30 de nov de 2015

Presidente Prudente lidera ranking de crimes contra pessoas com deficiência



O direito de ir e vir que todo cidadão tem nem sempre é possível para as pessoas com deficiência devido à falta de acessibilidade que muitos encontram, sejam em estabelecimentos públicos ou particulares. 


Por conta das queixas relatadas à polícia, como ofensas e preconceitos, foi criado um sistema para registrar esses problemas e Presidente Prudente lidera esse ranking, com 171 casos desde 2014.


O autônomo Antônio Brito conta que sempre passa por dificuldades para se locomover. 


Cansado das dificuldades enfrentadas e do descaso, ele passou a andar com o Estatuto do Deficiente dentro do carro, para ter à prova seus direitos sempre que preciso.


“Ás vezes você chega ao local mancando, com dificuldade para se locomover e o pessoal começa a olhar você, começa a ‘tirar’ você. Inclusive até em proposta de emprego, eu já tive essa situação”, conta.


O preconceito, a ofensa e a falta de respeito aos direitos com a pessoa que tem algum tipo de deficiência passou a ser resolvido na polícia. 


Em 2014, foi criado o sistema para registro, sendo que, desde então, Presidente Prudente tem 171 casos. 


Na região, o segundo município com mais ocorrências é Presidente Epitácio, com 62; seguido de Rancharia, com 51; Presidente Venceslau, com 42; e Mirante do Paranapanema e Martinópolis, que possuem 25 em cada.


O delegado André Luis Luengo explica quais são os crimes mais comuns na região. 


“Maus tratos, violência física, violência psicológica, violência sexual e até patrimonial, de dinheiro”, afirma.


O promotor Gilson Amâncio de Souza diz que se engana quem pensa que somente as agressões se enquadram como crime contra as pessoas com deficiência. 


“Se recusar a ceder um acento no banco do transporte público, dependendo da situação, pode caracterizar injúria porque fere a autoestima da pessoa portadora de deficiência, quem recusa emprego injustificadamente à pessoa só por ela ser portadora de deficiência. E quando se fala em deficiência, não é somente a física, pode ser visual, auditiva”, pontua.


O delegado ainda alerta sobre a importância de se denunciar qualquer tipo de crime que seja feito contra a pessoa com deficiência. 


“Elas têm que se tornar visíveis e a sociedade tem que ter consciência para que faça as denúncias, para que o Estado e a Polícia Civil possam desenvolver a investigação e o mais importante, cultura e consciência de prevenção para que nem ocorra este tipo de infração”, salienta Luengo.


"Nós temos um direito muito amplo e é homologado. Então, a lei existe e tem que ser cumprida", destaca Brito.


O Estado tem uma delegacia especializada no atendimento da pessoa com deficiência, mas fica em São Paulo (SP). 


Entretanto, toda delegacia no Estado tem condições de registrar a ocorrência e destacar que se trata de uma vítima deficiente, então, o sistema da polícia contabiliza esses casos e ele é adicionado aos números.
 



Semana do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência recebe eventos pelo Brasil





Nesta semana, em comemoração ao Dia Internacional das Pessoas com Deficiência (3 de dezembro), acontecem diversas atividades pelo Brasil. 


O confira algumas delas (acesse o link das fontes para mais informações):

Bauru (SP)



Com a intenção de fazer pessoas com e sem deficiência interagirem em ações integradas, a 6ª Virada Inclusiva apresenta três eventos nesta semana. 


O Teatro Municipal (Av. Nações Unidas, 8-9) recebe, no dia 1º de dezembro, a partir das 20h, o espetáculo “O Pequeno Príncipe”, baseado na obra homônima de Antoine Saint Exupéry e encenado por usuários e funcionários da SORRI Bauru. 


No dia 3 de dezembro, também no Teatro Municipal, acontece a exibição de cinema de animação com acessibilidade, às 14h30, e o Desfile de Fantasia Inclusivo, às 20h.

Curitiba (PR)



De segunda a sábado (5) serão realizadas atividades para promover o protagonismo das pessoas com deficiência. 


A ideia é aproximar a comunidade do acesso à informação, da defesa de direitos da pessoa com deficiência, difusão de informações e conteúdos técnicos e atividades de lazer, culturais e de convivência entre as diferenças.

Alto Paraíso de Goiás (GO)



O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, promoverá, no dia 5 de dezembro, às 9 horas, visita organizada à primeira parte da trilha suspensa com acessibilidade. 


