26 de fev. de 2014

Jogos Paralímpicos de Sochi começam no dia 7 de março e o Brasil será representado por dois atletas

Fernando Aranha está sentado em equipamento do esqui cross country



Os Jogos Paralímpicos de Sochi, na Rússia, começam, oficialmente, em 7 de março, com a cerimônia de abertura. 


O Brasil, pela primeira vez na história, terá atletas na competição. No snowboard, disciplina estreante nos Jogos dentro do esqui alpino, o representante será o paulistano Andre Cintra, 34. No esqui cross-country, quem fará o debut brasileiro é o também paulistano Fernando Aranha, 35.
 

Andre teve a perna direita amputada após um acidente de moto, quando tinha 18 anos. O primeiro contato com o snowboard foi há quatro anos. 


Para se adaptar à modalidade, comprou uma prótese especial e, a partir de 2009, começou a competir. Andre foi o primeiro atleta brasileiro a conquistar uma vaga para os Jogos de Sochi. 


Em abril do ano passado, chegou à 18ª posição no ranking que classificou 32 snowboarders. Nesta terça-feira, 25, ele embarca para Suíça, onde fará a aclimatação final antes de chegar em Sochi, em 5 de março.
 

Aranha tinha contato com o esporte paralímpico antes de se aventurar na neve. O paulistano, que teve poliomielite e é cadeirante, já jogou basquete em cadeira de rodas, agora compete no ciclismo adaptado e no paratriatlo. Inicialmente, Aranha iria ao Jogos graças a um convite do Comitê Paralímpico Internacional (IPC) ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB)


No entanto, o atleta, em dezembro do ano passado, conseguiu os índices necessários e, agora, chegará na Rússia por méritos próprios. O brasileiro já está em período de aclimatação nas montanhas do Colorado (EUA) e deve chegar em Sochi em 1º de março.
 

Além dos dois atletas, o Brasil desembarca na Rússia com dois profissionais da área de saúde (uma médica e um fisioterapeuta) e seis oficiais técnicos e administrativos. 


A participação do país nos Jogos de Inverno só foi possível graças à uma parceira do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) com a Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN).
 

O acordo entre as duas entidades, formalizado em maio do ano passado, visa o desenvolvimento de modalidades paralímpicas de inverno no país e consiste em apoio financeiro do CPB às iniciativas da CBDN no movimento paralímpico.
 

Os Jogos de Sochi vão reunir cerca de 600 atletas, de 44 países, durante nove dias de competição (8 a 16 de março). 


As modalidades do programa são biatlo, esqui cross-country, esqui alpino, hóquei e curling em cadeira de rodas. No total, serão 72 medalhas em disputa.
 

 Perfis dos atletas
 

Atleta: Fernando Aranha Rocha
 
Data e local de nascimento: 10/04/1978, em São Paulo
 
Peso: 76kg
 
Altura: 1,63m
 
Classe funcional: LW11.5 (sitting)
 
Provas em Sochi: 15km (9/3, 3h*), 1km (12/3, 3h*) e 10km (16/3, 5h45*)
 
História: Por causa de uma poliomielite, Fernando Aranha teve o movimento das pernas prejudicado aos 4 anos. Aos 16, um amigo sugeriu que praticasse basquete em cadeira de rodas. Foi, então, que ele fugiu do orfanato em que vivia e foi ao Ibirapuera para conhecer um time. Começou a praticar o esporte e, a partir daí, passou a experimentar outras modalidades. Hoje, além do esqui cross-country, compete no ciclismo adaptado e no paratriatlo.

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Atleta: André Cintra Pereira
 
Data e local de nascimento: 22/03/1979, em São Paulo (SP)
 
Peso: 77kg
 
Altura: 1,80m
 
Classe funcional: lower limb impaired (deficiência nos membros inferiores)
 
Prova: 14/3, 3h*
 
História: Aos 18 anos, André sofreu um acidente de moto e teve de amputar a perna direita um pouco acima do joelho. Há quatro anos, se interessou pelo snowboard e resolveu tentar se aventurar no esporte. Apesar de ter praticado surfe e skate antes de perder a perna, teve dificuldades no início da modalidade na neve. Equilibrar-se utilizando uma prótese era muito difícil. Em uma viagem aos Estados Unidos, ficou sabendo que existia uma prótese apropriada para a prática do esporte. Com o equipamento certo e as técnicas melhoradas, começou a competir entre 2009 e 2010.
 


