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5 de abr. de 2016

App Moovit lança recursos de acessibilidade para deficientes visuais




O Moovit, conhecido aplicativo de transporte público, lançou recentemente a versão com recursos voltados ao público com deficiência visual.


Dentre as funcionalidades da versão 4.10, estão VoiceOver e TalkBack (para iOS e Android, respectivamente), que tornam a tela dos aparelhos acessível.


Graças às mudanças incorporadas, pessoas com deficiência visual podem utilizar leitores de acessibilidade para planejar suas viagens, além de acesso pleno a todas as outras funcionalidades do Moovit.


Segundo o Moovit, para incluir os recursos de acessibilidade a companhia trabalhou com um desenvolvedor cego que relatou sua experiência em primeira pessoa e forneceu feedbacks que ajudaram a assegurar que a nova versão seria eficiente e de fácil utilização aos usuários com deficiência visual.


A integração com as novas funcionalidades permite que o usuário pressione seu dedo na tela do celular e então ouça qual botão ou ícone está sendo visualizado, aprimorando a experiência de navegação e permitindo que deficientes visuais planejem suas viagens e rotas com mais facilidade.


“Para usuários com algum tipo de deficiência visual, planejar sua rota com antecedência é importante para se familiarizar com o caminho e ter mais segurança ao andar no transporte público”, comenta Adi Kushnir, deficiente visual que ajudou a desenvolver a nova versão do Moovit.


Novos recursos em acessibilidade devem ser testados pelo Moovit futuramente e incorporados às novas versões do app.


Além da inclusão de funcionalidades para deficientes visuais, a versão 4.10 do Moovit incorpora a função de conectar usuários às suas contas no Facebook e no Google, de modo a sincronizar suas linhas, locais e pontos favoritos e outras preferências na nuvem, disponibilizando todas as informações de modo mais fácil.



 


23 de mar. de 2016

Recadastramento para Passe Livre em Manaus termina no dia 31 de março




Dos 34.065 cadastros ativos na Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) para o benefício do passe livre das pessoas com deficiência e doenças crônicas, que dá direito à gratuidade no acesso aos ônibus do transporte coletivo de Manaus, apenas 12.779 se recadastraram, o equivalente a 37,51% do total de beneficiários. 


O recadastramento do passe livre foi iniciado em 21 de setembro do ano passado e se encerrará no dia 31 de março deste ano. Após essa data, os usuários que não se recadastraram terão os cartões bloqueados.


A Chefe da Divisão de Atendimento Social, Arlene Menezes, ressalta que todos os beneficiários precisam se recadastrar, mesmo que o cartão que possuam esteja dentro da validade. 


”No momento do recadastro, são entregues cartões novos que possuem modelo diferente do utilizado atualmente. Após o processo de recadastro, os cartões antigos não serão mais aceitos nos coletivos”, explicou.


Como se recadastrar



O primeiro passo é agendar a data do seu recadastro, por meio do endereço eletrônico http://agendamentopne.manaus.am.gov.br. 


No site, o usuário vai informar o CPF e confirmar. Em seguida, as informações de data e horário serão visualizadas na tela. 


Estarão disponíveis datas até o dia 31 de março de 2016. Após a escolha da data e horário, o solicitante deverá efetivar a confirmação das informações.


É importante imprimir ou anotar a data e horário agendados para a realização do recadastro na sede da SMTU, localizada na rua Barão de Indaiá, 330, Flores.


Até o último mês de janeiro, aproximadamente 2 mil pessoas faltaram no dia agendado para o recadastro. 


Quem agendou o atendimento, mas não pode comparecer na data marcada, precisa cancelar o agendamento anterior e marcar um novo dia para o recadastro. Todo o processo de agendamento e cancelamento é feito no site.


Para quem tiver dúvidas ou queira mais informações sobre o agendamento, estão disponíveis os telefones: (92)3632-2784, (92)3632-2385 e (92)3632-2755.


Acesso à Internet



O agendamento está sendo feito exclusivamente pela Internet. Para quem não tem Internet em casa, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) disponibilizou os telecentros de 179 escolas municipais para a realização do agendamento. O acesso à Internet nos telecentros será gratuito.


Os horários de atendimento nos telecentros são de segunda a sexta-feira, de 10h às 11h e das 16h até às 17h, para que não conflite com a utilização do espaço por parte dos estudantes das unidades de ensino. 


