2 de out. de 2012

Patente cearense disponibilizará tablet em braile

 
Um dos principais desafios dos deficientes visuais é ter acesso a leitura em braile de 100% de qualquer texto produzido no Brasil ou no mundo. 

Esse sonho deve ser possível a partir de 2012 graças ao Projeto Portáctil desenvolvido por professores do Instituto Federal do Ceará (Ifce) juntamente com a empresa incubada AED Tecnologia.

 O equipamento é capaz de permitir a leitura de documentos impresso ou digitalizados, bem como a escrita de documentos, utilizando uma ou mais células braile.

A câmara do tablet fotografa a folha do livro, que é escaneada em OCR e transformada em texto editável. "O tablet, que possui a interface feita no Android, permite comunicar via bluetooth para mostrar numa célula braile com formato de mouse o que está sendo lido no texto, dando ao usuário total controle de navegação sobre o texto exibido nessa modalidade de linguagem", explica um dos "inventores" pertencente à empresa incubada, Heyde Leão.

O Portáctil, com patente cearense, é financiado pelo Ministério da Educação (MEC) desde 2010 após o reitor do Ifce Cláudio Ricardo Gomes de Lima ter apresentado a ideia ao ministro da Educação Fernando Haddad. 

Na próxima semana, o grupo de pesquisadores do Instituto irá à Brasília apresentar o resultado do trabalho e informar ao ministro que o protótipo está pronto e já poderá ser disponibilizado para a educação pública brasileira em 2012.

Também serão traçadas estratégias pelo MEC para que possa entrar em fase de produção, a partir de licitação, pela indústria nacional. "Será um novo tempo para o deficiente visual", afirma o projeto tem à frente o professor Anaxágoras Maia Girão, também coordenador geral do Portáctil. Segundo ele, o projeto, coordenado pelo Laboratório de Pesquisa Aplicada e Desenvolvimento em Automação, ainda possui função de sintetização de voz, permitindo a leitura aos que não dominam a linguagem braile.

O objetivo do projeto é a inclusão de deficientes visuais na educação, salienta Heyde Leão. Segundo ele, o tablet poderia ser um diferencial, uma vez que é bastante custosa a produção de livros em braile. Um livro em braile, além do tamanho grande, precisa de mais de um volume para nele caber o original da edição comum. "O tablet pode armazenar muitos livros em braile", destaca.


Um dos integrantes da equipe, professor Elias Teodoro Júnior, ainda lembra que o equipamento se comunica com o tablet via bluetooth, o que permite que, na ausência do tablet, possa ser usado num celular do tipo smartphone. 

De acordo com o professor, a iniciativa tem como objetivo assegurar a inclusão de deficientes visuais na modernidade da educação. "Atualmente, temos pouca literatura em braile e a um custo muito alto. Esse equipamento possibilitará a leitura de qualquer documento". O Projeto Portáctil, tem patente depositada junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

O equipamento possibilita a escrita, outra função adicional. Para Heyde Leão, ainda não é possível definir preço, uma vez que o MEC colocará os resultados do projeto em licitação pública para a indústria, sendo vencedora a proposta mais barata e de mais qualidade. Para dar uma ideia de comparação, ele cita o preço da máquina de braile, que tem mais de 60 anos no mercado e custa entre R$ 6 mil a R$ 7 mil. "As pessoas precisam desse tipo de solução para uma vida mais digna. Os valores finais devem ser justos".


Cão-guia: saiba o que é preciso para conseguir um e conheça o treinamento

 
Atualmente, existem 2.000 pessoas na fila de espera para conseguir um cão-guia no Brasil. 

Se pensarmos no número de deficientes visuais no país - 5,4 milhões - esse número ainda é baixo. Menor ainda é a quantidade de cegos que contam com o auxílio: apenas 70. 

 O Mais Você acompanhou todo o processo de adaptação do paulistano Gabriel, de 28 anos, com o seu cão-guia, a Julia. Através de uma ONG, ele levou um ano para conseguir o auxílio. 

