29 de jan de 2016

Concurso distribui equipamentos para tornar bibliotecas acessíveis

Corredor de uma biblioteca com computadores e estantes


A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo promove concurso para selecionar projetos de bibliotecas públicas interessadas em receber equipamentos de tecnologia assistiva capazes de assegurar o acesso à leitura para pessoas com deficiência visual e motora.
 

Os interessados devem preencher os formulários presentes neste link e elaborar projeto destacando como pretendem ampliar a frequência de usuários com deficiência em sua unidade.
 

Os projetos serão selecionados por uma Comissão Julgadora e os vencedores receberão os equipamentos, além do treinamento necessário à sua utilização.
 

As bibliotecas podem candidatar-se a receber os dois tipos de kits de equipamentos distribuídos pela Secretaria: Kit Tipo 1 (computador, ampliador automático, scanner leitor de mesa, teclado ampliado, mouse estacionário, software de voz sintetizada para atuação com o software leitor de tela NVDA e computador); e Kit Tipo 2 (que inclui os itens do Kit Tipo 1 e acrescenta um display braile e impressora braile).

 
Todas as informações, propostas e os anexos podem ser acessados em http://bibliotecas.sedpcd.sp.gov.br e, após digitalizados e devidamente assinados, devem ser enviados para o e-mail biblioteca@sedpcd.sp.gov.br ou encaminhados via postal para o seguinte endereço:

 
Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo
Concurso Bibliotecas Acessíveis” 
 
 
Endereço:Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 – Portão 10
CEP 01156-001 – Barra Funda – São Paulo (SP)

 


Mais informações: (11) 5212.3705 / 3755 / 3741.

 
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Carnaval 2016: folia acessível vai incluir pessoas com deficiência auditiva



Os desfiles das escolas de samba de São Paulo no Sambódromo do Anhembi terão este ano uma novidade: a ação do “Samba com as Mãos – Inclusão da Pessoa com Deficiência Auditiva”, iniciativa inédita da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED) em parceria com a São Paulo Turismo (SPTuris, empresa municipal de turismo e eventos).


 

O projeto-piloto vai reunir um grupo com cerca de 30 pessoas – entre pessoas com deficiência auditiva, intérpretes da Língua Brasileira de Sinais - Libras e equipe de apoio – para prestigiar o Carnaval na passarela do samba paulistano. 


Eles serão divididos em quatro dias de desfile (5, 6, 7 e 12 de fevereiro) e terão disponível um espaço no Camarote Monumental, no setor B do Sambódromo.



 

Além disso, os 14 sambas-enredos das agremiações que pertencem ao Grupo Especial estão sendo traduzidos para língua de sinais pela equipe da Central de Interpretação de Libras da SMPED. 


Os vídeos serão divulgados nas redes sociais e TVs dos camarotes durante as apresentações de cada escola.
 


A secretária da pasta, Marianne Pinotti, destaca a importância dessa atividade inclusiva. 


“Se, em um primeiro momento, a acessibilidade arquitetônica da estrutura do Sambódromo do Anhembi já foi alcançada, agora a busca é por construirmos a consciência de que pessoas com deficiência auditiva também querem estar presentes nestes eventos significativos de São Paulo. E o Carnaval é uma das festas mais tradicionais da cidade, um universo totalmente novo para esse público”, disse.

 

A iniciativa também está sendo articulada com apoio da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, para visitas do grupo às quadras de cada comunidade antes das apresentações oficiais.


A programação dos desfiles no Sambódromo do Anhembi é a seguinte:
 


· 5 e 6 de fevereiro (sexta-feira e sábado): Grupo Especial

· 7 de fevereiro (domingo): Grupo de Acesso

· 12 de fevereiro (sexta-feira): Desfile das Campeãs


Mais informações sobre o Carnaval: Clique Aqui



Fonte: Vida Mais Livre

 

Oficina de Teatro Cego abre inscrição para curso gratuito de Interpretação Vocal e Interpretação Corporal



O Teatro Cego é um formato teatral inovador, onde todo o desenvolvimento da trama acontece em um local completamente escuro, fazendo com que os espectadores, sem poderem contar com a visão, tenham que se valer de todos os seus outros sentidos (olfato, tato, paladar e audição) para compreenderem o conteúdo da peça.