A única exceção será no telecentro do Complexo Municipal de Educação Especial André Vidal de Araújo,localizado na zona Centro-Sul na Rua da Penetração, esquina com a Rua Maceió, s/n Vila Amazonas, Parque Dez – Manaus - Am. que ficará aberto de 8h às 17h.

 




16 de mar. de 2016

Acompanhantes de pessoas com deficiência física também são isentos de tarifas nos ônibus de Embu

Ônibus azul circula em avenida



Pessoas com deficiência têm garantido por leis federais, estaduais e municipais o direito de circular gratuitamente no transporte público das cidades.  

Agora o município de Embu das Artes também isenta os acompanhantes das pessoas com deficiência.

 
Para solicitar a isenção basta comparecer em uma das Praças de Atendimento da Prefeitura portando os seguintes documento:

  • cópia e original da carteira de identidade; 
  • cópia e original do comprovante de residência de no máximo três meses; 
  • cópia e original do Laudo Médico do acompanhado.
 
O Laudo Médico deve ser validado na Unidade Básica de Saúde (UBS) de Embu das Artes pelo Doutor Luís Cezar ou, em outras ocasiões, no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).
 

 

Endereços:

 

CAPS:

 

Rua Domingos de Pascoal, 203 - Centro, Embu das Artes – SP
  
com a Avenida Elias Yasbek, 2500, Centro Embu – SP


Praças de Atendimento:

 
Rua Andrônico dos Prazeres Gonçalves, 114 - Centro, Embu das Artes - SP


Coopercav:



Avenida Elías Yazbek, 2463 - Sala 03 - Embu das Artes - SP


*** 



8 de jan. de 2016

No Ceará, audiência discutirá “passe livre” em transporte público metropolitano para pessoas com deficiência




A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará – Arce, participará na próxima terça-feira (12) de audiência pública que discutirá “de forma democrática, aberta e transparente” a gratuidade de transporte público metropolitano para pessoas com deficiência. 


Na ocasião, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que é um Instrumento extrajudicial por meio do qual as partes se comprometem a cumprirem determinadas condições, de forma que os problema existentes sejam solucionados, deve ser assinado.


A Arce, na posição de ente regulador, é responsável pela fiscalização indireta relacionada à prestação dos serviços de transportes, além de atender, dar provimento às reclamações dos usuários e expedir normas regulamentares, conforme previsto na Lei estadual nº 13.094, de 12 de janeiro de 2001.


Também estarão presentes, no encontro, representantes do Departamento Estadual de Trânsito – Detran; da Coordenadoria Especial dos Direitos Humanos do Estado do Ceará; do Sindicato das Empresas de Ônibus de Fortaleza – Sindiônibus; da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa e da Defensoria Pública do Estado do Ceará, entre outras entidades públicas estaduais. Todos os participantes poderão contribuir para solução dos conflitos que, por ventura, forem levantados.

Saiba mais:
 


O artigo 6º, inciso XIV, da Lei Complementar 75/93 (Lei Orgânica do Ministério Público da União), estabelece como atribuição do Ministério Público a promoção de outras ações necessárias ao exercício de suas funções institucionais, em defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis e que para atingir a esses fins o Ministério Público pode receber notícias de irregularidades, petições ou reclamações de qualquer natureza, promover investigações ou apurações cabíveis e dar-lhes as soluções adequadas (Lei nº 8.625/93).


Já a Lei nº 8.889/1994, estabelece o passe livre às pessoas com deficiência no sistema de transporte coletivo interestadual. 


Quanto a Lei Estadual nº 12.568, esta institui o benefício da gratuidade em ônibus de empresas permissionárias de serviço comum intermunicipal para as pessoas com deficiência.

***

Audiência pública sobre a gratuidade de transporte público metropolitano para pessoas com deficiência


 
Local: Escola Superior do Ministério Público
 
Endereço: Rua Assunção, 1200, José Bonifácio
 
Dia: terça-feira (12/01)
 
Horário: 10h

 
***




9 de set. de 2015

Aplicativo dá localização de ônibus a deficientes visuais em Campinas, SP



Um aplicativo para ajudar pessoas com deficiência visual com informações sobre o transporte público foi lançado em Campinas (SP) nesta terça-feira (8). 


O CittaMobi Acessibilidade é gratuito e possui dados sobre a localização dos ônibus em tempo real, com a possibilidade de aumentar as letras ou ter as informações em áudio.


O analista de sistemas Thiago Magalhães fez o teste e aprovou. 


"Se eu vou para um trajeto que eu não conheço, geralmente eu tenho dificuldade de saber quando estou próximo ao ponto de destino, então o aplicativo vai facilitar nesse sentido, porque é uma facilidade e uma necessidade das pessoas com deficiência", afirma Magalhães.


