30 de abr de 2014

Google começa a testar carro sem motorista para cidades

Foto de três homens testando o carro do Google


O Google afirmou nesta segunda-feira (28) que começou a testar seus carros sem motorista em ruas de cidades, uma fase importante para que a companhia torne a tecnologia um recurso padrão em automóveis.


Depois de vários anos de testes em estradas, onde as condições de direção são mais previsíveis, o Google mudou no ano passado seu foco para a direção sem motorista em cidades, informou a companhia em seu blog oficial nesta segunda-feira.


O Google afirmou que vem guiando os carros ao longo de milhares de milhas nas ruas de Mountain View, na Califórnia, uma pequena comunidade a sul de San Francisco onde fica a sede da companhia.


Fonte: UOL


Menino cadeirante supera limitações e descobre paixão pelo taekwondo

Luigi na cadeira de rodas faz um exercício em seu professor


Duas vezes por semana, o pequeno Luigi Palumbo, de cinco anos, encontra os coleguinhas na academia de artes marciais em Campo Grande para praticar o taekwondo, seu esporte preferido. 


A turma aprende os movimentos básicos da modalidade e se diverte com as brincadeiras propostas pelo mestre. Luigi é alegre e esperto como as outras crianças, mas a condição de cadeirante faz dele um exemplo de superação. É por meio do esporte que a família procura dar ao menino uma vida perfeitamente normal.


Luigi nasceu com má formação do tubo neural na espinha dorsal, o que impede o movimento dos membros inferiores. Esse defeito congênito é chamado de mielomeningocele. Logo que entrou para a vida escolar, o menino recebeu incentivo dos pais para praticar esportes e adotar um estilo de vida saudável. 


Luigi chegou a iniciar no karatê, mas depois que mudou de colégio, conheceu o taekwondo por indicação de uma colega de classe, que também fazia aulas.


- Nós o incentivamos porque, além de ser uma atividade física, o esporte é um meio de inclusão. Aqui ele é bem recebido pelos colegas, todos o adoram. 


Ele participa das aulas em iguais condições. Tudo isso trouxe reflexos no aspecto físico e emocional do menino, fez com que ele interagisse mais com todo mundo - conta o pai, o advogado César Palumbo Fernandes.


Embora o taekwondo seja uma modalidade que envolva chutes, isso não impede que Luigi aprenda os conceitos básicos e possa, inclusive, alcançar a faixa preta, como explica o mestre Tiago Brandão, faixa preta 4º Dan.


- Vi que ele tem bastante interesse e vontade de aprender. Sempre chega animado para as aulas. O importante é que ele faça algo que se sinta bem. Futuramente ele pode até se tornar um mestre, caso queira continuar se dedicando ao esporte.


A academia que Luigi frequenta, na região central da cidade, atende cerca de 100 crianças e adolescentes. O mestre Tiago Brandão tem graduação em Educação Física e ênfase no ensino adaptado para deficientes físicos, o que deu tranquilidade à família do menino.


Nos treinos, Luigi acompanha a turma em todas as atividades, desde a reverência às bandeiras do Brasil e da Coreia do Sul - como é tradição ao entrar ou sair do dojô - até a prática dos golpes de ataque e defesa. E se a hora é de brincar de pega-pega, por exemplo, Luigi também participa. Quando os colegas tentam ajudá-lo empurrando a cadeira a todo instante, os monitores orientam que é melhor para o menino que ele se locomova sozinho.
 
- É bacana que os outros também aprendem a conviver com ele - diz o mestre Brandão.


Luigi frequenta as aulas há pouco mais de um mês. Desde que fez os primeiros testes, se apaixonou e não larga o kimono. Até já ganhou medalha de segundo lugar em um festival por equipes. Perguntado sobre o que pretendia ser quando crescer, adivinha o que ele respondeu?


- Quero ser mestre - diz Luigi.


Incentivo dos pais é o que não vai faltar para o menino.


- A família entende que o esporte é fundamental para qualquer criança, e nós o incentivamos muito. Acho que ele deve ter sempre uma vida esportiva ativa, mas também gostaríamos que ele focasse na formação intelectual. Se o Luigi decidir ser um atleta profissional, vai ser fantástico - diz o pai.


Foto: Hélder Rafael 



'Residência Inclusiva' para integrar pessoas com deficiência será inaugurada

Foto da imagem do projeto Residência Inclusiva

A Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS) inaugurou, nesta segunda-feira (28), a Residência Inclusiva Ttere Acolher, espaço que busca romper o isolamento tradicional em serviços de acolhimento para pessoas com deficiência


O local fica na rua Ulisses Ramos de Castro, 140, no bairro Bosque, em Presidente Prudente.


A solenidade de abertura será realizada às 8h, na sede do projeto celebrado após uma parceira entre os governos federal, estadual e municipal, além da entidade responsável. Ele consiste em residências adaptadas, com estrutura física adequada, localizadas em áreas residenciais na comunidade.


A Residência Inclusiva atua no âmbito da Proteção Social Especial de Alta Complexidade do Sistema Único de Assistência Social (Suas), para jovens e adultos com deficiência, prioritariamente, beneficiários do Beneficio de Prestação Continuada (BPC) e em situação de dependência, que não disponham de condições de autossustentabilidade ou de retaguarda família. 


Também podem participar aqueles que estejam em processo de desinstitucionalização de instituições de longa permanência.


De acordo com a prefeitura municipal, o público pode ser misto, ou seja, poderão conviver na mesma residência pessoas acima de 18 anos com diferentes tipos de deficiência, devendo ser respeitadas as questões de gênero, idade, religião, raça e etnia, orientação sexual e situações de dependência.


O serviço de acolhimento ofertado na Residência Inclusiva não atenderá pessoas com transtornos mentais, que devem ser encaminhadas para a rede de saúde mental que contempla trabalhos exclusivos voltados a estes casos.


