30 de jun de 2016

Simpósio ALÉM DO OLHAR da UFF: Avanços e Desafios na Formação Acadêmica de Deficientes Visuais


 

Descrição



A formação acadêmica dos deficientes visuais é estudada e difundida através de diversas vertentes e a justificativa do Simpósio é criar um espaço de diálogo entre especialistas, professores, pesquisadores e demais interessados no assunto para discutir sobre os avanços e desafios acerca do tema.

O objetivo do evento é a divulgação de experiências concretas, apresentação de pesquisas científicas em processo ou concluídas e a promoção de um debate sobra a formação acadêmica dos deficientes visuais.



Inscrição e Pagamento




- Deverá ser feito o pagamento no valor de R$ 20,00  por meio de depósito bancário em nome da:
  

Associação Brasileira de Diversidade e Inclusão-ABDIN

CNPJ: 22.962.530/0001-53
BANCO: BANCO DO BRASIL
AGÊNCIA 0072-8
CONTA CORRENTE 92196-3 

 

A inscrição será efetivada somente após o envio da cópia do comprovante de pagamento para o e-mail alemdoolhar.uff@gmail.com.

Realização


Curso de Mestrado Profissional em Diversidade e Inclusão (CMPDI)

Universidade Federal Fluminense (UFF) -> Disciplina Divulgação Científica II


Local, data e horário



LOCAL:Universidade Federal Fluminense (UFF), Rua Visconde do Rio Branco, 55 - Campus Gragoatá. Bloco G (Auditório do Instituto de Matemática e Estatística)


DATA: 08 de julho de 2016

 

HORÁRIO: 08h ás 17h


Programação do evento



08h - Credenciamento


08h30 - Abertura da mesa


09h - Palestra: Audiodescrição no sambódromo.  
         Palestrante: Hélio Orrico

10h30 - Coffee break e Apresentação de posters e materiais didáticos acessíveis.


11h - Palestra: Educação Corporativa Inclusiva: novas tecnologias na inclusão de pessoas com deficiência visual. 
         Palestrantes: Dolores Affonso (FGV) e Elizabeth Canejo (FAETEC - RJ)


12h00 - Almoço


13h00 - Apresentação do Grupo de Teatro Corpo Tátil - “Dá um tempo pra falar de tempo”


13h30 - Mesa Redonda: "Avanços na Formação Acadêmica de Deficientes Visuais". 
             Convidados Participantes: Cristina Maria Carvalho Delou (UFF), Aires da Conceição Silva (IBC), Ediclea Mascarenhas (UFF-CEDERJ), Luís Claudio Freitas (OAB - ADVERJ), Rachel Maria Campos Menezes de Moraes.


15h00 - Coffee break e Apresentação de posters e materiais didáticos acessíveis.


15h30 - Palestra: Desafios da Formação Acadêmica de Deficientes Visuais.           Palestrante: Maria da Glória Almeida (IBC)


16h30 - Encerramento: Desafios para a inclusão da pessoa com Deficiência Visual - família, escola e trabalho. 
            Palestrante: João Ricardo M. Figueiredo (Diretor Geral do IBC)



Mais Detalhes Acesse:

 

 
FÃ PAGE DO VENTO:
https://www.facebook.com/AlemdoOlhar.UFF
 

EVENTO NO FACEBOOK: https://www.facebook.com/AlemdoOlhar.UFF 
 

FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO: https://docs.google.com/forms/d/11v5yz798oCFT2_d26QkAoMvCnp7b-pZ-30VgXJz...


Informações:


Telefone: 21 - 2629-2500

Email institucional:  rejane_lima@id.uff.br






29 de jun de 2016

Turma da Mônica faz parceria com programa social





O personagem Luca, da Turma da Mônica, passou a integrar a nova identidade visual do programa das concessionárias CCR ViaOeste e CCR RodoAnel, que viabiliza a troca de lacres de alumínio por cadeiras de rodas


No dia 21 de junho, em um evento em Barueri, as concessionárias firmaram parceria com Mauricio de Sousa Produções.


O Programa Lacre Solidário é um trabalho de voluntariado empresarial que envolve, aproximadamente, 1.300 colaboradores, além das secretarias de Educação e entidades dos municípios atendidos pelo Sistema Castello-Raposo e Trecho Oeste do Rodoanel. 