Agora, está no processo de treinamento com a cadelinha. Você sabe o que é preciso para conseguir um cão-guia? Siga as orientações:

- estar legalmente cego;

- possuir boa saúde física e mental;

- ter, pelo menos, cursado ou estar cursando uma escola secundária (não há idade mínima nem máxima para obtenção do animal);

- ser capaz de prover alojamento adequado e querer o cachorro para propósitos de mobilidade.

A escolha do cão-guia

O treinamento para um cachorro se tornar um cão-guia não é fácil e, na verdade, já começa na seleção das raças adequadas para a função: geralmente são pastores alemães, labradores e golden retrievers.

As etapas do treinamento

- Aos três meses, o cão inicia a fase de socialização, que vai até completar um ano de idade. Essa fase pode ser conduzida pelo treinador ou por uma família voluntária, que cuida do animal no primeiro ano de vida;

- Nessa fase, o cão aprende a conviver em ambiente social, urinar e defecar apenas em locais apropriados e alguns comandos básicos para o convívio;

- Depois, vem o treinamento específico, com duração de sete meses;

- Nessa fase, o cão aprende a desviar de obstáculos, perceber o movimento do trânsito, identificar objetos, encontrar a entrada e saída de diferentes locais, localizar banheiros, escadas, elevadores, escadas rolantes, e desviar de obstáculos, entre outras atividades importantes;

- No último mês, é realizado o treinamento para transformar a dupla cão-guia e seu usuário em um time com harmonia.

fonte: Globo

Prefeitura entrega mais 15 alvarás de táxi acessível; capital terá 93 carros adaptados


 
A Prefeitura de São Paulo entregou ontem 15 alvarás de táxis adaptados para atender quem tem mobilidade reduzida. 

As licenças fazem parte de 290 novos alvarás para taxistas e que preveem 58 veículos acessíveis. 

A cidade passará a ter 93 veículos adequados para esta população. O táxi acessível permite ao cadeirante entrar ou sair sem desmontar a cadeira de rodas.

Os táxis adaptados podem ser encontrados em pontos como os do Aeroporto de Congonhas e do Hospital das Clínicas, entre outros, ou em empresas de radiotáxi.

 A lista das empresas que têm táxi acessível pode ser conferida no site www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/transportes/autorizacoes_especiais/index.php?p=230. 


 Fonte: Estadão

Bombeiros resgatam cachorra cega e surda que caiu em bueiro em Goiânia

Cachorra Chula sendo retirada do bueiro pelos bombeirosNa noite de ontem (1º de outubro), o Corpo de Bombeiros realizou o resgate de uma cadela que caiu dentro de um bueiro, no Setor Riviera, região leste de Goiânia (GO)

Eles tiveram de abrir um buraco no meio da rua, que foi isolada, para salvar o animal que estava desaparecido há quase 24h e está quase cego e surdo. 

O trabalho foi concluído depois de mais de duas horas.

Depois de cair no bueiro, a cadela ainda caminhou pela tubulação e ficou parada em uma caixa que coleta a água da chuva.

 Os bombeiros fizeram revezamento entre eles para abrir o asfalto e perfurar a tampa de concreto. “Estamos tentando chegar ao acesso da tampa onde concentra a galeria de captação de água da chuva”, explica o aspirante dos bombeiros Rafael Paiva Justos.

A vizinhança se reuniu para acompanhar o trabalho que mudou a rotina do bairro. Todos na torcida pela Chula. “Afinal de contas é um ser vivo.

Ela merece o esforço”, diz o aposentado Vicente de Almeida Neto. “Estamos por cima e estamos morrendo de calor, imagine quem está lá por baixo então”, comenta a aposentada Maria de Fátima Almeida.

A hipótese da família para a fuga do animal é de que alguém pode ter deixado o portão da casa aberto. “Como ela não enxerga direito, não ouve direito, saiu e caiu dentro do bueiro”, diz a dona da cachorra Daniela Ramos da Cruz.

