29 de nov de 2013

'Universo Casuo: especial de Natal' tem audiodescrição e interpretação em LIBRAS em SP

Foto do cartaz de Universo Casuo


Um espetáculo de circo moderno e vibrante que reúne música, performance, humor, poesia e a mais alta tecnologia. Universo Casuo, idealizado pelo palhaço brasileiro mais conhecido no mundo, Marcos Casuo, chega ao HSBC Brasil em duas apresentações no dia 1º de dezembro.


Casuo foi o principal clown e o único brasileiro a ser protagonista do Cirque du Soleil no espetáculo "Alegria", com shows em 22 países. No final de 2008, resolveu deixar toda a estabilidade e fama que tinha à frente da famosíssima companhia canadense para realizar um sonho: voltar ao Brasil após oito anos e montar a sua própria companhia e história com tudo o que aprendeu em sua rica experiência com o circo.


O espetáculo utiliza a mesma forma lúdica que os circos internacionais e emociona e surpreende com a combinação de artistas de altíssimo nível (equilibristas, malabaristas e músicos), performances aéreas e a poesia do Clown, responsável pelo enredo da história.
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Informações:


Data: 1º de dezembro (domingo)

Horários: 15:00 e 18:00 horas

Local: HSBC Brasil

Endereço: Rua Bragança Paulista, 1281 (próximo à Av. das Nações Unidas)

Ingressos a partir de R$ 20,00 (vinte reais). Pessoas com deficiência pagam meia entrada.





Monólogo de Marco Nanini tem sessões com audiodescrição

Foto do ator Marco Nanini em cena da peça
Nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, o espetáculo teatral “A arte e a maneira de abordar seu chefe para pedir aumento”, em cartaz no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, terá audiodescrição da Iguale Comunicação de Acessibilidade


Com este recurso, o monólogo interpretado pelo ator Marco Nanini permitirá que pessoas com deficiência visual compreendam, com riqueza de detalhes, informações exclusivamente visuais, traduzidas, em tempo real, para o verbal.


“A audiodescrição é um recurso que tem como base a tradução audiovisual intersemiótica, ou seja, do visual para o verbal, transformando imagens dinâmicas ou estáticas em descrições sonoras isentas de julgamento de valores e com o máximo de detalhes possíveis, relatando de forma harmônica toda e qualquer informação”, explica Mauricio Santana, diretor da Iguale.
 
Na peça de teatro, por exemplo, as cenas, o cenário, o figurino, os gestos dos atores, e todo contexto visual, são descritos, intercalando as falas dos atores, sem interferir no entendimento do público. 


A pessoa com deficiência recebe na entrada do teatro um receptor portátil com fone de ouvido para o qual é transmitida a audiodescrição, assim houve a narração do audiodescritor, sem causar qualquer tipo de incômodo aos demais na plateia.
 

Segundo a assessoria do Sesc Vila Mariana, os ingressos estão esgotados para toda a temporada. No entanto, ainda há lugares limitados para atendimento a pessoas com deficiência visual, que podem ser adquiridos pessoalmente pela rede INGRESSOSESC, e nas bilheterias do Sesc São Paulo.
 




Projeto de lei que regulamenta a nova meia-entrada será votado no próximo dia 03/12/2013.



Segundo Renan Calheiros, presidente do Senado, projeto de lei que regulamenta a nova meia-entrada será votado no próximo dia 03/12/2013. 


Se o projeto for aprovado, o deficiente e seu acompanhante terão direito a meia-entrada em espetáculos artísticos e eventos esportivos. Concessão, porém, não se aplica à Copa do Mundo de 2014 e à Olimpíada de 2016 *

 
Foi aprovado nesta terça-feira, 26, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte o substitutivo da Câmara dos Deputados ao projeto de lei do Senado (PLS 188/2007) que regulamenta o benefício da meia-entrada em espetáculos artísticos, culturais, esportivos e de entretenimento.

 
Segundo a Agência Senado, a concessão ficará restrita a 40% dos ingressos disponíveis (e não se aplica à Copa do Mundo de 2014 e à Olimpíada de 2016).

 
Os integrantes da comissão aprovaram pedido de urgência para votação no plenário, e esperavam que a matéria fosse agendada para votação ainda nesta terça-feira, 26. No fim da tarde, porém, o presidente do Senado, Renan Calheiros, anunciou que vai colocar como primeiro item da pauta do plenário da próxima terça-feira, 03.

 
O requerimento foi apresentado pelo relator da matéria na comissão senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). Originalmente, o projeto, dos ex-senadores Eduardo Azeredo e Flávio Arns, previa o benefício para estudantes e idosos com mais de 60 anos.

 
O substitutivo da Câmara incluiu as pessoas com deficiência e os jovens de baixa renda de 15 a 29 anos, independentemente de vinculação ao sistema educacional. No caso das pessoas com deficiência, a meia-entrada pode ser concedida, inclusive ao acompanhante.

 
JUVENTUDE

 
O senador Vital do Rêgo disse que recebeu pedidos para que a votação fosse acelerada. Inácio Arruda (PCdoB-CE) destacou que o projeto corresponde aos anseios da juventude. Cyro Miranda (PSDB-GO), que relatou a matéria na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), falou que o texto agrada a "gregos, troianos e goianos".

