30 de mai de 2015

Professor: Saiba como lidar com alunos com Transtornos do Espectro Autista (TEA)?

 




Além de dominar suas respectivas áreas do conhecimento e estarem sempre atualizados em relação às novas técnicas pedagógicas, uma das missões dos educadores é também lidar com as dificuldades de cada aluno e promover a inclusão dentro da sala de aula.


No entanto, mais do que os problemas comuns de relacionamento ou assimilação do conhecimento, existem situações que desafiam os educadores ao máximo. É o caso dos chamados Transtornos do Espectro Autista (TEA).


Os Transtornos do Espectro Autista são distúrbios neurológicos que afetam a comunicação e a socialização de pessoas em todo o mundo. Além do autismo clássico, doença que está incluída nesta categoria, há também o autismo de alto desempenho, antigamente chamado de síndrome de Asperger e Transtornos Globais do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.


Embora estejam todas classificadas no mesmo espectro, cada uma dessas doenças tem um nível de gravidade distinto.


No caso do autismo clássico, os portadores apresentam muita dificuldade para se expressar, ou não falam. Costumam fazer movimentos repetitivos e evitam ao máximo o contato com outras pessoas, alguns têm, de fato, deficiências mentais.


Já o autismo de alto desempenho apresenta outras características. Embora os pacientes diagnosticados também tenham alguns dos problemas do autismo clássico, são extremamente inteligentes e conseguem se comunicar com muito mais facilidade.


Já as crianças que apresentam Transtornos Globais do Desenvolvimento Sem Outra Especificação costumam ter um diagnóstico tardio, já que os sintomas não se encaixam exatamente em nenhuma das categorias.


Em geral, as crianças acabam desenvolvendo essas condições – que as acompanharão por toda a vida - até os 3 anos de idade e, a partir de então, devem receber os cuidados de uma equipe multidisciplinar, envolvendo médicos e psicólogos, além da família e, dependendo do caso, a escola. De qualquer forma, conhecer os sintomas e manifestações dos TEA é fundamental para que os alunos que sejam portadores dessas condições médicas sejam incluídos e consigam aproveitar ao máximo a experiência escolar.


Adaptar as aulas às necessidades desses estudantes é fundamental. Para ajudá-los a se preparar, é interessante disponibilizar um planejamento e um calendário com bastante antecedência e manter-se fiel a essa estrutura; fazer isso é útil, pois eles costumam ser muito ligados a regras e podem apresentar certa resistência às mudanças.


Outra boa dica é disponibilizar slides e outros recursos, assim, eles podem rever o conteúdo com calma, quantas vezes for preciso.


Dependendo do estudante, é possível que apresente pouca coordenação motora, por isso, escrever e prestar atenção na aula não é algo muito produtivo. Se o aluno preferir, é interessante que o autorize a gravar as aulas.


Uma medida que pode colaborar para que esses alunos tenham um bom desempenho é oferecer um pouco mais de tempo para a realização de provas e até mesmo um ambiente separado, que não apresente distrações. Assim, eles podem se concentrar melhor.



O feedback também é essencial para que eles se saiam bem. Por isso, construir uma relação de confiança com esses alunos é muito importante, sempre oferecendo ferramentas para que eles possam se aprimorar.


Nesse aspecto, os pacientes de TEA costumam se dedicar muito às suas áreas de interesse específico, além de serem detalhistas e observadores. Por isso, ao notar que um aluno tenha desenvolvido uma atenção especial em relação a determinado tópico, encoraje-o a descobrir mais sobre o assunto.


Por fim, esses alunos merecem todo o respeito e a consideração da turma. Em nenhuma circunstância podem ser desrespeitados, por isso, a classe deve estar envolvida em um processo de inclusão e aceitação das diferenças.


Desenvolver uma parceria com a família e a orientação educacional da escola também será muito eficaz para acompanhar o progresso desses estudantes e, consequentemente, tornar o ambiente acadêmico mais positivo para todos.



Fonte: Universia Brasil


29 de mai de 2015

Centro Histórico impede tráfego de pessoas com deficiência em São Luís, MA



Considerada Patrimônio Cultural da Humanidade, a cidade de São Luís recebeu o título graças ao valor histórico do conjunto arquitetônico encontrado no bairro da Praia Grande. Mas essa riqueza não está sendo apreciada por todas as pessoas. 


As pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida enfrentam muitos problemas para se locomover no Centro Histórico. A falta de rampas de acesso aos prédios e calçadas é só um deles.