Por meio dela, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida poderão chegar até as corredeiras, um dos atrativos do parque, podendo aproveitar a oportunidade, inclusive, para tomar banho no local.

 


 

Participem da 3° Caminhada Juntos Pela Inclusão Osasco e Região




27 de nov de 2015

Portadores de esclerose sistêmica evoluem com transplante



O transplante de medula óssea para portadores de esclerose sistêmica, que não apresentam melhora com o uso de medicações, aumenta a capacidade funcional e dá independência para atividades do dia a dia. 


Esses são resultados de um estudo com portadores da doença, submetidos ao transplante autólogo de células-tronco sanguíneas na Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCRP) da USP.


A qualidade de vida desses pacientes, que antes do transplante viam progressivamente a perda de movimentos de dedos e mãos, além de falta de ar, foi observada com acompanhamento e testes de nove mulheres de média de idade de 32 anos e dois anos de diagnóstico da esclerose sistêmica antes do transplante.


E os resultados positivos, comprovados cientificamente, são festejados pela fisioterapeuta e pesquisadora Karla Ribeiro Costa Pereira, garante que:  


“até hoje, não existiam artigos publicados sobre essas alterações funcionais pós-transplante; são de extrema importância esses conhecimentos tanto para pacientes quanto para a ciência”.


O trabalho é parte da pesquisa de doutorado de Karla, ainda em andamento na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, com a orientação da professora Maria Carolina de Oliveira Rodrigues, da Divisão de Imunologia, Departamento de Clínica Médica da FMRP. 


E com o título Avaliação funcional de pacientes com esclerose sistêmica pós-transplante de células tronco hematopoéticas, o estudo recebeu o prêmio Fani Job de melhor trabalho apresentado no último Congresso da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea, realizado em Foz do Iguaçu, PR, em agosto último.

Benefícios

 
Karla acredita que os benefícios observados em seu estudo auxiliem os pacientes a optar pelo tratamento, quando indicados ao transplante com células tronco. 


Ela comenta que esse transplante para esclerose sistêmica vem sendo estudado mundialmente pois, apesar de ser um procedimento com grandes riscos, pode ser a única resposta para muitos desses doentes. 


É que a melhor terapia medicamentosa hoje disponível, a ciclofosfamida, só evita a progressão da doença em poucos casos.


Doença autoimune que afeta progressivamente as células do tecido conjuntivo, causando alterações vasculares e fibrose da pele e de órgãos internos, a esclerose sistêmica é relativamente rara; atinge uma em cada 50 mil pessoas. 


Mas pode levar à morte se afetar tecidos de órgãos como o pulmão, coração ou intestino. Em casos graves, a taxa de mortalidade pode chegar a 50% em cinco anos.


Como causa uma espécie de endurecimento da pele, o diagnóstico é feito com o aparecimento de sintomas como: dificuldade para movimentar os dedos das mãos, que também ficam roxas, especialmente no frio.


Com a evolução da doença, o endurecimento da pele se expande, e o paciente apresenta limitação das atividades de vida diária, com dificuldade para pegar objetos, se vestir e caminhar longas distâncias. 


Além da pele, diz a pesquisadora, a esclerose sistêmica pode causar “fibrose no pulmão”, que traz dificuldade de oxigenação e sensação de falta de ar em alguns esforços.


Como é grande o número de pacientes que não respondem ao tratamento convencional, o transplante autólogo de células tronco hematopoéticas realizado com células do sangue do próprio paciente, acaba sendo o único tratamento possível para um bom número de casos. E os resultados têm sido animadores, apesar dos riscos do procedimento.

Capacidade funcional restaurada

 
Com a diminuição do endurecimento da pele de outros tecidos do organismo após o transplante, esses pacientes recuperam também força muscular respiratória, forças e aumento da amplitude dos movimentos das mãos e, consequentemente da qualidade de vida.


Esses foram os principais resultados da pesquisa de Karla. Para o grupo que ela estudou, o transplante de medula óssea mostrou-se:


“Um procedimento benéfico, que leva a uma melhora da capacidade funcional e da independência dos pacientes nas atividades do dia a dia”, conclui.