 
Na CCJ, onde o parecer também tinha sido favorável, apenas o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) votou contra. Ele alegou que a regulamentação da meia-entrada já havia sido esgotada com a aprovação do Estatuto da Juventude - sancionado pela presidente Dilma Rousseff em agosto.

 
fonte: Agência Estado

 
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Deficiente auditiva usa Libras para dar dicas de maquiagem

Larissa


A deficiente auditiva Larissa Jorge passou por cima de suas barreiras de comunicação e resolveu ajudar outras mulheres surdas a se arrumarem bem. Em seu blog “Brilho de Diva”, ela posta vídeos que produz explicando em Libras como fazer maquiagens.


Os vídeos também têm legendas em português e inglês, para pessoas ouvintes também acompanharem.


Confira as dicas de maquiagem em Libras no blog “Brilho de Diva”. Veja ainda um vídeo de Larissa Jorge contando sua história:

 







Virada Inclusiva chega a 4ª edição em SP com esportes, passeios, piquenique e música

Foto com cartaz da 4ª Virada Inclusiva


Com o lema “Quebrem barreiras, abram portas”, de 30 de novembro a 1 de dezembro, acontece a 4ª edição da Virada Inclusiva – Participação Plena, levando atividades às ruas, praças, parques, museus e teatros em comemoração ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, comemorado em 3 de dezembro.


No dia 30, às 10h, na Praça Oswaldo Cruz, a já tradicional passeata de abertura dá início às atividades da Virada Inclusiva, ao ritmo da bateria da Escola de Samba Rosas de Ouro, que segue a batucada até o Vão Livre do MASP.


Fonte: Catraca Livre


Aposentadoria especial para pessoa com deficiência sai no dia 03/12

Foto de carteiras de trabalho



A aposentadoria com menor tempo de contribuição para pessoas com deficiência física começa a valer a partir do dia 3 de dezembro. Segundo o deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB), a presidente da República, Dilma Rousseff, vai assinar o decreto que regulamenta a lei na data, que é o dia internacional da pessoa com deficiência física.


Conforme Faria de Sá esclarece, a data foi fixada após pressão de diversos órgãos. “Nós fomos cobrar a data dessa regulamentação, junto com o Ministério da Previdência e a Casa Civil, porque ela já está com atraso. Fomos informados que no dia 3 de dezembro sai a regulamentação e, assim, as novas regras vão começar a valer no INSS”, declarou.


A lei complementar 142 foi assinada pela presidente Dilma no dia 8 de maio. Ela foi programada para entrar em vigor seis meses após a publicação oficial, o que deveria ter acontecido no dia 9 de novembro, o que não ocorreu.


Porém, mesmo com a lei em vigor, o segurado deficiente ainda não consegue pedir a aposentadoria com as novas especificações para a Previdência Social. 


“O sistema do INSS não tem essa aposentadoria, isso só vai ser alterado a partir do dia 3. No entanto, com esse intervalo, até 9 de novembro houve tempo suficiente para assinar o decreto que tantas pessoas aguardam. Não foi assinado por pura negligência”, afirmou o deputado.


Assim que o decreto for assinado, o trabalhador que tenha uma deficiência física ou mental grave vai poder se aposentar com 25 anos de contribuição. Esse tempo vai para 29 anos em caso de deficiência moderada e 33 para as consideradas leves.


As seguradas portadoras de deficiência grave vão poder se aposentar com 20 anos. As com deficiência moderada com 24, e as leve com 28.


O decreto vai regulamentar quais são as deficiências que estão classificadas e o que vai ser fundamental para conseguir o benefício em cada caso, já que o segurado vai precisar passar por perícia médica na hora de solicitar a aposentadoria.


Também haverá mudança na aposentadoria por idade. Os segurados deficientes vão poder se aposentar com 60 anos e as seguradas com 55. A idade mínima será a mesma independente do grau de deficiência.


Além da redução do tempo de contribuição e da idade, o trabalhador também será beneficiado na hora do cálculo do benefício.


Somente serão consideradas as 80% maiores contribuições sem a aplicação do fator previdenciário, que só fará parte do cálculo caso o benefício seja maior do que sem ele.





São Paulo tem apenas 2 semáforos sonoros e sem planos de ampliação





Apenas 0,03% dos semáforos para pedestres existentes na cidade de São Paulo possuem sinalizações sonoras para facilitar a travessia de deficientes visuais.  


É o que aponta o levantamento feito pelo Laramara (Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual), que registra a existência de dois sinais sonoros na capital paulista que, de acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), possui 5.668 cruzamentos semaforizados.


Ambos os equipamentos estão instalados próximos à instituição: um deles na rua Conselheiro Brotero, na altura do número 338, na Barra Funda, região central da cidade; e outro no cruzamento da rua Conselheiro Brotero com a rua Brigadeiro Galvão, no mesmo bairro. Mas, conforme apurado pela reportagem do UOL, apenas o primeiro está funcionando integralmente.


Quando a reportagem passou pelo segundo semáforo sonoro --no fim de setembro--, que possui uma tecnologia mais avançada, com a emissão de mensagens sonoras para o deficiente visual, de acordo com a associação, não estava funcionando.


"Ocasionalmente eles dão uma pane", disse João Felippe, especialista de orientação e mobilidade da Laramara, que relatou ter dificuldades para pedir a manutenção dos equipamentos. "Sempre há um jogo de empurra-empurra."


