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24 de nov. de 2016

Mercado investe em imóveis com acessibilidade, em Goiás






Para tornar os empreendimentos mais acessíveis, imobiliárias e construtoras investem na acessibilidade para deficientes físicos e pessoas com a mobilidade reduzida nos imóveis e condomínios de Goiás. 


Parte dos esforços é para atender a uma norma da Caixa Econômica Federal, que exige que, no mínimo 3% dos apartamentos dos edifícios feitos com recursos do Minha Casa Minha Vida, sejam acessíveis em seu interior.


Em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, um condomínio horizontal de lotes será entregue com todas as calçadas acessíveis.


De acordo com Paulo Henrique Ribeiro, engenheiro civil e diretor da CINQ Desenvolvimento Imobiliário, responsável pelo projeto, a percepção da necessidade se deu a partir de experiências próprias.


Ele afirma que o projeto é o primeiro condomínio, no Brasil, com calçadas projetadas e entregues em todos os lotes e áreas comuns.


“Tiramos a ideia da nossa experiência. Apesar da empresa ser nova, os proprietários são bem antigos no mercado e percebemos que nos condomínios, hoje, os moradores não conseguem andar nas calçadas, porque não tem e quando tem, está mal cuidada. Um vizinho fez de um jeito e o outro fez de outro, tem um degrau, um desnível”, relata.





O egenheiro desenvolveu um loteamento com calçadas projetadas para serem acessíveis aos seus moradores. 


O projeto inclui, além da calçada com largura de 4 metros para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, o piso tátil, que ajuda a direcionar pessoas com deficiência visual.


O diretor acrescenta que o condomínio também apresentará lombofaixas, que são passagens elevadas para pedestres, que permitem que a pessoa não precise descer um degrau para atravessar a rua.


“Ao atravessar a rua com a lombofaixa, o morador não precisa descer para o asfalto. Ele fica no mesmo nível da calçada e a largura da lombofaixa é a mesma da via de pedestre, de tal forma que chama atenção do carro. A própria coloração diferente chama atenção e faz o motorista reduzir a velocidade, além do desnível. Então, um cadeirante ou pessoa com dificuldade, uma babá com carrinho, todos conseguem atravessar com mais segurança”, analisa.





Ele conta que, para que o cliente possa entender a dimensão real do condomínio, foram reproduzidos 3 lotes de tamanhos reais, com a representação das calçadas, lombofaixas e demais características inclusas no projeto


“Reproduzimos três lotes para que o cliente possa entender o que é. Todas as calçadas com o piso tátil. Aqui, o cliente consegue visualizar exatamente o tamanho do lote, consegue entender o que estamos falando de calçada acessível”, revelou.


Ribeiro ressalta que o morador, ao comprar o lote, não pode realizar intervenções nas calçadas. 


“Não pode mexer, nem pintar, porque senão ficaria diferente uma da outra e perderia esse senso de unidade. A calçada tem que ser nivelada, tem que ter o piso tátil e tem ser padronizada. Se cada uma for de um jeito, cada um botar um piso de um jeito, perde o sentido”, completa o diretor.


Apartamentos acessiíveis



A adaptação também tem invadido a categoria dos apartamentos econômicos. Thiago Scarparo, engenheiro de instalação da MRV Engenharia, afirma que a empresa já está cumprindo a determinação da Caixa Econômica Federal. 


Segundo ele, os empreendimentos possuem soluções para melhorar a qualidade de vida dos moradores com deficiência.





“A gente faz alteração no tipo de acabamento hidráulico com torneiras diferentes para tornar mais acessível. As portas são maiores, mais largas. As bancadas são mais baixas. No banheiro, colocamos portas de correr, fazemos adaptação das barras para deficiente também no banheiro. Além da área externa, que também é adaptada”, salienta.


O engenheiro conta que toda a área externa possui adaptações, o que torna possível que o deficiente físico passe por todos os ambientes do prédio.






“Foram projetadas rampas de acesso para cadeira de rodas, todas obedecendo a inclinação de oito graus. Calçadas adaptadas, que respeitam a largura e piso tátil na área externa. Acesso à área de lazer. Além de vagas de estacionamento para deficientes, com espaço ideal para o acesso de cadeiras de rodas”, conclui o engenheiro.


