30 de set de 2016

Despesas com acessibilidade e tecnologia assistiva poderão ter isenção de IRPF



Uma proposta em exame no Senado busca permitir que as despesas com cuidados de pessoas com deficiência sejam deduzidos do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). 


O PLS 275/2016 inclui entre as possibilidades de dedução os custos relacionados aos cuidados pessoais ou à promoção de acessibilidade, de autonomia e de inclusão da pessoa com deficiência


Acrescenta ainda as tecnologias assistivas (tecnologias para ampliar habilidades funcionais), ajudas técnicas, terapia e acompanhamento profissional.


O senador Romário (PSB-RJ), autor do projeto, também sugeriu mudanças nas regras para os dependentes. 


De acordo com a proposta, seriam considerados como tal a filha, o filho, a enteada ou o enteado até 21 anos, ou de qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho, ou tenha deficiência intelectual ou deficiência grave.


Seriam também dependentes o irmão, o neto ou o bisneto, sem sustento dos pais, até 21 anos, desde que o contribuinte detenha a guarda judicial, ou de qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho, com deficiência intelectual ou grave. Os atuais requisitos para a dependência no Imposto de Renda estão listados na Lei 9.250/1995.


Ao defender o projeto, Romário afirma que promover a inclusão e a autonomia é um fator que onera o orçamento familiar, o que agrava a exclusão e a desvantagem social e econômica das pessoas com deficiência.


— Instituir essa dedutibilidade é uma iniciativa que reflete simples e clara justiça. Se as pessoas com deficiência têm mais despesas decorrentes das barreiras que lhes são socialmente impostas e que cabe ao Estado, à sociedade e a todas as pessoas eliminar, nada mais justo que compensar esse ônus mediante a dedução dessas mesmas despesas da base de cálculo do IRPF — afirmou o senador do PSB.


Para ele, a medida por si só é insuficiente para superar a exclusão das pessoas com deficiência, mas “é um passo seguro no sentido de, visando a um equilíbrio justo, tratar desigualmente os desiguais”. 


O projeto vai ser inicialmente analisado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Cinemas devem oferecer condições para cegos e surdos



Agência Nacional de Cinema (ANCINE) anunciou, no dia 17/9, a instrução normativa que obriga as salas comercias de cinema do país a oferecer, num prazo de dois anos, condições para que pessoas com deficiência visual e auditiva possam ver um filme na mesma sessão de outros espectadores.


O temor de parcela dos empresários sobre o custo dessa adequação é irreal, de acordo com Lívia, professora doutora em Linguística Avançada que realiza eventos culturais com audiodescrição. 


“(O custo) será muito pequeno se consideramos o tamanho desse público”, enfatiza, ao destacar que 25% da população brasileira têm algum tipo de deficiência.O público é enorme, se considerarmos que, além de pessoas com deficiência visual e auditiva, há ainda aqueles com deficiência intelectual e idosos, que também irão se beneficiar dos recursos”, registra Lívia, que ajudou a implantar o primeiro curso de especialização em audiodescrição do Brasil, na Universidade Federal de Juiz de Fora.


Para Lívia, a questão da acessibilidade não tem mais volta”, comemorando a importante vitória conquistada com a publicação da instrução normativa 128/2016. 


“Os produtores que já realizaram eventos para esse público sabem de seu potencial e sempre querem repetir a experiência”, afirma a professora, que recentemente fez o trabalho de audiodescrição para o DVD do filme “Meu Amigo Hindu”.

Inclusão


A vitória, endossa Lívia, é sobre um sistema que impedia, por exemplo, pessoas a assistirem a um filme que acabou de ser lançado nas telonas. 


“A gente sabe como a arte pode ser transformadora e inspiradora. Era muito triste ver uma pessoa morta de vontade de ver um filme aguardado e não poder ir, excluído de um produto que tanto quer ir”.


Quando promove seus eventos culturais, a produtora, que é mineira de Itajubá, gosta de ficar num canto escuro da sala, observando as reações da plateia. 


“Elas são iguais aos outros, com risadas, lágrimas, surpresa e espanto. É muito emocionante e nos faz pensar quantos detalhes deixam de apreender por falta de recursos de acessibilidade”, descreve.


Em 14 meses, metade das salas de cada grupo exibidor deverá oferecer recursos de legendagem, legendagem descritiva, audiodescrição e Língua Brasileira de Sinais


A grande dúvida sobre a adequação das salas de cinema para abrigar recursos de acessibilidade, como legendagem descritiva, audiodescrição e Língua Brasileira de Sinais (Libras), é a tecnologia que será usada. Uma câmara técnica está sendo montada pela Ancine para definir o padrão.


“A medida é muito bem-vinda, porque, além de inclusiva, ela representa a possibilidade de agregar novos consumidores ao mercado. Mas também é complexa, exigindo um pacto entre produtores, distribuidores e exibidores”, afirma Adhemar Oliveira, proprietário da sala Belas Artes.

 

Aplicativo

 

Em vários países, o recurso mais utilizado é um aplicativo que o espectador baixa em seu celular, que, sincronizado com a projeção, apresenta os vários recursos. 


