30 de abr de 2013

Seguridade aprova adaptação de ginásios a pessoas com deficiência

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou, na quarta-feira (24/04), a obrigatoriedade de adaptação para pessoas com deficiência de qualquer obra de construção, ampliação ou reforma de ginásios esportivos.

 A medida vale para arenas públicas e privadas, que deverão ter instalações, equipamentos esportivos, vestiários e sanitários acessíveis aos paratletas.

A relatora, deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), defendeu a aprovação do substitutivo acatado anteriormente  pela Comissão de Turismo e Desporto.

De autoria do deputado André Figueiredo (PDT-CE), essa proposta modifica o texto original do Projeto de Lei 7/11, do deputado Weliton Prado (PT-MG). 

“O substitutivo conseguiu aprimorar de maneira inequívoca a questão, ao determinar que a construção, ampliação ou reforma de ginásios poliesportivos deverá atender aos critérios de acessibilidade previstos na lei 10.098 [de 2000], que estabelece normas gerais de acessibilidade, de forma que a pessoa com deficiência possa praticar atividades esportivas, seja por lazer ou visando sua participação em eventos desportivos, em espaços a serem utilizados por todas as pessoas”, afirmou a relatora.

A proposta original obriga o Ministério do Esporte a construir ginásios poliesportivos destinados a pessoas com deficiência em todas as cidades com mais de 50 mil habitantes.

Interferência entre poderes
 

Para Figueiredo, o PL 7/11 extrapola os limites do Legislativo por dois motivos: interfere na atuação de outro poder, no caso, o Executivo; e intervém nas ações de outro ente federado, tendo em vista que a construção de quadras esportivas é, na maioria dos casos, responsabilidade dos governos estaduais e municipais.

Ginásios já construídos

De acordo com o substitutivo, os ginásios públicos já construídos deverão ser adaptados para as pessoas com deficiência.

Tramitação
 

A proposta ainda terá análise conclusiva das comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania
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Deficiente visual faz sucesso como lutador de muay thai

Duas pessoas em posição de luta com sol ao fundo
Força, resistência, equilíbrio, disciplina e concentração. Essas são algumas das ferramentas fundamentais para se obter sucesso em qualquer arte marcial

Que o diga Suted, lutador tailandês de muay thai que precisou mostrar tal empenho em dobro para compensar sua deficiência visual.
Invicto em 18 combates, sendo 16 vitórias e apenas dois empates, o atleta enfrenta competidores em igualdade de condições, ou seja, mesmo os lutadores com visão perfeita são vendados no ringue.

Leia também: 

- A importância da prática esportiva para pessoas com deficiência.

Afirmando que compete graças ao pai, ex-profissional de boxe, Suted promete fazer das lutas seu ganha-pão, e que comprará uma mansão e um carro confortável para a família.

Fonte: R7

A importância da prática esportiva para pessoas com deficiência

egração Esportiva do Deficiente Físico...
Dizer que a prática de esportes é muito importante para as pessoas de todas as idades é chover no molhado. Já está mais que comprovado que praticar esportes com regularidade traz inúmeros benefícios para a saúde física e mental dos praticantes, além de melhorar a qualidade de vida. Para as pessoas com deficiência, praticar esportes pode representar muito mais que saúde.
 
São vários os aspectos positivos. O esporte melhora a condição cardiovascular dos praticantes, aprimora a força, a agilidade, a coordenação motora, o equilíbrio e o repertório motor. No aspecto social, o esporte proporciona a oportunidade de sociabilização entre pessoas com e sem deficiências, além de torná-lo mais independente no seu dia a dia. Isso sem levar em conta a percepção que a sociedade passa a ter das pessoas com deficiência, acreditando nas suas inúmeras potencialidades.
 
No aspecto psicológico, o esporte melhora a autoconfiança e a autoestima, tornando-as mais otimistas e seguras para alcançarem seus objetivos. “O esporte é muito importante para o sentimento de que tudo é possível dentro das minhas limitações e adaptações para execução daquilo que desejo fazer ou praticar”, explica Ademir Cruz de Almeida, presidente da ABDF (Associação Brasileira de Desportos para Deficientes Físicos) e da WAFF (World Amputee Football Federation).
 
Patrícia Camacho (na foto acima), coordenadora de projetos da Ciedef (Associação para a Integração Esportiva do Deficiente Físico), é da mesma opinião. “Além dos ganhos físicos, a prática esportiva é uma forma de interação social, de ultrapassar limites e consequente melhora da autoestima e posicionamento da pessoa com deficiência na sociedade.”
 
Foi um pouco do que aconteceu com Ademir, que pratica esporte há 22 anos. “Além de melhorar a autoestima e a confiança em nós mesmos, o esporte traz o sentimento muito favorável de que podemos realizar muitas coisas.”
 
