30 de nov de 2012

Jovem com atrofia das mãos supera a deficiência por meio da arte

lado a lado, desenho é parecido com fotografia 
Maicon Camargo Machado, de 23 anos, sofre de uma doença congênita rara que provocou a atrofia das mãos. Com a deficiência desde o nascimento, o jovem aprendeu a superar os desafios diários e, por meio da arte, encontrou uma maneira de se expressar. Ele produz desenhos realistas usando lápis.

Machado descobriu o talento para o desenho quando se preparava para fazer uma cirurgia para desatrofiar as mãos. Ele sofre de epidermólise bolhosa, uma doença que se manifesta por meio de bolhas e machucados na pele que surgem com pequenos traumatismos. A operação não resolveu o problema, mas foi neste dia que ele encontrou uma forma de viver melhor.


Sentado na
cadeira de rodas, concentrado, o jovem esquece dos problemas e dá uma lição de vida e demonstra exemplo de que para vencer os obstáculos é preciso apenas acreditar. Mesmo com as mãos atrofiadas, consegue em poucas horas, terminar um trabalho. Ele desenha pessoas que fazem parte do convívio dele.

Ele conta que a mãe foi a primeira figura que o inspirou. Usando uma foto, ele a reproduziu em traços de grafite com perfeições. O jovem conta que prefere os desenhos realistas. “Não gosto muito de caricatura e desenhos figurados. Antes, eu até fazia esse tipo de desenho porque ainda não conhecia a técnica de fazer realista”, comenta.

O jovem precisa de ajuda para quase todas as atividades diárias. A mãe, a dona de casa Maria Aparecida Camargo Machado, é quem cuida do rapaz. “Ele está acostumado comigo para cuidar dele. Ele não se sente bem com outra pessoa, nem mesmo o pai. Ele precisa de ajuda para ir ao banheiro, para fazer os curativos. Ele depende sempre de mim”, diz a mãe.


Apesar das dificuldades, o jovem afirma que não desiste de fazer nada. “Tudo o que eu quero fazer, eu tento primeiro antes de falar que não posso. Primeiro eu tento. Se não conseguir, tudo bem. Mas antes, tento”, diz.

Virada Inclusiva 2012: arte e esporte a serviço da inclusão

Logotipo da 3ª Virada Inclusiva
Acontece, de 1 a 3 de dezembro de 2012, a 3ª Virada Inclusiva realizada pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Os locais e as atrações terão acessibilidade física e de comunicação. Homenagens a artistas plásticos são destaque desta edição.

A programação inclui uma adaptação do
musical Cats por atores com deficiência intelectual, atividades paradesportivas como goalball e vôlei sentado, passeio ciclístico, roda de choro inclusiva, contação de histórias em Libras e atrações para todas as idades.

No sábado (dia 1º), abrindo o evento, acontece a já tradicional Passeata do Movimento Superação, com saída às 10h da Praça Oswaldo Cruz e destino ao MASP.

Um dos destaques da programação deste ano é a forte ligação com o mundo das artes plásticas. Durante o evento, a pintora mexicana Frida Kahlo, que na infância teve poliomielite, será lembrada com a exibição de painéis com fotos e imagens inéditas de obras.

Também no sábado, às 14h, a rua Oscar Freire (Jardins) será palco de uma apresentação especial do Walking Gallery, em que artistas com e sem deficiência desfilam carregando suas obras entre o público. O olhar inclusivo nas artes continua com atrações em espaços como o Museu de Arte Moderna (MAM), Museu Afro e Pinacoteca do Estado.

Domingo, a partir das 9h, será a vez da Bicicletada Inclusiva, com trajeto da Praça do Ciclista na Av. Paulista (entre a rua Bela Cintra e a Rua Consolação). E, no Capão Redondo, uma roda de choro pra lá de especial.

Na segunda-feira (dia 3), das 10h às 13h, sai às ruas o bloco do chamado Circuito da Barra Funda, reunindo ritmistas e bonecos gigantes que farão à pé o trajeto entre o Terminal Barra Funda e a sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, no Memorial da América Latina.

À tarde, também na sede da Secretaria, acontecem oficinas de fotografia para cegos. No mesmo local, o encerramento da Virada Inclusiva contará com o Ballet Fernanda Bianchini, que reúne bailarinos com e sem deficiência visual, que apresentará, entre outros temas, a coreografia exibida na cerimônia das Paraolimpíadas de Londres.

A Virada Inclusiva é organizada em conjunto por órgãos públicos e instituições da sociedade civil, sob a coordenação da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e contando com a participação voluntária de pessoas e grupos do mundo artístico e esportivo. Celebra também o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, festejado em 3 de dezembro.

Haverá transporte adaptado pelos serviços ATENDE e LIGADO.

Confira a programação completa e os pontos de saída e chegada dos veículos no site http://viradainclusiva.sedpcd.sp.gov.br
 
SESC e interior do Estado

Cerca de 35 municípios paulistas participaram da edição passada e para este ano estão previstas ações em 80 cidades do estado de São Paulo. Além dos órgãos públicos e instituições de assistência, 26 unidades do SESC-SP na capital, litoral e no interior abrirão suas portas para mais de 120 atividades esportivas e culturais dentro do espírito da Virada Inclusiva 2012.

Entre outras atrações, estão previstas apresentações de basquete, handebol, esgrima e rúgbi em cadeiras de rodas, goal ball, natação, vôlei sentado, judô adaptado, além de espetáculos como a peça O Grande Viúvo – Teatro Cego, o show da banda Forró no Escuro (integrada por músicos com deficiência visual) e a exposição Olhos de Barros, que utiliza o recurso da audiodescrição para mostrar a obra do poeta Manoel de Barros. Veja a programação do SESC-SP no portal www.sescsp.org.br
 
Uma cor que fala

O cartunista Ziraldo também será homenageado com a escolha da cor Flicts – título de um de seus livros mais conhecidos – como a cor oficial desta e das futuras edições do evento. A escolha se justifica pela forte sintonia entre a obra e o espírito do evento.

No livro, Flicts era uma cor discriminada porque "não tinha a força do Vermelho, não tinha a imensidão do Amarelo, nem a paz que tem o Azul” até o dia em que percebeu que era, na verdade, a cor da Lua.

Nos três dias do evento, essa cor iluminará viadutos, monumentos e edifícios como o da Assembleia Legislativa, na capital.

Sesc do Maranhão recebe exposição voltada para a inclusão e acessibilidade

Mulher vendada tateia instalação em parede

Em São Luís (MA), a galeria de arte do Sesc está realizando várias atividades voltadas para a inclusão social e a acessibilidade. Uma delas é a exposição da artista plástica maranhense Adrianna Karlem. A ideia é estimular os visitantes a se relacionarem com o ambiente ao seu redor, por meio dos cinco sentidos do ser humano.