No caso de surdos, há ainda a possibilidade de uso de um óculos especial, em que o sistema de Libras é mostrado num canto da lente.


Adhemar, que tem uma rede de cinemas no país, deixa um ponto de interrogação em relação aos filmes de arte, distribuídos por empresas pequenas e que têm menor retorno financeiro. 


Ele salienta que esse tipo de custo é diluído na quantidade de cópias.O custo pode ficar pesado para eles, por isso a câmara técnica deve pensar em soluções que custem menos.Se um filme é lançado em mil posições (salas), um valor hipotético de R$ 15 mil não é nada. Mas se lançado em apenas seis posições, é muita coisa. Se é uma medida inclusiva, ela não pode excluir o pequeno distribuidor”, pondera.


Lívia Motta registra que há um número considerável de profissionais para atender a demanda. 


“Um profissional preparado traduz a imagem em palavra, sem filtragens, diferentemente de uma pessoa que fica ao seu lado contando o que está acontecendo, filtrando a percepção”, compara a especialista.

Seis jovens com Síndrome de Down abrem empresa de pizzas que é o maior sucesso




Pessoas com Síndrome de Down têm muita dificuldade para entrar no mercado de trabalho.


As empresas ainda acham que a Síndrome de Down é uma doença e que por isso as pessoas com Down não conseguiriam desempenhar bem a função para a qual foram contratadas.


Mas, quando as oportunidades não são dadas, elas são criadas. Foi isso o que fez um grupos de 06 jovens com Síndrome de Down, em San Isidro, na Argentina. Eles fundaram uma empresa de pizzas chamada “Los Perejiles”.


Os jovens abriram o negócio em 2014 e, dois meses após a divulgação, eles já tinham fechado 24 eventos. Eles recebem o apoio de dois profissionais de um trailer chamado “Sumando”, que trabalha com pessoas com Síndrome de Down.


Los Perejiles começou a nascer quando expomos para as mães desses meninos as dificuldade do trabalho, porque os meninos estavam indo para um colégio especial onde os formam supostamente para o mercado de trabalho, mas logo eles acabam parando por ali mesmo”, explica o professor Telam Lopez.

Foi trabalhando nesse trailer que os jovens conseguiram desenvolver suas habilidades, dentro e fora de casa. 


“Aqui temos crianças que não sabiam fazer nem um sanduíche para sua merenda, cruzar a rua ou fazer os afazeres domésticos; alguns tiveram aos 20 anos uma chave de casa”, complementa Kevin Degirmernci, o outro professor dessa iniciativa maravilhosa.


A organização é uma das qualidades que mais chamam a atenção no trabalho dos Perejiles


Eles chegam a todos os eventos onde trabalham com seus próprios utensílios e ingredientes. As tarefas são divididas entre eles e os cozinheiros e garçons oficiais. 


Os jovens também respeitados pelos convidados, que não fazem perguntas preconceituosas e nem desmerecem o seu trabalho.





 

Teatro dos Sentidos: Em “Feliz Ano Novo, de novo” no Teatro Maria Clara Machado



O espetáculo Feliz Ano Novo, de novo integra o Circuito Cultural Rio, idealizado pela Secretaria Municipal de Cultura e pela Prefeitura do Rio, para a programação cultural dos períodos Olímpico e Paralímpico, que vai de maio a setembro de 2016″.


Paula Wenke apresenta o espetáculo Feliz Ano Novo, de novo nos moldes do Teatro dos Sentidos, vivenciando sua forma de encenação, experimentando aromas, sons, sabores, toques e texturas.


Desde a sua primeira montagem em 2002, a personagem feminina por ser  autobiográfica, sofre várias mudanças de valores. Por consequência, de visão de mundo. 


O texto deste ano foi adaptado a representar esta nova mulher, que não deposita no outro sua condição para a felicidade, mas sim em suas próprias conquistas.  


Na modernidade líquida, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, tudo é fluido e nada estático, portanto os textos teatrais tendem a se comportar da mesma maneira, em face de tantas mudanças velozes e significativas de comportamento da sociedade.

 

O Teatro dos Sentidos  

 

É uma técnica de encenação teatral criada pela carioca Paula Wenke, ou simplificando, um jeito diferente de fazer teatro idealizado inicialmente para uma plateia de cegos, que pela deficiência perdem no teatro, TV e cinema: as ações físicas, expressões faciais ou simplesmente informações visuais.  


Já o público que enxerga usa vendas durante as apresentações, ficando em iguais condições e descobrindo a infinidade de prazeres ao se aguçar os sentidos mais adormecidos.


O Teatro dos Sentidos é caracterizado  pela utilização de textos originais ou particularmente adaptados para que haja total compreensão da história, e a máxima estimulação dos sentidos remanescentes (audição, olfato, paladar e tato), suprimindo a visão.


Paula Wenke  começou as suas pesquisas, em 1997, com seus alunos da Casa da Gávea, Rio de Janeiro.  


A Intravisão é estimulada pelos outros sentidos e por textos ricos em ação, múltiplos cenários sugeridos, comicidade, romance e reflexão, dando dinamismo à história representada. 


