31 de mar de 2016

12 respostas sobre repelentes para proteger as crianças do Aedes

 



Para evitar que o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika, aproxime-se das crianças, o uso de repelentes é o primeiro cuidado de todos os pais. Mas antes de ir às compras, é preciso levar diversos aspectos em consideração, como as substâncias presentes no mercado e a idade da criança.


A seguir, veja 12 perguntas e respostas sobre o tema.



1 - Quais substâncias procurar no rótulo dos repelentes infantis?

 
Os pais devem escolher um produto que tenha na fórmula IR3535, DEET ou icaridina. Além disso, é indicado conferir com o pediatra a concentração ideal de substância ativa, o que varia de acordo com a idade da criança. Dependendo do país, a concentração de princípio ativo varia. "O Brasil segue a corrente canadense, mais restritiva. Nos Estados Unidos e na França, são liberadas concentrações maiores de DEET, por exemplo", afirma Kerstin Taniguchi Abagge, pediatra e dermatologista, presidente do Departamento Científico de Dermatologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria). 
 

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 2 - Criança maior de 6 meses e menor de 2 anos pode usar qual substância?

 
De acordo com a SBP, o indicado é o repelente com IR3535, que protege por cerca de quatro horas. Ele é usado na Europa há vários anos e em concentrações de 20% é eficaz. Porém, estudos divergem quanto ao período de ação contra o Aedes aegypti, que parece ser muito curto. A despeito da orientação da entidade, Anthony Wong, responsável pelo Ceatox (Centro de Assistência Toxicológica) do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, afirma que, acima dos seis meses, crianças já podem usar repelentes com DEET com concentração de 10% --a de 20% pode levar à intoxicação-- e com icaridina --também a 10%. Ambos não devem ser reaplicados em menos de seis horas. "Estudos na área de toxicologia revelam que é seguro, ao contrário do que muitos médicos defendem", fala Wong.
 

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3 - E como proteger os menores de seis meses?

 
Kerstin explica que não há estudos sobre segurança de repelentes nessa faixa etária, por isso o uso do produto não é indicado. A recomendação de Wong é aplicar na roupa dos bebês repelentes com DEET a 10% ou icaridina a 10% antes de vesti-los, deixando a peça secar bem. "No caso de exposição inevitável a ambientes em que há perigo evidente de a criança ser picada, é possível usar o que é recomendado para maiores de seis meses e menores de dois anos, sempre seguindo a orientação do médico", diz Kerstin. É consenso que o uso de mosquiteiros e telas nas janelas são eficientes, tal como o de repelentes elétricos. 
 
 

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4 - Para crianças maiores de 2 anos, a concentração dos ativos pode ser maior? 

 
Sim, e isso faz com que o efeito do produto dure mais. Uma fórmula com cerca de 5% de DEET protege por cerca de 90 minutos, com 7%, quase duas horas, e, com 20%, cinco horas. A maioria dos produtos com DEET à venda no Brasil têm menos de 10% da substância na composição. A icaridina em concentrações de 10% confere proteção entre três a cinco horas. Na concentração de 20%, de oito a 10 horas. A substância tem se mostrado mais potente contra o Aedes aegypti do que o DEET e o IR3535
 

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5 - Como escolher um bom repelente elétrico?

 
Esses dispositivos contêm piretróides, um grupo de inseticidas relativamente seguro. O importante é utilizá-los corretamente; instalando-os em tomadas mais próximas à porta do cômodo e cerca de três metros distantes do berço. Wong explica que, para um quarto que tenha entre seis e oito metros quadrados, um só dispositivo basta. Os repelentes elétricos são uma boa solução para proteger as crianças à noite, quando não é recomendado passar repelente na pele. Kirsten diz, no entanto, que o uso enquanto a criança dorme não é formalmente contraindicado. "A recomendação visa que a pessoa não fique com o produto durante muitas horas sobre a pele, já que isso aumenta o risco de reações. Entretanto, em tempos de zika e dengue, essas orientações podem ser extrapoladas", fala.

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6 - Repelentes que emitem ondas sonoras ou  eletromagnéticas são eficazes?

 
Não. De acordo com diversos estudos científicos, eles não se mostram eficientes no que diz respeito a afastar os insetos. 
 

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7- Repelentes naturais, como citronela ou cravo da índia, têm alguma validade? 