 

Impressora 3D permite que cegos apreciem obras de arte clássica pela primeira vez

Mãos femininas em close tocam o rosto de Mona Lisa impressa em 3D


Sabe aquele momento em que todo mundo está falando sobre uma coisa e você é a única pessoa que não conhece? Agora imagine que quem sofre com problemas de visão passa por isso o tempo inteiro, principalmente quando falamos sobre obras de arte. Afinal, por questões de conservação, até agora era impossível para uma pessoa cega tocar em uma obra ao visitar um museu 


Mas a impressão 3D pode estar prestes a mudar essa realidade.

 
Um projeto criado pelo designer Marc Dillon, morador de Helsinki, na Finlândia, quer utilizar impressoras 3D para permitir que cegos vejam algumas obras de arte famosas, como a Mona Lisa, ou os girassóis de Van Gogh.


Para isso, ele desenvolveu o projeto Unseen Art, que usa impressão 3D à base de areia para recriar essas obras de arte em uma escala e qualidade que permite que sejam expostas em museus.

 
Embora a ideia lembre bastante o projeto Touch The Prado, que criou réplicas de alguns quadros famosos expostos no museu para que pessoas cegas pudessem apreciá-los, ela é ainda mais ambiciosa, visto que pretende criar também um repositório online onde artistas possam submeter versões em 3D de suas obras para que as pessoas as imprimam em casa.


O projeto ainda está em fase de arrecadação de recursos, buscando financiamento através da plataforma IndieGoGo, onde já reuniu quase U$ 2.000 para sua produção.

 

Abaixo o vídeo de apresentação do projeto:








 

Startup brasileira que leva música para surdos vence competição em Los Angeles

Gabi Vandermark tem o braço erguido em comemoração ao prêmio


Música para todos. Esta é a premissa da startup Ludwig, que criou uma pulseira capaz de traduzir canções para deficientes auditivos. 


A empresa foi a vencedora do pitch fight do Venture in LA, missão de negócios que acontece em Los Angeles, nos Estados Unidos, organizada pela MidStage Ventures.


Criada por uma equipe de empreendedores em Campinas, a empresa foi representada por Gabi Vandermark. 


Depois de um pitch de três minutos, Gabi apresentou o negócio por mais dez minutos. Em busca de investimentos, a empreendedora convenceu a plateia, que votou pelo Twitter. 


“No médio prazo, buscamos uma parceria estratégica, estabelecendo uma conexão com uma instituição que foca em surdos e deficientes auditivos”, diz Gabi.


A Ludwig, que começou em 2013, já havia recebido, no Brasil, o título de startup de destaque pela Apple. 


Com tecnologia totalmente brasileira, a pulseira transmite vibrações relacionadas com as notas musicais, permitindo que a música faça parte da vida de pessoas com algum tipo de deficiência auditiva.


“Temos um protótipo totalmente funcional, pronto para ser produzido em massa. Não pensamos apenas em vender pulseiras. O mais importante é disponibilizar algo que vai fazer a diferença na vida das pessoas”, diz.


A startup e-beauty, um sistema de gestão para salões de beleza, ficou em segundo lugar na competição de dez empresas. Para Lucas Júdice, organizador do evento, as startups representaram bem o Brasil. 


“Todas as empresas foram muito bem e venceram o medo de falar em público em inglês. Acho a Ludwig um negócio social interessante que pode mudar muito o mercado”, diz.

 
Foto: Priscila Zuini
 


 

26 de nov de 2015

Parlamentares cobram respeito na abertura da semana da pessoa com deficiência



Foi aberta, nesta quarta-feira (25), no Auditório Petrônio Portela, a 9ª Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência. 


Conhecidos pela atuação em defesa da causa, o presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), senador Romário (PSDB-RJ), e a deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP) ressaltaram a importância da igualdade e do respeito à pessoa com deficiência e da sanção da Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015), que entra em vigor no dia 2 de janeiro de 2016, após 15 anos em tramitação no Congresso.


— Tenho consciência que essa lei não corrige por completo o histórico de injustiças sofridas em nosso país pelas pessoas com deficiência, mas abre para elas uma nova perspectiva de autonomia e de inserção social e profissional — disse Romário.


Já a deputada Mara Gabrilli afirmou que será uma legislação de profundo impacto no Brasil, considerando que a lei modifica o Código Civil, o Estatuto da Cidade, o Código Eleitoral e o Código de Defesa do Consumidor.


— Em janeiro começa todo o processo para que a gente faça com que a Lei Brasileira de Inclusão seja cumprida. Uma grande novidade é a definição de quem é a pessoa com deficiência, levando em conta o meio em que ela está inserida. Essa definição vai provocar mudanças no mercado de trabalho, nos meios de transportes e, principalmente, na visão do que é pessoa com deficiência. Não olharemos as pessoas por um código de doença, mas por aquilo que elas têm de funcional — afirmou Mara Gabrilli, que é tetraplégica.