Jogadores de futebol para amputados comemoram vitóriaO presidente da ABDF conta também que já praticou natação, voleibol sentado, atletismo e, atualmente, se dedica ao futebol para amputados, que ainda não é uma modalidade paraolímpica, mas é uma prática em que o Brasil se destaca e é tetra-campeão. Sua relação com o esporte começou com um convite de um preparador físico que o estimulou a nadar. Chegou a praticar as atividades junto com pessoas sem deficiência e posteriormente resolver se dedicar ao paradesporto.
 
“Hoje, sonho que o futebol para amputados se torne paraolímpico um dia. Essa modalidade já me proporcionou vários momentos inesquecíveis na minha vida e oportunidades de crescimento cultural, social, político etc. Tudo o que tenho hoje foi graças ao paradesporto”, orgulha-se.
 
Esporte para todos?
 
Todas as práticas esportivas devem ter um acompanhamento médico. Essa é uma regra que vale para qualquer pessoa. Caso a pessoa tenha, por exemplo, alguma doença ou limitação cardíaca, respiratória ou circulatória, é fundamental que um médico avalie os riscos da prática esportiva. “É fundamental ter condições físico-motoras para desenvolver a atividade escolhida e estar sob orientação de um profissional especializado”, explica Patrícia.
 
Ademir também sugere que o interessado escolha, de acordo com as suas limitações, a atividade física que melhor pode ser desempenhada. Após estas etapas, é importante procurar os clubes, associações e academias que trabalham com a modalidade pretendida.
 
Modalidades
 
São vários os esportes praticados em todo o mundo e novidades sempre surgem nessa área. No Brasil, as mais comuns são: Natação, Atletismo, Basquete em cadeiras de roda, Voleibol sentados, Futebol de cinco, Futebol de Paralisados Cerebrais, Tênis, Tênis de mesa e Bocha. “Todos os esportes têm uma série de adaptações e regras específicas. Além disso, existem dentro das mesmas modalidades classificações funcionais, para dar condição de igualdade e competitividade”, explica Ademir.
 
Esportes mais comuns por tipo de deficiência:
 
Pessoas com deficiência visual: atletismo, ciclismo, futebol, judô, natação, goalball, hipismo, halterofilismo e esportes de inverno.
 
Pessoas com deficiência auditiva: atletismo, basquetebol, ciclismo, futebol, handebol, natação, vôlei, natação, e muitas outras (quase as mesmas das pessoas sem deficiência, pois não existem grandes limitações dos deficientes auditivos).
 
Pessoas com deficiência física: atletismo, arco e flecha, basquetebol em cadeira de rodas, bocha, ciclismo, esgrima em cadeira de rodas, futebol para amputados e paralisados cerebrais, halterofilismo, hipismo, iatismo, natação, rugby, tênis em cadeira de rodas, tênis de mesa, voleibol sentado e para amputados e modalidades de inverno.
 

Concursos têm vagas destinadas a pessoas com deficiência

As prefeituras de Rio de Janeiro (RJ), Viseu (PA) e Jataí (GO), publicaram editais de concursos públicos em que vagas são destinadas a pessoas com deficiência

Há posições para diferentes níveis de escolaridade.
Na capital fluminense, o concurso destina-se à seleção de candidatos para o preenchimento de vagas no cargo efetivo de Professor I, nas disciplinas de Ciências e Matemática.

 As pessoas com deficiência têm 24 vagas reservadas, 12 em cada disciplina. 

O candidato deve ter licenciatura plena, com habilitação na disciplina a que concorre. Mais informações podem ser obtidas no edital do concurso.
 
Em Viseu, no Pará, há maior variedade de áreas. Há três postos para servente e dois para vigia, dois cargos com exigência de Ensino Fundamental completo. 

Quem concluiu o Ensino Médio pode concorrer a quatro vagas de agente de saúde ou a uma posição de auxiliar administrativo. O concurso ainda destina 19 vagas de professores em diferentes áreas a pessoas com deficiência e com Ensino Superior.

O concurso da prefeitura de Jataí, em Goiás, disponibiliza oito postos para pessoas com deficiência. Há uma vaga para agente de serviços de higiene e alimentação, uma para vigia e uma para zelador, todas sem exigência de escolaridade

O interessado com Ensino Médio concluído pode se inscrever no concurso de executor administrativo, que reserva uma vaga. 

Ainda existem dois postos para técnico de enfermagem, com obrigatoriedade de registro profissional na classe, e mais dois para professores com licenciatura plena em Pedagogia. Mais informações são encontradas no edital do concurso.

