3 de dez. de 2015

Pinacoteca realiza exposição com fotos feitas por pessoas com deficiência visual

 


Já pensou em ver uma exposição com fotos tiradas por pessoas com deficiência visual? 


Essa incrível iniciativa chegou no dia 28 de novembro na Pinacoteca do Estado de São Paulo e fica no local até o dia 3 de abril. Os ingressos custam até R$6.


A mostra Transver – fotografias feitas por pessoas com deficiência visual” reúne os trabalhos dos alunos do Curso de Fotografia para Deficientes Visuais, realizado pelo Núcleo de Ação Educativa. 


Ao todo o público pode conferir as 10 obras apresentadas, uma de cada participante, além de pranchas táteis, áudio descrições, textos em Braille e vídeo com depoimento dos artistas.

 

  

 

2 de dez. de 2015

Comissão de Educação vai debater Estatuto da Pessoa com Deficiência



A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) vai debater a aplicação da Lei Brasileira de Inclusão, também conhecida por Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015). 


O texto, em vigor desde julho deste ano, visa garantir, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais desses cidadãos, visando a inclusão social e a cidadania. 


A audiência, que acontece nesta quinta-feira (03), a partir de 9h, faz parte do encerramento da 9ª Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência.


Foram convidados para a discussão o diretor de Relações Institucionais do Comitê Paralímpico Brasileiro, Luiz Garcia; o embaixador do Reino Unido no Brasil, Alex Ellis; a doutora em Educação, Loni Elisete Manica; e o assessor de Inclusão da Pessoa com Deficiência do gabinete do senador Paulo Paim, Luciano Ambrósio Campos.


O presidente da Comissão de Educação, senador Romário (PSB-RJ), propôs o debate. Ele lembrou que pessoas com deficiência são mais vulneráveis a abusos e normalmente não frequentam a escola ou têm emprego.


— Também é importante destacar que a maioria dos deficientes não consegue entrar no mercado de trabalho, principalmente porque alguns empregadores acreditam que essas pessoas não são capazes de realizar o trabalho com eficiência, além de acharem que a construção de um ambiente acessível é bastante cara — ressaltou Romário.


O senador do PSB defende ser fundamental a criação de políticas que acolham melhor essa parcela da população.


A audiência pública na Comissão de Educação terá tradução simultânea na Língua Brasileira de Sinais (Libras). 


As perguntas e comentários da população podem ser enviadas por meio do Portal e-Cidadania, no endereço www.senado.leg.br/ecidadania, e do Alô Senado, pelo número 0800 61 22 11.


Você também pode participar pelo site  http://bit.ly/audienciainterativa








 
Fonte: Agência do Senado                          

Programa Inclusão, da TV Senado, recebe Prêmio Orgulho Autista nesta quinta



No Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, 3 de dezembro, o Programa Inclusão, da TV Senado recebe o Prêmio Orgulho Autista, do Movimento Orgulho Autista Brasileiro (MOAB). 


O prêmio será entregue às 14h, na Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília. 


O programa premiado abordou o seminário sobre educação de autistas, no Interlegis, promovido pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE).


O Inclusão é um programa mensal, produzido e dirigido pela jornalista Solange Calmon, que mostra iniciativas voltadas para o bem-estar comum e para a superação de dificuldades de brasileiros que, de alguma forma, foram excluídos do processo produtivo e do convívio social. 


O Inclusão já recebeu importantes distinções, como o Prêmio Vladimir Herzog, Prêmio Clara de Assis de TV, Prêmio Imprensa Embratel e Prêmio Alexandre Adler de Jornalismo em Saúde.


Outro agraciado com o prêmio Orgulho Autista é o Senador Romário (PSB-RJ), 


“por seu empenho em defender a causa das pessoas com deficiência, por ser relator da Lei Brasileira de Inclusão, no Senado Federal e mais diretamente ao autismo ao promover o Seminário: Autismo e os desafios da educação inclusiva e preocupar-se em apresentar projetos que beneficiam as Pessoas com Deficiência”.


O MOAB nasceu nos Estados Unidos, em 2004, e tornou-se um movimento mundial no ano seguinte. O prêmio Orgulho Autista, entregue pelo movimento, possui 15 categorias.


