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17 de mar. de 2014

Ônibus poderão ter equipamentos sonoros para avisar sobre paradas

Símbolo que representa pessoas com deficiência visual
A Câmara analisa o Projeto de Lei 6161/13, do deputado Major Fábio (DEM-PB), que obriga a instalação, em ônibus, metrôs e outros veículos de transporte público, de equipamentos sonoros que informem aos passageiros sobre os pontos de parada – nome, localização, tempo de permanência e possível integração a outros tipos de transporte.


A intenção do autor é facilitar a vida de pessoas com deficiência visual ou até mesmo de analfabetos. 


“Para as pessoas com deficiência visual que utilizam o transporte público coletivo, contar com informações emitidas por equipamento sonoro sobre os pontos de parada e dos terminais mostra-se benéfico, senão essencial aos seus deslocamentos, sobretudo nos grandes centros urbanos”, defendeu.


A proposta altera a Lei de Acessibilidade (Lei 10.098/00), que já obriga o transporte público a cumprir requisitos de acessibilidade. Esses requisitos, no entanto, não estão especificados na lei, mas vinculados à regulamentação do Executivo.
 

Tramitação
 

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; Viação e Transportes; e Constituição e Justiça e de Cidadania.




18 de jul. de 2013

ANTT garante condições de acessibilidade no transporte rodoviário de passageiros

Plataformas elevatórias apropriadas para ônibus rodoviários 


A Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT – estabeleceu, por meio da Resolução nº 3.871/2012, os procedimentos para assegurar condições de acessibilidade às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida que utilizam o transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros.

Esses usuários têm direito a receber tratamento prioritário e diferenciado nos ônibus com segurança e autonomia, total ou assistida, sem pagar tarifas ou acréscimo de valores no preço das passagens.

As empresas de ônibus devem adotar, 30 dias após a publicação da resolução, as providências necessárias para assegurar as instalações e serviços acessíveis, observando o Decreto nº 5.296/2004, as normas técnicas de acessibilidade da ABNT e os programas de avaliação de conformidade desenvolvidos e implementados pelo Inmetro.

Devem providenciar os recursos materiais e o pessoal qualificado para atender os passageiros e divulgar, em local de fácil visualização, o direito a atendimento prioritário de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, inclusive com deficiência visual e auditiva.

As transportadoras deverão também avisar, com dispositivo sonoro, visual ou tátil, os pontos de parada entre a origem e o destino das viagens de forma a garantir as condições de acessibilidade. No embarque ou desembarque devem apresentar as seguintes possibilidades:

- passagem em nível da plataforma de embarque e desembarque do terminal (ou ponto de parada) para o salão de passageiros;
- dispositivo de acesso instalado na plataforma de embarque, interligando-a ao veículo;
- rampa móvel colocada entre o veículo e a plataforma;
- plataforma elevatória; ou
- cadeira de transbordo.

cadeiras 02

Os passageiros podem transportar, gratuitamente, os equipamentos que utilizam para sua locomoção, mesmo que extrapolem as dimensões e excedam os limites máximos de peso. 

Nesse caso, devem informar à transportadora com antecedência mínima de 24 horas do horário de partida do ponto inicial. No caso de locomoção com cão-guia, o animal será transportado gratuitamente, no piso do veículo, próximo ao seu usuário.

De acordo com a resolução da ANTT, os ônibus interestaduais, com características urbanas, devem ter 10% dos assentos disponíveis para o uso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, garantindo o mínimo de dois assentos, preferencialmente localizados próximos à porta de acesso.

Para assegurar as condições de acessibilidade, a frota total de veículos das transportadoras deve ser fabricada ou adaptada. Até 2 de dezembro de 2014, as condições de acessibilidade para os veículos utilizados exclusivamente para o serviço de fretamento serão exigidos somente daqueles fabricados a partir de 2008. Após essa data, as condições de acessibilidade serão exigidas da totalidade da frota.

As empresas que descumprirem a resolução da ANTT estarão sujeitas à multa e os veículos poderão ser descadastrados do Sistema Informatizado da agência.


