31 de jul de 2013

Entidades de deficientes vão a Renan pedir apoio na tramitação do Plano Nacional de Educação (PNE)

diversos lápis de cor empilhados
O presidente do Senado, Renan Calheiros, recebeu nesta terça-feira (30) em seu gabinete em Maceió, representantes de 12 entidades de assistência a deficientes de Alagoas, que lhe foram solicitar apoio para a aprovação, pelo Senado, de pontos que consideram importantes no Plano Nacional de Educação (PNE) que tramita no Congresso Nacional.


 

Levados pela vereadora Tereza Nelma, do PSDB de Maceió, estiveram presentes no encontro com Renan representantes da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal), Associação Pestalozzi, Centro de Atividades Lourdinha Vieira, Assista, Associação dos Cegos de Alagoas, Conselho Estadual e Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Fundação Casa do Especial, Associação das Pessoas e Amigos Especiais (AAPPE), Federação Alagoana dos Deficientes Físicos, Federação das Pestalozzis e Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).



 

A principal reivindicação das entidades, transmitida a Renan no encontro, é fruto de uma mobilização nacional das congêneres para que o Senado mantenha, no texto do Plano Nacional de Educação, o dispositivo sobre a Educação Especial e Especializada, conforme aprovado pela Câmara dos Deputados.
 


Renan agradeceu à vereadora Tereza Nelma e aos representantes das entidades a visita e reafirmou que sempre foi dedicado à causa dos deficientes. Lembrou que, quando ministro da Justiça, implantou a Lei de Acessibilidade e que o Senado aprovou recentemente o Estatuto da Pessoa com Deficiência.
 


“O Plano Nacional de Educação está em tramitação no Senado, nas comissões de Constituição e Justiça e na de Educação, e os senadores pretendem realizar duas audiências públicas para dinamizar e enriquecer o debate”, disse Renan, colocando o gabinete à disposição das entidades que puderem estar presentes em Brasília para participar das audiências sobre o PNE.

Família deve facilitar rotina de crianças com nanismo, diz advogada

Kênia faz pose ao lado de sua cozinha adaptada
Kênia Rio, 47, é advogada e mora no Rio de Janeiro. Tem um filho de 24 anos, Frederico, e acaba de ser avó. 


Com pouco mais de três meses, seu neto, Bernard, já é o xodó da casa. Vaidosa, Kênia capricha na maquiagem e dá um jeito nos cabelos antes de tirar foto.


Kênia tem nanismo. Ela mede 1,25 m, abaixo da estatura média da mulher brasileira, de 1,60 m. 


Mas a baixa estatura não a impediu de realizar grandes feitos. Desde 2009, ela é presidente da Associação de Nanismo do Estado do Rio de Janeiro, a ANAERJ, e luta pelos direitos das pessoas com nanismo. 


A causa é bem próxima a ela, pois além do seu próprio caso, seu pai tinha nanismo e seus irmãos, sobrinhos, filho e neto, também.


Em entrevista realizada pela "Jornal Folha de S.Paulo - Folhinha", Kênia falou sobre sua experiência como uma criança com nanismo, a dificuldade de achar sapatos e roupas do seu tamanho e o que pensa dos programas de humor que fazem piada com anões.


Folha - Qual a maior dificuldade que você enfrentou quando criança?
 

Kênia - Venho de uma família em que já havia pessoas com essa deficiência. Meu pai e meus irmãos também tinham nanismo. Eu tinha um espelho dentro de casa. Se tive dificuldades, não consegui visualizar, foram todas superadas. Fora de casa, o preconceito tem várias camadas, é velado. A gente percebia os olhares curiosos e quanto mais elitista, menos escancarado. Por exemplo, eu era a menininha que não tinha namorado, mas ninguém dizia que não queria me namorar por que eu era anã. Eu era a amiga dos meninos, mas não tinha namorado. Tem uma fase nossa horrível, na adolescência, em que a gente ouve muito "não". Eles começam a perceber que o "não" é pela questão do tamanho, de ser anão. Sempre falei para o meu filho batalhar pelo "sim", por que o "não" já era certo.


O que mais te incomoda na forma como as pessoas com nanismo são retratadas na sociedade?
 

Aquela figura de que anão é associado a circo. Não tenho nada contra quem trabalha com o mundo do teatro e do circo, mas acho que isso não tem que ser a regra. A sociedade tem que nos respeitar e ver que tem grupos que gostam de trabalhar na área circense e tem grupos que preferem trabalhar como profissionais liberais, engenheiros, advogados, dentistas.

Quais foram as adaptações que você fez em sua casa?
 

No meu caso específico, eu criei uma independência dentro de casa, porque eu não sou a única pessoa com nanismo ali. Quis facilitar a minha rotina. As famílias que têm uma criança com nanismo devem tentar facilitar a rotina delas, mostrando que elas também fazem parte daquela casa. Adaptar o maior número de cômodos possível. Por exemplo, nos banheiros, colocar uma pia mais baixa e uma torneira com alavanca.

É difícil encontrar roupas e sapatos do seu tamanho?
 

No meu caso, tenho um encurtamento nas pernas e nos braços, mas o tronco é de uma pessoa de estatura normal. Então, quando vou numa loja de roupas, escolho pelo meu tamanho e ajusto os braços e pernas. Já sapato é muito difícil. Existem pouquíssimas lojas que produzem sapatos para a gente. Quando eu encontro, compro logo três ou quatro iguais, só mudo as cores. É complicado, fico limitada. A sociedade não tomou conhecimento de que existe esse pequeno grupo e que nós somos consumidores.

O que você acha dos programas de humor que usam pessoas com nanismo para fazer piada?
 

Sou super contra. Por que parece que o nosso trabalho é em vão. Acho que a gente tem que se respeitar, antes de mais nada. Tem programas de humor que fazem até agressões, jogam o cara para um lado, para o outro, e não percebem que isso vai refletir na gente aqui fora. Se a televisão tá mostrando que é normal um comediante jogar um anão na parede, a gente vai sofrer aqui fora, porque vai ter um irresponsável que pega uma criança com nanismo e faz o mesmo. Quantas crianças com nanismo não sofreram com aquela brincadeira do "pedala, Robinho"?