*horário de Brasília




Pessoas com deficiência têm cotas em concursos e empresas de grande porte

Carteiras de trabalho

Na discussão sobre a proposta (Projeto de Lei 6738/13) que reserva 20% das vagas para negros em concursos públicos, que deverá ser votada neste ano na Câmara, é possível olhar para a experiência no Brasil de cotas para pessoas com deficiência em concursos públicos e em grandes empresas.


Apesar de existirem desde 1991, com a publicação da Lei 8.213/91, as cotas para pessoas com deficiência em empresas só passaram a ser fiscalizadas pelo Ministério do Trabalho a partir de 2001. 


Mas ainda hoje, empregadores reclamam que não há mão de obra treinada entre as pessoas com deficiência.
 
Essa cota, que chega a 5% nas maiores companhias, mas começa em 2% para empresas com mais de cem empregados, não é cumprida em muitas regiões.


Para resolver o problema da qualificação, desde 1999, o Instituto Cultural, Educacional e Profissionalizante de Pessoas com Deficiência do Brasil dá cursos e prepara candidatos que queiram assumir vagas em Brasília.


Segundo o presidente da instituição, Sueide Miranda Leite, há um milhão de vagas em empresas hoje no Brasil para pessoas com deficiência, mas apenas 300 mil estão ocupadas. 


“As vagas ofertadas por força de lei não são preenchidas nem pela metade, o que demonstra o grau de instrução dessas pessoas. Se elas não são preenchidas por pessoas com deficiência, então tem alguma coisa errada. Elas acabam retornando para pessoas sem deficiência”, afirma.


A situação é diferente da verificada nos concursos, em que até 20% das vagas devem ser reservadas para pessoas com deficiência, segundo a Lei 8.112/90 (Regime Jurídico Único). Poucos são contrários à medida. 


Se o Estado pode usar seu poder para contratar essas pessoas que de outra forma não teriam emprego, todos são a favor da medida.

Mérito
 

Mas nem por isso a medida gera menos discriminação, como conta o analista de sistemas Joaquim Barbosa, que é surdo. 


“A cota nos dá oportunidade de trabalho. Porém, existe sim o comportamento de pessoas de considerar que somos menos capazes e que estamos apenas preenchendo buraco, para cumprir lei. No caso da pessoa com deficiência, quando ela passa em cota, ela é colocada em áreas como protocolo, que eu normalmente chamo de subemprego.”


Hoje, Joaquim tem implantes e consegue ouvir com bem menos perda, e está aprendendo a ouvir ao telefone. Mas guarda histórias de quando era completamente surdo e trabalhava como qualquer outro analista de sistemas, apesar dessa limitação. 


Ele conta que já entrou em empresas sem ser pelo sistema de cotas, mas uma vez quase foi impedido de trabalhar por uma avaliação médica que o colocou como incapaz de realizar o trabalho que vinha fazendo há anos.


Para ele, que tem a esposa e dois filhos negros, as cotas raciais em concursos podem ser a única maneira de famílias negras alcançarem melhores posições de vida. 


“Assim como a cota para deficiente, você não entra no concurso se não atingir pelo menos a nota mínima. Então, você não pode dizer que vão entrar pessoas que não têm competência para trabalhar. Porque, se ela atingiu os requisitos mínimos para passar, ela tem, sim, competência”, acredita.


Para Marlene da Conceição, com deficiência e concursada, não se justificam as críticas de que quem entra por cotas não é apto ao trabalho no serviço público. Para ela, o mérito é o mesmo. 


“Eu mesma entrei no serviço público sem cotas. O mérito, nesse caso, continua sendo um critério. Foi mais do que provado que não tem nada a ver com mérito ou falta de mérito. Ninguém vai entrar no serviço publico sem mérito. As pessoas vão entrar com a mesma competência. São precisos alguns pontinhos. É como se fosse um empurrãozinho. E é só isso”, destaca.


No caso das cotas para negros, também terão de ser atingidos os critérios mínimos, de nota e qualificação, para um candidato passar no concurso.







Cidade de São Paulo tem 821 vagas que aceitam pessoas com deficiência

Mulher em cadeira de rodas está sentada na frente de um computador


O programa Emprega São Paulo/Mais Emprego, agência de empregos pública e gratuita gerenciada pela Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (SERT), em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), oferece nesta semana 821 vagas de trabalho que aceitam pessoas com deficiência na Capital.