Na avaliação da secretária dos Direitos das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Emmanuelle Alkmin, o aplicativo pode ajudar deficientes visuais. 


"A pessoa depende de outras para avisar quando o ônibus está passando, qual o ponto que ela tem para descer. Esse aplicativo traz exatamente essa mudança", afirma Emmanuelle.


A secretária citou, ainda, que estima-se que 3% da população de Campinas têm deficiência visual, seja total ou parcial. A ferramenta está disponível gratuitamente nas lojas de aplicativos de aparelhos celulares.



Fonte: G1 / Vida Mais Livre  


24 de abr. de 2015

Cadeirantes tem problemas para embarcar em estação de ônibus

 


Uma vala no local de embarque dos passageiros na estação de ônibus que fica no Jardim Aureny III, região sul de Palmas, tem dificultado o acesso de cadeirantes e idosos. 


A abertura impede quem precisa atravessar a avenida direto para a estação de ônibus e nos dias chuvosos a água esconde o buraco deixando mais perigoso para quem caminha pelo local.


Um desses cadeirantes que reclama da situação é aposentado Severiano Ramos que mora no setor Lago Sul e para resolver algo no centro da cidade ou em Taquaralto tem que embarcar na estação que não é adaptada para quem anda em cadeira de rodas.


O aposentado não consegue atravessar a avenida pela faixa de pedestre onde está a vala e por vezes não resta outra alternativa a não ser dar a volta e atravessar fora da faixa de pedestre pedindo ajuda de outras pessoas. 


“Para atravessar peço um favor para as pessoas para descer comigo. A gente já é humilhado em uma cadeira de rodas. E tenho que ficar se humilhando mais ainda para cada pessoa pedindo favor para atravessar. Se eu passar ali eu caio dentro”, explica Severino.


O problema também afeta os idosos que precisam atravessar pelo buraco na faixa de pedestre. A vendedora ambulante Cleide batista conta que já caiu e se machocou por causa da vala. 


“É fácil de resolver. Basta botar um cano e tapar esse buraco. Eu já cai nele e isso é um perigo principalmente para quem não conhece o local”, afirma ainda.


Para resolver o problema a secretaria municipal de Acessibilidade, Mobilidade de Trânsito e Transporte informou que foi licitado a execução de rampas de acesso nas calçadas existentes para melhorar acessibilidade nas estações de ônibus e pontos, contudo não informou quando os serviços terão um início.


 
Fontes: G1  /  Rede Saci
 
 
 

27 de jan. de 2015

Após reclamações, ônibus em Taubaté, SP, vão ser 100% adaptados até Abril

Foto de um ônibus acessível


Os 81 ônibus do transporte público de Taubaté, em SP, vão ter que estar 100% adaptados para pessoas com deficiência até abril. 


A adaptação é uma exigência da Secretaria de Mobilidade Urbana para a empresa ABC Transportes, que opera o transporte coletivo na cidade.


A falta de veículos também foi mostrada pelo site Meon no início de 2014, quando a reportagem acompanhou as dificuldades enfrentadas pelo paratleta Alexandre dos Santos Castilho, 41 anos. 


Na época, Castilho comentou da dificuldade em ir treinar, já que a rampa de acessibilidade do ônibus estava com defeito.


"É um absurdo a empresa de ônibus determinar que hora tenho que sair de casa. Porque eu tenho só um horário com ônibus adaptado para ir para o trabalho de manhã e mais um para voltar, se eu perder, são quase três horas de espera até o próximo carro passar. Isso quando não vou a lugar nenhum porque a rampa quebrou", conta.


Segundo a Secretaria de Mobilidade Urbana, 61 ônibus estão adaptados, restando 16 veículos. A pasta ressalta que os ônibus são zero quilômetro. Hoje, 1.896 pessoas com deficiência estão cadastradas no sistema.


Por dia, aproximadamente 58 mil usuários utilizam os ônibus do transporte público. Em Taubaté, 18 linhas urbanas e 5 rurais atendem a cidade. A secretaria destaca ainda que está formatando o novo sistema de mobilidade.


“O novo sistema de transportes terá todos os veículos acessíveis, inclusive os do transporte complementar. O projeto de remodelação do sistema de transporte público ainda será apresentado à população e a data será amplamente divulgada”, informa a nota.