Também compuseram a mesa o embaixador da Grã-Bretanha, Alex Ellis, o diretor-geral adjunto de Gestão do Senado, Gustavo Ponce, e a representante do Ministério da Saúde, Vera Lúcia Ferreira. Estiveram ainda na abertura estudantes de sete escolas inclusivas da rede pública do Distrito Federal e alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).


A programação deste ano tem como tema “Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei Brasileira de Inclusão: do papel à realidade”. 


A proposta é discutir o assunto por meio de exposições, cursos, palestras e apresentações culturais até o dia 3 de dezembro, data em que se comemora o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.






VOCÊ SABIA?

 



25 de nov de 2015

Você sabe o que é insuficiência renal?

 

Insuficiência renal é a condição na qual os rins perdem a capacidade de efetuar suas funções básicas, entre elas a de filtrar o sangue para eliminar substâncias nocivas ao organismo e a manutenção do equilíbrio de eletrólitos no corpo.

 

Calcula-se que a doença renal crônica atinja 10% da população mundial, atingindo pessoas de todas as idades, mas principalmente os idosos. 


A estimativa é que a enfermidade afete um em cada cinco homens e uma em cada quatro mulheres com idade entre 65 e 74 anos, sendo que metade da população com 75 anos ou mais sofre algum grau da doença. 

 

A insuficiência renal pode ser aguda, quando ocorre súbita e rápida perda da função renal; ou crônica, quando a perda é lenta, progressiva e irreversível. 



A maioria das pessoas não apresenta sintomas graves até que a insuficiência renal esteja avançada. 

 

A seguir alguns sintomas relacionados com a insuficiência renal: 



  • falta de apetite;

  • cansaço;

  • palidez cutânea; 

  • inchaços nas pernas e tornozelos;
  • aumento da pressão arterial;

  • inchaço ao redor dos olhos (especialmente pela manhã);

  • pele seca e irritada;

  • alteração dos hábitos urinários como urinar mais à noite;

  • urina com sangue ou espumosa 

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O policial aposentado Sócrates Rosa, de 48 anos, sentiu alguns sintomas, mas quando foi diagnosticado já havia ocorrido à falência renal. 


“Estava na ativa, trabalhando como policial, e comecei a ter algumas intercorrências como sangramento nasal, aumento na pressão e dor de cabeça. Comecei a investigar e achei que era hipertensão arterial, mas eu já devia ter algum tipo de perda no rim. Pouco tempo depois tive uma falência renal. Passei 15 anos fazendo hemodiálise. Eu vivia em função da hemodiálise. Acordava para ir para a clínica e dormia pensando em voltar lá pela manhã. Não tinha tônus muscular, disposição. Não conseguia caminhar até o portão da minha casa. Se eu fosse da porta até o portão, precisava parar para descansar. Eu não vivia, eu sobrevivia”, conta Sócrates.

O tratamento para problemas renais pode ser realizado por meio de dieta e medicamentos, indicados por profissionais de saúde, visando conservar a função dos rins que já têm perda crônica e irreversível, tentando evitar, o máximo possível, o início da diálise - tratamento realizado para substituir algumas das funções dos rins, ou seja, retirar as toxinas e o excesso de água e sais minerais do organismo.


Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia indicam que 100 mil pessoas fazem diálise no Brasil. 


Os números mostram ainda que 70% dos pacientes que fazem diálise descobrem a doença tardiamente. A taxa de mortalidade para quem enfrenta o tratamento é 15%.


Outra forma de tratamento é o transplante renal em que, por meio de uma cirurgia, o paciente recebe um rim de um doador. 


Neste tratamento o paciente tem que fazer uso de medicações que inibem a reação do organismo contra organismos estranhos, neste caso, o rim de outra pessoa, para evitar a "rejeição do novo rim”. O paciente necessita de acompanhamento médico contínuo.


Foi o transplante que mudou a vida de Sócrates. Em dezembro de 2014 o policial fez o transplante de rim no Instituto do Coração do Distrito Federal, que possui uma parceria publico privada com o Sistema Único de Saúde. 