Pelo menos é o que diz a autônoma Maria de Jesus Rocha. Ela, que é cadeirante, trabalha nas proximidades e afirma que enfrenta uma verdadeira maratona para passar pelo o Centro Histórico. 


Além de ter que ser obrigada a subir e descer calçadas que não são adaptadas, ela ainda tem que caminhar entre buracos e as péssimas condições nas ruas e calçadas.


“É um raly de cadeira de rodas porque é complicado não só para o cadeirante, mas também para quem tem deficiência visual e auditiva. É muito complicado porque tem vários obstáculos”, relatou a cadeirante.


Os obstáculos dos cadeirantes ou de quem tem dificuldade de locomoção são antigos e já renderam até uma Ação Civil Pública. 


No entanto, não é só o cadeirante que enfrenta problemas. Os donos dos estabelecimentos também. Para tornar o lugar mais acessível e colocar uma rampa, por exemplo, só mesmo com a permissão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e tem que apresentar um projeto no órgão e só depois conseguir uma autorização para mudar alguma coisa.


O comerciante Francisco Rego não conseguiu e resolveu fazer por conta própria uma rampa, só pra não perder a clientela que tem algum tipo de deficiência. 


“Eu avisei e o Iphan não permitiu, mandou que eu tirasse. A Prefeitura mandou que eu colocasse e o Iphan mandou que eu tirasse e eu não tirei. Afinal de contas, aqui a gente não sabe quem obedece: se é o Iphan ou se é a Prefeitura, se é o Estado”, explicou.


Esses problemas são discutidos há anos entre as pessoas com deficiência e o poder público. Agora, o Ministério Público Federal no Maranhão está cobrando uma resposta do município de São Luís através de uma Ação Civil Pública para saber o que aconteceu com o plano de mobilidade e acessibilidade urbana para o centro de São Luís.


A especialista em Acessibilidade Cultural pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ufrj), Alessandra Pajama, afirma que o debate em torno desse assunto já dura desde o ano de 2010. 


“Desde 2010 que houve um Termo de Ajustamento de Conduta que a gente aguarda que tenha um desfecho. Pessoas com baixa mobilidade, que não tem nenhum tipo de deficiência já tem aquela dificuldade de mobilidade por conta das pedras, que é histórico e a gente respeita isso, mas o que a gente quer garantir é o Patrimônio da Humanidade com a humanidade fazendo parte desse patrimônio também. Eu acho importante que a gente tenha esse pensamento inclusivo. Apesar da gente não gostar muito da inclusão. A gente quer é acesso”.


O Iphan, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), vai adaptar 22 casarões e alguns espaços públicos para pessoas com deficiência. Nos prédios vão ter elevadores, rampas, piso tátio e barras de apoio. 


A Superintendente do Iphan no Maranhão, Kátia Bogéa, afirma que as pessoas com pouca mobilidade serão atendidas, contudo tendo cuidado com o acervo arquitetônico do Centro Histórico de São Luís.


“Dentro do PAC das Cidades Históricas o Iphan já teve essa preocupação. Aliás, não é preocupação, é obrigação porque está na legislação de contratar todos os projetos, dos equipamentos culturais, espaços urbanos que nós estamos intervindo com o programa de acessibilidade. Claro que em alguns momentos a gente tem certas restrições, certos limites. Temos que atender a acessibilidade, mas também temos que olhar para a questão da originalidade do monumento em questão, mas sempre adaptando”, esclareceu.



Fonte: G1  / Vida Mais Livre



Pessoas cegas pedem informação em braile em terminal de ônibus em SP

Foto de um ponto de ônibus com piso tátil


O terminal de ônibus de Itapetininga (SP), localizado no Centro, tem piso tátil, utilizado como guia para pessoas com deficiência visual, porém, falha na falta de um cronograma de ônibus com informações em braile, reclama Wesley Gamaliel, que tem deficiência visual e é presidente do Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência.


De acordo com Gamaliel, com a falta de informações as pessoas com deficiência precisam da ajuda de outros usuários para poder pegar o transporte público. 


“A acessibilidade tem que ser universal. Então, a partir do momento que tenho o piso tátil, mas não tenho a informação braile, para saber qual ônibus pegar no ponto, não é acessibilidade. Acessibilidade é a gente dar autonomia para a pessoa com deficiência, seja intelectual, visual, física, ou auditiva, a fazer o máximo que puder com independência.”