Veja no vídeo a seguir a demostração do embarque em ônibus rodoviário através da cadeira de transbordo:





10 de jun. de 2013

Frota acessível de Vinhedo ajuda moradores com dificuldades de locomoção

ônibus adaptado
Incluir significa integrar um elemento a um todo. À pessoa que tenha algum tipo de deficiência – tal como a limitação de mobilidade – o termo é ainda mais abrangente e garantido em Lei Federal, estendendo em sua descrição o direito à igualdade, à dignidade, a não discriminação, à acessibilidade e aos demais outros direitos garantidos como básicos pela Constituição Federal, tais como educação, saúde, trabalho, lazer, entre outros.

O transporte também faz parte dos direitos básicos à pessoa com deficiência e ainda contempla outro termo à sua correta oferta: a acessibilidade, a fim de permitir que o deficiente possa chegar mais facilidade e comodidade ao local que precisa se deslocar. 

“A acessibilidade é primordial quando se trata da pessoa com deficiência, pois permite que tenha garantido seu direito de ir e vir, de forma facilitada e de uma maneira que respeite suas características individuais”, afirmou a presidente do Conselho Municipal de Direitos da Pessoa com Deficiência de Vinhedo, Tatiana Saes Steiner.

Em Vinhedo, o direito ao transporte e a oferta do serviço com acessibilidade têm avançado com a ajuda da Prefeitura de Vinhedo, que por meio de suas secretarias municipais de Transporte e Defesa Social e Assistência Social – juntamente aos conselhos municipais e entidades do segmento – têm trabalhado na ampliação da frota de atendimento à população que tenha dificuldade de locomoção. 

“A mais recente conquista nesse sentido em Vinhedo, e que demonstra o respeito e a inclusão que há na cidade à pessoa com deficiência, é que, ao fim de abril desse ano, passamos a ter quase 80% da frota do transporte público municipal composta por veículos adaptados ao pleno atendimento desse público, o maior percentual da Região Metropolitana de Campinas [RMC]”, disse o prefeito de Vinhedo, Milton Serafim.

O alto índice de acessibilidade da frota municipal tem permitido, inclusive, que as entidades que atendem a esse público na cidade possam estimular a criação de mais autonomia de mobilidade entre seus usuários, a partir do uso do transporte coletivo municipal. 

“O município lutou e transformou em realidade o aumento de oferta do transporte adaptado e esse recurso, que em tanto valoriza a inclusão social na cidade. O importante agora é as famílias utilizarem este recurso, também como forma de, principalmente, colaborar na independência de seus filhos”, afirmou a gestora social do Centro Educacional Integrado de Vinhedo (Ceivi), Cristina Mazon.

Segundo Cristina, o Ceivi tem participado e acompanhado o trabalho que é feito junto ao transporte público para que seja acessível ao seu segmento de atendimento, que são pessoas com deficiência intelectual, associada ou não a outros tipos. Ainda de acordo com ela, a grande solicitação das famílias – e que desde dezembro de 2012 já é realidade – era ter uma parada de ônibus próxima à instituição, dada à gratuidade do serviço ao deficiente. 

“Primeiro veio a gratuidade no transporte para as pessoas deficientes e seus acompanhantes e agora há ônibus adaptados e um ponto de parada bem em frente à instituição. Para o Ceivi essas conquistas colaboram no processo inclusivo, pois respeitam as pessoas e garantem a locomoção não somente para vir às terapias, mas também sair com suas famílias, fazer compras, ir às suas igrejas, enfim, amplia o acesso às atividades de vida diária de todo cidadão.O importante agora é as famílias utilizarem este recurso”, falou.

Com a ampliação do transporte público municipal adaptado, o Ceivi informou que fez um trabalho junto às famílias atendidas, orientando quanto ao uso, horários e itinerários. 

A partir disso, a equipe técnica da entidade tem constatado que, cada vez mais, os usuários e as famílias têm optado pelo transporte público como principal forma de locomoção até a entidade. 

“Muitos deficientes vêm ao Ceivi sozinhos ou acompanhados de suas famílias fazendo uso do transporte público. É a inclusão social da forma mais prática e real”, disse Cristina.

Nos casos em que há extrema necessidade de saúde, contudo, o Ceivi continua a viabilizar transporte especial. 

Ao melhor atendimento dos deficientes que utilizam os serviços da entidade, o Ceivi junto à Secretaria Municipal de Transportes e Defesa Social ainda têm estudado os horários de atendimento do transporte coletivo em todos os bairros para deixá-lo o mais facilitado e adequado possível ao atendimento da pessoa com deficiência. 