Para Kirsten, a eficácia das plantas isoladamente se dá por um tempo muito curto, portanto, é essencial que o uso desses repelentes seja combinado com as substâncias já citadas. Além disso, tanto a citronela quanto o cravo podem causar reações alérgicas na pele. 
 

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8 - Roupas podem ajudar a proteger as crianças?

 
Sim. A orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria é vestir as crianças com peças que tenham mangas longas e calças compridas --mosquitos como o Aedes têm predileção por tornozelos. Também é melhor evitar roupas escuras, que atraem mais insetos, e as que ficam muito coladas ao corpo, pois facilitam o contato do mosquito com a pele. 
 

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9 - Existem áreas do corpo da criança em que não se deve aplicar repelente?

Sim. As mãos, por exemplo, já que a criança pode usá-las para coçar os olhos. Segundo Wong, também não é interessante passar o produto próximo dos lábios, pois o local pode ficar levemente irritado. Áreas machucadas devem ser igualmente poupadas da aplicação. 
 

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10 - A pele deve ser limpa quando o repelente não for mais necessário?

 
Sim, assim que o uso do produto não for importante para a criança, ele deve ser retirado com água em abundância e sabonete. 
 

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11 - Como proteger as crianças do sol ao mesmo tempo que das picadas?

 
O uso de repelentes com hidratantes ou protetores solares deve ser evitado, segundo indicação da Sociedade Brasileira de Pediatria. As fórmulas reagem entre si, e os repelentes reduzem o efeito dos protetores quando aplicados juntos. O mais indicado é aplicar primeiro o protetor solar e, após 20 a 40 minutos, passar o repelente. 
 
 

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12 - É possível que a pele da criança fique irritada com o uso do repelente?

 
Antes de aplicar o repelente no corpo todo é fundamental testar em uma pequena área, como na dobra do pulso, e analisar se ocorre alguma reação, como vermelhidão. Os rótulos dos produtos, normalmente, trazem orientações sobre como fazer essa prova de toque. No caso de alguma reação, suspensa o uso e busque orientação médica sobre um substituto. 
 
 

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Fonte: UOL MULHER

 

SAIBA DIFERENCIAR OS SINTOMAS DA GRIPE COMUM, INFLUENZA A E A DENGUE

 


 FONTE: Biologia Mais


Um anel que possibilita cegos lerem livros comuns que não tem Braile




O avanço tecnológico tem se mostrado muito eficaz no que se refere a salvar e melhorar a qualidade de vida de pessoas mundo a fora. 


Conheçam um produto, que ainda está em fase de protótipo, desenvolvido por pesquisadores do MIT (Instituto de Tecnologia de Masschussets), trata-se de um anel que ajuda pessoas com deficiência visual a ler livros comuns (aqueles que não tem braile).


Chamado de FingerReader (em tradução livre, dedo leitor), basta apontá-lo para um livro ou leitor de e-book, como o Kindle, que o anel scanneia todo o espaço ao redor e lê em voz alta, em tempo real e, se o usuário quiser, ele faz a tradução simultânea do conteúdo. 


O produto ainda vibra quando chega ao final e começo de uma linha e possui um algoritmo capaz de detectar se o usuário se afastou da linha base do texto, ajudando a manter um movimento de scanneamento em linha reta. Absolutamente sensacional.

 

Assista o vídeo do FingerReader em funcionamento:





Cartão Respeito amplia tempo de semáforo para pessoas com deficiência



Pessoas com deficiência que moram em Curitiba passam a contar, a partir de agora, com o Cartão Respeito, que amplia em até 50% o tempo de sinal aberto para travessia em 31 semáforos da cidade. 


Lançada no dia (29/03) pelo prefeito Gustavo Fruet, a novidade amplia o alcance dos semáforos inteligentes, que até agora só podiam ser utilizados por pessoas com dificuldades de locomoção que possuem o Cartão Transporte Isento.


O novo cartão é parte do Plano Municipal de Acessibilidade e Inclusão para a Pessoa com Deficiência, também lançado nesta terça-feira. 


Ele é gratuito e pode ser solicitado por qualquer pessoa com dificuldade de locomoção, desde que não tenha o Cartão Transporte Isento.


Iniciativa da Urbs, em parceria com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, o novo cartão não possui restrição de renda, o que significa que qualquer pessoa com dificuldade de locomoção pode ser beneficiada. 