Fonte: Meon


22 de jan. de 2015

Homem cego caminha 900m após ser ignorado por motorista de ônibus

Foto de um ônibus adaptado
O psicólogo Vinícius Nascimento, que tem deficiência visual, precisou caminhar 900 metros até seu destino porque o motorista do ônibus não atendeu ao pedido de parada para desembarque fora do ponto. 


Segundo ele, o direito previsto em legislação municipal não tem sido cumprido na cidade de Piracicaba, em São Paulo. 


A Prefeitura não se manifestou sobre o caso até a publicação desta reportagem.


Nascimento seguia no coletivo da linha Sol Nascente pela Avenida Vollet Sachs, sentido bairro Cecap, na última quinta-feira (15), quando pediu que o motorista parasse próximo a alguns prédios. Ele disse que o condutor do ônibus, entretanto, não o atendeu e ainda foi ríspido, versão confirmada por um passageiro.


Mais uma vez, o psicólogo de 32 anos chegou atrasado ao compromisso. "Eu estava a caminho de um consulta ao fisioterapeuta e tinha que descer antes da parada para não precisar andar muito a pé, já que em Piracicaba as pessoas pouco respeitam os cegos. Então, pedi ao motorista que parasse, mas isso não aconteceu", relatou.


O passageiro que presenciou a situação disse que ficou surpreso com a forma que o motorista tratou o homem. "Fiquei chocado. Ele foi bem rude com o Vinícius", afirmou o radialista Marcelo Antonio de Oliveira, de 36 anos.


Preocupado com a situação, Oliveira resolveu descer do ônibus junto com Nascimento mesmo sem ter chegado ao seu ponto final. 


"Eu ia para o terminal Cecap, que fica cerca de dez pontos para frente, mas desembarquei antes para ajudá-lo. Fiquei muito preocupado”, contou.
 

Legislação
 

Uma lei aprovada no fim do ano inclui as pessoas cegas no direito de solicitar aos motoristas do transporte coletivo urbano a parada fora do ponto de ônibus no embarque e desembarque de passageiros. A medida é permitida desde que seja respeitado o itinerário original da linha.


Fonte: G1


19 de nov. de 2014

Mãe de menino com deficiência física faz imagens de falta de acessibilidade em ônibus

Foto de um ônibus acessível


A mãe de uma criança de quatro anos, com deficiência física, denunciou a falta de acessibilidade de uma linha de ônibus que opera na região metropolitana de Belém. 


Segundo a dona de casa Lucileia Costa, ao perceber que ela gravava imagens de passageiros ajudando a criança a ser colocada dentro do veículo, o motorista arrancou e foi parar o coletivo três quarteirões depois. O caso foi denunciado às polícia e à Defensoria Pública do Estado.


Lucileia leva Pablo pelo menos três vezes por semana para fazer fisioterapia, e depende do transporte público. 


"Geralmente eu faço sinal, eles passam direto, fingem que não veem. Quando param, falam que o elevador está quebrado", denuncia. Mãe e filho já passaram por diversas situações constrangedoras.


A Defensoria notificou a Viação Forte, responsável pela linha 40 Horas - Presidente Vargas. O diretor da empresa foi convocado para uma concicliação sobre o caso no dia 18 de novembro. 


"Caso a empresa se recuse a fazer algum tipo de acordo, ou não cumpra esse acordo, a gente vai entrar com uma ação civil pública para que o judiciário venha a decidir essa demanda", disse o defensor Jhony Fernaneds Giffoni.


"Eu não vou isolar meu filho, simplesmente deixar de sair com ele por conta dessa situação. Por isso eu recorri à defensoria, porque isso tem que acabar, isso não pode ficar assim", afirma Lucileia.


A empresa não quis comentar o caso mostrado na reportagem, mas garantiu que 200 dos seus coletivos já estão equipados para receber pessoas com deficiência e que os funcionários são treinados para usar o equipamento e conduzir o passageiro.


Fonte: G1


23 de out. de 2014

Jovem com deficiência não consegue usar ônibus e faz B.O. contra motorista

Foto de um ônibus acessível



Um jovem com deficiência física reclama das dificuldades que enfrenta por não conseguir utilizar o ônibus de transporte coletivo, em São Carlos (SP). 


Segundo por Dalton Victorio Paes de Toledo, de 18 anos, o motorista da Linha 1, São Carlos/Vila Prado, se recusa a descer a rampa para que ele possa embarcar. 


Cansado das discussões, ele registrou um boletim de ocorrência contra o funcionário. Em um áudio gravado por ele, é possível ouvir parte de uma discussão entre os dois em um ponto. 