Em dezembro de 2012, o Ceivi até ganhou uma linha especial – a 408 – que para na porta de entrada da entidade para facilitar o acesso de usuários ao serviço, a partir do uso do transporte coletivo municipal.

Outros benefícios

As pessoas com deficiência são isentas do pagamento de tarifa no transporte coletivo. O benefício está previsto na Lei Complementar nº 666/1991 e isenta do pagamento de tarifas nos serviços de transporte coletivo urbano as pessoas que tenham deficiência e cuja gravidade comprometa sua capacidade de trabalho, bem como o menor de 14 anos, portador de deficiência que igualmente justifique o benefício; e as pessoas com mais de 65 anos. A isenção também se estende ao acompanhante do deficiente.

A frota

Além de mais modernos e menos poluentes, os ônibus da nova frota em Vinhedo são do modelo Mercedes Benz e têm carroceria Induscar Apache Vip. 

Os veículos têm bancos com identificação a deficientes, aos seus acompanhantes e também para idosos e gestantes, além de encostos altos que proporcionam mais conforto e comodidade aos usuários.

Ao atendimento de cadeirantes e pessoas com dificuldades de locomoção, os veículos adaptados dispõem de elevadores e atendimento especial ao deficiente.

 Ao parar no ponto de embarque ou desembarque, o motorista se desloca até a porta traseira do veículo e aciona o elevador, atendendo durante todo o processo a pessoa com necessidades especiais. Nesse momento, o ônibus fica automaticamente travado, sem riscos, portanto, de se movimentar durante a operação.

Com a chegada dos oito ônibus Vinhedo em abril a cidade tem, atualmente, a frota mais nova da RMC e que tem apenas 1,4 ano de uso, bem como um percentual de acessibilidade que chega aos 78,75%, com onze ônibus com acessibilidade para uma frota urbana de 14.

17 de mai. de 2013

Serviço do ônibus Acesso atenderá cinco regionais, em Curitiba

ônibus adaptado
As regionais administrativas da Boa Vista, Bairro Novo, Santa Felicidade e Cajuru, em Curitiba (PR), terão, a partir de julho, os serviços do Transporte Especial Acesso, programa da Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência

O ônibus Acesso é um serviço de micro-ônibus que leva e traz para casa pessoas com deficiência que possuem um alto grau de comprometimento, sem autonomia ou independência funcional, relacionada às questões motora, intelectual ou emocional e que não conseguem utilizar os demais meios de transporte coletivos existentes.

O programa começou pela regional Pinheirinho, em março deste ano, e em agosto o serviço será ampliado para as regionais do Portão, CIC, Boqueirão e Matriz.

Para o bom funcionamento do programa, a Secretaria está orientando, por meio de cursos, os servidores que irão gerenciar o sistema. 

 Nesta quarta-feira (15), a capacitação foi realizada na Regional Boa Vista, com os servidores da Fundação de Ação Social e da Secretaria de Saúde. “A demanda em toda a cidade é grande e, com a divulgação, muitas famílias estão procurando informações sobre o serviço”, diz o coordenador de Relações com a Comunidade da Secretaria da Pessoa com Deficiência, Manoel José Passos Negraes.

José Ribeiro, administrador regional do Boa Vista, falou sobre a importância do Acesso. “A regional Boa Vista possui 250 mil habitantes, moradores em 13 bairros. Temos a certeza de que a demanda será grande, mas com gerenciamento iremos atender a todos os que precisam do serviço”, disse.

O ônibus Acesso tem elevador, cadeira de rodas, espaço para cão-guia e acessórios necessários para garantir movimento às pessoas com deficiência que possuem um alto grau de comprometimento. “Pegamos a pessoa com deficiência na porta de casa, levamos até a porta do serviço de que ela precisa e a deixamos na porta de casa quando o atendimento tiver terminado”, explica Mirella Prosdocimo, secretária da Pessoa com Deficiência.

Alan Celso Sierakowski, coordenador de assistência do Distrito Sanitário da Boa Vista, afirma que o Acesso será muito bem-vindo. “Há muitas pessoas com dificuldades de locomoção. Com o serviço porta a porta, será mais fácil encaminhar a consultas e exames”, disse. Para a supervisora da Fundação de Ação Social na Regional Boa Vista Joseli Cristina Gonçalves,  muitos esperam ansiosamente para usar o serviço.
 