A cidade, segundo Felippe, já chegou a ter outros três sinais sonoros, mas atualmente estão todos desativados [rua Vergueiro, em frente ao Centro Cultural São Paulo, no Paraíso; avenida Nazaré, próximo ao Instituto de Cegos Padre Chico, no Ipiranga; e rua Pensilvânia, em frente ao Centro de Apoio Pedagógico Especializado, no Brooklin].


Em nota, a CET informou que os testes com semáforos sonoros para deficientes visuais foram iniciados há cerca de sete anos na cidade de São Paulo, em parceria com uma empresa multinacional, que doou as botoeiras sonoras para os cruzamentos. 


"Os equipamentos de três endereços apresentaram problemas e, como estes semáforos funcionavam em caráter experimental, em parceria com a empresa, não foram renovados", apontou o comunicado.
 

Metrópoles mais acessíveis
 

Enquanto a cidade de São Paulo, com cerca de mais de 11,2 milhões de habitantes, possui dois sinais sonoros, a capital paranaense, com 1,7 milhão de habitantes e 830 cruzamentos com semáforos, tem sete cruzamentos que contam com o equipamento, sendo cinco deles nas proximidades da rua 15 de Novembro, no centro da cidade.


A desproporção é ainda maior quando se compara a situação paulistana com a realidade de Porto Alegre. A capital gaúcha, que tem 1,4 milhão de habitantes, tem 82 botoeiras sonoras que beneficiam os deficientes visuais na travessia de 28 cruzamentos. 


"A previsão é que até o final de 2014 a cidade tenha mais de 200 botoeiras espalhadas por todas as regiões", afirmou Raul Cohen, secretario Municipal de Acessibilidade e Inclusão Social. Segundo o especialista em mobilidade, Porto Alegre e Curitiba são consideradas capitais modelo no quesito acessibilidade para deficientes visuais.


Segundo ele, há um projeto na cidade que prevê a instalação desses equipamentos na rota chamada de "Caminho do Gol", ou seja, todos os pontos que haverá maior concentração de torcedores durante a Copa de 2014. 


"A secretaria também orienta a instalação das botoeiras sonoras em locais de maior fluxo de pedestres e em localizações específicas mediante a solicitação de moradores", contou Cohen.


Na opinião de Felippe, no entanto, o ideal era que todos os cruzamentos de uma cidade, principalmente os mais movimentados, tivessem a sonorização. 


"Se existe semáforo orientando o pedestre visualmente, neste local deveria ter sonorização para orientar o deficiente visual", relatou ele, que diz ser possível e passível a construção de metrópoles mais acessíveis. 


"Só que existe pouca vontade, pouco desejo e pouco empenho das autoridades e das companhias de trânsito em estar fazendo isso."



A CET, como a própria assessoria do órgão relatou, não possui nenhum projeto que prevê a ampliação das botoeiras sonoras na capital paulista. No começo do ano, a Prefeitura de São Paulo lançou uma licitação com o custo de R$ 100 milhões para a manutenção e substituição da rede de semáforos da cidade, mas sem incluir qualquer alternativa para a travessia de deficientes visuais.


Cada botoeira sonora, segundo estimativa da Secretaria de Acessibilidade e Inclusão Social de Porto Alegre, custa em média R$ 1.200. 


"As substituições dos equipamentos tradicionais pelos sonoros trazem onerações, até porque não há nada barato, principalmente quando se fala em acessibilidade. Mas uma política pública tem que ser colocada à disposição da população, inclusive daquela parcela que possui deficiência visual", afirmou Cohen.


Dados do IBGE de 2010 apontam que 23,9% da população brasileira, o que equivale a 45,6 milhões de pessoas, declara ter algum tipo de deficiência. E a visual foi declarada a mais comum. Mais de 6,5 milhões de brasileiros, de acordo com o levantamento, possuem alguma deficiência visual.


"O sinal sonoro é um direito. Porque tudo que é oferecido para as pessoas que enxergam deve de alguma maneira ser equacionado para quem não enxerga", destacou o especialista em orientação e mobilidade. 


Para o secretário gaúcho se faz cada vez mais necessário, diante da necessidade de mobilidade desse tipo de deficiente, que antes ficava mais em casa, mas que agora luta para ter uma vida comum.





Pronatec vai ofertar mil vagas para pessoas com deficiência

Mão está sobre teclado
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Departamento Regional de Alagoas, e a Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos reforçaram a parceria para promover a inclusão de pessoas com deficiência nos cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).


O coordenador do programa pelo Senai Alagoas, Allan Souza, o superintendente de Políticas Públicas da Cidadania e dos Direitos Humanos da secretaria, Geraldo de Majella e a equipe operacional do órgão público se reuniram no Centro de Formação Profissional Gustavo Paiva, situado no bairro do Poço.


O encontro teve como objetivo discutir estratégias visando à captação de pessoas com deficiência para a demanda de cursos de 2014 que serão ofertados pelo Senai/AL, por meio do Pronatec. 


“Existe uma meta de destinar mil vagas para este público, o que corresponde a 5% da meta geral do programa para 2014 no Estado”, explicou o Allan Souza.