Caminhos que estimulam todos os sentidos do ser humano, assim é a instalação do “
Labirinto das Sensações: universo de memórias”, da artista maranhense Adrianna Karlem. A exposição é parte do programa de arte e educação inclusiva do Sesc que já tem 16 anos. A intenção é fazer com que o visitante crie imagens sem contar com o auxílio da visão

“Criar imagens e também pensar em sensações, em possibilidades que, através dessa apreciação tátil, sensorial, objetiva, dessa apresentação do olfato também, ele possa ter outras sensações, que é a ideia da instalação, onde a gente trabalha com as lembranças, as recordações, a partir das sensações que a gente tem no cotidiano”, explica a técnica em Cultura do Sesc, Paula Barros.

Todos os níveis da percepção são testados. Para aqueles que não são
deficientes visuais utilizam vendas e bengalas para auxiliar no passeio. Logo na entrada, o piso tátil dá o direcionamento. Na primeira parte da visitação, o visitante usa a audição, o olfato e o tato. Vendados, os visitantes experimentaram a sensação de tocar o desconhecido e tentaram descobrir as texturas e formas dos objetos.

 Durante o tour pela exposição, o olfato e a visão também são provocados. Como parte do projeto, várias oficinas voltadas para a inclusão e acessibilidade estão sendo realizadas pelo Sesc. “Temos uma série de palestras, de workshops que trabalham com a questão do braile das libras, do design inclusivo, dos recursos didáticos adaptados para o aluno com deficiência visual”, conta Paula Barros.

A exposição "Labirinto de Sensações: Universo de Memórias" pode ser vista até o dia
6 de dezembro, na galeria de arte do Sesc Deodoro, no centro de São Luís, das 9h às 17h30 tarde. As visitas de grupos podem ser agendadas pelo telefone 3216-3830.

Pela primeira vez, peça teatral será encenada com audiodescrição no Rio Grande do Norte

Máscaras que simbolizam o teatro, uma alegre e outra triste
Pela primeira vez na cena cultural do Rio Grande do Norte uma peça de teatro será apresentada com o recurso da audiodescrição. A iniciativa faz parte do Programa de Consolidação das Licenciaturas (Prodocência) e do estudo de pós-doutorado (CAPES/PROCAD) feito pelo Prof. Dr. Jefferson Fernandes Alves, do Centro de Educação, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

De acordo com o professor Jefferson Fernandes, "os professores e alunos da UFRN e também os docentes da rede básica de ensino precisam conhecer, experimentar e debater essa modalidade de tradução intersemiótica, na perspectiva de contribuir com processos culturais e curriculares mais acessíveis em relação às pessoas com deficiência visual", enfatiza.

O espetáculo que contará com o recurso da audiodescrição é Santa Cruz do Não Sei, encenado pelo Grupo de Teatro Arkhétypos, formado por alunos da UFRN, sob a direção do Prof. Dr. Robson Haderchpek.

 “A peça foi concebida a partir de um projeto de extensão realizado com as comunidades de pescadores de Ponta Negra, em Natal/RN, e de Muriú, em Ceará-Mirim/RN. Para criar as cenas, o grupo investigou as histórias desses moradores e a partir delas, iniciou-se um processo de construção cênica utilizando como tema as histórias de pescador”, explica o diretor.

O espetáculo, gratuito, tem uma hora de duração e ocorrerá no Teatro Laboratório Jesiel Figueiredo, do Departamento de Artes da UFRN, em Natal, com capacidade para 40 pessoas. Serão realizadas apresentações nos dias 14 e 21 de dezembro, ambas às 15 horas, para o público em geral e integrantes do Instituto de Educação e Reabilitação de Cegos do RN (IERC/RN) e da Associação de Deficientes Visuais do RN (ADEVIRN). Após cada apresentação haverá um debate sobre a peça e sobre a audiodescrição.

Santa Cruz do Não Sei – Espetáculo Teatral com Audiodescrição
Local
: Teatro Laboratório Jesiel Figueiredo DEART/UFRN
Data/Horário:
14 e 21 de dezembro (15 horas)
Público por sessão
: 40 pessoas

29 de nov de 2012

Projeto quer vagas para jovens e deficientes em troca de incentivos na Copa



As empresas beneficiadas com incentivos fiscais devido à realização da Copa do Mundo de 2014 poderão ser obrigadas a destinar pelo menos 5% de seus cargos a pessoas com 
deficiência e outros 5% a jovens de 16 a 24 anos, oriundos de programas de inclusão no mercado de trabalho. O percentual deverá ser equivalente ao menos a um posto de trabalho.

Proposta aprovada na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público na última quarta-feira (21) prevê que a exigência valha também para a
Copa das Confederações de 2013 e para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. O texto é um substitutivo do deputado André Figueiredo (PDT-CE) ao Projeto de Lei 3999/12 do Senado. O projeto original previa apenas a reserva de vagas para pessoas com deficiência.

De acordo com o substitutivo, as empresas que já recebem benefícios fiscais terão 90 dias para se adaptar às medidas. A reserva de postos de trabalho será uma condicionante para o recebimento dos incentivos.


A proposta altera a Lei 12.350/10, que trata dos benefícios fiscais relacionados à realização dos jogos pelo Brasil. A lei estabelece uma série de medidas, como a isenção de tributos incidentes sobre a importação de bens ou mercadorias para uso exclusivo na organização dos eventos e a dispensa de outros impostos e contribuições sociais.


O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado agora pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovado nessas comissões, volta direto para o senado, já que houve alterações em relação ao projeto aprovado lá.

Detran de Paraíba é pioneiro em inclusão de pessoas com deficiência

Símbolos que remetem às pessoas com deficiência
O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) da Paraíba é o primeiro órgão da administração pública estadual a contratar pessoas com deficiência

O convênio foi firmado com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh), Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad) e Associação de Deficientes e Familiares (Asdef)

Na primeira etapa, foram contratadas 60 pessoas que iniciaram o atendimento ao público na manhã desta terça-feira (27).

Antes do primeiro expediente, os novos servidores participaram de uma palestra de acolhimento ministrada pelo superintendente do Detran, Rodrigo Carvalho, no auditório da Escola Pública de Trânsito. A palestra encerrou o treinamento para os novos servidores oferecido pela Seção de Seleção e Desenvolvimento do Detran.


Na palestra, Rodrigo Carvalho destacou a importância do trabalho na prestação de serviços do Detran. Ele lembrou que “além de inseridos no mercado do trabalho, os novos funcionários vão facilitar o atendimento aos usuários com deficiência, a exemplo das pessoas surdas que encontrarão nos principais setores do Detran atendentes e recepcionistas com formação em libras”.


