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8 de nov. de 2016

Jovem que perdeu os braços ensina makes no YouTube



Kaitlyn Dobrow é uma YouTuber americana de 21 anos que está quebrando barreiras desde o ínicio deste ano, ensiando em seus vídeos tutoriais de maquiagem, mesmo não tendo os braços. 


Há dois anos a americana lutou contra uma meningite bacteriana severa, e por causa da doença, precisou amputar os braços e as pernas. 


Kaitlyn reúne mais de 7 mil inscritos no seu canal e no Instagram, mais de 72 mil seguidores consideram Kaitlyn uma verdadeira inspiração. 


Confira:



***

   Fonte: Revista Incluir
  





23 de out. de 2013

Após 1 ano, jovem que nasceu sem braços consegue tirar carteira de motorista

Foto de Fernando em seu carro


A ultrassonografia não apontou que Fernando de Sousa Machado nasceria especial 34 anos atrás. Com encurtamento dos braços, devido ao medicamento Talidomida, consumido pela mãe durante a gestação, o menino fez dos pés, suas mãos, a ponto de conseguir tirar, um ano depois e na segunda tentativa, a carteira de motorista.


Tem exatos cinco dias que o jovem que trabalha como assistente administrativo e turismólogo está devidamente habilitado. O carro, adaptado, é dirigido com os pés. O volante fica no pedal e por Fernando ser canhoto, é guiado pelo pé esquerdo. Já o direito fica responsável por frear e acelerar.


Difícil para a gente imaginar tamanha coordenação de se fazer baliza com os pés. Mas como tudo sempre foi feito pelos cinco dedos que pisam o chão, o desafio maior foi a burocracia encontrada pelo caminho.


O processo todo começou, pela segunda vez, em outubro do ano passado, direto com o Detran.


 “Você tem que passar pela Junta Médica, que pessoas sem deficiência não precisam passar. Mas eles não sabem das habilidades de cada deficiente e procuram ao máximo dificultar”, comenta.


O que acaba acontecendo é que muita gente se sente mesmo incapaz de pilotar e desiste.Em 2010, tirar carteira de habilitação entrou nos planos de Fernando pela primeira vez. 


A ‘demora’, já que 18 anos ele completou há um tempinho, foi pela falta de grana, já que até para fazer as aulas práticas era preciso do próprio carro adaptado.


Por esse motivo, ele acabou por adiar o projeto da independência ao volante. Três anos depois retomou o processo do zero, passado o período, tudo o que havia conseguido em relação à retirada de habilitação expirou. A surpresa em outubro veio pela negativa da Junta Médica que não considerou Fernando habilitado.



Os médicos que compõe a Junta precisam dar um laudo relatando as adaptações necessárias ao motorista para então declarar que ele está apto às aulas e ao exame prático.


“Quando a Junta barrou, um médico viu que eu não aceitei e ele levou minha causa adiante, falou com a chefia para reunir os médicos que me atenderam da primeira vez”, descreve. Foi assim que ele conseguiu ser aprovado no primeiro ‘teste’.


O processo começou a andar e as aulas foram começar só em janeiro deste ano. O primeiro contato com o carro adaptado foi no Detran, com um instrutor que ele insiste em reconhecer o trabalho e dar o nome “o Pio de Araújo Filho, ele me ensinou tudo”.


Os gastos na adaptação do carro somaram R$ 51 mil, entre a compra de um Gol automático e todas as adequações. Mas o sorriso que Fernando exibe ao mostrar como dirigir, não tem preço.


A chave ele coloca na ignição com o pé direito. Em seguida puxa o freio de mão com o auxílio de uma alavanca, com a parte que tem do braço, a luz do farol, assim como a seta, se acendem por botões ao lado direito, abaixo do volante tradicional. Lá embaixo, os pés se posicionam para sair da garagem.


“80% do que eu faço é com os pés: dirigir, escovar os dentes, pentear o cabelo, tomar banho, digitar, escrever, comer. Tudo que eu já aprendi e executei foi com os pés, então para mim foi fácil”, argumenta.


O difícil mesmo, diz Fernando, foi a burocracia do processo, que dificulta as pessoas exercerem até sua cidadania. “Não existe legislação específica que beneficie vários tipos de deficiência, inclusive a minha”, completa.