Durante a conversa entre representantes do Senai e da Secretaria da Mulher, algumas estratégias foram definidas, como a instalação da central de pré-matrícula do órgão público nas dependências das unidades operacionais Gustavo Paiva (Poço) e Napoleão Barbosa (Tabuleiro do Martins). 


“Essa ação se faz necessária, uma vez que o beneficiário possui dificuldade de locomoção”, comentou Geraldo de Majella.


Outra ação nesse sentido é que, nos meses de novembro e dezembro deste ano, a equipe da secretaria estadual fará a captação e identificação da demanda nos bairros de Maceió, cidade que foi escolhida como piloto. A partir de janeiro de 2014, os inscritos deverão ser encaminhados para as unidades do Senai.

Inclusão produtiva – O Pronatec foi criado pelo Governo Federal, em 2011, com o objetivo de ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica. Um dos seus objetivos é aumentar as oportunidades educacionais aos trabalhadores por meio de cursos de formação inicial e continuada ou qualificação profissional.


Fonte:Pronatec



 

Prefeitura do Recife abre 34 vagas para pessoas com deficiência

Mão segura carteira de trabalho
O Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda divulgou vagas de emprego para pessoas com deficiência no Recife (PE) e região metropolitana. Nesta semana, são 34 as oportunidades.


Há posições para diferentes níveis de escolaridade. Quem concluiu o Ensino Médio pode concorrer a cinco vagas de porteiro, quatro de auxiliar de limpeza e duas de telefonista. 


Os formados no Ensino Fundamental têm, como opções, 20 postos de recepcionista e três de auxiliar de linha de produção.


Os candidatos devem procurar a sede da Secretaria, na Avenida Rio Branco, 155, no Bairro do Recife, ou o Centro Público de Casa Amarela, na Avenida Norte, nº 5600, na Casa Amarela. Para mais informações, ligue para 81-3355-2926.


Cientistas fazem novo mapeamento genético do autismo

criança leva as duas mãos à cabeça
Uma equipe de cientistas da Universidade da Califórnia São Francisco, nos Estados Unidos, identificou exatamente onde e como ocorrem mutações no cérebro que levam ao aparecimento do autismo


Eles conseguiram mapear a região do cérebro e o período do desenvolvimento do órgão em que este processo acontece e publicaram a descoberta na revista “Cell”.
 
Projetos de sequenciamento genético vêm revelando que existem centenas de genes associados ao autismo


Na nova pesquisa, um mapeamento da expressão genética focou em apenas nove genes, mais fortemente ligados ao transtorno. Eles notaram que este conjunto de genes contribuiu para anormalidades em células cerebrais conhecidas como neurônios corticais, localizadas na camada mais profunda do córtex pré-frontal, durante o desenvolvimento do feto.
 
- Isto sugere fortemente que, embora existam centenas de genes de risco de autismo, o número de mecanismos biológicos subjacentes é muito menor. 


Esta é uma pista muito importante para o avanço da medicina de precisão para o autismo e para o desenvolvimento de terapias personalizadas - disse disse Matthew State, presidente do Departamento de Psiquiatria da universidade e especialista na genética dos transtornos do desenvolvimento neurológico.
 
O transtorno do espectro autista tem forte componente genético, é marcado por deficiências na interação social e no desenvolvimento da linguagem, por comportamentos repetitivos e interesses restritos. Ele é extremamente complexo, com uma grande variedade de sintomas e graus de gravidade.
 
E, pelo que cientistas vêm notando, parece não resultar de pequenas mutações compartilhadas entre todos os indivíduos afetados. Ao contrário, os novos métodos de sequenciamento mostram que pode existir uma combinação de mutações raras e espontâneas com fatores genéticos ou não que causam o espectro.
 
De acordo com algumas estimativas, mutações em mais de mil genes podem desempenhar um papel. State ressalta que a complexa arquitetura genética do espectro é desafiadora:
 

- Se existem mil genes que podem contribuir para o risco em diferentes graus e que cada um tem múltiplas funções, não é fácil definir o que realmente está relacionado com o autismo. Mas sem isto, é muito difícil pensar em novas e melhores terapias.
 
No estudo, a equipe selecionou “sementes” dos nove genes e usou dados do atlas digital BrainSpan, que mostra como e onde os genes são expressos no cérebro humano durante a vida. 


Os autores conseguiram então provar que as mutações ocorriam nos neurônios corticais, encontrados nas camadas cinco e seis do córtex pré-frontal, entre dez e 24 semanas depois da concepção.
 
- Pela primeira vez, foi possível ter uma ideia forte sobre quando e onde no cérebro é que devemos observar genes específicos e mutações específicas - disse Jeremy Willsey, coordenador do estudo.
 
Fonte: O Globo



Obstáculos em calçadas atrapalham passagem de deficientes em Araxá (MG)

Rampa de acessibilidade


Em Araxá (MG), no Alto Paranaíba, cerca de 10% da população tem alguma deficiência física, de acordo com a Associação de Assistência à Pessoa com Deficiência de Araxá (Fada). Porém, para quem precisa de acessibilidade, encontra obstáculos nas calçadas, como desnível, buracos e degraus. 


Na Prefeitura, o setor responsável pelas calçadas é o Instituto de Planejamento e desenvolvimento Sustentável de Araxá (IPDSA). Segundo o chefe de divisão de meio ambiente, Alex Ribeiro, o cuidado das calçadas é do próprio morador, e, caso seja um local público, a Prefeitura é quem deve tomar as providências.
 
