21 de jan. de 2016

Atividades inclusivas em comemoração dos 462 anos da cidade de São Paulo acontecem neste sábado (23)

 


Nesta segunda, dia 25, a cidade de São Paulo completa 462 anos. 


Uma das celebrações visa promover a inclusão: no dia 23, a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida vai realizar atividades do ciclo “Brincar Inclusivo”, voltada a famílias, agentes de educação e cultura, bem como jovens e crianças com e sem deficiência para abordar de forma lúdica e divertida a importância do brincar e da convivência com as diferenças.
As atividades serão oficinas, que vão acontecer em três locais: terraço do Edifício Martinelli, Mercado Municipal e Estádio do Pacaembu. 


Quem quiser participar tem de se inscrever até o meio-dia do dia 21 pela internet. Cada oficina tem o limite de 30 pessoas.

 

Edifício Martinelli

 

Serão duas oficinas – para estimular a criatividade e a imaginação das crianças: artes plásticas e contação de histórias. Horários: das 9h ao meio-dia ou das 13h às 16h.


Inscrições:





 

Estádio do Pacaembu



A oficina “Corpo e Movimento” tem o objetivo de estimular pessoas com e sem deficiência aexplorar o potencial do corpo. É indicado que quem for participar venha com roupas leves (ou de ginástica) e tênis. No final, todos receberão certificado. Horário: das 9h ao meio-dia.





Mercado Municipal



Cheiros e cores são os estímulos para a oficina “Artes com materiais naturais”. Das 09h ao meio-dia.





Fonte: Desparlisados


 

20 de jan. de 2016

USP lança curso de Libras gratuito e a distância

 


A Libras – língua brasileira de sinais pode ser aprendida de graça e a distância. 


Quem está oferecendo o curso é o Departamento de Linguística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.


Através de material teórico e prático, de conteúdo visual e textual, o professor Felipe Venâncio Barbosa ministra as aulas relacionadas à cultura surda. Ele conta que 


“A língua de sinais que vamos estudar aqui é a Língua Brasileira de Sinais, a Libras, que é a usada por comunidades surdas dos centros urbanos do Brasil. É uma língua natural reconhecida como meio legal de comunicação pela Lei 10.436 de 2002. É a partir desta lei que os profissionais da Pedagogia, Fonoaudiologia e das licenciaturas tem a garantia do contato com o ensino da Libras em sua formação: uma vitória grande para esses profissionais, mas principalmente para a comunidade surda que será atendia por eles”.


As aulas podem ser acessadas quando o aluno preferir e, através do próprio site do curso, hospedado na plataforma Stoa, é possível agendar a data para realizar a prova final. 



Sobre o conteúdo das aulas, Felipe diz que “O que você vai receber aqui são informações importantes que com certeza vão lhe ajudar na tomada de decisões caso você encontre em seu percurso profissional pessoas surdas ou outros profissionais que trabalham com pessoas surdas. Portanto, são conhecimentos para seu trabalho, independente dos contatos familiares e profissionais que você possa ou venha ter com pessoas surdas”.



Para começar a aprender Libras é só acessar a página do curso.
 




Espaços culturais têm atividades especiais para pessoas com deficiência em São José




As casas de cultura Flávio Craveiro (na zona sul de São José) e Eugênia da Silva (na região leste)  iniciam, a partir desta semana, o programa Arte Incluir, que vai oferecer opções de oficinas artísticas para pessoas com algum tipo de deficiência.



No espaço Flávio Craveiro, as atividades começaram na segunda, dia 18. Já no espaço Eugênia Silva, as atividadaes acontecem na terça - feira (19) e quinta-feira (21), das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h30.


O programa oferece oficinas de dança, música, teatro, artesanato, artes visuais e expressão corporal para deficientes. Não é necessário que os interessados façam inscrição prévia. 


O espaço Flávio Craveiro fica na av. Lenin, 200, no Dom Pedro 1. Informações pelo telefone (12) 3966-1136. 