Desde 2005 o Conselho Brasileiro do Prêmio Orgulho Autista, formado por pessoas ligadas ao tema de todo o Brasil, busca evidenciar personalidades e instituições que se destacaram de forma significativa na vida de autistas, agraciando-os em diversas categorias, conforme suas realizações.


No primeiro momento, os membros do Conselho indicam os concorrentes e apresentam as defesas com o motivo pelo qual essas pessoas/instituições foram incluídas como candidatas. 


Na segunda fase, os integrantes do grupo votam naqueles que acreditam merecer a homenagem. Naturalmente, os mais votados são os vencedores.


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Como Assistir

 O Prêmio Orgulho Autista




 Data: 3/12/15 (Dia Internacional da Pessoa com Deficiência)

 Horário e local: 14h, EBC – Brasília

Assista ao programa premiado na página da TV Senado: https://www.youtube.com/watch?v=Oawsm8uSjos&index=25&list=PLLLnytnGoqibHnQ9NDyMHQ9A2N1J7d9R0.

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Fonte: Agência do Senado













O que se sabe (e o que falta saber) sobre relação entre zika vírus e microcefalia

 

 
O Brasil enfrenta uma epidemia de zika, uma doença "prima da dengue", desde o meio do ano. 


A doença, também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, provoca sintomas parecidos, porém mais brandos do que os da dengue: febre, dor de cabeça e no corpo e manchas avermelhadas.


No último final de semana, o governo brasileiro confirmou a relação entre o vírus zika e a microcefalia, uma infecção que provoca má-formação do cérebro de bebês.


A região Nordeste é a região mais afetada pelo surto de microcefalia - no Brasil todo já são mais de 1.248 casos notificados em 311 municípios em 14 Estados. 


As notícias sobre o zika e os casos de microcefalia pegaram o país de surpresa e suscitaram várias dúvidas. Veja abaixo as respostas a algumas dessas questões: 
 

 

Qual a relação entre o zika e a microcefalia?



A partir de exames realizados em uma bebê nascida no Ceará, e que acabou morrendo com microcefalia e outras más-formações congênitas, identificou-se a presença do vírus.


A confirmação foi possível a partir da confirmação do Instituto Evandro Chagas da identificação da presença do vírus em amostras de sangue e tecidos do recém-nascido que veio a óbito no Ceará.


A confirmação da relação entre o vírus e a microcefalia é inédita na pesquisa científica mundial.


"A microcefalia é uma má-formação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Normalmente ela é causada por fatores como uso de drogas e radiação". 


Segundo o governo, na epidemia atual, os bebês nascem com perímetro cefálico menor que o normal, que habitualmente é superior a 33 cm.

 

O que ainda não sabemos sobre a ligação entre o zika e a má-formação fetal?



O Ministério da Saúde deixou claro, no entanto, que ainda há muitas questões a serem resolvidas. Uma das questões é como ocorre exatamente a atuação do zika no organismo humano e a infecção do feto.


Também não se sabe ao certo qual o período de maior vulnerabilidade para a gestante. Em análise inicial do governo, o risco está associado aos primeiros três meses de gravidez.


O que é o zika?



É um arbovírus (do gênero flavivírus), ou seja, costuma ser transmitido por um artrópode, que pode ser um carrapato, mas normalmente é um tipo de mosquito.


No caso do zika, ele é transmitido por um mosquito do gênero Aedes, como o Aedes aegypti, que também causa a dengue.


Além disso, ele também está relacionado com a febre amarela, febre do Nilo e a encefalite japonesa.

 

Qual sua origem?



O vírus foi identificado pela primeira vez em 1947 em Uganda, na floresta de Zika.


Ele foi descoberto em um macaco rhesus durante um estudo sobre a transmissão da febre amarela no local.

Exames confirmaram a infecção em seres humanos em Uganda e Tanzânia em 1952, mas somente em 1968 foi possível isolar o vírus, com amostras coletadas em nigerianos.


Diversas análises genéticas demonstraram que existem duas grandes linhagens do vírus: a africana e a asiática.


Quantas pessoas já morreram no Brasil vítimas do zika?



Além da bebê cearense, outros dois óbitos relacionados ao vírus foram confirmados pelo governo.


O primeiro caso foi é o de um homem com histórico de lúpus e de uso crônico de medicamentos corticoides, morador de São Luís, do Maranhão. 


Exames específicos mostraram a presença do genoma do zika no sangue e em órgãos como o cérebro, fígado, baço, rim, pulmão e coração.