Foto: Luciana Whitaker/ Folhapress 

Novo teste detecta Síndrome de Down pelo sangue da mãe

Mãe com bebê com síndrome de down no colo
O Teste de Trissomia Fetal acaba de chegar ao país e promete causar menos danos à mãe e ao bebê na detecção da Síndrome de Down e outras trissomias, como a de Patau e a de Edwards. 


Realizado a partir da 9ª semana de gestação, o teste é realizado com amostra do sangue da mãe, colhido sem exigir dietas e cuidados especiais.


O teste evita um procedimento mais invasivo, como acontece em outros exames de cariótipo, como a biópsia de vilo corial (feito entre a 11ª e 12ª semanas) e amniocentese (feito entre 15ª e 16ª semana), nos quais é colhido material do bebê na barriga da mãe.  


“Nos exames mais antigos, o cariótipo pode ser mais confuso, já que o DNA da placenta colhido não será, necessariamente, o da criança. Então podem existir diferenças e uma margem de erro, um fenômeno que chamamos de risco de Mosaicismo Placentário. 

Além do menor risco, o teste de trissomia detecta o material de DNA do feto presente no sangue da mãe, o que já é suficiente depois da 9ª semana”, explica  Dr. Gustavo Guida, geneticista do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica, filho de Nélio e Cleusa.


Além de evitar o risco (que é pequeno, mas existente) de aborto e dos outros incômodos vindos dos exames mais invasivos (como cólica), o Teste de Trissomia tem tido acerto de quase 100% nos diagnósticos de Síndrome de Down, e mais de 90% em outras condições menos graves como a síndrome de Trumer e Klinefelter.


Porém, apesar de todos os benefícios do Teste, a médica geneticista do ambulatório da APAE de São Paulo, Fabíola Monteiro, filha de Vera e Paulo, defende que o exame mais assertivo é aquele que colhe material do líquido amniótico, realizado a partir da 15ª semana. 


“O Teste de Trissomia é indicado para os casos em que já há suspeita, não é toda grávida que deve fazer. E ele tem uma margem de erros maior, sim, tanto que o chamamos de Teste, não exame. Com o teste dando positivo, sugerimos a realização de exames mais invasivos. Mas é fato que o Teste já evita o risco das agulhas e ‘invasões’ comuns aos outros”, diz.
 

Quanto antes, melhor


Como o Teste de Trissomia pode ser realizado a partir da 9ª semana, ele também prepara melhor os pais e os parentes (e com bastante antecedência!) sobre o resultado positivo. 


“O aborto não é permitido no país e, claro, não tem esse propósito. Mas acredito que, quanto antes souberem, melhor. Os pais se preparam, preparam o ambiente do parto, ficam melhores para dar o suporte ao recém-nascido. 


Quando descobrem na hora do parto, depois dele, é um choque muito grande e é um momento em que estão todos sensíveis”, lembra o médico Gustavo.


Contra-indicações


O teste de trissomia não é indicado no caso de gravidez de gêmeos (nesse momento, há três diferentes tipos de material), mulheres que passaram por transplante de medulas (o DNA que está no sangue não é o da mãe – o do óvulo é dela, mas o sangue não) e, como para a maioria dos exames genéticos, não pode ser realizado em mulheres que receberam transfusão de sangue nos dias anteriores.


Ou seja, ele não é indicado em casos onde houve modificações do DNA (dos dois – mãe e filho). O próprio laboratório não aceita fazer nesses quadros, pois o risco de erro se torna maior, não havendo garantia.


Disponível no Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica  por R$2.300,00 nas unidades:
Brasil: Av. Brasil, 762 - Jardim Paulista
Mega Unidade Itaim Bibi: R. João Cachoeira, 743 - Itaim Bibi
Alto de pinheiros:  R. Capepuxis, 429 - Alto de Pinheiros


Toma posse primeira vereadora espanhola com Síndrome de Down

Ángela Bachiller 
 
 
Ángela Bachiller se tornou nesta segunda-feira (29) a primeira vereadora com síndrome de Down da Espanha, na cidade de Valladolid, de 311 mil habitantes.
 
 
Ángela tomou posse no meio de uma grande expectativa e admiração dos vallisoletanos por sua "coragem" e seus anos de luta pela normalização e integração de pessoas com deficiências, como ela.


A jovem auxiliar administrativa, sentada hoje nas cadeiras do Partido Popular (PP), de centro-direita, com sua medalha de vereadora ao pescoço, é a imagem da igualdade, e vai ser uma vereadora mais "preparada", "educada", "discreta", como a definiu sua mãe Isabel Guerra.


Ángela jurou lealdade ao rei Juan Carlos 1º e a cumprir a Constituição diante dos flashes de muitos membros da imprensa interessados em registrar o momento inédito.


Ángela Bachiller se candidatou às últimas eleições municipais de Valladolid, que aconteceram em maio de 2011, na lista do PP, e após a renúncia do vereador Jesus García Galván, acusado de corrupção urbanística, se apresentou para ocupar a vaga.


"Obrigado por tudo, por terem confiado em mim", disse ao término da sessão plenária, em entrevista coletiva, acompanhada do prefeito de Valladolid, Javier León de la Riva, tão emocionada que não conseguiu dizer mais nada.


León de la Riva disse que o caso de Ángela é um exemplo da política da prefeitura a favor da integração das pessoas deficiência, e lembrou que na última legislatura teve o primeiro cadeirante da Espanha.


Sua família "lutou desde o minuto em que nasceu", disse à imprensa a mãe da nova vereadora.


Isabel Guerra, enfermeira de profissão, se mostrou orgulhosa da filha, por sua "coragem" e por "não jogar a toalha", embora reconheça que nunca tenha imaginado que pudesse chegar a ser vereadora.