A Prefeitura e a empresa responsável pelo transporte público na cidade, Rosa Turismo, não responderam sobre a reclamação e sugestão do usuário com deficiência até a tarde desta quinta-feira (28).


No município há outras reclamações sobre falta de acessibilidade. O atleta de goalball e deficiente visual, Rafael Tavares, aponta que obstáculos atrapalham o tráfego pelas calçadas no Centro. 


“Podemos bater a cabeça, machucar o rosto e ferir os joelhos nos bancos. Quando não existe piso tátil os riscos aumentam ainda mais”, afirma.


Para a dona de casa Gisele Caprara, caminhar pela área central é um desafio, afinal, o local é cheio de carros e motos. A deficiente visual lembra que precisa de ouvidos atentos ao atravessar as ruas. 


“Nem sempre as pessoas estão prontas para ajudar e às vezes é preciso arriscar”, conta.


Desafios dos cadeirantes



Os deficientes físicos também têm muitas dificuldades pra poder circular pelas ruas centrais. 


As calçadas esburacadas atrapalham o caminho e muitas vezes a cadeira de rodas não passa. O mecânico Joaquim Pi ressalta também que as más condições das rampas tornam o trajeto ainda mais difícil. 


“A rampa precisa ser mais reta, senão acaba atrapalhando. Fico muito triste com isso porque a gente (deficientes) se sente isolado”, reclama.


A Prefeitura de Itapetininga informa que a Secretaria de Obras conta com nove fiscais que vistoriam se as calçadas estão de acordo com as leis municipais de acessibilidade, ou seja, a calçada não pode ter no sentido transversal degraus e rampas superior a 5%, deve ser revestida com material firme, estável e não escorregadio. A calçada deve obedecer o caimento das guias, diz ainda o Executivo.



Fonte: G1  / Vida Mais Livre



Projeto Revista Falada, da Fundação Dorina, ganha versão digital



A Fundação Dorina Nowill para Cegos divulga o lançamento oficial da nova versão da Revista Falada Fundação Dorina


A publicação segue um conceito pioneiro de publicação em áudio para o público com deficiência visual e existe desde 2007. Anteriormente, era distribuída em CDs aos leitores de todo o Brasil. 


A partir de agora, está disponível gratuitamente na internet, com novas edições publicadas todas as sextas-feiras.

 
A Revista Falada Fundação Dorina apresenta assuntos de todas as regiões do país relacionados à política, economia, sociedade e tecnologia, além de notícias sobre o universo da deficiência visual. 


O intuito é Informar para Incluir - promovendo às pessoas cegas ou com baixa visão o acesso à informação oferecendo bases para que elas exerçam seu papel de cidadãos. 


Em pesquisa recente realizada entre pessoas com deficiência visual de todo o Brasil, 69% delas citaram a internet como principal meio de comunicação onde buscam informações em seu dia-a-dia e com este novo canal a Fundação Dorina acredita que pessoas mais conscientes são pessoas mais aptas para lutar por seus direitos.


As editorias e temas abordados na revista semanal são: Fundação em Revista, com notícias sobre ações e projetos da Fundação Dorina; Fique Sabendo, com notícias sobre o mundo da deficiência visual; Cidadão em Ação, com informações para que a pessoa com deficiência visual lute pelos seus direitos e se aproprie deles; Você em Destaque, com mensagens dos leitores (tanto escritas quanto em áudio); Café no Estúdio, um espaço para entrevistas com pessoas ligadas ao mundo da deficiência visual; e Happy Hour, editoria de entretenimento com abordagens variadas e possui seis subeditorias que se intercalam.


A publicação pioneira surgiu como breves informes anexos à edição da Revista Veja Falada e, com a repercussão, em 2012, se tornou uma revista com vinhetas próprias e editorias diversas. 


O material era distribuído apenas em CD, com alcance limitado. Ao ser disponibilizada na plataforma digital todos aqueles que tiverem internet e interesse poderão acessá-la. 


A Revista Falada Fundação Dorina é um projeto patrocinado pela L'Occitane, parceira da insti tuição desde 2013, sempre com foco em produtos, livros e recursos em áudio.


O site do projeto foi desenvolvido pela Agência Espiral Interativa, agência responsável pelo portal Vida Mais Livre.






Neste final de semana, acontece a III Conferência Municipal da Pessoa com Deficiência

 


III Conferência Municipal da Pessoa com Deficiência 


Quando: Nos dias 30 e 31 de maio(neste final de semana)

 
Onde: na ETEC Parque da Juventude, no Carandiru. 