O superintendente explicou que, mais que em qualquer órgão público, no Detran os usuários pagam, diretamente, por meio de taxas de serviço, pelo atendimento que recebem, e, portanto, merecem e exigem atenção, segurança e agilidade.


Durante o encontro, o presidente da Asdef, Francisco Izidoro, destacou o pioneirismo do Detran na contratação das pessoas com deficiência. Ele disse que o modelo de convênio firmado com o Detran vai servir de padrão para novos convênios e agradeceu a maneira como os contratados foram acolhidos pela diretoria e pelos servidores do Detran.


Luzia Neida, que é
deficiente visual e vai trabalhar na central telefônica, compôs uma música para expressar a gratidão pela conquista de uma vaga no mercado de trabalho. Emocionada, ela cantou durante o encerramento do curso e saiu de lá para o primeiro expediente na sede do Detran, em Mangabeira.

Distribuição da vagas
– O preenchimento das 60 vagas abertas no Detran para pessoas com deficiência foi feito através de inscrições realizadas junto ao Sistema Nacional de Emprego Estadual (Sine-PB) para as unidades do Detran em João Pessoa e Campina Grande. Em princípio, foram oferecidas 41 para João Pessoa e 19 para Campina Grande.

De acordo com os cargos, as vagas oferecidas foram: 10 para atendente e recepcionista com noções em Libras (sendo 8 para João Pessoa e 2 para Campina Grande); 30 para atendente e recepcionista (19 para João Pessoa e 11 para Campina Grande) ; 20 para digitador e digitador de documentos (14 para João Pessoa e 6 para Campina Grande).

Ainda segundo o superintendente, Rodrigo Carvalho, a previsão é de que o número de vagas para pessoas com deficiência aumente em 2013. 

Ele também lembrou que o concurso público realizado pelo Detran reserva sete vagas para pessoas com deficiência. As inscrições, iniciadas no dia 19 de novembro, podem ser feitas até o dia 6 de janeiro de 2013.

O concurso será realizado pela Fundação Professor Carlos Augusto Bittencourt –Funcab e as inscrições estão sendo feitas pela internet, no endereço eletrônico www.funcab.org.

Veleiro adaptado para pessoas com deficiência atraca no Recife

Veleiro no mar
O veleiro Lord Nelson, uma embarcação adaptada para pessoas com dificiência, atraca nesta quarta-feira (28), às 16h, no Recife

O barco que tem aproximadamente 52 metros, foi projetado pela Associação Ong Inglesa Jubilee sailing trust, visando a acessibilidade.

 A embarcação tem capacidade para navegar em qualquer mar do mundo. O veleiro estava em Fernando de Noronha e poderá ser visitado até a próxima sexta- feira (30), de forma gratuita.

Ao sair do Nordeste o barco acessível vai para o Rio de Janeiro e e depois para a Cidade do Cabo (África), Singapura (Índia), volta para a América Latina e finaliza o seu roteiro dando a volta ao mundo até 2014.

Durante sua estadia no Porto do Recife, a Superintendência Estadual de Apoio a Pessoa com Deficiência (SEAD) estará mobilizando todo o segmento para conhecer a embarcação. 

Os interessados devem procurar a SEAD, que estará organizando grupos para levar até o local de visitação.

Veterano de guerra comanda prótese do braço com sinais do cérebro

Braço biônico
Após a explosão, o cabo Sebastian Gallegos despertou para ver o sol de outubro cintilando na água, uma imagem tão adorável que ele achou que estava sonhando. Então algo chamou sua atenção, o arrastando de volta à dura realidade: um braço, boiando perto da superfície, com um elástico preto de cabelo em volta do seu pulso.

O elástico era uma recordação de sua esposa, um amuleto que ele usava em toda patrulha no Afeganistão. Agora, das profundezes de sua bruma mental, ele o observava flutuando como um pedaço de madeira em uma leve correnteza, preso a um braço que não estava mais ligado a ele.

Ele foi vítima de uma explosão e estava no fundo de uma vala de irrigação.

Dois anos depois, o cabo se vê ligado a um tipo diferente de membro, um dispositivo robótico com motor eletrônico e sensores capazes de ler sinais de seu cérebro. Ele está no consultório de sua terapeuta ocupacional, levantando e baixando uma esponja enquanto monitora uma tela de computador, que rastreia os sinais nervosos em seu ombro.

Fechar a mão, levantar o cotovelo, ele diz para si mesmo. O braço mecânico levanta, mas a mão como garra abre, soltando a esponja. Tente de novo, instrui a terapeuta. Mesmo resultado. De novo. Engrenagens minúsculas chiam e sua testa enruga com o esforço mental. O cotovelo levanta e desta vez a mão permanece fechada. Ele respira aliviado.

Sucesso.

“Como um bebê, você pode segurar um dedo”, disse o cabo. “Eu tenho que reaprender.”

Não é uma tarefa fácil. Dos mais de 1.570 militares americanos que tiveram braços, pernas, pés ou mãos amputados por ferimentos no Iraque ou Afeganistão, menos de 280 perderam membros superiores. As dificuldades deles no uso de próteses são em muitos aspectos muito maiores do que para aqueles que perderam membros inferiores.

Entre os ortopedistas, há um ditado: as pernas podem ser mais fortes, mas braços e mãos são mais inteligentes. Com um grande número de ossos, juntas e riqueza de movimento, os membros superiores estão entre as ferramentas mais complexas do corpo. Reproduzir suas ações com braços robóticos pode ser extremamente difícil, exigindo que os amputados entendam as contrações distintas dos músculos envolvidos em movimentos que antes faziam sem pensar.

Dobrar o braço, por exemplo, exige pensar na contração de um bíceps, apesar do músculo não existir mais. Mas o pensamento ainda envia um sinal nervoso que pode dizer à prótese para dobrar. Toda ação, de pegar um copo a virar as páginas de um livro, exige algum exercício do cérebro.

“Há muita ginástica mental com as próteses de membros superiores”, disse Lisa Smurr Walters, a terapeuta ocupacional que trabalha com Gallegos no Centro para os Intrépidos, do Centro Médico Brooke do Exército, em San Antonio.

A complexidade dos membros superiores, entretanto, é apenas parte do problema. Apesar da tecnologia das próteses de pernas ter avançado rapidamente na última década, as próteses de braços têm sido mais lentas. Muitos amputados ainda usam ganchos movidos pelo corpo. E os braços eletrônicos mais comuns, dos quais a União Soviética foi pioneira nos anos 50, melhoraram com os materiais mais leves e microprocessadores, mas ainda são difíceis de controlar.

Aqueles que perdem membros superiores também precisam lidar com a perda crítica das sensações. O toque –a habilidade de diferenciar uma pele de bebê de uma lixa ou de dosar a força para segurar um martelo ou dar um aperto de mão– deixa de existir.