O segundo caso é o de uma menina de 16 anos, do município de Benevides, no Pará, que acabou morrendo no final de outubro. 


Com suspeita inicial de dengue, ela apresentou dor de cabeça, náuseas e manchas vermelhas na pele e mucosas. Testes deram positivo para o zika.


Houve surtos anteriores de zika?



Sim, mas não nesse grau. Em 2007, por exemplo, foram registrados casos de infecção do vírus na ilha de Yap, que integra a Micronésia, no Oceano Pacífico.


Foi a primeira vez que se detectou o vírus fora de sua área geográfica original, ou seja, África e Ásia.


No final de 2013, houve um surto do zika na Polinésia Francesa, também no Pacífico. Mais de 10 mil casos foram diagnosticados.


Desse total, cerca de 70 evoluíram para um estado grave. Esses pacientes desenvolveram complicações neurológicas, como meningoencefalite, e doenças autoimunes, como leucopenia (redução do nível de leucócitos no sangue).


No dia 26 de novembro, um relatório divulgado por autoridades locais mostrou que pelo menos 17 casos de má-formação do sistema nervoso central foram registrados entre 2014 e este ano, de acordo com o Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês).


Nas Américas, o vírus foi detectado pela primeira fez em fevereiro de 2014 por autoridades chilenas, que confirmaram o primeiro caso na Ilha de Páscoa. 


A transmissão se deu de maneira autóctone (ocorrida dentro do território nacional e não em pessoas que viajaram para o exterior).


Em maio de 2015, o Brasil confirmou seu primeiro caso desse tipo de transmissão, em um paciente da região nordeste.


A Colômbia também reportou seu primeiro caso de contágio do vírus, no estado de Bolívar. Até outubro, eram nove casos nessa região.


Também foram registrados casos nas Ilhas Cook e Nova Caledônia, novamente no Pacífico.

 

Qual o tempo de incubação do vírus?

 

O tempo de incubação tende a oscilar entre 3 e 12 dias. Após esse período surgem os primeiros sintomas. No entanto, a infecção também pode ocorrer sem o surgimento de sintomas (leia mais abaixo).


Segundo um estudo publicado na revista médica The New England, uma em cada quatro pessoas desenvolve os sintomas.


A maioria dos pacientes se recupera, sendo que a taxa de hospitalização costuma ser baixa.

 

E os sintomas?



O vírus provoca sintomas parecidos com os da dengue, contudo mais brandos: febre alta, dor de cabeça e no corpo, manchas avermelhadas, dores musculares e nas articulações. 


Também pode causar inflamações nos pés e nas mãos, conjuntivite e edemas nos membros inferiores. Os sintomas costumam durar entre 4 e 7 dias.


Há outros sintomas menos frequentes, como vômitos, diarreia, dor abdominal e falta de apetite.


Análises recentes no Brasil indicam que o zika pode contribuir para agravamento de quadros clínicos e levar à morte.


O primeiro caso foi confirmado pelo instituto Evandro Chagas, de Belém (PA). 


Um homem com histórico de lúpus e de uso crônico de medicamentos corticoides morreu com suspeita de dengue. Exame de sangue e fragmentos de vísceras apresentou resultado negativo para dengue, mas detectou o vírus zika.

 

Qual o tratamento para o zika?



Não há uma vacina nem um tratamento específico para o zika virus, apenas medidas para aliviar os sintomas, como descansar e tomar remédios como paracetamol para controlar a febre. O uso de aspirina não é recomendado por causa do risco de sangramento.


Também se aconselha beber muito líquido para amenizar os sintomas.

 

Há prevenção?



Como a transmissão ocorre pela picada do mosquito, recomenda-se o uso de mosquiteiros com inseticidas, além da instalação de telas.


Também deve se utilizar repelentes com um composto chamado icaridina e roupas que cubram braços e pernas, para reduzir as chances de se levar uma picada.

 

O que o governo está fazendo para lidar com a epidemia de zika e microcefalia?



Até o momento, o Ministério da Saúde fez um apelo para uma mobilização nacional no combate ao mosquito Aedes aegypti.


O governo lançou uma campanha para alertar para o fato de que o mosquito mata.