A receita para alcançar essa posição na vida foi "muito amor, muita disciplina, muito trabalho e uma vida normal em tudo", disse a mãe de Bachiller. 


E o conselho materno é para que Ángela aprenda e desfrute desta experiência como vereadora para que o passo dado "deixe de ser visto como extraordinário e passe a ser normal".


Neste dia tão especial, Ángela Bachiller esteve cercada pelos pais, sua irmã Lara, seus avôs Juani e Ángel, que mesmo aos 86 anos não abriram mão de ver este momento, e seus companheiros da Associação Síndrome de Down.


30 de jul de 2013

São Paulo promove Encontro de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência

Diversos símbolos que representam pessoas com deficiência
De 31 de julho a 02 de agosto, acontece em São Paulo, o 5º Encontro de Tecnologia e Inovação para as Pessoas 
com Deficiência


Realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o evento acontece simultâneo à Reabilitação - Feira + Fórum, no Centro de Convenções Anhembi, na capital paulista.


Este ano, a temática do Encontro é “Tecnologia Assistiva nos Serviços ao Público”, visando a discussão sobre a importância da aplicação desta área do conhecimento em todos os setores da sociedade, no que tange aos  espaços, produtos e serviços ofertados à população.


O evento é composto por Seminário Internacional e Exposição de Inovação em Tecnologias Assistivas. Reunirá palestrantes e expositores de diversos países e do Brasil. Além disso, o Encontro visa reunir profissionais de saúde, órgãos governamentais, empresas, entidades da sociedade civil e pessoas com deficiência e familiares.


Desde sua criação, em 2009, este Encontro tem representado um importante local de discussão sobre o universo das tecnologias, fomentando o desenvolvimento da cadeia produtiva do setor, buscando multiplicar os canais de informação sobre produtos assistivos e estimular a pesquisa e inovação.
 


Também é voltado a geração de subsídios à elaboração de estratégias e políticas públicas que visem à igualdade de oportunidades, em uma proposta de construção de uma sociedade inclusiva, onde a deficiência é minimizada e o exercício da cidadania é assegurado pelas facilidades e inovações tecnológicas.
 

5º Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação  

Data: de 31 de julho a 02 de agosto
Horário: 31 de julho – 10h00 – 01 e 02 de agosto – 09h00  
Local: Centro de Convenções Anhembi
Endereço: Av. Olavo Fontoura, 1209 - Pq. Anhembi – Santana – SP

Informações: http://5encontro.sedpcd.sp.gov.br/

Entidade sem acessibilidade poderá ser impedida de receber recursos públicos

Símbolo de acessibilidade
Em análise na Câmara, o Projeto de Lei 5559/13 impede a destinação de recursos públicos para entidades públicas e privadas que não cumpram a Lei de Acessibilidade (Lei 10.098/00). 


Segundo o texto, essas entidades também ficarão impedidas de receber aval da União para obter empréstimos e financiamentos internacionais.


A autora do projeto, deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), explica que essa norma já está prevista no Decreto 5.296/04, que regulamentou a Lei de Acessibilidade. A parlamentar defende, no entanto, que a medida seja amparada por lei. 


“É indispensável, pelas suas características peculiares e por sua relevância, que o tema não fique relegado ao nível de simples regulamento do Poder Executivo”, argumenta.


A Lei de Acessibilidade estabelece normas gerais para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, incluindo regras para acesso a edifícios (públicos e privados) e ao transporte público. 


A lei também determina que o Poder Público invista na formação de profissionais intérpretes de escrita em braile e de Libras. 


“Exemplo das dificuldades que nos levam a apresentar o projeto é o caso de entidades de tratamento de viciados em álcool e drogas que estão se negando a aceitar dependentes surdos, alegando não terem como realizar o tratamento por falta de intérprete de Libras”, aponta Rosinha da Adefal.
 

Tramitação
 

A proposta será analisada de forma conclusiva pelas comissões de Seguridade Social e Família; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.


Sensor 3D similar ao usado no Xbox 360 ajuda deficiente visual a perceber até cores do semáforo

Símbolo de pessoa com deficiência visual
A combinação de um software próprio com um sensor 3D similar ao da câmera Kinect, tecnologia desenvolvida pela Microsoft para o videogame Xbox 360, promete mudar a rotina de deficientes visuais


O aparelho, construído pela startup russa Oriense, ainda em fase de testes, obtém e traduz dados em tempo real.


Com apenas um clique, o produto é capaz de captar informações como obstáculos, cor de semáforos e preço impresso em produtos - tudo notificado por meios de “beeps” - e transformá-los em falas. 


Fruto de um projeto orçado em US$ 1 milhão, o guia eletrônico é uma alternativa de movimentação em áreas urbanas para pessoas que não enxergam. O aparelho consiste basicamente de um módulo principal (utilizável no peito ou na cabeça), fones de ouvido sem fio e um controle remoto.


Parte do financiamento do projeto já foi obtido por meio de um fundo de capital e uma concessão do governo russo. A Oriense agora está concentrada em conseguir a parte restante para poder colocar o produto à venda. 


O dispositivo deve sair por aproximadamente US$ 1 mil no varejo, segundo os cálculos do CEO, Vitaliy Kitaev. Quem não puder comprar terá a alternativa de alugar o aparelho, a um custo entre US$ 30 e US$ 50.


A intenção é iniciar a comercialização, em 2014, pela própria Rússia e pelo Leste europeu, para, depois, partir para o resto da Europa, Estados Unidos, Canadá e, por fim, Ásia e América Latina, incluindo o Brasil. 


A expectativa é que o faturamento da empresa atinja entre US$ 4,5 milhões e US$ 10 milhões em 2018, a depender do cenário e do potencial de escalabilidade do negócio.


Nessa fase de Pesquisa & Desenvolvimento, a Oriense espera colocar 100 unidades em sistema de pré-venda para poder testar o mercado e avaliar a aceitação. 