Por todos esses motivos, quase metade daqueles que perdem membros superiores optam não pelo uso de uma prótese, mas por seguir em frente com apenas um braço. Em comparação, quase todos aqueles que perdem membros inferiores usam próteses.

Mas Gallegos, 23 anos, faz parte de uma pequena vanguarda de militares amputados que está se beneficiando com os novos avanços na tecnologia de membros superiores. Neste ano, ele foi submetido a uma cirurgia pioneira conhecida como reenervação muscular seletiva, que amplifica os sinais nervosos minúsculos que controlam o braço. Na prática, a cirurgia cria “soquetes” adicionais, nos quais os eletrodos da prótese podem ser conectados.

Um maior número de soquetes lendo sinais mais fortes tornará o controle de sua prótese mais intuitivo, disse o dr. Todd Kuiken, do Instituto de Reabilitação de Chicago, que desenvolveu o procedimento. Em vez de ter que pensar em contrair tanto o tríceps quanto bíceps apenas para fechar a mão em punho, o cabo poderá apenas pensar “fechar a mão” e os nervos apropriados poderão ser ativados automaticamente.

Nos próximos anos, nova tecnologia permitirá aos amputados sentir com suas próteses ou usar programas de reconhecimento de padrões para movimentar seus dispositivos mais intuitivamente, disse Kuiken. E um novo braço em desenvolvimento pelo Pentágono, o DEKA Arm, é muito mais hábil do que o atualmente disponível.

Mas para Gallegos, controlar sua prótese de US$ 110 mil após a cirurgia de reenervação continua sendo um desafio e provavelmente exigirá mais meses de exercícios tediosos. Por esse motivo, apenas os amputados mais motivados –superusuários, como são chamados– são autorizados a receber a cirurgia.
Gallegos nem sempre foi assim.

Seu pai, um veterano do Exército, não queria que ele ingressasse na infantaria, mas seu filho era como ele e ignorou o conselho.

Gallegos cresceu no Texas, criado na pobreza principalmente por sua mãe divorciada. Ele era inteligente, ambicioso e um pouco sabe-tudo, disse sua esposa, Tracie, que cursou o colégio com ele. Uma bolsa universitária parecia certa.

Mas a ideia do serviço militar falou mais alto.

“Eu sentia que era imaturo demais para ir à escola e ser um moleque na faculdade”, ele disse.
O Corporação dos Marines parecia ser o desafio perfeito.

Ele amava a corporação e a corporação parecia amá-lo. Antes de ser enviado para o campo de batalha em 2010, ele foi nomeado líder de uma equipe de três e enviado para aprender pashtu básico, a língua do maior grupo étnico do Afeganistão.

Sua unidade, a Companhia Lima do 3º Batalhão, 5º dos Marines, saiu do Campo Pendleton, chegou à província de Helmand em setembro daquele ano e imediatamente enfrentou alguns dos combates mais duros da guerra, que resultaram na perda de 25 homens em sete meses, a maioria por artefatos explosivos improvisados, ou AEIs.

Em outubro, Gallegos, estava caminhando na segunda posição em uma patrulha pelo distrito de Sangin quando pisou em um canal de irrigação, ouviu uma explosão e apagou. Quando despertou, ele se viu ancorado no fundo por sua armadura e armamento. Ele tentou se soltar com seu braço direito, sem perceber que ele tinha sido virtualmente partido abaixo do ombro.

No helicóptero de evacuação, o cabo vislumbrou seu braço intacto envolto em bandagens, o que lhe deu esperança de que os médicos conseguiriam reimplantá-lo.

Essa esperança acabou no Centro Médico Brooke do Exército, onde ele deu início ao longo processo de recuperação. Sua postura, ele reconhece agora, foi negativa, influenciada por outro marine que raramente usava sua prótese porque a considerava muito desconfortável.

Mas então Gallegos conheceu um amputado da Força Aérea que foi um dos primeiros em Brooke a receber a cirurgia de reenervação muscular seletiva. O aviador o alertou que a reabilitação seria frustrante e dolorosa, mas que a recompensa seria imensa.

“Não dava para perceber, a menos que olhasse atentamente para ele, que ele não tinha o braço”, disse Gallegos. “Então pensei: ‘Eu quero ser melhor do que ele’.”

Primeiro, entretanto, ele teve que aprender a lidar com a dor do membro fantasma. Uma sensação pulsante como a de ter um torniquete apertado no braço, a dor às vezes é forte o bastante para manter o cabo preso à cama, o que o deixa incapaz de se concentrar ou conversar.

“Ele vive com dor constante”, disse Tracie Gallegos, que está cursando enfermagem. “Mas ele não se queixa, porque não quer que as pessoas perguntem: ‘Você está bem?’ Essa pergunta realmente o incomoda.”

Com o passar do tempo, medicação e cirurgias reduziram a dor o suficiente para que ele voltasse a praticar com o braço robótico. Ele descobriu que o dispositivo é um enigma para o cérebro, frustrando seus esforços para fazê-lo obedecer. Mais de uma vez ele ameaçou atirá-lo pela janela.

Para motivá-lo nesses momentos, ele pensava em seus amigos marines. Ele então fez uma manga de silicone em tom de pele para sua prótese, gravada com os nomes de todos os 10 marines da Companhia Lima que morreram em Sangin. Agora, quando ele precisa de estímulo, ele olha para o braço – no local onde antes ele usava o elástico de cabelo de sua esposa– e recita todos os nomes deles como uma oração pessoal.

Quando ele começou a usar seus braços mecânicos por mais tempo a cada dia, seu protesista, Ryan Blanck, decidiu que Gallegos poderia estar pronto para a cirurgia de reenervação seletiva. O procedimento explora a capacidade natural dos músculos de amplificar os sinais nervosos. 

Ao redirecionar os nervos para os músculos saudáveis e redesenhar o tecido para deixá-los mais próximos dos sensores na prótese, o procedimento fortalece os sinais do cérebro e, consequentemente, a capacidade deles de controlar a máquina.

Ao usar o mesmo tipo de prótese que usava antes, Gallegos notou a diferença quase que imediatamente. Ele não mais precisava pensar tanto em contrair vários músculos: quando ele queria que o braço se movesse, ele se movia, mais rápido e com maior fluidez.

Mas isso não significava que ele se movia como ele queria. Ele ainda tem problemas com “linha cruzada”, quando certos nervos falam mais alto que outros. Se um nervo do pulso domina, por exemplo, um paciente pode ter que pensar em virar o pulso para poder fechar a mão. Mas com o uso repetido, os nervos passam a se entender e a necessidade de artifícios desaparece, disse Kuiken.

