25 de set. de 2012

Pessoas com deficiência auditiva ensaiam para formar coral no AM


 


Com gestos e expressões, jovens e adultos ensaiam para um grande desafio: a formação de um coral composto por deficientes auditivos.

 O grupo iniciou os trabalhos neste ano no Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro, localizado no Sambódromo de Manaus.

O repertório do coral vai abranger canções da Música Popular Brasileira e o grupo já possui 10 alunos. 

Com o apoio de um professora voltada para a expressão corporal, a ideia do projeto é dar movimento aos coralistas. 

"Estamos trabalhando de uma forma que o público possa, através do corpo dos integrantes do grupo, que se emocione com as coreografias, com os passos. Que a gente consiga fazer algo de qualidade", disse a professora Kellen Maciel.

Para que o aprendizado fique mais fácil, os professores receberam aulas de libras para facilitar na comunicação durante as aulas. "Temos aprendido cada dia com eles a melhor forma de lidar e transmitir os conhecimentos", afirmou a regente do coral Emmeli Holanda.

Outra atividade voltada para os deficientes auditivos no Liceu Cláudio Santoro é o curso de percussão e bateria.

Segundo o professor Aírton Gaúcho, o desafio é manter a atenção nos movimentos e no sincronismo dos alunos. "Eu monto, por exemplo, a bateria e peço para eles ficarem em círculo. Isso serve para que todos fiquem atentos ao que o outro está fazendo", disse.

Para os professores envolvidos no projeto, o resultado tem sido positivo, pois os estudantes conseguem, mesmo sem ouvir, sentir o som da música.

Fonte: G1

Flagrantes da (IN) ACESSIBILIDADE para candidatos e eleitores com deficiência

 
 É fato que essas eleições municipais, como as antecedentes, ficarão marcadas pela falta de acessibilidade estampada nas mais diversas formas de barreiras para que pessoas com deficiência participem em igualdade de condições com as demais pessoas, tanto para candidatos quanto para milhões de eleitores. 

Candidatos com deficiência têm de enfrentar e superar barreiras de toda ordem para se equiparar aos demais que militam vaga eletiva no pleito eleitoral de 2012. 

Da mesma forma, eleitores com deficiência, a exemplo do que ocorre com surdos, são descaradamente discriminados e excluídos do processo, por não haver intérprete da Língua de Sinais Brasileira (LIBRAS) para lhes assegurar compreensão daquilo que está sendo apresentado pelos candidatos em suas propostas políticas, como se não tratasse de objeto que lhes digam respeito.

Eleitores ou candidatos com deficiência física e usuários de cadeiras de rodas amargam experiências de transitar com ajuda de terceiros em calçadas com péssimo estado de conservação, até alcançar o local do evento. 

O que desmotiva eleitores com esse perfil a correr risco de quedas que possam comprometer o físico-funcional já reabilitado, expondo-lhes a novos transtornos com transporte, avaliação diagnóstica e agendamento em programas de reabilitação para tratamentos de longo prazo. Razões suficientes para que não se envolvam com eventos do processo eleitoral, haja vista a inacessibilidade que impera nos mesmos.

Maiores e mais aguçadas se tornam as razões que levam candidatos com deficiência, a defender direitos fundamentais de seus pares, tão violados e subjugados ao longo da nossa história. Assim, candidatos com deficiência não tem outra opção, a não ser enfrentar as adversidades decorrentes do descumprimento da legislação vigente para participar dos comícios e demais atos públicos da agenda eleitoral, por maior que se constituam barreiras arquitetônicas, comunicacionais, entre outras.

A inexistência de piso tátil no entorno ou mesmo no local do evento para orientação geográfica dos cegos, assim como ausência de placas sinalizadoras com legendas em braile, infringem direito à liberdade dessas pessoas quanto ao ir e vir, além de lhes cercear direitos à dignidade humana com acesso à informação e comunicação, direitos fundamentais da pessoa com deficiência. Tudo isso contrariando preceitos elencados na Convenção das Nações Unidas sobre Direitos da Pessoa com Deficiência.

Barreiras de toda natureza que encaramos na vida cotidiana por falta de opção, parte do habitual desafio de sobreviver na adversidade e se apresentar combatente na incansável batalha pelos direitos que a Carta Magna do Brasil nos confere. 

Se tomarmos como elemento norteador das nossas reivindicações o delimitado pela Convenção das Nações Unidas sobre Direitos da Pessoa com Deficiência, hoje, equivalentes à emenda constitucional, não haverá norma infraconvencional (lei ordinária municipal, por exemplo) ou qualquer outra regra proferida pelos Poderes Legislativos federais, estaduais, distritais e municipais que a sobreponha.