O tema do evento será 

“Os desafios na implementação da política da pessoa com deficiência: a transversalidade como radicalidade dos direitos humanos”


 O tema será debatido por meio de três eixos transversais:

 
EIXO I a) – Gênero e Deficiência.

EIXO I b) – Raça e Deficiência.

EIXO II – Órgãos Gestores e Instâncias de Participação Social. 

EIXO III – A interação entre os poderes e os entes federativos.

 
Todas as vagas já foram preenchidas. 


Para quem se inscreveu, é possível conferir a programação completa e informações do evento em http://bit.ly/1HXAd0Q

 
Haverá tradução para Libras e guia-intérprete para surdocegos


 

Aprenda a forma correta e segura de transportar crianças






FonteBlog da Saúde


EXERCÍCIOS PARA O CÉREBRO




Fonte:Meu Cérebro


'Música não tem a ver com visão', diz tecladista com deficiência visual

Foto da banda Eletronaipe; Luiz está à esquerda de óculos escuros


"Ouvir, sentir e conhecer". Assim o tecladista da banda Eletronaipe descreve a sua relação, um pouco diferente da maioria dos músicos, com seu instrumento.  


Sem enxergar desde o nascimento, Luiz Otávio foi seduzido pelos sons do teclado logo aos quatro anos e agora disputa com a sua banda mais uma fase do programa SuperStar.


Para ele, ser músico envolve muito mais sentimento do que técnica. "Acredito que a música não tem a ver com visão. Você toca primeiro porque sente e conhece o instrumento. A partitura você vai ler, mas aquilo que se ouve é o que determina se está tocando certo ou não. Acho que tocar tem a ver com ouvir, sentir e conhecer o instrumento", explica o tecladista.


A relação com os companheiros de banda não é afetada pela deficiência do tecladista. Dudu, companheiro do Eletronaipe, garante que o tratamento dado a Luiz é mérito do próprio. 


"Ele é um cara do bem e super querido, por isso ele tem um tratamento especial. Não é pela deficiência", garante Dudu. Luiz diz que pessoas como ele precisam apenas de auxílio: "Eu procuro não me diferenciar de ninguém", explica.


Com mais de 20 anos de carreira e uma passagem aos 11 anos pelo Domingão do Faustão ao lado de Alexandre Pires, Luiz Otávio tem pouca idade, mas muita bagagem, graças ao incentivo de sua mãe. 


"A música brotou na minha vida quando eu era criança. Minha mãe achou que eu tinha talento, me deu um teclado e a coisa começou a se desenvolver sozinha", conta.


Depois de três anos aprendendo a tocar de ouvido, Luiz Otávio ingressou em uma instituição especializada no ensino para pessoas com deficiência visual no Rio de Janeiro e os convites começaram a acontecer. 


Entre apresentações na igreja e na escola, o tecladista fez sua estreia nos palcos do bairro onde morava, Campo Grande no Rio de Janeiro, para uma plateia de 800 pessoas aos nove anos. "Foi uma emoção enorme!", pontua.



Fonte: GShow  /  Vida Mais Livre



Mães pagam facilitador para filho com deficiência em escola pública do Rio

Resultado de imagem para educação inclusiva


Mães de crianças com deficiência são obrigadas a pagar um "facilitador" para que seus filhos possam acompanhar as aulas em escolas da rede pública municipal do Rio de Janeiro. 


A denúncia foi feita por Sheila Velloso, que tenta, desde o começo do ano, matricular o filho Pedro, de 8 anos. Ela explica que o filho tem síndrome de Cornélia de Lange, uma doença neurológica rara, e precisa de acompanhamento constante, mas a escola pública em que ele foi matriculado, a Pedro Ernesto, na Lagoa, não oferece o serviço.


“Fiz a matrícula dele e me falaram que no momento não tinha ninguém para acompanhar o meu filho. Concordei que ele não podia ficar sem ninguém. A diretora me apresentou uma menina que estava chegando e era facilitadora de outra criança. Ela disse que ia todo dia com a criança, e que a mãe paga R$ 1 mil para ficar com ele, orientando. Voltei na regional e me falaram 'no momento não temos ninguém, se você conseguir alguém, ótimo, você traz aqui e a gente faz a fichinha'”.


Sheila conta que procurou a rede municipal depois de ter a matrícula negada em cinco escolas particulares e uma amiga elogiar o trabalho oferecido pelo município. Há cerca de um mês, ela resolveu dar visibilidade ao caso por meio de um abaixo-assinado virtual que já conta mais de 10 mil apoiadores.