Lançado no ano passado pela Secretaria Municipal de Trânsito (Setran), o projeto dos semáforos inteligentes já beneficia em torno de 190 mil pessoas que possuem Cartão Transporte na modalidade Isento.


Embora no caso de idosos não haja restrição de renda, o benefício da isenção no transporte para pessoa com deficiência é restrito por lei a quem tenha renda familiar de até três salários mínimos. 


Assim, pessoas com deficiência sem direito ao benefício ficavam sem possibilidade de utilizar o semáforo inteligente. 


É importante destacar que quem tem Cartão Transporte Isento não poderá requisitar o Cartão Respeito, uma vez que os dois cartões permitem acionar os semáforos inteligentes.


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“Curitiba é uma cidade cada vez mais humana e este é um grande orgulho para todos nós”, disse o prefeito Gustavo Fruet ao agradecer às equipes que atuaram na elaboração do Plano Municipal de Acessibilidade e Inclusão e na viabilização do Cartão Respeito. Uma cidade humana. É aquela que transforma a vida das pessoas, com ações efetivas, mesmo que elas não tenham a visibilidade da inauguração de um viaduto”, destacou.

 

Confira locais que contam com a nova tecnologia:

 

• Rua 24 de Maio x Rua Pres. Getúlio Vargas (Pça. Ouvidor Pardinho – Unidade de Atenção ao Idoso)

• Rua Francisco Raitani (em frente ao Hospital do Idoso)

• Rua Ubaldino do Amaral x Rua Amâncio Moro (próximo à Igreja do Perpétuo Socorro)

• Rua Amâncio Moro x Rua Mauá (Igreja Perpétuo Socorro)

• Rua João Negrão x Rua Pedro Ivo (Terminal do Guadalupe)

• Rua André de Barros x Rua João Negrão (Terminal do Guadalupe)

• Av. Mal. Floriano x Av. Visconde de Guarapuava (local muitos atropelamentos)

• Av. Visconde de Guarapuava x Rua João Negrão (INSS)

• Av. Mal. Floriano Peixoto x Rua Pedro Ivo (Praça Carlos Gomes)

• Rua Pedro Ivo x Rua Westphalen (Praça Rui Barbosa)

• Rua Cap. Souza Franco x Av. Vicente Machado (Hospital da Cruz Vermelha e Hospital Geral de Curitiba)

• Rua XV de Novembro x Rua Camões (Associação dos Deficientes Físicos do Paraná)

• Av. São José x Rua Fioravante Dalla Stella (Hospital do Cajuru)

• Rua Engº Benedito M. Da Silva x Rua Filipinas (UPA Cajuru)

• Via Vêneto x Rua Marcos Mocelin (Unidade de Saúde Santa Felicidade)

• Via Vêneto x Rua Sta. Bertila Boscardin (Terminal Santa Felicidade)

• Rua Anne Frank x Rua Napoleão Laureano (Terminal do Carmo)

• Rua Zonardy Ribas x Rua Maestro C. Frank (Terminal do Boqueirão)

• Rua Ten. Francisco F. De Souza x Rua Gabriel Corisco Domingues (Terminal do Carmo)

• Rua João Gbur x Rua Fernando de Noronha (UPA e Rua da Cidadania Boa Vista)

• Rua Canadá xRua Arary Souto (UPA e Rua da Cidadania Boa Vista)

• Av. Paraná x Rua Pedro Doska (Unidade de Saúde Santa Cândida)

• Av. Comendador Franco x Rua Henrique Mehl (local com muitos atropelamentos)

• Rua Nivaldo Braga x Rua Osmário de Lima (Unidade de Saúde Iracema Capão da Imbuia)

• Rua Levy Buquera x Rua dos Pioneiros (UPA Sitio Cercado)

• Av. Toaldo Túlio x Rua Antônio Scorssin (Unidade de Saúde São Braz)

• Rua Lysimaco F. da Costa x Rua Papa João XXIII (Prefeitura)

• Rua Dep. Mário de Barros x Rua Carlos Pioli (Igreja do Divino, Celepar, Serpro, Tribunal de Contas e Secretarias do Estado)

• Rua Waldemar Kost x Rua Anne Frank (Unidade de Saúde Vila Hauer)

• Rua Carlos Klemtz x Rua Adorides Jesus C. Camargo (UPA Fazendinha)

• Rua Carlos Klemtz x Rua Gen. Potiguara (Terminal Fazendinha)

 
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Fonte: URBS



30 de mar de 2016

Pessoas com deficiência usam recursos próprios para construir rampa em praça pública

Dois homens de cadeiras de rodas em um terreno em obras



Pessoas com deficiência física que praticam basquete na praça Barão do Rio Branco, no Centro de Macapá, juntaram-se e pagaram com recursos próprios um profissional para construir uma rampa de acesso à quadra. 