Fonte: G1
 

Governo qualificará pessoas com deficiência de todo o Estado de Sergipe

Foto de uma carteira de trabalho
Em reunião na tarde da última quarta-feira, 23, os secretários de Estado do Trabalho (Setrab) e dos Direitos Humanos e da Cidadania (Sedhuc) firmaram uma parceria para a ampliação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) em Sergipe, que tem por objetivo a qualificação e inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, de acordo com o que determina o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite, por meio do Decreto 7.612, de 17 de novembro de 2011.


O Governo do Estado, através das Secretarias do Trabalho e dos Direitos Humanos pretende iniciar o mais breve possível o processo de qualificação de pessoas com deficiência de todo o Estado, assim como a ampliação dos cursos. 


O Núcleo de Apoio ao Trabalho dispõe atualmente de 140 vagas de empregos para pessoas com deficiência. Os interessados devem procurar o posto central do NAT situado à rua Riachuelo,726 Aracaju.


O secretário de Estado do Trabalho, Antônio Hora, destaca as perspectivas do Programa em Sergipe. “Nossa meta é a de nos próximos meses trazermos números animadores em relação à quantidade de vagas ofertadas no Pronatec para pessoas com deficiência; e também, a quantidade de pessoas com deficiência sendo capacitadas e inseridas no mercado de trabalho”, avaliou.
 
O secretário de Estado dos Direitos Humanos e Cidadania, Antônio Bittencourt, ressaltou a importância do Programa para as pessoas com deficiência no Estado. 


“O Pronatec tem a proposta de dar um salto qualitativo na vida das pessoas com Deficiência que encontram barreiras para estarem inseridas no mercado de trabalho. Com a capacitação, essas pessoas estarão preparadas para conquistarem seus espaços”, explicou Bittencourt.


“Iremos subsidiar o nosso banco de dados para que a Secretaria dos Direitos Humanos possa pactuar vagas junto aos Ministérios, trazendo uma maior quantidade de vagas de cursos de formação para as pessoas com deficiência no Estado”, explica o secretário do Trabalho, João Hora.


Ainda segundo João Hora, a Setrab está se habilitando à condição de supervisora de demandas. 


“A partir do momento em que a SEDHUC passe a ofertar vagas, a SETRAB vai supervisionar e realizar pré-matrículas de pessoas com deficiência para que possam ocupar essas vagas do Pronatec”, pontuou.


O secretário de Estado dos Direitos Humanos e da Cidadania, Antônio Bittencourt, através do banco de dados do Núcleo de Apoio ao Trabalho a secretaria buscará os meios para preenchimento das vagas. 


“Faremos um trabalho de divulgação, por meio de todos os mecanismos possíveis, com o apoio da comunidade e do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência”, informou Bittencourt.


Participaram também da reunião, o secretário adjunto do Trabalho, Jorge Araujo Filho; o  coordenador de Qualificação do NAT, Cláudio Viana e a assessoria do NAR, Juliana Ferreira.
 

29 de abr de 2014

Mato Grosso do Sul tem 111 pessoas com deficiência na fila para tirar carteira de habilitação no Detran

Foto de uma CNH especial

As pessoas com deficiência enfrentam anos de espera para tentar conseguir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em Mato Grosso do Sul


A reportagem do Bom Dia MS desta quinta-feira (24) mostrou que a fila tem cerca de 100 pessoas que não conseguem o documento porque o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) tem apenas um veículo adaptado para fazer os testes.



Com dificuldade de locomoção na parte direita do corpo, o auxiliar administrativo Michael Aliendres iniciou o processo para conseguir a CNH no fim de 2010. 


Ele tem a solicitação de aulas, a Licença Aprendizagem de Direção Veicular (LADV), mas nada das aulas práticas até agora. Em nota enviada à TV Morena, o Detran informou que Aliendres está na 30ª posição na fila de espera. O órgão não quis se pronunciar sobre o funcionamento da fila de espera e o motivo da demora.



Para conseguir dirigir, o candidato com deficiência precisa ter aulas em um carro adaptado, mas o Detran tem apenas um veículo para atender uma demanda de motoristas de Campo Grande e do interior do estado. 


Em Mato Grosso do Sul, atualmente cinco carros adaptados para pessoas com deficiêcia são utilizados. Um é do Detran e os outros quatro são de autoescolas particulares. 


No interior, apenas uma autoescola de Dourados, a 225 quilômetros da capital sul-mato-grossense oferece o serviço.



Segundo o diretor de ensino Douglas Parizotto, os carros devem ter uma série de equipamentos. O principal item é o uso dos comandos do painel no controle central. 



O custo para emissão de uma CNH para pessoas com deficiência é o mesmo que de qualquer outra pessoa, cerca de R$ 2 mil. 


A estudante Ana Carla Barbosa está habilitada a dirigir, mas passou três anos na fila do Detran e não conseguiu as aulas gratuitas oferecida pelo órgão.



Fonte: G1


Perícia para pessoas com deficiência deve ser feita com antecedência

Foto de carteiras de trabalho
A aposentadoria para a pessoa com deficiência física vai reduzir o período de contribuição de dois a dez anos, dependendo do grau da deficiência. 


Porém, o recomendado é que os segurados não deixem para solicitar a perícia próximo da data da concessão do benefício, até porque eles não sabem como o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) vai avaliar sua doença.


Conforme a vice-presidente do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário), Adriane Bramante, a pessoa com deficiência de qualquer idade pode agendar a perícia. 


“O INSS, em tese, está preparado para avaliar o grau e o início dessa deficiência. Após o procedimento, a informação de com quantos anos de contribuição o segurado poderá se aposentar vai automaticamente para o CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais).”


Ou seja, caso um homem seja avaliado com deficiência em grau moderado, haverá diminuição de seis anos no tempo de trabalho, e ele poderá se aposentar com 29 anos de contribuição. 


Essa informação já será conhecida pelo instituto a partir do momento em que ele fizer a avaliação, realizada por equipe multidisciplinar composta por médico e assistente social.


