias Araújo achava que não poderia mais assistir ao espetáculo de Nova Jerusalém. “Quando vim da outra vez, ainda era no meio do mato. Sabia que andava muito. Era muito corrido, eu sabia que não ia aguentar tantas horas e andar tanto aqui”, admite. “Ia ser muito complicado trazê-la se não tivesse a ajuda deles para empurrar”, acredita a filha, Juracir Araújo.

Há cinco anos, as donas de casa Lúcia Nascimento e Daniela Santos trabalham como voluntárias empurrando as cadeiras através dos cenários. 

Embora seja um pouco cansativo, ambas afirmam que vale a pena. “É tão divertido, você conhece cada dia uma pessoa diferente, que te dá cada lição de vida. Enquanto a gente está aqui não sente o cansaço, só depois mesmo”, explica Lúcia.

O serviço de audiodescrição e de tradução em Libras foi fruto de uma parceria com o governo do estado e oferecido em apenas um dia desta temporada. A questão, explica o presidente da STFN, não é por ser caro, mas sim por uma questão de qualidade de serviço. “Você não tem como ter o teatro com dez mil pessoas e dar a atenção necessária, o espaço necessário para os grupos”, explica Robinson.

Paixão de Cristo

O espetáculo deste ano fica em cartaz até o sábado (30/03). Com direção de Carlos Reis e Lúcio Lombardi, o espetáculo que conta os últimos dias de Jesus tem mais de 500 atores e figurantes. 

No elenco, estão os atores globais Marcos Pasquim, interpretando o rei Herodes; Carol Castro dando vida a Maria Madalena, e Carlos Casagrande fazendo o papel de Pilatos. Entre os pernambucanos, José Barbosa faz Jesus pela segunda vez e Luciana Lyra interpreta Maria.

Quem sai do Recife de carro ou de ônibus tem duas opções: a BR-232 e a PE-90. Para quem vem de outros estados, há as BRs 316, 116, 304, 101, 235, 110 e 104. 

Os ingressos estão à venda no estande da Paixão de Cristo, localizado no 1° andar do Shopping Center Recife, próximo aos cinemas. Também é possível comprar nas bilheterias da cidade-teatro e no escritório de Nova Jerusalém, pelo telefone (81) 3732.1129. Os ingressos variam  de R$ 60 a R$ 90 e podendo ser pagos em até 12 vezes no cartão de crédito, se comprados no site oficial.

Fonte: G1

Integrantes do Rio 2016 avaliam acessibilidade para cadeirantes no Aeroporto Internacional (RJ)

Pessoas sentadas em cadeira de rodas no aeroporto Galeão
Seis profissionais do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ e da  Autoridade Pública Olímpica (APO), percorreram, de cadeiras de rodas, o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, o Galeão, na semana passada (dia 19/03). 

A visita técnica contou com apoio da Infraero e teve a intenção de verificar oportunidades de melhoria de mobilidade e acessibilidade às instalações do Galeão, que receberão em 2016 um grande número de pessoas com deficiência em reduzido espaço de tempo.

Profissionais das áreas de acessibilidade, transportes e chegadas e partidas do Comitê Rio 2016™ participaram da visita. O especialista em Chegadas e Partidas do Departamento de Operações, José Maggessi, coordenou a visita e fez questão de percorrer o aeroporto inteiro de cadeira de rodas.

“Observamos o aeroporto por outra ótica, outra perspectiva. Correu tudo dentro do previsto”, disse. “É importante enaltecer a atitude da Infraero, que nos deu total apoio para realizar essa visita, afinal de contas estamos todos no mesmo time”, disse.

Maggessi esteve em Londres durante os Jogos Paralímpicos e lembrou que a demanda do aeroporto durante as chegadas e partidas de delegações é muito maior do que em um dia qualquer.

“Observei desembarques de várias delegações como o da Rússia, por exemplo, que tinha 236 representantes paralímpicos, sendo 24 cadeirantes e da Malásia, com 16 cadeirantes no mesmo dia. 

Todo o processo de desembarque das delegações levou menos de 2 horas nos dois casos. Esta qualidade que iremos buscar e para tal devemos nos conscientizar dos desafios que temos pela frente”, disse.

A visita do Comitê Organizador Rio 2016™ começou pelo Terminal 1, o mais antigo e que precisa de mais investimentos para receber a enorme demanda dos Jogos.

“Fizemos o caminho normal de um viajante. Partimos da calçada, passamos pela área de check-in, subimos ao terceiro andar na praça de alimentação, voltamos para embarcar em uma ponte de embarque, visitamos alguns banheiros e testamos o uso de telefones, totens de atendimento de check-in, bebedouros, bancos 24 horas... Em seguida, fizemos a rota normal de desembarque. Depois fizemos o mesmo processo no Terminal 2”, explicou Maggessi
A visita técnica do Comitê Organizador Rio 2016™ ao Aeroporto Internacional Tom Jobim foi acompanhada por profissionais da Infraero, como o gerente de Operações, Paulo Roberto da Silva, o coordenador de Terminais, Jorge Luiz Ribeiro, e a gerente de Marketing e Comunicação Social, Silvia Vilanova.

“A visita foi importante para que o Comitê Rio2016™ e a Autoridade Pública Olímpica pudessem conhecer a infraestrutura disponível no aeroporto. O Galeão tem como exemplo de sucesso na área de acessibilidade a operação realizada durante os Jogos Parapanamericanos, promovidos em 2007 no Rio”, lembrou Paulo Roberto da Silva.

Fonte: Rio 2016

25 de mar. de 2013

Novo portal traz produtos e serviços para pessoas com deficiência

Tecla de computador com o símbolo da acessibilidade
Na segunda quinzena de março, foi lançado o Portal Usina da Inclusão, parceiro do Vida Mais Livre. 

Ele é o primeiro portal brasileiro de conteúdo colaborativo com produtos e serviços para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. 

O conteúdo do portal aborda soluções em tecnologia assistiva, acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

Nele, empresas e profissionais poderão compartilhar gratuitamente os seus produtos e serviços desenvolvidos para melhorar a qualidade de vida dessa importante parcela da população que, segundo dados do IBGE 2010, é representada por cerca de 45 milhões de brasileiros.

A proposta do site é impulsionar também que pessoas com deficiência e mobilidade reduzida colaborarem efetivamente para melhorar esses produtos e serviços dando sugestões, contando sua experiência e trocando ideias com especialistas, profissionais e empresas do segmento.

O idealizador do portal

O idealizador do portal, Lincoln Tavares, é jornalista, ativista de direitos humanos e Sócio Diretor do Portal Usina da Inclusão. Trabalhou por mais de seis anos na Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade da Prefeitura de São Paulo – primeira do gênero no Brasil, onde coordenou o Programa Censo-Inclusão e Cadastro-Inclusão de Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida e a Assessoria de Comunicação e Imprensa.

Parceiros e apoiadores do projeto

Vida Mais Livre
Blog Deficiente Ciente
Prodeaf
VSB Acessível
Arpa Acessibilidade
i.Social
Montele Elevadores