31 de out de 2013

Francês com esclerose é primeiro deficiente a saltar de paraquedas

Foto de Marc pulando de paraquedas

No último domingo, 27, um francês chamado Marc Kopp se tornou a primeira pessoa portadora de deficiência a saltar de paraquedas no Monte Everest, o cume mais alto da Terra. 


A conquista foi divulgada pela empresa Everest Skydive, que promoveu o passeio.


Kopp convive com esclerose múltipla progressiva primária desde 2001. O problema de saúde deixa seus músculos enfraquecidos, o que acaba gerando lesões no cérebro e na medula espinhal.


Ele explicou que os preparativos para o salto provocaram dores em todo o corpo. "Houve muitas vezes nos últimos dias em que pensei que não conseguiria realizar meu sonho", afirmou.

No salto duplo, Kopp pulou de um helicóptero que sobrevoava a montanha a 10 mil metros de altitude, acompanhado do amigo, o campeão de skydive Mario Gervasi. 


"Espero que minha iniciativa inspire outros que vivem com esta doença. Espero que muitos outros sigam os meus passos", declarou.

 
Fonte: O Povo



Professora de Itanhaém ensina braille e libras para alunos de 6 e 7 anos

Foto da professora Sara ensinando seus alunos


Para melhorar a comunicação entre entre crianças e pessoas com deficiência visual e auditiva, a professora Sara Rufino Mazzei criou o projeto de educação inclusiva "Leitura por todos os sentidos". 


O objetivo do projeto é ensinar braille e libras (Língua Brasileira de Sinais) para alunos do ensino fundamental da Escola Municipal Professora Silvia Regina Schiavon Marasca, em Itanhaém (a 114 km de São Paulo).


Atualmente, a professora trabalha com uma sala de 1º ano, com cerca de 30 crianças de 6 e 7 anos. Segundo a professora, o trabalho é realizado anualmente, desde 2010, durante os meses em que o calendário escolar está em vigor (fevereiro a novembro) e não se limita aos alunos do 1º ano.


"Já dei aula para o 4º ano com a inserção de libras e braille. Temos um dia na semana estabelecido para tal realização e nele trabalhamos a comunicação dentro da sistematização da leitura, escrita, reflexão sobre as línguas", explica.


A professora conta que utiliza as aulas de língua portuguesa, matemática, geografia, história, ciências e artes para adequar os conteúdos inclusos. "Eles [estudantes] aprendem a ler, escrever e refletir utilizando também o recurso das sensações para isso", explica.


Os resultados das atividades são percebidos na unidade de ensino e em casa, quando os alunos deixam a classe e as aulas não são uma obrigação.


"Além de estudantes [com deficiência física] em outras classes, nós temos uma funcionária que é deficiente auditiva e os meus alunos conversam com ela. Pedem para ir ao banheiro e tomar água apenas usando os sinais que aprenderam", afirma Sara.


"Um pai fez um relato sobre as atitudes do filho depois que ele começou a participar do projeto. A criança tinha medo de conversar com um deficiente visual porque não sabia como lidar, agora ele até ajuda", conta a professora.


Silvia de Lima Vasques, 27, percebeu mudanças no filho Kauê, 6, aluno do projeto. "Ele me ensinou músicas que aprendeu durante as aulas. É uma troca de experiência, uma vivência impossível de ser relatada. Estou constantemente em fase de aprendizado com o meu filho", diz emocionada.


Para Silvia, a educação inclusiva ajuda no crescimento do filho: "Esses dias ele me disse na língua de sinais 'mamãe te amo'. Eu sei que com esse conhecimento ele vai ser um adulto consciente, que sabe lidar com qualquer situação".


Lúcia Santos Pinto, 49, também percebeu diferenças no cotidiano do filho de 7 anos, Conrado Vinícius. "Meu filho tem um amigo de 22 anos que é cego. Eles se dão super bem, mas, antes desse projeto, o Conrado não sabia o que era um deficiente visual. No começo, ele mostrava o caderno da escola ao amigo deficiente, ele não tinha noção de que o amigo não estava enxergando".


As atividades ajudaram a aprimorar a comunicação entre os amigos. "Agora ele entende o que é um deficiente e até sabe como agir. Isso é muito bom. Percebi que mesmo muito novo ele já começa a se sensibilizar, já comenta sobre o braille em casa e tudo o que aprendeu na escola", diz a mãe.


O projeto venceu, na semana passada, o Proler (Programa Nacional de Incentivo à Leitura) da Baixada Santista, na categoria Professor. Sara acredita que a premiação é um reconhecimento do trabalho realizado em sala de aula. 


"Isso significa que estamos no caminho certo e as atividades promovidas com os alunos são importantes para o futuro deles".
 
Fonte: Uol






Santos tem 115 vagas de emprego para pessoas com deficiências

Foto com carteiras de trabalho


O Centro Público de Emprego de Santos, no litoral de São Paulo, tem 115 vagas para a função de teleoperador para pessoas com deficiências físicas, como amputadas, cadeirantes ou nanismo, entre outras.
 
Os interessados devem se dirigir ao Centro Público de Trabalho e Emprego, responsável pelo recrutamento. Já as entrevistas de seleção ocorrem na sede da empresa contratante. Os salários variam de R$ 678 a R$ 2.047, além de benefícios, e todos os postos são com registro em carteira profissional.
 