Kitaev admite que não se trata de um negócio simples, mas garante que o feed back foi bem positivo no centro de reabilitação médica de São Petersburgo, onde o aparelho foi testado recentemente.


Diagnóstico vai levantar problemas e soluções para acessibilidade em Guarapuava

Rampa de acessibilidade
Um diagnóstico vai levantar qual a situação das calçadas e passeios de Guarapuava (PR) nos quesitos que compreendem as normas de acessibilidade

O estudo será realizado pelo MP-PR (Ministério Público do Paraná) e pela Faculdade Guarapuava, através do curso de engenharia civil.

 
A execução do diagnóstico será feita através de convênio firmado entre as duas instituições. Além de apontar os problemas, o documento visa sugerir soluções para os obstáculos encontrados.


 
Segundo o presidente da ADFG (Associação dos Deficientes Físicos de Guarapuava), Antonio Marcos da Rosa, que também é presidente do Comdeg (Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência), no município ainda não há a conscientização dos estabelecimentos sobre a importância de promover a acessibilidade. 



“A maioria pensa que a acessibilidade se resume em construir rampas”. Ele adverte que existem normas específicas sobre a construção de acessos adaptados que devem ser respeitadas. 


“Muitas rampas são muito inclinadas e não permitem a locomoção de um cadeirante sem pedir ajuda. Sem contar que muitas são construídas sobre os passeios”, acrescentou.
 


A promotora da 8º promotoria (de proteção às pessoas com deficiência) do MP-PR de Guarapuava, Andreia Bagatin, explicou que o projeto deve se iniciar ainda no segundo semestre deste ano. “Será dividido em três etapas: Centro, bairros próximos e em seguida os locais restantes do município. 


Na conclusão de cada etapa a promotoria deverá apresentar à gestão do município os resultados obtidos e acionar os responsáveis de imóveis que necessitem de adequações”.
 


Atualmente, aproximadamente 10 procedimentos de adequações para acessibilidade estão abertos no MP-PR, em Guarpauava.

29 de jul de 2013

Aeroporto de Bauru (SP) recebe plataforma que transporta pessoas com deficiência

Ambulift
O Aeroporto Estadual Mousa Nakhal Tobias, em Bauru (SP), recebeu nesta quinta-feira, 25, o ambulift, equipamento que auxilia pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida no embarque e desembarque de aeronaves. 

"Todos os nossos aeroportos com terminal de passageiro terão ambulift", afirmou o governador Geraldo Alckmin, que destacou que as pessoas com deficiência não precisam mais ser carregadas no colo, garantindo assim a segurança dos passageiros.


O ambulift é uma plataforma elevatória que transporta a pessoa com dificuldade de locomoção até a aeronave. O equipamento estaciona ao lado do avião, na direção da porta, para que a plataforma seja elevada até a altura da entrada. "É dignidade, conforto e segurança para as pessoas com deficiência", disse o governador.

Este é o segundo dos sete equipamentos que serão entregues aos aeroportos estaduais. O Governo já entregou o ambulift em Presidente Prudente, e os demais vão para Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, Marília e Araçatuba.
 


O equipamento custou R$ 214.285,72, e a aquisição foi realizada pela Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo) será responsável pela manutenção e custeio, além de selecionar a equipe que será capacitada.
 


Alckmin assinou também a municipalização do Aeroclube de Bauru, antiga demanda da cidade. Agora, o documento segue para a Secretaria da Aviação Civil da Presidência da República, para aprovação final. A partir daí, a prefeitura de Bauru será responsável pela manutenção e operação do aeródromo perante os órgãos da Aeronáutica.

Lyon 2013: Brasil se despede do mundial de atletismo paralímpico com resultado histórico

Desenho de medalhas de ouro, prata e bronze
Na competição, que durou nove dias e acabou neste domingo, 28, com a disputa da maratona, os atletas brasileiros tinham a meta de ficar em quinto lugar, com, no mínimo, 12 medalhas de ouro e 30 no total – números do último Mundial, em 2011, na Nova Zelândia. 

 Mas os 35 representantes do Brasil fizeram muito mais no Stade du Rhône, localizado no Parc Parilly, no arredores de Lyon. 

Eles conquistaram 40 medalhas, sendo 16 ouros, 10 prata e 14 bronzes*, e ainda bateram três recordes mundiais, oito do campeonato e um nacional.

 Há dois anos, em Christchurch, na Oceania, foram 30 pódios, com 12 ouros, 10 pratas e oito bronzes.


“O objetivo, realmente, era ter uma campanha superior. Mas, o mais importante, foi a revelação de jovens talentos, que já chegaram com boas atuações, e quantidade de atletas conseguindo medalhas. Isso mostra que estamos no caminho certo. 

Para começo de ciclo, é fundamental”, comentou o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons.


Dos 35 atletas da delegação brasileira, 24 conquistaram medalhas, o que representa 68% do grupo. Além dos pódios esperados de nomes consagrados como Terezinha Guilhermina (três ouros), Alan Fonteles (três ouros) e  Yohansson Nascimento (um ouro, uma prata e um bronze), talentos já consolidados renasceram e outros surgiram, garantindo o futuro da Seleção Brasileira de atletismo.


Lucas Prado e Odair Santos superaram graves lesões que as incomodaram em Londres-2012 e voltaram a exibir bons resultados. O velocista Prado, prata nas Paralímpiadas do ano passado, conseguiu voltar a vencer e levou dois ouros. Já o fundista Odair se consagrou, com três primeiros lugares.


Representando a nova geração, a paulista Verônica Hipólito, de apenas 17 anos,  foi praticamente impecável no primeiro mundial da carreira. Conquistou um ouro nos 200m e uma prata nos 100m, com recorde mundial, que depois foi superado.


A paranaense Lorena Spoladore, também 17 anos, levou um ouro no salto em distância para cegos total, prova em que o Brasil ainda não tinha grandes medalhistas. Destaque também para os jovens Alex Pires, 23 (duas pratas e um bronze) e Yeltsin Jacques, 20 (uma prata e um bronze).


