31 de out de 2016

Instituto Mara Gabrilli promove bazar no Shopping Eldorado




Entre os dias 14/11 e 20/11, o Instituto Mara Gabrilli realiza um bazar no Shopping Eldorado de segunda a sábado das 10h às 22h e aos domingos, das 14h às 20h 


As vendas ocorrerão no  subsolo o público será atendido pelos próprios paratletas apoiados pela organização.


Entre as peças em destaque estarão à venda:


  • Relógios;
  • Sandálias; 
  • Camisetas; 
  • Óculos;
  • Tênis;
  • Roupas Fitness;
  • Artigos para Decoração.


Fundado em 1997, alguns anos após o acidente de carro que deixou a psicóloga e publicitária Mara Gabrilli tetraplégica, o IMG surgiu inicialmente com foco no apoio a atletas com deficiência.



Fonte: Revista Incluir



Argentina tem primeira professora de pré-escola com síndrome de Down



Com os olhos arregalados, as crianças ouvem a história contada por Noelia Garella. Nenhum deles sabe que têm diante de si a primeira professora de pré-escola com síndrome de Down na Argentina, e uma das poucas no mundo.


Crianças de dois e três anos cercam "Noe", como Noelia é chamada na pré-escola Jermonito, e a obedecem quando ela pede que se sentem para ouvir uma história. Minutos depois, todos a imitam quando ela abre a boca como "um tubarão".


"Adoro isto. Desde pequena sempre sonhei em ser professora porque eu gosto de crianças", contou à AFP Noelia, que em 2007 se formou professora pré-escolar na cidade de Córdoba e em 2012 começou a exercer a profissão, responsável pelo programa de estímulo precoce à leitura na escola Capullitos.


"Rapidamente nós percebemos que ela tinha muita vocação e que dava o que as crianças do maternal mais precisam, que é o amor", lembra Alejandra Senestrari, ex-diretora de Capullitos.


Noelia ainda se lembra dos episódios de discriminação que sofreu quando era criança, mas hoje, com 31 anos de idade e quatro de docência em Córdoba, conta com orgulho a sua experiência de inclusão.


"Com as crianças sempre me sinto bem, seus pais me adoram e as outras professoras e as diretoras que tive são maravilhosas", afirma.


Desde janeiro, junto com outra professora, está encarregada da turma de primeiro ano no Jardim Maternal Jeromito.


"Neste ano tenho uma criança com síndrome de Down" na turma, diz entusiasmada ao lado da sua mãe, Mercedes Cabrera, funcionária pública aposentada. 


"Ah, como é bonito quando nasce alguém como eu."


'MONSTRO FELIZ'


Com um grande sorriso, Noelia conta um episódio de quando era criança, que sua mãe recorda com os olhos cheios d'água: o dia em que a diretora de um jardim de infância disse aos seus pais que ali não estudavam "monstros".


"Essa professora, para mim, é como a história que eu leio para as crianças: um monstro triste, que não entende nada e se equivoca, enquanto eu, por outro lado, sou um monstro feliz", afirma.


Delfor Garella, o pai de Noelia, lembra de outro episódio de discriminação. 


"Quando nasceu a Noe, nossa primeira filha, o médico me disse: 'Tenho que lhe dar uma má notícia'. Eu imediatamente perguntei se o bebê tinha morrido, e ele me respondeu: 'não senhor, mas é Down'", conta este engenheiro civil também aposentado.


Fora do trabalho, Noelia adora dançar, "principalmente bachata e reguetón". Segundo sua família, ela é a mais sociável do clã.


"A Noe é a que mais sai, sempre tem um plano com amigos", conta sua irmã.


AUTOESTIMA, O ANTÍDOTO


Duas das características mais evidentes de Noelia são a autoestima e o otimismo, à prova de qualquer preconceito.


Foi assim que ela conquistou a empatia dos seus colegas.


"De maneira nenhuma foram empecilhos", explica Senestrari, hoje supervisora de professoras da pré-escola municipal em Córdoba.


O que houve foi uma consideração docente "a partir de um lugar de responsabilidade" de que alguém com síndrome de Down não podia estar a cargo de alunos.