Ao todo, o centro dispõe de 806 vagas nesta semana. Entre elas, há 600 vagas para teleoperador, 50 para operador de linha de produção e 10 para balconista de farmácia.
 
O Centro Público funciona à rua João Pessoa, 300 (Centro Histórico) de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. 


Outra opção é o serviço itinerante da unidade nos departamentos de Administração Regional da Zona Noroeste, localizado na av. Nossa Senhora de Fátima, 456, sempre às quartas-feiras, e dos Morros, que fica na avenida Santista, 740, no Morro da Nova Cintra), às quintas-feiras, das 9h às 17h. É preciso apresentar carteira de trabalho, RG, CPF e PIS.
 
Fonte: G1



Família tenta conseguir vaga para autista há 16 anos na Apae de Garça

Foto da menina autista de Garça
Apesar de estar previsto em lei, há anos a mãe e a avó de uma jovem autista de Garça (SP) tentam uma vaga na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) da cidade para o tratamento. Sem solução, o tempo e a falta de resposta revelam o drama da família. 


Ambas vivem somente para cuidar de Jéssica Nogueira, de 18 anos. Autista, a disfunção foi descoberta quando ela tinha 2 anos. 


A avó conta que desde os primeiros dias de vida, a menina apresentava comportamento diferente dos outros bebês, mas o diagnóstico demorou a vir.


Jéssica vive em um universo que beira a escuridão. Ela cresceu atrás do portão de casa e desde a infância, nunca conseguiu se relacionar com outras crianças. E a luta da família para entender o problema e buscar tratamento é uma batalha que já dura 16 anos e que parece não ter fim. 


 “Ela não sai de casa porque temos medo de alguém fazer alguma maldade com ela. Se levamos no parquinho ou lanchonete as pessoas ficam olhando como se fosse um bicho. Já ouvimos até a frase ‘se é louca deixa presa’. Por isso nos fechamos com ela”, diz a mãe de Jéssica, Andréia Nogueira.


Após a descobrir que Jéssica tinha autismo, a avó passou a dedicar todo o tempo para cuidar da neta, o que incluíram muitas idas e vindas a Apae de Garça, mas nunca conseguiu matricular a menina. 


Segundo ela, a instituição alega não ter especialistas para atender o grau de autismo da jovem.  “As portas se fecham em todos os lugares que vamos. A Apae daqui diz que não possui gente especializada para cuidar dela. Por causa disso entrei até em depressão”, conta Ivone Nogueira.


Sem apoio, Ivone, com quem Jéssica sempre morou, vive uma rotina difícil para lidar com a disfunção da neta. Jéssica nunca chegou ao menos entrar em uma escola, passa o dia inteiro dentro de casa e quase sempre anda de um lado para o outro. 


Além disso, ela dorme pouco e pesa 110 quilos. Para cuidar da neta, a avó conta apenas com o benefício que a jovem recebe do governo, mais a aposentadoria da avó. São dois salários mínimos para pagar prestação da casa, comprar comida e os medicamentos de Jéssica.


Para que consigam voltar a trabalhar, a família tenta, por mais um ano, conseguir uma vaga na Apae. No entanto, Ivone sai da instituição com a mesma resposta. “Mais uma vez eles falaram que a Jéssica vai passar pela triagem e eu sei que eles não vão atender”, diz.


Sobre o caso, a Apae de Garça informou que foi oferecida assistência à Jéssica e que ela foi encaminhada várias vezes a entidade desde 1998, mas que a avó não compareceu mais e também não justificou a ausência. No último dia 21, novamente a avó compareceu pedindo uma vaga e foi orientada a aguardar contato para agendamento de triagem.


Em Marília a entidade "Espaço Potencial", parceira da Apae, pode atender a Jéssica na sexta-feira, às 13h30 para avaliação. Se aprovada ela poderá ter atendimento diário em meio período. 


Então, a família tem duas opções - ou aguardar a triagem e futura vaga em Garça ou na entidade de Marília. A prefeitura de Garça ofereceu transporte para a menina de casa até a Apae. Para Marília, a prefeitura só vai levar a jovem caso não haja atendimento no próprio município.


Já em Assis, o município faz um atendimento com excelência para pessoas com autismo. Profissionais de diversas áreas ajudam no desenvolvimento físico e intelectual dos deficientes. 


O projeto Fênix é destinado a pessoas da cidade que tenham a disfunção e é mantido pela Secretaria de Educação. Diariamente, um ônibus da prefeitura busca e leva os alunos em casa.


Já na chegada os estudantes são recepcionados pelos professores. Cada profissional fica responsável por um aluno.  As rotinas que cada estudante deve realizar no seu dia a dia ficam em um quadro. 


O estudante, por exemplo, pega uma foto de uma xícara de café e fica responsável pela tarefa de preparar o café.  O jovem Luiz Henrique ficou com essa responsabilidade. Com uma referência, ele verifica a quantidade de pó e açúcar que precisam ser colocados, prepara a água e coloca no fogo.


Toda a rotina é acompanhada de uma profissional e depois finalizada por outro estudante. “Percebemos que o aluno tem uma autonomia e realizamos a tarefa. No momento em que ele faz o café, ele está lidando com perigos como água quente e fogo. 


Quando eles conseguem realizar a rotina, temos a segurança que eles são capazes de lidar com a situação sem correr riscos”, diz a responsável pelo projeto, Viviane Del Massa. “Não existe uma idade pré-definida. 


