30 de set de 2014

Conheça o Can Game, jogo para crianças com autismo vencedor do concurso da Microsoft

Foto do logo do jogo Can Game


A iniciativa surgiu em Pernambuco como um projeto de mestrado em engenharia de software no Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife


No dia 28 de janeiro, o Can Game ganhou o prêmio de Cidadania Mundial no concurso Imagine Cup 2014, promovido anualmente pela Microsoft


Para saber detalhes sobre o jogo, a coluna Geração Gamer conversou com Eraldo Martins Guerra Filho (34), da startup Life Up, responsável pela criação.
 

Como foi o desenvolvimento da ideia


“A pesquisa começou no ano de 2011. Nela, nós envolvemos educadores, psicólogos e outros especialistas para debater a proposta por quatro meses. Depois, o software foi desenvolvido entre seis e oito meses. Por fim, testamos o jogo com crianças autistas. Lançamos o produto em feiras científicas, iniciação científica e eventos médico”, afirma Eraldo, que coordena o game. 


A integração foi a regra durante todo o desenvolvimento da ideia dentro da Life Up, sem separar nenhum membro da equipe por parte do trabalho.


E quantas pessoas realmente botaram a mão na massa dentro do jogo? Eraldo responde: “Eu convidei alguns alunos da Escola Técnica Estadual Professor Agamemnom Magalhães (Etepam) para lançar este produto. 


A iniciativa começou com dois alunos e hoje são sete. Eu aplico, no projeto, a metodologia Scrum, por isso não há pessoas especializadas em partes específicas do jogo. Todo mundo espalha e compartilha o conhecimento para multiplicá-lo com todos. Dessa forma todos trabalham e aprendem”.
 

Como funciona o jogo


Conectado no videogame ou em um computador, o Can Game funciona através de quiz, perguntas e desafios que procuram estimular a criança portadora de autismo. A cada acerto e erro, o game mapeia as atividades motoras e lógicas do jogador. 


Os resultados são enviados para os médicos que tratam seus pacientes, procurando auxiliá-los em possíveis diagnósticos.


“Esse jogo é importante pra criança brincar com seus pai e amigos. A gente criou uma forma lúdica para tratar seu problema social e de saúde. O jogo ensina a arrumar a casa, a importância da alfabetização e a como tomar banho. O game mostra o que ela acertou ou errou e o que ela pode melhorar. O importante é saber porque ela errou”, completa Eraldo Martins Guerra Filho. 


Por esse motivo, foi fundamental a ajuda de especialistas de outras áreas, incrementando o jogo com novos recursos como o Kinect.
 

Game premiado pela Microsoft


O concurso Imagine Cup existe desde 2003, há 11 anos. Dezenas de milhares de estudantes competiram na categoria mundial da iniciativa, segundo John Scott Tynes (42), gerente de competição da Microsoft. 


“Os desenvolvedores Indies já podem publicar automaticamente seus jogos nas lojas do Windows e do Windows Phone. Em 2013, quando lançamos o Xbox One, nós também anunciamos o ID@Xbox, nosso Programa de Publicação de Desenvolvedores Independentes, que irá capacitar indies a publicar automaticamente seus jogos para o console da nova geração. Também fizemos grandes parcerias com empresas de tecnologia de jogos, como a Unity, cujo motor dos games suporta a publicação em nossa loja de aplicativos”, diz o organizador.


Ao vencer o Imagine Cup na categoria Cidadania Mundial com o Can Game, a Life Up levou um prêmio de US$ 3 mil. Eraldo disse o que fará com o prêmio:


“Como não temos patrocínio, nós temos despesas a quitar de viagens para São Paulo e para o sul do Brasil. Se sobrar dinheiro, vamos adquirir novos computadores e reinvestir em nossa startup”.


O desenvolvedor também explicou sobre o papel de seu game para crianças autistas. “Jogar impede que essa criança passe constrangimento social em atividades simples. É um jogo para incluí-la. 


Há pesquisas que afirmam que 24% da população tem deficiência física. Acreditamos nos games para este mercado. 


Temos dois projetos nessa área de deficiência física: Atlantis Atlas, de turismo acessível; e o Doctor of Joy, que usa o Kinect para ajudar crianças com problemas motores”, finaliza Eraldo, que joga desde os 6 anos de idade, quando mexeu em um Odyssey, videogame doméstico anterior ao Atari.


“A Life Up realmente fez o trabalho duro que esperávamos ver e sua proposta demonstrou que eram apaixonados por ajudar as crianças. Eles tinham um plano real para fazer o game para autistas acontecer”, completou Tynes, dando a posição da Microsoft sobre o jogo brasileiro.