Ao final do processo e com habilitação nos pés, ele vive a sensação de dever cumprido. “Tudo valeu à pena. Estou livre e não dependo de ninguém”.


Pergunto, no final da entrevista, quando é que ele se deu conta da deficiência imposta a ele por conta dos braços. “Comecei a ter noção que eu era diferente, entre aspas, na adolescência. 


Quando eu era criança não tive isso, sempre fui feliz”. Talvez seja por isso que Fernando não pareça ter 34 anos. Ele fez dos pés as mãos e do sorriso, a porta de entrada para quem quiser se achegar. E a carona que pedi a ele, vou cobrar.


Com apenas 15% de visão, jovem no Amapá vai fazer prova do Enem

Símbolo de pessoa com deficiência visual
O estudante Bruno de Souza de Nazaré, de 19 anos, está no 3º ano do ensino médio na escola Carmelita do Carmo, bairro Buritizal, Zona Sul de Macapá. 


Com apenas 15% da visão desde os 8 anos, ele vai prestar pela primeira vez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 


Bruno vai necessitar de uma prova diferenciada com fontes ampliadas. A avaliação será aplicada em 26 e 27 de outubro.
 
Bruno diz que os médicos alertaram que existe a possibilidade de ele ficar cego repentinamente. 


Mesmo assim ele estuda o dia todo para fazer o Enem e tentar ingressar no curso de Direito da Universidade Federal do Amapá (Unifap) em 2014.
 
"Já nasci com esses problemas nos olhos, que fizeram eu perder boa parte da minha visão. Os médicos dizem que existe a possibilidade de dormir e acordar cego, mas ainda assim a minha preparação para o Enem está muito corrida. 


Ao acordar, às 7h, eu começo logo a estudar. À tarde, eu vou para a escola e, durante a noite, eu fico em casa também estudando até dar sono", relatou o estudante. 

Na preparação para o Enem, Bruno conta com a ajuda dos professores que ampliam as fontes das apostilas para o estudante visualizá-las melhor. 


"Quando os professores passam algum material, ele é enviado com uma semana de antecedência ao setor de ensino especial da escola para que as apostilas tenham as letras ampliadas. Mesmo assim, existem casos em que eu acabo perdendo. Quando acontece isso, tento prestar atenção ao máximo na explicação do professor", contou.
 
"Pedimos o material com antecedência para que ele não se sinta excluído dentro da sala de aula, ainda mais neste ano que Bruno está no 3º ano e se dedica bastante aos estudos", afirmou a professora de ensino especial da escola Carmelita do Carmo, Claudete da Silva, de 44 anos. Outra dificuldade provocada pela baixa visão acontece dentro da sala de aula, quando o professor escreve algo na lousa. "Às vezes, peço para o professor escrever em letras grandes para eu poder copiar no meu caderno. Eles entendem", disse.
 
Somado aos estudos, Bruno também opta em ficar em casa durante a noite por causa da deficiência nos olhos. "As minhas maiores dificuldades acontecem à noite, quando chove e ao andar de bicicleta, uma das coisas que mais gosto, mas isso eu prefiro evitar porque a minha avó fica preocupada. (...) Ela, por exemplo, ao saber que tinha apenas 15% de visão, fez até promessa à Santa Luzia, conhecida como protetora dos olhos e da visão, para que o meu problema não agravasse. Desde os 8 anos de idade, quando parei de perder a visão, ela começou a distribuir folhetinhos da santa durante o Círio de Nazaré", relatou.
 
Mesmo com todas as dificuldades provocadas pela perda de 85% da visão, o estudante diz tentar levar a rotina com naturalidade. "Com 19 anos, eu tento levar a minha vida como a mais normal possível. É difícil eu fazer várias coisas à noite, entre elas, ler um livro, por exemplo, porém, ainda assim eu tento. (...) Temos que ir atrás do que a gente quer através dos estudos e perseverança porque é a única forma de chegarmos a algum lugar", frisou.


Fonte: G1 Amapá

22 de ago. de 2013

Motorista cego bate recorde mundial de velocidade em moto

Stuart Gunn está na moto, ao lado de seu pai


Stuart Gunn é o cego e deficiente físico mais rápido do mundo em uma motocicleta. O escocês de 39 anos de idade bateu o recorde de velocidade no sábado, quando atingiu 268 km/h, em North Yorkshire, no norte da Inglaterra.