O projeto é feito dentro de um plano individual e a partir do momento em que vemos que eles possuem as habilidades vamos repassando as rotinas. Se o café oferecer riscos, começamos pelo suco, que só mexe com água, ou seja, fazemos outras atividades até chegar nas mais complexas”, completa.
 
O autismo é considerado um transtorno. Na novela Amor à Vida a personagem Linda, vivida pela atriz Bruna Linzmeyer, tem autismo. Na ficção ela faz diversas atividades como caminhar na esteira e pintar para conseguir mais autonomia. 


Em Assis, os estudantes também fazem várias atividades como exercícios manuais e trabalho com a concentração. “Fazemos atividades para trabalhar com a coordenação motora. Todas são voltadas para o dia a dia como abrir uma torneira, uma pasta de dente ou pegar algo pequeno, por exemplo”, explica a pedagoga Valéria Dias.


A Unesp cede nove  estagiários que se revezam diariamente e ficam responsáveis pela brinquedoteca. 


O cadastro para a inclusão no projeto é feito pela Secretária de Educação e de acordo com o órgão, não existe uma fila de espera por vagas. Entre as atividades oferecidas, para aproveitar o dia de sol e calor o educador físico, monta um circuito onde e eles aprendem a ter equilíbrio e enfrentar os obstáculos que possam surgir.
 

“Nós colocamos placas em diversas posições para que eles possam melhorar o equilíbrio e posicionamento. Desta forma eles conseguem realizar rotinas do dia a dia, como, por exemplo, subir uma escada sem problemas”, ressalta Adelson Holmo Júnior.
 
Na atividade de caminhada são atendidos 17 estudantes com idades entre 3 e 30 anos. Seis deles frequentam a escola regular e vem ao projeto duas vezes por semana. Os outros onze vem para o projeto Fênix todos os dias. As turmas são separadas nos períodos da manha e a tarde.  


“Nós contamos com esse espaço com muito verde e ar puro. Para eles é bom porque eles se socializam, encontram pessoas que param e conversam. Para os alunos é importante visto que dentro do aspecto do autismo uma das dificuldades é a interação social”, completa a responsável pelo projeto.
 


Fonte: G1



Senado inicia segunda edição de pesquisa sobre a realidade da pessoa com deficiência

 O Senado Federal inicia, na próxima semana, a coleta de dados para a segunda edição da mais completa pesquisa de opinião já feita junto a pessoas com deficiência no Brasil. 

O trabalho conduzido pelo DataSenado, com a parceria do IBDD, vai ouvir pessoas em todo o país e colher opinião sobre temas como legislação, acessibilidade, transporte, mercado de trabalho, qualificação, benefício, educação, saúde e lazer. 

“Só uma base consistente de dados, obtida através de pesquisas com séries históricas robustas, possibilita o planejamento adequado de políticas públicas.” argumenta a superintendente adjunta do IBDD, Raphaela Athayde. Saiba mais.


 



Segundo pesquisa DataSenado e IBDD, os direitos da pessoa com deficiência não são respeitados:


pesquisa data senado


NÃO 77%

SIM 21%
NS/NR 2%



 

30 de out de 2013

A violência contra pessoas com deficiência está na mira do Governo do Estado de São Paulo

Grupo de pessoas formando o símbolo da acessibilidade

A partir desta sexta-feira (25/10), seis secretarias de Estado, Ministério Público e Defensoria começam a executar o Programa Estadual de Prevenção e Combate à Violência contra Pessoas com Deficiência
O objetivo é ampliar a notificação desses casos, capacitar agentes públicos, organizar uma rede de proteção e prevenção, além de oferecer atendimento a vítimas, familiares e agressores.


As 23 ações que integram o Programa foram definidas ao longo de cinco meses por especialistas e posteriormente submetidas a consulta pública. 


As 14h desta sexta-feira foi empossada a Comissão de Acompanhamento e Monitoramento, que indicará a forma e os prazos para que cada uma das ações entrem em vigor. 


A Comissão é coordenada pela  Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo e é formada por representantes das Secretarias Estaduais da Saúde, do Desenvolvimento Social, da Segurança Pública, da Educação, e da Justiça e da Defesa da Cidadania, além da Defensoria Pública e o Ministério Público do Estado de São Paulo.
 

Para a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella, é difícil combater um inimigo, triste ver a sociedade ainda vivendo questões como essa. 


“O Programa nos dá a oportunidade de refletir sobre esses eventos, sobre esses dados, ainda que haja a dificuldade que as vítimas têm para efetuar a denúncia. Além dos problemas de mobilidade, o que é significativo para pessoas com deficiência motora e visual, muitas vítimas enfrentam dificuldades para se fazer entender, como no caso dos surdos, pessoas com paralisia cerebral e deficiência intelectual”.
 


 A Secretária destacou, ainda, que este comportamento, que hoje mapeamos e medimos, talvez seja hoje menos frequente, mas com muito mais visibilidade. 


“Dentro desse processo, dentro dessa expectativa de avanços no processo civilizatório, entendemos a violência de uma maneira cada vez mais ampla e aquilo que era até permitido, socialmente aceito, hoje registramos como violência, seja física, seja pela negligência, sejam as diferentes formas como a violência aparece no nosso cotidiano”. E acrescenta: “Sabemos que a violência é uma condição quase que repetitiva entre pessoas, e que está sendo cada vez mais compreendida enquanto violência, e cada vez não se aceita mais nenhuma forma de violência. A sociedade realmente não aceita mais nenhuma forma de violência, nenhuma forma de submissão”, frisou.
 