O cumprimento dos artigos da Convenção está diretamente relacionado a nossa capacidade de mobilização, organização e defesa de seus conteúdos, como se fossemos seus fiéis defensores e guardiões. Nada nos chegará sem que tenhamos empenhado esforços para alcançar, e os candidatos com deficiência podem ser nossos representantes nesse cerimonial cívico. Apostemos nisso! 

A disposição de se lançar candidato nesse pleito eleitoral exige da pessoa com deficiência gasto de energia hercúlea, preparo e afinação com o discurso contemporâneo das grandes questões sócio-políticas do Brasil.

Conhecimento e domínio das nuances contidas nas entrelinhas das políticas públicas voltadas para esse segmento social, devidamente articuladas com o geral, universal, contextual, são deveras essenciais e indispensáveis na construção e composição das idéias que o candidato deverá elaborar para respaldar seus argumentos escritos e proferidos oralmente.

Tudo cuidado é pouco quando se trata de coerência entre a retórica eprática, até porque somos responsáveis pelo que pensamos, falamos e a maneira como agimos, em particular, com nossos semelhantes pares ou não.

Quem por nossos atos adversos seja prejudicado, a qualquer hora pode se apresentar para acertos, ocasiões em que podemos ser flagrados por fatais contradições. Conduta correta, ética, fraterna e humanitária é fundamental nos que se pretendem respeitáveis personalidades políticas.

Nesse aspecto, recomenda-se que o eleitor com deficiência exerça sua consciência cidadã, votando e elegendo candidatos comprometidos com a militância desse segmento social organizado, pessoas com histórico de luta em prol da inclusão e cidadania de seus pares.

Que tragam seus familiares e também busquem se informar e atualizar quanto aos instrumentos legais que lhes estejam a disposição, tanto no concernente aos seus direitos quanto deveres. Não devemos perder de foco que nossos direitos terminam no ponto que começam os das outras pessoas, com ou sem deficiência, inclusive, em determinadas situações podem se cruzar, ocasiões em que necessário se faz recorrer ao bom senso, sensibilidade e reciprocidade.

Temos como meta a construção de uma sociedade igualitária, não obstante as diferenças individuais que nos caracterizam humanos e singulares. As eleições municipais estão aí. Que façamos dessa oportunidade momento ímpar de contribuir para a transformação do status quo, começando a mudar as coisas onde a gente vive, nos nossos municípios, para, mais adiante, poder mudar em maior escala nas eleições de 2014.
 

Garoto autista é abandonado em centro de reabilitação na Grande SP

Desenho mostra criança dentro de um cérebro abraçando as suas pernas
Um adolescente autista de 17 anos foi deixado trancado e no escuro no Centro de Reabilitação Social Municipal Renato Felliphe Hanai Mendes Jardim Vitória, em Taboão da Serra (Grande São Paulo), na noite de segunda-feira (24).

Por volta das 17h30, um funcionário do centro ligou para a família pedindo para alguém buscar o adolescente porque o carro que faz o transporte havia quebrado.

Quando a mãe chegou ao local por volta das 18h encontrou a instituição fechada. Imaginando que o carro havia sido consertado, os familiares retornaram para casa e aguardaram a chegada do garoto. " A perua sempre atrasa e por isso não nos preocupamos com a demora", disse Ariane Alves Moreno, 20, irmã do garoto.

Preocupada com a demora do adolescente, a família ligou para o 190 e para a GCM (Guarda Civil Municipal) informando sobre o desaparecimento. A PM fez buscas na região e não encontrou o adolescente.

Por volta das 23h, os guardas municipais pularam o muro da instituição e encontraram o garoto sozinho trancado em uma sala escura. 

Ao menos um computador foi quebrado e documentos espalhados no chão pelo menino que estava assustado e irritado. O garoto deveria ter tomado um remédio controlado por volta das 22h.

Ariane disse que encontrou o irmão nervoso e cheirando a urina e fezes. " Quando ele me viu ficou mais calmo e sorriu, mas com certeza ficou traumatizado", disse.

Segundo a GCM, a administradora da unidade esteve no 1º Distrito Policial de Taboão da Serra para prestar depoimento e disse que não foi trabalhar ontem, mas que nesta terça-feira fará um levantamento para descobrir quem deixou o garoto sozinho.

A administradora pediu desculpas à família e disse que isso não vai mais acontecer, mas para Ariane quem fez isso com o seu irmão terá que ser responsabilizado

Segundo Ariane, faz quatro anos que o garoto está longe da escola porque a família não consegue vaga em uma escola especial.

Na instituição, o adolescente estava há três dias ainda em fase de adaptação. "A gente estava feliz porque tinha conseguido um lugar que faz inclusão social, mas agora não vamos mais levar", afirma Ariane.

A direção da instituição não foi encontrada para comentar o caso.