A Athenas Paulista, empresa responsável pelo transporte, informou que pretende estudar medidas para melhorar a condição do transporte do passageiro, já que a rampa é destinada apenas cadeirantes. 


Apesar disso, uma lei federal obriga a descida do equipamento em casos como o do rapaz, segundo uma associação de pessoas com deficiência física.


Toledo sofre de amiotrofia neuromuscular, doença degenerativa de origem genética que faz com que tenha dificuldades para se locomover. 


“Consigo ficar em pé, mas não consigo nem mesmo subir uma calçada”, explicou.


De acordo com ele, o problema com o motorista já vem acontecendo há cinco meses. "Ele diz que eu não tenho problema nenhum, mesmo eu já tendo mostrado minha carteira de deficiente físico e laudo médico para provar. 


Esse homem diz que a rampa só pode ser utilizada por cadeirantes, não por pessoas como eu. Na primeira vez que isso aconteceu, o motorista só abaixou a rampa depois que outros passageiros pediram”, contou o garoto.


Na segunda vez em que o problema ocorreu, o pai do adolescente teria conversado com um amigo, funcionário da Athenas Paulista, que assegurou que o uso da carteirinha dava direito ao jovem de ter a rampa abaixada. 


O episódio, no entanto, se repetiu. Na terceira vez em que o motorista repreendeu Toledo, o estudante registrou um boletim de ocorrência contra o funcionário.


Ainda assim, o garoto afirma que continua com dificuldades para usar o serviço. “Quando encontrei com ele após ter registrado a ocorrência, houve outro incidente. 


O motorista se recusou a abrir a rampa e, quando perguntei como faria para voltar para casa ele respondeu ‘se vira’. Achei uma tremenda falta de respeito comigo e com as ordens que ele já deveria ter recebido”, explicou.
 

Áudio registra discussão


Em áudio enviado ao site G1, é possível ouvir parte de uma discussão entre o passageiro e o motorista do ônibus. Confira abaixo a transcrição do diálogo:
 

Estudante: Dá para você abrir ali para mim?
 
Motorista: Lá é só cadeirante, aqui não pode não.
 
Estudante: Eu já fui lá na garagem.
 
Motorista: Ah, mas ninguém passou nada para mim. A rampa ali é só cadeirante.
 
Estudante: E como é que eu vou embora, então?
 
Motorista: Ah, eu não sei.
 
Estudante: É só você que não pode abrir?
 
Motorista: Se outro está abrindo, problema dele. Agora, aqui não pode.


“No dia em que ele não quis me levar, tive de esperar mais de duas horas até que o ônibus voltasse à garagem e fossem trocados os motoristas”, ressaltou o adolescente. 


Dalton também diz que passou a optar por outros caminhos para evitar constrangimentos. 


“Antes eu pegava entre dois e três ônibus para ir ao centro. Hoje pego quatro em alguns dias, só para evitar ter que passar por isso de novo”, desabafou.


Thiago Alves é proprietário de uma academia de musculação e trabalha com o jovem de forma a fortalecer os músculos de sua perna e fazê-lo caminhar melhor. 


Ele confirma os problemas de locomoção do jovem e diz ter sido testemunha de um dos episódios com o motorista. 


“O Dalton não tem firmeza nas pernas, ele pode até ficar em pé, mas não consegue se levantar sozinho ou se locomover. Ele leva quase 15 minutos para andar um dos lados de um quarteirão. Uma vez, o motorista chegou a dizer que o menino deveria subir a escada, já que consegue andar. Um absurdo um cidadão como esse atender à população”, reclamou Alves.
 

Athenas Paulista
 

Segundo o encarregado de planejamento da Athenas Paulista, Fernando Carvalho, sobre o caso de Toledo, ele informou que a porta do meio é destinada para cadeirante, com espaço reservado para a cadeira, sem barras de apoio. 


Portanto, a situação colocaria em risco o passageiro, que não conseguiria se sustentar na plataforma e poderia sofrer um acidente grave na subida. O encarregado ressaltou que está disposto a analisar, junto ao passageiro, uma maneira de resolver o problema.


De acordo com o presidente de uma Associação de Deficientes Físicos, Guilherme Ramalho, há uma lei federal que obriga o motorista a abrir a rampa em casos como o de Dalton. 


"Inclusive para outros problemas, como os obesos, por exemplo. Acredito que quaisquer problemas físicos que afetem a locomoção dos cidadãos deve ser tratado de forma igual, independente da condição ou do tipo de deficiência", afirmou.
 