“Caso o segurado tenha um agravamento dessa deficiência, ele deverá marcar outra perícia para que o grau seja alterado e o tempo de serviço, reduzido. 


Lembrando que, se a Previdência Social concluir grau diferente dos laudos médicos do segurado, ele pode entrar com ação na Justiça”, orientou Adriane.


As avaliações para a concessão de aposentadoria do deficiente físico podem ser agendadas desde 31 de janeiro, porém, só começaram a ser realizadas nas agências no último dia 22. 


Segundo o INSS, foram marcadas 39 perícias para pessoas com deficiência nas seis agências da região (Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá e Ribeirão Pires) até o fim do mês. Esse número representa apenas 0,3% do total de perícias agendadas nessas unidades, que somam 13.054.


O Diário percorreu ontem as agências de Santo André, São Bernardo e Diadema e detectou que, apesar das filas estarem maiores, não havia nenhum segurado com avaliação para deficiente agendada.


Conforme explica Adriane, a perícia concedida pela Previdência não vai considerar somente a gravidade da deficiência, mas também as condições sociais do segurado. 


“No total, para definir o grau dessa deficiência, o beneficiário vai precisar responder, em média, 45 perguntas, por exemplo, se ele faz atividades sozinho, como escovar os dentes, se ele locomove através de transporte público e até mesmo se mora sozinho.”


A especialista criticou o critério adotado que, segundo ela, é considerado subjetivo, porque avalia a independência do segurado de forma errada. 


“Quanto mais independente for o deficiente, pior será para ele. Se, por exemplo, um cego, que tem deficiência grave, mora sozinho e tem sua independência através da leitura em Braile, o grau não será considerado alto. O critério adotado é bastante subjetivo, porque não considera as conquistas do deficiente para efeito de concessão de benefício, ou seja, estão confundindo deficiência com invalidez, e isso é absurdo.”


Nos casos de deficiência grave, a aposentadoria será concedida após 25 anos de contribuição para homens e 20 para mulheres. Já no caso de moderada, o período passa para 29 anos ao segurado e 24 à segurada. A leve dá direito a 33 anos para eles e 28 anos para elas. Já a aposentadoria por idade será reduzida em cinco anos para ambos os casos. Homens se aposentam com 60 anos e, mulheres, 55 anos. 


O benefício para pessoas com deficiência não tem a incidência do fator previdenciário, que achata, em média, em 30% o valor das aposentadorias.




Audiência discute acesso ao BRT para pessoas com deficiência em BH

BRT


Uma audiência pública realizada nesta segunda-feira (28) na Câmara Municipal de Belo Horizonte discutiu os problemas de acessibilidade do BRT na capital. 


A dificuldade de usuários cadeirantes em utilizar o transporte é uma das falhas apontadas por uma comissão de vereadores que recebeu as reclamações de pessoas com deficiências.
 
O fato de só haver um lugar destinado a cadeirantes nos ônibus do BRT foi um dos assuntos discutidos.  “Precisamos ampliar isso para no mínimo um percentual de 10%, como é determinado em todas as situações”, disse o vereador Leonardo Mattos.
 
A Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte afirmou que irá analisar as propostas. A empresa também garantiu a presença de funcionários em todas as estações para ajudar no acesso de pessoas com deficiências.
 
Segundo a BHTRans, todos os ônibus possuem uma rampa de ligação com a estação para facilitar o acesso de cadeirantes. O recurso deve ser usado quando necessário.





Comissão aprova divulgação obrigatória da lei do passe livre por empresa de ônibus

Foto do símbolo do Passe Livre

A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou, na quarta-feira (23), proposta que obriga as empresas de transportes a fixar nos guichês de vendas de bilhetes texto informativo sobre o passe livre para pessoas com deficiência.


Foi aprovado substitutivo do relator, deputado Aureo (SDD-RJ), ao Projeto de Lei 2799/08, do deputado Silas Câmara (PSD-AM). 


Pelo texto aprovado, a empresa deve publicar no guichê os seguintes dizeres: “É concedido passe livre às pessoas com deficiência, comprovadamente carentes, no sistema de transporte coletivo interestadual. (Art. 1º da Lei nº 8.899/1994)”.


Já a proposta original determina que as empresas deverão afixar o texto da mesma lei nos guichês para atendimento ao público em locais de fácil visibilidade.


O substitutivo determina ainda que o descumprimento da lei sujeita os infratores às sanções previstas no artigo 56 do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90), que vão de multa a intervenção administrativa e imposição de contrapropaganda. 


A proposta original não traz punição para infratores. O relator defende “ser inquestionável” que o local mais apropriado para a divulgação da lei é o próprio guichê. 


“É sabido que muitas empresas orientam os seus funcionários a dificultarem ao máximo a emissão da passagem, o que é agravado pelo desconhecimento do texto da norma legal.”


A proposta segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Como foi rejeitada em uma comissão de análise quanto ao mérito (Viação e Transportes) e aprovada em outra, a proposta perde o caráter conclusivo e terá de ser votada pelo Plenário.




28 de abr de 2014

Mutirão vai ofertar atendimento odontológico a pessoas com deficiência em Alagoas

Foto de um homem escovando os dentes
A Secretaria de Estado de Saúde (Sesau), em parceria com a Associação Brasileira de Odontologia (ABO), realiza nos dias 29 e 30 um mutirão de atendimento a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). 


O objetivo é garantir atendimentos odontológicos às pessoas com deficiência motora, auditiva, visual e mental.
 
A ação vai ocorrer na sede da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), localizada na Rua Mascarenhas Roberto Brito, no bairro de Jatiúca, em Maceió, a partir das 14h do dia 28 e às 8h no dia 30. 


De acordo com o gerente do Núcleo de Saúde Bucal da Sesau, José Roberto de Souza, os atendimentos serão realizados de forma gratuita para as pessoas com deficiência.
 