 

Ocupação Local da Vaga Número de Vagas Escolaridade Exige experiência
Operador de Telemarketing Brás 100 Médio completo Não
Carpinteiro Edu Chaves 80 Fundamental Incompleto Sim


Como se cadastrar
 

Para ter acesso às vagas basta acessar o site: www.empregasaopaulo.sp.gov.br criar login, senha e informar os dados solicitados. 


Outra opção é comparecer a um Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) com RG, CPF, PIS, Carteira de Trabalho, laudo médico com o Código Internacional de Doenças (CID) e Audiometria (no caso de deficiência auditiva). 


Quem não tiver o laudo será orientado no próprio PAT sobre como proceder para conseguir a documentação exigida. O candidato pode comparecer na sede do PADEF, localizado, na Rua Boa Vista, 170 – 1° andar.

 
O cadastramento do empregador também poderá ser feito através do site do Emprega São Paulo ou PAT. Para disponibilizar vagas através do sistema, é necessária a apresentação do CNPJ da empresa, razão social, endereço e o nome do solicitante.

 
Sobre o PADEF
 

Desde 1995, quando foi criado, o Programa de Apoio á Pessoa com Deficiência (PADEF) inseriu mais de 13,5 mil pessoas com deficiência no mercado de trabalho.





Menina com paralisia não volta às aulas por falta de estrutura de escola

Lousa
Aos cinco anos, a pequena Manuela Soares foi a única aluna de sua turma que não voltou às aulas, iniciadas no dia 6 de fevereiro em uma escola municipal de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. 


A menina nasceu nasceu com paralisia cerebral e tem vaga garantida na rede pública do município. 


No entanto, a escola não tem condições de recebê-la, no momento, por falta de um funcionário que a acompanhe.
 

Manuela frequenta a Escola Municipal de Educação Infantil de Canoas desde 2012, mas teve de se afastar em junho do ano passado para fazer uma cirurgia no quadril. Mesmo assim, a rematrícula foi realizada. 


Só que a instituição não tem uma pessoa para acompanhar a menina de perto e ajudar a professora, como costumava acontecer com a menina.



 

A situação preocupa a mãe de Manuela, Berenice Moreira Soares. “Ela já tem essa dificuldade cognitiva, de vivenciar, de conviver com outras crianças. Já tem esse atraso. Quanto mais tempo passar, pior. Para ela e para nós. É uma frustração”, reclama Berenice.


 

O pai de Manuela trabalha à noite, então precisa descansar durante o dia. “Ficar com ela é uma missão não muito fácil porque ela exige atenção o tempo todo. Não é em qualquer cadeira que ela senta, ela pode sentar e, em um momento de descuido, pode cair”.


 

A mãe diz que não tem nada contra a escola, mas reclama das falhas no processo de inclusão


“Ela foi muito bem recebida tanto pelos funcionários, quanto pelos alunos. Teve apresentação, ela participou, foi muito bom. Mas, essa questão burocrática é que complica. A inclusão é algo lindo, maravilhoso, mas na prática deixa muito a desejar”, fala Berenice.
 


A Secretaria Municipal de Educação tem um setor específico para a inclusão de crianças e adolescentes com deficiência. 


O responsável pelo setor em Canoas, Eri Domingos da Silva, explica que é difícil conseguir estagiários para fazer esse trabalho nas escolas. 


“Estamos entrevistando candidatos para estágio, para que possam acompanhar não só essa aluna, mas todos os alunos que precisam de apoio. Além da entrevista, eles passam por uma formação para que saibam qual a realidade e a criança”, explica Silva.


Segundo ele, o contato da mãe de Manuela para retornar à aula foi somente na última terça-feira (18).
 

De acordo com Berenice, a escola sabia que a menina voltaria no dia 6 de fevereiro, já que estava rematriculada. 


“A escola tem o atestado da médica que fez a cirurgia dizendo o tipo de cirurgia, que ela precisava dos meus cuidados, que ela estava de atestado”, repete a mãe.
 

Conforme Silva, uma reunião presencial foi marcada para a próxima terça-feira (25) entre a secretaria e a família de Manuela. 