Maus-tratos, apropriação de recursos financeiros, agressões físicas e abuso sexual são algumas das formas de violência a que estão submetidos diariamente milhares de brasileiros com algum tipo de deficiência. 


Só o Disque 100, canal de denúncias da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, registrou 702 notificações no Estado de São Paulo entre 2011 e 2013.
 



No Disque-Denúncia, serviço que coleta informações para a Secretaria de Segurança Pública 

 
paulista, com ênfase na capital e região metropolitana, foram comunicados 440 casos de violência contra esse público, apenas em 2012. Neste ano, de janeiro a junho, o mesmo serviço já havia recebido 211 denúncias.
 


Nos casos encaminhados pelo Disque 100 (que só reflete casos envolvendo o público adulto), o tipo de violência mais recorrente foi a negligência, somando 32% das denúncias. Em segundo lugar, com 29%, os casos de violência psicológica. 


A seguir, com 20% e 12%, respectivamente, a agressão física e a apropriação indébita de recursos financeiros. O abuso sexual representa 4% do total.
 


Uma breve análise do perfil do agressor revela forte semelhança com os casos em que as vítimas são crianças ou idosos. Em 72% dos casos, o agressor também pertence à família da pessoa com deficiência e em 14% trata-se de violência em atendimentos em órgãos públicos, empresas e entidades privadas. Apenas 11% das agressões são praticadas por pessoas físicas que não tem relação com a vítima, incluídos aí os casos de bullying.
 



Entre os casos recebidos via Disque-Denúncia, de janeiro a junho de 2013, 40% envolvem vítimas mulheres, 40% homens e 19% envolvem crianças e adolescentes com deficiência.
 



Para aperfeiçoar o sistema de notificação sobre violência e aumentar os canais de denúncia, uma das propostas é inserir campos, nos boletins de ocorrência policiais (B.O.) e em serviços como o 190, indicando se a vítima tem algum tipo de deficiência. O mesmo poderia ocorrer nos registros escolares, prontuários de prontos-socorros e da assistência social.
 



Na área da capacitação, a meta é informar e treinar cerca de 20 mil servidores públicos sobre o que é deficiência, como identificar os casos de violência e qual encaminhamento deve ser feito. 


A formação será realizada à distância ou presencialmente para grupos de multiplicadores das Secretarias de Segurança Pública, Justiça e Cidadania, Saúde, Educação e Assistência Social. Estão previstos ainda cursos de Língua Brasileira de Sinais (Libras) e a definição de protocolos de atendimento em cada uma dessas áreas.
 
O eixo da prevenção e do atendimento inclui campanhas de conscientização, a oferta de apoio psicológico e o encaminhamento de vítimas, familiares e até de agressores a cursos profissionalizantes ou programas de geração de renda. 


“Este olhar diferenciado é necessário porque, muitas vezes, o episódio de agressão decorre do estresse do cuidador e da situação financeira da família, agravada pelo afastamento desse cuidador do mercado de trabalho para dedicar-se integralmente a aquele membro da família”, destaca a Secretária. 

 




Direito do Idoso !!!

 


Você Sabia?


Estudantes do Recife criam aplicativo para ajudar na acessibilidade

Foto de tecla de computador com símbolo da acessibilidade
Estudantes da Escola Técnica Estadual Professor Agamenon Magalhães (Etepam), no Recife, desenvolveram um aplicativo para celular que pode ajudar pessoas com deficiência física a circular melhor pelas ruas das cidades. 


Por enquanto, o programa ainda está em fase de teste, mas a expectativa é que se torne um grande aliado para os cadeirantes.
 
Os estudantes usaram mapas disponíveis na internet como base para o aplicativo. Visitando o Bairro do Recife, na área central da capital,  anotaram como são os acessos aos principais pontos turísticos da região mais antiga da cidade, juntaram as informações e criaram o aplicativo.
 
O ponto de partida de todas as rotas é a Praça do Marco Zero. Um dos integrantes da Associação de Deficientes Físicos de Pernambuco, Edmilson Silva, testou o aplicativo indo do local de fundação da cidade até a Torre Malakoff. 


O percurso indicado na tela é o que oferece mais segurança às pessoas que usam cadeiras de rodas. Após 400 metros, ele chegou ao destino. 


“É uma experiência boa, que está contribuindo para colocar a acessibildiade em prática. Facilitou o percurso, porque você pode encontrar rampas, rebaixamento de piso. É interessante para quem usa cadeira de rodas", disse.


O programa ainda está em fase de ajustes, mas em breve os estudantes pretendem colocá-lo na internet para qualquer pessoa usar.


“A estimativa é terminar esse ano, junto a uma rede social, para que os usuários possam comentar o aplicativo entre si e melhorar a acessibilidade", relatou o estudante Valdemir Lopes, um dos idealizadores do aplicativo.
 


Fonte: G1




Acessibilidade para pessoas com deficiência chega à biblioteca da Unesp em Marília

Foto de aluna na biblioteca utilizando os recursos acessíveis


A biblioteca da Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da Unesp em Marília (SP) está com diversos equipamentos especiais que que possibilita o atendimento e o acesso às informações para pessoas com deficiência.
 