Para o professor Manoel Stefani Furtado, de 25 anos, que é cadeirante, a acessibilidade tem muito o que evoluir no município e as rampas em algumas calçadas não bastam. 


“Em muitos lugares a rampa está de frente a uma parede. Acessibilidade vai muito além do que apenas um declive”, comentou. 


Manoel também disse que existem estabelecimentos na cidade que apesar de terem atendimento prioritário, não há espaço para as cadeiras de rodas, como bancos e supermercados. 


“Há um supermercado que quando vou pagar minha cadeira não passa no corredor dos caixas. Onde fica a inclusão nisso? Existe um banco na cidade que tem escadas e quando preciso de atendimento no andar de cima, tenho que esperar o atendente descer para me atender”, comentou.
 
Ele disse ainda que além da fiscalização do poder público, é necessário que as pessoas e empresários se conscientizem. O promotor de eventos, Mário Vilaça, de 52 anos, também cadeirante, comentou que já desistiu de tentar andar na calçada. De acordo com ele, um bom exemplo da falta de acessibilidade é a passarela da Avenida Ítalo Rossi.
 
“O local foi feito para pedestres devido ao grande fluxo de carros, porém não há rampa de acesso para deficientes físicos. Então passo pelas ruas e muitos motoristas gritam para eu ir para a passarela”, comentou.
 
Para ele, muitas vezes as próprias rampas de acesso apresentam problemas. “Devido aos recapeamentos no asfalto começa a existir um degrau para passar na rampa e é um risco da cadeira virar”, explicou.
 
]Deficientes visuais também são vítimas de barreiras. O estudante Sami de Moura, 20 anos, disse que os donos das casas em reforma não se importam em colocar na calçada entulhos e materiais de construção. 


“Muitas vezes me deparo com portões abertos e o problema se estende até estabelecimentos comerciais. Não tem como, por exemplo, lermos o cardápio em um restaurante”, disse.
 
Para ele, o cardápio em braile seria uma opção para a independência. “Tenho que pedir para alguém ler para mim e quando não tenho o necessário para conseguir minha liberdade, não estou sendo incluído”, comentou.
 
A bengala é quem guia o estudante Huberto Borges Júnior, de 21 anos. Ele explicou que os mínimos detalhes podem causar acidentes. “As lixeiras que não são fixadas na calçadas e sim nas paredes das casas eu não consigo sentir com a bengala, pois ela me auxilia no chão e muitas vezes acabo trombando. Algumas lojas colocam produtos no meio da rua, bares esparramam cadeiras na calçada e ficamos sem espaço para transitar”, comentou.
 
Na Prefeitura, o órgão responsável pela notificação de moradores que deixam entulho na calçada é o Instituto de Planejamento e desenvolvimento Sustentável de Araxá (IPDSA). 


Sobre as reclamações de entulhos, Alex Ribeiro afirmou que a Prefeitura, assim que recebe a reclamação, entra em contato com o proprietário da casa solicitando a retirada do material. “Existe um prazo de uma semana. Depois autuamos com multa de R$ 150”, explicou.
 
Em relação aos postes e árvores no meio da calçada, Alex explicou que esse problema é antigo. “Como Araxá é uma cidade histórica existem calçadas estreitas que ainda têm árvores ou poste, especialmente no Centro do município. Então, para mudar isso, teria que tirar postes, árvores e refazer. Não tem como fazermos nada até porque precisamos de autorização dos próprios moradores para retirar as árvores por exemplo”, disse Alex.
 
Ele explicou ainda que calçadas quebradas em lugares públicos são de responsabilidade da Prefeitura. Porém, em lugares privados o cuidado deve ser dos próprios moradores. Ele disse também que todo projeto comercial passa pelo IPDSA para ser aprovado.



Lei que garante estacionamento rotativo gratuito para pessoas com deficiências entra em vigor em Vila Velha

Vaga para pessoa com deficiência 
Pessoas com deficiência já podem estacionar gratuitamente em qualquer vaga dos estacionamentos rotativos de Vila Velha. É o que garante a Lei nº 5.435/2013, proposta pelo vereador Ricardo Chiabai (PPS), que acaba de entrar em vigor no município.

 
“Agora, eles poderão estacionar em qualquer vaga durante o período máximo de três horas. No entanto, para o cidadão aproveitar o benefício, deverá apresentar sua credencial de deficiente em local visível, dentro do veículo”.

 
Segundo Chiabai, as pessoas com deficiência já tinham a gratuidade no sistema rotativo digital, mas apenas para usar vagas específicas (sinalizadas). De acordo com ele, é fundamental que as pessoas com deficiência conheçam este direito e possam usar o benefício no dia a dia.

 
O vereador informou que aqueles que ainda não possuem a credencial de deficiente, deve requerer o documento na Sala de Atendimento Comunitário, ao lado da entrada principal da Prefeitura de Vila Velha. 


Para isso, é necessário apresentar laudo medico atualizado (até seis meses), com indicação da Classificação Internacional de Doença (CID); documento de identidade do requerente ou do responsável legal; e comprovante de residência em nome do requerente ou do responsável legal.