Roupas-robôs ajudam paraplégicos a andar

Jovem universitário andando com ajuda de um exoesqueleto
Quando Joey Abicca apoia a extremidade de uma muleta de metal no piso com o braço direito, minúsculos motores começam a rodar em torno de sua perna esquerda, levantando-a e  movimentando-a para frente.

Quando faz o mesmo com o braço esquerdo, os motores recomeçam a rodar e Joey consegue dar um passo com a perna direita. O som metálico do aparelho parece saído do filme RoboCop.

O que Abicca - de 17 anos, morador de San Diego, na Califórnia - está vestindo é essencialmente um robô. Sua roupa biônica consiste de dois aparelhos mecânicos presos às suas pernas e de músculos elétricos encarregados de grande parte do trabalho que lhe permite andar. O aparelho é controlado por um computador instalado em suas costas e por um par de muletas presas em seus braços, semelhantes a bastões de esqui futuristas.

Desde que se acidentou com um equipamento de terraplenagem, há três anos, danificando sua espinha dorsal, Abicca nunca mais conseguiu andar. A roupa especial que ele usa, fabricada pela companhia Ekso Bionics, é uma tentativa de tirá-lo desta situação. "É fantástico. Acho maravilhoso poder ficar em pé de novo", disse o jovem, antes de prender a peça nas pernas durante uma recente visita à sede da companhia na cidade. "O simples fato de estar ereto é maravilhoso."

A Ekso é uma de várias companhias e laboratórios de pesquisa que trabalham com robôs que podem ser usados como uma roupa, projetados para ajudar pessoas com deficiência ou para tornar o corpo humano sobre-humano.

Em 2010, a Raytheon apresentou um traje para soldados que reduz os danos provocados ao levantar pesos. Em Israel, a companhia Argo Medical Technologies também produz uma roupa robótica para ajudar paraplégicos a andar.
 
Pioneirismo

A Ekso afirma ter sido a primeira empresa a produzir uma roupa robótica, que não precisa ficar ligada por fios a uma fonte de energia. E embora sua roupa para paraplégicos hoje seja usada somente em centros de reabilitação, a empresa espera que um dia permita que as pessoas andem pela rua, pelos shoppings e até mesmo pelo mato.

O nome da Ekso, fundada há sete anos por engenheiros de Berkeley, também na Califórnia, deriva de exoesqueleto ou esqueleto exterior ao corpo. Financiada originalmente pelas Forças Armadas, a companhia colaborou com o campus de Berkeley da Universidade da Califórnia e com a empreiteira Lockheed Martin na fabricação de um aparelho chamado Hulc, que permite que os soldados carreguem até 100 quilos de equipamentos em terreno acidentado.

Em fevereiro, a Ekso começou a vender exoesqueletos utilizados em fisioterapia para que as pessoas consigam deixar a cadeira de rodas e usar os membros inferiores a fim de que os seus músculos não atrofiem.

Cerca de 15 centros de reabilitação dos EUA usam essa roupa; cada uma delas custa US$ 140 mil, juntamente com um contrato anual de serviços de US$ 10 mil.
 
A roupa biônica, composta de uma estrutura de alumínio e titânio, chamada Ekso, é movida a bateria e pesa cerca de 25 quilos.

Ela ainda não chegou ao estágio em que uma pessoa paraplégica possa usá-la independentemente. As baterias duram três horas e então precisam ser substituídas por um fisioterapeuta. Esse supervisor garante também que o paciente não caia; mas, segundo a companhia, centenas de pessoas já caminharam com esse traje e nenhuma caiu.

A roupa da Ekso não se limita a ajudar as pessoas a caminhar de novo. Sua versão mais recente, lançada no mês passado, permite andar em diferentes níveis de dificuldade a fim de estimular os pacientes a progredir em sua reabilitação.
 
Treinamento

O aprendizado compreende três modos. No primeiro, quando um paciente começa a aprender a andar com o traje, o fisioterapeuta programa o comprimento e a velocidade do passo e aperta uma tecla do computador para fazer a pessoa dar cada passo.

No segundo, o paciente pode dar o passo sem a ajuda das teclas instaladas nas muletas. No terceiro, o mais avançado, quando o paciente aprendeu a se manter em equilíbrio na roupa, ele pode dar um passo simplesmente deslocando o próprio peso.

Os pacientes aprendem a caminhar na roupa robótica com surpreendente rapidez, afirma Eythor Bender, diretor executivo da Ekso Bionics, que já trabalhou na Ossur, companhia que fabricava próteses. "As pessoas que nos procuram não caminham há muitos anos", conta Bender. "E em dois dias já estão andando sozinhas."