Fonte: Terra

29 de abr de 2013

Cinco bancos são autuados por falta de acessibilidade para pessoas com deficiência

Símbolo de acessibilidade
Em Salvador (BA), cinco bancos foram autuados nesta sexta-feira (26) pelo não cumprimento das normas para facilitar o acesso de pessoas com deficiência. 

Ao total, foram 14 estabelecimentos vistoriados durante uma operação do Procon em parceria com a Superintendência dos Direitos da Pessoa com Deficiência

O grupo percorreu clínicas, hotéis e bancos.
"Falta de elevador, falta de rampa, falta de barra para que a pessoa possa se segurar, o atendimento em Braille

 Existe uma restrição muito grande aos consumidores com deficiência", afirma a diretora de fiscalização do Procon, Isabella Barreto. De acordo com a lei, além de rampas, os estabelecimentos comerciais deveriam seguir outras normas para facilitar o acesso.

Com base nas normas técnicas brasileiras de acessibilidade, os balcões de atendimento precisam ter até 90 centimetros de altura, bebedouros e tomadas devem ter até um metro de altura. 

No estacionamento, para cada 10 vagas, uma deve ser reservada para pessoas com deficiência. "A gente deixa de comer em alguns restaurantes para ir em outros por causa do acesso. Tem degrau, tem escada, então a dificuldade da gente é grande", afirma o estudante Luís Henrique Alves.

Em uma clínica no bairro do Canela, eles encontraram rampas de acesso na entrada principal e pista tátil para pessoas com deficiência visual, mas outros quesitos estavam fora das recomendações, entre eles, a altura do balcão de atendimento, a ausência de piso antiderrapante nos corredores, além da presença de tapetes soltos na entrada, quando deveriam ser fixos para evitar tropeços.

A clínica foi notificada e ganhou prazo para se adequar às normas. "Salvador precisa realmente de um trabalho desses para as pessoas com deficiência. Há a necessidade e nós estamos aqui para ajudar", disse o gerente da clínica, Ricardo Nicori.

Fonte: G1

Cadeirante conta com ajuda de netos para circular em rua sem calçamento em Teresina (PI)

Parte traseira da cadeira de rodas em uma calçada
Moradores do Loteamento Bela Vista III, na Zona Sul de Teresina (PI), reclamam da falta de pavimentação em alguns trechos do bairro. 

Na Rua 4, um dos moradores é o aposentado e cadeirante Agostinho de Sousa, 84 anos. 

Ele precisa da ajuda dos netos para sair de casa. Segundo ele, ainda tem que pagar, em média, R$ 30 a cada quinze dias para retirar o mato que cresce na porta da sua residência.

Morando há mais de cinco anos no bairro, o senhor Agostinho relata as dificuldades e os problemas causados pela falta de pavimentação

“Eu não posso ir até a casa da minha filha, que mora aqui em frente, porque não tenho como passar com a cadeira de rodas nessa rua cheia de buracos. Nem visitar os amigos que moram na mesma rua não dá”, disse o aposentado.
 
Quando precisa sair de casa, Agostinho de Sousa precisa contar com a ajuda do neto Cássio André, 15 anos, que também lamenta a situação.

“Só dá pra ele ficar aqui na calçada porque se precisar descer até a rua é preciso a gente levar ele. Ruas paralelas a essa estão calçadas e esta ainda não”, disse o estudante.

A dona de casa Maria da Conceição Silva, 47 anos, mora na Rua 3 e relata os mesmos problemas. Ela conta que o seu marido de vez em quando traz areia e pedras para jogar na rua e tapar alguns buracos. Segundo ela, a prefeitura já foi informada da situação, mas nenhum projeto contemplou a via com pavimentação.

“A minha vizinha até foi embora e colocou a casa dela à venda porque não suportou mais a situação. Aqui já vi motoqueiro cair nesses buracos e tem dias que quase não dá pra passar carro por aqui, principalmente quando chove”, disse a dona de casa.

Durante uma visita ao Loteamento Bela Vista III, a Superintendência de Desenvolvimento Urbano Sul (SDU) anunciou apenas a construção de uma praça próximo ao local que é um campo de futebol e mutirões de limpeza pelo bairro.

“Não dá pra entender por que algumas ruas estão pavimentadas e outras não, já que são tão próximas. Essa Rua 4 tem bastante movimento de veículos e não recebeu melhorias, enquanto outras pouco movimentadas estão calçadas”, reclamou o motorista Raimundo Nonato.

Além da falta de pavimentação, as famílias que moram no loteamento pedem atenção do poder público para a falta de segurança e iluminação em alguns pontos do bairro.