“O que eu sei é que toda criança tem direito à escola, seja ela deficiente ou não. É o caso do meu filho. Ele é especial, ele precisa de uma orientadora ou facilitadora, e eu fiquei sabendo que na rede municipal tem isso; outras mães têm isso; então eu fui buscar, eu queria isso para o meu filho também. Se tem direito, vamos lá, tem que ter direito, então. O objetivo é conseguir a escola, não quero mais nada”, enfatizou ela.


Sheila explica que não existe associação no Brasil que reúna parentes de pessoas com síndrome de Cornélia de Lange, apenas grupos de apoio em redes sociais. 


A doença afeta o desenvolvimento físico e intelectual da criança. “Agora ele fica a semana toda dentro de casa, só faz terapia ocupacional e fono[audiologia], atividades paralelas, mas escola mesmo ele não está frequentando”, acrescentou.


Fundadora da organização não governamental Escola de Gente, que trabalha com inclusão, a jornalista e escritora Cláudia Werneck ressalta que é obrigação do município garantir acesso à escola para qualquer criança, já que o direito à educação é tão indisponível quanto o direito à vida.


“Toda criança tem direito à escola, e isso independe de como essas crianças são, se enxergam, se têm uma síndrome genética ou não. Não existe não aceitar uma criança. Nesse caso, a escola condicionou a aceitação da criança à mãe fazer desembolsos particulares de um facilitador, isso também é inconstitucional, a escola pública não pode cobrar nada da família dos estudantes”, ressaltou Cláudia.


A procuradora Regional da República Eugênia Gonzaga, do Ministério Público Federal em São Paulo, especialista em direitos de pessoa com deficiência, explica que os apoios necessários à inclusão de criança com deficiência fazem parte da obrigação do Estado com a educação.


Segundo ela, “é ilegal. Não tem previsão em lei isso, e já tem até uma nota técnica do Ministério da Educação falando que isso é irregular. A gente ouve falar isso há anos no Rio de Janeiro, e agora é que os pais começaram a denunciar. Fere o código do consumidor, fere o direito da criança, é uma discriminação indevida da criança com deficiência”.


De acordo com Eugênia, os pais devem documentar a exigência feita, para comprovar a irregularidade no Ministério Público. “Elas [mães] poderiam comprovar de alguma forma essa exigência da escola, porque às vezes a escola fala isso de boca, mas na hora de colocar no papel não [confirma]. 


Então, talvez provocar uma resposta por escrito da escola, para que conste essa prova de que a escola está fazendo exigência, e levar isso para o Ministério Público Estadual”, sugere.


A secretária Municipal de Educação, Helena Bomeny, garante que essa não é a prática da rede. “Eu não sei como chegou essa informação à mãe, porque isso não procede. Nós oferecemos um estagiário, voluntário, para ficar como mediador na sala de aula junto com o professor. Então, eu acho que é um grande mal entendido, porque não se pode cobrar nada”, destaca.


De acordo com ela, o caso de Pedro Velloso foi o primeiro que ela soube, e a rede tem mais de 1.500 estagiários e voluntários que fazem a mediação de crianças com deficiência nas escolas. 


“A gente pode entender que em uma determinada escola, como não havia um aluno incluído, na hora não tem [mediador]. Então, a coordenadoria, junto com o Instituto Helena Antipoff, faz o remanejamento profissional para que a escola passe a ter o mediador. Às vezes demora um dia, dois, três dias, porque a escola não tem e vai passar a ter essa necessidade”, disse ela.


A secretária explica que todas as coordenadorias regionais de Educação têm equipes do instituto, que é uma referência nacional em deficiência e altas habilidades, e que todos os casos de inclusão de criança com deficiência devem ser analisados por especialistas.


“Quando a gente faz a matrícula de qualquer aluno com deficiência é importantíssimo que o instituto esteja presente, porque junto com os pais é que eles vão decidir onde o aluno deve ficar melhor, se numa classe especial, numa sala especial ou se vai ser incluído. A gente sempre tentar incluir o aluno, porque ele evolui muito melhor”, acrescentou.


Sheila Velloso relata que só soube do Instituto Helena Antipoff na última segunda-feira (25), quando ligaram para ela marcando reunião para o dia (28).
 