Já o espaço Eugênia Silva fica na rua dos Carteiros, 110, no bairro Novo Horizonte. Informações pelos telefones (12) 3907-0912 ou 3907-8024.






Pesquisadores desenvolvem elevador de baixo custo para pessoas com deficiência no Amazonas

Simulação feita no computador: pessoa com deficiência usa o elevador.


Um elevador de baixo custo e fácil instalação para pessoas com deficiência está sendo produzido por pesquisadores no Amazonas. 


O equipamento que utiliza componentes 100% nacionais e mão de obra local conseguiu reduzir o preço final em 63,15% se comparado ao produto da líder de mercado.


Com o apoio do Governo do Estado via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam),  o elevador tem previsão de conclusão até o segundo semestre de 2016. 


Outro ponto positivo da ferramenta é que não demanda muitas obras civis para instalação. Podendo utilizar qualquer espaço disponível que possua as dimensões da plataforma onde a pessoa de mobilidade reduzida fica durante a subida e descida do elevador (1,20 x 0,80 m). Com mínimas modificações, a instalação do equipamento é feita com parafusos no chão.


“Um elevador tradicional destinado a vencer o mesmo desnível precisa de um poço com 3 metros de profundidade, enquanto o nosso precisará de apenas 30 cm. Apesar da redução de custos, reduzimos nossa margem para ter um produto que atenda as pessoas com menos recurso financeiro, além de já termos estudado as possíveis isenções aplicadas para pessoa física”, disse Gil Filho, um dos responsáveis pelo projeto.


Com a ideia de reduzir os custos e atingir uma parcela da população que hoje não pode adquirir este tipo de equipamento, além de dar uma opção às empresas que precisam se adequar às leis de acessibilidade, o elevador possui ampla aplicação, já que pode ser utilizado em instituições bancárias, residências, órgãos públicos, embarcações, comércios, indústrias, hospitais, hotéis, escolas, cinemas, teatros, campos de futebol, clínicas etc. 


De acordo com o pesquisador, por conta da utilização de um motor elétrico de baixa potência, também é possível acioná-lo através de baterias, aumentando a independência do sistema e os locais onde possa ser instalado.





 

18 de jan. de 2016

Fotos de pessoas com deficiência são fixadas em vagas exclusivas no RS

Placa em vaga exclusiva diz: Olha para mim! Trocaria de lugar comigo?


Um projeto busca conscientizar motoristas sobre uso indevido de vagas exclusivas para pessoas com deficiência em Sapiranga, no Vale do Sino, Rio Grande do Sul. 


A ação espalha placas com fotos de pessoas com deficiência e questiona os motoristas: "trocaria de lugar comigo?".


As placas foram instaladas em 40 pontos da cidade, com autorização provisória da prefeitura. 


A iniciativa é de Sandro Seixas, que tem deficiência e, como vereador da cidade, luta pelos direitos de inclusão. 


"A placa está trazendo quase um olhar no espelho, uma volta à origem do ser humano", explica.


A secretária municipal de Segurança Urbana e Mobilidade Pública de Sapiranga, Janete dos Santos, aprova a medida. 


"Melhorou bastante. Eu observo que as pessoas estão respeitando bem mais o espaço, estão se conscientizando que realmente é necessário respeitar esse espaço", conta.


Só em Porto Alegre, de janeiro a outubro de 2015, foram registradas 763 autuações por estacionamento em áreas reservadas. 


A situação se repete em todo o Brasil, levando o governo a aumentar o valor das multas e penalidades pela infração no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). 


A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) já anunciou que vai fiscalizar o uso indevido em 2016.






"A escola era excludente e agora precisa dar conta de todos", diz educadora

Ilustração mostra alunos com e sem deficiência, e professores



Para Olga Maria Piazentin Rolim Rodrigues, professora do departamento de psicologia da Unesp de Bauru e mestre em educação especial, a escola costumava ser excludente. 