Fonte: G1

Comitê Paralímpico Brasileiro anuncia o Projeto Escolar Paralímpico do Futuro

Homem nadando em uma piscina
O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), por meio da Coordenação de Desporto Escolar, anunciou um dos seus projetos mais novos, que se soma a tantos outros desenvolvidos com o intuito de aprimorar o esporte paralímpico nacional. Trata-se do Projeto Escolar Paralímpico do Futuro.

O Projeto oferecerá uma semana de treinamento com as equipes técnicas de atletismo e natação do CPB. 

Os 16 atletas e quatro técnicos que participarão dos treinos foram escolhidos de acordo com o desempenho nas Paralimpíadas Escolares de 2012, que cada vez mais se mostram um celeiro de futuros campeões.

Foram selecionados oito atletas para cada uma das modalidades. A semana de treinamento ocorrerá na cidade de Maringá (PR), no período de 21 a 28 de julho de 2013, com toda a despesa custeada pelo CPB.

Fonte: CPB

São Paulo tem 223 vagas de trabalho para pessoas com deficiência

Mão segurando carteira de trabalho
Pessoas com deficiência podem buscar colocação profissional na agência de Emprega São Paulo/Mais Emprego, do Governo de São Paulo em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego.

Atualmente, 223 oportunidades estão disponíveis. As vagas foram obtidas junto ao Programa de Apoio à Pessoa com Deficiência (Padef).

Entre os destaques, estão oportunidades para assistente de logística de transporte e para auxiliar administrativo em várias regiões de São Paulo. 

Para ter acesso às vagas, é preciso se cadastrar em um Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT), com CPF, RG, carteira de trabalho, PIS e laudo médico com o Código Internacional de Doenças (CID) e, no caso de deficiência auditiva, audiometria.

Caso não possua o laudo, o candidato terá suporte para obtê-lo.

26 de abr de 2013

Campanha de Cadastramento de Potencial Doador de Medula Óssea

Centro Cultural FIESP realiza exposição acessível para pessoas com deficiência visual

Máquina fotográfica
O Centro Cultural da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista, está com duas exposições sobre sobre esportes olímpicos e paralímpicos.

Uma delas mostra peças do acervo do Museu Olímpico de Lausanne, que fica na Suíça. A outra reúne fotos tiradas por pessoas com deficiência visual.

A exposição Jogos Olímpicos: Esporte, Cultura e Arte” reúne cerca de 300 peças entre medalhas, uniformes e tochas, ao lado de recursos audiovisuais que recriam a atmosfera e a emoção dos jogos.

O público tem acesso a informações sobre os recordes, a história dos atletas e os heróis dos Jogos Olímpicos.

Já a exposição Olhar a toda Prova” traz ensaios estéticos de fotógrafos brasileiros, como Claudio Edinger, Jonne Roriz, Marlene Bergamo, Renan Cepeda.

Quatro fotógrafos com deficiência visual também produziram fotografias para a mostra. Cinco imagens acessíveis (relevo, braille, audiodescrição) estarão disponíveis ao público deficiente visual.



“Jogos Olímpicos: Esporte, Cultura e Arte” e “Olhar a toda Prova”

 
Onde:  Galeria de Arte do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp - Ruth Cardoso
Endereço: Av. Paulista, 1.313 - São Paulo - SP
Data: até 30 de junho
Dias e horários: segundas, das 11h às 20h; de terça a sábado, das 10h às 20h; e domingos, das 10h às 19h

Entrada: gratuita


Fonte: G1/SP

Biblioteca disponibiliza acervo para pessoas com deficiência em Marília (SP)

Livro aberto
A Biblioteca da Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da Unesp, campus Marília (SP), oferece um acervo voltado às pessoas com deficiência

O acesso às informações é possível por meio de equipamentos como "scanners de voz", softwares leitores de tela, entre outros, além de uma equipe com treinamento voltado ao atendimento prioritário.

Leia também o artigo: 

O serviço é destinado aos membros da comunidade interna e externa à faculdade. Os usuários deverão se cadastrar no sistema da biblioteca e comprovar sua deficiência para poder utilizar os equipamentos de manejo e leitura dos documentos. Mais informações no site da Unesp.

Artigo: Tecnologias assistivas, possibilidades para inclusão

Foto da(o) colunista Erika LongoneErika Longone


Tecnologias assistivas, possibilidades para inclusão




Poucos conhecem esse termo, poucas pessoas sabem o que são, mas com certeza todos já viram algum recurso acessível. Tecnologia Assistiva é um termo utilizado para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar as habilidades funcionais de pessoas com deficiência, promovendo, dessa forma, a vida independente e a inclusão. 

O acesso à tecnologia assistiva é previsto em lei, no artigo 61 do Decreto no 5.296/04 regulamenta: “consideram-se ajudas técnicas os produtos, instrumentos e equipamentos ou tecnologias adaptados ou especialmente projetados para melhorar a funcionalidade da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, favorecendo a autonomia pessoal, total ou assistiva”. As tecnologias assistivas podem variar desde uma bengala a um programa de computador extremamente complexo.
 