Experiência

 

O André Jonas de Campos, advogado da Associação dos Deficientes Físicos do Estado de Goiás (ADFEGO) é cadeirante. Ele é tetraplégico e revela que adquiriu um apartamento há três anos e precisou fazer adaptações antes de se mudar.


“Eu comprei o apartamento na planta e fiz um termo aditivo para falar todas as adaptações que seriam necessárias. Toda vez que eu adquiro um imóvel eu faço isso, porque se eu fosse utilizar outro imóvel sem as alterações, não atenderia as minhas necessidades”, revela Campos.


O advogado conta que cada deficiente tem suas próprias necessidades e que teve que fazer alterações nos tamanhos das portas, para deixá-las mais largas. Ele afirma que chegou a procurar outros imóveis com adaptação, mas nenhum, de fato, atendia às suas necessidades.


Campos acrescenta que, no local onde comprou o imóvel, não tinham apartamentos adaptados, por isso precisou exigir as alterações. Ele releva que não teve que arcar com nenhum custo para realizar os reparos.






Para ele, tanto na vida pessoal quanto como advogado da associação, é importante que sejam feitos imóveis acessíveis próprios para deficientes físicos e pessoas com mobilidade reduzida.

 
“Eu acredito que quando trabalhamos com acessibilidade, não estamos preocupados só com a presente geração, mas também a futura. Essas necessidades de hoje vão também atender as pessoas da terceira idade”, lembra.


Campos revela que um dos maiores obstáculos para um cadeirante, em uma casa ou apartamento que não é adaptado são as portas dos banheiros. 


“Na maioria das casas que eu vou, casa de amigos, as portas não atendem a um distanciamento que caiba a cadeira de rodas. A grande maioria é assim”, conclui o advogado.


 Fonte: Sempre Incluidos


 

11 de mar. de 2015

Residência inclusiva para mulheres com deficiência começa a funcionar

 


Foi inaugurada ontem a Residência Inclusiva Feminina para Jovens e Adultos com Deficiência – Nossa Senhora Aparecida. 


O serviço faz parte da rede socioassistencial oferecida pela prefeitura, através da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes), e conta com parceria da Ação Comunitária e Promoção Social São Francisco de Assis (Acop). 


O serviço abrigará dez mulheres com deficiência. O valor investido é de R$ 361.900,80, divido em parcelas mensais durante o ano. A residência fica na rua Professor Carlos Gomes Peixoto de Melo, 3-25, Vila Pacífico.


A titular da Sebes, Darlene Tendolo, destacou que o trabalho tem sido reverenciado pelo próprio Ministério da Assistência Social, que coloca Bauru como referência de sistema no País devido à quantidade e qualidade dos serviços oferecidos à população. 


Darlene reforçou a importância de ampliar as parcerias e a oferta dos serviços de acolhimento em diversas modalidades para garantir a oferta de proteção a pessoas em situação de risco.


Neste mês, ainda serão inaugurados a Casa Lar Idosos (dia 17) e o Serviço de Acolhimento para Crianças e Adolescentes (dia 24).


O prefeito Rodrigo Agostinho comemorou por mais um espaço de cidadania e pontuou a importância das parcerias. 


“Temos um longo desafio pela frente. 2015 será um ano difícil, mas vamos seguir trabalhando com muito esforço para superar os problemas. Quero parabenizar por mais esta parceria”, concluiu.


O vereador Markinho da Diversidade reforçou a importância do serviço e Jéferson Campos, presidente da Acop, aproveitou para agradecer a colaboração de todos que atuam nesse trabalho.


Ao final, o padre Reinaldo, da Igreja São Pedro, deu uma bênção especial ao local.


Fonte: Rede Saci



29 de out. de 2014

Minha Casa, Minha Vida: pessoas com deficiência devem renovar cadastro

 


Em acordo firmado entre o Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) e a Prefeitura de Aracaju, ficou definido que haverá renovação no cadastro de pessoas com deficiência inscritas no Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) no município, em 2009. A atualização começou em 27/07 e segue até 07/11.


Em reunião realizada na última terça-feira, 21, foram reafirmados os ajustes a respeito do empreendimento Zilda Arns, do PMCMV. 


Entre eles, o de atualizar o sistema de cadastramento, com garantia de cotas destinadas a pessoas com deficiência e idosos. 