"Estou em êxtase. É Absolutamente fascinante", disse Gunn à mídia local. Ele superou o recorde anterior estabelecido, de 264 km/h, obtido em 2003 pelo também cego, e ex-soldado britânico, Billy Baxter.  

O pai do piloto, Geoff Gunn, acompanhou o filho durante a prova, e o guiou através de um sistema de intercomunicação.

 
Um ataque surpresa

 
A história de Stuart Gunn é de superação. Há 11 anos, ele ficou gravemente ferido em um acidente de moto que o deixou parcialmente paralisado. Anos mais tarde, convulsões relacionadas ao acidente o deixaram cego.

Surpreendentemente, ele decidiu que a melhor coisa a fazer seria subir novamente numa moto, e conduzi-la o mais rápido possível. Quando, no final do ano passado, Gunn se preparava para bater o recorde de velocidade, ele sofreu uma agressão. Ele foi atacado de surpresa em sua própria casa.
 

O piloto contou à BBC que estava esperando pelo correio quando abriu a porta e um homem o atacou, cortando seu rosto antes de roubar seus pertences.
 

Gunn disse que o incidente o deixou abalado, mas que estava determinado a conquistar o seu objetivo.
 
Mensagem positiva
 
O piloto contou que no sábado o vento era tão forte que ficou surpreso ao ouvir que ele havia conseguido quebrar o recorde.
 

"Espero que isso mostre que ser cego, ou deficiente físico, não significa que uma pessoa deva alterar ou limitar sua vida", Gunn disse à jornalistas locais. 

Em sua conta no Twitter, o escocês escreveu um "Whoooohaaaa!" para celebrar a vitória que selou uma grande conquista e representou um novo momento em sua carreira como motociclista
.
Fonte: BBC

16 de ago. de 2013

Piloto cadeirante voa de parapente

Weverson voando de parapente


Essa semana conheci um cadeirante que vive nas alturas, o Weverson, de Alto Jequitibá, no leste de Minas. 


O cara pratica parapente. Pratica mesmo, não faz salto duplo não! Ele desenvolveu um "carrinho" adaptado à cadeirinha para ajudar na hora de levantar vôo e pousar. 


Eu já tinha visto este tipo de adaptação em vídeos e fotos de pilotos de fora do Brasil, mas não sabia que já tinha gente por aqui fazendo a mesma coisa! Abaixo um relato do Weverson sobre a vida dele, e como começou a voar.



"Tornei-me paraplégico em um acidente de ciclismo. Logo após o acidente, eu andei, mas não podia! Tinha quebrado a coluna, mas não tinha lesionado a medula. Não me lembro do que aconteceu, mas se eu não tivesse me levantado na hora, estava andando hoje. 


Fiquei oito meses internado na Santa Casa de BH depois da cirurgia, para estabilizar a coluna, peguei infecção hospitalar, quase morri de novo! 


No carrinho adaptado para levantar vôo


Eu conheci o parapente através de um tio de uma amiga minha que voava, no ano dois mil. 


Na época, aqui na cidade onde moro ainda não tinha voo livre, foi ele junto comigo que conseguimos trazer um instrutor e dar cursos para turma. 


Eu sempre acompanhei as aulas em um morrote com o pessoal, com isso fui aprendendo e conhecendo o parapente e como ele funcionava, vendo isso vi que meu curso não poderia ser no morrote, tinha que ser em voo, no caso decolando com um piloto e pegando os comandos em voo para aprender pilotar. 


O mais difícil foi achar um piloto com coragem na época para me dar o curso, entrei em contatos com os melhores do Brasil na época todos se negaram a me ensinar a voar.


Weverson com os amigos em Alto Jequitibá


Então, em 2006 conheci o instrutor Marcelo Ratis que acabava de chegar de Califórnia, USA. 


Ele se comprometeu a me ensinar a voar, na cidade onde ele morava, em Alfredo Chaves, ES. Fui para lá umas dez vezes e sempre decolava com ele e pilotava o parapente o tempo todo, até conseguir pousar o duplo e tudo mais, só assim um deficiente consegue aprender, com um cara fera que não tem medo de ensinar, e ele é ótimo. Demorou um ano para voar sozinho porque é longe Alfredo Chaves, mais solei!
 