Quem pode usar

Podem usar o Transporte Especial Acesso pessoas com deficiência com restrições de movimento, autonomia, e/ou comportamento, com renda familiar, per capita, de até um salário mínimo nacional e residente em Curitiba. O ponto de partida é sempre a moradia da pessoa com deficiência.

O atendimento precisa ser agendado com uma semana de antecedência. O usuário cadastrado, ou seu responsável, liga para a administração regional e informa o nome, número da carteirinha, destino, dia e horário pretendidos.

A pessoa com deficiência ou seu responsável deve entrar em contato com o Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) mais próximo de sua casa, com o documento de identidade em mãos, além do laudo médico de deficiência (emitido até 2 anos antes). Uma assistente social preencherá uma ficha de triagem, seguida de relatório de avaliação. 

Se o relatório indicar a necessidade de atendimento pelo Acesso, o pedido será enviado para a Secretaria da Pessoa com Deficiência, que fará a carteirinha de usuário, com validade de 2 anos. A pessoa com deficiência ou seu responsável retira a carteirinha de usuário no CRAS. Junto, será entregue o regulamento do serviço.

13 de mar. de 2013

Petrópolis (RJ) faz recadastramento para transporte de pessoas com deficiência

 
Após dois meses de serviço paralisado, a prefeitura de Petrópolis, Região Serrana do Rio de Janeiro, voltou a oferecer o transporte para pessoas com deficiência.

Agora um novo cadastro é feito para ver quantas pessoas no município precisam do serviço. Quem precisa de auxílio no transporte deve ir à Secretaria Municipal de Saúde com todos os documentos do paciente.

No início dessa semana, a administração do município disponibilizou um veículo que leva e busca Suzana, de 12 anos, para fazer tratamentos. Sem transporte, a jovem, que tem paralisia cerebral, não fez fisioterapia durante o período de interrupção do serviço, tratamento essencial o desenvolvimento de suas habilidades motoras.

Desde dezembro do ano passado, o carro que fazia o transporte, deixou de funcionar. O contrato com a empresa não foi renovado e pacientes estavam perdendo consultas e tratamentos. 

O secretário de saúde diz que o recadastramento é necessário porque houve registro de fraudes no auxílio-transporte na última gestão. A associação pró-deficiente diz que existe uma fila de espera de 500 pessoas com algum tipo de deficiência, que precisam de transporte.

Fonte: G1

6 de fev. de 2013

Fortaleza (CE) credencia idosos e pessoas com deficiência para uso de vagas exclusivas

Vaga de estacionamento sinalizada para pessoa com deficiência
A Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC), de Fortaleza (CE), por meio de sua unidade móvel, continua realizando atividades volantes pela cidade no mês de fevereiro.

 A partir dessa quarta-feira (6) até sábado (9), na Praça do Ferreira, os idosos e pessoas com deficiência poderão fazer seu credenciamento para a utilização das vagas de estacionamento exclusivas. O atendimento será feito das 8h à 19h.

A Praça do Ferreira foi escolhida pela AMC por ser um ponto tradicional de encontro de idosos e aposentados, no qual foi percebido uma grande demanda no local.

 A praça também conta com vaga de estacionamento exclusivo para pessoas com deficiência, o que facilitaria o deslocamento. Segundo Clébio Lima, responsável pela unidade móvel, “o objetivo do serviço é garantir mais comodidade aos usuários das vagas, facilitando o acesso ao credenciamento”.

Os interessados devem apresentar a documentação necessária e cumprir alguns requisitos exigidos, como ter mais de 60 anos, no caso de idosos, e comprovar a deficiência através de laudo médico, no caso de pessoas com deficiência.

A credencial é entregue na hora e já pode ser utilizada imediatamente. Vale ressaltar que o documento é pessoal e intransferível, ou seja, pode ser utilizado pelo credenciado em qualquer veículo que estiver trafegando.

Durante o período de 22 a 31 de janeiro, em frente a Praça dos Estressados, na Av. Beira Mar, a AMC emitiu cerca de 2000 credenciais, ultrapassando as metas estabelecidas para a ação. A unidade móvel irá percorrer outras áreas da cidade e a população será informada com antecedência.