Neste formato, o espectador é colocado dentro do espaço cênico e a peça teatral acontece ao seu redor. Essa condição ímpar insere o público no universo dos deficientes visuais, que se utilizam desses quatro sentidos, somados à intuição, para compreenderem o mundo ao seu redor.



O primeiro espetáculo nesse formato chegou aos palcos em 2012. Era a peça 'O Grande Viúvo', baseada no texto homônimo de Nelson Rodrigues, um dos pilares da moderna literatura brasileira.


Em 2014, veio a segunda montagem, o espetáculo "Acorda, Amor!", uma peça que conta a história de quatro jovens envolvidos na luta pelo fim da ditadura no Brasil, no início dos anos 70.


Por se tratar de espetáculos que acontecem totalmente no escuro, a equipe (produção, elenco, técnicos) conta com vários deficientes visuais, cumprindo assim, também, um papel social, inserindo esses profissionais no mercado de trabalho e abrindo a possibilidade de uma forma de expressão artística que, até então, imaginava-se inviável para essas pessoas.


A Oficina de Teatro Cego A partir dessa experiência, que este ano completa seis anos de pesquisa e produção, surgiu o projeto "Oficina de Teatro Cego", com a finalidade de compartilhar o aprendizado e a pesquisa acumulados nesse tempo. 


As oficinas são direcionadas a pessoas com deficiência visual que queiram ingressar no mundo das artes cênicas. 


Além da formação de atores que poderão fazer parte dos elencos das atuais e das próximas montagens do Teatro Cego, o objetivo é criar um centro de pesquisas teatrais voltado exclusivamente para esse novo tipo de manifestação cênica. 


As oficinas contarão com duas turmas: 


  • Crianças entre 10 e 15 anos (aulas às quartas e quintas feiras, das 14h às 17h) 
  • Adolescentes maiores de 15 anos (aulas às terças e quintas feiras, das 9h às 12h) 

As aulas acontecerão no Espaço Cultural Caleidoscópio, na Rua da Gávea, 166 - Vila Maria. O início das aulas acontece em março e a oficina vai até dezembro. 


Este projeto conta com o patrocínio da empresa Eaton, através do ProAC - Programa de Ação Cultural da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e, por isso, acontece de forma completamente gratuita


Devido ao número restrito de vagas (25 vagas), haverá uma seleção prévia feita através de uma entrevista com horário marcado, que deve ser agendada pelo telefone 2207-0203


A Caleidoscópio Comunicação e Cultura é uma produtora que tem como objetivo principal, usar a arte e a cultura como ferramentas de transformação social. 


Fundada em 2003, tem em seu portfólio projetos como 'Os Sons da Paz' e "Os Novos Caminhos da Música', que reúnem a dança, o canto, a percussão e o circo em cursos gratuitos para a comunidade, unindo pessoas das diversas classes sociais em um espetáculo de música e cor, tendo a inclusão e a integração como base de suas realizações. 


Em 2010 a produtora estreou no Brasil o formato Teatro Cego.


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Oficina de Teatro Cego Curso gratuito de interpretação Teatral para pessoas com deficiência visual.  

 


Inscrições: Telefone: 11 2207-0203 (Falar com Fabiana) 9h30 às 17h30 E-mail: fabiana@caleidocultura.com.br

Duração do Curso: Março a Dezembro de 2016

Hórario das Aulas Turma 1 (Maiores de 15 anos) Terça-Feira 9h às 12h Interpretação Vocal Quinta-Feira 9h às 12h Interpretação Corporal

                         Turma 2 (10 anos a 15 anos) Quarta-Feira 14h às 17h Interpretação Vocal Quinta-Feira 14h às 17h Interpretação Corporal 




Ouça o áudio e saiba mais sobre o projeto: Clique Aqui


Para auxiliar na divulgação, faça o download do material necessário:Clique Aqui




28 de jan de 2016

SUS incorpora remédio para comportamento agressivo em adultos com autismo

 



A Portaria do Ministério da Saúde publicada no dia (18) no Diário Oficial da União incorpora o uso da risperidona no tratamento de comportamento agressivo em adultos com transtorno do espectro do autismo no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).