O acesso a toda informação presente na biblioteca será possível por meio de "scanners de voz", softwares leitores de tela, lupa eletrônica, impressora braile e outros equipamentos, bem como o treinamento adequado da equipe, que recebeu capacitação voltada para o atendimento. 


Na Unesp de Marília, essa capacitação foi realizada em parceira com o Departamento de Educação Especial da Unidade.
 
O serviço é destinado às pessoas com deficiência. Os usuários, uma vez cadastrados no sistema da biblioteca e comprovando a deficiência, poderão utilizar os equipamentos específicos para manejo e leitura de documentos. 


“A biblioteca não possuía esse tipo de equipamento. Hoje vemos o usuário com deficiência como cegos e deficientes vindo até aqui para recuperar a informação”, diz a diretora da biblioteca Vânia Fantini.
 
Também poderão fazer uso de uma senha pessoal e intransferível para acessar obras em uma Biblioteca Digital Acessível (BDA) que está em fase de estudo de implantação. 


O local passou por reforma e conta com sinalização e mapa especial. A biblioteca da Unesp está localizada na Avenida Hygino Muzzi Filho, 737 e mais informações podem ser obtidas pelo telefone (14) 3402-1334/1335.
 
Fonte: G1



HSBC terá de reintegrar bancário com deficiência dispensado sem contratação de outro

Foto com carteiras de trabalho
O HSBC Bank Brasil S. A. – Banco Múltiplo foi condenado a reintegrar um empregado com deficiência física que foi dispensado imotivadamente, sem a contratação de outro bancário nas mesmas condições, como exige o artigo 93, parágrafo 1º, da Lei 8213/91. 


O recurso do banco não foi conhecido pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho.


No recurso ao TST contra a decisão condenatória do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS), o banco sustentou que a lei apenas determina penalidade administrativa à empresa que não contrata outro empregado com deficiência, mas não prevê estabilidade ou garantia de emprego ao trabalhador com deficiência física.


Diferentemente, o relator do recurso, desembargador convocado João Pedro Silvestrin, afirmou que o dispositivo legal estabelece garantia indireta de emprego ao trabalhador com deficiência, uma vez que condiciona a sua dispensa à contratação de substituto que tenha condição semelhante. 


Segundo o relator, trata-se de "limitação ao direito potestativo de dispensa do trabalhador, de modo que, uma vez não cumprida a exigência legal, devida é a reintegração no emprego".


No caso, o bancário ocupava cargo que totalizava a quantidade de pessoas com deficiência física ou reabilitadas exigida pela lei. Assim, tem direito à reintegração, com o recebimento dos salários desde a sua dispensa. 


O relator esclareceu ainda que, de acordo com o Tribunal Regional, o HSBC não se desincumbiu de provar que empregava em seus quadros o número de empregados reabilitados exigidos por lei, como argumentou.


Com o não conhecimento do recurso, ficou mantida a decisão regional.  


29 de out de 2013

Empresas de TI descobrem potencial dos autistas

Foto de pais acompanhando seu filho autista mexendo no computador
Frankfurt - As empresas do setor de tecnologia da informação descobriram o enorme potencial de pessoas autistas, como o personagem imortalizado por Dustin Hoffman em "Rain Man" há 25 anos.


O fabricante alemão de software para empresas SAP decidiu em maio empregar nos próximos anos centenas de autistas para formá-las em testes de software e programação, e em setembro começou a seleção na cidade alemã de Walldorf.


A SAP já selecionou oito autistas para serem treinados nos próximos meses e que começarão a trabalhar em janeiro de 2014 na Alemanha.


Os autistas se destacam pela excepcional habilidade de buscar e reconhecer erros porque são pessoas muito perfeccionistas, ligadas em detalhes e podem ficar concentradas durante muitas horas.


Os autistas têm habilidades lógicas e analíticas muito desenvolvidas, assim como seriedade e tolerância zero aos erros.


A SAP quer que até 2020 1% dos 65 mil empregados da companhia sejam autistas, a mesma proporção de autistas em relação à população.


A diretora de Diversidade e Integração da empresa, Anka Wittenberg disse à Agência Efe que começaram em 2011 um projeto similar na Índia, onde trabalharam com autistas e comprovaram que o autismo e a tecnologia de informação se dão bem, especialmente em testes e controles de garantia de qualidade.


"Também nos demos conta que essa medida tem um efeito muito positivo em nossa cultura porque os autistas não entendem o sarcasmo, sempre dizem a verdade e se concentram muito bem em processos que se repetem", acrescentou Wittenberg.
 
Fonte: Exame


Estúdio Hybrido e Tagarellas Audiodescrição expõem resultado de oficinas de xilogravura com pessoas surdas, cegas ou com baixa visão


A exposição “O Som da Tinta”, promovida pelo Estúdio Hybrido em parceria com a Tagarellas Audiodescrição, apresenta os resultados das oficinas de xilogravura Luz da Tinta e Impressão dos Sentidos, propostas pela professora bilíngue (Português/Libras) Ana Cristina Meneghetti, e realizadas, respectivamente, com pessoas surdas e com deficiência visual entre 2012 e 2013. 


A mostra, com entrada franca, na Casa de Cultura Mario Quintana (Sala Radamés Gnatalli, 4º andar), em Porto Alegre/RS, e segue até 17 de novembro. Estarão expostas matrizes em mdf, impressões em papel e registros em vídeo das oficinas. 