“A escola chegou a fazer esse relato, como outras escolas, mas nós gostamos de um contato direto com a família para ter a percepção da família, e isso ainda não aconteceu, vai acontecer semana que vem com a mãe”, aponta.


“Vamos resolver, com certeza. Como outros casos que surgiram, que às vezes não são na mesma rapidez que gostaríamos, mas acabam tendo uma solução, com a participação da escola e da família”, fala.






25 de fev. de 2014

Rede Lucy Montoro vai chegar a Diadema (SP)

Logotipo da Rede Lucy Montoro de Reabilitação
A Rede Lucy Montoro, referência na reabilitação motora, vai chegar a Diadema (SP)


 A nova unidade será implantada no segundo pavimento do "Quarteirão da Saúde", prédio pertencente à prefeitura de Diadema, que recebeu R$ 5,9 milhões para viabilizar a obra. 


"A prefeitura faz a obra, e a gente coloca os equipamentos. Teremos aqui o melhor serviço de fisiatria e fisioterapia para as pessoas com deficiência", afirmou o governador Geraldo Alckmin.
 
O convênio foi assinado com a prefeitura nesta quinta-feira, 20. O município deve seguir o padrão de serviços assistenciais já adotados em toda a Rede Lucy Montoro. 


O projeto contempla espaços para os setores de recepção e administrativos, ambientes adequados para serviços de fisioterapia e mecanoterapia, condicionamento físico, robótica, salas para terapia ocupacional e fisioterapia infantil.
 
"A rede oferece um serviço de excelência em reabilitação física com atendimento de qualidade aliado à utilização de equipamentos de alta tecnologia", disse o secretário da Saúde, David Uip.
 




Desenvolvida pela UEL, cadeira dá mais autonomia a tetraplégicos

Homem utiliza cadeira de rodas


Projeto desenvolvido pelo Laboratório de Controle Avançado, Robótica e Engenharia Biomédica, do curso de Engenharia Elétrica do Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU), da UEL, resultou em uma solução de baixo custo para melhorar a autonomia de pessoas com paraplegia ou tetraplegia.
 
Paratletas da equipe de basquete de cadeira de rodas de Londrina testaram recentemente o protótipo desenvolvido em laboratório, movido por sopro e sucção, dispensando qualquer outro esforço físico.
 
Os primeiros movimentos em condições reais mostraram uma cadeira ágil, de respostas rápidas. 


Os testes devem ter continuidade para aprimoramento do protótipo, que poderá ter patente requerida em nome da UEL, para posterior repasse de tecnologia a empresas que tenham interesse em fabricar o produto em escala comercial.
 
O modelo foi desenvolvido a partir de uma ideia do pesquisador Walter Germanovix, em 2000, a partir da refilmagem de “Janela Indiscreta”, protagonizado por Christopher Reeve e Daryl Hannah. Na época, Germanovik e o também pesquisador da UEL, Ruberlei Gaino, eram alunos de doutorado na Universidade de Londres. 


O projeto ganhou força a partir de 2006, com financiamento da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI).


Um dos diferenciais é justamente o baixo custo, se comparado a produtos importados, que custam até R$ 70 mil, segundo a professora, Sílvia Galvão Cervantes, uma das integrantes do Laboratório de Controle Avançado, atualmente diretora do CTU. 


Ela estima que a cadeira “made in Brazil” possa chegar a um custo de R$ 6 mil, tornando-se bem mais acessível. “O usuário deste equipamento sempre será dependente, mas ganhará autonomia para locomover-se, sobretudo em casa”, definiu Sílvia,


O professor Ruberlei explica que o modelo “pé vermelho” tem custo acessível porque utiliza componentes igualmente baratos. 


Os pesquisadores desenvolveram um módulo de baixo custo, com circuitos e sensores avaliados em aproximadamente R$ 500,00. 


A cadeira elétrica tem custo estimado de cerca de R$ 3 mil. O diferencial é exatamente a tecnologia de última geração, desenvolvida na UEL, utilizando softwares e recursos da Engenharia Biomédica.


O projeto envolveu pelo menos sete professores e cerca de 15 alunos de graduação (Iniciação Científica) e pós-graduação (Mestrado) e serviu inclusive de modelo para cientistas da Holanda que vieram conferir o trabalho desenvolvido pela UEL. 