Participaram da reunião, além da Prefeitura de Aracaju e do MPF, o Conselho Estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência em Sergipe (CEDPcD/SE) e a Associação dos Deficientes Motores de Sergipe.


Essa atualização, que acontece até 07/11, é destinada para todas aquelas pessoas com deficiência que possuem comprovante de inscrição realizada em 2009 no Programa Minha Casa, Minha Vida em Aracaju. 


“A medida é para garantir que nenhuma pessoa com deficiência, que se inscreveu em 2009, fique fora do sorteio para o empreendimento Zilda Arns, explica o procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Ramiro Rockenbach.


Sorteio – As unidades do empreendimento Zilda Arns destinadas a pessoas com deficiência serão sorteadas no dia 10/11, às 14 horas, na sala de reuniões do Centro Administrativo Professor Aluísio Campos.


Fonte:Plenário


27 de mai. de 2014

Mogi das Cruzes ganha a primeira 'residência inclusiva' do Alto Tietê

Foto de um desenho de uma casa com símbolos da acessibilidade


Mogi das Cruzes ganhou a primeira Casa Inclusiva do Alto Tietê e a sexta do Estado de São Paulo


A proposta é acolher pessoas que tenham entre 18 e 59 anos com algum tipo de deficiência e sem vínculo familiar. A triagem é feita pela Secretaria Municipal de Assistência Social.


A residência fica no bairro Mogilar, em Mogi das Cruzes. Além de ganhar uma nova familia, os moradores da casa também estudam e  praticam diversas atividades. 


Para os beneficiados, o projeto é mais uma conquista na luta pelos direitos das pessoas com deficiência.


"Acolhemos pessoas com deficiência e não com doença, porque existe uma grande confusão. Pessoas com alto grau de vulnerabilidade e sem retaguarda familiar são aceitas", explica Valeriana Alves, coordenadora da pessoa com deficência.


Informações sobre a Casa Inclusiva podem ser obtidas na Secretaria de Assistência Social. O endereço é Avenida Vereador Narciso Yague Guimarães, 776, Centro Cívico, em Mogi das Cruzes.


Fonte: G1


2 de mai. de 2014

Construtora lança residenciais com mais acessibilidade a idosos e pessoas com deficiência em BH

Símbolo da acessibilidade
A Construtora Casa Mais, visando ao aumento do número de idosos e de pessoas com deficiência física, estabelece projetos que atendem à dificuldade de locomoção desse público. 


Segundo pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 10% da população, cerca de 23 milhões de pessoas, é composta por idosos e aproximadamente 24% dos brasileiros têm algum tipo de deficiência. 


A Casa Mais lançou recentemente empreendimentos que seguem um padrão de acessibilidade para as pessoas com dificuldades de movimentos, como os residenciais Van Gogh, Mirante do Sol, Haroldo Andrade, Athenas e Ilha de Santorini.


De acordo com o presidente da empresa, Peterson Querino, além de rampas de acesso, corrimão e elevadores oferecidos em quase todos os prédios, a construtora aposta em outros elementos para atrair esse perfil de cliente. 


“Utilizamos um piso tátil e também iluminação apropriada em todas as áreas externas. Dessa forma, aumentamos a segurança e diminuímos os riscos de acidentes com idosos e deficientes físicos”, salienta. 


Fonte: Lugar Certo


30 de abr. de 2014

'Residência Inclusiva' para integrar pessoas com deficiência será inaugurada

Foto da imagem do projeto Residência Inclusiva

A Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS) inaugurou, nesta segunda-feira (28), a Residência Inclusiva Ttere Acolher, espaço que busca romper o isolamento tradicional em serviços de acolhimento para pessoas com deficiência


O local fica na rua Ulisses Ramos de Castro, 140, no bairro Bosque, em Presidente Prudente.


A solenidade de abertura será realizada às 8h, na sede do projeto celebrado após uma parceira entre os governos federal, estadual e municipal, além da entidade responsável. Ele consiste em residências adaptadas, com estrutura física adequada, localizadas em áreas residenciais na comunidade.


A Residência Inclusiva atua no âmbito da Proteção Social Especial de Alta Complexidade do Sistema Único de Assistência Social (Suas), para jovens e adultos com deficiência, prioritariamente, beneficiários do Beneficio de Prestação Continuada (BPC) e em situação de dependência, que não disponham de condições de autossustentabilidade ou de retaguarda família. 