Eu voava com uma selete com airbag, (a cadeirinha que sentamos) só que ela me jogava em cima das pernas no pouso, aí comecei a ficar com medo de quebrar a perna. Ai comecei a procurar fora do Brasil carrinhos, achei um monte deles, aí fiz o primeiro, depois fui adaptando ele até chegar no que tenho hoje!


Quando quis voar de parapente… Vixi… quanta gente falando que eu era doido kkk! Isso me deu tanta força para tentar, que hoje agradeço a elas por terem falado que eu não conseguiria.







Nossa voar… Não tem ninguém que possa descrever ou escrever o que é voar… Nunca ninguém vai conseguir isso! Só voando, sentindo, saindo da terra para poder saber o que é! E para mim que sou paraplégico.


A 1º vez, juro que senti minhas pernas por 5 segundos! Meus amigos morrem de rir quando falo isso, não sei se foi verdade ou não, mais sei que foi a coisa mais louca que me aconteceu! Sair voando solto no ar vendo tudo pequeno lá embaixo… Que doideira kkk!, Senti minha perna sim!!! kkk



Depois veio o meu voo solo! Outra sensação louca na minha vida, mistura de adrenalina, endorfina a 1000 na cabeça que doideiraaaaa! Nesse dia do meu voo solo, um Italiano me disse que eu nunca ia sentir outra sensação igual a essa na minha vida! Ele estava certo! Até hoje não tive outra sensação igual na minha vida! Que orgasmo louco é solar de parapente, que misturas de sentimentos é voar sozinho, ISSO É VIVER A VIDAAAAAAAAAA!!!"


Depoimento:Weverson R. Bezerra. (Evinho)

31 de jul. de 2013

Toma posse primeira vereadora espanhola com Síndrome de Down

Ángela Bachiller 
 
 
Ángela Bachiller se tornou nesta segunda-feira (29) a primeira vereadora com síndrome de Down da Espanha, na cidade de Valladolid, de 311 mil habitantes.
 
 
Ángela tomou posse no meio de uma grande expectativa e admiração dos vallisoletanos por sua "coragem" e seus anos de luta pela normalização e integração de pessoas com deficiências, como ela.


A jovem auxiliar administrativa, sentada hoje nas cadeiras do Partido Popular (PP), de centro-direita, com sua medalha de vereadora ao pescoço, é a imagem da igualdade, e vai ser uma vereadora mais "preparada", "educada", "discreta", como a definiu sua mãe Isabel Guerra.


Ángela jurou lealdade ao rei Juan Carlos 1º e a cumprir a Constituição diante dos flashes de muitos membros da imprensa interessados em registrar o momento inédito.


Ángela Bachiller se candidatou às últimas eleições municipais de Valladolid, que aconteceram em maio de 2011, na lista do PP, e após a renúncia do vereador Jesus García Galván, acusado de corrupção urbanística, se apresentou para ocupar a vaga.


"Obrigado por tudo, por terem confiado em mim", disse ao término da sessão plenária, em entrevista coletiva, acompanhada do prefeito de Valladolid, Javier León de la Riva, tão emocionada que não conseguiu dizer mais nada.


León de la Riva disse que o caso de Ángela é um exemplo da política da prefeitura a favor da integração das pessoas deficiência, e lembrou que na última legislatura teve o primeiro cadeirante da Espanha.


Sua família "lutou desde o minuto em que nasceu", disse à imprensa a mãe da nova vereadora.


Isabel Guerra, enfermeira de profissão, se mostrou orgulhosa da filha, por sua "coragem" e por "não jogar a toalha", embora reconheça que nunca tenha imaginado que pudesse chegar a ser vereadora.


A receita para alcançar essa posição na vida foi "muito amor, muita disciplina, muito trabalho e uma vida normal em tudo", disse a mãe de Bachiller. 


E o conselho materno é para que Ángela aprenda e desfrute desta experiência como vereadora para que o passo dado "deixe de ser visto como extraordinário e passe a ser normal".


Neste dia tão especial, Ángela Bachiller esteve cercada pelos pais, sua irmã Lara, seus avôs Juani e Ángel, que mesmo aos 86 anos não abriram mão de ver este momento, e seus companheiros da Associação Síndrome de Down.