Mas essas dúvidas alimentaram um debate que terminou com uma reflexão da comunidade de pais, professores e inclusive do prefeito, que concluíram que o trabalho de Noelia podia ser dignificante.


Assim, lhe foi dada a oportunidade de exercer como professora de matérias especiais, como as oficinas de leitura precoce.


"Com o tempo, essas pessoas (que eram resistentes) concordaram com a iniciativa de adicionar a Noe como docente", disse Senestrari.


Susana Zerdan, diretora de Jermonito, afirma que "tem sido uma experiência única na equipe. A integração e a naturalidade com que as crianças a recebem já é para nós uma lição de vida".



"Nos disseram que ia haver uma professora com síndrome de Down e que não nos assustássemos, mas para mim pareceu normal, e a ideia de que possa compartilhar com as crianças me pareceu muito boa", disse Ariel Artino, pai de um dos alunos.

 
"O que eu quero é que leiam, que escutem, porque na sociedade é preciso escutar", ressalta Noelia, que no âmbito pessoal sonha em formar una família, conta, sem conseguir conter sua alegria porque está "conhecendo alguém" que lhe deixa com borboletas no estômago.







Projeto desenvolve potencial de pessoas com deficiência por meio da arte



Sulamita Oliveira Damazio, 34 anos, costuma fazer as coisas no próprio tempo e do jeito que a deixa mais confortável. 


Ela precisa chegar aos lugares pelo menos uma hora antes de dar início a cada atividade ou cumprimentar as pessoas, escuta só o que realmente quer e cria novos termos para nomear objetos e alimentos. 


Quando perguntado sobre qual é a “limitação” de Sulamita, o pai, Daniel, responde:


– Nenhuma. Ela só tem síndrome de Down.


Há dois anos, Sulamita também é atriz. Ela participa do Projeto Arte para Todos, uma parceria entre o Núcleo de Assistência Integral ao Paciente Especial (Naipe), a Associação para Integração Social de Crianças a Adultos Especiais (Apiscae) e o Universo Down e está entre os artistas que se apresentam hoje no Teatro Juarez Machado, em Joinville


Como integrante da oficina de teatro, ela costuma chegar em casa depois das aulas e sentir vontade de repassar alguns exercícios.


Movimentos como passar uma mão na outra ou trechinhos de uma música de Arnaldo Antunes poderiam parecer incompreensíveis para Daniel ou para a mãe, Conceição, mas Sulamita conta com a presença dos dois entre os colegas do projeto


Dessa forma, tem em todos os outros momentos da semana uma extensão do que aprende na oficina e pode contar com essa parceria na hora em que tem vontade de realizá-los fora da sala de aula.


– Ela chegou a fazer aula de Libras e, como eu não fazia, quando ela chegava em casa e queria repetir o que aprendeu, eu não sabia o que fazer. Agora, consigo identificar e participar – conta Conceição.


Desde que começou as aulas, Sulamita mudou o comportamento. De eterna criança que vivia dentro de casa, dependendo dos pais até para se alimentar, ela conquistou autonomia e começou a desempenhar atividades comuns do dia a dia que, até então, pareciam muito difíceis. Deixou também de chorar à toa, em horas de depressão que não tinham explicação.


Tudo isso faz parte de um conjunto de mudanças que a fisioterapeuta Simone Marcela Oliveira, atual coordenadora do Naipe, percebeu nos participantes das oficinas de artes, aliadas ao desenvolvimento físico e motor – e que tem na participação dos pais um forte aliado.


– Passamos por momentos em que os alunos absorveram tanto as lições, que os pais reclamaram da quantidade de autonomia que desenvolveram. Este ainda é um desafio: os pais protegem tanto para evitar o sofrimento dos filhos com deficiência intelectual que não permitem que estejam expostos aos erros – explica Simone.


Tentativa e erro fazem parte do processo



Errar e falhar não são problemas para quem entra em uma sala de aula do Projeto Arte para Todos. Não que os participantes das oficinas sejam protegidos da crítica por causa das dificuldades e limitações com que foram diagnosticados. 