Salão exibe andadores robotizados para pessoa com deficiência

Símbolo de acessibilidade


Enquanto a maioria dos salões internacionais de automóveis funciona como vitrine para lançamentos de carros, o Tokyo Motor Show é mais abrangente e desempenha o papel de uma verdadeira feira de mobilidade, reunindo soluções para os mais variados tipos de público.


Uma das novidades da edição 2013 da mostra japonesa é o Lighbot, uma espécie de andador robotizado desenvolvido pela empresa NSK que guia pessoas com deficiência visual por ruas ou dentro de ambientes repletos de móveis.


Sensores detectam obstáculos e corrigem a rota. Para passeios mais longos, é possível acionar o GPS por comando de voz e deixar que o equipamento indique o caminho. Conceito, ele ainda está em desenvolvimento e à procura de um investidor, por isso não tem estimativa de preço.


Assim como as pernas biônicas, idealizadas pela Honda para ajudar na locomoção de pessoas com deficiência física ou limitações de movimentos, como os mais idosos.


De acordo com técnicos da empresa, o sistema reduz em quase metade o esforço necessário para a pessoa caminhar ou subir escadas, por exemplo. O equipamento deve ser lançado no mercado asiático nos próximos anos.


Outra solução apresentada pela Honda no Salão de Tóquio é a cadeira inteligente UNI-CUB, própria para deslocamentos em escritórios e espaços com restrição de circulação de veículos automotores. Basta inclinar o tronco na direção desejada para que o assento com rodas se desloque na velocidade de uma pessoa a pé.





26 de nov de 2013

Aposentadoria para deficientes ainda não está disponível no INSS

Logotipo da Previdência Social


Apesar de já estar em vigor desde o dia 8 de novembro, a aposentadoria especial para pessoas com deficiência ainda não está disponível no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Para as determinações presentes na lei complementar número 142 começarem a vigorar, a presidente Dilma Rousseff precisa assinar um decreto determinando as regras do benefício.


Quem for até uma agência da Previdência Social ou ligar na central de telefone 135 não vai conseguir fazer o agendamento. O próprio INSS aconselha que os segurados que desejam pedir a nova aposentadoria aguardem até a saída do decreto.


Segundo o presidente da Comissão de Direito Previdenciário da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil), Ailton Aparecido Tipó Laurindo, a assinatura poderia ter sido feita no intervalo de seis meses, entre a sanção da lei complementar e a data em que começou a vigorar (a lei foi assinada pela presidente no dia 9 de maio, sendo programada para entrar em vigor seis meses depois).


 “É muito triste ver que tiveram seis meses para regulamentar isso e ainda não foi feito, já que tem muita gente interessada no benefício.”


Laurindo complementa que o INSS precisa do decreto para normalizar procedimentos internos, como a perícia médica, por exemplo. “A lei regulamenta que os segurados com deficiências graves vão poder se aposentar com 25 anos e as mulheres, com 20. Só que no texto não há menção sobre quais são as deficiências que se enquadrariam no tipo grave. O decreto vai explicar toda essa parte”, disse.


Conforme explica o advogado previdenciário Patrick Scavarelli Villar, do escritório Villar Advocacia, a lei já está em vigor, mas não há normas para o pedido do benefício. “A validade da lei já existe, mas o sistema não sabe como fazer isso e o perito não sabe como classificar as deficiências nos determinados graus. É isso que está faltando, essa definição.”
 

MUDANÇA - Com a nova lei, as seguradas deficientes vão se aposentar por tempo de contribuição com 20 anos de recolhimento ao INSS e, os homens com deficiência, com 25. Esse período varia de acordo com o grau de cada deficiência, que é classificada como grave, moderada ou leve.


No caso da aposentadoria por idade, também há mudanças. A mulher vai poder se aposentar com 55 anos de idade e o homem, com 60.





Emprega São Paulo/Mais Emprego oferece 1.071 oportunidades

Mulher com capacete ao lado de uma carteira de trabalho
 

O Programa Emprega São Paulo/Mais Emprego, agência de empregos pública e gratuita gerenciada pela Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (SERT), em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), oferece nesta semana 1.071 vagas de trabalho divididas entre as áreas de Comércio, Indústria e Tecnologia, entre outras, para o Litoral e região.


Das vagas anunciadas, 15 aceitam pessoas com deficiência. Os destaques são para as 04 oportunidades para Camareiro(a) de hotel, em Ilhabela.


Os itens escolaridade e experiência para o preenchimento das vagas variam de acordo com a área de atuação e com a empresa.
 

Como se cadastrar


Para ter acesso às vagas basta acessar o site: www.empregasaopaulo.sp.gov.br  criar login, senha e informar os dados solicitados. Outra opção é comparecer a um Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) com RG, CPF, PIS e Carteira de Trabalho.


Para as pessoas com deficiência é necessário também levar laudo médico com o Código Internacional de Doenças (CID) e Audiometria (no caso de deficiência auditiva). Quem não tiver o laudo será orientado no próprio PAT a como proceder para conseguir a documentação exigida.


O cadastramento do empregador também poderá ser feito através do site do Emprega São Paulo ou PAT. Para disponibilizar vagas através do sistema, é necessária a apresentação do CNPJ da empresa, razão social, endereço e o nome do solicitante.