5 de jul. de 2013

Atleta representa Brasil no Mundial de Atletismo Paralímpico na França

Atleta Elizabeth Gomes posa para foto
A lista de paratletas convocados para a seleção que vai representar o Brasil no Mundial de Atletismo em Lyon, na França, já foi anunciada. 

A delegação brasileira terá 60 integrantes, entre atletas, atletas-guia e corpo técnico. 

São cinco representantes de São Paulo e, entre as atletas, está Elizabeth Rodrigues Gomes,da equipe ADD/Fast Wheels, apoiada pela Associação Desportiva para Deficientes (ADD), por meio da parceria do Bank of América e do Instituto Alcoa, além de apoiadores como Avianca, Fila e Prefeitura de Santos.

O mundial será realizado entre os dias 19 e 28 de julho e é a competição mais importante da modalidade nesta temporada. 

Trata-se do primeiro campeonato mundial do atletismo paralímpico no novo ciclo rumo aos Jogos do Rio-2016.


Exemplo de superação

A atleta iniciou sua carreira esportiva em 1996 e não parou mais. Além do atletismo, Elizabeth atuou em diferentes modalidades, como o basquetebol em cadeira de rodas, arremesso de peso, lançamento de disco e lançamento de dardo. 

Passou por importantes equipes do basquetebol em cadeira de rodas, além de integrar a Seleção Paulista Feminina e a  Seleção Brasileira de Basquete, para então dedicar-se às provas de atletismo com a equipe ADD/Fast Wheels.

No atletismo já coleciona diversos títulos, como campeã dos Jogos Regionais e Abertos do Interior (2000 a 2012) e do Torneio Regional de Atletismo em São Paulo (2003). É campeã brasileira de 2007 a 2012 (2007 a 2008 nos 100, 200 e 400 metros; de 2009 a 2012 no peso e disco) e ouro no peso e no disco no Open Internacional de Atletismo 2013.

Atleta da classe funcional F54, Elizabeth é a atual recordista brasiliera de peso e disco, tanto na sua classe atual, quanto nas classes F53 e F55. No cenário internacional, lidera o ranking mundial no lançamento de disco, sendo recordista para-panamericana no peso.

“Foram seis meses de trabalho duro com a equipe. Todos foram essenciais, pois me ajudaram a quebrar recordes e alavancar meu potencial de uma forma muito positiva nesse meio tempo”, conta Elizabeth. “Ser convocada para a equipe mundial brasileira de atletismo é mais um sonho realizado, fico muito feliz de ter chegado até aqui!”, comemora a atleta.

28 de jun. de 2013

Primeiro deficiente auditivo com doutorado em linguística no Brasil palestra em Joinville

Imagem de Deonísio Schmitt
O professor Deonísio Schmitt estará em Joinville nesta sexta-feira, 28, para ministrar a palestra A Cultura Surda. 

O evento acontecerá no auditório do bloco F da Udesc, a partir das 13h.

Schmitt é a primeira pessoa com deficiência auditiva do país a alcançar o título de doutor em linguística. 

Aluno da primeira turma do curso de Pedagogia para surdos da América Latina, é atualmente professor do Centro de Educação a Distância da Udesc (CEAD).

O professor conta que enfrentou muitas barreiras no ensino fundamental, devido às dificuldades de aprendizagem da língua portuguesa por falta de intérprete em sala de aula. “Fui incluído numa turma de alunos ouvintes e só consegui adquirir conhecimento através da leitura labial”, afirma.

Schmitt também é coautor do Caderno Pedagógico de Língua Brasileira de Sinais para educação a distância da Udesc e do Caderno Introdução à Língua Brasileira de Sinais na modalidade a distância da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul).


28 de fev. de 2013

Após 4 anos morando em hospital no RN, menina com Down recebe alta

Foto ilustrativa de um bebê com síndrome de down no colo de uma mulher
Quatro dos cinco anos de Maria Clara Ribeiro foram vividos em um hospital. Ela tem síndrome de Down e, ao nascer, apresentou complicações no coração e no pulmão. 

Devido a isso, passou por várias cirurgias. Essa realidade vai começar a mudar nesta quinta-feira (28), dia em que Maria Clara vai voltar para casa, na cidade de Nova Cruz, distante 93 quilômetros de Natal (RN).