“A saúde bucal é essencial para a qualidade de vida de todos. O atendimento será realizado por dentistas que atendem nas unidades de saúde públicas de diversos municípios alagoanos, que estão devidamente capacitados e preparados para atender às pessoas com deficiência”, disse José Roberto. 




Laboratório do RS desenvolve mão biônica que pode substituir a humana

Foto da mão biônica
O laboratório da Faculdade de Engenharia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) está desenvolvendo uma mão biônica que pode substituir funções da mão humana. 


A prótese pode revolucionar a vida de uma pessoa amputada, garantem os idealizadores. 


Ela consegue, por exemplo, captar sinais elétricos do corpo, permitindo a movimentação dos dedos.


O equipamento, no entanto, é apenas um dos projetos que estão sendo desenvolvidos na universidade. 


A maioria dos robôs e máquinas construídos no local já saíram do papel em outros países, mas dificilmente chegam até a população em função do alto custo. Por isso, surgiu um novo desafio. 


O coordenador do Laboratório de Excelência em Eletricidade, Automação e Sistemas Embarcados em Alta Confiabilidade da PUCRS, Fabian Vargas, explica que o objetivo é fortalecer o desenvolvimento de tecnologias nacionais. “Isso provoca a redução de custos, a inovação e agrega valor nesse tipo de produto”, afirma.



O professor de engenharia da PUCRS, Anderson Terroso, conta que este tipo de prótese produzida já existe no mercado e que o grande problema é o custo. “Estamos propondo algo de baixo custo. 


A impressão da mão não sai mais do que R$ 300 e os motores não vão passar de R$ 500”, diz. No mercado, o material poderia custar até R$ 20 mil. “É algo para atender as pessoas que não têm condições e fazer a inclusão delas”, acrescenta.


O projeto da mão biônica feita no Rio Grande do Sul vai além. A ideia é construir uma máquina para ensinar a linguagem de sinais a deficientes auditivos, mas isso ainda está apenas no papel. 


O objeto também foi utilizado para construir um robô pianista. Vargas conta que um dos objetivos é utilizar a invenção para ensinar música a crianças com deficiências visuais.


Os robôs também poderiam ser utilizados para acessar áreas perigosas e de alto risco para os seres humanos. 


No laboratório, já foi criado um veículo de operação remota com este objetivo. Já existem máquinas semelhantes a esta no mercado, mas por um custo 100 vezes maior. 


O engenheiro eletricista Rodrigo Carpe diz que o veículo foi construído pelo custo de R$ 1,5 mil.


 “Este preço é para o protótipo. Se fosse produzido em série o custo seria ainda menor”, afirma. 


Um aparelho com as mesmas funções chega ao mercado com o custo de R$ 20 mil atualmente, segundo ele. 


O robô é feito para se inserir principalmente em inspeções industriais, usinas, desastres naturais, zonas de conflito e guerra.


Algumas escolas já estimulam o despertar dos interesses dos alunos pela robótica desde cedo. 


Os alunos de uma escola de Ensino Médio, em Porto Alegre, participaram de aulas sobre o tema e já venceram quatro vezes uma competição de robôs escolares nos Estados Unidos. 


“Este ano a competição consistia em lançar bolas nos gols”, mostra o estudante Kin Max Gusmão, de 15 anos.


Os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer de perto os projetos da PUCRS. “Eu sempre tive interesse por ciências em geral e por isso comecei a fazer aulas de robótica. Passei a gostar ainda mais”, diz o estudante Pablo Gonçalves.
 


Juiz manda prefeitura cumprir lei da acessibilidade em Campo Grande (MS)

Visto do alto, símbolo de acessibilidade é formado por várias pessoas
O juiz em atuação na 4ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos, Alexandre Ito, acatou pedido do Ministério Público Estadual (MPE), determinando que o Município de Campo Grande cumpra a lei de acessibilidade vigente, para garantir e facilitar o acesso nos edifícios abertos ao público às pessoas com deficiência


Além disso, o município terá que comprovar mensalmente, por meio de relatórios disponibilizados no seu portal da internet, uma vistoria por dia útil, sob pena de multa mensal de 2.000 Uferms.
 
De acordo com o MPE, a legislação não vem sendo cumprida, inclusive em relação à obrigação de facilitar o acesso nos órgãos abertos ao público, cujo prazo máximo de adaptação foi de trinta meses, a contar da publicação da lei, no ano de 1999. 


O Ministério Público alega que, com o fim do prazo, a Secretaria Municipal competente deveria tomar as providências previstas, regulamentando a fiscalização e autuando nas áreas que não cumpram com as normas de acessibilidade. Porém, passados mais de dez anos, a acessibilidade em Campo Grande continua insatisfatória.


Além disso, conforme o MPE, informações da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) revelam que, apenas 62 estabelecimentos estão em termo de compromisso de adequação, o que demonstra que o ritmo de fiscalização é lento, não havendo um cronograma de execução das vistorias ou um plano de atuação. 


Por isso, o orgão ministerial pediu a antecipação dos efeitos da tutela, indicando diversos locais que contam com reclamação pendente, bem como para que, durante o prazo de seis meses, sejam encaminhados os relatórios mensais dos resultados obtidos. 


O Município apresentou contestação, alegando que nunca houve omissão. Afirmou ainda que a Semadur elaborou o relatório detalhado das medidas implantadas pelo município desde a edição da lei. Então, pediu o afastamento da multa diária de 2.000 Uferms.


O juiz observou que “a acessibilidade não se resume na possibilidade de se entrar em determinado local ou veículo, mas na capacidade de se deslocar pela cidade mediante a utilização dos vários meios de transportes existentes. 


Trata-se de garantir mobilidade às pessoas com deficiência, a fim de evitar que sejam criadas barreiras para que estas pessoas possam usufruir todos os seus direitos”.
 
Ainda conforme os autos, o magistrado verificou que a atuação do Poder Público, confirmadas com as inúmeras reclamações citadas pelo Ministério Público, comprovaram que a fiscalização promovida pela Semadur era insuficiente para o cumprimento da legislação. 


Por fim, o juiz concluiu que “a pretensão do Ministério Público merece acolhimento, devendo ser mantida a obrigação do ente municipal em realizar as vistorias necessárias para garantir o direito à acessibilidade”.



Open Caixa Loterias de Atletismo e Natação chega ao final com êxito dos atletas brasileiros

Atletas correm com seus atletas-guias

Chegou ao fim neste sábado, 26, em São Paulo, o Open Brasil Caixa Loterias de Atletismo e Natação


A competição foi promovida pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), contou com o patrocínio da Caixa Loterias e a participação das seleções brasileiras adulto e de jovens em ambas as modalidades foi financiada por um convênio entre o CPB e o Ministério do Esporte


O Open foi uma importante etapa internacional para os competidores do atletismo (fez parte do calendário do Grand Prix de Atletismo do Comitê Paralímpico Internacional), assim como foi para os nadadores, já que contou com a participação das principais potenciais internacionais do esporte. Foram distribuídos cerca de R$ 220 mil em premiação aos melhores.
 
Com mais de 400 atletas do Brasil e de outros 15 países, o evento agradou ao presidente do CPB, Andrew Parsons. Para ele, a competição foi um sucesso e serviu para fortalecer o esporte. 


“Os resultados foram excelentes, tanto dos atletas, quanto da parte da organização. É uma competição que está se firmando no calendário internacional e a nossa ideia é dar mais força a cada ano”, avaliou Parsons. 


O presidente ainda lembrou de bons resultados dentro das provas. “O resultado do Petrúcio dos Santos [ouro nos 200m da classe T47, com 21s99] foi fenomenal. Um tempo que levaria a medalha de ouro em Londres-2012 deixou todo mundo muito feliz”, completou.
 
O resultado do jovem paraibano de 17 anos não foi lembrado apenas pelo mandatário do CPB. O técnico-chefe do atletismo, Ciro Winckler, também fez questão de ressaltar a importância desta medalha. 


“Não podemos dizer que foi uma surpresa porque acompanhávamos o crescimento dele [Petrúcio]. Mas mostra que tem potencial para fortalecer essa classe com amputados, que é um ambiente muito competitivo dentro e fora do Brasil”, avaliou Winckler. Petrúcio perdeu parte do braço esquerdo aos dois anos de idade, em um acidente com uma máquina de moer capim.
 

No atletismo, grandes nomes da modalidade estiveram presentes em São Paulo, o que deixou a competição bem interessante. Houve até quebra de recorde mundial no salto em altura, classe T12 masculino, com o cubano Luis Felipe Rivero, que saltou 2,06m para estabelecer a nova melhor marca do mundo. 


O atleta, aliás, foi premiado por alcançar o melhor indíce técnico da competição na modalidade. Como prêmio, ganhou três mil euros (mais de R$ 9 mil) em dinheiro. A mesma quantia foi entregue para a brasileira Roseane dos Santos, a Rosinha, da classe F57, que terminou a competição com uma medaha de ouro e duas pratas nas provas de campo.
 
O Brasil foi o líder no quadro de medalhas no atletismo. A delegação fechou a competição com 60 medalhas, sendo 28 de ouro, 20 de prata e 12 de bronze. Foi seguida pelos sul-africanos, com 19 medalhas (10 ouros, cinco pratas e quatro bronzes); e pelos argentinos, com 21 medalhas (nove ouros, nove pratas e três bronzes).


Na natação, a participação dos brasileiros também foi um sucesso. O técnico-chefe da seleção, Leonardo Tomasello, sabe que encerrou a participação no Open com a sensação de dever cumprido. 


“O objetivo da comissão técnica era avaliar os tempos dos atletas das seleções. Mais de 90% deles baixaram as marcas neste ano. Fico feliz e estou otimista que vamos melhorar ainda mais nesta temporada”, disse.
 
A disputa da classe S10 masculino entre Andre Brasil e Phelipe Andrews foi ressaltada por Tomasello. 


“É muito importante o Brasil ter mais de um atleta de ponta em cada classe. Essa rivalidade dentro da piscina é um estímulo natural para eles e quem ganha com isso somos nós”, comemorou. 


Em duas provas em que disputaram um contra o outro – os 50m e os 100m livre – Phelipe foi mais rápido que o multimedalhista Andre. Até então, Andre era soberano nessas disputas.
 
Entre os destaques no Open está o novo recordista brasileiro nos 100m costas, classe S9, Lucas Mozela. 


Na sexta-feira, 25, o atleta derrubou a marca de Mauro Brasil, que durava mais de quatro anos. “Eu queria nadar abaixo de 1min10s faz algum tempo. Estou treinando muito e sabia que isso poderia acontecer”, disse o nadador paulista, com má formação congênita no braço direito, que fez 1min09s11 e que também venceu os 200m medley.
 
A delegação estrangeira que mais chamou atenção foi a da Austrália. Para participar do Open Caixa Loterias, foi preciso fazer uma seletiva nacional, e, com 12 atletas na equipe. 


“Tivemos uma participação regular e isso é o mais importante. Trouxemos os nossos atletas, sendo quatro deles de ponta, para começar a nossa preparação para os Jogos Paralímpicos do Rio-2016. Estaremos de novo no Brasil em 2015 e acredito que traremos uma delegação ainda maior”, completou o coordenador do time, Adam Pine.
 
 Na classificação geral da natação, o Brasil ficou em primeiro lugar, com o total de 126 medalhas, sendo 48 ouros, 48 pratas e 30 bronzes. Na sequência, vieram os australianos com 42 ouros, 12 pratas e três bronzes. A Rússia terminou em terceiro ao conquistar 24 medalhas, sendo 11 ouros, sete pratas e seis bronzes.
 
Já na premiação individual, feita pelo índice técnico, o brasileiro Daniel Dias ficou em primeiro lugar e o compatriota Adriano de Lima em terceiro. Em segundo terminou o sul-africano Kevin Paul. 


Entre as mulheres, as estrangeiras foram melhores. A russa Anastasia Diodorova liderou e foi seguida pelas australianas Madduson Elliot e Jacqueline Freney. As premiações para primeiro, segundo, e terceiro lugares foram de 3 mil euros , 2.500 e 1500 euros, respectivamente.
 
Os próximos compromissos das seleções nacionais das duas modalidades já estão agendados. Enquanto os nadadores se preparam para encarar o Parapan-Pacífico, em agosto, na Califórnia (EUA), os selecionados do atletismo passam pelos treinos para o Grand Prix do IPC, em Berlim (ALE), em junho.


Fonte: CPB


25 de abr de 2014

Exposição reúne trabalhos de arte inclusiva em Joinville (SC)

Duas pessoas estão pintando
Uma das três gestações de Maria da Paz Correa, 59 anos, foi bastante delicada porque teve um problema de saúde e o bebê ficou sem oxigênio no cérebro. 


Carolina Correa, 36 anos, nasceu com deficiência neurológica leve e mudou a rotina da família. 


Duas vezes na semana elas saem do bairro Fátima para pintar, participar de aulas de inclusão digital e receber acompanhamento psicológico e nutricional no Instituto Cultural Ademar Cesar, no Costa e Silva, em Joinville.



Há pouco mais de dois anos, mãe e filha participam das atividades. “Mudou bastante a vida da gente, foi algo maravilhoso para ela e para mim”, diz. Maria faz referência ao fato de se dedicar constantemente a filha. 


“A gente passa a viver a vida deles, como o instituto é um local onde os pais podem participar, isso ajuda”. O pai Carlos Miguel da Silva, 57 anos, em dias de folga, acompanha a filha nas aulas de pintura.


Para mostrar o trabalho social desenvolvido pela instituição com outras 52 pessoas, uma exposição reúne telas, artesanato, desenho, dança e inclusão digital. Os visitantes poderão conhecer o resultado na praça de eventos do Shopping Mueller, até o dia 28. 


“Apresentamos ao público o resultado das atividades desenvolvidas”, resume o artista plástico Ademar Cesar. Participam crianças de sete anos até idosos com 70.


Outra beneficiada é Beatris de Jesus de Oliveira, 12 anos. Duas vezes por semana, a mãe Luzia de Jesus, 35 anos, a leva do bairro Paranaguamirim para o Costa e Silva. Beatris tem uma síndrome chamada artrogripose – que gera atrofia muscular a redução de movimentos. 


Há dois anos ela começou com pintura e hoje ela faz dança e inclusão digital. “Foi uma porta que abriu na vida dela, passou a ter mais confiança, perdeu a timidez e melhorou a comunicação”, conta a mãe que também começou a pintar.
 

Início em 2009


O berço do Instituto Cultural Ademar Cesar surgiu em 2009 quando um cadeirante perguntou ao artista plástico se ele poderia fazer parte das aulas de pintura. 


 Ele e a mulher Jane dos Santos, 49 anos, perceberam a exclusão social para com os deficientes e surgiu “Arte Eficiente”. Em 2011, a entidade é fundada juridicamente e o sonho de prestar serviço social por meio da arte concretizado pelo casal.


“Joinville é uma cidade difícil de trabalhar com arte”, diz o autodidata, há 15 anos ele atua profissionalmente como professor e pintor. 


A exposição tem como meta mostrar o trabalho e arrecadar fundos para ampliar o atendimento. “Não temos verba pública para auxiliar a instituição”, comenta Jane. 


São 15 sócios apoiadores, porém, há aproximadamente 30 pessoas na lista de espera para ingressar na instituição. Hoje as aulas são orientadas por profissionais voluntários.


Cesar e a mulher Jane seguem com o pensamento de levar arte a todas as classes sociais. 


“Penso que a arte não deve ficar contida em um museu ou um local de acesso não permitido a todas as pessoas”.
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Exposição Instituto Cultural Ademar Cesar
 

Onde:Shopping Mueller
 
Quando: Até 28/04/2014

Horário: Das 10 às 22h
 
Quanto:Gratuito
 

Para ajudar a instituição ou participar como voluntário o local fica na rua Benjamim Constante, 3870 - Costa e Silva
 


São Paulo recebe competição internacional de atletismo e natação

Terezinha Guilhermina corre com auxília de seu atleta-guia

De 24 a 26 de abril, São Paulo é palco do Open Brasil Caixa Loterias de Atletismo e Natação, competição internacional promovida pelo Comitê Paralímpico Brasileiro – CPB


O torneio faz parte do calendário Grand Prix de Atletismo do ICP (Comitê Paralímpico Internacional), além de ser um dos mais disputados torneios internacionais na natação.


O evento recebe 13 atletas do Time São Paulo Paralímpico: sete na categoria atletismo e seis na categoria natação. 


A capital paulista receberá 430 atletas de 15 países, além do Brasil. As provas serão disputadas na pista e no campo do Complexo Esportivo do Ibirapuera e na piscina do Clube Hebraica, em Pinheiros.


Dos atletas brasileiros que disputam o Open Brasil 15 esportistas estiveram na capital inglesa em 2012 para as Paralimpíadas de Londres e, juntos, trouxeram 28 medalhas para casa.


Um desses atletas é o nadador Daniel Dias, maior medalhista brasileiro em Jogos Paralímpicos, com 15 medalhas, o paulista de Campinas levou, só em Londres, seis ouros. 


Outro destaque que fortalece o Brasil na competição é a velocista Terezinha Guilhermina, que voltou de Londres em 2012 com duas medalhas de ouro na bagagem. O evento acontece até este sábado 26 de abril na capital paulista.


Atletas do Time São Paulo Paralímpico que participam:
 

ATLETISMO
 
 Daniel Mendes da Silva
Claudiney Batista dos Santos
Jerusa Geber dos Santos
Shirlene Santos de Souza Coelho
Silvania Costa de Oliveira
Terezinha Aparecida Guilhermina
Verônica Silva Hipólito
 

NATAÇÃO 
André Brasil Esteves
Carlos Alonso Farrenberg
Daniel de Faria Dias
Matheus Henrique da Silva
Talisson Henrique Glock
Vanilton Antonio do Nascimento Filho
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Open Brasil Caixa Loterias de Atletismo e Natação  


Data: 24 a 26 de abril de 2014  

Local: Campo do Complexo Esportivo do Ibirapuera e piscina do Clube Hebraica, em Pinheiros (São Paulo/SP)



CLAPP-IN: Palmas para a acessibilidade e inclusão

Logotipo do Clapp in


Você já conhece o CLAPP-IN?
 
É um aplicativo gratuito, desenvolvido numa parceria entre a Áurea Editora e a Umbú, ainda inédito no mercado para plataforma mobile. 


Com o CLAPP-IN, os usuários podem fazer a avaliação da acessibilidade de espaços públicos e privados (hotéis, parques, atrações turísticas, casas de espetáculos, bares, restaurantes) para pessoas com deficiência, levando em conta a acessibilidade arquitetônica, de comunicação e de atendimento.
 
A principal vocação desta iniciativa inovadora, é servir de ferramenta para que as pessoas possam compartilhar sua percepção e opiniões sobre os locais que frequenta para valorizar os lugares acessíveis, promover a melhoria dos serviços quando a avaliação deixou a desejar e promover a inclusão das pessoas com deficiência no turismo e lazer em suas diversas vertentes.
 
Disponível para Android, o aplicativo será lançado em breve para o sistema IOS e Windows.


Fonte: Vida Mais Livre 

Luiza Caspary faz show com acessibilidade em São Paulo/SP

Luiza Caspary
A cantora e compositora Luiza Caspary apresenta no dia 25 de abril, às 19h30, na Livraria da Vila, do Shopping Pátio Higienópolis, em show totalmente acessível, o disco "O Caminho Certo", álbum produzido com recursos próprios e finalizado por meio da plataforma de crowdfunding Catarse.


O disco tem a produção de Leo Henkin (Papas da Língua) e traz 12 faixas que passeiam pelo pop, rock e MPB, e variam entre os idiomas português, inglês e espanhol.


A faixa "O Caminho Certo", música que dá nome ao disco, faz parte da trilha sonora do longa-metragem "Insônia" (direção: Beto Souza), estrelado por Luana Piovani e Lara Rodrigues lançado este ano nos cinemas. Além da faixa 12 "You get what you give", uma releitura da banda New Radicals, sucesso nos anos 2000.


O show "O Caminho Certo" será realizado com audiodescrição (AD), recurso de acessibilidade para pessoas com deficiência visual ou baixa visão, legendas e LIBRAS (língua brasileira de sinais) para pessoas com deficiência auditiva. A apresentação será realizada em um local com acesso para cadeirantes.


Acessibilidade nos shows


Luiza é pioneira em fazer shows com acessibilidade, ação que já é marca do trabalho da cantora e está presente em suas apresentações, com uso de recursos como audiodescrição, libras, legenda e acesso para pessoas com mobilidade reduzida.


A ideia de incluir a acessibilidade em seu trabalho surgiu em 2011 com a oportunidade de o videoclipe da música "O Caminho Certo" ganhar audiodescrição. 


Luiza foi a primeira no Brasil a lançar um vídeoclipe com AD. Desde então, a cantora não conseguiu mais conceber shows e projetos que não fossem acessíveis. "Você passa a querer que todos os shows sejam inclusivos, para todos!", afirma Luiza.


Luiza conta que antes do show as pessoas que nunca assistiram a uma apresentação com recursos acessíveis, acham que não faz sentido ter audiodescrição em um show de música, e que pode confundir o público. 


Porém depois de assistir, elas mudam completamente de opinião, e adoram a experiência. 


"Após os shows, as pessoas cegas querem vir me tocar para sentir se realmente sou como me descreveram, e eles dão muita risada durante o show das minhas brincadeiras e trejeitos", conta Luiza.

Curta o vídeo da Música "Caminho Certo" Luiza Caspary (Ao Vivo no CCSP)




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Show "O Caminho Certo", de Luiza Caspary
 

Acessibilidade: · A apresentação contará com recursos de acessibilidade (audiodescrição LIBRAS e legendas);  Acesso e local adequado para cadeirantes

Quando: 25/04 (sexta-feira), às 19h30  

Onde: Livraria Da Vila - Shop. Pátio Higienópolis - Av. Higienópolis, 618  

Quanto: Gratuito


Fonte: Blog da Audiodescrição
 

24 de abr de 2014

Nove cães 'passam no vestibular' para mudar rotina de cegos em SP

Homem é conduzido por cão-guia
Emma, Hillary, Ilka e Frontier integram um grupo seleto de cães que superaram um rigoroso "vestibular". 


Entre 32 filhotes de labradores, eles formam a matilha de nove selecionados para dar liberdade, velocidade e autonomia a cegos do Projeto Cão-Guia Sesi-SP


Em 16 de abril, trabalhadores da indústria ou seus parentes receberão oficialmente a companhia dos animais.
 
O projeto é uma novidade no Brasil, que tem apenas 60 cães-guia atualmente – a maior parte deles, importada. 


Entretanto, antes dos nove "calouros", três outros cães treinados pelo Instituto Íris já foram entregues a seus donos. 


"Minha relação com ele é tudo. É um filho, um pai. Eu preciso estar bem para ele estar bem", disse Rafael Fortes Braz, de 32 anos, dono do golden retriever Ozzy, da primeira "leva" do projeto.
 
Ozzy e mais quatro de seus colegas participaram, de um passeio-teste pela Avenida Paulista na tarde de segunda-feira (14). 


Os novatos ficaram claramente animados ao rever os colegas de "vestibular" e não se seguraram. O golden, veterano, já se mostra mais seguro. Brinca quando o dono o libera, mas volta rapidamente para seu posto.
 
O sorriso que Braz exibe há um semestre ao lado de Ozzy passou a ser rotina para o novo grupo há um mês. "Tudo é ainda novo para Hillary [uma labradora]", explica a dona, Mellina Hernandes Reis, de 30 anos.
 
A adaptação é importante para esses cães, que precisam aprender alguns hábitos e obedecer aos donos. Mas a fase de testes é importante também para os humanos.


"Você tem que aprender a confiar totalmente no cachorro. Com a bengala, você tem a sensibilidade do lugar, mas com o cachorro ele faz isso por você. Muitas vezes, eu nem sei do que ela está desviando", conta Gilberto Júnior, de 31 anos, dono da labradora Ilka.
 
A diferença incomparável entre a sensibilidade do cão e o apoio de uma simples bengala é apontada por todos os novos beneficiados do projeto. 


"Com a bengala, a gente precisa achar as coisas para desviar e tomar decisões a partir daí. A Hillary já vê o obstáculo e calcula para onde vai", diz Mellina. "Eles nos dão mais independência, mais autonomia", completa.

 
E não é só isso. Segundo outros participantes do projeto, os cães também garantem mais velocidade e são capazes de desviar de obstáculos "aéreos", como orelhões e galhos de árvores, por exemplo. Braz conta, orgulhoso, que consegue fazer em 20 minutos, com um cão bem treinado, um percurso que normalmente faria em 1 hora com a bengala.
 
Além disso, a relação desse grupo de cegos com o espaço urbano mudou. E a interação deles com as demais pessoas, também. 


"Quando a gente anda com a bengala, a pessoa se assusta, acha que somos coitados, tem gente que tem preconceito. Mas, quando você está com o cachorro, muitas vezes [as pessoas] nem percebem que eu tenho deficiência de visão, só acham bonito o cachorro, acham bonito os dois passeando. Depois vão ver que ele está com equipamento, vão entender que é um cão-guia e aí acham bonito o trabalho", diz Braz.
 
Os cães-guia são companhia constante de seus donos. Por isso, têm direito a entrar em todos os lugares aos quais o proprietário tem direito, incluindo metrô, ônibus e espaços públicos. 


Segundo os participantes do projeto do Sesi, o acesso ao transporte na cidade tem sido "tranquilo" neste primeiro mês. "Às vezes, vem um funcionário da estação ajudar e acompanhar a gente até a entrada", conta Gilberto Júnior. Para todos eles, São Paulo fica menos ameaçadora com a companhia canina.
 
Preparo e treinamento
 

Não é fácil ser um cão-guia. Dos 32 filhotes entregues a diferentes famílias para a etapa de socialização, apenas nove se formaram. Isso porque eles tinham que ter certas características 


– como docilidade, obediência e controle em situações típicas do cotidiano de grandes cidades como São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo e Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana, onde vivem os cegos atendidos pelo projeto.
 
"Esses cães conseguiram fazer tudo o que precisa ser feito para levar cada uma dessas pessoas em segurança para todos os destinos que elas precisam", resume o treinador, Moisés Vieira Jr., do Instituto Íris.
 
No primeiro ano de vida, os labradores ficaram com famílias voluntárias, que se comprometeram a socializar os animais nas mais diversas situações. 


Pela regra, os filhotes não podiam ficar sozinhos por longos períodos de tempo e deveriam ser acostumados a andar no transporte público.
 
Depois, os cães passaram por um treinamento que varia de seis a oito meses. É com os adestradores do Instituto Íris que eles aprendem como ajudar seus futuros donos a se locomover pela cidade. 


Os filhotes que passaram por todas essas fases partem, então, para a última: o convívio de um mês com os deficientes visuais com quem vão viver.
 
A prova final é difícil de passar, e eliminatória: os animais precisam ter uma personalidade que combine com a de seus futuros donos. Quando questionada sobre o que fez de Hillary uma vencedora nesse difícil processo seletivo, Mellina não tem dúvidas: "A Hillary é ansiosa como eu, é apressada igual a mim", ri.
 
"A Ilka está comigo porque é muito ativa, precisa de alguém forte para controlar essa aí", acrescenta Gilberto Júnior. Já Ricardo Pedroso não tem dúvidas sobre o motivo que levou a labradora Emma a passar no vestibular para ser sua cão-guia: "Ela é muito bonita, e o dono dela também tem essa característica", brinca.
 
Os nove filhotes que passaram pelas três fases de treinamento agora vão oficialmente passar a vida como os olhos de seus novos donos. 


"Mudou a minha vida, mudou tudo e para muito melhor. Não dá para falar que mudou 100% porque é muito mais, não dá para mensurar", afirma Braz, que não esconde seu amor por Ozzy, que já é parte da família.
 
Aposentadoria
 

Os cães-guia não podem trabalhar em idade avançada. Depois de oito a dez anos, chega a hora de eles se aposentarem.


 "Esses animais estão 24 horas por dia com os donos, é uma relação que não tem igual, nem com filho. Dono e cão nunca se distanciam", destaca o treinador Vieira Jr.
 
A decisão sobre o que fazer com o cachorro aposentado se torna extremamente pessoal. 


"Tem gente que decide voltar à bengala até o cão morrer para só depois pegar outro. E alguns doam o cachorro idoso para membros da família", conta.
 
A história costuma ter final bem feliz, segundo Vieira Jr. "Tem um rapaz, por exemplo, que aposentou o cão dele e agora está treinando o segundo. Nesse caso, o animal ficou com os pais dele, em um sítio. Está lá curtindo a aposentadoria."
 

Foto: Marcelo Brandt/G1