“Tivemos uma variação de medalhas e atletas. Hoje, temos atletas muito bons em várias provas. Não dependemos só de um. Antigamente, se alguém se machucava, ficávamos preocupados pensando no que seria. Agora, não. Temos jovens talentos medalhando, estrelas consolidadas em alta…”, afirmou Ciro Winckler, coordenador de atletismo paralímpico brasileiro. 


“Mundial é importante, mas a maior cobrança será nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016. A meta é ficar em quinto geral no atletismo, o que seria a melhor campanha da história do Brasil na modalidade”, disse. Em Londres-2012, o Brasil terminou em sétimo no atletismo.


Para o novo ciclo olímpico, que começou oficialmente com este Mundial de Atletismo, em Lyon, serão investidos cerca de R$ 100 milhões anuais.  


“Se compararmos com os outros Comitês, nosso orçamento está bastante alto. Vamos dar aos nossos atletas a melhor condição possível”, comentou Andrew Parsons.


O maior legado do próximos anos do CPB será a construção do centro de treinamento paralímpico em São Paulo, que irá abrigar desde dormitórios, até estrutura para o treinamento e competição de quinze modalidades. 


“A ideia é que fique pronto em 2014 e, em 2015, já possamos operar lá dentro. Vamos fazer a reta final da preparação brasileira para os Jogos do Rio de Janeiro-2016 lá”, afirmou o presidente do CPB.
 

Maratona


Na última prova com brasileiros no Mundial de Atletismo, o paulista Ezequiel Costa terminou em quarto, classe T46 (amputados membros superiores), com o tempo de 3h0min45s. Com a desclassificação do espanhol Abderrahman Ait Khamouch, Ezequiel saltou para 3º. 


A Espanha, no entanto, protestou, mas o Brasil pediu recurso e o resultado final foi homologado a favor do Brasil. O primeiro lugar ficou com o italiano Alessando di Lello (2h33min42s).


Dentre os brasileiros em Lyon, 25 participaram dos Jogos de Londres-2012, e 15 disputaram a última edição do Mundial, em 2011, em Christchurch, na Nova Zelândia. 


Este foi o maior Mundial de Atletismo organizado pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC na sigla em inglês). Cerca de 1300 atletas, de quase 100 países, participaram de 207 provas na competição.


A delegação do Brasil sai da França ainda neste domingo, 28, e chega em São Paulo nesta segunda-feira, 29, às 17h10, em Guarulhos, no voo AF 456, da Air France. Terezinha Guilhermina, Alan Fonteles, Ariosvaldo Silva, Claudiney Santos e Leornardo Amâncio estão em Londres para participar da comemoração de um ano dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos-2012 e chegam, também em Guarulhos, nesta segunda-feira, porém, no início da manhã, às 6h05, no voo JJ 8085, da TAM.

 
A participação do Brasil no Mundial de Atletismo foi custeada por um convênio do Ministério do Esporte com o CPB.



Alunos cegos e surdos podem fazer curso de online gratuito de inglês em São Paulo

Diploma está sobre teclado de notebook
Estudantes cegos e surdos que cursam o ensino médio na rede pública de ensino do Estado de São Paulo poderão estudar a língua inglesa pela internet a partir de agosto. 

A Secretaria da Educação do Estado disponibiliza a inscrição para os interessados até o dia 30 de julho. 

São oferecidas quatro mil vagas, número que atende a todos os estudantes da rede pública com esses tipos de deficiência.


A coordenadora da Escola Virtual, Ana Carolina Nunes Lafenina, conta que adaptar a plataforma do inglês online para o acesso de alunos cegos e surdos foi algo muito complexo, por isso a equipe toda vibra com o resultado.


— Brincamos que o projeto é um filho. A gente esta super feliz com o resultado. Foi construída uma nova plataforma, baseada na anterior. 

O espaço é muito lúdico, como um cenário de vídeo-game. Os vídeos ganharam audiodescrição, legendas e janelas de explicação em libras (língua brasileira de sinais).


Aqueles que não tiverem acesso a internet em casa podem utilizar a sala de computação das escolas públicas, que estão preparadas com estagiários para auxiliar os estudantes, de acordo com informações da Secretaria.


A demanda irá atender especificamente pessoas com baixa visão, cegas, surdos e alunos com deficiência auditiva em geral. 

A carga horária do curso é de 80 horas, dividida em oito módulos com dez horas cada. As aulas começam em agosto e vão até o dia 3 de dezembro.


Os alunos do programa têm um professor tutor, com quem podem se comunicar por e-mail e bate-papo em tempo real.  Há também tutores itinerantes, que vão presencialmente até a escola do estudante.


O inglês online foi lançado em 2012 para auxiliar no vestibular e oferecer um diferencial no currículo dos alunos que estão terminando o ensino médio e entrando para o mercado de trabalho.  

O módulo com recursos de acessibilidade foi desenvolvido com exclusividade para atender à demanda e garantir a participação dos alunos.


Fonte: R7 Notícias

Evento celebra 22 anos da Lei de Cotas e alerta para riscos da flexibilização

Mão segura carteira de trabalho
No próximo dia 30/07, das 11h às 16h, um ato público organizado por diferentes atores da sociedade civil celebrará os avanços obtidos nos 22 anos de vigência da Lei de Cotas.

Palco com apresentações artísticas e tendas com prestação de serviços serão instaladas na rua das Flores (travessa da avenida Paulista, em frente ao edifício da Fiesp). 


Durante a tarde, autoridades e lideranças sociais se revezarão na defesa dessa lei, que vem sofrendo seguidos ataques e ameaças, como as recentes propostas de flexibilização contidas em projetos como o PL 112 e o texto do Estatuto da Pessoa com Deficiência, em discussão no Congresso Nacional.