“Eu nasci de novo neste dia 04 de dezembro. Foi um transplante muito bem assistido. Fiquei surpreso com o atendimento, fui muito bem tratado. Eu já tinha desistido de viver e o transplante me deu a vida de volta. Não sei nem o que dizer para a família que doou os órgãos. O sentimento de gratidão é tão grande, que falta palavras”, disse o policial aposentado.

Atendimento 



Desde abril de 2014, a Secretaria de Atenção à Saúde autorizou a inclusão de novas ações na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) referentes a procedimentos ligados ao cuidado da pessoa com a doença renal crônica. 


O SUS passou a cobrir as dosagens de hemoglobina glicosilada, de sódio, de 25 hidroxi vitamina D, de hormônio tireoestimulante e de tiroxina.


Os pacientes também tem direito a hemocultura (que pesquisa bactérias no sangue), exame de caracteres físicos com contagem global e especifica de células, gasometria, entre outros. 


Para hemodiálise pediátrica, a criança com problema renal tem direito a ultrassonografia do aparelho urinário e eletrocardiograma. 


Nos casos de pacientes no estágio pré diálise, dosagens de cálcio, creatinina, fósforo, proteínas, potássio, ferro sérico, ureia, entre outros, também estão incluídas na tabela.
 

A política também garante ao doente renal crônico o direito à informação, sendo assegurado aos conselhos de saúde e às associações ou comissões de pacientes o acesso aos estabelecimentos de saúde que prestam atendimento.





Brasília terá a 12ª Conferência Nacional de Direitos Humanos em abril



O governo convocou, para abril de 2016, cinco conferências nacionais em Brasília, para discutir temas relacionados aos direitos das crianças, dos idosos, Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, das pessoas com deficiência e, ao final, um grande evento sobre Direitos Humanos. 


O Decreto que estabelece convocação desses debates está presente no Diário Oficial da União do dia (18), assinado pela presidenta Dilma Rousseff e pela ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos a serem realizadas em Brasília, Distrito Federal, Nilma Lino Gomes.


Foram convocadas:


  •  A 10ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, com o tema "Política e Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes – Fortalecendo os Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente"; 
 
  • A 4ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, com o tema "Protagonismo e Empoderamento da Pessoa Idosa – Por um Brasil de Todas as Idades"; 
 
  • A 3ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT, com o tema "Por um Brasil que Criminalize a Violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT";  
 
  • A 4ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência , com o tema "Os Desafios na Implementação da Política da Pessoa com Deficiência: a Transversalidade como Radicalidade dos Direitos Humanos"; 
 
  • A 12ª Conferência Nacional de Direitos Humanos, com o tema "Direitos Humanos para Todas e Todos: Democracia, Justiça e Igualdade".

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12ª Conferência Nacional de Direitos Humanos 

 

Quando: 27 a 29 de abril de 2016. As demais conferências serão realizadas entre 25 e 27 de abril de 2016, 

Onde: todas em Brasília.


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Especialistas cobram utilização de Libras e audiodescrição em filmes nacionais





Especialistas reivindicaram que a legislação sobre acessibilidade comunicacional seja realmente cumprida, em audiência sobre o tema na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados. 


Apesar de já previstos em lei e regulamentados desde 2004 pelo Decreto 5.296/04, mecanismos como audiodescrição, legendas descritivas e janela para a Língua Brasileira de Sinais (Libras) ainda alcançam uma parcela muito pequena das produções audiovisuais.


A audiência pública foi requerida pela deputada Rosângela Curado (PDT-MA).


Um exemplo disso são as produtoras de filmes nacionais, que só passaram a se preocupar com a acessibilidade para pessoas com deficiência depois que a Agência Nacional do Cinema (Ancine) publicou a Instrução 116/14, que obriga as produções financiadas com recursos públicos federais geridos pela agência a oferecer legendagem descritiva, audiodescrição e Libras.

 

Audiodescrição



A professora da Universidade Federal do Ceará (UFC) Soraya Ferreira, que é doutora em formação de audiodescritores, exemplificou como os mecanismos de acessibilidade podem ampliar a comunicação e também atender pessoas sem deficiência. 


Ela realizou a audiodescrição de uma ópera e disse que, no meio do espetáculo, as pessoas que não eram cegas passaram a acompanhar a ópera com a sua descrição.


“Muitas pessoas que enxergavam não tinham conhecimento desse gênero e não estavam entendendo a dinâmica da ópera. Com a audiodescrição, elas passaram a ouvir e compreender tudo com mais detalhes”, disse ela.