Fonte: TechTudo



Surdo e intérprete se casam e lutam para a inclusão social de pessoas com deficiência

Foto do casal Flávia e Everton sorrindo



Eles se encontraram pela primeira vez em uma roda de samba, ao acaso. Juntos há 14 anos, não faltam boas razões para que o casal Flávia Luciana da Silva Garcia, de 38 anos, e Everton Benedito Garcia, de 33 anos, permaneça unido. 


Dois anos depois do primeiro encontro, eles se tornaram colegas de trabalho. Flávia, na época, era fonoaudióloga voluntária em um projeto que atendia pessoas com deficiência em Piracicaba (SP)


Mais tarde, Everton -- que é surdo -- também começou a apoiar a iniciativa como intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras)


Atualmente, são pais de dois filhos e lutam por meio de projetos pela inclusão social de pessoas com deficiência, principalmente os surdos, cujo dia nacional foi lembrado nesta sexta-feira (26).


No início do relacionamento, Flávia se especializou em Libras para se comunicar com Everton. "Começamos a namorar em 2000. Fui aprendendo cada vez mais sobre a cultura e a identidade surda, além de me tornar fluente em Libras", disse Flávia. 


O engajamento que cada um tinha pela causa das pessoas com deficiência mesmo antes de se conhecerem fez com que se aproximassem mais. "O amor de amigo se transformou em amor e admiração de homem e mulher", disse a fonoaudióloga.


Casados há 11 anos, o respeito e a admiração pela capacidade de superar limites fizeram com que, além de parceiros de trabalho, se tornassem companheiros na vida e nas ações pelos direitos e inclusão da pessoa com deficiência. Hoje, ambos atuam como intérpretes e instrutores de Libras.


O casal tem dois filhos ouvintes, Pedro, de 8 anos, e João, de um ano e nove meses. O mais velho conhece a Língua Brasileira de Sinais, se comunica com os pais nos dois idiomas e até ensina os colegas na escola. 


"Pedro sabe Libras muito bem. O João está construindo o conhecimento, mas já entende muita coisa e começa a reproduzir o que aprende em casa", orgulha-se a mãe.


Com a ajuda de intérprete, Everton contou ao G1 as dificuldades que viveu para se inserir na sociedade antes de aprender Libras. 


"Antigamente eu não conhecia nada, não entendia das leis e direitos da pessoa com deficiência. Minha vida se limitava a passeios e festas, não me desenvolvia profissionalmente”, lamentou. 


Formado no curso de instrutor de Libras, Everton assumiu, neste ano, cargo efetivo em sua área de atuação na Prefeitura de Piracicaba. Para ele, a maior barreira que impede a inclusão de surdos na sociedade é a falta de comunicação.


Flávia e Everton alertam para a importância da presença de instrutores e de intérpretes no ensino regular e enaltecem iniciativas realizadas em parceria com organizações não-governamentais e o poder público. 


"Temos que lembrar que a inclusão não acontece só na escola, ela precisa acontecer em todas as esferas da vida da pessoa, no trabalho, no social, em atividades artístico-culturais, tudo isso é importante", disse Flávia.


No dia 21, o casal participou de uma visita orientada em Libras à exposição da 12ª edição da Bienal Naïfs 


"O Santuário refletido no espelho e em multi-telas", com curadoria de Diógenes Moura, em cartaz no Sesc Piracicaba.


A atividade, que nesta primeira realização em parceira com o Centro de Assistência de Referência à Surdez (Cersurdo) reuniu cerca de 40 visitantes surdos, integrou a programação da Semana de Luta da Pessoa com Deficiência em Piracicaba.


A Semana de Luta da Pessoa com Deficiência de Piracicaba teve início no dia 15 de setembro e seguiu até a última sexta-feira (26) com atividades culturais, visitas guiadas com recursos de tradução em Libras e exposições, entres outras atividades. O evento, inédito em Piracicaba, foi instituído pela Lei Municipal 7.195/2011.


"A iniciativa é de grande importância para demonstrar que a pessoa com deficiência tem toda condição de se inserir na sociedade. Procuramos fazer uma programação bem diversificada, com atividades esportivas e artístico-culturais para mostrar que a pessoa com deficiência pode estar presente em todos os setores da sociedade", disse Wander Vianna dos Santos, do Conselho Municipal de Proteção, Direitos e Desenvolvimento da Pessoa com Deficiência (Comdef).
 

Até 9 de novembro
 

Exposição “Um museu feito para nós, por nós”, com trabalhos de 15 deficientes auditivos e visuais. Local: Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes (Rua Santo Antônio, 641, Centro)


Fonte: G1


Brasil bate a Argentina e conquista o tetracampeonato da Copa América de Futebol de 7

Foto da seleção brasileira de futebol de 7


A Seleção Brasileira de Futebol de 7 conquistou na última sexta-feira, 26, o título da Copa América da modalidade. 