"Deixava de fora os que eram diferentes e os que iam mal. Agora, ela precisa incluir todos e principalmente os alunos com deficiência".


Segundo o Censo Escolar 2013, 843.342 crianças e jovens com algum tipo de deficiência estavam matriculados na educação básica naquele ano. Destes, 78,8% em escolas públicas. 



"O maior desafio está na formação do professor, que teria que contemplar mais estratégias e tecnologias de alfabetização para trabalhar com crianças com algum tipo de dificuldade", diz Olga.


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UOL Educação - O que é inclusão escolar?
 

Olga Maria Piazentin Rolim Rodrigues - Inclusão escolar é crianças terem as mesmas oportunidades de desenvolvimento e aprendizagem. Saber o que elas precisam para se tornarem seres humanos independentes, com autonomia. Todas as crianças devem ter esse direito, independente de terem alguma deficiência ou serem de raças diferentes. Na escola, isso seria a máxima: a mesma condição de aprendizagem para todos.]


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UOL - Como está o Brasil em relação a esse assunto?
 

Olga Rodrigues - É um processo complexo e demorado, mas nós temos boas perspectivas. A inclusão no Brasil é algo que está começando e ainda temos muito o que fazer e conhecer. Partimos de uma escola que era excludente, que deixava de fora os diferentes, os que iam mal. Agora ela precisa dar conta de todos. Temos um conjunto expressivo de leis, que garantem que a criança com deficiência permaneça na escola e tenha o atendimento de que precisa. E os pais estão começando a conhecer melhor os seus direitos. O panorama é favorável. Não há margem para retrocesso [na inclusão do aluno deficiente].
 

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UOL - Quais são os desafios?

 
Olga Rodrigues - A parte difícil é o acolhimento desta criança. Nós ainda não sabemos como trabalhar [com a criança com deficiência]. Os professores dizem que não estão preparados, mas temos diferenças de aprendizado tão grande entre as pessoas que é difícil prepará-los para todas as diversidades que vão encarar na vida profissional. É preciso que os docentes tenham mente aberta para procurar ajuda para cuidar daquela criança com deficiência em sala de aula. O desafio é o mote para mudar. Há uma tendência do professor trabalhar isolado. Ele diz: 'Não consigo, não sei trabalhar com essa criança'. Ele precisa fazer cursos, buscar informações, encaminhar para outros profissionais. É necessária uma parceria com a família, um arejamento entre as relações estabelecidas dentro da escola, porque o professor acha que é o único responsável. O sistema inteiro precisa estar afinado. Temos que avaliar esse aluno. O que ele sabe? Às vezes a criança sabe muita coisa, mas o professor foca muito na limitação.
 

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UOL - Quais são as figuras que podem ajudar o professor em sala de aula?

 
Olga Rodrigues - Existe um projeto que garante a presença de um cuidador para pessoas com deficiência, sem acréscimo financeiro para os pais, no caso de escolas particulares. Mas essa figura não está presente em todos os sistemas escolares. O cuidador tem que ter um preparo para que também não acabe excluindo a criança dentro da sala de aula. É função dele ajudar o aluno em atividades escolares e necessidades básicas, como ir ao banheiro. Há ainda o professor especialista, que deve orientar o professor da classe regular em relação às melhores práticas pedagógicas. Não há esse professor em toda a unidade escolar, mas ele está disponível na rede. Pode ser chamado pela escola.


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UOL - Há uma crítica por parte de professores de escolas regulares de que é difícil dar aula para mais de 30 alunos e dar atenção a uma criança com deficiência. O que a senhora acha disso?

 
Olga Rodrigues - Acho que falta uma abertura por parte dos professores, uma sensibilização para ensinar toda e qualquer criança. Se ele é professor, é papel dele ensinar qualquer um. É papel dele promover o desenvolvimento. Ensinar crianças que vão bem é fácil, mas ele precisa ensinar todas. Na dificuldade, deve procurar ajuda. Ele está determinando de alguma forma o futuro daquela criança.


