5 de nov. de 2014

Pesquisa aponta aumento do uso da internet por pessoas com deficência intelectual

Tecla de computador com o símbolo da acessibilidade
Uma recente pesquisa feita por uma instituição irlandesa indicou que o uso da internet por pessoas com deficiência intelectual cresceu de 7,3% para 10,5%. 


O número, porém, ainda é bem abaixo do uso da população total, que fica em torno de 77%.
 
Esses dados apontam que essa parcela da população ainda se encontra, em grande parte, fora da era da informação. 


No Brasil, instituições como o Centro Israelita de Apoio Multidisciplinar (CIAM), que presta serviços a pessoas com funcionamento intelectual inferior à média populacional (QI <70) associado a limitações adaptativas, estimulam o ensino e a prática da computação.
 
Em sua unidade de São Paulo, o CIAM conta com laboratório de informática e monitores, entre eles ex-alunos da instituição, estimulando assim uma importante política de inclusão social. 


“Saber acessar a internet e usar um computador é fundamental para a sociedade moderna. Por isso essa prática deve sempre ser adotada e incentivada por todos os organismos que lidam com essa parcela da população”, diz Marcos Magalhães Vasquez, Coordenador Técnico da unidade.
 
O especialista destaca ainda que o contato com a informática tem um importante aspecto pedagógico e psicológico. “O uso do computador estimula o raciocínio, a leitura, a busca por informações e a ampliação do contato social”, afirma.


Fonte: SEGS


Em Santos, Escola Radical de Surf lança prancha multifuncional

Foto de um aluno na prancha com pessoas da equipe em volta
 

A Escola Radical de Surf de Santos (SP) apresentou, na manhã deste sábado, uma prancha multifuncional para auxiliar alunos com deficiências. 


O coordenador da escola, Cisco Araña, desenvolveu o equipamento baseado na experiência com alunos cegos, tetraplégicos, déficit de atenção, Down, autistas e os que sofrem de paralisia cerebral.


O equipamento contém vários elementos adaptáveis (módulos removíveis), construídos de material flexível e anti-impacto, que permitem anatomicamente um encaixe mais seguro para o aluno durante as atividades. 


Segundo Araña, a nova prancha foi uma adaptação de outro modelo lançado há sete anos.


- É uma evolução da (prancha) desenvolvida em 2007, para pessoas com deficiência visual, dentro do Projeto Sonhando Sobre as Ondas, que apesar de excelente se mostrou mais limitada para outras patologias - revelou Cisco.


Primeiro surfista cego do Brasil, Valdemir Pereira, de 45 anos, esteve no lançamento do novo equipamento. Ex-aluno da Escola Radical de Surf, ele aprovou as adaptações e comemorou a iniciativa.


- Fico muito satisfeito, sabemos que aqui o artigo 5º da Constituição está sendo cumprido, com igualdade e oportunidade para todos - afirmou Valdemir.


Além da prancha multifuncional, a escola radical inaugurou o Núcleo de Terapia com Pranchas de Surf Adaptadas para Pessoas com Deficiência, que oferecerá aulas às segundas-feiras e já conta com 20 crianças com necessidades especiais inscritas. 


A Escola Radical de Surf fica na Praia da Pompéia e conta com dez professores que realizam aulas de surf e body board.




4 de nov. de 2014

Projeto de Lei prevê transporte gratuito para deficientes em Maceió




O prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), encaminhou à Câmara Municipal um Projeto de Lei que dispõe sobre o direito à gratuidade no pagamento de tarifas do sistema de transporte público de passageiros de Maceió. 


O projeto foi encaminhado para apreciação dos vereadores por meio de uma publicação no Diário Oficial do Município desta terça-feira (4).


O objetivo, segundo Palmeira, é beneficiar a população maceioense, em especial, às pessoas com deficiência ou com doenças incapacitantes no sistema de transporte público.


Para ter direito ao benefício, no entanto, é preciso preencher os requisitos necessários a exemplo da inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais, ter uma renda familiar bruta até dois salários mínimos, o domicílio no município de Maceió, além da exclusão do mercado de trabalho no caso de doenças incapacitantes.
"Com a medida, a prefeitura busca amenizar e reduzir as imensas barreiras enfrentadas por essas pessoas, de maneira que usufruam do mais básico direito assegurado constitucionalmente, dentre os quais o direito de 'ir e vir'", diz o prefeito na publicação.


A medida se enquadra no caso de pessoas que possuem algum tipo de deficiência física, auditiva, visual, mental e autistas. 


Os beneficiários do transporte público gratuito deverão obrigatoriamente, efetuar o cadastro na Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Maceió (SMTT), mediante atestados, exames médicos, entre outros.
 