Fonte: EBC  /  Vida Mais Livre



Maioria dos pais não adota criança com deficiência



A adoção de crianças com deficiência é restrita por grande número de famílias. De acordo com a assistente social da Laramara - instituição especializada em deficiência visual e um centro de referência na América Latina no desenvolvimento e na pesquisa nesta área, Vera Pereira, o Cadastro de Adoção tem por objetivo de auxiliar os pretendentes à adoção, aproximando-os do adotado. 


Mesmo sendo grande o número de pessoas que fazem restrição, existe um grau de satisfação muito grande da família quando adota uma criança com deficiência. 


Muitas dessas família já têm filhos biológicos e o que se observa é a questão de fazer o bem a essas crianças. Para a assistente social, falta informação para as famílias candidatas à adoção de crianças com deficiência.
 
Quem quiser mais informações sobre adoção de crianças com deficiência, pode buscar a Laramara - Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual, que funciona em São Paulo, no bairro da Barra Funda, à Rua Conselheiro Lotero, 3318 e o telefone para contato é (11) 3660-6465 e o endereço eletrônico é laramara@laramara.org.br. O email é verapereira.ss@laramara.org.br.
 
Uma das medidas implementadas pelo governo para aproximar os dois grupos foi a aprovação da Lei 12.955/14, que estabelece prioridade de tramitação judicial aos processos de adoção envolvendo crianças ou adolescentes com deficiência ou doença crônica. 


Acompanhe esta entrevista no programa Revista Brasília sobre o assunto, com o jornalista Valter Lima, na Rádio Nacional de Brasília.





27 de mai de 2015

USP Ribeirão testa objeto menor que grão de arroz para combate a cegueira

 


Pesquisadores da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto (SP) evidenciaram a eficácia de um dispositivo mais fino do que um grão de arroz no tratamento de doenças como a retinopatia diabética, que pode levar à cegueira, por um custo quatro vezes menor do que implantes importados.


Desenvolvida pelo professor da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Armando da Silva Cunha Junior, a tecnologia é testada desde 2014 pela Faculdade de Medicina no campus da USP no interior de São Paulo.


Na primeira fase de testes, classificada como de segurança, a inovação foi aplicada em dez pacientes com oclusão da veia da retina, com hemorragias que afetam o fundo dos olhos e um inchaço na região central da retina, explica o médico e pesquisador Rodrigo Jorge. 


Os resultados mostraram vantagens em relação a outros métodos de combate a doenças vasculares da retina.


"Esse inchaço é o principal responsável pela piora da visão nesses casos. Uma das drogas que funcionam para diminuir o inchaço da retina é o corticoide, justamente a droga que é colocada nesse pequeno comprimido que implantamos na parte de trás do olho. Esse comprimido libera essa droga de forma lenta e contínua, em doses apropriadas para o problema", afirma.


No decorrer da pesquisa, Jorge constatou que, além de reduzir a inflamação da retina, a tecnologia melhorou a acuidade visual dos pacientes e os poupou de receber injeções mensais de outros medicamentos tradicionais. Também demonstrou ter menos efeitos colaterais.


"Esse estudo teve como objetivo principal mostrar que o implante não ia machucar o olho do paciente. Não teve nenhum efeito ruim para o olho desses dez pacientes que foram tratados."


O tratamento também se mostrou mais barato e duradouro em relação ao implante já existente e desenvolvido por um laboratório na Califórnia, nos EUA. 


"O custo do implante desenvolvido pela Universidade Federal de Minas Gerais é em torno de R$ 600 e o importado é de R$ 2,4 mil. O efeito do implante pode durar de quatro a seis meses. Ele libera lentamente a droga. Isso é muito melhor do que o que é feito atualmente, que é a injeção de outros fármacos, cujos efeitos duram em média de um a dois meses", diz.


A próxima etapa, segundo o médico responsável pela pesquisa, é ampliar o número de pacientes testados para até 60 e focar na redução do inchaço e na melhora da qualidade da visão. O andamento depende de uma autorização da Comissão Nacional de Ética e Pesquisa (Conep), em Brasília (DF).


Também são necessários investimentos, que podem partir da iniciativa pública e privada, explica Jorge. 


"Vamos tentar o recurso público, federal ou estadual, ou às vezes, por já ter sido testado em humanos, alguma empresa tenha interesse."



Fonte: G1



Nos EUA, cães são usados para vigiar crianças que sofrem de epilepsia



Organizações dos Estados Unidos têm doado cães a crianças com epilepsia, autismo e outras incapacidades para que sirvam de guarda dos pequenos e alertem aos familiares quando há ataques. 