Em 2014, a pasta já havia anunciado a incorporação do remédio para tratar sintomas de autismo em crianças. 


A distribuição da droga, nesse caso, começou no ano passado. O medicamento também já é utilizado na rede pública para outros fins, como no tratamento de transtorno bipolar.


De acordo com a pasta, o autismo aparece nos primeiros anos de vida. Apesar de não ter cura, técnicas, terapias e medicamentos, como a risperidona, podem proporcionar qualidade de vida para os pacientes e suas famílias.


A estimativa da Organização Mundial da Saúde é que 70 milhões de pessoas no mundo tenham a síndrome. No Brasil, o número é próximo de 2 milhões de pessoas.


A inclusão de medicamentos no SUS obedece a regras da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias, que exige comprovação da eficácia, do custo-efetividade e da segurança do produto por meio de evidência clínica consolidada.


Após a incorporação, o remédio pode levar até 180 dias para ficar disponível ao paciente.


Fonte: UOL



Lego cria primeiro boneco em cadeira de rodas



O primeiro boneco Lego usuário de cadeira de rodas foi divulgado pela empresa durante a tradicional Feira do Brinquedo de Nuremberg, na Alemanha. 


O blog Promobricks divulgou a imagem em primeira mão, junto com a nova coleção da marca. 


A ação vem após uma petição que contou com mais de 20 mil assinaturas para que empresa dos bloquinhos incluísse uma diversidade maior em seus brinquedos.


Em dezembro, a cofundadora da Lego, Rebecca Atkinson, disse que a organização continuava excluindo mais de 150 milhões de crianças com deficiência por "falhar em representá-las em seus produtos". 


Entre as mais de quatro milhões de peças da marca, nenhuma trazia pessoas com deficiência. 


"Isso é sobre mudar perspectivas culturais. É sobre marcas como a Lego usarem seu poder de influência para um efeito positivo", afirma Rebecca.


A empresa incialmente mostrou-se resistente e argumentou que "a beleza do sistema Lego é que as crianças podem escolher como usar as peças que oferecemos para criarem suas próprias histórias". 


A declaração gerou uma campanha online, a #ToyLikeMe (Brinquedo como eu, em traduação livre). 


Após a apresentação do novo boneco, os organizadores do motim comemoraram: "temos genuínas lágrimas de felicidade agora... Lego acabou de revolucionar nosso mundo de brinquedos de montar!".






27 de jan de 2016

Surdez unilateral deve ser reconhecida como deficiência, reafirma TST

 


A surdez, independentemente de sua abrangência (bilateral, parcial ou total), desde que a partir de 41 decibéis, deve ser considerada em concursos públicos como critério para disputa das vagas destinadas a pessoas com deficiência. 


O entendimento, unânime, é do Órgão Especial do Tribunal Superior do Trabalho.


Com base no Decreto 3.298/99 e na Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, o colegiado determinou a reinserção do autor da ação, que tem surdez unilateral, na lista de candidatos com deficiência aprovados em concurso público do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (SC).


Classificado em nono lugar nas vagas destinadas a pessoas com deficiência para o cargo de técnico judiciário, o candidato havia sido eliminado e impedido de tomar posse porque o TRT-12 não reconhecia a surdez unilateral como deficiência.


O laudo da junta médica do concurso confirmou que o candidato tinha perda auditiva neurossensorial de grau profundo à direita (surdez unilateral), mas a corte decidiu que a condição não se enquadrava nas hipóteses do artigo do Decreto 3298/99, que regulamenta a política nacional para a integração da pessoa portadora de deficiência.