Quando pensamos na inclusão da pessoa com deficiência nas escolas de ensino regular o acesso aos recursos de acessibilidade é uma das maneiras de ultrapassar as barreiras impostas pela deficiência, possibilitando que o indivíduo interaja com o meio favorecendo assim sua aprendizagem. 

É a possibilidade de uma inclusão não excludente, onde a condição de diferente em suas possibilidades da pessoa com deficiência é respeitada, o recurso assistivo proporcionará a acessibilidade aos espaços, aos materiais didáticos e a todos os equipamentos disponíveis em um ambiente de aprendizagem.

Mas quais das ajudas técnicas e tecnologias assistivas devem ser utilizadas? Essa resposta será dada pelo próprio aluno, a partir de um estudo das necessidades e possibilidades de cada um. Os recursos eleitos para cada um deverá favorecer o processo de aprendizagem, tornando-o apto a realizar as tarefas escolares.


O universo das Tecnologias Assistivas é amplo, dentre eles estão os livros didáticos e paradidáticos impressos em letras ampliadas, em braille, digitais, em LIBRAS, pranchas de comunicação alternativa, livros falados, livros adaptados com separadores de páginas, reglete e punção, soroban, material de desenho adaptado, lupa manual, caderno com pauta ampliada, caneta de ponta grossa, lápis com diferentes espessuras ou com adaptadores que favoreçam a preensão, tecnologias de informação e comunicação (TIC) que possibilitam a otimização na utilização de Sistemas Alternativos e Aumentativos de Comunicação, com a informatização de métodos tradicionais de comunicação alternativa, como os sistemas Bliss, PCS ou PIC.


Hoje, existem softwares que permitem que o computador seja comandado através do sopro para indivíduos tetraplégicos. Para as pessoas com deficiência visual, existem programas que podem fazer o computador falar, tais como o DOSVOX, o Virtual Vision, Orca, dentre outros. 


O MecDaisy distribuído gratuitamente pelo MEC permite que alunos com deficiência visual tenham acesso à literatura. O hardware também pode ser adaptado e elas dependerão das necessidades de cada aluno.

Outro fator a ser considerado são as adaptações físicas, buscando a postura correta para alunos com deficiência física. Neste universo, podemos citar as pulseiras de pesos para reduzir a amplitude de movimentos causados pela flutuação de tônus muscular, estabilizador de punho e abdutor de polegar com ponteira para digitação, hastes fixadas em locais onde o aluno possua controle. Esses são apenas alguns recursos disponíveis, dentre um infinito universo de possibilidades.


E também vem a pergunta, quanto custa? Menos que muitos pensam, muitas dessas tecnologias são gratuitas. Várias adaptações podem ser feitas com sucatas de computadores antigos. Muitas vezes, custa apenas boa vontade, abertura ao diferente, aceitação da diversidade e promoção de uma sociedade inclusiva.


As possibilidades existem, a tecnologia existe, se existir boa vontade da sociedade e do poder público, formação continuada para educadores e colaboradores das instituições de ensino a equação estará resolvida. 


Aposentadoria de cães-guias preocupa pessoas com deficiência visual

Cão-guia
Pessoas com deficiência visual que possuem cão-guia no Brasil estão enfrentando uma situação que as deixa em pânico: o envelhecimento dos companheiros e a consequente necessidade de aposentá-los. 

O problema é que, com isso, terão de enfrentar longas filas de espera para ter um novo "orientador".

No Brasil, há cerca de 80 pessoas com deficiência visual com cães-guia. Quase todos os bichos, segundo o Instituto Íris, de apoio aos deficientes visuais, são de outros países, sobretudo dos Estados Unidos.
Apesar de haver tentativas nacionais de formação de animais, elas esbarram na falta de boas linhagens e de treinamentos corretos.

Projeto do Sesi-SP criado no ano passado para entregar 32 cães-guias, por exemplo, enfrentou problemas na formação. A perspectiva, agora, é que apenas 11 cachorros estejam preparados para trabalhar, até o meio deste ano.

Como grupos de cegos trouxeram seus cães de fora quase ao mesmo tempo, com ajuda de instituições nacionais e internacionais, agora há o problema do envelhecimento dos cães, que devem trabalhar por, no máximo, oito anos.
Sofrimento duplo

Alberto Pereira, 36, do Instituto Laramara, trouxe o labrador amarelo Simon dos EUA há seis anos. O cão está com nove anos e dá sinais de cansaço. Aos poucos, está parando de trabalhar.