A iniciativa é feita por várias entidades, que tentam evitar que as crianças fiquem reclusas devido aos problemas que sofrem.

 
Os animais permitem às crianças frequentar parques, escolas e restaurantes, ou seja, a ter uma vida normal. Eles são treinados principalmente para permanecer no quarto delas durante o sono e latir para familiares em caso de distúrbios que precisem ser medicados.


Alyssa Howes tinha quatro anos quando perdeu a vista e começou a ter ataques epiléticos, cerca de 20 por dia. Durante anos, a avó permanecia no quarto da menina à noite para vigiá-la. Mas quando a família recebeu o cão Flint, a vida deles mudou para melhor.

 
O cão ajudou Alyssa a ter um cotidiano mais digno na região de Los Angeles. 


“A vida não deveria ser tão complicada aos cinco anos”, disse o especialista em comportamento animal, Brandon McMillan, porta-voz da organização Magnolia Patas de Compaixão, que promove o encontro de crianças com cães.


“Peguem uma criança com uma incapacidade. Deem um cão a ela. O cachorro abre todo um mundo para esse garoto ou garota. É importante para sua vida”, disse ele.
 

No entanto, tudo tem seu preço. Uma das organizações, chamada de Quatro Patas, gasta cerca de US$ 22 mil para criar e treinar um cão. 


Por isso, eles pedem que a família receptora colete cerca de US$ 15 mil para ajudar no serviço. Além disso, as organizações afirmam que não há animais suficientes para atender os pedidos pelo país.


 Fonte: G1


"Pintar com a boca fez minha netinha aceitar sua deficiência", diz avó

Foto de Luisa pintando com a boca
Quem vê minha neta Luisa, de 4 anos, pela primeira vez fica impressionado. 


Ela nasceu com uma síndrome rara chamada artrogripose, que entorta as articulações e prejudica muito o movimento dos braços e pernas. Não dá pra não notar. 


Mas um minuto de conversa com ela é o suficiente para perceber como ela é uma criança alegre, inteligente e talentosa. 


Ela descobriu uma paixão pelos pincéis aos 2 anos e, desde então, nunca mais parou de pintar com a boca. 


Já teve até exposição! E você está enganado se acha que ela sofre por não ser como as outras crianças. Ela abraçou sua condição de tal forma que chega a dizer que, se pudesse escolher, preferiria continuar assim para não abrir mão do seu dom.


A Luisa é tão madura que até me espanto. Ela começou a ir à escola este ano e, como não pode andar, compramos uma cadeira de rodas rosa pra ela – que, por sinal, faz o maior sucesso com as amiguinhas, que até disputam para ver quem vai ajudá-la na cadeira rosa. 


Um dia, voltando da aula, ela perguntou se conseguiria andar quando crescesse. Nunca quis iludi-la e disse que não. Em vez de ficar triste, ela pensou um pouco e respondeu da seguinte maneira: 


“Vovó, eu não quero andar não. Quero ser assim, porque se andasse e minhas mãos fossem maiores, eu não seria uma grande artista”. Fiquei tão emocionada! 


A verdade é que a Luisa nunca foi uma criança triste apesar das limitações físicas. Lembro até hoje de quando a vi no berçário, após um pré-natal aparentemente normal e saudável. 


As perninhas dela formavam um “V” e as mãos, pequeninas, faziam ganchinhos. Quando bebê, ela era uma alegria só. Sou uma avó babona e não escondo! 


Quando minha nora Danielle e meu filho Jefferson se separam, cerca de um ano após o parto, continuei presente e passei a assumir cada vez mais responsabilidades. Não me importei porque os pais dela não tinham nem 20 anos e ficar com a Luisa era lazer pra mim. 


Eu estava presente quando a psicóloga do hospital de reabilitação colocou pincéis, tinta e papel na frente dela. A danada se arrastou com o quadril e abocanhou um pincel na hora. Foi incrível como ela driblou a falta de mobilidade. 


Desde então, comecei a reparar que ela gostava muito de desenhar e nunca deixei faltar lápis de cor, tinta e papel. Ela desenvolveu tamanha precisão de traço que até assina o nome com a boca!


Fizemos uma exposição dela e vendemos 40 quadros.


Minha neta é muito viva. Ela já falava algumas palavras em inglês antes de completar 2 anos, identificava números e sabia de cór o RG e CPF dela. Sempre assistiu desenhos educativos e sobre artesanato. 