Depois de duas horas, os bombeiros conseguiram chegar à galeria. A Chula foi encontrada bastante assustada a dois metros de profundidade. Logo que saiu do buraco, todos comemoraram.

“Isso aqui é como se fosse uma criança minha. Tem mais de 16 anos que ela acompanha a gente”, emociona-se o dono da cachorra Waltermir Pereira da Silva. “Quero agradecer, primeiramente, a Deus e depois aos bombeiros”, diz Daniela da Cruz.

Fonte: G1

Diadema recebeu mutirão social do Projeto Cadê Você?

Logotipo do Cadê Você 

 
Realizado no último sábado, 29 de setembro, na APAE Diadema, o projeto de inclusão social Cadê Você? atendeu trinta e oito pessoas com deficiência residentes do município de Diadema, localizadas através de Serviços de Saúde e da Educação do Município.

Criado em 2010, o projeto Cadê Você? tem dois principais objetivos: empoderar as pessoas com deficiência e suas famílias, provendo informações sobre os seus
direitos, e também avaliar os serviços oferecidos pela rede pública.

No último mutirão, a equipe técnica avaliou os pacientes e sugeriu encaminhamentos a serviços da rede de Diadema. Em uma segunda fase do projeto, o Instituto Mara Gabrilli deve entrar em contato com os pacientes e famílias atendidos para saber se os encaminhamentos sugeridos foram feitos e se a rede municipal pôde atender com eficiência os pacientes que a procuraram.


A equipe do mutirão de Diadema contou com dois fisioterapeutas, três assistentes sociais, duas psicólogas, uma terapeuta ocupacional e uma fonoaudióloga, além de duas recepcionistas, uma coordenadora, dois voluntários na coordenação dos trabalhos, quatro voluntários da empresa Bombril e quatro voluntários da APAE. Essa edição do Cadê Você? foi patrocinada pelas empresas McDonald’s, Bombril e Sabesp.


Pessoas com deficiência que precisem de orientação e encaminhamento podem fazer o cadastro pelo site http://cadevoce.org.br/cadastre-se/ para que sejam contatadas pelo Instituto. Para os interessados em saber mais, o site do Cadê Você? também oferece recursos como fotos e vídeos do projeto e um mapa de localização das pessoas com deficiência atendidas por bairro e tipo de deficiência.

Carros autônomos serão realidade em 5 anos, diz CEO do Google

Carro do Google
O Google é conhecido por ter metas ambiciosas e está aparentemente não está fazendo exceção para carros autodirigidos. Tais "veículos autônomos" serão uma realidade "para pessoas comuns" em menos de cinco anos, disse o CEO da gigante, Sergey Brin.

Ele também acha que os carros autônomos serão "muito mais seguros" do que aqueles conduzidos por seres humanos e imaginou um mundo no qual vagas de estacionamento do escritório se tornariam uma coisa do passado, com carros deixando seus donos no local desejado e estacionando em algum outro lugar.

Brin falou em uma conferência para a imprensa na sede do Google, no Vale do Silício, onde o governador da Califórnia, Jerry Brown, assinou um projeto de lei estadual voltada à aceleração de testes e desenvolvimento da autocondução de veículos.

A SB 1298, de autoria do senador do Estado da Califórnia, Alex Padilla, cria um quadro legal e normas de segurança para testes e operação de veículos autônomos. 

O projeto exige, entre outras coisas, que um motorista esteja presente para tomar o controle do veículo quando necessário e também diz que veículos autônomos só poderão ser utilizados para testes até que o estado conceda várias aprovações de segurança. Segue-se uma legislação similar aprovada em Nevada.

"Estamos pisando no acelerador quando se trata do carro do Google", disse Padilla no evento. Brin foi questionado sobre quanto tempo ele acha que vai demorar antes que carros autodirigidos sejam uma realidade para pessoas comuns.

 O executivo respondeu que engenheiros da gigante já estão testando os carros e que a empresa espera deixar mais funcionários testá-los dentro de um ano. 