Outro caso
 

Também em São Carlos, uma cadeirante reclama da linha Fagá/Embaré, também da Athenas. 


Segundo a turismóloga Ana Paula Cordeiro, há duas semanas um dos dois ônibus adaptados foi retirado da linha. 


"Eu preciso do transporte especial porque tive poliomielite na infância. Mas, com a remoção, agora fico mais de duas horas esperando pelo outro ônibus".



Ana disse que já entrou em contato com a empresa, mas que não resolveu o problema. “O motorista fala que o veículo está quebrado, mas eu já o vi na rua. Por isso, liguei e falei com um fiscal. Ele disse que o motorista é obrigado a pegar o cadeirante e colocar em um ônibus comum quando não há o adaptado, mas não é isso que ocorre”, relatou.


Para ela, a situação é lamentável. "Eu me sinto excluída da sociedade, porque dependo do transporte e quando passa, não está adaptado", ressaltou.


Segundo o encarregado de planejamento da Athenas Paulista, o veículo passou por manutenção na parte elétrica no dia 6 de outubro, mas já está em circulação novamente. Carvalho ressaltou que a empresa disponibiliza 22 carros adaptados que cobrem toda a cidade. 


Além disso, ele disse que a empresa oferecere o transporte porta a porta para quem tem necessidades especiais. O serviço teria realizado mais de dois mil descolamentos no mês de setembro.



Fonte: G1



9 de out. de 2014

Câmara de Presidente Prudente (SP) rejeita projeto de assentos preferenciais

Foto de dois assentos preferenciais do metrô


O projeto de lei que destinaria preferencialmente todos os assentos de transporte coletivo aos idosos, mulheres e pessoas com deficiência foi rejeitado pelas comissões permanentes da Câmara Municipal de Presidente Prudente, durante a sessão ordinária da [última segunda-feira (6). A proposta foi indicada pelo vereador Adilson Silgueiro (PMDB).


A proposta destinaria os bancos aos idosos, gestantes e pessoas com deficiência física ocupados por pessoas que não se encaixam nas características, o que visa aumentar o número de lugares preferenciais. Já a proposta que busca a obrigatoriedade na adequação ergonômica dos ônibus de transporte público foi adiada por duas sessões.


Ainda na sessão, o Legislativo aprovou em primeira discussão, com emenda modificativa, dois projetos. Um visa criar um cargo de provimento efetivo de controlador interno e outro dispõe sobre a obrigatoriedade da instalação do playground inclusivo em parques e demais espaços de uso público.


Em discussão única, foram aprovados três projetos relacionados a Lei das Denominações. O primeiro se trata da mudança do nome da biblioteca infantil do Centro Cultural Matarazzo, agora denominada Biblioteca Infantil "Benjamin Resende"; o seguinte denomina o concurso literário realizado no Salão do Livro como Concurso Literário de Presidente Prudente "Ruth Campos"; e o terceiro nomeia o infocentro do Centro Cultural Matarazzo como Infocentro Joaquim Soares de Macedo "Juca Macedo".


Outros dois projetos foram discutidos e aprovados em primeira e segunda discussão. Um se trata da alteração na subvenção da entidade Instituição Paulista Adventista e Educação e Assistência Social, da Secretaria Municipal de Assistência Social; o outro altera a redação do artigo 5º da Lei Complementar 192/2013, que dispõe sobre a contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público.


Fonte: G1


10 de set. de 2014

Cadeirante de sete anos se fere ao cair de elevador de ônibus em Belo Horizonte, MG

Foto de um ônibus acessível


O acidente com um cadeirante acende um alerta para o funcionamento dos elevadores dos coletivos de Belo Horizonte (MG). 


Uma criança de sete anos, que tem dificuldade de locomoção, acompanhada da mãe, subia em um ônibus da linha 4103 (Aparecida/Mangabeiras) em um ponto na Rua José do Patrocínio Pontes, no Bairro Mangabeiras, na Região Centro-Sul, quando as duas caíram. Elas foram atendidas pelo Corpo de Bombeiros e encaminhadas para o hospital. 


Segundo a BHTrans, nos últimos 11 meses, 155 multas foram aplicadas às empresas pelo não funcionamento ou defeito nos equipamentos.


Em depoimento, a mulher contou que o motorista parou no ponto de ônibus e ela foi embarcar. 


O cobrador desceu para ajudar e mãe e filha subiram no elevador. Conforme Rosineide, quando o aparelho já estava quase no alto, ele desabou.  