A cada 140 garrafas pets cheias de lacres, as concessionárias viabilizam a troca do material reciclável por uma cadeira de rodas nova.


Luca é cadeirante e foi o segundo personagem portador de deficiência que entrou para a Turma da Mônica, em 2004. 


De maneira lúdica e atrativa, ele passará a estampar os adesivos que são colados nos coletores de lacres e nos cartazes que convidam as pessoas a contribuir com a campanha. 


“O Lacre Solidário, além de ajudar as pessoas que precisam, é um importante exercício de cidadania. O ato de recolher os lacres de alumínio pode parecer simples, mas é um meio de fazer o bem para outro todos os dias”, afirma Luciana Maria Monteiro de Lima, gestora da Ouvidoria e do relacionamento com o usuário da CCR ViaOeste e CCR RodoAnel, responsável pelo Lacre Solidário. 


A gestora ainda reforça que o Luca, com todo seu carisma e alegria, simboliza os valores que são a base deste programa de voluntariado.


Segundo Mauricio de Sousa, responsável em propagar a inclusão por meio de suas histórias em quadrinhos, para criar o Luca ele conversou com atletas paraolímpicos e teve grandes inspirações, descobertas e alegrias. 


“Hoje vejo o personagem seguir seu destino, levantando a bandeira da inclusão por meio da mobilização de muitas pessoas. Cada cadeira de roda conseguida e doada é fruto de um trabalho coletivo. Juntos com Luca, todos que participam, fazem o Projeto Lacre Solidário, vencedor!”, conclui o desenhista.


Além disso, os lacres de alumínio recolhidos no Parque da Mônica, Restaurante da Mônica e nos hotéis da Rede Bourbon também serão direcionados para as concessionárias, por meio da nova parceria, e convertidos em cadeiras de rodas.


No dia do evento, o Programa Lacre Solidário, entregou mais 10 cadeiras para seus parceiros, alcançando o total de 155 cadeiras doadas desde o início da ação, em agosto de 2012. 


Para chegar neste total, já foram arrecadados mais de 54 milhões de lacres de alumínio.

 

Os beneficiados foram:


- Escola Superior de Soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo;

- COMAS de Votorantim;

- Fundo Social de São Roque;

- Fundo Social de Pirapora do Bom Jesus;

- Secretaria de Educação de Itu;

- APAE de Itu;

- Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil (GPACI) de Sorocaba.


Seja um parceiro do Lacre Solidário

 

Qualquer pessoa pode contribuir e participar do Programa Lacre Solidário


Quem tiver interesse em instalar um ponto de coleta em sua empresa, escola, entidade, estabelecimento, ou mesmo no prédio, pode entrar em contato com a Ouvidoria da CCR ViaOeste e CCR RodoAnel


Além de fornecer a identidade visual (cartazes e adesivos para as garrafas), as concessionárias viabilizam a troca do material recolhido pela cadeira de rodas.


Outras informações: ouvidoriaviaoeste@grupoccr.com.br ou 11- 2664 6030



 
 
 

Óculos de alta tecnologia traz mais cor para a vida dos daltônicos



Uma inovação tem chamado atenção da comunidade daltônica.  Um par de óculos especiais criado pela empresa EnChroma proporcionou para algumas pessoas com essa deficiência a emoção de ver as cores pela primeira vez. 


A marca americana é especialista em aliviar a confusão visual entre o vermelho-verde, aumentando a percepção das cores sem comprometer a visão.


Após diversas pesquisas sobre genética e anomalias relacionadas à fotopigmentação, a EnChroma criou modelos de óculos de alta tecnologia, e o efeito sobre a forma como as pessoas com daltonismo percebem as cores pôde ser finalmente modificado.


Como funciona?

 

A lente filtra as cores específicas e segmenta os fotopigmentos. O método de filtragem desenvolvido pela  EnChroma corta os comprimentos de onda nítidas de luz para realçar as cores que seriam deficientes


Essa filtragem separa os cones vermelhos e verdes sobrepostos, ajudando a melhorar a visão de quem tem dificuldade de enxergá-las.


O cliente tem 60 dias para testar o produto, mais de 30 mil pares de óculos já foram vendidos em todo o mundo. 


Em relação aos planos para o futuro, a empresa está engajada em pesquisas para desenvolver lentes de contato com a mesma finalidade. 