Maria Clara nasceu prematura aos seis meses. "Ela tinha uma doença cardíaca muito grave, que já chegou para a gente numa situação muito avançada. Além disso, ela era pneumopata. 

Ela tinha fístolas, novelos de sangue dentro do pulmão. Durante o tempo em que Maria Clara esteve conosco, ela passou por oito intervenções. 

Ela passou por situações que podemos dizer que esteve entre a vida e a morte", falou Madson Vidal, diretor da Associação Amigos do Coração da Criança (Amico), instituição sem fins lucrativos que atende crianças cardiopatas no Rio Grande do Norte.

Tantos tratamentos e cirurgias exigiram que a dona de casa Maria Sueli deixasse tudo para trás para cuidar da filha. "Tenho outra filha, marido. Tive que deixar tudo de lado para cuidar da Maria Clara", disse.

Em outubro do ano passado Maria Clara recebeu alta do hospital para se recuperar na Amico. Nesta quarta-feira (27), a ocupação dela foi na arrumação das malas. Na Amico, ela vai deixar saudade em todos que a receberam de braços abertos.

"Maria Clara mostrou que, para os desafios da medicina, a gente é capaz de tratar essas doenças e que a gente nunca deve desistir. Apesar de todas as dificuldades, ela sempre nos apontava que era capaz e que iria sobreviver", completou Madson Vidal.

Fonte: G1

26 de fev. de 2013

'Minha mente enxerga', diz aposentado que perdeu a visão e faz carrinhos com madeira

Símbolo da deficiência visual
Em uma sala pequena, nos fundos da casa onde mora com a esposa e a filha, em Cascavel, no oeste do Paraná, o aposentado Jair Moraes, de 59 anos, passa praticamente o dia todo fazendo artesanato com madeira. 

Apenas com a imaginação e as mãos, ele vai dando forma aos carrinhos. Isso porque ele perdeu totalmente a visão há aproximadamente oito anos e, desde então, se dedica às obras de arte. 

“Eu passo praticamente de 12 a 15 horas por dia. Só vou lá dentro almoçar, assistir ao jornal e tomar um chimarrão”, disse.

Quando o médico disse que estava com uma doença hereditária rara, em que o levaria à cegueira, Jair confessa que levou um choque, mas a ajuda da família foi fundamental para superar as dificuldades. 

"A minha família me ajudou muito na época. Então, dava muita alegria para a gente. Pensava que eu não posso desistir. Deus, do nada, faz tudo", desabafou. Moraes teve uma retinose pigmentar, caso em que a retina se degenera.

Sem poder mais trabalhar, o aposentado encontrou nos carrinhos uma forma de passar o tempo e não deixá-lo para baixo. 

“A minha profissão antes era de fundição. Como perdi a minha visão, comecei na brincadeira para entreter. Daí comecei a fazer umas rodinhas, inventei os fusquinhas, os tratores, caminhonetes”, completou.

“Jair dos Carrinhos”, como também é conhecido, sabe onde fica cada peça, cada instrumento usado para fazer as obras de arte.  “Aqui é uma terapia para minha mente, para o meu corpo físico. Se eu não tivesse inventado isso daqui, hoje eu já estava deprimido. Deus me deu esse privilégio”, contou.

A limitação devido à deficiência visual não impede que as peças produzidas por Jair dos Carrinhos, fiquem bem feitas. Ele conhece cada detalhe e sabe quando está perfeita. As peças produzidas chegam às mais variadas montagens nas mãos do cascavelense. Ele produz caminhonetes, kombis, fuscas, carros de modelos antigos, lambretas, carros de boi. 

“Se a gente percebe que não fica bom, a gente faz de novo. (...) As pessoas não acreditam que eu faço esses carrinhos. Se eu levar essas rodinhas e falar que eu fiz, as pessoas não vão acreditar”, ressaltou.

Na garagem de casa, é possível ver uma exposição de carrinhos. A maioria, construídos com base em modelos antigos, que ele lembra da infância ou dos tempos que trabalhou como mecânico. 

“Eu tenho paixão por carros antigos. E os carros de boi porque quando eu era criança a gente ajudava. Então, a lembrança, a saudade está dentro da gente”, assegurou.