O torneio foi disputado na Universidade de Toronto, no Canadá. O Brasil ficou com o lugar mais alto do pódio ao bater a arquirrival Argentina por 3x0 e concluir assim a sua campanha invicta. 


O evento foi organizado pela Associação Internacional de Esporte e Recreação para Paralisados Cerebrais (CPISRA, na sigla em inglês).


No caminho até a decisão, o time brasileiro sofreu apenas um gol e venceu, respectivamente, os Estados Unidos (3x0), o México (8x0) e, por fim, os donos da casa por 6x1 na semifinal. 


Com este retrospecto, a Seleção também não teve dificuldade para superar a Argentina - com gols de Wanderson (2) e Zeca - e ficar com a sua quarta conquista continental.


Recentemente, o time conquistou outros resultados internacionais expressivos: além de ter batido a Ucrânia - uma das principais potências do esporte - em amistosos, avançou à semifinal dos Jogos Paralímpicos de Londres-2012.  O Brasil tem no currículo também uma prata em Atenas-2004 e o bronze em Sydney-2000.


Com o título, o Brasil garantiu vaga nos Jogos Parapan-Americanos de 2015, que também serão disputados em Toronto. Além da Seleção, Argentina, Estados Unidos, Canadá e Venezuela também se qualificaram. 


A última vez em que o futebol de 7 foi disputado em um Parapan ocorreu em 2007, no Rio de Janeiro. Na ocasião, o time nacional ficou com o ouro ao vencer justamente os mesmos vizinhos sul-americanos na final.


A terceira posição da Copa América de Futebol de 7 ficou com os Estados Unidos. A seleção americana superou o Canadá na disputa pelo bronze com a vitória também nesta sexta por 3x0. 


Na decisão de quinto lugar, melhor para os venezuelanos, que venceram o México por 3x1 para assegurar o último lugar no Parapan. 


Cresce número de eleitores que pediu atendimento especial para as eleições


Close em urna eletrônica


O número de eleitores deficientes que pediu atendimento especial ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) aumentou este ano. São mais de 15 mil em toda a Bahia.Seções eleitorais estão sendo preparadas pensando em dar mais conforto para ir às urnas.

 
Desde que sofreu um derrame a rotina de João Tadeu precisou de adaptações. O aposentado precisa usar cadeira de rodas para se locomover e se sente mais confortável quando sai à rua de carro. 


Perto das eleições, ele resolveu visitar a urna onde vai votar no domingo (5), a cerca de 6 km da casa dele. O local é o Colégio Estadual Rafael Serravale, que está adaptado para receber eleitores com dificuldade de locomoção. 


"Eu vou ter um acesso mais livre. A minha esposa vai poder empurrar a minha cadeira com mais tranquilidade para eu poder votar", diz.


O diretor do colégio público, Ramilton Cordeiro, explicou que, além da sala espaçosa, o local tem rampas e portas largas para facilitar o acesso de pessoas com deficiência. 


"Todas as salas estão no térreo e permitem acessibilidade sem nenhum tipo de dificuldade para o cadeirante ou deficiente físico", explica o gestor.


Nas eleições deste ano, 15.600 eleitores vão utilizar 672 sessões especiais na Bahia, mais que o dobro do último pleito. Em 2010, 7.236 eleitores votaram em locais adaptados. 


Para votar nas sessões especiais, os eleitores tiveram que informar as necessidades com antecedência ao TRE, através da internet. 


"A gente já está no período da segunda etapa de vistorias para ver se as rampas estão em boas condições, se passou a existir algum tipo de obstáculo. A gente tenta resolver todas as pendências", conta Melissa Gama, chefe de gabinete.


Fonte: G1



29 de set de 2014

Prazo para elaboração de plano municipal de acessibilidade e mobilidade urbana termina em janeiro

Rua com trânsito intenso de veículos em Cuiabá



A três meses do término do prazo estabelecido na legislação para a conclusão do Plano Municipal de Acessibilidade e Mobilidade Urbana, o município de Cuiabá ainda não possui uma proposta. 


Durante audiência pública realizada nesta terça-feira (23), no auditório da Procuradoria Geral de Justiça, o prefeito da Capital, Mauro Mendes, garantiu que nos próximos dias editará instrumento legal estabelecendo um calendário de ações.


Os motivos para o atraso, conforme o chefe do Poder Executivo, são muitos. Além das indefinições relacionadas às obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), ainda foram apresentadas dificuldades referentes à implantação da Região Metropolitana. 


“Nós vamos cumprir o marco legal, mas não há como se pensar em um plano de acessibilidade e mobilidade urbana se não levarmos em consideração a região metropolitana”, afirmou o prefeito.


O promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, responsável pela realização da audiência, destacou que o Ministério Público é catalisador do anseio popular de se ter uma cidade mais planejada e defende o diálogo da população com o poder público para a solução dos problemas. 