O candidato entrou com mandado de segurança contra sua exclusão, mas seu pedido foi negado. 


Segundo a corte, nenhuma deformidade apresentada por ele comprovou que sua deficiência dificultava a inserção social, como exige a legislação.


No recurso ao TST, o candidato insistiu que sua eliminação foi ilegal e reafirmou que sua deficiência foi confirmada por laudo da junta médica do concurso. 


A ministra Maria Cristina Peduzzi, relatora do recurso, concordou com o autor da ação. Ela destacou que a decisão do TRT-12 contrariou jurisprudência já consolidada no TST sobre a matéria.


Segundo a ministra, o TST tem reconhecido o direito de os candidatos com perda auditiva unilateral concorrerem às vagas destinadas às pessoas com deficiência em concurso público. 




"Me empurra que eu ando" traz inclusão para o carnaval




O Carnaval de Niterói começa no sábado, dia 30/01, para os integrantes do bloco “Me Empurra que Eu Ando”. 


Com mais de 100 componentes, somados aos integrantes da bateria da Viradouro, que promete agitar o carnaval com um banho de inclusão. 


A concentração do bloco vai se reunir, às 17h, em frente à Clinica Topfisio, na esquina das ruas Ministro Otavio Kelly com Cinco de Julho, em Icaraí, de onde sairá dando a volta no quarteirão, agregando cadeirantes, muletantes, andantes e simpatizantes.


Já é o oitavo ano consecutivo de desfile do grupo, que tem como madrinha e criadora, a cadeirante de 51 anos, Ana Lúcia de Souza Macedo, paciente da clínica Top Físio. 


Fisioterapeutas, médicos e pacientes da clínica, movidos pelas limitações que algumas pessoas têm em participar do carnaval, deram continuidade à criação do bloco. 


O fisioterapeuta da clínica Top Físio, Fernando Mello, de 45 anos se juntou à dona do estabelecimento Viviane, e à paciente paraplégica, Ana Lúcia, dando nome ao grupo de “Me empurra que eu ando”, devido à necessidade que alguns cadeirantes têm em serem empurrados para se locomover. 


Vários sambas são compostos por outra paciente da clínica, que tem duas próteses, uma em cada joelho, dona Wanda.


No dia do desfile, o bloco reúne centenas de pessoas, incluindo deficientes de todos os tipos e simpatizantes. 


A jornalista e coordenadora da Divisão de Acessibilidade e Inclusão-Sensibiliza UFF, Lucília Machado, já fez hidroginástica na clínica e vai participar novamente do bloco. “


É uma coisa legal de se ver. As pessoas se misturam. Eles conseguem agregar pessoas da cidade, com ou sem deficiência. Já esta se tornando uma tradição em Niterói. 


O pessoal da clínica é muito entrosado e participativo. É uma experiência muito válida, porque é uma forma de inclusão social”, contou Lucília.





 

26 de jan de 2016

Com apoio da Funcap, empresa cearense desenvolve biblioteca acessível para cegos



O Brasil conta com cerca de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual. 


Segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 582 mil dentre essa estimativa são cegos. Porém, apenas 9% das bibliotecas públicas municipais  possuem conteúdo para esse público, seja livros em Braille, computadores adaptados ou audiobooks.


A Biblioteca Acessível é um projeto desenvolvido pela AED Tecnologia e é voltado para o público com deficiência visual. 


O projeto tem como propósito agregar conteúdo acessível aos usuários cegos tanto pelo áudio quanto pelo Braille, além de possibilitar o acesso democrático à leitura e ao conhecimento.


A ideia da Biblioteca Acessível surgiu de entrevistas e experiências com usuários cegos. 


As entrevistas mostraram diversas  barreiras que impossibilitam a leitura em Braille de forma cotidiana, como o uso excessivo do áudio no processo de leitura e aprendizado. Outra barreira são as poucas bibliotecas com acervo bibliográfico acessível, devido ao alto custo de produção.