A prefeitura destaca que a concessão do direito ao passe livre poderá ser estendida a  um
acompanhante nas mesmas condições já garantidas ao portador de deficiência, desde que seja necessário tal acompanhamento, bem como esteja devidamente previsto no atestado médico essa possibilidade.


Fonte: G1 


Homem cego supera desafios para o Enem e sonha em cursar música

Foto de Gilvan com óculos escuros abraçando seu teclado


José Gilvan Silva dos Santos, de 23 anos, tem deficiência visual e vai participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com o objetivo de ser aprovado no curso de Música da Universidade Federal de Sergipe (UFS)


A instituição utiliza a nota dessa avaliação para selecionar os estudantes. Para esse curso específico, é necesário ainda fazer uma segunda prova que consiste na análise da habilidade prática.


Na primeira fase, que será realizada nos dias 8 e 9 de novembro, o estudante vai realizar as provas acompanhado por um ledor


Os ledores são profissionais capacitados para realizar a leitura de textos e descrição de imagens que auxiliam pessoas com deficiência visual ou intelectual, autismo, déficit de atenção ou dislexia. Além disso, eles podem atuar como transcritores.


José Gilvan se diz preparado e com o domínio do instrumento que vai tocar durante o exame prático, a ser realizado entre os dias 16 e 19. "O teclado será meus olhos no Enem", brinca o estudante enquanto se prepara para o exame.


Com um sorriso estampado no rosto, o jovem tenta amenizar os obstáculos resultantes do glaucoma. “Com um ano de idade perdi a visão de um olho ao ser diagnosticado com essa doença. Até os cinco anos passei por várias cirurgias, idade em que perdi totalmente a visão”.


Natural do município de Lagarto, na região Centro Sul de Sergipe, Gilvan tem uma rotina de estudos diários, além de complementar o conhecimento específico com um curso presencial na capital e atividades a distância.


Constantemente convidado para tocar em bandas da região, ele conta que a vontade de se graduar em Música surgiu quando percebeu a dedicação das pessoas que trabalham com arte.


“Aos 13 anos fui apresentado ao teclado e com ele cresceu a vontade de estudar música. Hoje toco com alguns artistas e em festas de família ao lado dos meus três irmãos”, recorda.
 

Expectativa


A universidade disponibiliza 50 vagas para o curso de Música, mas se depender da professora de Gilvan, Teresa Cristina Criscuolo, uma já está garantida para o estudante. 


“Ele tem a excelência de ser um grande intérprete ao assimilar os estudos rapidamente. Seus estudos práticos e teóricos estão em dia e finalizados antes do tempo que estipulamos. Faço apenas uma ressalva para a parte do sofego, pois sua habilidade de ler a partitura pode ficar comprometida no que diz respeito ao tempo devido a figura do ledor”.


Com a proximidade das provas, Gilvan espera ser aprovado após tanto esforço. “Meus olhos só enxergam as partituras da melodia que vai ser tocada no dia em que me tornar o mais novo acadêmico do curso de Música”, revela.
 

Fonte: G1


Pessoas com deficiência ainda têm participação baixa na PEC

Foto de um homem cadeirante de terno e com um laptop
Ao todo, 23,9% da população brasileira - o que equivale a 45,6 milhões de pessoas - tem pelo menos um tipo de deficiência, seja ela auditiva, visual, motora ou intelectual. 


Quando consideramos deficiência em grau severo - dificuldade para ouvir, enxergar, caminhar e subir escada, entre outros -, esse número é de 12,8 milhões de pessoas, o que correspondente a 6,7% da população total. 




Quando se fala em mercado de trabalho para pessoas com deficiência, pode se verificar que, apesar das leis recentes que abrem vagas nas empresas a pessoas com deficiência, a participação desses brasileiros na população economicamente ativa ainda é pequena.


Os homens representam 26,4% da população economicamente ativa, enquanto 20,8% das mulheres ocupam esse espaço. Palmas, Brasília e Macapá foram capitais onde as mulheres com deficiência tiveram mais participação no mercado de trabalho.


Em geral, as mulheres são maioria nas duas faixas de pesquisa: tanto no total de pessoas que apresentam alguma deficiência (25,8 milhões contra 19,8 milhões de homens), quanto na severidade (com 7,1 milhões do total). O Nordeste é onde os índices de deficiência são maiores para ambos os sexos.


Alguns fatores influenciam na constatação de que mulheres possuem maior número de deficiências que os homens. Um deles, por exemplo, é a maior perspectiva de vida que elas têm em relação a eles. 


Com isso, as deficiências que aparecem na terceira idade são registradas, em sua maioria, em pessoas do sexo feminino. 