"E eu espero que as pessoas no geral possam utilizar esta tecnologia dentro de alguns anos depois disso", disse."Eu espero que carros autodirigidos sejam muito mais seguros do que os tradicionais, dirigidos por humanos", disse ele.

Ainda assim, veículos autônomos terão de enfrentar um lote de exames minuciosos antes de serem autorizados na estrada, e ainda há muito trabalho a ser feito, acrescentou. Carros do Google têm rodado cerca de 480 mil quilômetros de testes em estradas, mas não sem incidentes, disse Brin.

O máximo que os carros têm alcançado sem " intervenção crítica de segurança " - ou a necessidade de um motorista tomar o controle - é cerca de 80 mil km, disse ele. "Isso não está bom o suficiente, e vamos continuar trabalhando para ir além disso", acrescentou.

"A segurança é um grande desafio para nós. Isso é uma das coisas mais difíceis que assumimos do ponto de vista tecnológico, porque nunca há garantias o suficiente em termos de fazer as coisas corretamente", disse Brin. 

"O que acontece quando um computador quebra, ou quando o pneu fura ou algo inesperado acontece? Passamos dia e noite nos preocupando com todos os tipos de possibilidades raras, e eu estou otimista de que vamos ser capazes de resolver [estes problemas]", disse ele.

Brin acredita que os benefícios irão superar outras preocupações. A autocondução de carros será mais econômica em combustível, levará a menos acidentes e abrirá as portas para
pessoas cegas e outros que não estão ‘sendo servidos pelo sistema de transporte atual’", disse ele.

 "Algumas pessoas têm deficiência, outros são muito jovens, alguns muito velhos, e, às vezes nós apenas estamos muito bêbados", disse Brin.

Mas, ao final da conferência, ele voltou a falar sobre a quantidade de trabalho a ser feito. "É lidar com qualquer eventualidade possível", disse ele, "e nós estamos lidando com uma longa lista delas”. Mas os seres humanos já superaram desafios assim antes, disse ele. "Por exemplo, ao voar de avião”.

MEC: matrículas de alunos com deficiência sobem 933,6% em 10 anos

Páginas de um livro
O Ministério da Educação (MEC) informou nesta segunda-feira (1/10), por meio de seu site, que a quantidade de matrículas de pessoas com deficiência na educação superior aumentou 933,6% entre 2000 e 2010. Estudantes com deficiência passaram de 2.173 no começo do período para 20.287 em 2010 - 6.884 na rede pública e 13.403 na particular. 

O número de instituições de educação superior que atendem alunos com deficiência mais que duplicou no período, ao passar de 1.180 no fim do século passado para 2.378 em 2010. Destas, 1.948 contam com estrutura de acessibilidade para os estudantes.

De acordo com o MEC, no orçamento de 2013, o governo federal vai destinar R$ 11 milhões a universidades federais para adequação de espaços físicos e material didático a estudantes com deficiência, por meio do programa Incluir.

O Incluir tem como objetivo promover ações para eliminar barreiras físicas, pedagógicas e de comunicação, a fim de assegurar o acesso e a permanência de pessoas com deficiência nas instituições públicas de ensino superior. 

Até 2011, o programa foi executado por meio de chamadas públicas. Desde 2012, os recursos são repassados diretamente às universidades, por meio dos núcleos de acessibilidade. O valor destinado a cada uma é proporcional ao número de alunos.

Entre 2013 e 2014, o governo afirma que vai abrir 27 cursos de letras com habilitação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) nas universidades federais, uma em cada unidade da Federação. Segundo o MEC, o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) vai ofertar mais 12 cursos de educação bilíngue (português/libras) a partir do próximo ano.

Para dar suporte de recursos humanos aos novos cursos nas universidades federais, será autorizada a abertura de 229 vagas de professores e 286 de técnicos administrativos. As ações fazem parte do eixo educação do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Viver sem Limite, que envolve diversos ministérios para promover a inclusão, autonomia e direitos das pessoas com deficiência.

Fonte: Terra