Ao aprenderem teatro, dança e música, todos estão expostos às inúmeras possibilidades que a arte proporciona e a alcançarem ou não os objetivos propostos para as atividades – assim como qualquer pessoa.


– Há serviços oferecidos a eles em que não há preocupações em avanços. Mas se você tem dificuldade para decorar um texto e conseguir memorizar duas palavras, esta já é uma grande conquista e, na próxima, vai tentar falar quatro palavras – reflete o coordenador de teatro do projeto, Robson Benta.


A paciência é elemento primordial neste processo, que conta com a superação assim como toda forma de aprendizado, mas ele não envolve nenhum outro fator que já não esteja presente nas aulas com pessoas que não apresentam limitações ou dificuldades diagnosticadas.


O resultado é que, na hora de subir no palco, não há esquecimento ou medo de encarar a plateia, muitas vezes formada por pais surpresos ao se deparar com um potencial que desconheciam em seus filhos.





 
 

29 de out de 2016

Saiba como solicitar o Passe Livre Intermunicipal para gratuidade no transporte




Pessoas com deficiência (PCD) e idosos têm direito à gratuidade ou descontos no transporte municipal, por meio do Passe Livre Intermunicipal


Porém, ainda existem dúvidas sobre os procedimentos para obtenção do cadastro.

Tem direito à gratuidade


De acordo com a lei estadual, pessoas carentes com deficiência e idosos acima de 60 anos, que tenham renda familiar até dois salários mínimos, com a disposição de dois assentos reservados (se ocupados, é concedido o desconto de 50% no valor das passagens).


Atualmente, 5.193 pessoas com deficiência e 93.412 idosos são beneficiados, totalizando 98.605 pessoas em todos os municípios do Estado.


Para requerer o benefício é necessário procurar um Centro de Referência da Assistência Social (Cras) levando os seguintes documentos:


Idosos

  • RG;
  • CPF;
  • Comprovantes de Renda;
  • Comprovante de Residência no caso do idoso.

Pessoas com Deficiência

  • RG;
  • CPF;
  • Comprovante de Renda;
  • Comprovante de Residência,  
  • Documentos dos Responsáveis (caso de ser menor de idade);
  • Exame de Audiometria (quando o requerente for deficiente auditivo); 

  •  Atestado de Avaliação Médica da Equipe Multiprofissional do Sistema Único de Saúde (SUS) fornecido pelo setor.


A Carteira de Beneficiário tem validade de quatro anos, a partir da data da emissão. Essa informação é impressa no documento. A renovação vai acontecendo gradativamente, sempre no mês anterior ao vencimento do documento.


Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agepan) é a responsável pela regulação e monitoramento das passagens concedidas aos beneficiários do Passe Livre, por meio de um sistema informatizado, alimentado pelas empresas de transporte, o Sistema Gestor de Concessão de Benefício (SGCB).

Assentos

 

Para pessoas idosas e pessoas com deficiência estão reservados 2 assentos em ônibus e 1 assento em micro-ônibus com 100% de desconto. 


Para os idosos, quando as 2 gratuidades de 100% já estiverem sendo utilizadas em determinada viagem, os portadores da carteira de gratuidade podem obter o desconto de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da passagem, limitado a 2 passagens por ônibus, ou 1 assento em micro-ônibus.


Entrem no site do Cras para conferir a relação completa de endereços.



 
 

Epidemia de sífilis no Brasil,Como se proteger?

 
Três em cada cinco ocorrências (62,1%) estavam no Sudeste e a transmissão de gestantes para bebês é atualmente o principal problema.
 
A situação foi qualificada como "epidemia" somente agora, mas vem se desenvolvendo há mais tempo.
 
Em 2015, por exemplo, no país todo, foram notificados 65,878 casos. A maioria desses ocorreu na região Sudeste (56,2%) e afetou pessoas na faixa etária dos 20 aos 39 anos (55%), que se auto-declaram da raça branca (40,1%).
 
Não há dados majoritários sobre o nível de escolaridade, pois em 36,8% dos casos reportados essa informação não foi preenchida.
 