Bibliotecas de SP vão receber equipamentos de tecnologia

 



O governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, fornecerá para 62 bibliotecas municipais equipamentos de tecnologia assistiva para que pessoas com deficiência visual tenham acesso à leitura. A expectativa é que os equipamentos sejam entregues em 90 dias.


As bibliotecas que serão beneficiadas participaram do Concurso Acessibilidade em Bibliotecas, cujos interessados elaboraram um projeto de como pretendem ampliar a frequência de usuários com deficiência em sua unidade e forneceram informações sobre o funcionamento da unidade. Os projetos foram selecionados por uma comissão julgadora.


De acordo com o projeto enviado, as bibliotecas irão receber equipamentos do Kit Tipo 1 (computador, ampliador automático, scanner leitor de mesa, teclado ampliado, mouse estacionário, software de voz sintetizada para atuação com o software leitor de tela NVDA e computador) ou do Kit Tipo 2 (que conta ainda com display e impressora em braile).


As bibliotecas beneficiadas deverão efetuar pesquisa de satisfação junto aos usuários dos equipamentos, apresentar relatório semestral sobre o número de usuários e as ações desenvolvidas com base nos equipamentos disponibilizados


Além de assegurar ao longo do tempo a assistência e manutenção após a entrega dos equipamentos, as bibliotecas precisarão indicar dois servidores para participar de um workshop de capacitação para a utilização dos equipamentos ministrado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

 
Fonte: Revista Incluir


“O meio é deficiente, não as pessoas”, diz secretário adjunto da Pessoa com Deficiência






Em janeiro de 2016, entrou em vigor a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), também chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015)


Uma das principais inovações do texto é ampliar a autonomia da pessoa com deficiência.


Dudu Braga, secretário adjunto na Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED), reforça o avanço que a legislação traz, mas cita, com ênfase, a convenção da Organização das Nações Unidas sobre os direitos das pessoas com deficiência.


“Ela estabeleceu uma coisa tão simples e tão prática para nós, pessoas com deficiência: o meio é deficiente, não as pessoas. A partir do momento que há rampas, sinalização em braile, a deficiência não existe. A lei brasileira segue esse contexto, somos signatários”, pontua.


 
A SMPED trabalha em conjunto com as demais secretarias para que a inclusão seja efetiva dentro da prefeitura como, por exemplo, educação e transporte inclusivo


Como principal ação própria, há a Central de Interpretação de Libras (CIL), para qualquer pessoa surda, surda-cega ou com deficiência auditiva



“Ela precisa se comunicar e um atendente dificilmente terá capacitação em Libras e saber se comunicar em sinais. Nem toda pessoa com deficiência auditiva, principalmente se não for ouvinte, tem capacidade de entender o português como a gente entende, mesmo na forma escrita. Por isso, é necessária intermediação”, diz Fábio Siqueira, responsável pelo departamento de comunicação institucional. A intermediação pode ser por aplicativo, vídeo com intérprete ou fisicamente. 


Dudu também ressalta a importância da imprensa no processo de inclusão. 


“A pauta do nosso dia a dia é gerada pela imprensa, o que é importante se discutir ou não. Esse olhar mais atento vai ajudar a evoluir e estabelecer um conceito mais positivista para as pessoas com deficiência, e não aquele olhar arcaico de coitadinho, que já está ficando pra trás”.


Com esse raciocínio, cita o projeto em andamento chamado “Imprensa Jovem”, que é estar presente nas escolas para que os alunos tenham atividades de rádio, jornal. 


Além disso, há a ideia de que produzam pequenos documentários com a visão sobre a questão da pessoa com deficiência.

 

Fórum Cobertura Paraolímpica

 

O “Fórum Cobertura Paraolímpica”, idealizado por IMPRENSA com o apoio do curso de jornalismo da ESPM São Paulo, aconteceu no dia 24 de junho. 


Confira a cobertura completa do evento e mais informações sobre os Jogos Paraolímpicos no site: www.portalimprensa.com.br/coberturaparaolimpica/home.asp.


 
 
 
 

Empresa cria carrinhos de supermercado adaptados



Pensando em atender as necessidades de pessoas com deficiência física, os supermercados e varejistas de auto-serviço já estão oferecendo carrinhos adaptados para cadeirantes. Isso porque a Oppacart desenvolveu dois modelos de carrinhos adaptados.