Apesar de todos seus ganhos com a prótese, Gallegos não superou o embaraço que sente quando usa seu braço robótico em público. Certa vez a mão se soltou em um restaurante lotado, assustando uma criança próxima. No escuro do cinema, os sons como do Exterminador do Futuro de seu braço provocam sussurros surpresos. E até hoje ele não veste camisas de manga curta em restaurantes.

“Mesmo que esteja calor, eu visto uma jaqueta para evitar que olhem”, ele disse.

Por um ano após quase se afogar no Afeganistão, Gallegos não conseguia se aproximar de água, qualquer que fosse, mesmo a River Walk, um calçadão margeado por restaurantes na margem do Rio San Antonio. Mas um terapeuta o ajudou a superar sua ansiedade, primeiro nadando, depois andando de caiaque e depois surfando.

Ben Kvanli, um ex-atleta olímpico que dirige um programa de caiaques para soldados inválidos, disse que Gallegos foi inicialmente um remador ambivalente. Mas sua técnica era boa, em parte porque a prótese o forçava a usar mais seus músculos principais. E ele era rápido.

Tão rápido que Kvanli o está encorajando a tentar participar da equipe nacional paraolímpica no ano que vem.

“Independência é uma grande parte disso”, disse Kvanli. “Ele está provando algo.”

Fortemente independente desde a infância, ele teve dificuldade com a perda da independência após perder seu braço. De repente, ele tinha que pedir ajuda com botões, zíperes e cadarços. E ele odeia pedir ajuda.

Há buracos na parede de sua sala de estar que testemunham suas tentativas fracassadas de pendurar coisas usando sua prótese. E ele ainda estremece com a lembrança de dar ordens para sua esposa enquanto ela montava os móveis da sala de estar que ele não podia montar.

“Ainda há muita coisa complicada”, ele disse. “Eu ainda estou descobrindo dia a dia qual será o meu normal.”

Por esse motivo, ele não faz mais grandes planos para o futuro, como fazia antes. Mantenha tudo simples, ele diz para si mesmo: saia da Corporação dos Marines. Vá para a faculdade. Aprenda a amarrar o sapato com uma mão robótica.

E talvez, apenas talvez, se torne um atleta paraolímpico.

Assim, lá estava ele em uma tarde recente, andando de caiaque no ensolarado Rio San Marcos, usando a prótese errada, porque ele quebrou sua prótese para caiaque enquanto surfava. Normalmente ele fica à frente do grupo, mas naquele dia seu braço ficava se soltando e ele parecia sentir dor ao se esforçar para acompanhar os demais.

Mas de sua boca não saiu nada que parecesse uma queixa. E ao final da viagem de seis horas, ele subiu os quatro metros da Graduation Falls, a primeira vez que o fez de barco. Após a queda vertical na água espumante, seu caiaque desapareceu momentaneamente antes de voltar à superfície como uma rolha.

Com olhar sorridente sob a aba de se capacete, Gallegos remou até a margem, colocou seu barco no ombro bom e começou a caminhar penosamente rio acima.

Ele não pediu ajuda.

28 de nov de 2012

Projeto de Lei prevê reserva de cadeiras para acompanhante de deficientes no Piauí

Símbolo de acessibilidade é formado por diversas pessoas
A Assembleia Legislativa do Piauí aprecia projeto de lei de autoria do deputado estadual Gessivaldo Isaías (PRB) que obriga reserva de assento para acompanhante de pessoas com deficiência em teatros, cinemas, casas de shows e espetáculos no Piauí

A matéria será discutida nas comissões técnicas antes de ser levada para o plenário da Casa.

No artigo 2º, consta que os estabelecimentos culturais terão prazo de até 180 dias, a partir da regulamentação da lei, para promover as adequações necessárias. Também está previsto que em caso de não cumprimento haverá várias penalidades.


A primeira será a simples notificação ao teatro, cinema, casa de espetáculo, depois, haverá uma advertência e, em seguida, multa de R$ 1 mil. A última penalidade para os infratores será a interdição, depois de feita a notificação.


Outro projeto do deputado Gessivaldo Isaías dispõe sobre a exigência de vistoria anual com o laudo técnico e anotação da responsabilidade técnica (ANT) para a utilização de brinquedos em parques de educação infantis de ensino fundamental público e privado, nos bufês, parques públicos de diversão, condomínios, hotéis, clubes e similares.
 

Sistema em Limeira (SP) avisará cegos sobre chegada de ônibus ao ponto

Símbolo de deficiente visual
Limeira (SP) é a terceira cidade do país a implantar um sistema que busca facilitar o uso do transporte coletivo por deficientes visuais

Receptores de radiofrequência instalados em 130 ônibus vão avisar, aos cegos que tiverem o aparelho transmissor do sinal, a aproximação do veículo ao ponto de embarque e desembarque.

 A ideia, de acordo com a empresa que desenvolveu a tecnologia, funciona desde 2010 em Jaú (SP) e em Araucária (PR).

Pelo sistema, cada linha de ônibus ganhará uma frequência e o usuário poderá programar seu receptor de acordo com a necessidade. 


Quando o veículo e o deficiente estiverem próximos, os aparelhos emitirão um sinal sonoro, avisando o usuário que o ônibus está chegando e o motorista de que há um usuário à espera.
 
A Prefeitura comprou 130 transmissores e 130 receptores ao custo de R$ 157,3 mil. O funcionamento dos equipamentos terá início em caráter experimental com o fim dos treinamentos, que começaram nesta segunda-feira (26) junto a motoristas e cobradores das empresas Viação Limeirense e Rápido Sudeste, que operam o transporte público no município.

Na quinta-feira (29), o treinamento será ministrado para 12 deficientes visuais que frequentam a Escola João Fischer Sobrinho, especializada no atendimento desse público. O grupo será o primeiro a receber os aparelhos. 

Os cegos que não frequentam a instituição e que estiverem interessados devem procurar a escola a partir da próxima semana e solicitar o equipamento, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura.
 

No AM, cartões para identificar vagas de idosos e deficientes geram dúvidas

Vaga de estacionamento para pessoas com deficiência
O uso das credenciais distribuídas pela Prefeitura de Manaus para identificar idosos e deficientes físicos que estacionam em vagas preferenciais ainda gera dúvidas na capital.

A estudante Silvia Guedes não tirou a carteira no
Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) e foi multada no estacionamento de um shopping da cidade. 

Ela não sabia o que fazer para cancelar a multa e garantir o direito. "Eu estava certa, mas não tinha o cartãozinho de identificação, e não havia ninguém para orientar sobre o assunto. Ficamos sem saber o que fazer, procuramos o gerente do estacionamento e ele não soube nos informar muito bem", explicou.

A identificação para idosos e deficientes físicos estacionarem em locais reservados começou a valer em junho deste ano. Porém, muita gente ainda desrespeita o direito destas pessoas. Segundo o Manaustrans, 5.400 notificações já foram feitas devido ao estacionamento em vagas exclusivas sem o documento. A multa é de R$ 53,20.