Apesar das dificuldades para enxergar, Moraes afirmou que se machucou apenas uma vez e garante que dificilmente pede ajuda para encontrar as ferramentas. "Eu me sinto realizado porque, hoje, é difícil de depender os outros. (...) A minha esposa está fazendo o almoço, está lavando a roupa e eu não quero incomodar. Então, a gente depende de sobreviver meio por conta", destacou.

Questionado sobre como faz para fazer os carrinhos é rápido e direto. “Isso é dom de Deus. A minha mente enxerga”.

A matéria-prima das esculturas é reaproveitada de pedaços encontrados na rua, de doações. "Tem pessoas que vêm trazer as madeiras aqui em casa para mim", complementou. 

Segundo Moraes, além da "terapia", os carrinhos também ajudam no sustento. "Esse dom que Deus me deu é fazer artesanato e ter um estilo de vida melhor. De vez em quando eu vendo um carrinho, dois, três, seis", disse. As peças são vendidas a partir de R$ 50.

As dificuldades provocadas pela cegueira não lhe trouxeram tristeza. “Eu sou feliz. Eu toco violão, toco teclado, toco gaita, canto na igreja, sou feliz. Tenho dois filhos homens, tenho uma filha mulher, tenho minha esposa”, conclui.

Fonte: G1

19 de fev. de 2013

200 pessoas com deficiência estão trabalhando no Norte de Minas Gerais

Carteira de trabalho
Superação. Palavra que define os esforços de Ana Paula Soares. Ela tem 27 anos, é surda, e há quatro meses, trabalha como auxiliar de serviços gerais, em um colégio em Montes Claros (MG).

Segundo dados da Associação das Pessoas com Deficiência de Montes Claros (Ademoc), cerca de 20% da população, de 360 mil habitantes da cidade, têm algum tipo de deficiência. 

 A insituição tem um banco de currículos com 540 incritos, dos quais 200 estão empregados no Norte de MG. Os principais postos ocupados são nos setores administrativo e de atendimento.

Ana Paula conta com a ajuda da colega de trabalho, Fernanda Larissa Fonseca, para se comunicar. 

Segundo ela, a principal dificuldade em arrumar um emprego está relacionada a comunicação, já que poucas pessoas dominam a Língua Brasileira dos Sinais (Libras).
 

Fernanda, que aprendeu Libras por influência da irmã, que tem pós-graduação na área, conta que a amiga diz fica confiante em saber que no local de trabalho há alguém que a entenda. "É gratificante poder ajudá-la, no dia em que estava havendo a entrevista para a seleção, eu interpretei o que ela dizia."
 

No colégio em que Ana Paula trabalha há três vagas abertas para profissionais com deficiências. O diretor afirma que está tendo dificuldades para preenchê-las. "A qualificação é o principal obstáculo, além disso, a demanda por estes profissionais está crescente, devido às lei trabalhista que exige um percentual de funcionários com necessidades especiais."

Viviane Martins é cadeirante e há sete anos trabalha com telefonista em uma faculdade em Montes Claros. Para garantir a vaga, Viviane fez cursos na área de atendimento e administração.

"A possibilidade de trabalhar é extremamente importante para mim. As dificuldades maiores que encontrei ao longo da vida profissional foram a acessibilidade e aceitação."
 

A empresa em que Viviane trabalha tem 14 funcionários que apresentam algum tipo de deficiência. As vagas são preenchidas por meio de um banco de currículos. A responsável pela área de recursos humanos, Rejane Vieira, diz que a empresa se prepara para receber os funcionários com deficiências.
 

"Fizemos modificações na nossa estrutura física prezando pela acessibilidade, o local onde os funcionários com deficiências trabalham é diferenciado. Além disso, preparamos os outros funcionários para saberem como lidar com a situação."
 
O que diz a Lei
 
A legislação brasileira prevê por meio da Lei de Cotas 8.213/91, a obrigatoriedade de que empresa com 100 ou mais empregados reservem uma parcela das vagas para pessoas com deficiências.

Montes Claros é a maior cidade do Norte de Minas, com população estimada de 360 mil habitantes, segundo dados do IBGE. Informações da Ademoc apontam que 20% destas pessoas têm alguma deficiência.

Vadeir Soares, responsável pelo banco de empregos Ademoc, diz que a Associação realiza, em conjunto com o Ministério do Trabalho, visitas às empresas e fiscalizações para ver se a legislação está sendo cumprida. Ele fala sobre o que ainda é preciso ser feito por parte das empresas e dos candidatos às vagas.