Segundo Mario Schioppa Neto, sócio-diretor da Oppacart, esse modelo serve para incentivar que as redes varejistas tenham o carrinho em suas lojas. 


“É importante reforçar que este carrinho já deveria estar nos supermercados, pois o número de cadeirantes no país é significativo e todos merecem serviços e produtos que os atendam”, revela.


Paulo Fabião conta qual é o desafio que enfrenta quando vai fazer compras. 


“Com certeza a maior dificuldade é conduzir a cadeira e o carrinho ao mesmo tempo. Com esse carrinho especialmente projetado para nós, as coisas serão mais fáceis e acessíveis”, conta.


Um dos carrinhos recebeu um assento para crianças, permitindo que o acompanhante, com deficiência, possa ter acesso à criança. 


Já o segundo modelo se encaixa na cadeira de rodas, facilitando a locomoção do cadeirante. 





 

28 de jun de 2016

Ex-aluna surda da rede pública será pedagoga no PI



A ex-aluna de escola pública, Kelly Lemos, é um exemplo de superação: é a primeira pedagoga com deficiência auditiva do Piauí. 


Recém-aprovada com 9,5 no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), ela agora aguarda ansiosa o diploma, que sai em outubro.


Ex-aluna da Unidade Escolar Paulo Ferraz e professora do Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às Pessoas Surdas (CAS) há dez anos, ela ingressou no ensino superior graças ao Programa Universidade para Todos (Prouni). 


Kelly é exemplo para os demais alunos da rede estadual, que também são surdos e sonham em fazer um curso superior.


Aos 35 anos, Kelly, que tem surdez total, se comunica por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Durante o curso, a aluna contou com uma intérprete em Libras em uma sala de apoio à tarde. 


À noite, ela assistia as aulas com os demais alunos, uma rotina muito cansativa, segundo a mesma.


Ela nasceu ouvindo, mas aos seis meses perdeu a audição por conta de efeito colateral de um medicamento. Mesmo assim, nunca deixou de lutar pelos seus sonhos.


“Lutei muito e passei por dificuldades, que todos passam, mas que eram agravadas por falta de um intérprete no primeiro momento. Sou prova de que uma pessoa surda pode conquistar seus objetivos, como os ouvintes, pois somos capazes de servir à sociedade e ter empregos que requerem mais qualificação. Para isso, necessitamos apenas de oportunidade”, relata a pedagoga.


O TCC de Kelly aborda o bilinguismo como proposta educacional, bem como discute a importância da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e da Língua Portuguesa (Língua escrita) na escola bilíngue e nas classes bilíngues para surdos. 


O sonho dela é ser aprovada em um concurso público, ser professora e coordenadora pedagógica.


A coordenadora pedagógica do CAS, Elizabeth Coelho, é só elogios à Kelly, tanto profissional com pessoalmente. 


“Ela contribui de maneira exemplar na parte pedagógica e na prática. Nós acreditamos tanto nela que a designamos para o curso de Libras avançado, foi um sucesso”, conta Elizabeth.

Seduc prioriza o atendimento às pessoas com deficiência na escola pública

 

A inclusão das pessoas com deficiência começa ainda na escola e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) tem trabalhado para que os jovens consigam ingressar em um curso superior e se inserir no mercado de trabalho.


Na rede estadual, o aluno com deficiência auditiva, por exemplo, tem direito a duas matrículas, uma na escola regular e no contraturno ele deve ser inscrito nas salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE), que são encontradas em diversas unidades.


Já, no Centro de Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS-PI) são trabalhados tanto os cursos de formação, quanto o atendimento educacional especializado de pessoas com deficiência auditiva. 


Os cursos são oferecidos para profissionais, assim como para a comunidade. Hoje, o centro recebe 300 pessoas por semestre nos cursos de formação.


Outro destaque inclusivo são as revisões realizadas pela Seduc para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 


Os alunos agora contam com uma intérprete de libras, para realizar a tradução simultânea do conteúdo trabalhado pelos professores.


Também são dadas oportunidades de ingresso no mercado de trabalho desses cidadãos, por meio dos concursos e testes seletivos que direcionam vagas para intérprete de libras, braile e outras deficiências.


A secretária de Estado da Educação, Rejane Dias, observa que esse trabalho é um reflexo do que pode ser visto na rede estadual de educação. 