Soraya Ferreira apresentou um guia orientador sobre uso de audiodescrição, legendagem e janela para Libras em produções audiovisuais, trabalho que foi feito em conjunto com os demais palestrantes. 


“Hoje não podemos mais usar a desculpa que não há parâmetros e que os profissionais não sabem como fazer. Há muitas pesquisas sendo feitas nas universidades”, disse Soraya, ponderando, no entanto, que é preciso buscar esses profissionais habilitados já que o uso inadequado dos recursos de acessibilidade podem confundir em vez de esclarecer o conteúdo.


A coordenadora de Gestão Estratégica da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, Sylvia Bahiense Naves, explicou que esse guia foi feito de forma voluntária é um trabalho científico que foi amplamente testado. 


“A obrigação de oferecer acessibilidade causou um espanto na classe cinematográfica e eles não sabiam como fazer. As primeiras amostras de curtas acessíveis eram hilárias. Então vimos que era preciso esclarecer quais eram os parâmetros”, destacou a coordenadora, explicando que convidou os especialistas presentes na audiência para elaborar o guia orientador.


A primeira vice-presidente da comissão, deputada Zenaide Maia (PR-RN) elogiou a iniciativa de produzir o manual e defendeu o cumprimento da legislação. 


"Vocês estão mostrando que a acessibilidade comunicacional é possível. Nós temos uma lei moderníssima, mas é preciso executar. Vocês estão dando o exemplo aqui", ressaltou.


A deputada ressaltou a importância de se garantir o acesso ao guia elaborado pela universidade cearense ao maior número de pessoas possível. 


" Eu já me comprometi de conversar com Sylvia [Naves, do MinC] para saber se existe interesse e se é importante a gente reproduzir o guia, com autorização de vocês, e distribuir às instituições interessadas", afirmou.


Produção audiovisual



O professor de Libras Saulo Machado usou a linguagem durante sua explanação para criticar a falta de filmes brasileiros com recursos de acessibilidade, embora a obrigatoriedade já esteja prevista na legislação. 


“Legendas e a janela de Libras são recursos importantes para que os surdos ampliem o seu vocabulário. As empresas de audiovisual e os cineastas precisam trabalhar nisso.É um direito que os surdos têm”, disse Machado.


Saulo Machado, que atualmente cursa mestrado sobre linguagem cinematográfica na Universidade de Brasília (UnB), destacouainda que o Festival de Brasília do Cinema de Brasileiro foi pioneiro em oferecer recursos de acessibilidade comunicacional, o que levou ao aumento do número de pessoas com deficiência que frequentam o festival.


Para a professora da Universidade Estadual do Ceará (Uece) Vera Lúcia Araújo, colocar legendas para surdos e ensurdecidos é um trabalho que vai além da legendagem comum no cinema. 


Segundo ela, é necessário harmonizar a legenda com o conteúdo do filme. 


“A legenda para surdos precisa dizer quem está falando quando a imagem não diz isso. Quando soa uma sirene, o surdo precisa saber por que as pessoas parecem assustadas”, disse ela, que tem 13 anos de experiência com legendagem.

Professora de Libras e doutoranda em Linguística pela UnB, Patrícia Tuxi destacou que a pessoa surda tem o direito de escolher qual modalidade linguística – a legenda ou a janela de Libras – é a mais adequada para acessar os conteúdos audiovisuais.


“É uma necessidade de que as duas formas estejam à disposição. A partir do nível linguístico individual, é fundamental que a pessoa exerça sua cidadania e escolha o que é melhor para si”, ressaltou a professora.


Na opinião da coordenadora da ONG Mais Diferença, Carla Mauch, é preciso haver uma punição para os responsáveis pelos filmes que não cumprem as normas sobre acessibilidade comunicacional. 


Ela lembrou que a lei de cotas no mercado de trabalho para pessoas com deficiência (art. 93 da Lei 8.213//91) só saiu do papel quando as multas começaram a ser aplicadas. 


“Os marcos legais avançaram muito nos últimos 15 anos mas eles não significaram, ainda, a conquista de direitos já que equiparação de oportunidades não é uma realidade quando falamos de acesso à informação”, disse ela.


Carla comemorou a presença de estudantes da UnB acompanhando a audiência. 


“É muito bom vê-los aqui, pois as obras que serão produzidas por vocês precisam estar acessíveis. As pessoas têm direito a conhecer o que se produz no Pais”, disse Carla Mauch. 