O caso de Silvia pode ser facilmente resolvido. Ela precisa ir à sede do órgão pedir o cancelamento da multa, e dar entrada no documento de identificação. "A credencial é um documento pessoal do deficiente ou do idoso. 

Se a pessoa que dirige o veículo não possui a credencial, será expedida uma notificação. Mas a pessoa também pode procurar o órgão de trânsito, e lá será cancelado esse auto de infração pelo presidente do instituto que tem poder para isso, e ao mesmo tempo o condutor vai poder tirar sua credencial para assegurar o direito garantido pelo código de trânsito", afirmou o diretor de Operações do Manaustrans, Cleitman Coelho.

O endereço do Manaustrans é Avenida Tefé, bairro Japiim, Zona Sul da capital. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, de 8h às 14h.

Haddad vai anunciar nesta quarta nomes de novos secretários

Símbolo de acessibilidade
O prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), vai anunciar, nesta quarta-feira (28), mais sete nomes que irão compor seu secretariado durante o governo. O petista já tinha divulgado o nome de outros sete secretários.

A estimativa é que o novo governo mantenha a mesma quantidade de secretarias existentes, que hoje são 27. 

No entanto, as pastas sofrerão modificações com a exclusão ou criação de pastas, como ocorreu com a secretaria de Promoção da Igualdade Racial, que foi recém-criada.

Novos nomes

 
O anúncio dos novos sete secretários ocorrerá nesta tarde em evento comandado pelo prefeito eleito. Segundo o G1 apurou, a equipe de transição de Haddad escolheu o ex-vereador Chico Macena (PT) para ocupar a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, uma das pastas mais problemáticas da prefeitura.

O petista João Antônio deixa o seu cargo de deputado estadual para assumir a pasta de Relações Institucionais. A secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, que hoje é coordenada pela vice-prefeita Alda Marco Antônio, será chefiada pela advogada Luciana Temer, filha do vice-presidente Michel Temer (PMDB), que apoiou Haddad no segundo turno das eleições municipais.


A vice de Gabriel Chalita à prefeitura paulista,
Marianne Pinotti (PMDB), também vai ganhar um cargo no novo governo e ficará com a secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida. O presidente municipal do PSB, o vereador Eliseu Gabriel, será o novo secretário de Desenvolvimento Econômico.

Os vereadores reeleitos Netinho de Paula (PC do B) e Roberto Tripoli (PV) assumem as secretarias da Promoção da Igualdade Racial e do Verde e Meio Ambiente, respectivamente. Tripoli é o atual líder do prefeito Gilberto Kassab (PSB) na Câmara Municipal.


Outras secretarias

Haddad já havia divulgado o nome de outros sete secretários escolhidos neste mês. O deputado federal Jilmar Tatto (PT) será secretário dos Transportes. O ex-prefeito de Diadema, José de Filippi Jr. (PT), irá administrar a pasta da Saúde.

O vereador Antonio Donato, que foi coordenador da campanha de Haddad, assumirá a secretaria de governo. A economista Leda Maria Paulani foi anunciada como secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão. O arquiteto Fernando de Mello Franco é o novo secretário de Desenvolvimento Urbano. O advogado Luís Fernando Massonetto foi escolhido como secretário de Negócios Jurídicos. E o engenheiro elétrico Marcos de Barros Cruz foi nomeado secretário de Finanças.

27 de nov de 2012

2013 é declarado como Ano Ibero-americano para inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho

Mão segura carteira de trabalho
No sábado, 17, foi finalizada a 22ª Cúpula Ibero-americana, em Cádiz, Espanha, que declarou o ano de 2013 como sendo “Ano Ibero-americano para inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho”.

Com base em dados do Relatório Mundial sobre a Deficiência, da Organização Mundial da Saúde – OMS, 15% da população mundial tem algum tipo de limitação física e cerca de 90 milhões desse total vivem na região ibero-americana.  

A predominância de deficiências é maior nos países de baixa renda e na população feminina, segundo esse mesmo relatório.

Os chefes de Governo e de Estado da Península Ibérica e da América Latina reconheceram, em comunicado oficial, a necessidade de fortalecer políticas públicas e assegurar a inclusão trabalhista às
pessoas com deficiência.

No documento aprovado na cúpula de Cádiz, os líderes consideram que cerca de 80% das pessoas com deficiência em idade laboral estão desempregadas por falta de
acessibilidade, bem como de conscientização do setor privado sobre o potencial destas pessoas.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br

Revisão do "Manual de Diagnóstico e Estatistico de Transtornos Mentais - DSM-5" traz nova visão sobre o autismo

Criança com autismo
Sem conseguir olhar nos olhos, com dificuldade de se comunicar e de interagir socialmente, os autistas se fecham num mundo particular. 

Compreender este universo é o desafio da Associação Americana de Psiquiatria, que lançará em maio de 2013 uma revisão do “Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais” (DSM-5), seguido por organizações de todo o mundo e que traz, entre outras medidas, novas diretrizes sobre a síndrome.

  As mudanças têm gerado polêmica em alguns países. No Brasil, o desafio maior é ainda o da sensibilização da importância do diagnóstico precoce.

A reformulação prevê usar o termo “espectro autista” para o que antes era conhecido por profissionais como “transtorno invasivo do desenvolvimento”. Sob este guarda-chuva estavam síndromes, como a de Asperger, de Rett, desintegrativa da infância e o autismo clássico, que deixarão de existir. Em vez disso, o paciente do espectro autista será avaliado por níveis, de leve a grave.

A força-tarefa da associação defende que a nova categoria ajudará clínicos a diagnosticar os sintomas e comportamentos de cada indivíduo com mais precisão, evitando colocar rótulos que não garantem um melhor tratamento. Já alguns especialistas e organizações — especialmente as de defesa de pacientes com Asperger, considerado um transtorno mais leve —, temem um estreitamento do diagnóstico e que o grupo seja subavaliado, perdendo direitos como o de tratamento em centros específicos.


— Esta é, de fato, uma preocupação. Os dados utilizados para apoiar a mudança vêm de uma grande amostra muito bem caracterizada, e nela cerca de 10% dos casos perderam o diagnóstico. Mas minha preocupação, na verdade, é que poderá haver um número muito maior de casos, e há outros dados que sustentam isto — avaliou o especialista em autismo Fred Volkmar, diretor do Centro de Estudos da Criança da Escola de Medicina de Yale, nos Estados Unidos.