“O Estado e o município precisam assumir a responsabilidade de construir o plano de mobilidade urbana municipal e o da região metropolitana. O prazo está se expirando e o não cumprimento da legislação terá várias implicações”, esclareceu o promotor de Justiça.


O presidente da Organização “Cuiabá para Pessoas”, Abílio Brunini, chamou a atenção das autoridades sobre a importância da participação da população na elaboração do plano municipal. 


“Esse estudo não pode ser desenvolvido apenas pelos órgãos públicos, sem ouvir a população. Nós tememos que esse plano leve em consideração apenas questões macros. O plano precisa der dividido por regiões, zonas e eixos”, sugeriu.


A ausência de ciclovias e ciclofaixas também foi abordada durante a audiência. O Ministério Público já tem um diagnóstico sobre a situação da Capital. 


“O diagnóstico é preocupante, assim como a situação das calçadas. Temos acompanhado de perto essa questão e exigido providências do Poder Público”, disse.


Também participaram da audiência, o titular da Procuradoria Especializada na Defesa do Meio Ambiente e da Ordem Urbanística, Luiz Alberto Esteves Scaloppe; o titular da Procuradoria Especializada na Defesa da Cidadania, procurador de Justiça Edmilson da Costa Pereira e os promotores de Justiça Gerson Barbosa e Salete Maria Búfalo Poderoso.
 

Fonte: Expresso MT



Falta de obras de acessibilidade em Ribeirão frustra visita de secretária

Parque Tom Jobim, que receberá uma academia adaptada


A secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, Linamara Rizzo Battistella, visitou Ribeirão Preto (SP) nesta sexta-feira (26) para vistoriar as obras de construção de academias ao ar livre adaptadas nos Parques Tom Jobim e Maurílio Biagi e a adaptação das calçadas no quadrilátero central. 


Contudo, ela foi surpreendida ao descobrir que nenhuma tinha sido iniciada e criticou a falta de comunicação. A Prefeitura informou que já concluiu o projeto, mas não informou uma data para sua realização.


A parceria entre município e Estado foi assinada em 6 de dezembro de 2013, visando a instalação das academias acessíveis e a adaptação das calçadas na área central. 


O orçamento foi fixado em R$ 632.204,30, dos quais R$ 563.841,55 seriam de responsabilidade do Estado e o restante da Prefeitura.


Em março, a Secretaria dos Diretos da Pessoa com Deficiência fez o depósito da primeira parcela, no valor de R$ 49.706,75. 


Apesar da liberação, seis meses depois, nenhum dos projetos saiu do papel. “Nosso primeiro [objetivo] era ver as obras de acessibilidade, que é uma parceria com o município. Queríamos ver o projeto, em que pé estava, e o que podemos fazer para ajudar a viabilizar esse projeto no menor tempo possível, porque é importante termos as calçadas acessíveis e que as academias adaptadas estejam disponíveis o mais rápido possível”, afirmou Linamara, que se surpreendeu ao encontrar o Parque Maurílio Biagi interditado.


O local está fechado desde julho, quando a Vigilância Sanitária determinou sua interdição devido a uma infestação de carrapatos. Na época, a Prefeitura informou que a medida seria adotada por tempo indeterminado.


Sem poder entrar no local nesta sexta-feira, a secretária seguiu para a Câmara, onde se encontrou com arquiteto da Secretaria Municipal de Planejamento, José Antônio Lanchoti. 


Até poucas horas antes da reunião, a administração municipal alegou que não tinha ciência da visita da secretária.


Segundo Linamara, durante a reunião o representante da Prefeitura falou sobre as dificuldades na elaboração da licitação e sobre o alinhamento com outros projetos que o município tem desenvolvido, como colocação dos fios de iluminação e rotas estratégicas para a acessibilidade. 


“Aparentemente, esses problemas estão agora superados e conseguiremos colocar o projeto de licitação das obras de licitação do quadrilátero central em andamento”, disse.


A instalação das academias, por sua vez, não enfrenta nenhum problema, mas continua sem definição, segundo a secretária estadual. Ela espera que os projetos fiquem prontos até o fim do ano. 


“Aparentemente, no Parque Tom Jobim a questão é mais simples. A licitação para a reforma do alambrado já está em andamento e fazendo o alambrado é possível construir rapidamente e até simultaneamente a academia. 


No Parque Maurílio Biagi temos uma questão da Vigilância Sanitária. (...) Mas isso não impede que as obras para a colocação da academia se iniciem”, afirmou Linamara.


Embora tenha dito que entendeu as dificuldades do município em iniciar as obras, ela ressaltou que faltou à Prefeitura comunicar a situação, principalmente depois do primeiro depósito. 


A segunda liberação de verba só será feita depois de reajustado o cronograma e comprados os equipamentos. 