O Portáctil foi o projeto que deu início à Biblioteca Acessível. Ele é uma plataforma de acessibilidade formada por: Tablet Android, Software para escrita e leitura, película de suporte à digitação e dispositivo portátil de leitura em Braille. 


Um pacote de 150 livros em formato próprio, no idioma português, compõe o acervo digital da Biblioteca. Entre os livros presentes estão 


A Carteira, de Machado de Assis, A escrava Isaura, de Bernardo Guimarães, e A Arte da Guerra, de Sun  Tzu.


De acordo Heyde Leão, sócio da AED Tecnologia, o Portáctil não tem intenção de substituir os outros meios de escrita e  leitura já existente para os deficientes visuais. 


“Quando a gente lida com conhecimento, cultura, informação e cidadania, você não pode prescindir de ter o dado ali na mão da pessoa certa”, afirma Heyde.


O desenvolvimento da Biblioteca Acessível está recebendo o apoio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento  científico e Tecnológico (Funcap) por meio do Programa de Apoio a Pesquisa em Empresas (PAPPE), pelo Edital 06/2013.


 



Pessoas com deficiência têm aulas gratuitas de natação em Uberlândia

 


Pessoas com deficiência física e mental podem aprender natação gratuitamente em Uberlândia. 


O serviço é oferecido pelo Corpo de Bombeiros por meio do programa Novos Horizontes e tem como objetivo principal promover e incentivar a interação interpessoal dos alunos, de forma que o deficiente melhore, gradativamente, sua autonomia, independência e autoestima. 


Desde a criação do programa, em 2009, cerca de 480 alunos já passaram pelas aulas. A nova turma inicia as aulas em fevereiro.


O curso, que tem duração de 12 meses, é ministrado por um sargento e dois soldados especializados. 


As turmas têm no máximo 20 alunos. O soldado Rodrigo Rodrigues de Carvalho e Souza, que trabalha no programa, contou que as aulas são realizadas em horários específicos, às terças e quintas-feiras. 


As turmas são divididas de acordo com as dificuldades motoras de cada grupo de alunos.


Souza disse ainda que os professores avaliam as limitações, dificuldades e as capacidades de cada pessoa. A partir daí, são escolhidas as melhores técnicas e atividades. O soldado explicou ainda que os benefícios são visíveis e positivos.


"Oferecemos uma natação adaptada de acordo com as limitações. Em alguns casos, o ensinamento é quase individual. Temos relatos de alunos e acompanhantes que ressaltam a melhora na qualidade de vida. Os alunos superaram seus próprios limites e se tonam amigos", disse.


Já sobre o aprendizado, Souza garantiu que este varia de pessoa a pessoa. Tem alunos que demoram dias para se adaptar a atividade, outros levam meses. 


"A presença do acompanhante é importante para o desenvolvimento e confiança do aluno", concluiu.

Aulas



O sargento do 5ª Batalhão do Corpo de Bombeiros de Uberlândia, Adelso Aguiar, explica que, além das aulas específicas são desenvolvidas noções de prevenção de afogamentos e acidentes. 


“O objetivo do nosso trabalho é oferecer a essas pessoas a possibilidade de um dia a dia mais ativo. Por meio da natação e dos exercícios adaptados, elas conquistam mais desenvoltura em pequenas atividades diárias. O resultado é a alegria dos nossos alunos, que não tem preço”, conta o sargento Aguiar.


Durante as aulas são praticadas a estimulação essencial - atividades que estimulam a adaptação do cérebro à capacidade de aprendizagem - a adequação ao espaço aquático e a psicomotricidade - que integra as funções motoras e psíquicas em consequência da maturidade do sistema nervoso. 


Também são realizados jogos educativos e há o estímulo à interação entre os alunos e suas famílias.

Depoimento



Para Márcia Lidiane, de 35 anos, a natação mudou a vida do seu filho Damião, de 14 anos. Ele tem paralisia cerebral e faz as aulas há seis meses.