O público  cria suas próprias imagens a partir da memória consciente e inconsciente, gerando uma enorme gama de emoções profundas e intensas. Para tanto, temos atores chamados atores/provocadores que são devidamente treinados para executarem tais estímulos geradores desta enorme riqueza de sensações.


A crítica nacional e internacional considerou o Teatro dos Sentidos como das criações mais relevantes em termos de encenação dos últimos tempos. 


Além da busca pela qualidade dramatúrgica criada pela diretora multimídia e poetisa, o grupo proporciona inclusão cultural, permitindo que o cego entenda totalmente uma obra encenada; inclusão social porque emprega atores também deficientes, justo porque neste tipo de encenação não há limitações físicas para a escalação do elenco; e por último, e talvez a mais importante: a inclusão atitudinal gerada na plateia de enxergantes, especialmente: ao se colocar no lugar de alguém, sentindo o que este sente é possível fazer nascer o sentimento de solidariedade, o que nos caracteriza humanos, o que motiva a mudança de atitude com relação ao outro, no caso, o deficiente.


Com o Teatro dos Sentidos percebemos o que é Ética e, principalmente, que não basta falar em ética para ser ético, temos que por em prática. 


Há que haver uma sintonia entre pensar/falar e agir. Exemplo disto é que contamos com a participação de artistas plásticos, que assistirão aos ensaios vendados como toda a plateia de enxergantes, e criarão obras que depois serão expostas no próprio espaço cênico do Teatro dos Sentidos. 


A plateia poderá apreciar a interpretação de cada um deles depois de tirarem as vendas, ao fim da peça. Os cegos poderão sentir a obra de uma outra maneira a ser pesquisada e proposta por estes artistas, que têm por premissa criar uma obra acessível a todos.


SINOPSE:


Gabriel é filho adolescente de Roberto, Comandante da Marinha e viúvo. O rapaz encontra um livro de Vinicius de Moraes com uma dedicatória romântica de uma mulher misteriosa que assina “Dama do Mar”, e pergunta ao pai sobre ela. 


O Comandante acaba por relembrar o único encontro dos dois em uma noite de Réveillon, baile de máscaras e fantasia. Gabriel, também apaixonado por uma coleguinha de escola, pode mudar o rumo da história romântica de seu PAI que nunca mais viu esta mulher que o marcou tanto.


(*O Iosono projetafocos” e “planos” de som. Os focos podem parecer estarem vindo do céu acima, de apenas alguns centímetros do espectador ou de qualquer posição no espaço. As paredes podem, entre outras aplicações, simular a sensação de som ambiente de outro local. Batizada de Iosono, o novo sistema de som espacial e imersivo foi criado pela equipe do cientista alemão Karlheinz Brandenburg).


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Espetáculo: Feliz Ano Novo de novo.



Local: Teatro Maria Clara Machado.

Endereço: Av. Padre Leonel Franca, 240 - Gávea, Rio de Janeiro - RJ, 22451-000.

Telefone: 2274-7722.

Classificação etária: 12 anos.

Temporada: 30 de Setembro a 09 de outubro de 2016.

Horários: de sexta á domingo, as 20:30h.

Duração: 50 minutos.

Ingressos: R$40,00 (Inteira) R$20,00 (meia).


*Deficientes físicos têm ingresso gratuito e acompanhantes pagam meia entrada.*


Ficha Técnica



Concepção, texto e direção: Paula Wenke.

Elenco: Paula Wenke, Ana Felipe, Oscar Capucho (ator cego vindo de Belo Horizonte), e grande elenco.

Trilha sonora: Paula Wenke e Gê Brandão.

Diretor de Produção: Luiz Prado.

Realização: Wenke Produções Artísticas Ltda Me.



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Fonte: Sopa Cultural


 

29 de set de 2016

Wheelchair Fest ocupa a rodoviária Novo Rio






Os Jogos Paralímpicos acabaram, mas ainda é possível conferir a exposição de cadeiras de rodas customizadas que integrou o Wheelchair Fest, no Boulevard Olímpico


E mesmo depois dessa data, o evento Wheelchair Fest - uma plataforma multicultural que utiliza a cadeira de rodas como ferramenta de conexão entre pessoas com deficiência e a cultura carioca - deixará seu legado. 


Coube ao artista e cenógrafo PIA criar a cadeira Sonho Simples, que traduz o espírito do evento e lança luz sobre a inclusão de forma natural, refletindo o sonho de uma cidade mais alegre e acessível.  


A obra marca a parceria  Grupo ÚTIL e a Rodoviária Novo Rio, onde ficará exposta até 20/10. A inauguração da 11a obra aconteceu dia 22/09, na Rodoviária Novo Rio, com a participação especial do músico Jonatha Bastos, que tocou na cerimônia de encerramento dos jogos paralímpicos no Maracanã.


“Isso é um legado paralímpico que deixamos para os turistas que ainda estão na cidade em um local como a Rodoviária, que não é apenas porta de entrada, mas de extrema importância para o Rio de Janeiro. Essas empresas tem uma grande sensibilidade em relação as pessoas com deficiência e trabalham muito, internamente, essa responsabilidade social.”, declarou Caio Leitão, diretor do evento que faz parte das comemorações dos 10 anos de atividades da Embaixadores da Alegria, primeira escola de samba voltada para pessoas com deficiência.