De acordo com o censo 2000 do
IBGE, estima-se que haja 454.706 crianças com transtorno invasivo do desenvolvimento no Brasil, com uma taxa de prevalência de uma para 150. Nos EUA, de acordo com um levantamento publicado este ano pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças, há um autista para cada 88 indivíduos (em 2002, havia um para 155 no país). Além disso, há duas vezes mais homens que mulheres autistas. A frequência do espectro autista tem aumentado há décadas, mas pesquisadores não chegam a um acordo se a tendência é resultado de maior preocupação e conhecimento sobre o transtorno ou se existe realmente um aumento de incidência.

— Se a criança consegue ter uma intervenção antes dos 3 anos, ela chega a ter uma melhora de 80% nos sintomas autistas. Se consegue desenvolver a linguagem simbólica, ou seja, entender o dito pelo não dito, antes de 5 anos, a melhora pode chegar a 90% — afirmou o chefe do Setor de Psiquiatria Infantil da Santa Casa de Misericórdia, Fabio Barbirato, que ministra o VII Simpósio Nacional em Psiquiatria para a Infância e Adolescência, nos próximos dias 7 e 8.


A importância do diagnóstico precoce

Notar se o bebê tem interesse por outras crianças, se ele costuma fazer imitações e se olha para os pais são alguns dos sinais que podem ser percebidos no dia a dia e ajudar no diagnóstico. Como parte do tratamento, Barbirato recomenda fonoaudiologia e terapia cognitiva-comportamental. Dietas, como a do glúten, não têm comprovação científica. O psiquiatra ainda orienta os pais a buscar profissionais habilitados pelas associações médicas.

— Existem muito mais crianças sem o diagnóstico do que com diagnóstico, principalmente em zonas rurais, e que estão sem tratamento — diz Barbirato, citando empecilhos como o despreparo de profissionais e a falta de conhecimento ou receio de pais de lidar com o tema.


Apesar de a ciência ainda investigar o que pode causar o autismo, já se tem melhor compreensão do seu cérebro. O periódico “Journal of the American Medical Association” (Jama), por exemplo, publicou no ano passado um estudo mostrando que as crianças autistas tinham 67% mais neurônios numa região chamada córtex pré-frontal, associada ao desenvolvimento cognitivo e emocional. O órgão também era 17,6% mais pesado do que os de crianças não autistas. Apesar de mais neurônios, o peso do cérebro era aquém ao esperado, sugerindo haver uma patologia neurológica.


Além do DSM-5, existe a
Classificação Internacional das Doenças (CID-10), no âmbito da Organização Mundial de Saúde (OMS), que também passa por reformulação. Ambos guias fornecem informações a profissionais e pesquisadores sobre o diagnóstico de doenças, e a CID ainda é usada como base de governos para produzir estatísticas. A próxima CID-11 está prevista para ser aprovada pela Assembleia Mundial de Saúde em 2015.

— Estamos cientes das propostas do DSM-5. Esta é uma das várias opções que vamos considerar para a CID-11 — afirmou o diretor sênior do Projeto de Revisão da CID-10, Geoffrey Reed, que ponderou: — Vamos avaliar a visão da sociedade civil, que expressou grande preocupação sobre o colapso destes diagnósticos, em particular da perda de um diagnóstico separado da síndrome de Asperger.
 

Projeto prevê impressão em Braille de contas de água, IPTU e ISSQN

Dedo passa sobre braille
Em Sorocaba (SP), as contas de água e esgoto, IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza) poderão ser impressas também em Braille, com o objetivo de facilitar a leitura para as pessoas que têm deficiência visual.

 É o que propõe o vereador Marinho Marte (PPS) por meio de projeto de lei que entra em primeira discussão na sessão da próxima terça-feira, 27.

De acordo com o projeto, os usuários ou contribuintes com deficiência visual deverão solicitar, junto ao órgão competente, por escrito, a conta impressa no método Braille de leitura. 

“Além de garantir um direito da pessoa com deficiência visual, esse projeto contribui para fortalecer a autonomia dessas pessoas, que, hoje, dependem de terceiros para controlar suas próprias contas”, afirma Marinho Marte.

Marinho Marte observa que, segundo o Censo 2010 do IBGE, o tipo mais comum de deficiência no país é a deficiência visual, que atinge 35,8 milhões de pessoas, das quais 6,6 milhões apresentam deficiência visual severa e 506 mil são cegas. 

“Isso mostra a necessidade de políticas públicas voltadas para esse segmento social, que precisa ter seus direitos de cidadão plenamente resguardados”, afirma o parlamentar, ressaltando a relevância social de seu projeto de lei.

Ipem-SP fiscaliza selo de acessibilidade em empresas de transporte coletivo

Pessoa em cadeira de rodas está na frente de elevador de ônibus
O Ipem-SP, instituição vinculada à Secretaria da Justiça, realizou na última quinta-feira, 22 - na capital paulista e na região do ABC - a operação "Vulcano". 

O objetivo era fiscalizar a presença do selo do Inmetro no transporte coletivo urbano e rodoviário, que garante a acessibilidade de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Os fiscais vistoriaram 807 ônibus, em nove garagens de empresas de transporte público e rodoviário. 

Apenas dois deles, de empresas localizadas em Santo André, não apresentavam o selo do Inmetro. 

O selo obrigatório é uma garantia de que existe indicação dos assentos preferenciais e das áreas reservadas para idosos, mulheres grávidas e com bebês de colo.

As multas do Ipem-SP, para quem descumpre a legislação, podem variar entre R$ 100 e R$ 1,5 milhão. No caso dos produtos certificados (que devem trazer o selo do Inmetro), o valor mínimo é de R$ 800 e o máximo, de R$ 30 mil.

Novo programa traça perfil e dá suporte a pessoas com deficiência

Mão digita sobre teclado
O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, o secretário dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Irajá de Brito Vaz, e o presidente do Instituto Curitiba de Informática (ICI), Renato Rodrigues, lançaram nesta quinta-feira (22) o programa Quem é Você e um portal específico para a o suporte e o reforço de políticas públicas voltadas ao atendimento de pessoas com deficiência.

Pelo Quem é Você, a Prefeitura terá um levantamento mais apurado da situação da pessoa com deficiência em Curitiba, por meio da coleta de informações como endereço, tipo de deficiência, nível de mobilidade, inserção no mercado de trabalho, grau de instrução, entre outras.

O programa tem como ferramenta um portal exclusivo na internet no qual poderá ser feito o cadastramento e a divulgação de informações, de políticas e serviços para as pessoas com deficiência e para cidadãos que se interessam pelo assunto.

“Ao longo desses dois anos da criação dessa secretaria, a população pode perceber mais de perto as ações e as obras de acessibilidade desenvolvidas na cidade”, disse o prefeito Luciano Ducci, acrescentando que o projeto Quem é Você é um bom exemplo de ação concreta. 

Para ele, o projeto é uma grande ferramenta que funcionará como um canal oficial de informações que possibilitarão um diagnóstico preciso da situação das pessoas com deficiência na cidade. “Com isso as ações da Prefeitura serão diretamente focadas nas demandas necessárias da população", afirmou o prefeito.
  