Entre as principais ameaças contidas nesses projetos estão medidas como a substituição da contratação pela simples oferta de cursos de capacitação, a redução dos percentuais de contratação para empresas de grande porte e a ampliação dos prazos para o cumprimento da lei.

 

A chamada Lei de Cotas foi instituída em 24 de julho de 1991 e é um artigo da Lei nº 8213. Essencialmente, determina que empresas com cem funcionários ou mais reservem entre 2% a 5% de suas vagas de trabalho, numa escala crescente, conforme o número total de funcionários, para pessoas com deficiência.
 

Mais de 300 mil pessoas estão inseridas no mercado de trabalho graças a Lei de Cotas. Essa é uma conquista a ser intensamente celebrada. Participe! 

22 anos da Lei de Cotas
 
Dia 30 de julho (terça-feira) – 11h às 16h 
Local: Rua das Flores, s/nº - travessa da Avenida Paulista, em frente ao edifício da Fiesp, São Paulo/SP


Fonte: Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência

27 de jul de 2013

NESSE INVERNO PRATIQUE SOLIDARIEDADE


O que é Acessibilidade?


A expressão “acessibilidade”, presente em diversas áreas de atividade, tem também na informática um importante significado.

Representa para o nosso usuário não só o direito de acessar a rede de informações, mas também o direito de eliminação de barreiras arquitetônicas, de disponibilidade de comunicação, de acesso físico, de equipamentos e programas adequados, de conteúdo e apresentação da informação em formatos alternativos.

Não é fácil, a princípio, avaliar a importância dessa temática associada à concepção de páginas para a web. Mas os dados W3C (Consórcio para a WEB) e WAI (Iniciativa para a Acessibilidade na Rede) apontam situações e características diversas que o usuário pode apresentar:

1. Incapacidade de ver, ouvir ou deslocar-se, ou grande dificuldade - quando não a impossibilidade - de interpretar certos tipos de informação.

2. Dificuldade visual para ler ou compreender textos.

3. Incapacidade para usar o teclado ou o mouse, ou não dispor deles.

4. Insuficiência de quadros, apresentando apenas texto ou dimensões reduzidas, ou uma ligação muito lenta à Internet.

5. Dificuldade para falar ou compreender, fluentemente, a língua em que o documento foi escrito.

6. Ocupação dos olhos, ouvidos ou mãos, por exemplo, ao volante a caminho do emprego, ou no trabalho em ambiente barulhento.

7. Desatualização, pelo uso de navegador com versão muito antiga, ou navegador completamente diferente dos habituais, ou por voz ou sistema operacional menos difundido.


Essas diferentes situações e características precisam ser levadas em conta pelos criadores de conteúdo durante a concepção de uma página.

Para ser realmente potencializador da acessibilidade, cada projeto de página deve proporcionar respostas simultâneas a vários grupos de incapacidade ou deficiência e, por extensão, ao universo de usuários da web.

Os autores de páginas em HTML obtêm um maior domínio sobre as páginas criadas, por exemplo, com a utilização e divisão de folhas de estilo para controle de tipos de letra, e eliminação do elemento FONT.

Assim, além de torná-las mais acessíveis a pessoas com problemas de visão, reduzem seu tempo de transferência, em benefício da totalidade dos usuários. 

26 de jul de 2013

Peruíbe (SP) terá academia adaptada para pessoas com deficiência

Pessoa em cadeira de rodas faz exercício
A cidade de Peruíbe, no litoral de São Paulo, terá uma academia adaptada para pessoas com e sem deficiência. 

O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, assinou convênio para a implantação da academia em diversas cidades.

O Governo do Estado entregará os equipamentos de musculação adaptados e a Prefeitura de Peruíbe fornecerá espaço e manutenção à academia. Ainda não há um local definido para receber a academia.


Os equipamentos são práticos e funcionais para possibilitar o fácil acesso com segurança e aumentar a motivação da pessoa com deficiência física em realizar atividades físicas. 

Segundo a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o uso dos equipamentos de musculação adaptados, quando orientado por profissionais de educação física, contribui para a melhora das capacidades físicas, postura, mobilidade e independência da pessoa com deficiência física. Além da melhora da autoestima, autonomia e qualidade de vida.

Filme 'Em Teu Nome' será exibido com audiodescrição e legendas

Cartaz do filme 'Em teu nome'


O longa-metragem gaúcho "Em teu nome" foi o escolhido para a segunda sessão de cinema acessível a pessoas com deficiências visual e auditiva promovida pelo Bourbon Shopping, através da audiodescrição e do uso de legendas


A atividade é gratuita, com vagas limitadas, e acontece no dia 3 de agosto (sábado), às 10h, no Espaço Itaú de Cinema do Bourbon Shopping Country, em Porto Alegre, com apoio da Tagarellas Audiodescrição.
 

Integrantes do elenco e equipe do filme, como o protagonista Leonardo Machado, estarão presentes no evento para um bate-papo com o público após a exibição. A conversa contará com interpretação em libras.

Nesta edição, o recurso da audiodescrição será aberto à sala, não sendo necessário utilizar fones de ouvido para acompanhar a narração das cenas entre a fala dos personagens. 

A exibição também apresentará legendas, permitindo às pessoas com deficiência auditiva a compreensão da trama através da reprodução das falas e descrição dos sons do filme.

Além de permitir o acesso a informações visuais a pessoas cegas e com baixa visão, o recurso da audiodescrição beneficia, ainda, idosos, pessoas com Síndrome de Down, deficiência intelectual, problemas neurológicos e dificuldade de memorização.

A atividade é aberta ao público, com preferência para as pessoas com deficiência, e o longa-metragem é indicado para maiores de 14 anos. 

Para participar, os interessados devem solicitar convite até o dia primeiro de agosto através dos telefones (51) 3027.2125 ou 3027.2176, ou pelo e-mail promocoes@bourbonshopping.com.