O serviço de credenciamento também é disponibilizado de segunda a sexta-feira na sede da AMC (Av. Aguanambi, 90 – José Bonifácio), sendo necessária a apresentação dos mesmos documentos.

Documentação necessária

Para fazer o credenciamento a pessoa com deficiência precisa ter em mãos a cópia do laudo ou atestado médico; cópia do RG; cópia do CPF; cópia do comprovante de residência: água, luz ou telefone e no caso de menores de idade, acrescentar cópias dos documentos do responsáveis. O idoso precisa dos mesmos documentos, com exceção do laudo médico.

Credenciamento de idosos e pessoas com deficiência para vagas exclusivas de estacionamento
Local
: Praça do Ferreira – Centro

Horário: 8h às 19h

Fonte: http://www.fortaleza.ce.gov.br

Ônibus terão de ser acessíveis até 2014, diz secretária

Ônibus acessível
Até o fim de 2014, todos os ônibus terão de oferecer acessibilidade a deficientes físicos. A obrigatoriedade, estipulada em decreto federal, será cobrada pela secretária especial da Pessoa com Deficiência, Marianne Pinotti (PMDB).

Nesta segunda-feira (4), em entrevista à TV Estadão, ela disse que São Paulo está no caminho certo, mas, por enquanto, só alcançou metade do índice. Hoje, 8,9 mil veículos dos 15 mil estão adaptados.

— Há outros problemas: as pessoas precisam chegar até o ponto de ônibus e as interligações com metrô ou trem são feitas em estações não completamente acessíveis.

Para acelerar uma reforma ampla no calçamento público, a secretária defende ainda uma mudança na atual legislação que impõe multa ao contribuinte que não faz manutenção de sua calçada. Para Marianne, a autuação não deveria ser imediata, como ocorre hoje. — Dessa forma, ele poderia usar o dinheiro para arrumar a calçada.
A secretária ainda planeja espalhar pela cidade novas rotas de acessibilidade. — Elas visam a atender os centros dos bairros, onde estão comércio, sistema de saúde e de educação.

Em função da Copa de 2014, rotas sairão do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, com destino ao Vale do Anhangabaú, onde será montado um telão, e ao Itaquerão, estádio que receberá a primeira partida do Mundial.

Com R$ 12 milhões de orçamento, a pasta espera ter financiamento federal. A ideia é receber uma fatia do programa Viver sem Limite, que prevê R$ 7,6 bilhões em ações afirmativas. — Vamos elaborar os projetos e buscar os recursos.

Fonte: http://noticias.r7.com

16 de jan. de 2013

Jovens criam aparelho que ajuda cegos a pegar ônibus em São Vicente

Bengala está sobre piso podotátil
Alunos que estão prestes a se formar como técnicos em mecatrônica criaram um aparelho destinado, principalmente, a pessoas que tem deficiência visual, mas que pode se tornar um benefício para qualquer usuário dos coletivos em São Vicente, no litoral de São Paulo.

Dez alunos se empenharam em um trabalho da disciplina de robótica do curso de Mecatrônica, do professor Luiz Carlos Gonzalez de Castro, que os auxiliou no projeto. 

“A gente queria uma coisa inovadora, que ajudasse a sociedade e que solucionasse algumas dificuldades”, conta Hilton Fellippe Santos, um dos estudantes.
Aos poucos eles foram unindo as ideias e entenderam que era necessário montar um equipamento para ajudar os moradores a pegar o transporte público.  


“As pessoas às vezes tem dificuldade de ver o ônibus e também para acompanhar o trabalho do motorista”, explica o professor. Assim, surgiu o Sistema de Informação do Transporte Público.

O aparelho de identificação de ônibus que foi criado pelos estudantes emite um som para avisar que determinada linha está se aproximando do ponto de ônibus. Eles utilizaram vários sensores que devem ser colocados em postes da cidade.

Já os ônibus possuem uma espécie de código de barras que é reconhecida por esses sensores. “Como se fosse um produto. Cada ônibus tem seu código de barras”, explica o professor Castro.

Toda vez que um ônibus passa por um local em que há um sensor, ele emite uma mensagem ao computador localizado nos pontos de ônibus que informam ao usuário onde o veículo se encontra. 

