3 de nov de 2016

Estudantes apresentam propostas para inclusão e intolerância em SP





Cerca de 300 estudantes se reuniram no auditório do CEU Cidade Dutra, em São Paulo (SP), para apresentar as propostas discutidas entre os dias 21/10 e 28/10 durante um encontro de jovens promovido pelo Scholas Occurrentes, uma ONG criada pelo Papa Francisco, e apoiado no Brasil pelo Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural (IOK).


Diante de autoridades como Ana Estela Haddad, esposa do prefeito da cidade de São Paulo, Nádia Campeão, vice-prefeita, e Marianne Pinotti, secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, foram abordados os 2 temas escolhidos pelos jovens

  • Educação, como a má qualidade do ensino e a falta de infraestrutura nas escolas;
  • Intolerância, seja ela religiosa ou sexual. 


"Esperamos que os governos possam representar a maior parte da população. A democracia é fundamental e está sendo construída. Precisamos agora fortalecê-la", disse Ana Estela Haddad.


  • O primeiro grupo assumiu compromissos como cuidar melhor do patrimônio escolar, fiscalizar os gastos das escolas, promover a inclusão dos estudantes com deficiência e dar continuidade ao diálogo entre alunos de diferentes escolas e regiões por meio de encontros. 


E propôs soluções como a obrigatoriedade de uma equipe de psicólogos em todas as escolas, aumento salarial para os professores e criação de um encontro trimestral entre escolas públicas e privadas. 


  • O segundo grupo, que discutiu assuntos como machismo, racismo, homofobia e intolerância religiosa, se comprometeu a oferecer ajuda a quem sofre preconceito, dar voz aos colegas nas escolas, respeitar o coletivo e intervir para evitar o preconceito. 


Os jovens também propuseram que as escolas ofereçam palestras sobre intolerância para as famílias, tratamentos psicológicos, bolsas de estudos nas escolas privadas para alunos de instituições públicas dos ensinos fundamental e médio e debates sobre a inclusão de pessoas com deficiência. 



"O trabalho que Olga Kos faz é maravilhoso e de extrema excelência. Atender 3.500 crianças e jovens com deficiência intelectual como eles atendem é um trabalho fundamental e de extrema relevância social para a nossa sociedade", disse Ana Estela.


O encontro contou com a participação de jovens de diversas escolas públicas e particulares de São Paulo, como Escola da Vila, Colégio Santa Maria e Associação pela Família Gracinha. 


A ideia do Scholas Cidadania é estimular a participação dos jovens para que, a partir das suas experiências, eles possam promover transformações neles próprios e nas comunidades da qual fazem parte. 


Na semana de imersão no CEU Cidade Dutra, os estudantes participaram de uma série de atividades, como visitas de campo e consultas a especialistas para que, juntos, buscassem as melhores soluções.  


"Tenham a certeza de que vocês são transformadores sociais. Nada se faz sem luta. A luta continua e precisamos lutar para ter um Brasil melhor. Viemos aqui construir pontes e derrubar muros. Acreditamos piamente que conseguimos fazer isso. Vamos criar essa ponte para um futuro melhor. Um futuro mais digno", disse Wolf Kos, presidente do IOK, aos estudantes presentes.



Fonte: Revista Incluir


 

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