Ao todo, onze artistas de diferentes áreas foram convidados para customizar cadeiras de rodas, que ficaram, durante os Jogos espalhadas pela Praça Mauá.


A artista multidisciplinar Mana Bernardes fez da  sua obra um arco-íris com linha e bordados, enquanto o grafiteiro Marcelo Eco desenhou um Saci Pererê com próteses, em uma homenagem aos negros escravos – que aqui chegavam pelo Cais do Valongo (atual Boulevard) e os cadeirantes.  


Completam o time de artistas o ilustrador Felipe Guga, a própria Embaixadores da Alegria, o produtor social Rene Silva, do jornal Voz da Comunidade, o grafiteiro Rafael Doria, os artistas plásticos Katia Wille e René Machado e o designer de luz Tomás Ribas. 


Já o Instituto Municipal Nise da Silveira participou com um coletivo de seus pacientes e alunos. 


A direção de conteúdo é  assinada por Caio Leitão, especialista em marketing cultural e um dos fundadores da instituição, curadoria de Fernanda Sattamini,


“A Embaixadores da Alegria está em festa por seus dez anos de atividades. E o evento é uma maneira inefável que encontramos de mostrar que existe possibilidade de diálogo entre as diferenças, por meio da arte”, afirma Caio.



 
 
 

Festival Lollapalooza divulga Line Up inclusiva da próxima edição




O Lollapalooza, é um festival de músicas, que conta com os gêneros como rock alternativo, heavy metal, punk rock, Grunge e perfomances de comédias e danças


Ele acontece anualamente desde os anos 90, e no Brasil, a edição será nos dias 25 e 26/03/2017 no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP).


Os organizadores do evento divulgaram um vídeo no Facebook, da sua Line Up, que é a lista das atrações do evento. Nesse vídeo, deram enfâse a diversidade, entra elas, pessoas com deficiência


Além de um jovem com deficiência física participar do clipe dançando em uma cadeira de rodas, também foi utilizado o recurso de LIBRAS para dar maior acessibilidade à pessoas com deficiência auditiva


Confira o vídeo: Lollapalooza 2017


Para saber mais sobre o festival, acesse o site: https://www.lollapaloozabr.com/






Instituto Gabi promove evento com atividades especiais no Dia das Crianças



O Instituto Gabi, localizado na zona sul de São Paulo, é um Núcleo de Apoio à Inclusão de pessoas com deficiência, com 15 anos de atendimento especializado em crianças e adolescentes. 


Na semana do Dia das Crianças, a ONG preparou uma programação especial para os atendidos, conforme conta a Coordenadora de Atendimento, Juliana Amorim.


“Teremos atividades bastante diferentes tradicionais, com brincadeiras, jogos, gincanas e um passeio externo, ainda a ser definido”, diz.


Além disso, as crianças e adolescentes aprenderão a preparar uma receita de sorvete de frutas. 


“Para eles, as atividades cotidianas têm mais complexidade, mas, também são mais empolgantes. Certamente, preparar seu próprio sorvete e degustá-lo será muito prazeroso”, anima-se a Coordenadora.


Os pais dos atendidos também serão envolvidos nesta semana. Para eles e outros visitantes, o Instituto Gabi preparou uma Mostra Cultural, que será realizada no dia 11/10 das 9h30 às 17h, com todos os trabalhos manuais desenvolvidos pelos atendidos durante o ano. 


“São colagens, desenhos, pintura em tela, fotografias e outras artes produzidas pelas crianças e adolescentes”, comenta Juliana.


Esta também é uma excelente oportunidade para novos voluntários conhecerem a ONG


“Muitas pessoas me falam que não têm a oportunidade de ajudar ou não encontram um local sério que lhes dê essa oportunidade. Estamos sempre precisando de voluntários e com as portas abertas. Neste momento, por exemplo, precisamos de voluntários para a digitação de notas fiscais do programa Nota Fiscal Paulistana, porque as pessoas nos doam notas e não temos quem as digite”, diz Francisco Sogari, Fundador e Presidente do Instituto Gabi. Outras necessidades de doação da ong são alimentos e papel sulfite.


O Instituto Gabi fica na Rua Gustavo da Silveira, 128 – Vila Santa Catarina – São Paulo (SP). Para mais informações ligue: (11) 5564-7709.



 
 
 

Os 62 Livros Fundamentais sobre Deficiência



Conhecimento. Esta palavra está na base das conquistas obtidas nas últimas décadas na promoção dos direitos das pessoas com deficiência e de sua cidadania. E é resultado da construção de um sólido legado produzido por atores sociais do segmento, que pode ser medido em páginas e mais páginas publicadas ao longo dos anos. 


Falamos, é claro, de livros que se tornaram referências para todos os interessados em conhecer o perfil da deficiência aqui e no exterior - onde o Brasil é reconhecido como modelo de avanço na inclusão social de pessoas com deficiência. Muitos desses livros se tornaram quase best sellers, merecendo sucessivas edições. Outros se esgotaram, mas não perderam a importância. 


Conservados em bibliotecas públicas, de universidades e de instituições do Terceiro Setor, continuam vivos, fazendo a cabeça de quem estuda a realidade de brasileiros que possuem alguma deficiência.
 