"As empresas precisam melhorar as condições de trabalho, principalmente a acessibilidade. E as pessoas com deficiência precisam buscar por qualificação para enfrentar as demandas do mercado. As duas partes precisam se preparar", afirma Valdeir Soares.

 

A Ademoc fica na rua Botafogo, 585, Maracanã. Mais informações pelos (38) 3214-8130 / (38) 3214-9422. No site da Associação é possível ter acesso à Cartilha da Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho.

18 de fev. de 2013

Inspirado pelo surfe, cego se forma em educação física e começa 2ª graduação

Valdemir Pereira Corrêa surfa com auxílio de seu professor Cisco Araña

 
Em 1994, no momento em que foi anestesiado para uma cirurgia nos olhos, Valdemir Pereira Corrêa enxergou pela última vez. Nasceu com glaucoma, mas uma sucessão de erros médicos em clínicas de Campinas (SP) e São Paulo lhe tirou definitivamente a visão, aos 24 anos.

Corrêa sempre viveu em Santos (72 km de São Paulo). Mesmo morando na zona noroeste da cidade, longe da praia, o surfe era sua distração na juventude. E soube da existência de uma escola do gênero, mantida pela prefeitura e que aceitava pessoas com deficiências, mas nunca havia atendido um cego.

Ainda assim, em março de 1997, matriculou-se na Escola Radical de Surf. Recebeu orientações de Cisco Araña, surfista desde 1968 e coordenador dos cursos, mantidos na praia da Pompeia.

"Ele [Araña] não ficou teorizando. Só me perguntou: 'Tá preparado [para entrar na água com a prancha]?'. 'Sim', eu disse. Aquele 'sim' me abriu inúmeras portas?", contou Corrêa, que se tornaria o primeiro surfista cego do país.

O surfe seria o primeiro empurrão para outras conquistas. Pouco antes de entrar na escola de surfe, Corrêa tinha voltado a estudar, para concluir o ensino médio na escola estadual Archimedes José Bava, no bairro Castelo. Professores liam as matérias. 

Ele memorizava o conteúdo e fazia as provas oralmente. Ao entrar em contato com atletas de diversas modalidades, Corrêa decidiu que faria faculdade de educação física.
Primeiros passos no mar
 
Por causa dele, Cisco Araña desenvolveu uma prancha adaptada: indicação central para posicionar os pés, marcação próxima ao bico (para surfar deitado corretamente) e quilha (peça na parte inferior que ajuda nas manobras) não cortante, para não ferir o surfista em caso de queda na água.

Com a prancha, Corrêa teve de aprender uma nova forma de praticar o esporte. Ao se apoiar na prancha adaptada (que contém marcações e lhe permitem saber onde está), ele escuta a aproximação das ondas, calcula a que distância estão (com base no ruído), equilibra-se e surfa. Caso caia, a prancha está amarrada à perna

Vida acadêmica
 
Já aluno da Escola Radical, Corrêa conheceu praticantes de outras modalidades, como capoeira, caratê, tai chi chuan e judô. Assim, decidiu prestar vestibular para educação física e, ano passado, aos 43 anos, formou-se pela Unisanta (Universidade Santa Cecília), em Santos.

Apesar de ter aprendido a ler em braile, não havia material específico para o curso de educação física. Assim, como no ensino médio, contou com a ajuda de professores e colegas, que liam a matéria para que ele memorizasse. 

Nos dias de prova, ele esperava que todos os colegas terminassem o exame e saíssem da sala; depois disso, os professores aplicavam o teste oralmente para ele.

Novos caminhos
 
Formado, Corrêa pretende trabalhar com pesquisas relativas à prática esportiva e às potencialidades dos deficientes visuais.

E seus planos não param por aí. "Quero atuar como juiz", contou Corrêa, que este mês começou dois novos cursos na mesma universidade: graduação em direito (com bolsa integral) e pós-graduação em treinamento personalizado de força.

"Tudo isso porque, lá atrás, ganhei uma oportunidade numa escola de surfe, e minha vida foi tendo destinos bem diferentes". No mês que vem, Valdemir Corrêa completará 16 anos como frequentador da Escola Radical.