Cotas abrem mercado de trabalho para profissionais com deficiência

Mão segura carteira de trabalho


Há cinco anos, um acidente de trânsito retardou o início da vida profissional de Braulio da Rosa Leite, de 20 anos, e deixou como sequela o uso de muletas para se locomover. Com a coluna fraturada, passou por um longo período de recuperação, atrasou seus estudos e, consequentemente, o ingresso no mercado de trabalho. Em 2011, porém, começou a trabalhar como operador de fundição na Stihl Ferramentas Motorizadas, em São Leopoldo, superou as dificuldades iniciais e já tem planos para a carreira.


— Estou tão motivado com a oportunidade que pretendo fazer o curso técnico em engenharia de produção para continuar a crescer na empresa. Eu sempre quis essa área, e a minha condição não me impediu de seguir meu sonho — testemunha.


Como Braulio, o cadeirante Ivan Amaral, 30 anos, faz parte do grupo de cem funcionários que têm algum tipo de deficiência entre os quase 2 mil empregados da Stihl. Amaral conta que, quando começou a trabalhar, ainda não tinha completado o Ensino Médio, mas o emprego o estimulou a completar os estudos e querer mais.


— Hoje estou cursando o técnico em segunça do trabalho e pretendo seguir adiante na carreira — relata o profissional.
Mais do que cumprir a legislação, a Stihl tem um programa que busca dar condições para que esses colaboradores possam se tornar cada vez mais produtivos em suas atividades.


— Para integrar melhor as pessoas com deficiência (PCDs), oferecemos treinamentos e workshops para todos que entram na empresa aprenderem a conviver com as diferenças e as limitações dos cotistas. Fazemos, ainda, acompanhamento individual para garantir que os PCDs estejam bem colocados ou se há necessidade de trocar de função — explica Eliane Dall-Agnese, analista de serviço social da Sthil.


A lei das cotas para deficientes foi a mola propulsora para as organizações compreenderem o processo de inclusão dessas pessoas, analisa Marcelo Rodrigues, sócio da Egalitê — empresa que recruta, treina e presta consultoria a PCDs.


— As companhias perceberam que o recrutamento assertivo coloca o profissional dentro do processo de trabalho e aumenta a produtividade. Mas isso exige esforço da empresa, investimento e preparação de lideranças — ressalta Rodrigues.


Um dos grandes desafios da inclusão está na delicada contratação de pessoal com deficiência intelectual. O Programa Superar, do Grupo Bettanin — com atuação nos ramo de higiene, limpeza, acabamento, organização e conservação —, dá atenção especial a esse nicho de profissionais.


— Do total de 99 PCDs contratados, 69 têm algum tipo de deficiência intelectual. Temos acompanhamento próximo desse colaborador e também contamos com ajuda das famílias. Toda a equipe se envolve no processo, facilitando a integração e o desenvolvimento desse funcionário — salienta Cristine Lionello de Santis, responsável pelo Programa Superar.


Foi por meio da ação realizada pelo Grupo Bettanin que Márcio da Cunha Viana e Lidiane Raupp Justo conquistaram a carteira assinada.


A deficiência intelectual não impede que o auxiliar de expedição de 34 anos realize suas atividades. Assim como as deficiências múltiplas da jovem funcionária da linha de montagem não atrapalharam os seus anseios profissionais.


— Eu gosto muito do meu trabalho e dos meus colegas. Meu plano é ficar aqui até me aposentar — conta Lidiane.

Grande família


No setor do armazém da Vonpar, em Porto Alegre, a triagem e montagem dos packs é realizada por uma equipe composta exclusivamente por funcionários com deficiência intelectual, exceto o monitor. O grupo começou a se formar há três anos e hoje se considera uma família.


— São como se fossem meus filhos, cuido deles e quero que prosperem sempre — elogia Felipe Viegas, monitor do grupo de PCDs do armazém.


A equipe, que faz parte de um time de 150 funcionários, se formou pela sincronia entre as vagas em aberto e as habilidades que eles apresentam: concentração, foco e produtividade, que são fundamentais para as funções que exercem, explica Amarildo de Souza, gerente de RH da Vonpar Marcos Schilling Martins, de 27 anos, diz que adora o seu trabalho:


— Fazemos rodízio aqui, mas gosto mesmo é de montar os packs com os produtos.

Como facilitar a inclusão das pessoas com deficiência


> O recrutamento deve priorizar o potencial da pessoa com deficiência.
> As equipes que vão receber as pessoas com deficiência devem ser preparadas para entender as diferenças e o processo inclusivo.
> O principal receio dos gestores é sobre produtividade, mas quando conhecem melhor o assunto, conseguem fazer com que equipes apoiadas na diversidade alcancem altas performances.
> O maior inimigo da inclusão é o desconhecimento. Empresas que entendem as pessoas com deficiência conseguem ótimos resultados a partir da diversidade dos colaboradores.
> A lei de cotas é a mola propulsora da inclusão de PCDs no Brasil, mas as empresas que enxergam nela uma oportunidade de investir têm conseguido retornos sociais e também financeiros.


Fonte: Marcelo Rodrigues, sócio da Egalitê
 

Programas voltados para deficientes no Estado



> A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Porto Alegre (Apae) realiza preparação e qualificação da pessoa com deficiência intelectual ao trabalho.
> Por meio do Serviço de Inclusão e Assessoramento Profissional, um assistente social e um psicólogo fazem a inclusão e o acompanhamento do aluno/usuário nas empresas.
> Para fazer parte deste programa é preciso estar matriculado e frequentando uma das escolas da Apae. Informações no site da Apae Porto Alegre.