Ela destacou também que os recursos de acessibilidade podem introduzir novas possibilidades estéticas de se pensar o cinema.



Curso ensina pais a serem terapeutas de crianças com deficiência, em Belém

Sandra está ao lado de sua filha Taíse


Um curso realizado em Belém pela primeira vez ensina pais a serem terapeutas de crianças com deficiência. 


A ideia é ajudar no desenvolvimento dos filhos. Isaías, por exemplo, é tímido, mas é só dizer para ele que vai encontrar os amigos que ele se anima. Portador da síndrome de down, até pouco tempo era motivo de preocupação. Essa realidade mudou. 


"Ele não tinha atenção. Hoje em dia já tem e me ajuda bastante em casa", afirmou a dona de casa e mãe do jovem, Ildene Carneiro.


Ele frequenta um centro de reabilitação para pessoas com problemas neurológicos na capital paraense. Pacientes participam de atividades que ajudam a desenvolver todas as áreas do cérebro. 


"Tem as partes do sistema nervoso que são responsáveis pela parte cognitiva que é de você conversar com as outras pessoas, tem a parte do aprendizado", afirmou a fisioterapeuta Carla Dias.


Pessoas com algum tipo de lesão cerebral podem ter uma vida ativa, mas precisam, além de acompanhamento médica, dos pais também envolvidos com o seu desenvolvimento dentro de casa. 


Por esse motivo, o Instituto para o Desenvolvimento do Potencial Humano da Filadélfia veio até o Pará capacitar pais para que eles sejam os terapeutas dos filhos. 


Esta é a primeira vez que a instituição ministra o curso no Brasil. Cinquenta e nove pais de vários estados brasileiros participam da experiência.


Dona Sandra sempre acompanha a filha Taíse na terapia e fica atenta às técnicas. 


"É importante fazer esse trabalho em casa com eles que eles se aprimoram mais. Ela tem amigos, tem mais amigos do que eu", brinca.

 



24 de nov de 2015

Optar por escolas inclusivas pode definir a pessoa que seu filho irá se tornar





Em época de “matrículas abertas” na fachada das escolas vale refletir sobre as escolhas de onde matricular os filhos. 


Optar por escolas inclusivas mesmo que seu filho não tenha nenhuma deficiência é extremamente recomendável para o adulto que ele vai se tornar. 


Para Carolina Freire de Carvalho, coordenadora geral da Fundação Síndrome de Down, a convivência com as diferenças faz a pessoa se tornar um adulto mais flexível. 


“Uma pessoa que conviveu ao longo de sua vida cotidiana com as diferenças, tende a ser um adulto com pensamento mais flexível, tem acesso a modelos sociais mais amplos, e, portanto, estará melhor preparado para viver numa sociedade diversificada”, ressalta. 


Recentemente a entidade realizou um levantamento junto aos usuários em idade escolar (entre 6 meses e 18 anos) que revelou que 62% estão matriculados em escolas públicas enquanto 38% frequentam escolas privadas.


O número não surpreende quem convive com esta realidade: muitas escolas privadas relutam em receber alunos com alguma deficiência, principalmente a intelectual. 


Isso acontece, principalmente, porque todas as escolas devem, desde 2008, seguir a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, mas as escolas públicas costumam estar mais adequadas a esta Política. 


As instituições particulares que fecham as portas não sabem, no entanto, os benefícios que aceitar crianças com deficiência podem trazer para os demais alunos da escola e para a própria instituição. 


“A escola inclusiva proporciona uma convivência e desenvolvimento humanos em um espaço de diferenças, que considera cada um em sua singularidade no processo de ensino-aprendizagem e de convívio social, desenvolvendo respeito mútuo e uma postura inclusiva perante a vida”, explica Carolina.


De acordo com Daniel Nascimento, pedagogo e coordenador de processos da Fundação, o principal relato das mães de pessoas com deficiência intelectual ainda é negar a matrícula. 


“Dentre as reclamações que ouvimos de pais de pessoas com deficiência intelectual, a principal é a negativa de matrícula. Ainda que há anos já tenhamos legislação proibindo este tipo de discriminação, são incontáveis os relatos que temos de escolas que negaram a matrícula ao saberem que o estudante tinha deficiência intelectual. Outra reclamação que ouvimos sistematicamente diz respeito à qualidade da educação oferecida.Muitos pais, corretamente, questionam os métodos e apoios oferecidos por suas escolas, exigindo que sigam exatamente a legislação vigente. Querem, com isso, que seus filhos de fato sejam incluídos em todos os processos relativos à vida escolar sem serem excluídos de algumas disciplinas ou conteúdos”, relata.