“O que faltou, talvez, e que poderia ter sido feito de forma mais adequada é a comunicação entre as partes, para que soubéssemos exatamente o que vinha acontecendo."
 

Em andamento


Questionada sobre as demoras nas obras e sobre os planos para que elas se concretizem, a Prefeitura comunicou que a Secretaria de Infraestrutura concluiu o projeto para aquisição e implantação da acessibilidade nos parques em questão e na área central, que já foi encaminhado para abertura da licitação.


Os aparelhos que serão instalados nas academias adaptadas foram definidos no projeto, assim como sua disposição, forma de utilização e a presença e um instrutor para ensinar a utilização dos equipamentos, informou o Executivo.


Ainda segundo a administração municipal, a instalação de rampas de acessibilidade na área central faz parte do projeto do novo calçadão que está em execução.


Foto: Maurício Glauco/EPTV

 Fonte: G1  

Renata, uma história de inclusão das crianças com síndrome de Down na escola

Foto de Renata sorrindo


Personagem principal do documentário Outro Olhar, lançado na última terça-feira (23), a gaúcha Renata Basso, de 19 anos, é uma das poucas jovens com síndrome de Down de Santa Maria, Rio Grande do Sul, que se formou no ensino médio depois de estudar em escolas públicas a vida toda.


Retratando os desafios da educação inclusiva no País, o filme mostra como Renata quebrou paradigmas em sua cidade e se tornou um exemplo para outras crianças com alguma deficiência.


Entrei em uma escola pública quando tinha seis anos. Nunca frequentei outro tipo de colégio. A primeira lembrança que tenho é que me dava muito bem com as minhas amigas, nunca me senti excluída. 


Roseane Basso, irmã da jovem, contou que a família foi aconselhada a incluir Renata em atividades com outras crianças que não tinham deficiência.
  

Minha mãe foi aconselhada por  um grupo de professoras da Universidade Federal de Santa Maria a colocá-la em uma escola pública. A universidade ofereceu acompanhamento especial para Renata durante todo o ensino fundamental.


Renata foi alfabetizada aos oito anos e acompanhava bem a turma, mesmo assim, conta que o ensino médio foi um período especialmente desgastante. Na mudança de escola, a jovem perdeu o acompanhamento especial e teve que lidar com outros desafios.


A escola era muito grande e eu imaginava que não conseguiria fazer muitos amigos, mas pedi para entrar nos grupos e consegui. Tinha algumas aulas que eu não era capaz de acompanhar bem, mas outras, como biologia, eram bem legais porque a professora explicava tudo bem explicadinho para mim.


Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco, que patrocinou o filme, comenta que o desafio da educação inclusiva no ensino médio é ainda maior do que na etapa do fundamental.


Segundo ele, inadequação da estrutura atual da escola, voltada para um ideal de aluno e não para atender à singularidade de cada um deles, vai desde o currículo até a infraestrutura e arquitetura da escola, passando pela formação de professores e gestores.


A educação inclusiva nos obriga a repensar o ensino como um todo. No que se refere ao currículo, precisamos pensar o que é necessário que as crianças e jovens aprendam para a vida. 


Além disso, são necessárias políticas públicas para formação dos professores e para apoiar os gestores e as famílias para a garantia da educação inclusiva nas escolas públicas.


O Colégio Estadual Coronel Pilar, onde Renata estudou, se tornou referência em educação inclusiva.  


Em 1993 a instituição recebeu o primeiro aluno cego em uma classe de ensino regular, reconheceu a importância social e aceitou o desafio pedagógico de ter salas de aula mais plurais quando tais práticas ainda eram absolutamente incipientes e experimentais na educação brasileira.


Outro Olhar


A apresentação do documentário acontece às 19h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na avenida Paulista. 


O evento também terá um debate, que contará com a participação de Henriques, do diretor geral do Instituto Rodrigo Mendes, Rodrigo Mendes e de Liliane Garcez, mestre em educação e assessora especial da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo.



Fonte: R7



Inscrições online para as Paralimpíadas Escolares de 2014 vão até hoje

Menina corre em prova de atletismo


O Comitê Paralímpico Brasileiro, por meio de seu Departamento Técnico, está com inscrições abertas para as Paralimpíadas Escolares de 2014. O evento ocorrerá entre os dias 24 e 29 de novembro, em São Paulo. 


O processo pode ser feito pelo site www.cpbescolar.org.br e o prazo final para o registro é o dia 29 de setembro. Login e senha para acesso à página já foram enviados aos chefes de delegação de cada estado.


Na natação e no atletismo, há a possibilidade de inscrever quatro atletas com deficiência física, desde que se obedeça também a inscrição de um deficiente visual e um intelectual – totalizando o limite de seis por estado. O regulamento completo pode ser encontrado em anexo.