A gente percebe a cabeça boa que ela tem pelos quadros que pinta. Ela ama cores vibrantes e quase não usa preto e marrom nos seus desenhos. Comentei isso com a psicóloga e ela disse que aquilo era sinal de que minha netinha é muito feliz!


A Luisa também é uma criança generosa. Sempre deu seus quadros como presentes aos colegas e parentes. Uma vez, um amigo da família sugeriu que vendêssemos as pinturas para custear os estudos da pequena lá na frente. 


Falei sobre isso com a Luisa e, durante um ano, ela pintou as telas da futura exposição. Foram 40 ao todo, que expus na varanda de casa com etiquetas de R$ 10 a R$ 25. 


Convidei amigos e divulguei no Facebook. Veio tanta gente que vendemos tudo por cerca de R$ 600 e recebemos até encomendas! Ah, a Luiza transbordou de orgulho. 


Investi o dinheiro para comprar mais material de pintura e vamos devagar com a ideia da poupança, mas esse dia fez com ela fortalecesse ainda mais sua autoestima. Ela é mesmo grande na vida e na arte! - ANTONIA IVANETE VIEIRA BEZERRA, 43 anos, cozinheira, Salvador, BA


Pintor afiliado ganha até bolsa!

 

Para incentivar artistas deficientes que pintam como a Luisa, foi fundada em 1956 a Associação dos Pintores com a Boca e os Pés (APBP). 


A organização internacional conta com cerca de 800 artistas, 50 deles brasileiros. Para entrar para a entidade, o portador da deficiência deve ter habilidade com a boca ou com os pés e encaminhar de seis a dez obras para avaliação de um júri técnico na Suíça, sede da APBP.


“Se for aprovado, o artista passa a receber uma bolsa mensal de 700 francos suíços, cerca de R$ 2.319, e passa a enviar uma obra à sede a cada três meses”, fala Luciana Muniz, gerente de marketing da associação em São Paulo. 


Todo ano são escolhidos trabalhos para os cartões de Natal. Se o artista tiver sua obra escolhida, ganha um valor extra. A bolsa é reavaliada para renovação a cada três anos.




  
 

SAIBA QUEM TEM DIREITO DE RECEBER ATENDIMENTOS ESPECIALIZADOS E ESPECÍFICOS NO ENEM 2015



Para se inscrever, o candidato deve, primeiramente, informar o número do seu CPF (Cadastro de Pessoa Física) e o seu RG na página principal. 


É importante guardar a senha de acesso ao portal e o número gerado ao final da inscrição. Além disso, o estudante precisa escolher a cidade do local de prova do Enem 2015.





FONTE : UNIVERSIA BRASIL


26 de mai de 2015

Labradores são usados em tratamento de crianças com deficiência em MT

 


Duas fêmeas da raça labrador têm feito a diferença no tratamento de crianças com deficiência no Centro Municipal de Atendimento Especializado e Apoio à Inclusão João Ribeiro Filho, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. 


O projeto é desenvolvido pelo 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros da capital.


Semanalmente, os cães participam da rotina da unidade com o objetivo de auxiliar no desenvolvimento das crianças. 


As visitas começaram há duas semanas, mas, segundo os profissionais, já tem apresentado resultado positivo. 


"Todos os funcionários elogiaram muito o projeto. As atividades aumentam a disciplina e a vontade de participar do grupo”, contou o responsável, Cláudio Alves Correia.


Ele contou a história de uma das crianças retraídas que perdeu o pai recentemente e que, com a chegada dos animais passou a fazer parte do grupo. 


“Depois da terapia com os cachorros, ela mudou completamente. Começou a participar das atividades, a se envolver, e isso é bom”, contou.


O centro especializado atende 380 crianças com deficiência mental, física e intelectual. Os cães acompanham todas as atividades diárias da unidade. 


"A ideia é que os animais estejam com as crianças durante todas as etapas. Eles vão com elas na fisioterapia, na sessão com o fonoaudiólogo e nas atividades com a pedagoga", explicou.


O capitão do Corpo de Bombeiros, Rafael Ribeiro Marcondes, é um dos idealizadores do projeto. Por acompanhar as crianças nas atividades diárias, o cão é como um facilitador. 


“É notória no mesmo dia da sessão. Tem crianças que são mais retraídas, ficam no cantinho, não querem participar, mas com a ajuda dos cães começam a participar”, afirmou.


Fonte: G1  /  Vida Mais Livre