Em 2010, a incidência da doença em homens era maior - cerca de 1,8 casos para cada caso entre mulheres. Essa média caiu para 1,5 homem/mulher em 2015. Ou seja, as mulheres são o grupo cuja vulnerabilidade vem aumentando.
 
Os casos de sífilis congênita, de transmissão da mãe grávida para o bebê, também cresceram expressivamente.
 
No ano passado, a cada 1000 bebês nascidos, 6,5 eram portadores de sífilis. Somente cinco anos antes, em 2010, esse número era de 2,4 bebês em cada mil nascimentos. Ou seja, a incidência da sífilis congênita praticamente triplicou em meia década.
 
A BBC Brasil conversou por email com a médica colaboradora da Organização Mundial de Saúde (OMS), Nemora Barcellos, para entender a doença e a epidemia atual. 
 
Leia abaixo os principais pontos da conversa:
 
BBC Brasil - O que é sífilis?
Nemora Barcellos - Sífilis é uma doença infecciosa sistêmica, crônica. Ela se manifesta em diferentes estágios. Sem tratamento, apresenta evolução em fases: inicialmente com feridas na pele, pode evoluir para complicações que levam ao óbito, podendo afetar o sistema cárdio-vascular e neurológico. A causadora da doença é a Treponema pallidum, uma bactéria espiralada altamente patogênica. A sífilis é uma infecção muito antiga e recebeu inúmeras denominações ao longo dos séculos.
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BBC Brasil - Quais são as formas de transmissão?
Dra Barcellos A principal forma de transmissão é o contato sexual. A gestante também, por via hematogênica (pelo sangue), transmite para o feto a bactéria em qualquer fase da gravidez ou em qualquer estágio da doença. A transmissão via transfusão de sangue pode ocorrer, mas atualmente é muito rara, em função do controle do sangue doado.
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BBC Brasil - Quais as formas de prevenção?
Dra Barcellos - A principal forma de prevenção é o uso de preservativos no ato sexual. O tratamento correto e completo também é considerado uma forma eficaz de controle, pois interrompe a cadeia de transmissão. O tratamento de ambos os parceiros é muito importante na prevenção para impedir que ocorra a re-infecção, garantindo que o ciclo seja interrompido.
Em relação à sífilis na gestante e à sífilis congênita, é importante o diagnóstico precoce. É necessário testar todas as mulheres que manifestarem o desejo de engravidar. 
Um pré-natal qualificado pressupõe como rotina exames para o diagnóstico da sífilis no primeiro trimestre, de preferência já na primeira consulta.
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BBC Brasil - As pessoas devem estar atentas a quais sintomas para suspeitar da doença? E como devem reagir nesse caso?
Dra Barcellos O primeiro sintoma, o cancro duro, no homem é mais visível. O problema maior é seu desaparecimento espontâneo dando a impressão de que a cura ocorreu sem tratamento. Nas mulheres, por questões anatômicas, não é raro o cancro duro inicial passar desapercebido. O histórico de prática sexual sem uso de preservativos deve ser investigado com seriedade em consultas, seja na atenção básica, seja com especialistas da área de ginecologia ou urologia. A existência de testes rápidos para sífilis facilita muito a investigação.
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BBC Brasil - Quais as principais causas da atual epidemia de sífilis?
Dra Barcellos - O esgotamento do impacto das campanhas de uso de preservativos e da sua ampla disponibilização parece ser um dos fatores do recrudescimento dos casos de sífilis. Por outro lado, a implicação do desabastecimento de penicilina afeta a evolução individual da doença e a possibilidade de cura. A ideia é que muitos fatores estão implicados no presente crescimento dos casos. Corroborando essa ideia vale ressaltar que o crescimento da epidemia se iniciou antes de se tornar visível e importante a falta do medicamento.
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BBC Brasil - Por que a sífilis congênita é o maior problema agora?
Dra Barcellos - A sífilis congênita, passada de mãe para filho, dependendo da intensidade da carga bacteriana, pode resultar em aborto, natimorto ou óbito neonatal. A doença também pode ficar disfarçada e causar o nascimento prematuro de bebês com baixo peso, com outros sintomas como coriza mista de sangue e ranho, sinais e sintomas ósseos, inchaço do fígado e do baço, pneumonia, edemas, fissuras nos orifícios, entre outros males, que podem resultar na morte da criança. Mas o tratamento, quando adequado e precoce, oferece uma excelente resposta.
Os casos de sífilis congênita representam um indicador perverso das lacunas ainda existentes no sistema de saúde vigente, incapaz de identificar mulheres mais vulneráveis e oferecer-lhes acesso e qualidade no cuidado pré-natal.
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BBC Brasil - Como a doença se desenvolve?
Dra Barcellos - Na população em geral, a sífilis apresenta diferentes formas de manifestação, de acordo com o período de evolução da doença:
1) Sífilis Adquirida Recente:
Sífilis primária - apresenta lesão genital inicial denominada cancro duro, uma espécie de ferida rígida, com inflamação periférica, que costuma desaparecer espontaneamente em cerca de 4 semanas. O período de incubação médio é de 21 dias;
Sífilis secundária - manifestações da disseminação da bactéria no organismo, o que ocorre após 4 a 8 semanas do desaparecimento da primeira ferida. Aparecem então lesões de cor rosada eruptiva, parecidas com o sarampo, mas que não coçam. Essa é a manifestação mais precoce da sífilis secundária. Outras lesões podem surgir posteriormente, como manchas e feridas nas palmas das mãos e dos pés, na boca, inchaço dos nódulos linfáticos e glândulas, queda de cabelo em formato de "clareira" e condilomas planos; que são erupções na região genital-anal.
A Sífilis Latente Precoce é silenciosa, não apresenta manifestações clínicas e só a sorologia pode dar o diagnóstico.
 