A revista Sentidos propôs esse desafio a si mesma, imaginando contribuir para a formação de uma biblioteca essencial para quem pretende compreender a situação da deficiência em nosso país. 


Para fazê-lo, consultaram 19 personalidades de destaque do segmento - algumas autoras até de livros que foram indicados por outros participantes dessa consulta.


Não se trata de afirmar aqui que sejam os 62 melhores livros já publicados sobre o assunto, mas sim de fazer circular as recomendações de leitura de quem sabe, faz a hora e ajuda a acontecer, como também de permitir que esse conhecimento seja compartilhado e, dessa forma, dar um empurrão a mais em favor da inclusão social.

Acessibilidade



1) Acessibilidade: Passaporte para a Cidadania das Pessoas com Deficiência. Cartilha elaborada pela Comissão Especial de Acessibilidade do governo federal.


2) Acessibilidade - Vários autores (Corde, 160 pág.). Coletânea das principais leis, decretos e portarias na área da acessibilidade.


3) Boletim Técnico 40 - Mobilidade Urbana Sustentável: Fator de Inclusão da Pessoa com Deficiência - Flávia Maria de Paiva Vital (CET). Mobilidade urbana é essencial para as pessoas com deficiência, foco desta publicação.


4) Guia para Mobilidade Acessível em Vias Publicas - Comissão Permanente de Acessibilidade da Prefeitura de São Paulo (Prefeitura de São Paulo, 39 pág.). Guia prático para o uso de profissionais de arquitetura e engenharia para a construção de uma cidade acessível.


5) Inclusão no Lazer e no Turismo - Romeu Kazumi Sassaki (Áurea, 124 pág.) - O livro discute amplamente a questão da inclusão, colocando o foco no direito das pessoas com deficiência a usufruir do lazer e o turismo.


6) Manual para Acessibilidade aos Prédios Residenciais da Cidade do Rio de Janeiro - Prefeitura do Rio de Janeiro (FUNLAR, 44 pág.). Manual que tem como objetivo orientar moradores e síndicos, bem como profissionais da área, sobre a acessibilidade nas área comuns do Prédio e/ou do Condomínio.


7) Orientação e mobilidade para deficientes visuais - Rosa Maria Novi (Cotação da Construção, 83 pág.). Noções e conceitos básicos de orientação e mobilidade, necessários não só para os profissionais da área, mas também para os pais de crianças e jovens cegos ou portadores de visão subnormal.


8) Todos na Cidade - Ana Paula Crosara Resende (EDUFU, 176 pág.) - Obra sobre acessibilidade de pessoas com deficiência física. Analisa as relações entre legislação e acessibilidade no processo de produção do espaço urbano, tema que diz respeito ao direito à cidadania tão necessário de ser discutido pela sociedade brasileira, sobretudo numa época de consolidação de sua democracia.

 Atitude



9) A revolução sexual sobre rodas - Fabiano Puhlmann (O Nome da Rosa, 128 pág.). O autor esclarece dúvidas sobre tratamentos, recursos e atitudes para uma sexualidade livre e prazerosa depois de adquirida uma deficiência. Trata também de inclusão social. O livro ajuda o deficiente a resgatar o afeto, autonomia, e o erotismo esquecido.


10) Do Sentido... Pelos Sentidos... Para o Sentido... - Elcie F. Salzano Masini - (Intertexto, 303 pág.). Os caminhos e as diferentes maneiras de as pessoas, na ausência dos sentidos de distâncias, visão e audição , obterem informações sobre o que as cerca e elaborarem esses dados, organizando e compreendendo o que está ao seu redor.


11) Reconectar a Mente - Liliana Wahba (Casa do Psicólogo, 175 pág.). Um adolescente de 16 anos sofre um acidente de carro, tendo como consequência traumatismo craniano e grave comprometimento da fala. O livro integra uma série de exercícios desenvolvidos para ajudá-lo a exercitar a compreensão verbal.


12) Sexualidade e Deficiência: Rompendo o Silêncio - Ana Rita de Paula, Mina Regen e Maria da Penha Lopes (Expressão & Arte, 124 pág.) - O livro aborda desde AIDS até sexo virtual em linguagem acessível e esclarecedora. Oferece também temas para abordar a sexualidade na sala de aula, esclarece dúvidas e tira informações básicas sobre um assunto atual e delicado.


Biografias



13) A doce sinfonia do seu silêncio - Luciana Scotti - (O Nome da Rosa, 144 pág.). Um "romance"real, que desvenda intimidades, sonhos, fantasias e o despertar de sua sexualidade.


14) Ainda Sou Eu - Memórias - Christopher Reeve (Dorea Books, 279 pág.). Autobiografia do ator consagrado como o Superman, no cinema. Além de contar sobre a carreira, Reeve relata a complexa relação com os pais, da luta permanente e heróica para reconstruir sua vida após o acidente que o deixou tetraplégico e dos esforços para continuar sendo um bom marido e pai.