"Está sendo muito difícil para mim ter de levar o dia a dia sem a ajuda do Simon, mas ele já está com problemas na visão, fica cansado muito rápido. É um sofrimento para mim e para ele."

Os cães treinados conseguem desviar os cegos de obstáculos, atravessá-los na rua com segurança, encontrar caminhos e dar-lhes mais autonomia de ir e vir.

Misty, o "anjo de quatro patas" da professora Olga Solange Herval Souza, 53, foi trazida de Nova York há nove anos. Está bem de saúde, mas a dona está preocupada. "Uso transporte público e enfrento a rua ao lado da Misty, que tem dez anos. Fico sempre tensa e ansiosa porque não sei como ela irá acordar amanhã", afirma.

O Instituto Íris arrecada fundos para levar pessoas aos EUA para que consigam cães, mas o processo é demorado. A fila de espera tem 4.000 inscritos. O treinamento de um cão no exterior custa R$ 40 mil.

Fonte: Folha

Pessoas com deficiência visual se especializam em avaliar fragrâncias para perfumes

Diversos frascos de perfumes um ao lado do outro
A paulista Bruna de Freitas Aguilar, de 30 anos, sempre foi apaixonada por perfumes. Deficiente visual desde os 27 anos por causa da diabetes, ela acabou encontrando uma oportunidade de desenvolver seu gosto pelos aromas em um curso de avaliação olfativa na Fundação Dorina Nowill para Cegos, em São Paulo (SP)

Sua baixa visão, conta, acabou aumentando sua percepção dos outros sentidos, o que a ajudou muito em sua formação.

“Uma pessoa que enxerga normalmente, ao prestar atenção em algo que não precisa da visão, automaticamente fecha os olhos. É apenas isso que acontece, precisei ficar mais atenta aos outros sentidos”, explica Bruna.

Segundo o oftalmologista Emerson Castro, isso acontece por uma necessidade do organismo. “Se a pessoa tem 10% de visão no olho direito e perde os 100% de visão que tem no olho esquerdo, essa porcentagem no direito pode aumentar em até 40%”, exemplifica o médico.

Para o aluno Silvano Brito, de 28 anos, que perdeu a visão por causa de um glaucoma congênito, as pessoas com deficiência visual têm que usar muito a memória dos sentidos no dia a dia, o que ajuda no curso. 

“O ser humano é visual para tudo e, se você não tem mais essa percepção, você começa a prestar atenção na voz, no perfume, tudo que pode ajudar a reconhecer a pessoa”, analisa. Silvano lembra que, uma vez, chegou a reconhecer uma mulher pelo perfume. “Ela pegava ônibus comigo e, na primeira vez que ela me ajudou, senti seu perfume. Depois, quando sentia aquele cheiro, sabia que era ela”, lembra.

Além de ver no curso uma oportunidade de carreira, ele diz que se especializar em avaliação de perfumes e fragrâncias pode trazer benefícios também para seu bem-estar. “Tem a questão da independência, de se sentir útil por trabalhar, além do lado social que desenvolvemos muito com os outros alunos”, avalia.

Segundo a perfumista e coordenadora Renata Aschar, o curso, iniciado em 2011, tem como objetivo capacitar profissionalmente pessoas cegas e com baixa visão para selecionar e avaliar fragrâncias profissionalmente.
Para participar, são feitas entrevistas com jovens, entre 18 e 28 anos, que já concluíram ou estão concluindo o ensino médio, com independência de mobilidade e autonomia para participar das atividades propostas pelo curso. Na primeira turma, a prioridade da seleção foi para o interesse dos alunos. "Escolhemos pessoas que viam no curso um novo caminho, uma nova profissão”, conta Renata. 

A perfumista acredita que, nesse caso, a deficiência visual é um fator positivo. “O aluno não vê marca e não se influencia por corpos e formas para criticar um cheiro”, avalia. O curso, que dura um ano e meio, está em sua segunda turma - a primeira teve como encerramento uma festa de formatura, com os professores e pais dos alunos.

Junto com Bruna na primeira turma, estava Marina Yonashiro, de 19 anos, que perdeu a visão aos 11 anos por causa de um tumor na região do cerebelo. 

"A formatura foi muito emocionante. Saber que os professores e meus pais estavam lá de pé me aplaudindo foi muito legal", lembra.

A jovem diz que viu no curso uma oportunidade para lidar com a deficiência de um lado bom e favorável para seu trabalho. “Perdi 95% da visão e tive que fazer uma readaptação, fui retomando minha vida gradativamente. Como era criança na época, acho que consegui lidar bem com isso”, lembra.

Atualmente trabalhando na empresa Symrise, de aromas e fragrâncias, a jovem diz que ainda aprende muito sobre a rotina do avaliador olfativo. “Eu não tinha ideia de como era esse mundo de fragrâncias e hoje ajudo em pequenos projetos onde trabalho”, conta.