Não são raros os pais com filhos na Fundação e com condições de pagar por escolas particulares, mas que optaram pelas públicas por entenderem que teriam acesso à uma educação de melhor qualidade com essa mudança.






Diversos Corpos Dançantes & Novo Circo Cia de Dança




Os Diversos Corpos Dançantes (DCD) surgiu em abril de 2014, como projeto de extensão do Curso em Licenciatura em Dança da UFRGS, coordenado pela artista-docente Carla Vendramin. 


O DCD é um grupo de habilidades mistas, formado por pessoas com e sem deficiências de variadas idades. Em 2014 o grupo realizou apresentações na travessa cataventos da CCMQ, na Praça da Alfândega, na Semana Municipal da Pessoa com Deficiência na Usina do Gasômetro, na ESEFID-UFRGS e no no Teatro Carlos Carvalho/CCMQ.


Acompanhe as atividades do grupo pela página do Diversos Corpos Dançantes.


O grupo este ano apresenta o espetáculo em colaboração com a banda Novo Circo Companhia de Dança. 


O espetáculo com dança, música e números circenses conta com a participação de artistas convidados para dialogar e trocar experiências no palco com este grupo incrível, são eles: a artista internacional convidada Mickella Dantas(Lisboa) e os artistas locais convidados  Ana Medeiros, Daniela Cezar, Marco Fillipin, Robson Duarte, Thais Petzhold, Roberta Spader e Verinha Carvalho.


Novo Circo Companhia de Dança é uma “banda de malabaristas. No repertório, músicas autorais compõem a trilha dos números artísticos apresentados, entre técnicas circenses e dança. 


O coletivo da banda é formado por artistas das Artes Cênicas e lança para a cena um estilo despojado dando espaço para a comédia, para a ironia e o improviso.


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DIVERSOS CORPOS DANÇANTES & NOVO CIRCO COMPANHIA DE DANÇA





Data: 08 de dezembro de 2015/ terça-feira

Horário: 20h

Local: Theatro São Pedro

Ingressos: na bilheteria ou pelo site: www.compreingressos.com
Plateia/cadeira extra – R$ 40,00 / Camarote Central – R$ 30,00 / Camarote Lateral – R$ 20,00 / Galeria – R$ 10,00 / com 50% de desconto para titular e acompanhante do Clube ZH.

Direção: Carla Vendramin

Coreografia: Carla Vendramin em colaboração com o grupo, a banda e os artistas convidados.

Elenco Grupo DCD: Adronilda da Conceição, André Olmos, Carla Vendramin, Cleonice Conceição Ferreira, Ferhi Mahmood, Gessi Lopes, Gustavo L. Pires, Guaraci O. da Silva, Julia Favero, Katie Niedermeir, Leila Mylius, Maíra de Oliveira, Maria Helena Magnus, Marta Scheider, Miriam Niedermeir, Rogério Per França, Rosane Favero, Rosaura Severo, Tatiana M. Lima.

Monitores bolsistas (Prorext): Maíra de Oliveira e Marco Chagas

Professores: André Olmos, Carla Vendramin, Daniel Elizeu, Guaraci O. da Silva (Brother), Luciana Hoppe, Maira de Oliveira e Marco Chagas.

Elenco Novo Circo: Gabriel Grillo, Guilherme Guinalli, Mauro Pogorelsky, Paula Finn e Paulo Zé Barcellos.

Artistas convidados: Ana Medeiros, Daniela Cezar, Marco Fillipin, Mickaella Dantas , Robson Duarte, Roberta Spader, Thais Petzhold, e Vera Carvalho.

Figurino: Vanessa Berg – Estúdio Hybrido

Estranhos Vestíveis: peças da coleção da artista Lisi Rabello ( Carla Vendramin veste "Tacones Lehanos" e Rogério Per França veste "Paixão")

Iluminação: Bathista Freire e Kyrie Isnardi

Produção: Íris Produções – Viviane Falkembach - viviane@irisproducoes.com

Divulgação: Eduardo Severino – (51) 96892621

Fotografia: Jorge Diehl

Produção de vídeo: Maurício Pflug

Contato: carlavendramin@gmail.com / (51) 8052 - 0223

Promoção: Clube do Assinante ZH

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