Pioneiro na exibição de filmes com o recurso da audiodescrição em shoppings centers no Rio Grande do Sul - a primeira sessão aconteceu em março deste ano, com o filme Colegas -, o Bourbon Shopping conta ainda com a parceria da Tagarellas Audiodescrição e Accorde Filmes. O patrocínio é do Espaço Itaú de Cinema.


Sobre o filme


"Em teu nome" narra a trajetória de Boni (Leonardo Machado) ao lado da companheira Cecília (Fernanda Moro) durante a década de 1970, período em que o Brasil vivia sob o regime da ditadura militar. 

Após ser banido do país por participar do movimento da luta armada, Boni passa a ver a sociedade de outra maneira, voltando ao solo brasileiro anos depois com outra visão de mundo. 

Lançado em 2009, o longa-metragem tem direção de Paulo Nascimento e é produzido pela Accorde Filmes.

 

Sessão do filme "Em teu nome" com audiodescrição e legenda

 

Quando: Dia 3 de agosto, sábado, às 10h  
Onde: Sala 1, Espaço Itaú de Cinema do Bourbon Shopping Country - Av. Túlio de Rose, 80
Participação gratuita, com vagas limitadas. 
Reservas: devem ser feitas através dos telefones (51) 3027.2125 ou 3027.2176 ou pelo e-mail promocoes@bourbonshopping.com.


Fonte: Bourbon Shopping

Teatro Cego – O Grande Viúvo traz acessibilidade para história de Nelson Rodrigues

Cinco atores vestem preto e estão de óculos escuros

Até 28 de julho, a plateia do Tucarena se transforma em palco para as apresentações do espetáculo O Grande Viúvo, de Nelson Rodrigues.

Inspirado em um projeto da Argentina, o espetáculo conta com quatro músicos e cinco atores, três deles cegos, que circulam pelos corredores do teatro, interagindo com o público e provocando diversas sensações na plateia.

 

Em um formato que surgiu em 1991, na cidade de Córdoba, e atualmente está em cartaz em Buenos Aires, a encenação acontece no mesmo espaço ocupado pelo público. 

Os atores circulam por corredores entre as cadeiras, dando a sensação de que os espectadores estão dentro da cena. Com isso, o público fica inserido na trama, e não sentado nas arquibancadas do teatro.
 

Todo o desenvolvimento da trama acontece em um local completamente escuro, fazendo com que os espectadores, sem que possam contar com a visão, tenham que se valer de todos os seus outros sentidos (olfato, tato, paladar e audição) para compreenderem o conteúdo da peça. 

Essa condição ímpar insere o público no universo das pessoas com deficiência visual, que se utilizam desses quatro sentidos, somados à intuição, para compreenderem o mundo ao seu redor.
 

Durante o espetáculo, sons, vozes e cheiros chegam aos espectadores vindos sempre de locais diferentes, dando a sensação de que eles estão realmente inseridos no ambiente cênico. Tais sensações são o caminho para a compreensão da trama, mesmo ela ocorrendo completamente no escuro.
 

Sinopse
 
 

A peça é baseada no conto “O Grande Viúvo” extraído do livro “A Vida como ela é”, de Nelson Rodrigues, e conta a história de um viúvo que, após ter perdido sua amada esposa, comunica à família que também quer morrer e ser enterrado junto à falecida. 

Porém, não antes de construir um mausoléu, onde os dois corpos, o dele e o da esposa, deverão repousar lado a lado. 
 
A família, inconformada, tenta a todo custo convencê-lo a desistir do suicídio, mas tem apenas o tempo da construção do mausoléu para fazê-lo. 

Enfim, encontra uma forma inescrupulosa, baseada em calúnias sobre a falecida, de evitar a tragédia. Mas o resultado disso tudo acaba sendo totalmente inesperado para todos. Adaptação da obra homônima de Nelson Rodrigues
 
Texto e direção: Paulo Palado
Trilha Sonora Original e Direção Musical: Lua Lafaiette
 
Elenco:
 

Sara Bentes
Sérgio Sá
Giovanna Maira
Manoel Lima
Paulo Palado
Bruno Righi

 

Produção Executiva: Luiz Mel
Consultoria: Paula França
Assistente de Produção: Fabiana Rocha
Direção de Produção: Lourdes Rocha
Realização: Caleidoscópio Comunicação e Cultura
Projeto realizado através da Lei Federal de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet

 

O Grande Viúvo

Local: Tucarena - Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes – São Paulo - SP
Informações: 3670-8455  
Capacidade: 150 lugares  
Bilheteria: a partir das 14h. 
Vendas: www.ingressorapido.com.br e 4003-1212
Datas: 13 de junho a 09 de agosto de 2012.
Horários: Quartas e quintas-feiras às 21h.
Preços: R$ 40,00  
Duração: 60 minutos  
Recomendação: 14 anos

Sabia mais no site do Teatro Cego

Lyon 2013: Terezinha Guilhermina conquista mais um ouro no mundial de atletismo paralímpico

Terezinha Guilhermina corre ao lado do guia
 
Terezinha Guilhermina, a cega mais rápida do planeta, garantiu o segundo ouro no Mundial de Atletismo de Lyon, desta vez na disputa dos 400m, T11. 

Depois de vencer nos 100m, T11, a mineira correu os 400m nesta quinta-feira, venceu e ainda bateu o recorde do campeonato, com 56s56. Terezinha dedicou sua medalha à amiga e também atleta Adriele de Moraes, única deficiente intelectual da delegação brasileira em Lyon. Terezinha, agora, é bicampeã mundial tanto nos 100m, quanto nos 400m.

“Sempre tento o suicídio nos 400m. Um dia, morro nesta distância”, brincou a brasileira, que terminou a prova passando mal. “Estou no último ano da faculdade de psicologia e bem ocupada. No ano que vem, me formo e será mais fácil treinar para os 400m”, afirmou.

Assim como ocorreu na disputa dos 100m, nos 400m Terezinha não teve dificuldades para vencer, liderando toda a prova. A mineira correu a distância de hoje com o guia Wendel Souza, já que seu instrutor original, Guilherme Santana, está com dores na perna e foi poupado para competir nos 200m, T11.