Também empregada, Bruna diz que o trabalho do avaliador olfativo não é apenas cheirar uma fragrância e dizer se é boa ou não, pois envolve diversas outras áreas. “Um avaliador demora em torno de 5 anos para se especializar. Precisa de muita prática porque ele é a ponte entre o cliente e o perfumista”, diz. Ela conta que trabalha na área de perfumaria fina, que envolve perfumes, sabonetes e loções corporais. “O curso dá uma ótima base, mas a prática mesmo é só quando entra no mercado de trabalho”, afirma.

De acordo com a coordenadora Renata, a preocupação com a prática esteve presente desde o começo. “Discutimos com as empresas a grade curricular que montaríamos e o que deveríamos ensinar aos alunos”, lembra. Nos 18 meses de curso, 6 meses são focados para o estágio em alguma dessas empresas. “É aí que eles colocam em prática o que aprenderam e são avaliados também onde trabalham, o que ajuda sempre a melhorar”, avalia.

Para Erika Torriani, coordenadora de Recursos Humanos da empresa Symrise, onde Marina trabalha, a avaliação das alunas do curso é bastante positiva. “A Marina trabalha conosco junto com outra estudante e elas são muito empenhadas, vieram do curso com uma bagagem teórica excelente e isso traz benefícios para nós e para elas”, avalia.

Erika ressalta que, para trabalhar nessa área, é preciso muita dedicação e treinamento, não apenas a formação. “Elas trouxeram interesse e encantamento, e tê-las conosco é muito importante porque são pessoas que gostam do que fazem”, analisa a coordenadora.

No caso do aluno Silvano, que ainda está no meio do curso, a expectativa é muito grande. “Estou adorando porque é um universo totalmente novo. Dura apenas um ano e meio, mas o conhecimento que adquirimos é muito grande, não só sobre perfumaria, mas também sobre química e sobre os óleos que são usados para fazer as essências”, conta. 

Com a entrevista de estágio agendada para agosto e a formatura prevista para dezembro de 2013, ele se mostra ansioso. “Quero colocar em prática o que estou aprendendo e conhecer o dia a dia da empresa. Fora isso, estou na expectativa de voltar ao mercado de trabalho depois de tanto tempo afastado”, espera.

25 de abr de 2013

2° Multirão do Emprego IOS


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12° Fórum IOS de Responsabilidade Social

12   F  rum da Aprendizagem convite

O Instituto de Oportunidade Social, promoverá no próximo dia 26 de Abril, o 12º Fórum IOS da Responsabilidade Social, o que contribui com sua missão de incluir jovens e pessoas com deficiência no mercado de trabalho com cursos gratuitos.

Apresentando o tema:

“Inclusão de profissionais com deficiência nas empresas: desafios e possibilidades!”

NOSSA CONVIDADA:

Carolina Ignarra, a “Carol” é consultora de inclusão de profissionais com deficiência e linha de frente da Talento Incluir. 

É formada em educação física e pós-graduada em dinâmicas dos grupos. Desde 2004 aplica treinamentos de conscientização sobre inclusão sócio-econômica das pessoas com deficiência e desenvolve programas de inclusão dessa população nas organizações. 

É palestrante da ABTD (Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento) e da Gestão & RH.
 
É autora dos livros: “INCLUSÃO – Conceitos, histórias e talentos das pessoas com deficiência” (disponível para Download no site da Talento Incluir) e “Maria de Rodas – delícias e desafios na maternidade de mulheres cadeirantes”, com outras amigas cadeirantes.

Data: 26/04/2013
Horário: das 09h30 às 12h00
Local: Auditório Núcleo IOS – Rua Alferes Magalhães, 256 – Santana – São Paulo
Entrada: doação de 2 litros de leite

Atenção: vagas limitadas! Confirme sua presença enviando um e-mail para: forum@ios.org.br

Pessoas com deficiência visual participam de ação com cães-guia na Paulista (SP)

Cão-guia
Nesta quarta-feira (24), para comemorar o Dia Internacional do Cão-Guia e chamar a atenção do público para a inclusão da pessoa com deficiência visual na sociedade, o Instituto IRIS de Responsabilidade e Inclusão Social - uma entidade que trabalha pela causa - realizou uma caminhada na região da avenida Paulista, em São Paulo (SP). Deficientes visuais, acompanhados por seus cães-guias, percorreram a avenida.

O presidente do instituto, Marcelo Panico, convidou a população a "enxergar a causa". "Nos reunimos no coração financeiro do Brasil, em um horário de grande circulação, para convidar a população a enxergar e apoiar a nossa causa", disse. Segundo ele, a demanda por cão-guia no País é de, ao menos, 12 mil pessoas. Porém, existem apenas 70 cachorros treinados para isso atualmente.