SENAI


> O encaminhamento das pessoas com deficiência para os cursos oferecidos pelo Senai ocorre por meio das entidades representativas das diferentes áreas da deficiência, como Apae, associação de pessoas com deficiência física e associação de pessoas com deficiência visual, entre outras.
> São oferecidas vagas nos cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores e educação profissional técnica de nível médio.
> Mais informações no site do Senai-RS ou pelo telefone (51) 3347-8787.

SENAC


> O Senac Comunidade Zona Norte e Comunidade Centro oferecem cursos de Aprendizagem Comercial para PCD's (pessoas com deficiência intelectual e psicossocial).
> Como essas qualificações estão ligadas às cotas do Programa Jovem Aprendiz, todos os estudantes devem estar cotizados por alguma empresa.
> As pessoas com deficiência que ainda não estão vinculadas a uma organização, podem entrar em contato com a escola e preencher um cadastro que será encaminhado para empresas parceiras.
> Informações pelo site do Senac-RS.



Fonte: Zero Hora

 


Surdos têm intérpretes de Libras em todo Paraná para exames do Detran

Símbolo de Surdez
 
Projeto desenvolvido pelo Departamento de Trânsito do Paraná (Detran/PR) regionalizou a contratação de intérpretes na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Isso vai permitir que motoristas e candidatos à primeira habilitação com deficiência auditiva tenham atendimento em todas as regiões do Estado, gratuitamente.


A medida deve tornar mais ágil o atendimento aos usuários, evitar o deslocamento dos intérpretes e o cancelamento de testes, devido à desistência de profissionais, que optavam por trabalhos mais próximos de Curitiba. Antes, apenas uma associação, com sede na Capital, atendia todo o Paraná.


LICITAÇÃO – O processo de contratação foi feito por licitação, em lotes, e quatro associações já prestam os serviços à população. “Esperamos resolver o problema antigo da falta de profissionais interessados em prestar esse tipo de serviço nas cidades do interior”, diz o diretor-geral do Detran, Marcos Traad.


A Associação Mãos Ungidas atende Curitiba, Região Metropolitana e Litoral, além das regiões de Cascavel, Francisco Beltrão, Londrina, Umuarama e União da Vitória. A Associação Geny de Jesus Souza Ribas atua na região de Ponta Grossa e Telêmaco Borba. A Associação de Pais e Amigos dos Surdos de Foz do Iguaçu (Apasfi) em Foz do Iguaçu e Medianeira e a Associação dos Surdos de Maringá (Assumar), na região de Maringá e Cianorte.


Para melhor atender os usuários com deficiência auditiva, o Detran também oferece o curso de Libras para os servidores da autarquia. Neste ano, foram capacitados 53 funcionários.


PROCEDIMENTO - O candidato à primeira habilitação com deficiência auditiva passa pelos mesmos processos que o candidato comum, mas conta com o auxílio de intérpretes nos exames. Para usufruir o benefício, basta solicitar a presença de um intérprete, com 15 dias de antecedência, no agendamento do serviço.


O intérprete de Libras pode ser solicitado nas avaliações psicológica, médica, teórica, prática e no curso de reciclagem do Detran. O serviço não tem custo adicional para o usuário e todas as despesas são pagas pelo Detran.




 


25 de nov de 2013

Garoto com deficiência pode perder vaga em escola por falta de transporte

Quadro negro

Uma criança de 6 anos com deficiência física e intelectual está impedida de frequentar as aulas na Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de BH, por falta de vagas no transporte da prefeitura.
 
O garoto Pedro não enxerga, não fala e também não consegue se locomover sem ajuda. A mãe Valdinéia Pereira Guimarães conseguiu uma vaga para o filho em uma unidade da Apae. Ele chegou a frequentar a instituição e demonstrou gostar do ambiente.


Depois que a família não conseguiu mais utilizar o transporte contratado pela prefeitura, o estudante está inquieto e fica nervoso dentro de casa. A mãe conta que a situação é ainda mais complicada já que, se Pedro não tiver pelo menos 75% de presença na escola, ele perde o direito à vaga.


— Já fui na prefeitura duas vezes e eles falam que tem que esperar, tem que ficar na fila e talvez ano que vem tenha vaga.


Os gastos com a saúde da criança são grandes. São quase R$ 400 mensais para manipular um dos remédios controlados de Pedro e comprar a quantidade de fraldas que ele usa, sete por dia. Os vizinhos acabam ajudando a família com o que podem. Uma das moradoras da região, Sandra Mara, percebe que o garoto sente falta de frequentar as aulas.


— Ele está sentindo falta da escola, de encontrar com as crianças. Mesmo com deficiência, ele tem o sentimento dele.


A mãe diz que já tentou matriculá-lo em outras instituições de ensino, mas o garoto foi rejeitado por ser deficiente. A Prefeitura de Ribeirão das Neves informou que disponibiliza transporte para alunos cadeirantes e que os veículos estão lotados neste final de semestre. 


De acordo com o órgão, a criança deve conseguir uma vaga só no ano que vem.


Fonte: R7 Notícias