Dados consistentes - Acessibilidade e informação foram a base do desenvolvimento do portal, que pretende ser um ponto de referência sobre o assunto na cidade. Por meio dele, a pessoa com deficiência terá acesso aos serviços oferecidos pela secretaria, notícias e publicações, eventos, legislação e também a uma lista com os endereços de todas as escolas e entidades de ensino especial da cidade. 

 “Esta é uma ferramenta que irá colocar Curitiba na vanguarda e melhorar a qualidade de vida das pessoas”, disse o secretário Irajá de Brito Vaz.

O secretário destacou que levantamento do IBGE aponta que Curitiba tem 354.964 pessoas com algum tipo de deficiência. 

"Trata-se de um trabalho feito por amostragem, que auxilia, mas não fornece dados mais consistentes e necessários para o bom desenvolvimento de políticas públicas e projetos de mobilidade voltados aos direitos desses cidadãos", observou Irajá.

Ele, que é cadeirante, lembrou que quando foi pesquisado para o Censo do IBGE não foi perguntado sobre sua deficiência ficando constado no seu cadastro que naquele domicílio não havia ninguém com deficiência. “Por isso decidimos criar o programa. Queríamos uma ferramenta que nos oferecesse o máximo de informações e com riqueza de detalhes. Esse software desenvolvido pelo ICI vai nos dizer exatamente quem são, onde estão e quais são as necessidades dessas pessoas”.

De acordo com o presidente do ICI, Renato Rodrigues, a ideia do portal é atender à necessidade da secretaria, que precisa dessa ferramenta para se comunicar como as pessoas deficientes. “Essa medida faz parte de um projeto de soluções que transformou Curitiba na cidade mais digital do país”, disse. Para ele o programa idealizado pelo secretário Irajá é mais que uma ousadia, “é uma inspiração”.

26 de nov de 2012

João Pessoa promove seminário de educação e reúne 53 municípios paraibanos

Três mãos estão sobre mão de uma criança
A Prefeitura de João Pessoa (PMJP), em parceria com o Ministério da Educação e Cultura (MEC), promove o VI Seminário de Educação Inclusiva: Direito à diversidade, voltado aos gestores e educadores da rede municipal da Paraíba. 

O evento começa nesta segunda-feira (26) e segue até sexta-feira (30), na Associação dos Plantadores de Cana (Asplan), no Centro da Capital.

O evento coordenado pela Secretaria de Educação e Cultura (Sedec) terá a participação de representantes do setor de 53 municípios paraibanos.

A programação oferece desde palestras e debates de educadores que lidam com a temática e que irão socializar suas experiências educacionais e estratégias de enfretamento para garantir a presença desses alunos nas escolas regulares, até trabalhos e seminários em equipe.

O secretário de educação e cultura assegura que o seminário é uma grande oportunidade, mas é apenas o ponta pé inicial.

“É necessário, que esses gestores e educadores resignificassem suas idéias, atitudes e prática das relações sociais, tanto no âmbito político-administrativo, quanto no didático-pedagógico, no interior de suas escolas de origem, ao focalizarem esses alunos como sujeitos de direito e foco de toda ação educacional especializada”, concluiu Luíz Sousa Júnior.

Já coordenadora da educação especial da Sedec, Sandra Verônica, que desde 2003 está à frente do programa no Pólo de João Pessoa, esclarece que o alvo desse seminário é disseminar a política nacional de educação, na perspectiva da educação inclusiva.

“A idéia é que os participantes, após este processo formativo, possam se instrumentalizar para garantir uma organização escolar que favoreça a cada aluno com deficiência, transtorno global do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação o direito de acesso e permanência na rede de ensino de sua cidade de origem”.

Educação Especial – A PMJP por meio da Secretaria de Educação realiza um trabalho voltado para este público alvo, nas 95 escolas e 43 Centros de Referência em educação Infantil (Creis).

Atualmente, na rede municipal de ensino existem 650 estudantes da educação especial matriculados e que tem a sua disposição, além do atendimento educacional especializado, vale transporte para aquele familiar levá-lo para atendimento psicopedagógico nas instituições conveniadas.
 

Programação


Segunda-feira (26/11)

8h – Credenciamento.
9h – Abertura, Execução do hino nacional e mensagem dos componentes da mesa.
9h30 – Coffee Break.
10h – Palestra: Política nacional de educação especial na perspectiva inclusiva. Ministrante: Profª Denise Oliveira Alves.
12h – Almoço.
13h30 – Palestra: Direitos das pessoas com deficiência. Ministrante: Profª Denise Oliveira Alves.
15h45 – Intervalo.
16h – Debate.
18h – Conclusão das Atividades.
 
Terça- feira (27/11)

8h – Palestra: Atendimento educacional especializado. Ministrante: Profª Vera Lúcia Val Pimentel.
9h45 – Intervalo.
10h – Trabalhos em grupo.
11h – Apresentação das atividades.
12h – Almoço.
13h30 – Palestra: Atendimento educacional especializado. Ministrante: Profª Vera Lúcia Val Pimentel.
15h45 – Intervalo.
16h – Debate.
18h – Conclusão das atividades.

Quarta-feira (28/11)

8h – Palestra: Autismo/Inclusão escolar e Atendimento educacional especializado. Ministrante: Profª Eliane Rodrigues Araújo.
9h45 – Intervalo.
10h – Trabalhos em grupo.
11h – Apresentação das atividades.
12h – Almoço.
13h30 – Palestra: Transtornos globais do desenvolvimento/Inclusão escolar e Atendimento educacional. Ministrante: Profª Eliane Rodrigues Araújo.
15h45 – Intervalo.
16h – Debate.
18h – Conclusão das atividades.

Quinta-feira (29/11)

8h – Palestra: Altas habilidades / Superdotação. Atendimento educacional especializado. Ministrante: Profª Drª Soraia Napoleão de Freitas.
9h45 – Intervalo.
10h – Continuação da palestra.
12h – Almoço.
13h30-Palestra: Altas habilidades /Superdotação. Atendimento educacional especializado. Ministrante: Profª Drª Soraia Napoleão de Freitas.
15h45 – Intervalo.
16h – Debate.
18h – Conclusão das atividades.

Sexta-feira (30/11)

8h – Palestra: O aluno com surdez e inclusão escolar. Atendimento educacional especializado. Ministrante: Profª Vilma Gomes Sampaio.
9h45 – Intervalo.
10h – Continuação da palestra.
12h – Almoço.
13h30 – Palestra: O aluno com deficiência visual e inclusão escolar. Atendimento educacional especializado. Ministrante: Profª Vilma Gomes Sampaio.
16h – Coffee Break e encerramento.