Os vídeos contam com audiodescrição para o público cego ou com baixa visão e legendas para pessoas surdas ou com deficiência auditiva.


Está prevista para a manhã do dia 9 de novembro uma visita com audiodescrição ao vivo produzida pela Tagarellas especialmente para o público com deficiência visual. 


Os interessados em garantir uma vaga na visita guiada já podem enviar nome e telefone para tagarellasproducoes@gmail.com.


As oficinas, ministradas por Marcelo Monteiro, artista visual e fundador do Estúdio Hybrido, buscaram proporcionar aos participantes, mais do que o consumo de arte e cultura, o protagonismo em processos criativos. 


Desde a sua criação, há dois anos, o Estúdio Hybrido promove o diálogo entre as diversas linguagens artísticas para tornar a arte acessível a todos, independentemente de sua condição social, econômica ou física.

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Exposição “O Som da Tinta”.  


Visitação: 29/10  Até 17/11/2013

Horário:  segundas, a partir das 14, de terças a sextas, das 9h e sábados, domingos e feriados, das 12h; com encerramento sempre às 21h.
 
Local: Sala Radamés Ganatalli – 4º andar da Casa de Cultura Mario Quintana (Andradas, 736).

Entrada franca.

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Fonte: Rede Saci

Ribeirão Preto assina termo que implanta Residências Inclusivas para pessoas com Deficiência

 

A Prefeitura de Ribeirão Preto assinou, junto ao Governo Federal, por meio da Secretaria de Assistência Social, um termo que visa à implantação de duas Residências Inclusivas para pessoas com deficiência no município. 


Um Projeto de Lei do Executivo foi protocolado na quarta-feira (16), na Câmara Municipal, e deve ser votado nesta semana.

Ele prevê a autorização de abertura de crédito especial na Secretaria Municipal da Fazenda para a Secretaria de Assistência de Assistência Social. O repasse será do Governo Federal, por intermédio do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome.


As duas unidades, sendo uma feminina e uma masculina, com capacidade de atender até 10 pessoas por abrigo serão operacionalizadas e executadas por entidades do terceiro setor, com previsão de funcionamento para janeiro de 2014. O serviço de atendimento funcionará ininterruptamente (24 horas).


O público-alvo do Serviço de Acolhimento Institucional são jovens e adultos com deficiência, em situação de dependência, prioritariamente aqueles atendidos pelo Benefício de Prestação Continuada – BPC, que não dispõem de condições de autossustentabilidade ou de retaguarda familiar, ou que estejam em processo de desligamento de instituições de longa permanência. Crianças e adolescentes (de 0 a 18 anos incompletos) devem ser atendidas nos serviços de acolhimento destinadas a crianças e adolescentes.


Residência Inclusiva


Trata-se de uma unidade que oferta Serviço de Acolhimento Institucional, no âmbito da Proteção Social Especial de Alta Complexidade do SUAS – Sistema Único de Assistência Social, conforme estabelece a Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais.


As residências adaptadas, com estrutura física adequada, localizadas em áreas residenciais na comunidade, devem dispor de equipe especializada multiprofissional e metodologia adequada para prestar atendimento personalizado e qualificado, proporcionando cuidado e atenção às necessidades individuais e coletivas dos grupos. 


“O objetivo da residência é acolher e garantir proteção integral a jovens e adultos com deficiência em situação de risco pessoal e ou social”, afirmou a prefeita Dárcy Vera. “Já protocolamos o Projeto de Lei na Câmara para darmos andamento ao trabalho o quanto antes”, disse.


A secretária da Assistência Social, Maria Sodré, informou que a parceria para a implantação das Residências Inclusivas é em consonância com o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Plano Viver Sem Limites. 


“Este é mais um avanço para Ribeirão Preto”. A nossa expectativa é que as residências inclusivas comecem a funcionar em janeiro do ano que vem”, finalizou.




Idosos e pessoas com deficiência têm direito à entrega gratuita de medicamentos de uso contínuo no MS

Foto de uma balança, símbolo da justiça
Idosos e pessoas com deficiência, a partir da última quarta-feira (23/10), deverão se cadastrar nas Unidades de Saúde da Família para receber o medicamento de uso contínuo gratuitamente em suas residências. 


A lei sancionada foi apresentada pelo vereador Elizeu Dionizio (SDD) e pela vereadora Grazielle Machado (PR).
 
Para Elizeu, é uma vitória a sanção da lei. “Imagina quantas pessoas serão beneficiadas? Quantas pessoas poderão continuar seu tratamento médico com a garantia de receber seus medicamentos em suas casas? Estamos garantindo tanto para as pessoas com deficiência quanto aos idosos a priorização em seus tratamentos. O atendimento dessas pessoas que possuem sua autonomia reduzida é um dever, pois elas precisam desses medicamentos para dar continuidade ao tratamento de saúde”.
 
De acordo com a lei, fica instituída a obrigatoriedade de distribuição gratuita, em domicílio, de medicamentos de uso contínuo às pessoas com deficiência e idosos no Município de Campo Grande-MS.
 
Em caso de impossibilidade do usuário do medicamento comparecer à Unidade de Saúde da Família, o cadastramento poderá ser realizado por procurador, por instrumento particular de procuração, e no caso de incapazes, por representante legal.
 
A entrega do medicamento deverá ser realizada pela Secretaria de Saúde Pública, através dos Agentes Comunitários de Saúde, após cada prescrição médica, dentro do prazo estipulado para término do medicamento.
 
