O Papiloma Vírus Humano é responsável por 70% dos casos de câncer
de colo de útero, sendo a terceira causa de morte de mulheres no Brasil,
segundo o Ministério da Saúde.
Uma das principais formas de prevenir a
doença é por meio da vacina contra o vírus HPV, que desde 2014 é
disponibilizada para meninas entre 9 e 13 anos no país.
Porém, a vacina sempre foi alvo de desconfianças e polêmicas, devido
aos efeitos colaterais que pode causar nas crianças. Por esse motivo, o
Ministério Público Federal (MPF) de Uberlândia (MG) ajuizou ação civil
pedindo que a Justiça Federal proíba a rede pública de saúde de aplicar a
vacina contra o HPV em todo o Brasil.
Entenda a polêmica sobre a vacina
O vírus HPV é sexualmente transmissível e contamina ambos os sexos,
porém, nas mulheres, a ameaça é maior, devido à ligação com os casos de
câncer de colo de útero.
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) afirma
que mais da metade da população feminina com vida sexual ativa será
infectada pelo HPV ao longo dos anos.
Por isso, a vacina administrada durante a infância contribui para
prevenir a doença e diminuir esse índice, protegendo as meninas desde o
início da vida sexual.
No Brasil, desde 2014 o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza a
vacina para meninas entre 9 e 13 anos, em três doses.
Após seis meses da
primeira, deve-se receber a segunda injeção. Já a terceira, considerada
um reforço, é feita após um período de cinco anos da primeira
imunização.
Porém, a vacina contra o vírus HPV contém alguns efeitos colaterais,
sendo alvo de muitas polêmicas. Esse é o motivo da ação que pede a
proibição por parte do Ministério Público Federal, que tomou a decisão a
partir da representação feita pela mãe de uma adolescente. Após receber
a vacina, a menina desenvolveu vários problemas de saúde com sequelas
definitivas.
Durante as investigações, o MPF ouviu um neurocirurgião de Uberlândia
que relatou a ocorrência de quadros clínicos neurológicos em meninas que
haviam tomado a vacina.
Entre os problemas, foram citados esclerose
múltipla, neuromielite ótica, paraplegias, tumor de medula espinhal,
lesões oculares, déficit de memória e aprendizado, pseudotumor cerebral e
trombose venosa cerebral.
Proibição da vacina contra o vírus HPV
Além de proibir a aplicação da vacina contra o vírus HPV em todo o
Brasil, a ação também pede a nulidade de todos os atos normativos da
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que autorizaram a
importação, a produção, a distribuição e a comercialização da vacina no
país. A ação foi distribuída para a 2ª Vara Federal de Uberlândia.
O pedido judicial, feito pelo procurador da República Cléber Eustáquio
Neves, foi baseado no fato de que não foram realizados estudos
científicos que comprovem a eficácia ou os efeitos colaterais da vacina
contra o HPV, apontando que, de fato, ela não protege as mulheres contra
o câncer de colo de útero.
A ação ainda solicita a suspensão de qualquer campanha de vacinação,
inclusive propagandas em veículos de comunicação. Outra determinação do
pedido é que a Anvisa seja condenada a publicar resolução tornando a
aplicação da vacina proibida em todo e qualquer estabelecimento de
saúde, público e particular, além de ser condenada juntamente com a União por dano moral coletivo.
Fonte: Terra Saúde
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