É necessário que se verifique, na página, se há mais de um cadastro feito para um determinado atleta. Em caso positivo, é preciso que seja apagado o registro a mais a fim de facilitar o processo de inscrição. 


No ato do cadastro, é preciso utilizar os filtros por modalidade, categoria, tipo de deficiência e gênero do atleta. Recomenda-se, também, que os registros sejam iniciados pelos participantes do sexo feminino.


É pedido também para que haja a conferência dos dados do atleta caso ele não seja localizado na inscrição. 


Além disso, o atleta pode não ser localizado caso tenha sido cadastrado em outra modalidade, uma vez que o regulamento não permite que ele esteja em duas distintas.


Por fim, é necessário enviar os laudos psicológicos dos atletas com deficiência intelectual até o fim das inscrições. 


Caso o atleta já tenha apresentado tal laudo anteriormente, é preciso entrar em contato com a ABDEM para confirmar a respectiva elegibilidade. 


O mesmo prazo – até o término das inscrições – é válido para os formulários de classificação oftalmológica.


Dúvidas podem ser sanadas no e-mail cpbescolar@cpb.org.br .


Fonte: CPB


26 de set de 2014

Agentes de saúde ajudarão a matricular pessoas com deficiência em cursos em SC

Foto de carteiras de trabalho
Agentes comunitários do Programa Saúde da Família farão a pré-matrícula de pessoas com deficiência interessadas em ingressar em um dos cursos gratuitos do programa nacional de qualificação profissional em nove cidades catarinenses. 


A iniciativa inédita tem como principal objetivo sensibilizar os familiares de pessoas com deficiência quanto às oportunidades de qualificação profissional para esse público, utilizando a relação de confiança que os agentes estabelecem com a comunidade que atendem. Com isso, espera-se aumentar o número de matrículas na região.




“É uma estratégia para superar uma das principais barreiras que encontramos”, explica Marcondes Marchetti, gestor estadual do Plano Nacional de Atenção à Pessoa com Deficiência em Santa Catarina. 


"Uma vez que os familiares confiam na figura do agente de saúde, percebemos que ele pode ser um meio de informação e sensibilização para essa população."


Com a articulação, o agente comunitário de saúde fará a identificação, diagnóstico, orientação e encaminhamento de pessoas com deficiência aptas a ingressar em cursos do programa. 


Posteriormente, um técnico do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da cidade irá à residência para efetivar a matrícula no curso desejado e avisar sobre o início das aulas.


A iniciativa está em implantação na capital catarinense, Florianópolis, e nos municípios de Palhoça, Brusque, São José, Criciúma, Joinville, Blumenau, Lajes e Chapecó.


“Devemos realizar um trabalho forte de conscientização das famílias, porque a inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho é, inclusive, uma questão de saúde, ressalta Antônio Nunes, diretor de Emprego e Renda da Secretaria de Assistência Social do município de Palhoça. "A inserção social é algo positivo para o desenvolvimento humano.”





Concerto Inclusivo leva música clássica a pessoas com e sem deficiência em São Paulo

Foto do Concerto e da plateia


O mês de setembro é importante para as pessoas com deficiência, já que no dia 21 é celebrado o Dia Nacional de Luta pelos seus Direitos


Em comemoração à data, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, promoveu o Concerto Inclusivo com a Orquestra Experimental de Repertório do Theatro Municipal


Na plateia na Praça das Artes haviam pessoas com e sem deficiência, sendo a maioria crianças e adolescentes moradores de abrigos ou atendidos por projetos sociais. 


Destaque também para a participação de alunos surdos das escolas municipais, que puderam acompanhar a programação no meio dos músicos, sentindo as vibrações dos instrumentos.


A ação fez parte do Projeto São Paulo Mais Inclusiva, que reúne uma série de programações inclusivas que acontecem ao longo do mês na cidade, promovidas por diversos órgãos da Prefeitura. 


"Isso é inclusão. Todo mundo misturado, junto, em um momento de festa. Pessoas com deficiência e pessoas sem deficiência, sem nenhuma distinção entre elas. Esse foi um concerto feito para todos. As pessoas com deficiência visual também participaram, já que o maestro foi descrevendo cada parte do concerto", destacou Marianne Pinotti, secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida.


Presente também ao Concerto, a primeira-dama e coordenadora do programa São Paulo Carinhosa, Ana Estela Haddad, falou sobre a diversidade humana. 


“Quando a gente faz a inclusão, toda a sociedade ganha muito. Ganha aprendendo com a diversidade. É um enorme, fantástico e rico aprendizado a gente ver que a diversidade não representa deficiências, mas diferenças que nos enriquecem”.


Para aproximar a plateia da música clássica, o maestro Carlos Moreno fez uma introdução explicativa sobre cada grupo de músicos e convidou os surdos e as pessoas em cadeira de rodas para acompanharam a execução das obras do meio da Orquestra. 