2) Sífilis Adquirida Tardia:
 
A Sífilis Adquirida Tardia inclui a Sífilis Latente Tardia e ocorre se os portadores da infecção não foram foram adequadamente tratados ou diagnosticados. 
O período que a doença permanece no organismo sem se manifestar é variável.
As formas de apresentação desta fase da doença, também conhecida como Sífilis Terciária, ocorrem em períodos que vão de 2 a 40 anos e são:
Sífilis tardia cutânea - lesões na pele em forma de gomos e nódulos altamente destrutivas; Sífilis óssea; Sífilis cardiovascular - aortite sifilítica, principalmente, determinando insuficiência cardíaca; Sífilis do sistema nervoso.
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BBC Brasil - Como é o tratamento?
Dra Barcellos - A penicilina G é a droga preferencial para o tratamento da sífilis em todos os estágios da doença. O tipo do antibiótico (benzatina ou cristalina), a via (se por soro ou injeção) e a dosagem dependem das manifestações clínicas e da presença ou não de co-infecção pelo HIV, vírus da Aids. 
A sífilis terciária necessita um período maior de tratamento. A efetividade da penicilina no tratamento da sífilis está muito bem estabelecida e baseada na experiência clínica de muitas décadas, em estudos observacionais e em ensaios clínicos.
Os casos de sífilis congênita devem ser tratados com penicilina G cristalina e o acompanhamento da criança também está condicionado à adequação do tratamento da mãe. Portadores de alergia à penicilina podem se beneficiar de dessensibilização controlado. 
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BBC Brasil - A falta de penicilina foi um fator preponderante?

