4 de ago. de 2014

"Uma vitória", diz jovem com deficiência que realizou prova da OAB pela primeira vez no AP

Foto de Carlos em sua cadeira de rodas


Carlos Rafael da Silva tem 22 anos e nasceu com paraplegia. A deficiência, porém, não o impediu de ir atrás do sonho de se tornar advogado. 


O jovem cursa o 10º semestre de direito e está entre os 600 candidatos inscritos na primeira fase do XIV Exame de Ordem Unificado, realizado neste domingo (3), em Macapá. A prova acontece em todo país de 13h às 18h.


"É a primeira vez que vou fazer essa prova e ser aprovado será uma grande vitória, pois é um exame muito difícil e todos esperam que os esforços sejam compensados. Depois de cinco anos estudando a minha aprovação será uma grande luta vencida", afirmou o jovem, que, se aprovado, quer atuar na área civil.


Rafael relata ter contado com o apoio da família e dos amigos para participar do concurso. "Sempre me deram força para enfrentar esta batalha. Estudei bastante e vou entrar preparado na sala", reforçou o rapaz.
 

Prova
 

Ao todo, 600 pessoas se inscreveram para participar da primeira fase do exame em Macapá. Segundo a Ordem dos Advogados (OAB) secção Amapá, o alto número de candidatos é reflexo de uma normativa que permite que estudantes cursando o 9º e o 10º semestre de direito também participem do concurso. A segunda fase acontece no dia 3 de setembro.


"A primeira fase é um processo objetivo em que o candidato tem que acertar no mínimo metade das questões para se qualificar. 


Já a segunda fase é uma peça prática profissional, onde o candidato escolhe uma área para responder questões sobre o tema", explicou membro da comissão do exame da OAB no Amapá, Marco Antônio Costa.


Fonte: G1

Mãe cria série fotográfica retratando sua filha com Síndrome de Down para estreitar os laços com ela

Foto de Alice, filha da fotógrafa


Depois de receber a notícia de que a filha tinha Síndrome de Down, a fotógrafa Sian Davey teve uma reação de desespero e rejeição por ter tido um bebê “imperfeito”. 


Davey sentia ansiedade e despreparo para lidar com a situação. Seus anseios estavam afetando a relação com a pequena e penetrando seus sonhos.


“Um dia, sonhei que Alice estava enrolada em um cobertor e eu tinha esquecido tudo sobre ela. Eu desembrulhei o pacote apertado para alimentá-la e descobri que ela estava coberta por um líquido branco – um fluído de negligência. E, ainda assim, eu era incapaz de alimentá-la e incapaz de responder às suas necessidades básicas”.


Depois de ter tido este sonho, a mãe percebeu que Alice estava sentindo sua rejeição e viu que a responsabilidade de criar e dar amor incondicional à menina estava em suas mãos.


“Eu tive que escavar profundamente meus próprios preconceitos e fazer brilhar uma luz sobre eles. O resultado foi que caí de amor pela minha filha”.


Para demonstrar que nasceu dentro dela mesma o amor de mãe, e que passou por cima dos limites de rejeição, preconceito, desespero e estereótipos impostos por uma sociedade que vira os olhos para a “normalidade” cravejada, Sian Davey fez uma série de fotos intitulada “Looking for Alice”.


As imagens retratam sua aproximação com Alice e o amor incondicional que se constituiu entre mãe e filha.


Para ver todas as imagens, clique aqui.
 
 
Fonte: Hypeness


1 de ago. de 2014

A criança hospitalizada e seu direito à educação



Muito falamos em educação inclusiva total como a única forma de acompanhamento educacional especializado. Nessa fala, nos esquecemos dos alunos em condições de hospitalização, que demandam de classes hospitalares ou acompanhamento pedagógico domiciliar. 


Agora você deve estar imaginando que somente pessoas que possam pagar tutores ou professores especializados, hospitais particulares e infra-estrutura necessária para que o processo ocorra é que terão esse direito assegurado. Se enganou, é dever do estado viabilizar educação a essas crianças em condições especiais.
 