Além do ouro de Terezinha, o paulista Odair Santos garantiu a medalha dourada ao vencer a prova dos 1.500m, classe T11. O Brasil conquistou ainda duas pratas: com Alex Pires, nos 1.500m, T46 (4min6s4), e com Yeltsin Jacques, também nos 1.500m, mas na classe T12 (4min03s52). Leonardo Amâncio, F58, foi terceiro no arremesso de peso e ficou com o bronze. Campeão nos 100m e 200m, T43 (bi-amputado), Alan Fonteles correu a semifinal dos 400m, T43/44, e fez o melhor tempo (50s50), avançando à final, que será nesta sexta-feira, 26. “Não tenho o costume de treinar os 400m, mas se conseguir fazer a final em 49 segundos, ficarei muito feliz”, afirmou o paraense de Marabá.
 
A campeã mundial Terezinha Guilhermina é integrante do Time São Paulo, uma parceria do CPB com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com deficiência de São Paulo, que apoia 41 atletas de nove modalidades.

A participação do Brasil no Mundial de Atletismo é custeada por um convênio do Ministério do Esporte com o CPB.

O Brasil está em terceiro no quadro de medalhas, com 11 ouros, sete pratas e 11 bronzes.

25 de jul de 2013

Start-up israelense cria câmera que lê para deficientes visuais

Símbolo de pessoa com deficiência visual

A israelense Liat Negrin, deficiente visual desde a infância, entrou recentemente em uma mercearia, pegou uma lata de legumes e leu seu rótulo usando uma câmera simples e discreta acoplada aos seus óculos.

Negrin, que tem coloboma, má-formação de nascença que perfura a estrutura do olho e afeta cerca de uma em cada 10 mil pessoas, é funcionária da OrCam, start-up israelense que desenvolveu um sistema com câmera destinado a permitir que deficientes visuais se desloquem livremente e "leiam" com facilidade.

O aparelho da OrCam consiste em uma pequena câmera usada de forma semelhante ao Google Glass, conectada por um fino cabo a um computador portátil projetado para caber no bolso do usuário. 

O sistema fica preso com a ajuda de um pequeno ímã aos óculos do usuário e emprega um alto-falante de condução óssea para descrever em alto e bom som as palavras ou objetos apontados.

Para reconhecer um objeto ou texto, o usuário simplesmente aponta para ele com o dedo, e o aparelho interpreta a cena.

O sistema reconhece um conjunto pré-definido de objetos e permite que o usuário amplie seu acervo --incluindo, por exemplo, o texto de um rótulo ou outdoor, um semáforo ou uma placa de rua-- simplesmente acenando com a mão, ou com o próprio objeto, no campo de visão da câmera.

Até agora, assistentes de leitura para cegos e outros deficientes visuais eram aparelhos desajeitados, capazes de reconhecer textos só em ambientes restritos, ou, mais recentemente, aplicativos para smartphones, com capacidade limitada.

O sistema foi concebido para reconhecer e descrever textos em geral --de jornais a números de ônibus--, além de objetos tão diversos quanto marcos da paisagem, semáforos e rostos de amigos. Ele reconhece textos em inglês.

O aparelho é vendido no site da empresa por US$ 2.500, o preço de um aparelho auditivo mediano.

Ele é diferente de outras tecnologias desenvolvidas para permitir alguma forma de visão a cegos, como o sistema de retina artificial chamado Argus II, fabricado pela Second Sight Medical Products. 

Esse sistema, aprovado em fevereiro pela FDA (Administração de Alimentos e Drogas dos EUA), permite que sinais visuais contornem a retina danificada e sejam transmitidos para o cérebro.

O dispositivo da OrCam é ainda vastamente diferente do Google Glass, que também oferece uma câmera ao usuário, mas foi concebido para pessoas com visão normal e tem limitações em termos de reconhecimento visual e poder local de computação.

A OrCam foi criada há vários anos por Amnon Shashua, pesquisador e professor de ciência da computação na Universidade Hebraica. 

A tecnologia se baseia nos algoritmos de visão computadorizada que ele desenvolveu com outro docente, Shai Shalev-Shwartz, e com um ex-aluno dele na pós-graduação, Yonatan Wexler.

O avanço é resultado da rápida melhora dos computadores, que agora podem ser carregados no bolso, e do algoritmo de visão computadorizada desenvolvido pelos cientistas. 

O sistema OrCam é representativo também das melhorias em sistemas de visão que empregam a inteligência artificial.

A técnica da OrCam, chamada Shareboost, se distingue pelo fato de que, à medida que cresce o número de objetos que ele precisa reconhecer, o sistema minimiza o poder de processamento adicional que é exigido.

"Os desafios são enormes", disse Wexler, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento da OrCam. "As pessoas que têm baixa visão vão continuar a ter baixa visão, mas queremos aproveitar a informática para ajudá-las."

Um dos principais desafios, segundo Shashua, é permitir um rápido reconhecimento óptico de caracteres sob condições de luz muito diversas e também sobre superfícies flexíveis.

"Os leitores ópticos profissionais de caracteres hoje funcionam muito bem quando a imagem é boa, mas temos desafios adicionais --precisamos ler o texto sobre superfícies flexíveis, como um jornal na mão", disse ele.

Embora o sistema possa ser utilizado por cegos, a OrCam planeja inicialmente vender o aparelho nos Estados Unidos a pessoas com deficiências visuais impossíveis de serem adequadamente corrigidas com o uso de óculos.

A OrCam disse que mundialmente há 342 milhões de adultos com deficiência visual significativa, sendo 52 milhões deles com renda de classe média.

Tomaso Poggio, cientista da computação no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), com quem Shashua estudou, ficou impressionado com o aparelho da OrCam. 

"O que é notável é que o aparelho aprende com o usuário a reconhecer um novo produto", disse ele. "Isso é mais complexo do que parece, e, como especialista, acho realmente impressionante."