“Cada vez mais as pessoas com deficiência auditiva são integradas aos demais estudantes, graças ao trabalho feito pelos técnicos e professores que acompanham esses alunos. E isso é muito importante para a inclusão deles na sociedade”, destaca a gestora.


27 de jun de 2016

Jovem de 25 anos passou mais de um ano sem coração




Stan com seu SynCardia (Foto: Reprodução/Universidade de Michigan)



Por mais de um ano, o jovem Stan Larkin, de 25 anos, viveu sem coração. Isto só foi possível graças ao SynCardia, uma espécie de coração artificial, que bombeava sangue para seu corpo e o mantinha vivo.


Há alguns anos, Stan e seu irmão mais velho, Dominique, foram diagnosticados com cardiomiopatia, uma condição genética que pode fazer com que o coração pare de bater sem dar nenhum aviso. 


Após passar anos na lista de espera para receber um transplante, os irmãos receberam seus SynCardias


"Os dois estavam muito doentes quando nos conhecemos.Nós queríamos que os dois conseguissem transplantes, mas não tínhamos tempo o suficiente sem arriscar que algo acontecesse com eles antes dos procedimentos", disse o médico Jonathan Haft, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, em coletiva.

Por conta disso, Stan e Dominique colocaram os corações artificiais. O irmão mais velho só precisou usar o aparelho por algumas semanas antes de passar pelo transplante. Já Stan não teve a mesma sorte: ele continuou na lista de espera e só conseguiu um doador mais de um ano depois de colocar o SynCardia.


Na época, contou Haft, ainda não se sabia ao certo se o aparelho funcionaria como deveria por tanto tempo: o SynCardia possui seis quilos e fica em uma mochila que, por sua vez, é conectada ao sistema vascular do paciente, de forma que sangue oxigenado seja bombeado para o corpo de forma permanente. 


Para a surpresa de todos, não só o aparelho funcionou como Stan conseguiu ter uma vida relativamente normal com ele, dando continuidade a suas atividades diárias, chegando até mesmo a jogar basquete sem grandes problemas. 


Em maio de 2016, Stan finalmente conseguiu um doador e passou pelo procedimento. Mesmo tendo passado pela cirurgia há apenas um mês, o jovem afirma que está completamente recuperado e espera arrecadar fundos para que os milhões de pessoas que sofrem de doenças cardíacas possam sobreviver como ele.






Médico brasileiro desenvolve tratamento que acaba com a rinite alérgica


 


Quem tem rinite alérgica sabe bem: basta ocorrer uma mudança de tempo que o nariz começa a coçar e escorrer, os olhos a lacrimejar e os espirros não dão um descanso. 


Mas um tratamento desenvolvido pelo doutor Edmir Américo Lourenço, professor de Otorrinolaringologia na Faculdade de Medicina de Jundiaí, em São Paulo, pode mudar isso.


Ao longo de dez anos o médico conduziu uma pesquisa para descobrir uma forma de melhorar a qualidade de vida para os pacientes que sofrem com a rinite alérgica


No resultado final do estudo, publicado em março no periódico Internacional Archives of Torhinolaryngology, Lourenço explica que conseguiu desenvolver um tratamento que, em seus testes, apresentou bons resultados em 80% dos pacientes.


O médico analisou as reações de 281 pacientes. Em um primeiro momento, foram realizados testes nas peles deles, de forma a verificar quais são as causas da alergia de cada um. 


A partir disso, vacinas específicassão cerca de 30 doses aplicadas ao longo de um ano e dois meses — para cada paciente foram desenvolvidas em laboratório.


"As vacinas estimulam a formação de defesas próprias, de anticorpos específicos contra as causas de alergia", explicou Lourenço. 


Segundo ele, os pacientes não deixam de ser alérgicos, porém deixam de apresentar aqueles sintomas de sempre, o que já melhora consideravelmente a qualidade de suas vidas.


No momento o tratamento só está disponível em clínicas particulares por cerca de R$ 1,5 mil.




 

Como a tecnologia pode tornar a cidade acessível para todos





Coisas simples como a ausência de piso tátil, não podar árvores que se projetam para as calçadas (o que gera um risco para a segurança de pedestres cegos), a falta de rampas e calçadas regulares para o tráfego de cadeirantes, idosos e muitos outros problemas de acessibilidade tornam nossas cidades um espaço excludente, cujas possibilidades de uso prejudicam em muito a mobilidade das pessoas. 