A obra, que custou R$ 100, foi executada no sábado (26/03), com a ajuda dos próprios cadeirantes. 


Eles compraram um saco de cimento, contrataram um pedreiro e receberam doações de areia e seixo.


O grupo de esportistas, representado pela Associação dos Deficientes Físicos do Amapá (Adefap), informou que há três anos solicita à prefeitura a adaptação do espaço. Eles dizem que o pedido nunca foi atendido.


Segundo a prefeitura, existe um projeto em andamento de revitalização e readequação da praça.


De acordo com o grupo, para entrar na quadra, os deficientes precisavam da ajuda de alguém. A equipe de basquete treina no local há cerca de 2 anos.


“Quando a gente pede acessibilidade, ela não é só para a pessoa com deficiência. Acessibilidade serve para todo mundo, serve para o idoso, serve para a grávida, e serve também para as pessoas com deficiência. A gente precisa ali de, no máximo, um metro. Esse manifesto aqui hoje [sábado] foi para quebrar e, em seguida, recuperar o espaço quebrado”, falou o atleta Rogério Santos.


Demos prazo para eles [prefeitura]. "Avisamos que até sexta-feira [25/03] se não tivesse feito [o acesso], no sábado não precisava mais, porque a gente viria fazer”, disse o vice-presidente da Adefap, Fernando Oliveira.


A associação informou que contratou um pedreiro para fazer a obra de acessibilidade no espaço público.


“Cada um tem que, primeiro, ajeitar a sua casa. Os órgãos públicos não são acessíveis, e não fazem por onde ser. Eles têm a responsabilidade, a obrigação de tornar acessível principalmente a casa deles. Eles não fazem por onde. Ora, se eles não fazem, vamos fazer no lugar deles”, concluiu Samuel Silva, presidente da Adefap.
 

Fonte: G1Vida Mais Livre





Twitter ganha recurso de descrição de imagens para auxiliar pessoas com deficiência visual

Dois smartphones mostram, em suas telas, o novo recurso do Twitter



Você já deve ter topado com a campanha Para Cego Ver” em alguma das suas redes sociais. 


A campanha consiste basicamente no uso da descrição textual de fotografias a fim de garantir que pessoas com deficiência visual possam “ver” a imagem por meio de sistemas de leitura presentes em seus computadores e dispositivos mobile. 


Desde o dia (29/03/16), o Twitter adiciona uma função nativa para descrição de imagens nas versões de iOS e Android de seu aplicativo.
 
Com a novidade, todas as imagens postadas nas redes sociais podem ser acompanhas de um texto de até 420 caracteres para descrever uma foto, além dos 140 caracteres do tweet em si. 


Basicamente, o que o Twitter fez foi adicionar a função “texto alternativo” às fotos postadas nas redes sociais, algo já presente em sites e blogs de notícias — o texto que aparece quando você mantém o cursor do mouse parado sobre uma imagem.


Para usar este recurso, você precisa apenas adicionar uma foto e tocar sobre o botão “Adicionar descrição”. 


Então, basta descrever o que é visto na imagem e pronto, continue a postagem normalmente. 


O Twitter anunciou ainda que a nova função de acessibilidade foi estendida também aos Twitter Cards e a API REST.


“Nós estamos empolgados por dar a nossos usuários o poder de tornar as imagens do Twitter acessíveis à maior audiência possível, assim qualquer pessoa pode ser incluída na conversa e também experienciar os grandes momentos”, escreveu o engenheiro de software do Twitter Todd Kloots no blog oficial da companhia.

 


 

29 de mar de 2016

Técnicas de neuromodulação auxiliam reabilitação após AVC ou lesão medular




Um conjunto de técnicas inovadoras – que inclui exoesqueleto robótico, estimulação magnética transcraniana (EMTr) e eletroencefalograma de alta densidade (HD-EEG) – vem sendo empregado com sucesso por pesquisadores do Instituto de Medicina Física e Reabilitação (IMREA) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) no tratamento de pacientes que sofreram acidente vascular cerebral (AVC) ou lesão medular.