As classes hospitalares e o atendimento pedagógico domiciliar garantirão que crianças, jovens e adultos impossibilitados, temporária ou permanentemente, de frequentar a escola, mantenham seu vínculo com o sistema regular de ensino por meio de um currículo adaptado, o que favorecerá o seu ingresso, retorno ou adequada adaptação ao espaço escolar correspondente, como parte do direito de atenção integral. 


É importante que o atendimento esteja vinculado a uma unidade pedagógica das Secretarias Estaduais, Distrito Federal e Municipais de Educação, bem como clínicas dos sistemas e serviços de saúde.
 
Os hospitais deverão solicitar às Secretarias de Educação o serviço de atendimento pedagógico hospitalar e é a Secretaria de Educação que deverá contratar e capacitar os professores, prover recursos financeiros e materiais para que o referido atendimento seja realizado.
 
Alguns de vocês devem estar pensando: lugar de criança é na escola. Eu também acho, mas nem sempre é possível e muitas vezes o processo de internação hospitalar se faz necessário. 


Nesse momento, vou ter que dizer, tudo bem, estamos lutando pela vida, a recuperação da saúde é o objetivo primordial tanto para os profissionais da educação como para os profissionais da saúde. 


É claro que mesmo nesse contexto, a educação cumpre seu papel fundamental em modificar o mundo, proporcionando para a criança o direito de receber educação.
 
À medida que o processo dessa ação educativa é dada no hospital, quebra a rotina hospitalar diária, tornando a vida menos dolorosa. Ela aproximará a criança do ambiente escolar e permitirá a construção do saber.
 
A formação dos professores desse ambiente tão especial deve ser diferenciada também. É de fundamental importância que eles conheçam as enfermidades ou patologias mais comumente encontradas nos hospitais, o conhecimento fará com que ocorra o respeito ao limite clínico de cada criança. 


O ambiente hospitalar e noções de primeiros socorros também devem ser de conhecimento do professor inserido no ambiente hospitalar.
 
Todas as crianças tem direito a educação. Sim, continuo a favor da educação inclusiva, mas como já disse anteriormente, a uma educação inclusiva consciente e responsável. Tenho medo da educação inclusiva radical. 


A classe hospitalar é uma possibilidade que nem todas as famílias cujas crianças estão hospitalizadas temporária ou permanentemente conhecem. É uma possibilidade que não é divulgada como deveria. Que tal começarmos a multiplicar essa ideia?


Matéria da Colunista:Erika Longone

Fonte: Vida Mais Livre


Instituição alerta para os perigos das doenças de visão em idosos no Brasil

 


A Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo faz um alerta, para divulgar entre os idosos os perigos da Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), considerada a principal causa de cegueira mundial em pessoas acima dos 60 anos.


No começo da doença a DMRI causa desconfortos que são por vezes confundidos com uma baixa de visão devido ao processo de envelhecimento do corpo humano. 


Alguns pacientes podem não notar os sinais da doença, uma vez que um olho acaba compensando naturalmente a deficiência do outro.
 

Para ser capaz de cuidar da doença, que pode ser curada, tendo o paciente a sua visão restaurada, é importante que o idoso chegue ao diagnóstico o mais rápido possível, já que o paciente pode ficar completamente cego, caso não receba o tratamento adequado.


Os interessados em realizar os testes gratuitos podem acessar o site ‘Doenças da Retina’ , lançado pela farmacêutica suíça Novartis. 


No portal o usuário pode acessar informações sobre os sintomas de doenças que podem afetar a visão e realizar até mesmo um teste online, mas que mesmo assim não substitui uma consulta com um profissional da área.


Fonte: G1 


Unimed-BH abre nova turma de qualificação para pessoas com deficiência

 


 Interessados em se preparar para o mercado de trabalho já podem se inscrever na nova turma do Programa de Formação Profissional para Pessoas com Deficiência (PCDs) da Unimed-BH


O curso de capacitação tem como objetivo formar profissionais para o desenvolvimento de atividades administrativas. 


