Cerca de 20% da população mais pobre têm algum tipo de deficiência, e
80% das pessoas com deficiência – 15% da população mundial, no total –
vivem em países em desenvolvimento.
Durante a 9ª sessão da Conferência dos Estados Partes da Convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD),
realizada em junho (14), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon,
destacou a importância destas pessoas para a implementação da Agenda
2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
O evento marcou o 10º
aniversário do tratado que protege este grupo.
“A deficiência não é uma incapacidade. Vamos trabalhar juntos para um mundo de oportunidades e dignidade para todos, para um futuro de inclusão e por um mundo onde todo mundo ganhe, sem ninguém ficar para trás”, afirmou o dirigente em mensagem de vídeo exibida no evento.
As Nações Unidas trabalham pela revisão anual da Convenção,
examinando a implementação de um acordo adotado pela Assembleia Geral em
2006 que reafirme que 1 bilhão de pessoas com deficiência – 15% da
população mundial – tenham acesso a todos os direitos humanos e
liberdades fundamentais.
Estudos apontam que pessoas com deficiência são mais propensas a
experimentar a pobreza e essa condição social também aumenta a
incidência de problemas de saúde.
Em todo o mundo, 20% das pessoas mais
pobres têm algum tipo de deficiência e 80% das pessoas com deficiência
vivem em países em desenvolvimento.
Estima-se que uma em quatro pessoas em todo o mundo experimentará
algum problema mental ao longo da vida e calcula-se que quase 1 milhão
de pessoas morrem por suicídio todos os anos, sendo a terceira principal
causa de morte entre os jovens.
Condições de saúde mental, incluindo o abuso de álcool, estão entre
as 10 principais causas de incapacidade nos países desenvolvidos e em
desenvolvimento.
A depressão, por exemplo, ocupa a terceira posição no
ranking global de doenças e deve chegar à primeira posição em 2030.
Para o chefe de gabinete da ONU, Edmond Nullet, ainda há muito a se
fazer para implementar plenamente a Convenção sobre Direitos das Pessoas
com Deficiências CDPD.
“A CRPD oferece uma boa oportunidade para refletir sobre as lições importantes e avançar na implementação da Agenda 2030 para todas as pessoas com deficiência, não deixando ninguém para trás”, alertou.
Para o presidente da Assembleia Geral, Mogens Lykketoft, os
compromissos internacionais com os direitos e avanços das pessoas com
deficiência estão profundamente enraizados na Carta da ONU.
“Agora, graças à defesa de organizações de pessoas com deficiência e aos esforços empreendidos por muitos outros, essas necessidades foram incluídas no coração da Agenda 2030 – uma agenda que promete não deixar ninguém para trás”, destacou Lykketoft.
A Conferência é também o primeiro encontro da ONU sobre deficiência
desde a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), em
setembro de 2015.
O assunto aparece em várias partes dos ODS, incluindo
erradicação da pobreza, educação, empregos dignos, redução das
desigualdades e cidades e comunidades sustentáveis.
Fonte: Nações Unidas / Vida Mais Livre
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