Com isso, a pessoa também pode acompanhar a rota do veículo, como um GPS. Quando um ônibus está há 50 metros de distância, o computador do ponto de ônibus avisa aos usuários sua distância, linha, e qual o destino. 

Nesta máquina, o usuário também pode realizar pesquisas para saber qual ônibus deve pegar, de acordo com o seu destino, e onde ele se encontra. O computador possui leitura em braile para os deficientes visuais.

A pessoa também pode digitar o número da linha que deseja embarcar. O recado é transmitido para o motorista do ônibus que saberá que há passageiro o esperando em determinado ponto de ônibus.

Para o projeto sair do papel e ser concluído, os alunos fizeram muitas pesquisas durante três meses. 

Eles criaram todos os programas necessários para colocar em prática a ideia.  Alguns foram instalados nos computadores que seriam colocados nos pontos de ônibus, e outros dentro de um mini ônibus que representou os veículos normais durante o projeto e os testes.

Os técnicos que trabalharem com o equipamento poderão fazer alterações em algumas características do projeto. Eles podem inserir as linhas de ônibus e determinar a distância em que irão fixar os sensores nos postes.

Se o projeto fosse implantado em uma avenida como a Presidente Wilson, em São Vicente, por exemplo, o professor estima que seria necessário cerca de R$ 8 mil para a parte material, que inclui os sensores, os computadores nos pontos de ônibus e toda a aparelhagem técnica para o sistema ser implantado.

Alguns dos alunos que desenvolveram o projeto já trabalham na área de mecatrônica. Outros ainda estão procurando se inserir no mesmo. 

Mas os estudantes querem revolucionar o sistema de transporte. Eles querem que o projeto seja implantado em alguma cidade da região o mais rápido possível.  “É uma ideia que pode evoluir”, fala Fellippe.

9 de out. de 2012

São Paulo ganha 15 novos táxis acessíveis

Táxi acessível
No final de setembro, a Adetax (Associação das Empresas de Táxi de Frota do Município de São Paulo) fez a apresentação oficial dos primeiros 15 novos táxis acessíveis, de um total de 58 novos táxis para pessoas com mobilidade reduzida que circularão na cidade de São Paulo.

O serviço de táxi para pessoas com mobilidade reduzida continuará sendo oferecido 24 horas e deve ser solicitado pelo telefone (11) 3229-7688. Há também um website específico, no endereço
www.taxiacessivel.com.br.

 As corridas são tarifadas igualmente às dos táxis comuns: bandeirada inicial de R$ 4,10, mais R$ 2,50 por quilômetro rodado. A taxa de chamada é de R$ 4,10.

Em caso de cadeirantes, no Táxi Acessível estes podem seguir viagem ou sozinhos, ou com até dois acompanhantes. 

“O táxi acessível implica em mais conforto e segurança porque, no caso de cadeirantes, torna-se possível o uso do táxi sem que o passageiro precise ser retirado de sua cadeira de rodas”, explica Ricardo Auriemma, presidente da Adetax.

Os táxis acessíveis contam com plataforma elétrico-hidráulica, acionada por controle remoto e com sustentação de até 250 quilos, para acomodar o usuário no carro de forma descomplicada.

Ao todo, até o final do ano, as empresas de táxi da cidade colocarão em circulação mais 58 táxis, somados aos 35 acessíveis que já existem na capital paulista, desde 2009. 

Com isso, a frota de táxis para pessoas com mobilidade reduzida atingirá 93 veículos ainda em 2012. Hoje, apenas os 16 táxis acessíveis das empresas ligadas à Adetax já atendem mensalmente, em média, 1.600 corridas. 

Desde o início do serviço, em fevereiro de 2009, até agosto de 2012, o número de atendimentos foi de 54 mil. “Nestes três anos, desde que inauguramos o serviço com apenas 16 carros, tivemos um grande aprendizado.

 E, com a entrada de mais táxis acessíveis, em poucas semanas corrigiremos eventuais atrasos no atendimento, que acontecem quando há várias chamadas durante um mesmo período”, explica Auriemma.

Hoje, dos 33.750 táxis da cidade de São Paulo, 3.500 pertencem a 58 empresas de táxi (frotas) do município.