As inscrições estão abertas até 1º de setembro e podem ser realizadas por meio do Grupo Selpe, parceiro na etapa de recrutamento e seleção.
 
Para participar do processo seletivo, é preciso possuir Ensino Médio completo. Os currículos podem ser encaminhados para unimed@gruposelpe.com.br ou entregues pessoalmente no Grupo Selpe. 


O curso tem duração de três meses e carga horária de quatro horas por dia, entre 13h e 17h. São ministradas aulas teóricas e práticas de conteúdos diversos, como desenvolvimento pessoal, comportamento profissional, mercado de trabalho, língua portuguesa, matemática, informática básica e funcional, Excel Básico, Regulamentação de Planos de Saúde e Organização do Sistema de Saúde.
 
Cuidar das pessoas está na essência da Unimed-BH e, para a gestora de Recursos Humanos, Lucianna Feres, isso inclui prepará-las para boas oportunidades. 


“A Cooperativa é uma das pioneiras nesse modelo de capacitação profissional. Desde 2012, quando o programa foi criado, grandes talentos já foram revelados”, afirma. 


A ação qualifica e forma profissionais com deficiência física, visual, auditiva e mental. “Nosso maior compromisso é preparar os profissionais para o mercado de trabalho, integrando e valorizando-os pela competência”, completa a gestora.
 
A iniciativa foi estruturada em sintonia com o Programa de Responsabilidade Social Cooperativista da Unimed-BH. Uma série de investimentos para a inclusão dos profissionais com deficiência foi realizada. 


Além de modificações na estrutura física das unidades, ações para sensibilizar os gestores para o recrutamento foram desenvolvidas e equipes foram preparadas para receber os novos colaboradores.
 
Programa de Formação Profissional
 

As atividades são promovidas em parceria com o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), responsável pelo conteúdo do curso e por disponibilizar os instrutores para as aulas. 


A seleção dos participantes envolve análise de currículos, entrevista coletiva, entrevista individual, avaliação psicológica, entre outros. 


Durante o curso, os alunos recebem uma bolsa-auxílio, vale-transporte, lanche, seguro de vida e assistência médica. Os currículos dos participantes são direcionados para o Banco de Talentos da Cooperativa e podem ser aproveitados para as vagas existentes.


Tabela periódica em alto relevo ajuda estudantes com deficiência visual no Paraná




Seis estudantes do curso de Química, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus Toledo, no oeste do Paraná, estão desenvolvendo um projeto para a construção de uma tabela periódica em resina cristal para pessoas com deficiência visual.  

De acordo com o professor Marcos Freitas de Moraes, a ideia surgiu em 2008, quando outra turma de alunos fez a pesquisa para o trabalho de conclusão de curso. 


“Eu tinha participado de um curso sobre inclusão oferecido pelo programa institucional de ações relativas às pessoas com deficiência (PEE), na Unioeste, campus de Cascavel, e tive contato com materiais para a educação de pessoas com deficiência, escrevi artigos a respeito e dei a sugestão de tema para o grupo”, conta. Porém, após a conclusão do curso pelos universitários, o projeto ficou na gaveta por quatro anos.


Em 2013, a aluna Letícia Costa Curta, sugeriu ao professor que o projeto fosse retomado. “Eu falei que iriamos precisar de mais gente porque era trabalhoso e de imediato apareceram mais alunas interessadas”, relembra o professor. 


Junto com Letícia e orientadas por Moraes, as alunas Anna Caroline Rodmann, Bruna Rafaella da Silva, Ligiany Rodrigues Passos, Karolina Royer e Paula Nogueira resgataram o projeto.


A estudante Ligyani conta que entrou no grupo porque precisava de um trabalho de pesquisa e extensão, mas acabou se envolvendo. 


“Tive um crescimento social com a pesquisa e, ainda, estou colaborando para o desenvolvimento da sociedade”, salienta.