Yoki Matsuoka, ex-diretora de inovação do Google e hoje vice-presidente de tecnologia da Nest, que fabrica um termostato inteligente, disse que está na hora de os exoesqueletos serem promovidos da fase da ficção científica para a realidade comercial. A tecnologia das baterias foi aperfeiçoada de maneira significativa, materiais como plásticos e fibras de carbono hoje são mais leves e duráveis, e os sistemas robóticos são muito mais fáceis de controlar, diz ela.

 "Nos últimos dez anos, a evolução de alguns desses materiais e de algumas tecnologias nos permite construir robôs que realmente protegem e ajudam o ser humano", afirma.

Fonte: O Estado de S. Paulo (BRIAN X. CHEN, THE NEW YORK TIMES, RICHMOND, EUA)

Audiolivros aproximam pessoas com deficiência visual da literatura

Mãos em cima de papel em Braille
As pessoas com deficiência visual de Ariquemes (RO) estão tendo a oportunidade de conhecer obras literárias através dos livros falados.

 Uma parceria entre a Fundação Dorina Nowill para Cegos de São Paulo (SP) e a Biblioteca Municipal Pedro Tavares Batalha disponibiliza mais de 750 livros, entre obras faladas e em Braille para o público.

A professora auxiliar do sistema Braille da biblioteca, Rosangela Maria Lourencini, explica que o projeto Biblioteca Acessível já existe desde 2008. Atualmente, 19 pessoas participam das atividades no local. 

“As pessoas com deficiência visual têm audição aguçada, o que permite compreenderem e utilizarem esta ferramenta como fonte de novos conhecimentos”, ressalta Rosangela.

Os audiolivros são passados para aparelhos celulares, gravadores ou são emprestados para os usuários ouvirem na biblioteca ou em casa. “Aqui na biblioteca nós ouvimos e fazemos debates sobre as obras”, ressalta.

Com a doação das obras, pessoas com deficiência visual como Maria Venilda Rodrigues, de 52 anos, conhecem outras realidades. “Eu gosto muito de ouvir histórias e, através do áudio, eu conheço vários lugares do mundo”, conta Maria.

Com o incentivo, Maria Venilda também reforça os estudos. Ela é matriculada no Centro Estadual de Ensino de Jovens e Adultos de Ariquemes (Ceejaar) e leva o material didático para a biblioteca.A professora do sistema Braille da biblioteca lê o conteúdo e grava, para que Maria possa repassar a matéria cobrada nas provas.
 
Alfabetização
 
 Das 19 pessoas com deficiência visual que frequentam a Biblioteca Municipal, sete estão em processo de alfabetização por meio do sistema Braille. É o caso de Cremilda da Silva Teixeira, de 36 anos, que começa a reconhecer as letras. “Eu quero estudar e aprender coisas novas” conta.

Além dos audiolivros e das obras em Braille, a biblioteca também oferece aulas voltadas para as pessoas com deficiência visual.

Fonte: G1 (RO)

24 de set. de 2012

Pessoas com deficiência podem ser ajudadas no dia da eleição

"Além de ter prioridade no dia da eleição, pessoas com deficiência podem receber ajuda para fazer o voto. O teclado da urna eletrônica também é preparado para receber eleitores com deficiência visual, já que estã em Braille"

Veja o vídeo da reportagem:



Fonte: EBC

Manual da saúde da pessoa com Síndrome de Down

Movimento Down e o Ministério da Saúde convidam todos os familiares, profissionais e pessoas com síndrome de Down para o evento de lançamento do manual Diretrizes de Cuidado à Pessoa com Síndrome de Down, e sua versão acessível, Cuidado de Saúde para as Pessoas com Síndrome de Down. 

O evento contará com a presença do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O Movimento Down, em parceria com o Ministério da Saúde, tem orgulho de convidar para o evento de lançamento do manual Diretrizes de Cuidado à Pessoa com Síndrome de Down e sua versão acessível, Cuidado de Saúde para as Pessoas com Síndrome de Down. 

O evento, que será realizado no dia 26 de setembro, contará com a presença do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Fruto do Grupo de Trabalho realizado pelo Ministério da Saúde com a Participação do Movimento Down e de outras organizações, Diretrizes de Cuidado a Pessoa com Síndrome de Down e Cuidado de Saúde para a Pessoa com Síndrome de Down são as primeiras publicações do Ministério voltadas para o público com síndrome de Down e dentro de um formato adequado para a leitura e compreensão.

A versão acessível contou com a consultoria do Conselho Editorial Acessível do Movimento Down, formado por especialistas e pessoas com síndrome de Down. 

O material traz conteúdos sobre saúde e qualidade de vida adaptados para que possam ser assimilados sem dificuldades por quem precisa de facilitação na comunicação. 

Data - 26 de setembro 

Local - Centro de Referência da Pessoa com Deficiência, Endereço - Av Monsenhor Felix, 512, Irajá-RJ

Horário - 10h30

Fonte: Inclusive