É necessário compreender quais são os principais problemas, mas também quais são as oportunidades de desenvolvimento tecnológico que nós – enquanto sociedade – devemos aproveitar, independente do investimento público, para que essa realidade se transforme. 


Diante desse cenário, na próxima quarta-feira, 29 de junho, às 19h30, o site Diversidade na Rua, da Mercur realizará um Debate Aberto ao público com o pesquisador em pós-doutorado na UFRJ, Wallace Ugulino. 


Ele conduz pesquisas em computação móvel e wearable, com especialidade em tecnologia assistiva para idosos e indivíduos com deficiência. 


Wallace criou, em sua tese de doutorado, óculos para pessoas cegas ou com deficiência visual, que fazem o mapeamento e a descrição do local e dos objetos presentes.


“Quais tecnologias um pesquisador como eu deveria investigar para melhorar a mobilidade de cegos? Sabemos que GPS tem uma precisão ainda inadequada para a mobilidade de cegos, mas quais detalhes devemos adicionar para que o conjunto de informações seja mais útil para o pedestre cego, para o cadeirante, para o surdo? Se você foi cadeirante por uma semana, como fez para transitar? Que recursos da cidade lhe foram úteis? Se você é cego e memoriza algum ponto de referência para se encontrar nessa cidade que não te apoia, que pontos de referência são esses? Será que nós, cidadãos, poderíamos mapeá-los com tecnologia para ajudar a tornar a mobilidade um direito (efetivo) de todos?”, questiona Wallace.


Por ser aberto ao público, qualquer pessoa que tenha interesse no tema pode participar do debate. Basta acessar o site (www.diversidadenarua.cc/debate). 


O formato é como o de um fórum: as questões são lançadas pelos participantes e todas as respostas podem ser replicadas. 


Para interagir é preciso fazer um cadastro rápido e simples. Também é possível acompanhar os principais momentos do debate pelo Twitter do Diversidade na Rua.

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Debate aberto: "Tecnologia para tornar a cidade para todos"


Data: 29 de junho

Horário: 19h30

Para participar acesse: http://www.diversidadenarua.cc/debate


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25 de jun de 2016

Cientistas chilenos desenvolvem terapia experimental contra esclerose

 



Cientistas chilenos estão trabalhando no desenvolvimento de terapias que poderiam aumentar a expectativa de vida e a mobilidade de pacientes com esclerose lateral amiotrófica (ELA).


A ELA, doença do sistema nervoso, afeta 2% da população mundial, entre eles, o cientista Stephen Hawking.


A doença age no cérebro atacando um grupo específico de neurônios, o que provoca uma perda progressiva da função muscular.


As funções cognitivas, porém, se mantêm intactas, fazendo com que os portadores da doença se sintam presos no próprio corpo.
 

"Acredito que a cura da ELA vai chegar antes da do Alzheimer e a do Parkinson", disse Claudio Hetz, diretor do Instituto Milênio de Neurociência Biomédica (BNI), em uma coletiva de imprensa, nesta sexta-feira, em Santiago.


A equipe de pesquisadores liderada por Hetz está testando uma terapia genética para estabilizar a homeostase (equilíbrio) de certas proteínas que falham no cérebro, gerando a deterioração que provoca a ELA.

 
"Alguns experimentos realizados em roedores já mostraram um grande aumento na sua expectativa de vida e melhora da mobilidade. Trata-se de uma descoberta de relevância internacional, visto que até hoje não existe cura para este mal", afirmou Claudio Hetz, acadêmico da Universidade do Chile.


Ao mesmo tempo, os pesquisadores estão trabalhando no desenvolvimento de um medicamento para melhorar a mobilidade dos pacientes afetados.


"Estamos desenvolvendo novos fármacos para atacar o problema do dano celular na ELA. Já contamos com uma droga que foi sintetizada na Universidade de San Francisco, na Califórnia, mostrando eficácia em relação a danos oculares e diabetes, e agora queremos testá-la para a ELA, para ver se diminuem os sinais de estresse crônico que danam e matam os neurônios", acrescentou o pesquisador.

 
O médico Robert Brown, da Universidade de Massachusetts, que descobriu o primeiro gene envolvido nessa doença, está participando dos estudos realizados pelos cientistas chilenos.


Fonte: UOL Saúde