15) A Saga de um Campeão - Lars Grael (Gente, 232 pág.). Ser vítima de um acidente e ficar entre a vida e a morte é uma experiência avassaladora. No caso do atleta e medalhista olímpico brasileiro Lars Grael - que teve a perna direita decepada ao ter seu veleiro atingido por uma lancha em alta velocidade - foi preciso também administrar a frustração de perder um membro vital para sua carreira.


16) Carta de Amor - Maria Cristina de Orleans e Bragança (WVA, 27 pág.). Um livro romântico, divertido e profundamente autêntico, como a autora. Killy fala de amores e de sonhos, como toda adolescente que planeja sua vida afetiva com entusiasmo. As ilustrações são dela. Há exemplares simultaneamente em braile e em tinta.


17) Do outro lado do sol - Kátia Iuriko Ito (O Nome da Rosa, 216 pág.). Aos 19 anos, Kátia foi vítima de um angioma cerebral, que danificou seriamente o lado direito de seu cérebro. Ela esqueceu sua história pessoal, desaprendeu a ler, escrever e raciocinar. O livro é uma lição de vida.


18) E Eu Venci Assim Mesmo - Dorina Gouvea Nowill (Totalidade, 290 pág.). A vida e a obra de Dorina Nowill, brasileira que ficou cega na adolescência, especializou-se em educação para cegos, criou a primeira fundação para o livro do cego no Brasil e foi a primeira mulher a assumir a presidência do Conselho Mundial para o Bem Estar do Cego.


19) Feliz Ano Velho - Marcelo Rubens Paiva (Objetiva, 270 pág.). Obra de referência na literatura brasileira contemporânea, o romance autobiográfico de Rubens Paiva é um relato verdadeiro do acidente que o deixou tetraplégico, a poucos dias do Natal de 1979. O roteiro foi adaptado para teatro e cinema.


20) Salvando Meu Filho - Richard Galli (Sextante / Gmt, 184 pág.). Polêmica história sobre escolhas que fazemos. Descreve os dez dias que se seguiram ao acidente com Jeffrey, o filho de 17 anos de Galli, depois que ele mergulhou numa piscina, bateu a cabeça, foi salvo pelo pai, mas ficou tetraplégico. Galli, então, se vê forçado a encarar um futuro não imaginado para o filho e a decidir se o "salva" novamente - desligando os aparelhos que o mantém vivo.


21) Sem asas ao amanhecer - Luciana Scotti (O Nome da Rosa, 200 pág.). Aos 22 anos, Luciana foi acometida por uma trombose cerebral - o que a deixou muda e tetraplégica. Na obra, a escritora revela sua história, angústias, sua luta pela vida e por um futuro melhor.


22) Sopro no Corpo: Vive-se de Sonhos - Marco Antonio de Queiroz (Rima, 192 pág.). Diabético desde os 3 anos, ele sofreu com o fantasma da impotência ainda jovem, ficou cego aos 21 e teve de enfrentar dois transplantes: de rim e pâncreas. Porém, o autor optou por narrar sua vida da mesma forma que a leva: com bom humor e suavidade. Narrativa real de reabilitação e inclusão social.


23) Superar o Impossível - Christopher Reeve (Alegro, 183 pág.). Neste livro, Reeve mostra que ninguém precisa aceitar qualquer tipo de limitação, imposta por si mesmo ou por terceiros, podendo recorrer à força interna que pulsa em cada um.


24) Uma Mulher de Luta: Vida e Política em Célia Leão - José Pedro Martins (Edições Inteligentes, 172 pág.). Um mosaico sobre a vida e a trajetória política de Célia Leão, que é cadeirante e deputada estadual na Assembléia Legislativa de São Paulo, eleita em 2006 para seu quarto mandato.


25) Velejando a Vida - João Carlos Pecci (Saraiva, 160 pág.). Para alguns, a paraplegia fecha as portas à vida. No caso de Pecci aconteceu o contrário: abriu as portas que fizeram crescer seu lado humano e sensível. Determinado, procurou ultrapassar os limites que a paraplegia impõe. E conseguiu vencer um dos maiores obstáculos, realizando o sonho de ser pai.

 

Deficiência e Inclusão

 


26) A Epopéia Ignorada - A Pessoa Deficiente na História do Mundo de Ontem e de Hoje - Otto Marques da Silva (CEDAS/São Camilo, 470 pág.). Leitura obrigatória para quem quer saber como a questão da deficiência foi tratada ao longo da historia por diferentes civilizações.


27) Conversando sobre Deficiências - Jenny Bryan (Moderna). Este é um livreto com linguagem muito simples, ideal para levar a realidade das pessoas com deficiência para a sociedade - reforça o sentido da diferença, não da incapacidade.


28) Enfrentando a Deficiência - Carolyn L. Vash (Thomson Learning). Escrito por uma pessoa com deficiência física, o livro resulta de 50 anos de aprendizagem da autora como psicóloga em serviços de reabilitação, como pesquisadora, educadora e administradora.


29) É Perguntando Que Se Aprende - a inclusão das pessoas com deficiência - Instituto Paradigma (Áurea Editora, 156 pág.). Coletânea que aborda a legislação básica na área da deficiência, com respostas de especialistas nas diversas áreas que envolvem às questões sobre pessoas com deficiência e seus direitos.