"Ela contou que na primeira semana ficou muito apreensiva. Achei que ele não iria se adaptar. Mas os bombeiros ficaram admirados com o progresso do Damião. Agora, trocamos a fisioterapia pela natação, pois vejo que ele está mais bem humorado e com melhor equilíbrio”, comemorou a mãe.
 

Como se inscrever



Os interessados em fazer o curso podem procurar o 5ª Batalhão do Corpo de Bombeiros de Uberlândia e apresentar o xerox da carteira de identidade, CPF ou certidão de nascimento da criança e de seus responsáveis; atestado médico para a prática da atividade; laudo da avaliação médica da deficiência e duas fotos 3x4.






 

23 de jan de 2016

As doenças raras que deixaram de ser um mistério graças a projeto que desvenda genomas

 


Georgia Walburn-Green é um mistério para os médicos britânicos desde que nasceu, há quatro anos.


Ela tem lesões nos olhos e nos rins além de problemas de fala, mas os médicos não conseguiam explicar qual seria a causa de todos estes problemas.


Mas graças ao Projeto 100 mil Genomas, do governo britânico, foi possível identificar a misteriosa doença que afetava Georgia - era causada por uma anomalia específica em um gene.


Os pais de Georgia, Amanda e Matt Walburn-Green, afirmam que o dia em que finalmente receberam um diagnóstico foi o mais importante de suas vidas.


Os dois contaram à BBC que, quando a criança nasceu, tiveram apenas 20 minutos para "abraçá-la sem preocupações" antes que seu mundo "se transformasse de totalmente feliz para totalmente terrível".


Inicialmente os médicos pensaram que Georgia tinha água no cérebro, por causa do tamanho de sua cabeça.


Os médicos liberaram a criança provisoriamente, mas sabiam que algo não estava certo e não conseguiam identificar o que era.


Este foi o começo de mais de quatro anos de incertezas para a família.


"Foi muito difícil. Aceitei que ela estava doente. Você vai ao hospital e, ainda que possa ser horrível, sabe o que está passando e enfrenta. Nós não sabíamos se ela ia andar ou falar ou se teria uma expectativa de vida normal. Foi uma montanha-russa não saber o que vai acontecer depois, pois você está nesta jornada ao desconhecido e lentamente vai encontrando os problemas", disse Amanda.
 

Outro Filho


Os pais de Georgia afirmam que ela é uma criança feliz de quatro anos de idade, sociável, que ama os animais e que tem o dom de "conquistar as pessoas".


Mas ela não cresceu tão rápido como as outras crianças, tinha nódulos nos olhos que afetavam sua visão e seus rins não funcionam de forma adequada.


"E não sabemos se ela será capaz de falar. Ela nos entende e tenta desesperadamente (se comunicar), mas não consegue fazer os sons que quer", acrescentou a mãe de Georgia.


Os médicos suspeitavam que os problemas de Georgia eram causados por erros em seu DNA.


Por isso, Amanda e Matt Walburn-Green não queriam arriscar e ter outro filho que poderia nascer com o mesmo problema.

 

Projeto


O Projeto 100 mil Genomas - criado pelo governo da Grã-Bretanha - visa entender a genética do câncer e de doenças raras como a que afeta Georgia.


Os cientistas do Hospital Infantil Great Ormond Street realizaram o trabalho colossal de identificar a diferença entre todos os três bilhões de pares de bases do DNA de cada membro da família Walburn-Green - Georgia, Amanda e Matt -, para descobrir o que havia de errado.


Pouco antes do Natal os médicos disseram à família que tinham identificado uma anomalia em um gene chamado de KDM5b.


Apesar de esta descoberta não mudar o tratamento de Georgia, ela oferece esperanças da criação de uma terapia no futuro.


E também significa uma outra boa notícia para a família Walburn-Green: a mutação de Georgia apareceu de forma espontânea, não foi herdada dos pais e, por isso, eles poderão ter outro filho.

 

Novos tratamentos


Outras crianças estão se beneficiando do Projeto 100 mil Genomas, como é o caso de Jessica.