O material usado para fazer a tabela foi escolhido depois de muita pesquisa. “As tabelas tradicionalmente usadas em braile são de papel e com o tempo ficam desgastadas porque a pessoa com deficiência aperta e as marcações acabam sumindo. Na busca pelo material ideal descartamos o plástico porque precisa de uma máquina para aquecer e é muito caro. Então, chegamos à resina cristal, que é usada em chaveiros e é fácil de moldar, além de secar rápido”, explica o professor.


De acordo com o professor, no papel a tabela periódica também funciona no ensino, mas não é prática para o aluno. 


“É muito grande e fica complicado o manuseio em sala de aula porque a carteira é pequena. E o abrir, fechar e passar os dedos faz com que o relevo comece a desaparecer. Na resina o aluno aperta a vontade e sente melhor as informações contidas”, complementa.


Depois que o protótipo foi montado, o grupo decidiu inscrever a pesquisa no programa de incentivo da Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI) em parceria com a Fundação Araucária, e conseguiram uma bolsa de iniciação científica de R$ 72.9 mil. 


“Começaram tudo do zero, e dois meses depois abriu o edital da FPTI, fizemos e inscrição as meninas ganharam a bolsa de dois anos e o projeto recebeu uma verba para a compra de material”.


A pesquisa também tem o apoio do Núcleo Regional de educação de Toledo e o objetivo do grupo é visitar as seis escolas que ensinam alunos cegos.


“Estamos trabalhando com uma aluna do Centro Estadual de Educação Básica de Jovens e Adultos (CEEBJA), mas a partir de outubro ou setembro vamos começar a visitar os colégios da região para os professores e alunos conhecerem o material”, diz.


O grupo acredita que o projeto será distribuído nas escolas depois que a pesquisa for concluída. “Se a Fundação achar que deve ser distribuído em larga escala, eles vão registrar a patente e fazer a distribuição por conta. 


A gente acredita que eles façam, sim”, diz o professor confiante. “Posso ajudar outros alunos a terem a mesma oportunidade que eu tive de estudar”, finaliza Ligyani.


Fonte: G1


Jovem de 15 anos cria aparelho que ajuda cegos a identificarem cores

Foto de Matias com seu aparelho


Matías Apablaza, 15, é um estudante do Instituto Tecnológico del Comahue, da cidade de Neuquén, na Patagônia, Argentina. 


O adolescente, que é fã do inventor Nikola Tesla e dos físicos Albert Einstein, Isaac Newton e Max Planck, criou um equipamento que pode ajudar pessoas cegas a "enxergar" cores.


Apablaza desenvolveu um dispositivo portátil e de baixo custo que converte a cor (um conceito abstrato) em sons associados. Cada cor seria representada por um som diferente.


O adolescente, que aprendeu a programar por conta própria vendo vídeos na internet desde os 9 anos de idade, buscou inspiração nas pessoas com deficiência visual de uma instituição que realiza trabalhos de macramé (técnica de tecer fios) e têm dificuldade para reconhecer as cores das linhas usadas. 


Eles contaram a Matías Apablaza que os dispositivos existentes que distinguiam as cores eram muito caros e, portanto, inacessíveis para a instituição.


O jovem procurou então criar um equipamento pequeno, que coubesse no bolso da calça, e que fosse fácil de usar. Ele considerou ainda a possibilidade de alguns smartphones realizarem a conversão de cores para sons, tornando a máquina acessível a todos.


A invenção lhe valeu o primeiro lugar na primeira edição argentina do concurso da Feira de Ciência do Google. Com o prêmio no valor de US$ 1.000 (cerca de R$ 2.246), Matías Apablaza pretende aprimorar seu dispositivo.


No dia 22 de setembro, um vencedor global entre um grupo de 15 finalistas escolhidos, cujos nomes serão anunciados em agosto, será premiado com US$ 50.000, uma viagem para as Ilhas Galápagos e experiência no CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), no Google e no Grupo LEGO, além do livre acesso durante um ano aos arquivos digitais da "Scientific American" para a escola do vencedor.


Fonte: UOL