Ele explicou que a formação de um cão-guia é lenta, requer investimento, cuidados especiais e é um trabalho que só pode ser executado por profissionais especializados. Depois de formado, o cão-guia é entregue gratuitamente à pessoa com deficiência visual inscrita no instituto.

Fonte: Terra

Encontro fala sobre autismo e síndrome de Asperger em Fortaleza (CE)

Ilustração de uma cabeça com uma pessoa agachada dentro do cérebro
A 9ª edição do Encontro Café com Prosa vai falar sobre autismo e síndrome de Asperger no dia 27 de abril, em Fortaleza (CE).

O evento terá as palestras do neuropediatra do Hospital Infantil Albert Sabin, André Luiz Santos Pessoa, e da psicóloga e professora, Ana Paula Cabral Bellaguarda. 

O evento é realizado pelo Centro Internacional de  Análise Relacional (CIAR).

Os interessados em participar podem se inscrever por telefone ou na sede do CIAR. O encontro é gratuito e voltado para os profissionais da educação e saúde, estudantes e pais. As palestras vão tratar sobre as causas, avanços e tratamentos do autismo e da síndrome de Asperger.

O diagnóstico de autismo já é possível antes dos três anos de idade, desde que seja feito por um profissional experiente, segundo a psicóloga Emanuelle Leal. Em geral, as principais características de uma criança com essa condição são: dificuldades na interação social, comunicação tardia, palavras e movimentos repetitivos – que podem se manifestar em maior ou menor grau, dependendo do tipo de autismo.

Segundo o neuropediatra Leo Ricardo Honnicke, a síndrome de Asperger pode ser considerada uma forma leve do autismo, é genética e é diagnosticada na maioria em pacientes do sexo masculino. O principal obstáculo para os que possuem o transtorno é a comunicação. O diagnóstico é normalmente feito na infância, dos quatro aos seis anos. 

Durante a idade adulta, a pessoa pode apresentar dificuldades nos relacionamentos com outros e no aprendizado. Alguns desenvolvem talentos em áreas específicas, como matemática e música, e podem ser bem independentes.


9° Café com Prosa: Autismo e Síndrome de Asperger
 
Data: 27 de abril de 2013, às 9h, no Centro Internacional de Análise Relacional (Ciar) Inscrições: sede do CIAR (Rua Monsenhor Catão, 1179, Aldeota) ou pelo telefone: (85) 3244.1779.

Fonte: G1

24 de abr de 2013

Centro de Assistência Odontológica oferece serviço gratuito a pessoas com deficiência

Homem escovando os dentes
O Centro de Assistência Odontológica à Pessoa com Deficiência (CAOE) da Faculdade de Odontologia da Unesp do Câmpus de Araçatuba presta assistência gratuita a mais de 10 mil pessoas com deficiência de 415 municípios de nove estados brasileiros.

O Centro foi fundado em 1984 pelo Prof. Dr. Ruy dos Santos Pinto, que o projetou com estrutura multi e interdisciplinar e dentro de padrões técnicos e científicos para as assistências médica e odontológica às pessoas com deficiência.

Após sete anos de atividades, seu trabalho foi reconhecido pelo Instituto Interamericano da Criança do Departamento de Assuntos Educativos da Organização dos Estados Americanos (OEA) e Beachcenter on Families and Disability Bureau of Child Research -  University of Kansas - USA.

O serviço de recepção e agendamento é básico e estratégico tanto no sentido de orientar sobre a sistemática assistencial quanto para direcionar o paciente aos diferentes serviços prestados pelo Centro.

Para agendamento de consultas, basta ligar das 9 às 11h30 ou das 14 às 16h30 nos telefones: (18) 3636-2832, (18) 3636-2753 ou (18) 9725-7550 em caso de urgência (Enfermeira Yara). Há também  e-mail recepcaocaoe@foa.unesp.br para agendamento de consultas.

Fonte: UNESP

Globalweb Corp abre oportunidades de emprego em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília

Mão segurando carteira de trabalho
A Globalweb Corp está com 57 vagas abertas nas unidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. As vagas estão disponíveis para pessoas com e sem deficiência.

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A empresa busca profissionais com Ensino Médio completo ou Ensino Superior nos cursos de Administração, Marketing, Gestão Comercial e Tecnologia da Informação. Dentre os benefícios oferecidos estão plano de saúde, plano odontológico, ticket refeição, seguro de vida e vale-transporte.

Os currículos de pessoas com deficiência ou menor aprendiz podem ser encaminhados para o e-mail do Projeto Incluir curriculoppd@globalweb.com.br