Como Georgia, Jessica foi submetida a vários exames, mas ninguém descobria qual era o problema da menina - que, entre outras sintomas, sofria de ataques epiléticos.


Ao analisar o DNA de Jessica e de seus pais, os médicos descobriram um erro, que causava a Síndrome de Deficiência de GLUT1.


A menina não consegue transportar açúcar para as células cerebrais, o que as deixa sem energia.


Uma dieta rica em gorduras deve dar ao cérebro de Jessica uma fonte alternativa de energia diminuindo a necessidade dos medicamentos para epilepsia.


"É realmente emocionante ver os resultados aparecendo e a diferença que podem fazer para estas famílias. Isto aumenta a confiança no projeto e mostra que a aplicação do sequenciamento de genoma pode cumprir com a promessa de mudar a forma de diagnosticar e tratar de pacientes no futuro", disse a professora Lyn Chitty, que lidera o projeto no Hospital Great Ormond Street.

 
E o projeto não se restringe apenas a crianças. Em fevereiro de 2015, foram diagnosticados os primeiros adultos também.



Fonte: BBC-Brasil

 


22 de jan de 2016

Comissão aprova padronização de calçadas para circulação de pessoas com deficiência


 

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 8331/15, do Senado, que padroniza as calçadas para facilitar a circulação em vias públicas de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.


Para cumprir esse objetivo, a proposta acrescenta à Lei da Acessibilidade (10.098/00) o conceito de “passeio público”, definido como a parte da via pública destinada à circulação de qualquer pessoa e à instalação de placas e equipamentos de infraestrutura.


O texto explicita também normas que devem ser respeitadas na construção ou no reparo desses locais.


Conforme o projeto, os materiais utilizados deverão ter superfície regular, firme e antiderrapante. 


As obras ainda devem prever a existência de faixas de piso tátil e observar requisitos de permeabilidade para drenagem urbana.


Além disso, a parte das calçadas destinada à circulação de pessoas possuirá largura mínima de 1,20 metros. Já a porção usada para instalação de placas e equipamentos terá largura mínima de 70 centímetros e trará rebaixamentos para acesso de veículos.


Nos trechos do passeio público formados pela junção de duas vias, serão asseguradas condições para passagem de pessoas com deficiência, bem como boa visibilidade e livre passagem para as faixas de travessia de pedestres.


A relatora na comissão, deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), recomendou a aprovação do texto. 


“O acesso ao espaço urbano deve ser irrestrito e igualitário. No entanto, a ocorrência de barreiras físicas de acessibilidade impede a movimentação de pessoas com deficiência e outras que possuem dificuldades de locomoção. Toda a população possui o direito de usufruir a cidade e, portanto, é preciso que se garanta a inclusão dessa parcela considerável dos cidadãos na vida urbana, com prerrogativa da adequada locomoção em áreas públicas. As cidades deveriam ser planejadas para as pessoas, as quais primordialmente caminham", disse ela.


O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda tem de ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.





 

Conheça o Portal Cegos Brasil



É com grande alegria que divido uma novidade para as pessoas com deficiência  visual é o Portal Cegos Brasil.


Uma nova plataforma de conteúdo e suporte de qualidade para pessoas com deficiência visual, visando trazer conteúdos dos mais diferentes tipos: Filmes em áudio, séries e seriados, animes, novelas, rádio novelas, downloads e muito mais! Com materiais de qualidade e de graça para todos.


O diferencial do Portal Cegos Brasil é que  além de oferecer uma enorme variedade de conteúdos, também oferecer suporte on line para diversos assuntos relacionados a informática como: instalação de programas, formatação de documentos, manutenção de computadores, etc.


Para acessar basta Clicar Aqui



Fonte: Espaço Eficiente 
 

 



Biblioteca do Memorial da América Latina disponibiliza audiolivros aos visitantes

 


Um projeto implantado na Biblioteca Latino-Americana Vitor Civita que fica no Memorial da América Latina, disponibiliza “livros falados”. 