Também podem participar aqueles que estejam em processo de desinstitucionalização de instituições de longa permanência.


De acordo com a prefeitura municipal, o público pode ser misto, ou seja, poderão conviver na mesma residência pessoas acima de 18 anos com diferentes tipos de deficiência, devendo ser respeitadas as questões de gênero, idade, religião, raça e etnia, orientação sexual e situações de dependência.


O serviço de acolhimento ofertado na Residência Inclusiva não atenderá pessoas com transtornos mentais, que devem ser encaminhadas para a rede de saúde mental que contempla trabalhos exclusivos voltados a estes casos.


Fonte: G1
 

9 de abr. de 2014

Projeto reserva 3% das moradias populares para pessoas com deficiência

Diversas casas de conjunto habitacional
Priorizar o acesso à moradia digna para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida


Esse é o objetivo do Projeto de Lei do Senado (PLS) 78/2011, que será analisado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) na quarta-feira (9), em reunião marcada para as 11h30.
 

Pela proposta, 3% das unidades habitacionais de programas sociais serão destinados a pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Essas residências devem ser adaptadas e preferencialmente localizadas no térreo. 


As adaptações também se estendem aos ambientes assistenciais. A autora do projeto, senadora Ângela Portela (PT-RR), justifica que “o acesso à moradia digna, direito de todos, tem sua relevância evidenciada no caso das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, para as quais a precariedade das condições habitacionais acentua a dificuldade de sua necessária integração social”.

 
A senadora acrescenta que o princípio da igualdade dos direitos implica o tratamento desigual dos desiguais. 


Nesse sentido, argumenta, incumbe ao legislador assegurar eficácia às normas constitucionais que determinam a proteção especial das pessoas com deficiência, que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representam 14,5% da população brasileira. O relator, senador Eduardo Suplicy (PT-SP), é favorável ao projeto, que tramita em caráter terminativo.
 

Modelo infantil
 

Na mesma reunião, a CDH vai apreciar o PLS 83/2006. Do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), o projeto fixa a idade mínima de 14 anos para o trabalho como ator, modelo e similares, desde que o menor tenha a autorização da família ou do representante legal.


Já os menores de 14 anos necessitariam de autorização judicial para o trabalho. A relatora, senadora Lídice da Mata (PSB-BA), é favorável à matéria, que ainda será analisada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
 

Ainda constam da pauta da CDH normas sobre acessibilidade de passeios públicos (PLS 541/2011); previsão de passe livre para pessoas com doenças graves (PLS 81/2012); e uma série de requerimentos para a realização de audiências públicas.





20 de fev. de 2014

Mirassol (SP) terá abrigo para pessoas com deficiência

Conjunto habitacional
Mirassol (SP) será a primeira cidade da região a receber o projeto Residência Inclusiva, do Governo Federal, em parceria com estados e municípios. 


Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, até o fim de março passará a funcionar na cidade uma casa dedicada especialmente ao acolhimento de jovens e adultos com deficiência, em situação de vulnerabilidade ou exclusão social, que não dispõem de condições de autossustentabilidade ou de retaguarda familiar.
 
O espaço, segundo a assessoria, vai funcionar através de um convênio firmado entre a Prefeitura e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).


“Mirassol foi eleita para ter essa moradia porque possui equipamentos sociais importantes como o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), além dos programas do setor da saúde – itens que fazem parte dos critérios de seleção do Governo Federal", afirmou a diretora do Departamento de Ação Social da cidade, Zezé Imbernom.


O projeto Residência Inclusiva faz parte da política nacional de assistência social. Segundo o Censo 2010, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem mais de 45 milhões de pessoas com deficiência, o que corresponde a aproximadamente 1/4 da população. Desse total, 6,7% têm alguma deficiência severa, o que pode indicar a existência de dependência.
 

A equipe que vai trabalhar com os moradores da casa é formada por coordenadores, assistentes sociais, psicólogos e cuidadores, que irão auxiliar nas atividades cotidianas. A residência terá capacidade para 10 moradores e ficará localizada na região central de Mirassol.


Para manter o local, serão repassados mensalmente para a Apae R$ 18 mil (R$ 10 mil do Governo Federal, R$ 5 mil do Estado e R$ 3 mil do município).