As classes japonesas, por exemplo, têm 50 alunos. Será que lá não tem criança com deficiência? Tudo depende do quanto eu acredito que posso fazer. Quando um professor recebe uma criança, ele precisa se adaptar a novas realidades. Alguns estudos mostram que não é o número de alunos que determina a qualidade do ensino, mas sim o que o professor faz.


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UOL - Para a criança com deficiência, quais são os benefícios de estudar em classes regulares?

 
Olga Rodrigues - Com isso, a criança tem bons modelos. Ela aprende muito por imitação. Ela vai estar exposta a uma variedade muito boa de estímulos. Isso pode alavancar o desempenho dela. Já para os alunos sem deficiência também é bom, porque eles aprendem a conviver com a diversidade. Eles vão aprender que tem gente que precisa de mais ajuda, mas que não é um coitado, que não precisa de ajuda em excesso. A criança no início sente dó. Se ela fizer pelo outro, aí não há aprendizado. É preciso respeitar o ritmo do outro, se colocar no lugar.


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UOL - O que a senhora acha das escolas que se negam a aceitar um aluno com deficiência?

 
Olga Rodrigues -
Acho que é uma pobreza. Essa escola não quer trabalhar com a diversidade, quer trabalhar com o melhor aluno. Geralmente são escolas privadas bem estabelecidas, que acham que podem fazer o que quiserem. A lei é favorável à inclusão. Nas escolas regulares, o Estatuto da Pessoa com Deficiência garante as vagas.


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Novo tratamento de hepatite C dá qualidade de vida aos portadores do vírus




Durante 15 anos, desde que descobriu ser portadora de hepatite C, a costureira Helenisar Campos Cabral Salomão, de 60 anos, enfrentou diversas etapas do tratamento contra a doença que pode causar cirrose e câncer no fígado. 


Nos últimos anos, a terapia passou a incluir injeções semanais na barriga na tentativa de eliminar do vírus C. As aplicações eram parte do antigo medicamento contra a doença. 


No entanto, em vez da cura esperada, Helenisar passou a sofrer com fortes efeitos colaterais do medicamento composto por comprimidos e injeções periódicas. 


Ela passou a sofrer irritação nervosa e depressão. A medicação podia causar, ainda, outras doenças, como a anemia.


Mas desde o fim do ano passado, Helenisar voltou a acreditar na possibilidade de se ver livre da hepatite C. 


Ela foi a primeira paciente do SUS a receber sufosbuvir e o daclatasvir,  que compõem o novo tratamento para a doença. 


Distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), os medicamentos têm mudado, aos poucos, a vida de portadores da doença. 


“O tratamento era horrível. Era buscar mais dores para dentro do corpo”, recorda. “Agora, eu tomo saúde”, compara.




Em 2015, o novo tratamento passou a se importado pelo Ministério da Saúde de Canadá, Estados Unidos e Holanda. 


O primeiro lote para atender 30 mil pacientes do SUS recebeu investimento de R$ 1 bilhão. 


O ministério obteve desconto de 420% devido ao volume comprado em relação à média paga por outros países pelos mesmos medicamentos. A Dinamarca, por exemplo, gasta de US$ 82 mil a US$ 92 mil por paciente, enquanto o Brasil investe US$ 9,6 mil em cada tratamento. 

 
Helenisar é uma dos cem pacientes atendidos pelo SUS com o novo medicamento no Distrito Federal, ao lado do bibliotecário Guaracy José Bueno Vieira, 55 anos, e o militar aposentado Moacir Martins de Sousa, 51 anos. 


Todos eles se dizem com mais qualidade de vida após o novo tratamento e sem as picadas de agulha do medicamento anterior. “Só de tomar ele e não ter dor nenhuma para mim já é tudo”, diz a costureira.