Estruturado em 2012 e idealizado pelo funcionário da Biblioteca Carlos Alexandre Campos, o serviço é gratuito e voltado principalmente para deficientes visuais, pessoas com baixa escolaridade e idosos.


Dentre os títulos disponíveis estão nomes clássicos da literatura como Machado de Assís, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Dalton Trevisan, Gabriel Garcia Márquez e Mario Vargas Llosa.


Caso a obra desejada ainda não faça parte do acervo em áudio, o visitante pode fazer uma solicitação à biblioteca que o avisará quando o processo de conversão do livro for concluído. 


Os livros são digitalizados e convertidos por um programa sintetizador de voz.


Os audiolivros podem ser armazenados e levados para casa exclusivamente por deficientes visuais, desde que estes apresentem materiais adequados para a gravação.


A Biblioteca Latino-Americana é vinculada ao Centro Brasileiro de Estudos da América Latina – CBEAL e foi inaugurada em 18 de março de 1989.


O e-mail para quem desejar mais informações é carlos@fmal.com.br


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Biblioteca Latino-Americana Vitor Civita – Memorial da América Latina


Horário: Segunda a sexta feira, das 09h às 18h e sábados das 9h às 15h.

Endereço: Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Portões 1 e 5, Barra Funda

Entrada: Gratuita

Telefone: 11 3823-4731

Informações: http://www.memorial.org.br
 
 
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21 de jan de 2016

Marquês de Sapucaí terá audiodescrição de desfiles para pessoas com deficiência visual


 
O desfile das escolas de samba no Sambódromo da capital fluminense terá este ano sistema de audiodescrição para pessoas com deficiência visual. 


Na frisa do Setor 13, serão disponibilizados 50 fones de ouvido. Um narrador profissional, que ficará numa cabine, passará os detalhes dos desfiles aos participantes.


O serviço estará disponível em todos os dias de desfile do Grupo de Acesso e do Grupo Especial, entre 5 e 8 de fevereiro, e no Desfile das Campeãs, programado para o dia 13. 


A secretária municipal da Pessoa com Deficiência, Georgette Vidor, explicou que haverá descrição das alegorias, das fantasias, dos efeitos especiais e movimentos dos componentes das escolas.


“Os deficientes visuais não costumam ir muito aos desfiles, porque mesmo com uma pessoa do lado falando e com a música não é o mesmo que uma um técnico apresentando um roteiro para o entendimento do que a escola está apresentando. Assim haverá mais interesse por parte desse público e é o mínimo que podemos fazer para que os direitos das pessoas com deficiência sejam respeitados", disse ela, que pretende conversar com vereadores para transformar a iniciativa em projeto de lei.

Georgette adiantou que as fantasias que costumam ser deixadas na passaralela no final do desfile serão levadas por integrantes da secretaria ao Setor 13 para que os cegos possam sentir a textura e os adereços das roupas e máscaras.

Ingressos gratuitos



Foram distribuídos 300 ingressos gratuitos por dia de desfile na frisa do Setor 13 para pessoas com deficiência que se inscreveram na prefeitura.


Deficiente visual há 25 anos, o psicólogo Helio Orrico se inscreveu e conseguiu ingresso para ir ao desfile de domingo (7) do Grupo Especial. Ele já desfilou três vezes na Sapucaí, mas nunca foi ao desfile na plateia devido à pouca acessibilidade.


“Não tinha motivação para assistir exatamente por conta da acessibilidade nesse contexto do que se perde em relação aos acontecimentos durante o desfile. A gente perde muitos detalhes quando escutamos apenas o samba-enredo, detalhes que dão o contexto do desfile. Mesmo que minha mulher me ajudasse descrevendo a festa, ficaria preocupado por ela não estar se divertindo. Acho esse serviço da audiodescrição fantástico.”, disse ele.


As entradas valem para os desfiles das Escolas de Samba do Grupo de Acesso e do Grupo Especial e para o Desfile das Campeãs, no sábado. Cada pessoa com deficiência terá direito a um acompanhante.