Segundo o IBGE, mulheres idosas possuem deficiência visual, mental e motora mais severas que os homens. Esses, por sua vez, apresentam maior deficiência auditiva.


Em relação à inserção social de crianças com deficiência, os dados mostram que essa condição não os afasta da escola. Isso porque 86,3% dos meninos e 88,4% das meninas com alguma deficiência em grau severo entre os 6 e os 14 anos de idade estavam na escola em 2010. 


Os que têm deficiência motora ou intelectual estão entre os que encontram dificuldades para ir à escola seja por falta de estrutura na escola, em casa ou no trajeto.


O estudo indica avanços no Brasil na proteção das pessoas com deficiência, principalmente das crianças, com uma renda estável de um salário mínimo para auxiliar nos gastos com os cuidados necessários, mas adverte que é preciso seguir investindo em estrutura de cuidado e educação para essas crianças, já que, em geral, o papel de cuidadora recai sobre as mulheres que ficam impedidas de acessar o mercado de trabalho.


Fonte: Terra



Professores desenvolvem aplicativo para pessoas com deficiência visual em Ourinhos, SP

Foto do aplicativo em um celular


Dois professores de Ourinhos (SP) desenvolveram um aplicativo para facilitar a vida das pessoas com deficiência visual


Usando a voz, eles podem postar conteúdos nas redes sociais, ter acesso às informações e conhecer objetos por meio de narrações.


Lisandra Correia consegue se manter informada pelo celular mesmo sendo cega. Ela nasceu com ritinose pigmentar, uma doença hereditária que não tem cura. 


O aplicativo Websonora é direcionado para pessoas que não enxergam. O sistema permite que, por meio de um comando dado com a voz, ela consiga que o celular execute algumas funções. 


“Antes, por mais tecnologia que você tivesse, você não conseguia chegar a um aplicativo de maneira acessível, fácil.”


Guilherme Orlandini e Gilson Aparecido Casatadelli são professores de ciências da computação e pensaram em dar voz à internet, como em um bate-papo. 


No entanto, a tecnologia da época não ajudava. “Uma vez que nós percebemos a possibilidade deste software evoluir com nosso trabalho, começamos nosso trabalho com alguns deficientes visuais para que pudéssemos ter uma interface mais natural possível de acessos às informações”, conta Guilherme.


O aplicativo já está disponível em duas versões, uma gratuita e outra paga. O usuário também pode sugerir conteúdo. Lisandra, por exemplo, gosta de arte e com o "wik sonora", uma espécie de enciclopédia, pode imaginar um dos quadros mais famosos de Vincent Van Gogh, o “Girassóis”, por meio da descrição de voz do aplicativo: 


“O quadro apresenta um vaso de barro disposto ao chão, tendo ao fundo uma parede azul desgastada pelo tempo, com girassóis amarelos dispostos de modo simétrico, maiores, menores e em diferentes posições.”


Para chegar a esse resultado e permitir que Lisandra e outros deficientes visuais pudessem interagir mais com a internet foram cinco anos de pesquisas e meses de trabalho para deixar a linguagem do aplicativo mais simples para aos deficientes visuais.


No Brasil, quase um 1,7 milhão de pessoas têm algum tipo de problema na visão, segundo a Organização Mundial de Saúde. O trabalho dos professores tentam levar informação à quem não tem acesso. 


“O mais importante é que as pessoas tenham acesso e acessibilidade às informações e possam construir sonhos. Possam utilizar a tecnologia como meio. Esse é o propósito de qualquer pessoa que trabalha com tecnologia”, acredita Gilson.


Os professores também dizem que ainda falta muito para que o aplicativo fique perfeito e, para isso, a colaboração dos usuários é muito importante. 


“Quanto mais as pessoas colaborarem com sugestões, opiniões e conteúdo para que o deficiente visual tenha acesso as informações, melhores serão os resultados”, afirma Gilson.


Fonte: G1


PARTICIPE DA CAMPANHA "NOVEMBRO AZUL" - CONTRA O CÂNCER DE PRÓSTATA

 

Homens de plantão agora o assunto é sério!!!

Assim como as mulheres precisam fazer 1 vez por ano exames de prevenção (mamografia e papanicolau) contra o Câncer de Mama e Colo do Útero os homens também precisam se cuidar.

Por isso provem que são Machos !!Deixem a Frescura e o Preconceito de lado e participe da campanha 


 "NOVEMBRO AZUl" CONTRA o CÂNCER DE PRÓSTATA.


Vá ao posto de saúde mais próximo ou médico de sua confiança é faça o Exame do Toque ele é rápido, indolor e pode salvar sua vida