Nessa segunda-feira, o ministério informou que "está em contato com as secretarias estaduais e municipais para articular uma resposta conjunta e, em especial, mobilizar ações contra o mosquito Aedes aegypti. Comitês de especialistas apoiarão o Ministério da Saúde nas análises epidemiológicas e laboratoriais, bem como no acompanhamento dos casos."


No dia 13 de novembro, um alto funcionário do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, diretor do departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis, recomendou que as mulheres não engravidassem.


"Não engravidem agora. Esse é o conselho mais sóbrio que pode ser dado", disse.

Atualmente, Ministério da Saúde abaixou o tom e recomenda cautela a mulheres que pretendem engravidar.


Também recomenda que grávidas usem roupas de manga comprida, calças e repelentes apropriados para gestantes.


É importante que as gestantes mantenham o acompanhamento e as consultas de pré-natal, com a realização de todos os exames recomendados pelo médico.


A Presidência também determinou a convocação do chamado Grupo Estratégico Interministerial de Emergência em saúde Pública de Importância Nacional e Internacional (GEI-ESPII), que envolve 19 órgãos e entidades, para a formulação de plano nacional do combate ao mosquito.


No momento, há 199 municípios brasileiros em situação de risco de surto de dengue, chikungunya e zika.







1 de dez. de 2015

Detran-MS agora tem veículos adaptados para aulas práticas de pessoas com deficiência física

Dois homens dentro de um carro adaptado para pessoas com deficiência



Conseguir tirar a carteira de habilitação especial é um sonho de muitos deficientes. 


Pensando nas dificuldades enfrentadas por estas pessoas, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS)  adquiriu, na ultima sexta-feira (27), dois carros zero quilômetro adaptados para a realização de aulas e provas práticas para candidatos com deficiência.


A partir de hoje o Detran-MS conta com três veículos adaptados e uma moto, aumentando assim o número de atendimento aos candidatos a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) especial.


Segundo dados do departamento, a fila de espera no Estado, atualmente, é de 130 pessoas. 


O Detran oferece as aulas práticas gratuitamente, o que aumenta a procura por esse atendimento diferenciado.


As aulas práticas para tirar a carteira de habilitação fazem parte de um processo obrigatório e necessário para quem está querendo obter a CNH e poder dirigir tranquilamente seu veículo. 


“As leis de trânsito são as mesmas para todos, a nova gestão do Detran coloca o usuário em primeiro lugar. Queremos oferecer a oportunidade de inclusão as pessoas com deficiência física no trânsito, todos temos direito a locomoção”, afirma o diretor-presidente do Detran-MS Gerson Claro.


Segundo Gerson Claro, com a aquisição desses dois veículos, o processo da CNH especial terá mais agilidade, encurtando o período de espera para a realização das aulas práticas. 


"Nós estamos implantando mais rigidez no processo da primeira habilitação, como a biometria, monitoramento entre outros, mas queremos oferecer aos nossos usuários uma boa infraestrutura”, conclui.


Para tirar a primeira carteira nacional de habilitação (CNH), a pessoa com deficiência frequenta aulas teóricas e práticas como qualquer candidato, passa por um exame médico e a prova prática é feita por uma banca especial, conforme artigo 21 da resolução 168 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). 


Para mais informações sobre este processo acesse o site: http://www.detran.ms.gov.br
 




Comissão aprova taxímetro adaptado para pessoas com deficiência

 


A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência aprovou, na última quarta-feira (25), proposta que obriga os taxistas a oferecerem em seus veículos equipamento de áudio que informe às pessoas com deficiência visual o tipo e valor da bandeirada, o custo final da corrida e a quilometragem total percorrida.


O texto, que modifica a Lei da Acessibilidade (10.098/00), também determina a adaptação de 3% da frota de táxis para atender a pessoas com deficiência em geral.


Relator na comissão, o deputado Aelton Freitas (PR-MG) recomendou a aprovação das duas alterações na forma do substitutivo adotado pela Comissão de Viação e Transportes, que unificou em um só texto os projetos de lei 7888/14 e 1889/15.


"As proposições têm o mérito de atender à previsão legal que obriga o poder público a eliminar barreiras urbanísticas, arquitetônicas, de transporte e de comunicação para pessoas com deficiência, suprindo a lacuna legal existente em relação ao serviço de táxi", diz Freitas em seu parecer.

Tramitação


A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

 

Íntegra  Da Proposta:

 

PL-7888/2014  

PL-1889/2015






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