Os resultados da pesquisa foram apresentados pela professora Linamara Rizzo Battistella no dia 28 de março, nos Estados Unidos, durante a programação da FAPESP Week Michigan-Ohio


O evento, que vai até 1º de abril, foi organizado pela FAPESP em parceria com a University of Michigan (UM) e a Ohio State University (OSU) com o objetivo de fomentar novas colaborações entre pesquisadores paulistas e norte-americanos.


Parte dos dados também foi publicada recentemente em artigo na revista Restorative Neurology and Neuroscience.


São dois os objetivos principais do nosso grupo: identificar o potencial de recuperação motora de cada paciente e, quando este potencial tiver sido alcançado, buscar meios para que essa pessoa possa realizar as atividades do dia a dia com as adaptações necessárias, como, por exemplo, o uso de andador ou de cadeira de rodas”, explicou Battistella em entrevista à Agência FAPESP.


No atendimento de pacientes que sofreram AVC, um dos pontos principais é identificar os preditores da resposta motora – sinais captados a partir do registro da atividade elétrica do cérebro que indicam a capacidade de recuperação de movimentos de cada paciente.


Isso é feito com a associação de duas técnicas: reconhecimento do potencial evocado motor (MEP, na sigla em inglês) – teste que aplica um estimulo magnético no cérebro e avalia a resposta motora – e a medida da atividade elétrica cerebral com HD-EEG.


“O MEP  identifica o que chamamos de limiar motor, uma medida objetiva da possibilidade de recuperação motora”, explicou a pesquisadora.


A abordagem neurofisiológica também inclui o uso da estimulação magnética transcraniana com finalidade diagnóstica, exame que indica quais áreas do cérebro precisam ser estimuladas e quais devem ser inibidas para induzir a neuroplasticidade e melhorar o controle motor.


Segundo Battistella, tanto a estimulação quanto a inibição cerebral são feitas com um aparelho de estimulação magnética de pulsos repetidos (EMTr), diferente do usado para mapear a atividade cerebral. 


O objetivo do método é promover o equilíbrio na atividade dos dois hemisférios cerebrais.


Paralelamente à avaliação neurofisiológica, são feitos testes clínicos, nos quais os pacientes devem realizar uma série de movimentos predeterminados em escalas, como, por exemplo, a de Fugl-Meyer. Ao final, de acordo com o que conseguiu cumprir, cada paciente recebe um escore.


Os dados das avaliações clínicas e neurofisiológicas são analisados estatisticamente. 


“Dessa forma, conseguimos determinar objetivamente qual é a condição de recuperação do hemisfério lesionado e planejar o tratamento. Nós comparamos um grupo de pacientes submetido apenas ao programa de reabilitação convencional com outro que, além dos exercícios, recebeu a estimulação magnética para promover o equilíbrio cortical. Esse segundo grupo apresentou uma melhora sensivelmente maior. Dessa maneira, podemos afirmar que a técnica pode influenciar indiretamente os processos de neuroplasticidade e, portanto, a melhora do controle motor",disse a pesquisadora.


Já o exoesqueleto robótico, além de ajudar na prática da marcha ou na movimentação dos braços, também fornece aos pesquisadores medidas objetivas da performance funcional de cada paciente. 


Por meio de sensores distribuídos nos membros superiores e inferiores, o aparelho calcula o quanto de força o indivíduo efetivamente fez durante a realização dos movimentos. Os dados são enviados a um computador e exibidos em forma de gráfico.


“O paciente consegue visualizar a melhora em cada sessão e percebe que depende cada vez menos da ajuda do aparelho para andar ou mexer os braços. Isso serve como um estímulo positivo, melhora o desempenho e aumenta a adesão ao tratamento”, disse Battistella.


Segundo a pesquisadora, todos esses diversos métodos associados permitem reconhecer os biomarcadores de plasticidade cerebral nos pacientes com lesões encefálicas, ou seja, entender como o cérebro está funcionando após a lesão e como está ocorrendo sua reorganização.


“A neuroplasticidade é a capacidade do cérebro de se reorganizar após uma lesão, fortalecendo as redes neurais que não foram afetadas e garantindo um bom nível de funcionalidade. O bom resultado da reabilitação depende desse processo de reorganização. Nossa pretensão é, com base nos resultados dos testes, tornar o tratamento mais eficaz e reduzir o tempo de reabilitação”, explicou Battistella.