O Poder Executivo regulamentará a presente lei no prazo de 90 (noventa) dias após sua publicação.
 
Fonte: Horizonte MS



Tinta com chumbo causa 600 mil casos de deficiência em crianças

Foto com diversas latas de tinta
A presença de chumbo em tintas causa sérios danos à saúde das crianças, com 600 mil casos por ano de menores que sofrem deficiência intelectual após exposição ao tóxico. 


Segundo a Organização Mundial da Saúde, 99% das crianças afetadas vivem em países de rendas baixa e média. 


De Genebra, a diretora de Saúde Pública da OMS, Maria Neira, destacou à Rádio ONU as ações que precisam ser tomadas em nível global. 


"É um grave problema para muitos sistemas do corpo. A parte positiva é que a gente pode tomar medidas para redução a exposição ao chumbo e acabar com esse problema da saúde pública. 


Em muitos países do mundo, ainda se fabrica pintura para as paredes que contém chumbo. A iniciativa é para eliminar o conteúdo do chumbo nessa pintura."


Por ano, mais de 143 mil pessoas morrem pela contaminação com o chumbo. O metal é um dos 10 químicos de grande preocupação para a saúde pública, segundo a OMS. Além das mortes, o contato com o chumbo pode causar convulsões, coma, nanismo e abortos. 


O alerta da agência da ONU está sendo feito para marcar a Semana Internacional da Prevenção de Envenenamento por Chumbo.


O elemento pode ser encontrado em casas, brinquedos e móveis. Quando a pintura de uma parede descasca, por exemplo, o pó causado pela tinta com chumbo pode ser facilmente absorvido por crianças pequenas. 


A OMS destaca que muitos pequenos também colocam na boca brinquedos pintados com tinta com chumbo ou engolem pequenas lascas de tinta, já que o metal tem um gosto adocicado. Até o momento, 30 países já eliminaram o metal, mas a meta é que o número suba para 70 nações até 2015.
 
Fonte: Eco Agência


28 de out de 2013

Livros para alunos da educação especial auxiliam na formação profissional

Foto com diversos livros especiais
 

A Secretaria da Educação lançou, na última terça-feira (22), os livros “Diretrizes para a Educação Especial para o Trabalho”, “Diretrizes para a Cooperação Técnica entre as APAEs e a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo” e o “Projeto ASAS Quando a Cidadania vai Além do Direito à Educação”.


Os títulos são voltados à educação inclusiva na rede estadual de ensino que, atualmente, atende 14.380 mil pessoas com deficiência em 1746 salas de recursos presentes unidades de ensino. Ao todo, 16 especialidades são assistidas, entre elas, destacam-se a surdez severa e deficiência intelectual com o maior número de matriculados.


As publicações são de autoria da equipe técnica do Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado (CAPE) em parceria com a APAE


Segundo Maria Elizabete da Costa, coordenadora da Coordenadoria de Gestão da Educação Básica (CGEB), o objetivo das publicações é preparar os professores para estimular alunos deficientes a ingressarem no mercado de trabalho. 


“A maior preocupação da CGEB e da Secretaria da Educação é garantir uma visão contemporânea oferecendo a formação especial para o trabalho”, afirma.


A missão de encaminhar alunos das salas de recursos para o mercado é relatada no livro “Projeto ASAS Quando a Cidadania vai Além do Direito à Educação”. Na narrativa, são expostas as ações do projeto piloto desenvolvido nas Diretorias de Ensino Centro Sul e Oeste, que formou profissionalmente 71 alunos da rede estadual que atuam em empresas do segmento privado.  
 




Mais de 800 deficientes auditivos podem ficar sem escola em Vila Velha - ES

Foto com o símbolo da deficiência auditiva
Oitocentos alunos da Escola Estadual Oral e Auditiva Professora Alécia Ferreira Couto, localizada na Praia da Costa, em Vila Velha, no Espírito Santo, poderão ficar sem atendimento especializado. 


A denúncia foi feita nessa quarta-feira (23) pelo Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência na Câmara Municipal, diante da ameaça do prédio ser destinada à Superintendência Regional da Secretaria de Estado da Educação.
 
O representante do Conselho, José Carlos de Siqueira Júnior, informou já ter oferecido denúncia sobre o caso ao Ministério Público, à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), à Comissão de Educação da Assembleia Legislativa e ao governador Renato Casagrande. Ele alerta que sem o espaço os alunos poderão ficar impedidos de estudar.
 
“Oitocentos alunos correm o risco sério de serem atirados à exclusão social, cultural e educativa, por falta de atendimento especializado oferecido pela escola”, denunciou José Carlos.
 
Ele cobrou uma resposta imediata sobre o futuro da escola que sempre foi destinada ao ensino da linguagem de sinais (Libras) aos alunos com deficiência auditiva do município.
 
Para discutir a denúncia no âmbito da Câmara, o vereador Zé Nilton (PT), que promoveu uma Tribuna Livre com o representante do Conselho, agendou uma reunião para o próximo dia 29, às 18h30, no Palácio Anchieta e convidou o vice-governador Givaldo Vieira (PT) e o secretário de Educação, Klinger Barbosa Alves, para discutir soluções para o problema.
 
“Vamos cobrar do Estado a garantia de que as atividades de ensino da escola Alécia Couto tenham continuidade e que os alunos com deficiência auditiva de Vila Velha não sejam desamparados”, disse o vereador.
 