Fonte: DiarioWeb



28 de jan. de 2014

Pessoas com deficiências ganham casa adaptada

Conjunto habitacional


Santos (SP) ganha a partir da sexta-feira (24), às 15h, um espaço social especial. É a Residência Inclusiva 30 de Julho (av. Pinheiro Machado, 125), que vai funcionar na Vila Mathias para acolhimento de pessoas com deficiências de todo tipo, com objetivo de ensiná-las a ter autonomia. O novo serviço é resultado de parceria entre a prefeitura e o Centro Espírita 30 de Julho.


O imóvel foi adaptado e tem capacidade para 10 pessoas, como determina o Suas (Sistema Único de Assistência Social). Acolherá por tempo indeterminado homens e mulheres de 18 anos a 59 anos e 11 meses - acima dessa faixa etária há o encaminhamento para instituição de longa permanência de idosos. 


O convênio para a prestação do trabalho, firmado entre a Seas (Secretaria de Assistência Social) e a instituição, é de um ano, prorrogável por igual período.


As residências inclusivas oferecem serviço de acolhimento institucional dentro do que prevê a PNAS (Política Nacional de Assistência Social). 


Os usuários desse serviço são jovens e adultos com alguma deficiência, em situação de dependência, que não tenham condições de se sustentar ou retaguarda familiar, e estejam para sair de instituições de longa permanência. 


A prioridade é para aqueles que recebem Benefício de Prestação Continuada.
 

Residência Inclusiva
 

A presidente do Conselho dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Naira Rodrigues Gaspar, diz que desde 2007 aguarda a instalação de uma residência inclusiva em Santos. 


“É importante porque acaba com a visão de o deficiente estar sempre sobre a tutela de alguém, seja da família ou de uma entidade”, explica Naira.


A presidente do conselho usa como exemplo a novela Amor à Vida, onde a personagem Linda, uma autista, é superprotegida pela mãe, a Neide. “Isso acontece na maioria das casas”. Na residência inclusiva o objetivo é de o deficiente conquistar a sua autonomia.


Segundo ela, os profissionais ajudarão os residentes a organizar a rotina da casa, mas todos terão tarefas.




 

29 de out. de 2013

Ribeirão Preto assina termo que implanta Residências Inclusivas para pessoas com Deficiência

 

A Prefeitura de Ribeirão Preto assinou, junto ao Governo Federal, por meio da Secretaria de Assistência Social, um termo que visa à implantação de duas Residências Inclusivas para pessoas com deficiência no município. 


Um Projeto de Lei do Executivo foi protocolado na quarta-feira (16), na Câmara Municipal, e deve ser votado nesta semana.

Ele prevê a autorização de abertura de crédito especial na Secretaria Municipal da Fazenda para a Secretaria de Assistência de Assistência Social. O repasse será do Governo Federal, por intermédio do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome.


As duas unidades, sendo uma feminina e uma masculina, com capacidade de atender até 10 pessoas por abrigo serão operacionalizadas e executadas por entidades do terceiro setor, com previsão de funcionamento para janeiro de 2014. O serviço de atendimento funcionará ininterruptamente (24 horas).


O público-alvo do Serviço de Acolhimento Institucional são jovens e adultos com deficiência, em situação de dependência, prioritariamente aqueles atendidos pelo Benefício de Prestação Continuada – BPC, que não dispõem de condições de autossustentabilidade ou de retaguarda familiar, ou que estejam em processo de desligamento de instituições de longa permanência. Crianças e adolescentes (de 0 a 18 anos incompletos) devem ser atendidas nos serviços de acolhimento destinadas a crianças e adolescentes.


Residência Inclusiva


Trata-se de uma unidade que oferta Serviço de Acolhimento Institucional, no âmbito da Proteção Social Especial de Alta Complexidade do SUAS – Sistema Único de Assistência Social, conforme estabelece a Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais.


As residências adaptadas, com estrutura física adequada, localizadas em áreas residenciais na comunidade, devem dispor de equipe especializada multiprofissional e metodologia adequada para prestar atendimento personalizado e qualificado, proporcionando cuidado e atenção às necessidades individuais e coletivas dos grupos. 


“O objetivo da residência é acolher e garantir proteção integral a jovens e adultos com deficiência em situação de risco pessoal e ou social”, afirmou a prefeita Dárcy Vera. “Já protocolamos o Projeto de Lei na Câmara para darmos andamento ao trabalho o quanto antes”, disse.


A secretária da Assistência Social, Maria Sodré, informou que a parceria para a implantação das Residências Inclusivas é em consonância com o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Plano Viver Sem Limites. 


“Este é mais um avanço para Ribeirão Preto”. A nossa expectativa é que as residências inclusivas comecem a funcionar em janeiro do ano que vem”, finalizou.




9 de out. de 2013

Deputados de Mato Grosso aprovam residências assistidas para pessoas com deficiência

Casas de conjunto habitacional


Os deputados aprovaram em plenário, em primeira votação, a criação do programa “Residências Assistidas para Pessoas com Deficiência” em Mato Grosso


A meta é proporcionar cuidados amplos e adequados aos integrantes desse público e às suas necessidades, além de proteção e convivência para que eles possam estar plenamente inseridos na sociedade.


A resposta dos parlamentares mato-grossenses à lacuna existente no estado, nesse campo, aconteceu exatos cinco anos após o Brasil ratificar a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU – a Organização das Nações Unidas – e adotá-la com status de Emenda Constitucional. Com isso, Mato Grosso pode reforçar sua posição nesse contexto.


A atenção especial proposta está no Projeto de Lei n° 576/2012, do deputado Wagner Ramos (PR). Ela significa que o atendimento deve ser disponibilizado sempre quando existir situação de vulnerabilidade ou de risco social.


Também, nos casos de semidependência para realização de atividades da vida diária e as famílias não tenham condições de prover esses cuidados ou, ainda, quando pessoas desse grupo não possuam famílias ou tenham sido abandonadas.


“Essa atenção especial também deverá prevenir o isolamento e a institucionalização da pessoa com deficiência, a partir do fortalecimento dos vínculos familiares – quando houver – e da sua reinserção na comunidade da qual faz parte”, alertou Wagner Ramos. 


O projeto prevê ainda instalação de residências apropriadas nas comunidades que ofereçam ao paciente infraestrutura adequada e inclusão social, com cuidados de profissionais especializados.


A mais recente edição relacionada à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU foi realizada em Brasília entre os dias 03 e 06 de dezembro do ano passado. O PL 576/2012 começou a ser analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação.


Fonte: O documento

15 de ago. de 2013

Casa acessível é segura para crianças, idosos e deficientes


  

No projeto de Robson Gonzales, a bancada com vão livre de 0,73 m permite o encaixe da cadeira de rodas

Por Silvana Maria Rosso

Como ter uma casa que acolha com segurança e acessibilidade tanto às crianças, aos idosos e aos deficientes? A solução de um espaço acessível está no projeto que, ao ser idealizado por um arquiteto ou um designer de interiores, deve considerar as diversas etapas da vida de um ser humano e os variados tipos de usuários, sejam eles moradores ou visitantes, seja um bebê ou um idoso, sejam pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida ou não.

Todos têm direito a espaços adaptados e seguros. Segundo define a norma técnica 9050, da ABNT, a acessibilidade é a possibilidade e a condição de alcance, percepção e entendimento para o uso com segurança e autonomia de edificações, espaço, mobiliário, equipamento urbano e elementos.





A área de serviço assinada por Robson Gonzales tem gavetões e prateleiras acessíveis para quem está sentado. E a máquina de lavar com porta frontal permite o uso por cadeirantes. O piso é de material antiderrapante em peças grandes e pouca área

 

O projeto desta cozinha, assinado pela profissional Sandra Perito, previu o tampo da pia ajustável. O forno localiza-se em altura ideal para cadeirantes. E, para o acesso da lava-louças, contabilizou-se a área de manobras para a cadeira de rodas



Na cozinha projetada pela arquiteta Sandra Perito, foram colocados os tampos de diferentes alturas. Note que o módulo com rodízio permite abrir espaço sob a bancada do cooktop para o cadeirante


ABNT 9050 se baseianos conceitos do Desenho Universal, que estabelece parâmetros para o design e a arquitetura, de modo a garantir autonomia e segurança a mais pessoas.


Adotado inicialmente pelos EUA, nos anos 1980, o Desenho Universal surgiu para atender as necessidades não só de cadeirantes, mas de todos aqueles que apresentam necessidades especiais como os deficientes visuais e intelectuais, assim como os idosos e os que usam muletas ou andador.


O Desenho Universal, expressão usada pela primeira vez pelo arquiteto americano Ron Mace, também considera os usuários com deficiência temporária e a diversidade humana e suas características antropométricas e sensoriais.



 Divulgação
Na área do box, as barras dão maior segurança ao morador



“Quando se executa um projeto com base no Desenho Universal, levamos em conta que o ser humano evolui ao longo da vida e suas necessidades e características mudam conforme a faixa etária”, explica a arquiteta Daniela Velloza.

Espaços democráticos


Para que o espaço seja acessível e de uso abrangente, seu dimensionamento deve estar correto. Veja algumas funções que o projeto de arquitetura deve cumprir, segundo os conceitos do Desenho Universal:

- Permitir o acesso e uso confortáveis para os usuários, sentados ou em pé;
- Possibilitar o alcance visual dos ambientes e produtos a todos os usuários, sentados ou em pé;
- Acomodar variações ergonômicas, oferecendo condições de manuseio e contato para usuários com as mais variadas dificuldades de manipulação, toque e pegada;
- Permitir a utilização dos espaços por pessoas com órteses, como cadeira de rodas, muletas, entre outras, de acordo com suas necessidades para atividades cotidianas.


Projeto adequado


No projeto de arquitetura, vários itens de acessibilidade podem ser contemplados. Confira abaixo dicas dos profissionais Daniela Velloza, Robson Gonzales e da arquiteta do Instituto Brasil Acessível, Sandra Perito:

Arquitetura inclusiva


- 0,90 m é a largura mínima de corredores e portas de passagem
- 0,80 m é a largura mínima do vão de outras portas
- 0,80 x 1,20 m é o maior módulo referência pois comporta um cadeirante
- 1,50 x 1,20 m é a área necessária para a rotação de 180 graus de uma cadeira de rodas
- Entre 0,60 m e 1,00 m do piso é a altura média de interruptores e comandos
- 0,50 cm é o desnível máximo permitido
- 0,60 m é a altura máxima para os peitoris de janelas


Decoração inclusiva


- Prefira mesas em geral sem quinas retas e que não sejam de materiais cortantes, evitando acidentes
- 0,73 m é a altura média de mesas de cozinha e/ou jantar
- Escolha sempre estofados e colchões firmes que facilitam a pessoa a se levantar
- 0,46 m é a altura média de camas e estofados
- Evite armários altos
- Use gabinetes com rodízio
- O fogão tipo cooktop permite cozinhar sentado

Banheiro para cadeirantes


- Para a instalação do vaso sanitário, consideram-se as áreas de transferência lateral, perpendicular e diagonal
- Instale as barras de apoio na lateral e no fundo do vaso sanitário que devem ter no mínimo 0,80 m de comprimento mínimo e a 0,75 m do piso acabado
- 1,5 cm é o desnível máximo permitido entre o piso do boxe e do restante do banheiro
- Aplique piso antiderrapante em todo o banheiro
- Os módulos com rodízios embaixo da pia em vez de marcenaria facilitam a retirada, aumentando a circulação de uma cadeira de rodas


Segurança


A arquiteta do Instituto Brasil Acessível, Sandra Perito, elenca alguns dispositivos e soluções que evitam ou alertam para possíveis acidentes:


Para crianças

- Use grade/telas nas janelas
- Instale corrimão com duas alturas para o alcance dos adultos e das crianças
- Não coloque mobiliário perto de janelas para evitar o efeito “escadinha”
- Utilize tapa-tomadas como as cantoneiras plásticas para as quinas de móveis
- Opte por corrediças com amortecedor para as gavetas
- Os armários e gavetas que guardem medicamentos, materiais de limpeza e os talheres devem ser fechados à chave


Para idosos


- Coloque luminária de emergência e luz de balizamento nas áreas de circulação
- Instale sensor de presença nas luminárias em áreas de circulação noturna
- Os abajures devem ser acionados por interruptor
- Use os Interruptores com led
- O topo de degraus ou desníveis devem ter cor contrastante com o piso
- Coloque piso antiderrapante e eliminar o uso de tapetes
- Prefira o mobiliário robusto, pesado e sem quinas retas

 
Fonte: UOL Mulher

Referência: Rede Saci