O grupo conta com a colaboração do Laboratório de Neuromodulação da Harvard Medical School, sob a liderança do professor Felipe Fregni. Um dos investigadores principais no IMREA-FMUSP é o professor Marcel Simis.


Lesão medular



Entre os casos de paraplegia e tetraplegia tratados no Hospital das Clínicas da FMUSP predominam pessoas jovens, entre 17 e 30 anos, e do sexo masculino.


“Esse grupo apresenta desde o início um prognóstico mais bem definido. A capacidade de reabilitação motora está diretamente relacionada com a gravidade e a localização da lesão. Neste caso, nosso papel é, além de identificar e desenvolver o potencial motor no limite de cada indivíduo, evitar complicações secundárias a essa condição”, disse Battistella.


Nas pessoas com deficiência devido a lesão medular, contou a pesquisadora, é comum a ocorrência de infecções urinárias, insuficiência renal, osteoporose e escaras, além de sarcopenia (perda de massa e força muscular) e deformidades articulares, que podem agravar as condições funcionais destes pacientes ao longo dos anos.


“A marcha robótica, por exemplo, pode ajudar a evitar a osteoporose, pois estimula o metabolismo ósseo. A estimulação magnética e também com corrente elétrica evita a atrofia das regiões cerebrais que deixaram de receber o estímulo motor em decorrência da lesão. Já o estímulo em outras regiões cerebrais pode oferecer ganho na função motora”, contou a pesquisadora.


Neuromodulação



Outra vertente dentro do IMREA, também em colaboração com Harvard, combina a estimulação transcraniana por corrente contínua (TDCS, na sigla em inglês) com exercícios aeróbicos para tratar de forma potencializada a dor crônica em pessoas com fibromialgia. 


O método também pode ser aplicado em pacientes com lesão medular incompleta com queixa de dor crônica.


“Usamos, durante a prática de exercício, um aparelho que produz estímulos elétricos bem tolerados pelo cérebro e com capacidade de controlar a dor. A corrente inibe a área que modula o fenômeno doloroso. É como se estivéssemos dando um analgésico”, contou.






Como o acompanhante da pessoa com deficiência tem 80% de desconto na compra de passagem aérea




De acordo com informações retiradas do Portal da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), todas as empresas aéreas oferecem desconto de 80% na passagem aérea de acompanhantes de passageiros com deficiência. Ou seja, o cadeirante paga 100% do valor da passagem, mas se ele precisa de um acompanhante para viajar, o acompanhante terá um desconto de até 80% de sua passagem.


Para conseguir este desconto, não é tão complicado assim, veja como o que se deve fazer:


1ª  Etapa:


 

– Ligue para a empresa aérea que você deseja viajar;

– Peça para fazer reserva das passagens;

– Informe-os que você é uma pessoa com deficiência e necessita do MEDIF (Formulário de Informação médica) para preencher;

– Pergunte também, para onde você deve enviar os documentos depois que forem preenchidos.

 

2ª Etapa:


 

– Depois que te enviarem o MEDIF (por e-mail), você deve levar o documento para um médico preencher;

- É necessário que peça um laudo do médico também, alegando que você é uma pessoa com deficiência e necessita de um acompanhante para viajar.



3ª Etapa:


 

- Com o MEDIF preenchido e com o laudo médico em mãos, envie os documentos para a sua companhia aérea;

-  E por último, compre a passagem aérea.



Antes de comprar a passagem é recomendável que você ligue para a companhia aérea e pergunte como comprar a passagem com desconto sendo que já tem os laudos preenchidos prontos.


O desconto é desconhecido por muitos, mas só é efetuado se a pessoa pede, caso o acompanhante não peça, a passagem é cobrada normalmente.


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Autora: Dra. Dariene Rodrigues

Fonte: Lado B Moda Inclusiva 


Estudante cria portal sobre esportes paralímpicos



O programa 'Stadium' conversou com o criador do Portal Noticiário Paralímpico, Nataniel Souza.


Ele contou sobre a estrutura do site, o único voltado exclusivamente para o desporto paralímpico no Brasil, e sobre a expectativa em torno da realização dos Jogos Rio 2016, a preparação dos nossos atletas e as obras de estrutura na cidade para receber as competições.
 
Ouça a reportagem completa neste link


O programa 'Stadium' é apresentado por Astrid Nick e Wagner Gomes e transmitido pelas rádios MEC AM e Nacional do Rio de Janeiro sempre aos sábados, a partir das 15h. 