A hepatite C pode evoluir dos estágios F1 e F2 (fibrose), F3 (fibrose avançada) até o F4 (cirrose). Helenisar e Moacir são portadores da hepatite C no estágio F4 e, por isso, vão enfrentar o novo tratamento por seis meses. 


Depois desse período, eles vão esperar mais três meses para fazer o exame para saber se estarão curados.


Guaracy tem a doença em estágio F1 e vai tomar os medicamentos por três meses. “Esse remédio (novo) vai me curar”, confia a costureira.


A farmacêutica de componente especializado Renata Cavalcati Capeli, do Hospital Dia do Distrito Federal, afirma que o tratamento anterior em muitos casos era abandonado pelos pacientes devido aos efeitos colaterais e tinha baixo potencial de cura real. 


“O índice de cura já foi de 30% e depois foi para 70%. Com a nova geração de medicamentos, a chance de cura está girando entorno de 90%. É outra realidade. Antigamente agente curava 30 (pacientes de cada cem) e 70 continuavam doentes”, diz.


A hepatite C pode ter afetado em maior escala os nascidos antes de 1993, quando a doença começou a ser diagnosticada. 


O principal grupo potencial de infectados são os nascidos entre 1945 e 1965 que fizeram transfusão de sangue, tatuagem ou mesmo os que usaram drogas injetáveis. 


"Até o esmalte da manicure pode passar a hepatite C, porque ele mantém o vírus vivo por algum tempo", observa a farmacêutica.


O SUS passou a fazer o teste rápido de identificação em 2011. Somente no ano passado, foram realizados 3 milhões de exames e cerca de 16 mil pessoas foram tratadas na rede pública de saúde.


Dores ficaram no passado



Moacir afirma que o interferon, medicamento injetado antes na barriga, causava fortes dores pelo corpo. 


“Era como se tivesse sido atropelado ou tivesse feito muita atividade física num dia e no outro tivesse todo arrebentado”, conta. “Esse novo medicamento é tranquilo”, afirma.


O militar descobriu a doença em 2005 e precisou mudar o estilo de vida para evitar complicações, o que não o impediu de desenvolver cirrose. 


“Para mim era uma doença simples. Aí quando descobri, fui ler a respeito e caí na real, caiu a ficha”, conta.  


Assim como Helenisar, Moacir toma um coquetel de 6 comprimidos por dia, sendo um de sufosbuvir, outro de daclatasvir e quatro ribavirina – cuja fabricação é nacional.


A hepatite C é uma doença silenciosa e grave, que pode se manifestar apenas depois de muito tempo em estado já avançado a partir da cirrose e o câncer no fígado.


Guaracy, por exemplo, descobriu a doença somente em 2011, cerca de 40 anos depois de ter feito uma transfusão de sangue durante uma cirurgia cardíaca. 


“Fiquei em pânico, porque achava que era uma doença que matava rapidamente”, recorda.


O bibliotecário iniciou, então, o tratamento antigo e, apenas três semanas depois, precisou interromper a medicação em função do efeito agressivo do tratamento anterior tê-lo levado a desenvolver asma. 


“O que mais me incomodava era náusea aliada à fome, muita dor de cabeça e também depressão. Esse novo medicamento só dá uma leve dor de barriga. É uma diferença brutal, quase nenhum efeito colateral” relata comparando.


Guaracy termina o tratamento em fevereiro. Ele vai esperar 90 dias para fazer o exame que mede o nível de vírus C (HCV) para saber se foi curado, o que deve ocorrer no final de maio. 


“Eu acredito que posso vir a me curar definitivamente e que a hepatite C vai ser uma virada”, confia.


Marcelo Castro, titular da Saúde, anunciou medicamentos para 30 mil pacientes da rede pública; novo tratamento dobra chances de cura em relação ao convencional



Fonte: Portal Brasil.