O estudante de mestrado em Engenharia Elétrica, Édino Gentilho Júnior, está concluindo sua dissertação com base na experiência da cadeira de rodas. Coube ao estudante, que tem apenas 26 anos, aprimorar a tecnologia embutida no protótipo até os testes finais.


Segundo o mestrando, sua função foi retirar a cadeira da bancada adaptando-a as condições reais de utilização. Ainda não há testes sobre a durabilidade da bateria, cuja recarga ocorre com o uso da energia elétrica. Ele estima que a autonomia do modelo seja de 15 horas.






Serviço Atende para transporte de pessoas com deficiência utilizará táxis acessíveis

Vans Atende


A Prefeitura de São Paulo anunciou na  quarta-feira (19/02) que o Serviço Atende, gerenciado pela SPTrans, passará a ser operado também por táxis acessíveis para o transporte gratuito porta-a-porta de pessoas com deficiência física e que estão incapacitadas de utilizar o transporte público convencional. 


A novidade complementará o atendimento já realizado pelas vans adaptadas e valerá para a modalidade eventual, com viagens esporádicas, para fins específicos. 


O aprimoramento, que visa atender a demanda de 409 pessoas que têm interesse e não contam com o serviço, além de 509 pessoas da demanda parcial e que não são atendidas plenamente, está contido no Decreto 54.802. 


Estiveram presentes no anúncio o prefeito Fernando Haddad, a secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti, o superintendente do Atende, Altair Bezerra,  o promotor de Direitos Humanos do Ministério Público Estadual (MPE), Luiz Roberto Faggioni, e o secretário adjunto da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Tuca Munhoz.
 

As inscrições para o serviço podem ser feitas nos postos de atendimento da SPTrans. “A ampliação e o aprimoramento do Atende é uma das 70 ações do Plano São Paulo Mais Inclusiva, lançado no final do ano passado e que reúne o esforço de 20 secretarias municipais para melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência que moram na cidade”, explicou a secretária Marianne Pinotti. 


“Essa é uma entrega que estamos comemorando, mas vamos continuar trabalhando para dar mais acessibilidade a todas as pessoas que vivem em São Paulo”, concluiu a secretária.


“Esse decreto abre campo para outras inovações e outras iniciativas que possam congregar mais a nossa cidade e torná-la um ambiente cada vez mais acolhedor e solidário”, afirmou o prefeito Fernando Haddad. “São Paulo, no País, tem sido exemplo. 


Muitas políticas criadas aqui acabam servindo de referência para outros municípios. Não só para as pessoas com deficiência, mas em relação às políticas sociais de maneira geral”, disse o prefeito.

 
O superintendente do Atende, Altair Bezerra, explicou que um edital está sendo elaborado pela Secretaria Municipal de Transportes para convidar empresas que possuem táxis acessíveis a manifestarem o interesse em utilizar seus veículos para as viagens eventuais do Atende e assim efetuarem seu credenciamento junto à Prefeitura. 


Atualmente, São Paulo conta com 89 táxis acessíveis circulando pela cidade para fins particulares.


Os veículos são adaptados para o transporte confortável e seguro de passageiros e de seus acompanhantes.


“Esse decreto é uma prova da preocupação humanística do prefeito e portanto, espero que a a cidade continue nesse caminho que é o de transformar São Paulo em uma cidade mais inclusiva, mais humana, querida e aceitadora de todas as formas de atuação”, disse o promotor Luiz Roberto Faggioni.

Novo regulamento


Ficará a cargo também das Secretarias Municipais de Transportes; Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida; e do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência a elaboração, em até 180 dias, de um novo regulamento estabelecendo as diretrizes, regras e procedimentos operacionais para o serviço, incluindo as três modalidades de atendimento: Regular, eventual e de eventos.


Sobre o Atende


O serviço foi implantado em maio de 1996 e tem o objetivo de transportar pessoas com deficiência física com alto grau de severidade e dependência, impossibilitados de utilizar os meios de transporte público para a realização de tratamentos médicos, estudos, trabalho e até mesmo lazer. 


Durante todo o ano de 2013, o Atende realizou mais de 1,3 milhões de viagens, percorrendo 16,9 milhões de quilômetros. 


Atualmente, o serviço opera com 388 veículos adaptados que transportam um total de 7.350 passageiros – sendo 4.397 pessoas com deficiência e 2.953 acompanhantes.