O cobrador afirmou que quando o aparelho estava quase no alto, a cadeira de rodas foi para frente e mãe e filha acabaram desequilibrando. O motorista disse apenas que parou no ponto de ônibus em uma subida e que não viu o acidente acontecer.


Segundo o Corpo de Bombeiros, a garota sofreu ferimentos no rosto e a mãe precisou de atendimento, pois passou mal diante da situação. De acordo com a unidade de saúde, elas estão estáveis e passam por exames.


A BHTrans informou que não vai se pronunciar sobre o caso até ter acesso ao boletim de ocorrência do acidente.


 A empresa adiantou que fará a apuração do ocorrido, estando o consórcio operador sujeito às penalidades previstas no regulamento do serviço de transporte coletivo, que podem ser multa, retenção do veículo, dentre outros.


Belo Horizonte tem, atualmente, uma frota de 3.297 veículos. Desses, 86% contam com elevador e sistema de acessibilidade. 


A BHTrans informou que os veículos com as adaptações passam por vistorias periódicas. Uma dessas aferições é realizada nos pontos finais de ônibus, por equipes de técnicos e fiscais da empresa.


De agosto do ano passado até 31 de julho deste ano, a empresa que administra o trânsito de BH aplicou 155 multas pelo não funcionamento ou defeito mecânico nos elevadores dos veículos do transporte coletivo.


A BHTrans ressaltou que vem discutindo com as entidades representativas das pessoas com deficiência as questões de acessibilidade no sistema e a possibilidade de melhorar os caminhamentos e equipamentos que ajudem as pessoas a se movimentarem com maior segurança.


Fonte: EM.com


8 de set. de 2014

Teresinenses voltam a reclamar da cobertura de paradas de ônibus

Homem e mulher ajudam a carregar menina para dentro de ônibus


Atualmente, estima-se que Teresina (PI) possua mais de 2 mil paradas de ônibus. No entanto, apenas 500 possuem coberturas de proteção a forte incidência do sol. 


As demais não possuem um abrigo adequado que permita ao usuário esperar com conforto para pegar a condução necessária e seguir viagem. O problema afeta todos os passageiros; sobretudo, os que possuem mobilidade reduzida.


A cabelereira Francisca Maria de Araújo afirma que “sombra é algo raro nas paradas de ônibus” do Centro e do bairro onde reside: Nova Alegria II, zona Sul de Teresina. 


“A gente chega a sentir dor de cabeça, mal estar intestinal e outras coisas. A solução seria instalar mais paradas, com maior cobertura e colocar mais ônibus para diminuir o tempo de espera”, defende a usuária do sistema de transporte público de Teresina.
 

Flagrante


No Residencial Cidade Sul, Anikelly Santos afirma que os moradores não têm acesso nem mesmo ao sistema de transporte público. A solução é ir até a BR 316 para ter acesso ao serviço, onde não existem estruturas de concreto nem de ferro, para proteger do sol.


Em meio ao B-R-O-Bró, Anikelly tem que se deslocar, com sua filha Nayara Beatriz, que é cadeirante, a diversos pontos da cidade para realizar tratamentos médicos. E o tempo de espera chega a ultrapassar uma hora.


“As paradas não têm sombras, não são acessíveis, pois faltam rampas e sem falar nos desrespeito que os motoristas têm, pois, muitas vezes, não param nas paradas quando observam que têm cadeirante esperando”, relata Anikelly.


No momento da apuração desta reportagem, na Praça João Luís Ferreira, Centro de Teresina, a mãe de Nayara já esperava há mais de uma hora no ponto de ônibus. Passaram dois veículos que não eram acessíveis e não tinham elevadores para facilitar o acesso de cadeirantes.


O terceiro ônibus que passou pelo local possuía o elevador, mas, segundo o cobrador e o motorista, o equipamento está quebrado há mais de um mês. 


A linha era Porto Alegre- Miguel Rosa, explorada pela empresa Santana, a quem os funcionários afirmaram já ter sido informada sobre os problemas do elevador utilizado por pessoas com deficiência.


Também dotando de mobilidade reduzida, Francisca das Chagas Batista relata sofrer, diariamente, com a falta de uma estrutura melhor das paradas de ônibus de Teresina. 


“As paradas devem ser dignas e melhor pensadas para a nossa realidade. Já sofremos com a pouca quantidade ônibus e temos que esperar por horas no sol”, reclama.
 