Dra BarcellosO desabastecimento de penicilina, embora mais sentido no Brasil, em função do aumento do número de casos e da maior necessidade de medicamentos, não é uma exclusividade brasileira. Ele foi também sentido nos Estados Unidos e Canadá. A gravidade é que o quadro de desabastecimento não parece representar um problema pontual ou temporário.
A penicilina benzatina é um produto barato, para populações na maioria das vezes marginalizadas e que provavelmente confere um lucro baixo aos fabricantes. 
O desinteresse das empresas farmacêuticas na produção dessa substância se alinha ao desinteresse na produção de pesquisa e de novas drogas para outras doenças, também características de países em desenvolvimento, conhecidas como doenças negligenciadas, na sua maioria infecciosas.
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BBC Brasil - Como é a situação da indústria farmacêutica no Brasil?
Dra Barcellos - No Brasil, a indústria farmacêutica não realiza a síntese das substâncias, ela adquire o princípio ativo e faz o produto final, dependendo, para tanto, de fornecedores internacionais como a Índia e a China. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Eurofarma, e outras três empresas possuem o registro para produzir a penicilina benzatina.
Aparentemente, o que ocorreu foi uma redução de fornecedores mundiais da penicilina nos últimos anos e a necessidade de buscar outras opções. O Ministério da Saúde tem se manifestado explicando que o problema é resultado da escassez mundial no suprimento de matéria-prima acrescido de problemas pontuais da qualidade da penicilina produzida.
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BBC Brasil - Você acredita que poderia ter ocorrido uma asfixia intencional da oferta de penicilina por parte das farmacêuticas para elevar o preço?
Dra Barcellos - Creio que os motivos são múltiplos e esse seria um deles a compor com as questões que já mencionei.
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Fonte:BBB Brasil
 
 
 

28 de out de 2016

2 a cada 3 trabalhadores com deficiência têm Ensino Médio completo ou mais




As empresas brasileiras iniciaram este ano com 403.255 trabalhadores com deficiência contratados, no setor público e privado. Este número representa menos de 1% dos 48,06 milhões de trabalhadores. 

Os registros indicam que a cada 3 trabalhadores com deficiência, 2 têm ensino médio ou mais e para cada analfabeto empregado18 com educação superior completa.

Pelo lado da remuneração as diferenças variam de R$ 1.139,01 como remuneração média aos trabalhadores com deficiência intelectual, e, os reabilitados, geralmente acidentados no próprio trabalho, recebem remuneração média de R$ 3.066,80


A remuneração média dos trabalhadores com deficiência é de R$ 2.656,94 mas as variações são gritantes dependendo do tipo de deficiência, onde nos exemplos citados o primeiro grupo recebe 57,1% a menos que a média e o segundo grupo 15,6% acima da mesma média.


Para vencer mitos que ainda impedem o pleno emprego destes trabalhadores e discutir a utilização da CIF Classificação Internacional de Funcionalidade e Saúde como ferramenta para ampliar a inclusão, o Espaço da Cidadania incluiu o debate destes assuntos em seu Encontro Anual, que está com inscrições abertas.


9º Encontro Anual


Quando: 24/11, das 9h às 13h30

Onde: Ministério Público do Trabalho – 2ª Região

Endereço: Rua Cubatão, 322 – Paraíso – São Paulo (Próximo à estação Paraiso do Metrô)

Obs.:  As inscrições gratuitas podem ser feitas até 16/11/2016 através do e-mail ecidadania@ecidadania.org.br Site externo .


Para efetuar a inscrição é necessário informar os seguintes dados: Nome completo, RG, Empresa/Entidade, Cidade, Telefone e E-mail.

Os inscritos receberão a programação definitiva e orientações. 


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Associação Pestalozzi de Osasco realiza VIII Seminário Inclusão em Debate


O Seminário Inclusão em Debate Inclusão da pessoa com deficiência intelectual: Avanços e Desafios é um espaço dedicado à reflexão, troca de experiências e ampliação do conhecimento sobre as práticas de inclusão das pessoas com deficiência intelectual.

 

Seminário Inclusão em Debate

 
Quando:
27/10, das 8h30 às 12h

Onde: Associação Pestalozzi de Osasco

Endereço: Rua Dionísio Bizarro, 415 – Jardim Ester – Osasco/SP
 
Obs.: Inscrições gratuitas pelo e-mail comunicacao@pestalozziosasco.org.br ou pelo telefone 11-3682-2158 (Falar com Isabel Vaz). Vagas limitadas


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Rede Empresarial de Inclusão Social lança Pacto pela Inclusão, em São Paulo


 
A Rede Empresarial de Inclusão Social lançou o Pacto pela Inclusão, uma carta de compromissos para as empresas promoveram a inclusão de pessoas com deficiência. 


Luiz Alexandre Souza Ventura, do blog Vencer Limites, participou e escreveu sobre o evento em seu blog. Acesse o blog para acessar o conteúdo.