30) Inclusão. Construindo uma Sociedade para Todos - Romeu Kazumi Sassaki (WVA, 174 pág.). Livro indispensável para quem deseja conhecer e se aprofundar em conceitos relacionados à inclusão, como o de trabalho inclusivo.


31) Retratos da Deficiência no Brasil - Marcelo Néri (FGV/IBRE, CPS, 188 pág.). Estudo realizado pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, com base no Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para o Programa Diversidade da Fundação Banco do Brasil, traçando um amplo painel sobre a situação da deficiência no país até o ano de 2003.


32) Sociedade Inclusiva: Quem Cabe no seu Todos? - Cláudia Werneck (WVA, 236 pág.). O livro instiga o leitor a refletir sobre o uso da palavra TODOS e propõe um teste que revela o quanto este vocábulo é usado de forma impensada, muitas vezes leviana, por TODOS nós - inclusive nos documentos nacionais e internacionais de educação, direitos humanos, cidadania, saúde e cultura, muitos deles oficiais.


33) Visão & Revisão Conceito e Pré-Conceito - Ricardo Ferraz (Tiragem Independente, 58 pág.). Coletânea de cartuns temáticos sobre o mundo da deficiência. Nesta obra, situações típicas do cotidiano são abordadas de forma inédita por um cartunista, com bom-humor, porém sem perder a força crítica. Ferraz faz o leitor rir e refletir, não necessariamente nessa ordem.


34) Você é gente? O direito de nunca ser questionado sobre seu valor humano - Claudia Werneck (WVA, 203 pág.) A obra é resultado do trabalho de uma jornalista e quatro estudantes de comunicação, que percorreram, durante um ano, todas as regiões do Brasil, capacitando 1.215 adolescentes como agentes de inclusão social.


Direitos e Trabalho




35) A Inserção da Pessoa Física com Deficiência no Mundo do Trabalho - Lucíola Rodrigues Jaime e José Carlos do Carmo (Mandacaru, 204 pág.). O livro explica em detalhes a legislação específica para o trabalho de pessoas com deficiência, indicando entidades, inclusive a AVAPE. Os autores são fiscais do trabalho da DRT-SP, responsáveis por grande parte das ações afirmativas no estado de São Paulo. Aborda aspectos importantes da lei de cotas.


36) A Proteção Constitucional das Pessoas Portadoras de Deficiência - Luiz Alberto David Araujo (Ministério da Justiça, CORDE). Tese de Doutorado apresentada na PUC/SP, em 1992, que aborda os direitos das pessoas com deficiência.


37) Construindo um Mercado de Trabalho Inclusivo - Guia Prático para Profissionais de Recursos Humanos - Tais Suemi Nambo (CORDE/Sorri Brasil, 56 pág.). Com versões impressa e em CD, a publicação presta informações sobre diferentes tipos de deficiência,sobre os mitos mais frequentes encontrados no imaginário dos empregadores e apresenta sugestões de como administrar a relação com funcionários com deficiência.


38) Deficientes: Ainda um desafio para o governo e para a sociedade: habilitação, reabilitação profissional e reserva de mercado de trabalho - Pedro de Alcântara Kalume (LTr, 184 pág.). O livro trata da reabilitação de pessoas com deficiência, lembrando que só por meio dela é que se alcançará o verdadeiro engajamento no mercado de trabalho. E com a pessoa, naturalmente, sua plena inserção social e econômica.


39) Direito do Portador de Necessidades Especiais - Antonio Rulli Neto (Fiuza, 361 pág.). O livro traz os principais aspectos jurídicos sobre o assunto, permite aos próprios portadores de necessidades especiais conhecerem seus direitos e defendê-los.


40) Direitos das Pessoas com Deficiência. Garantia de Igualdade na Diversidade - Eugênia Augusta Fávero (WVA, 342 pág.). Guia com perguntas e respostas sobre as garantias legais para inclusão na educação, trabalho, lazer, entre outros, além de comentários aos crimes previstos na Lei 7.853/89.


41) Gestão Estratégica de Entidades sem Fins Lucrativos - Marcos Antonio Gonçalves (Áurea Editora, 190 pág.). O livro aborda a importância da qualificação profissional nas organizações do Terceiro Setor. Cada organização constrói o seu caminho com características próprias, decorrentes da natureza de sua ação, mas delas pode-se extrair lições universais que serão úteis a outros atores que querem construir um mundo melhor para todos.

42) Inclusão: Construção na Diversidade - Cristina Abranches Mota Batista (Armazém de Idéias). Publicação da Tese de mestrado da autora que trata da inclusão da pessoa com deficiência no mercado formal de trabalho: Um estudo sobre as suas possibilidades nas organizações de Minas Gerais.


43) Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho - Marcos Antonio Gonçalves (Áurea Editora, 114 pág.). Este livro aborda a experiência da AVAPE na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, ressaltando a importância da capacitação e discutindo experiências bem sucedidas realizadas por empresas.


44) Legislação Brasileira sobre Pessoa Portadora de Deficiência - Câmara dos Deputados (Coordenação de Publicações da Câmara, 446 pág.). Reunião de Leis relativas às pessoas com deficiência.