Mande a sua sugestão ou crítica para equipe de esportes da EBC pelo e-mail: esporte.radios@ebc.com.br.





Brasil investe em 'elite paralímpica' para buscar feito histórico no Rio

Aline dos Santos Rocha posa na cadeira de rodas no CT de treinamento



Para atingir a meta de ficar entre os cinco melhores países do mundo nos Jogos Paralímpicos do Rio, em setembro – feito que vai exigir em torno de 30 medalhas de ouro –, uma estratégia de valorização e treinamento de um "time de elite" foi montada pelo comitê brasileiro.
 
Desde 2010, um grupo de 40 potenciais medalhistas é acompanhado e cercado de atenção que envolve deslocamento de suas cidades natais para grande centros, estafe de profissionais de ponta para aumento do rendimento e de resultados, acesso a patrocinadores e gratificações que podem atingir R$ 40 mil.


A maior parte da nata paraolímpica está nas modalidades que mais rendem premiações, o atletismo e a natação. Mas há também representantes em outros esportes como a canoagem, o futebol de 5 (jogado por cegos), a bocha e o vôlei sentado.


A melhor performance do Brasil até agora em Jogos Paralímpicos foi em Londres em 2012, quando conquistou 21 ouros, 4 pratas e 8 bronzes. Ficando em no quadro de medalhas.


Sangue



Atual campeã mundial no salto em distância para pessoas com deficiência visual, Silvania Costa de Oliveira, 28, é exemplo da estratégia adotada pelo CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro). 


O talento dela foi descoberto em Três Lagoas (MS), onde participava de competições amadoras. 


Sua primeira prova, de 10 mil metros, foi feita sem guia e sem nenhum preparo técnico ou físico.  Ela correu em busca dos R$ 300 de premiação. 


"Tinha uma dívida que precisava ser paga ou minha filha iria ficar sem leite. Corri com toda a minha força. Em certo momento, senti muita dor na cabeça e gosto de sangue na boca. Nada importava. Ganhei."


Trazida para São Paulo, onde teve acesso a um suporte profissional de ponta, Silvania começou a se destacar no cenário internacional. 


Ela diz que lida bem com a pressão para obter bons resultados e que está preparada para ganhar o ouro em casa.


 "Hoje sou a melhor do mundo e tenho uma estrutura de grandes atletas. Tudo isso me traz muita segurança", afirma.

Livro






Edilson Alves da Rocha, o Tubiba, diretor técnico do CPB, avalia que apenas com a sanção da Lei Agnelo Piva, em 2001, que garante investimentos permanentes no esporte, foi possível construir um planejamento financeiro capaz de viabilizar o traçado de metas e de resultados. 


"Hoje, podemos traçar o caminho perfeito do atleta, com programas de treinos e de competições, até ele virar um campeão.Houve também uma preocupação com as equipes técnicas, que foram trazidas das melhores universidades. Os profissionais foram se formando com um olhar atento às necessidades dos atletas com deficiência. Não só de treino, mas também de reabilitação", diz Tubiba.


Outro exemplo do êxito do programa de elite do comitê é o corredor Yohansson do Nascimento Ferreira, 28, que ganhou um ouro e uma prata em Londres-2012 e é tido como favorito para dois pódios de primeiro lugar no Rio. 


"Levo com muita naturalidade ser de uma elite paralímpica e o fato de esperarem bons resultados de mim. Sei dos meus compromissos, mas ajo como se estivesse escrevendo um livro: faço um capítulo, viro a página e encontro uma página em branco. Só no final da obra vou saber dizer o que isso significou pra mim", declara Nascimento. 

O corredor nasceu com uma má-formação congênita nos braços. Saiu de Alagoas, em 2007, para se dedicar ao esporte, em São Paulo.


Para Clarisse Setyon, professora do MBA em negócios do esporte da ESPM, embora seja difícil prever se o modelo de manter uma "elite esportiva" terá vida longa, ele é "importante para aproveitar a janela de visibilidade dos atletas", com a Paraolimpíada em casa


"Esporte é movido a resultado, que gera visibilidade, que gera investimento, que traz bons resultados. Aliado a isso, o paradesporto precisa de ídolos, de heróis. Ter um time de elite ajuda nisso".


Neste ciclo olímpico (desde 2012), o CPB investiu 400 milhões (R$ 100 milhões ao ano).