“Estamos muito contentes com a presença de vocês aqui, apresentando um projeto que nasceu de um sonho. É uma alegria estar aqui hoje compartilhando um pouco dessa arte”, comentou. Na programação, obras de Beethoven, Tchaikovsky e Strauss.


Entre os que puderam assistir ao Concerto no meio da Orquestra, Guilherme Ueda, de 16 anos e que tem uma síndrome chamada de Angelman. Ele fez questão de ficar entre os violinistas e flautistas. 


“O Guilherme tem contato com música clássica desde pequeno e adora. Foi uma apresentação maravilhosa e mais incrível ainda assistindo aqui do meio, ao lado dos instrumentistas, sentindo a vibração do chão. Foi um momento de enorme a alegria para o Guilherme”, confessou a sua mãe, Adriana Ueda.


Elaine Santos, que é instrutora do abrigo “Nova Era”, conveniado com a Prefeitura, comentou que foi a primeira vez que as crianças tiveram contato com esse tipo de música. “Me surpreendi, porque todos ficaram bem concentrados na hora da apresentação”, confessou.


E. P., de 12 anos, usa cadeira de rodas e vive no abrigo Raízes da Vida, de São Miguel Paulista. "Nunca tinha visto uma orquestra antes. Gostei bastante. O que mais chamou a minha atenção foi a harpa. Nunca tinha visto uma dessas na vida, nem sabia que existia", surpreendeu-se.


A realização do Concerto Inclusivo contou também com o com o apoio das Secretariais Municipais de Educação; de Assistência e Desenvolvimento Social; e de Cultura, que fazem parte do Plano Municipal de Ações Articuladas para Pessoas com Deficiência - São Paulo Mais Inclusiva.

Setembro Mais Inclusivo
 
O Dia Nacional de Luta Pelos Direitos das Pessoas com Deficiência foi definido por movimentos sociais em um encontro nacional em 1982 e oficializada com a Lei Federal nº 11.133, de 14 de julho de 2005. 


O dia 21 do mês de setembro foi escolhido pela proximidade da primavera e dia da árvore; representando o nascimento das reivindicações de cidadania e participação plena em igualdade de condições. 


Em comemoração a esta data, a Prefeitura de São Paulo está promovendo durante todo o mês uma série de atividades inclusivas em esporte, música, artes e cultura em geral. 


Para conhecer toda a programação do Setembro Mais Inclusivo, acesse: www.prefeitura.sp.gov.br/pessoacomdeficiencia



Pessoas com deficiência desfilam pela primeira vez em passarela de Fortaleza, CE

Foto de um cadeirante na passarela


Quinze pessoas com deficiência participaram de uma experiência diferente na última quarta-feira (24) em Fortaleza


O grupo desfilou pela primeira vez em uma passerela de moda com uma coleção de roupas feitas exclusivamente para ele. 


O desfile, realizado pelo Centro de Profissionalização Inclusiva para a Pessoa com Deficiência (Cepid) fez parte da programação do Ceará Summer Fashion.


Em parceria com agência, o Cepid selecionou os modelos para o evento, todos com algum tipo de deficiência. 


Uma turma de 45 alunos participou do curso de modelo e manequim. Quinze deles foram escolhidos para desfilar nesta quarta-feira (24), entre ele, pessoas com deficiência visual, cadeirantes e pessoas com síndrome de down. Também foram realizados cursos de maquiagem e fotografia.


A cadeirante Shirley Kátia foi uma das modelos do desfile. "Foi uma experiência muito maravilhosa. Como é a primeira vez, é muito diferente. Eu não imaginava que um deficiente poderia desfilar em uma passarela", disse.


As roupas apresentadas no desfile são o resultado do 1º Concurso Ceará Moda Acessível. Doze estudantes de instituições técnicas ou de ensino superior e profissionais formados na área de moda participaram do concurso, dos quais oito tiveram trabalhos selecionados. 


"A gente notava que o mundo da moda estava sempre à parte dessa inclusão profissional. Nós lançamos o concurso em que estilistas pensassem o conceito de moda dentro da acessibilidade", afirma a coordenadora do Cepid, Regina Tahim.


Fonte: G1


Projeto leva espetáculos para pessoas com deficiência na Bahia

Foto do espetáculo do Bando de Teatro Olodum


Para marcar a passagem do Dia Nacional dos Surdos, estreia nesta sexta-feira, 26, o projeto Teatro para Sentir, na Bahia


A primeira atração é o espetáculo "Relato de uma guerra que (não) acabou", do Bando de Teatro Olodum, que segue em cartaz até domingo, 28, no Teatro Vila Velha. A programação é aberta ao público e tem ingressos gratuitos para pessoas com deficiência.


Ao todo, são 10 sessões de duas montagens adultas e uma infantil, que contam com o recurso de audiodescrição e tradução na Linguagem Brasileira de Sinais (Libras)


 Além de assistir às apresentações, os interessados podem realizar visitas guiadas para conhecer o palco, o cenário e os personagens. Quem não possuir deficiência auditiva ou visual também pode participar com os olhos vendados.


Além da peça de estreia, também serão encenadas a remontagem "A mulher como campo de batalha", com texto do romeno Matéi Visniec e direção de Márcio Meirelles, e "Bonde dos ratinhos", infantil escrito pelo baiano Isac Tufi com direção de Zeca de Abreu.


A programação segue até 19 de outubro. Confira abaixo os horários e dias das sessões:

Relato de uma guerra que (não) acabou - Bando de Teatro Olodum
 
A montagem é baseada em vivências de violência no cotidiano de moradores da periferia da capital baiana durante greves das polícias da Bahia.
 
Dias:26, 27 e 28 de setembro 

Horários: sexta e sábado às 20h e domingo às 19h


A mulher como campo de batalha - Universidade Livre de Teatro Vila Velha
 
Duas mulheres se encontram depois de conflito na Bósnia. Uma médica norte-americana e uma mulher violentada tentam contar suas histórias e encontrar forças para continuar suas trajetórias. 

Dias: 07, 08 e 09 de outubro 

Horário: às 20h


Bonde dos ratinhos - Universidade Livre de Teatro Vila Velha
 
Três ratinhos em busca de diversão decidem ir ao shopping. O que a princípio parecia um simples passeio se transforma numa grande aventura.
 
Dias: 11, 12, 18 e 19 de outubro 

Horários: sábados, às 16h, e domingos, às 11h






25 de set de 2014

Mecânico cria bicicletas adaptáveis para deficientes visuais e cadeirantes



É num surrado caderninho de anotações que o mecânico de bicicletas Adalberto Fortes, 49 anos, do Bairro Sítio dos Açudes, em Alvorada, dá vida a invenções que levam sorrisos a dezenas de pessoas. 


Da mente e das mãos dele surgem bicicletas mágicas, capazes de movimentar quem é impedido no dia a dia. Adaptáveis e produzidas com material reciclado, elas permitem que deficientes visuais e cadeirantes pedalem pelas ruas.


Conhecido como Mágico das Bicicletas, Adalberto iniciou os trabalhos há cerca de quatro anos, motivado por uma ONG da cidade. Um protótipo foi criado unindo duas bicicletas com uma barra de ferro.


Juntas, elas permitem que o deficiente visual possa andar acompanhado de um ciclista. E ainda ajudo o meio ambiente, usando barras de ferro recicláveis — explica Adalberto.


Prêmio para a vida
 

Mas a dupla de bicicletas foi só o começo. Com parte de outras cinco, uma cama de ferro e um rack de televisão, Adalberto construiu uma para cadeirantes — onde os pedais são com as mãos. E ele foi além. 


Como a primeira deu certo, melhorou o próprio protótipo, mais leve e menos complicado. Desta vez, partes da churrasqueira do mecânico foram usadas para prender a cadeira do ciclista especial.


Me sinto ganhando um prêmio ao realizar a felicidade de alguém — afirma.


Mesmo mantendo a oficina mecânica no Sítio dos Açudes, Adalberto encontra tempo para trabalhos voluntários com ongs especializadas em deficientes. 


Neste mês, ele está construindo gratuitamente seis pares de bikes para a Associação das Pessoas com Deficiência Visual e Amigos de Gravataí.
 
 
O pai, Antônio Fortes, morto no ano passado, era um mecânico de carros conhecido em Cachoeirinha, onde a família morava, por construir gratuitamente carrinhos para catadores de recicláveis. Adalberto acredita que tenha herdado do patriarca o gosto pelo trabalho.


Mas, se hoje Adalberto leva magia a outras pessoas, durante mais de dez anos foi o mecânico quem precisou dela para deixar o álcool. 


Dos 18 aos 30 anos, quando morava em Cachoeirinha, enfrentou a dependência e se afastou até da família. Neste período, ganhou o apelido de “mágico”, por fazer brincadeiras de magia com os amigos dependentes.


 Por causa da cachaça, dormia embaixo da ponte do Rio Gravataí com outros dependentes químicos. Numa noite, desesperado para deixar o álcool, olhei para o céu estrelado e pedi a Deus que me ajudasse a sair daquela vida — revela.


Emocionado, recorda que a partir daquela data decidiu que se mudaria para o sítio da família, em Alvorada, e começaria a trabalhar com bicicletas.


Nunca mais bebi e nunca mais parei de trabalhar. Só me dá vontade de fazer mais quando vejo a felicidade de uma criança sem as duas pernas andando numa bicicleta fabricada por mim — finaliza.


Fonte - Zero Hora