Foto: Assis Fernandes/O Dia
 
 Fonte: Portal o Dia



14 de jul. de 2014

Lei que torna preferenciais todos os assentos de ônibus divide opiniões

Foto de uma placa indicando assento preferencial
A lei que torna preferenciais todos os assentos de ônibus e vans do transporte público em Fortaleza gera polêmica nas ruas. 


Grávidas, mulheres com criança de colo, obesos, idosos e pessoas com deficiência física passam a ter prioridade na ocupação dos lugares, segundo regra aprovada em 25 de junho pela Câmara de Vereadores de Fortaleza. 


Atualmente, os ônibus e vans reservam uma parte dos assentos para esse público.


O presidente da Câmara tem 15 dias úteis para enviar a lei ao prefeito de Fortaleza, que pode sancioná-la ou não. Até esta quinta-feira (3), o documento não havia sido enviado à prefeitura. Não há nenhum tipo de punição prevista porque a lei precisará ser regulamentada.


Para o vendedor Diego dos Santos, 19 anos, a lei é boa, pois lamenta ver mulheres, gestantes e principalmente idosos em pé nos coletivos. 


"Pego ônibus todos os dias e vejo que muita gente não tem educação para fornecer o seu lugar para quem precisa. Aprovo e espero que seja cumprida", disse o comerciante.


A comerciante Edna Santos, 26 anos, também aprova a lei, pois segundo ela, além da jornada durante o dia, a maioria das mulheres ainda tem trabalho quando chega em casa. "As mulheres merecem respeito. 


Nós trabalhamos duro o dia todo e quando chegamos em casa ainda temos de cuidar de filhos e da casa.  Acho uma boa. Temos de ser valorizada", afirma.


Já o estudante de arquitetura, Leonardo Alves, 23, é contra uma parte da lei. Conforme o estudante, as mulheres merecem ser respeitadas, mas devem ter os mesmos direitos do homem. "Eu sempre dei meu lugar para gestantes e idosos. 


Para pessoas que aparentemente precisam de descanso. Mas dar meu lugar para uma mulher eu não sou a favor. Elas merecem ter os mesmos direitos dos homens. Por isso sou contra", disse.

Descaso
 

Quem convive diariamente com passageiros relata o desrespeito com mulheres, gestantes e principalmente idosos. O motorista Antônio Gilberto, 48, diz que há descaso. Muitas vezes, é possível encontrar vários idosos e gestantes em pé.


"O descaso é grande e, às vezes, choca. As pessoas mais desrespeitadas são os idosos e as gestantes. Teve uma vez que subiu uma gestante e vi muitos jovens sentados. Tive que parar o ônibus e obrigar alguém a dar o lugar para a gestante. Parei o ônibus e disse: 'ou vocês dão lugar para ela ou o coletivo não sai', contou o motorista.


O colega de trabalho José Lima Oliveira, 32, também conta uma história parecida. Segundo ele, um idoso subiu no ônibus e ficou em pé por cerca 10 minutos. Quando percebeu que ninguém ia dá o lugar, o motorista teve que exigir para alguém ceder o assento para ele.


"Foi um absurdo. Já era início da noite e, além de ele ser idoso, ele apresentava um problema na perna. Mesmo assim ninguém cedeu o assento. Achei um desrespeito e tive que parar o ônibus e pedir para alguém se levantar e dar o lugar para o senhor. A lei chegou em boa hora", conta.

Projeto de lei
 

O projeto 0097/2014 é de autoria do vereador Calos Dutra (PROS).  Baseia-se no artigo 8º da Lei Orgânica do Município e no artigo 31 da Constituição Federal. Os dois remetem à competência do município em legislar sobre assuntos de interesse local.


No documento, o vereador Carlos Dutra afirma que a lei é importante devido à intensificação do número de abusos e assédios sofridos por mulheres que viajam em pé.


De acordo com o texto do vereador, o objetivo do projeto de lei é prático e sem ônus, podendo proporcionar uma mudança de caráter educacional. 


“O objetivo do projeto em tela é simples e muito prático e praticamente sem ônus. Outro aspecto importante da matéria em tela é justamente o caráter 'educacional da futura norma, que proporcionará uma era de respeito e cortesia para com as mulheres e os demais passageiros com alguma limitação”, diz o texto.


De acordo com o projeto do vereador Dutra, as empresas terão 30 dias a partir da publicação da lei para se adequar e tornar todos os assentos preferenciais, o deve ocorrer após a aprovação do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio. 


As mensagens de reserva de parte dos assentos terão de ser removidas, e devem ser afixadas novas mensagens alertando para que todas as vagas sejam preferenciais.


Fonte: G1