45) O portador de deficiência e o Direito do Trabalho - Rosanne de Oliveira Maranhão (LTR, 152 pág.). A publicação fornece a todos e, em especial, às pessoas com deficiência, as informações necessárias para a obtenção do pleno sucesso no processo de sua integração no mercado de trabalho.


46) Oportunidades de Trabalho para Deficientes - José Pastore (LTR, 248 pág.). Livro sobre leis, cujo mérito é fazer um comparativo com a legislação de outros países.

47) O que as Empresas podem fazer pela Inclusão das Pessoas com Deficiência - Marta Gil (coordenadora) (Instituto Ethos, 95 pág.). Livro básico para empresas que estão começando a pensar no assunto. Discute aspectos legais, situação da pessoa com deficiência, acessibilidade, preconceito, além de ter alguns cases e anexos interessantes, como um glossário e referências na Internet. Pode ser baixado gratuitamente no site do Instituto Ethos (www.uniethos.org.br).


48) Pessoas com Deficiência e o Direito ao Concurso Público - Maria Aparecida Gurgel (CORDE/Universidade Católica de Goiás, 223 pág.). O livro aborda as principais questões a serem observadas pelas instituições realizadoras de concursos da administração pública direta e indireta, no tocante à reserva legal de vagas destinadas para as pessoas com deficiência, além de normas e documentos internacionais sobre o tema.


49) Responsabilidade Social e Diversidade - Deficiência, Exclusão e Trabalho (IBDD, BNDES, 187 pág.). Publicado pelo governo federal, o livro aborda temas como democracia, preconceito, legislação e acessibilidade.


50) Trabalho e inclusão social de portadores de deficiência - Carlos Aparício Clemente (Peres, 132 pág.). O livro traz uma síntese da legislação que envolve a inclusão de pessoas portadoras de deficiência no mercado, e formas de atuação do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho para cumprimento da Lei de Cotas.

Educação


51) A integração de pessoas com deficiência. Contribuições para uma reflexão sobre o tema - Maria Teresa Eglér Mantoan - (Memnon, 235 pág.). Reunião de pensamentos e práticas de renomados profissionais das áreas da saúde e da educação com relação à integração escolar e social da pessoa com deficiência.


52) A máscara e o rosto da instituição especializada - Maria Eloísa Fama DAntino - (Memnon, 146 pág.). Busca compreender as relações entre pais dirigentes/clientes e técnicos agentes, e suas consequências no fazer técnico-pedagógico institucional.

53) Aprendendo sobre deficiência mental: um programa para crianças - Solange Leme Ferreira - (Memnon, 138 páginas). Contém propostas para o momento em que se organiza a inclusão de alunos especiais em escolas regulares.


54) Atualidade da educação bilíngue para surdos - Carlos Skliar - (Mediação, 2 volumes, 480 pág.). Uma criativa e interessante coletânea de textos de diversos autores brasileiros e de países como Inglaterra, Colômbia, Espanha e Dinamarca. Aborda questões regionais, nacionais e internacionais sobre educação para surdos, levando em conta o contexto histórico e filosófico da sociedade desses países.


55) Biblioterapia - Marília M. Guedes Pereira - (UFPB/Editora Universitária, 105 pág.). Proposta de um programa de leitura para portadores de deficiência visual em bibliotecas públicas.


56) Caminhos pedagógicos da inclusão - Maria Teresa Eglér Mantoan - (Memnon, 243 pág.). Retrata a prática de educadores que acreditam que a educação de qualidade para todos é uma possibilidade que transcende a teoria.


57) Currículo Funcional Natural - Guia prático para a educação na área do autismo e deficiência mental - Maryse Suplino - (CORDE, 219 pág.). Um guia para professores que apresentam dificuldades para lidar com o público abordado, uma área ainda muito carente de informações. Em versões impressa e áudio-livro (CD).


58) Deficiência visual - Reflexão sobre a prática pedagógica - Marilda Moraes G. Bruno - (Laramara, 124 pág.). Conceitos e definições sobre educação geral e especial, com relatos de experiências.


59) Educação Inclusiva com os pingos nos is - Rosita Edler de Carvalho - (Mediação, 176 pág.). Defende que a inclusão envolva a reestruturação das culturas, políticas e práticas das escolas que, como sistemas abertos, precisam rever suas ações - até então predominantemente elitistas e excludentes.


60) Educação Inclusiva: o que o professor tem a ver com isso? - Marta Gil (coordenação)/ Lia Crespo (redação) - (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 167 pág.). Reúne experiências, conhecimentos e informações, buscando oferecer idéias e sugestões para expandir os horizontes de compreensão para apoiar uma educação inclusiva preocupada com a qualidade.


61) Inclusão e avaliação na escola de alunos com necessidades educacionais especiais - Hugo Otto Beyer - (Mediação, 128 pág.). Reflexões sobre uma escola capaz de atender a todos, que atenda a diversidade a partir de uma nova forma de pensar.


62) Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer? - Maria Teresa Eglér Mantoan - (Moderna, 65 pág.). De forma didática, a autora define inclusão escolar, discute as razões pelas quais esse tema tem sido proposto, quem são seus beneficiários e conclui debatendo sobre os possíveis caminhos para concretizar a inclusão em todas as salas de aula de todos os níveis de ensino.