Segundo ele, existem outros locais, prédios e áreas disponíveis na cidade, muito mais adequadas para o governo do Estado abrigar a sede da Superintendência Regional da Sedu.
 
Os vereadores Arnaldinho Borgo (SDD), Anadelso Pereira (PTN), Duda da Barra (PP), Ricardo Chiabai (PPS) e Andinho Almeida (PMDB) também se manifestaram solidários a situação e criticaram a falta de sensibilidade das autoridades com os deficientes auditivos.
 
“Eu gostaria de saber qual o apoio que a Subsecretaria de Pessoas com Deficiência da Secretaria Municipal de Assistência Social tem dado a esses alunos. Eu, pelo menos, desconheço qualquer atividade que a pasta tenha promovido este ano em Vila Velha na defesa dos interesses dos 88 mil moradores da cidade que têm algum tipo de deficiência física. Isso é um absurdo”, disse o vice-presidente da Câmara, Andinho Almeida.
 



Deficientes físicos têm dificuldades para acesso a agências bancárias em Salvador

Foto com o símbolo da acessibilidade
Dados do Censo 2010 apontam que no Brasil, 45. 623 pessoas vivem com algum tipo de deficiência física. Desse total, 700 mil em Salvador


A questão da garantia da acessibilidade para os deficientes ou aqueles com mobilidade reduzida está na lei 10.098/2000 e regulamentada pelo decreto 5296/2004.  


No entanto, ainda é possível observar grande dificuldade para que esse público tenha seus direitos assegurados e respeitados. 
 
Em Salvador, uma das principais dificuldades enfrentada pelas pessoas com deficiência física é durante a utilização dos serviços das agências bancárias. 


Falta de equipamentos adaptados, despreparo de funcionários e demora no atendimento são alguns dos problemas mais comuns. A situação acontece também nas casas lotéricas.
 

Para constatar a atual realidade enfrentada por esse público, a equipe da Tribuna da Bahia percorreu algumas instituições financeiras, constatando que a maioria delas não oferece nenhum tipo de acesso para os deficientes. 


Em muitos locais, não há elevadores adaptados, balcão de caixa rebaixado, piso tátil, rampa de acessibilidade, corrimão nas dependências, assentos de uso preferencial e nenhum aviso informando linguagem em braile


Para dificultar ainda mais o acesso, as gerências de algumas instituições ficam situadas no 2ª e 3ª andar do edifício, o que dificulta o acesso principalmente de cadeirantes. Poucas oferecem elevadores adaptados, que estão quebrados e sem previsão de reforma.
 
A presidente da Associação Baiana de Deficientes Físicos (Abadef), Maria Luiza Câmara, que há mais de 30 anos luta pelos direitos dos deficientes, ressalta que o problema da falta de acessibilidade nas instituições financeiras é um total descaso e desrespeito para com as pessoas com deficiência, desde que existem leis e não são cumpridas.
 
Ela conta que já passou e continua passando por vários constrangimentos nas agências bancárias por falta de acessibilidade. Segundo Luiza, as dificuldades começam desde a entrada da agência, sendo que a chave da porta de acesso para cadeirantes nunca está acessível. 


“Não há balcão rebaixado nos caixas para cadeirantes. Na hora de colocar a senha para realizar qualquer procedimento, somos obrigados a gritar, para só assim os atendentes escutarem. Por não ter seus direitos respeitados, a pessoa com deficiência perde a privacidade e consequentemente a individualidade. Queremos ser tratados como consumidores”, desabafou.
 
A professora e atriz Cristina Gonçalves, deficiente visual, ressalta que apesar dos bancos investirem em tecnologia, muitas pessoas com deficiência não são beneficiadas. 


Ela diz que, por conta do seu problema, só consegue sacar dinheiro diretamente no caixa com o atendente, já que os caixas eletrônicos não dispõem de nenhum tipo de acessibilidade. 


Gonçalves informou que, há cerca de 17 anos, entrou com um processo contra uma agência bancaria em Salvador por ter lhe negado o direito de abrir uma conta, sob alegação de que seus filhos poderiam utilizar sua senha. 


“Para realizar qualquer serviço nos caixas eletrônicos tenho que contar com a ajuda de parentes. Somos clientes como outro qualquer e não temos nossos direitos respeitados”, completou.
 
O presidente do Sindicato dos Bancários na Bahia, Euclides Fagundes, ressalta que acessibilidade é um direito garantido pelos deficientes e que as instituições financeiras devem cumprir a lei. 


Ele acredita que, se houvesse fiscalização mais intensa por parte da prefeitura através dos órgãos de defesa do consumidor, portadores de deficiência teriam sues diretos respeitados. 


“É inadmissível nos dias atuais que um cliente com deficiência passe por qualquer tipo de constrangimento. Deficientes são pessoas como outra qualquer e precisam ser respeitados”, completou.
 
Em nota, através da assessoria de imprensa, a Febraban informou que os bancos associados vêm desenvolvendo ações no sentido de assegurar às pessoas com deficiência condições de acessibilidade aos seus produtos e serviços. 


Ainda de acordo com a nota, para reforçar esse compromisso, em 2008, a entidade assinou o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em conjunto com os ministérios públicos Federal, Estadual de São Paulo, Estadual de Minas Gerais, da Secretaria Especial de Direitos Humanos e a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência.