8 de jul. de 2015

Mães de crianças com deficiência buscam escola no RJ



Pedrinho e Davi são duas crianças que moram na mesma cidade e passam pela mesma dificuldade: são deficientes sem espaço nas escolas municipais do Rio de Janeiro. 


Suas mães, sozinhas, já tinham tentado de tudo para garantir a educação deles, sempre sem sucesso. Mil desculpas: não tem gente especializada, não tem estrutura, custa muito caro, não há vagas. 


Até que um dia se encontraram — e se ajudaram — via internet. Sheila e Marya, mães de Pedrinho e Davi, conseguiram juntas 63 mil assinaturas em dois abaixo-assinados na Change.org, e no último mês garantiram escola para os filhos.


A mãe de Pedrinho, Sheila Velloso, passou por cinco escolas antes da mobilização. 


"O Pedrinho precisa de cuidados como qualquer crianças, só um pouco mais", diz. Ele é portador da Síndrome de Cornélia de Lange, deficiência rara que compromete a capacitação física, por isso a dificuldade. 

 
Sheila já viu e sofreu de tudo nos 8 anos do garoto, até que o problema finalmente terminou. 


Com 24 mil assinaturas batendo na porta, a Secretaria de Educação do Rio recebeu a mãe aflita e providenciou uma vaga na Escola Municipal Pedro Ernesto, na Lagoa, zona sul fluminense.


Pedrinho hoje tem a ajuda de um cuidador e dos funcionários da escola, além de ser muito querido pelos colegas, que o receberam com desenhos e mensagens de boas-vindas. 


“O vínculo afetivo que o Pedrinho está criando é o que ele vai levar de mais valioso para o resto da vida", afirma Sheila.


O caso de Marya Gomes, mãe de Davi, é bem parecido. O garoto foi diagnosticado com autismo e também precisa de cuidados especiais. Embora esteja apto a participar de atividades escolares normalmente, a Prefeitura do Rio nunca havia disponibilizado um cuidador. 


Marya passou 3 anos acompanhando o filho na escola todos os dias, fazendo o papel do estado. 


Por isso ela se inspirou na vitória de Pedrinho. Por que não fazer uma petição também? “Eu e Sheila frequentamos o mesmo consultório de fonoaudiologia, onde levamos as crianças. Tenho tido muito retorno positivo das pessoas que já me apoiavam durante o processo”, conta.


Ela fez um novo abaixo-assinado, juntou 39 mil assinaturas e conseguiu ser ouvida pela Secretaria de Educação. Davi hoje estuda na Escola Municipal Senador Corrêa, em Laranjeiras, uma escola com toda a infraestrutura necessária. "A escola também já providenciou uma cuidadora", afirma a mãe esperançosa.


Para a mãe de Davi, não existe nada mais importante para seu filho do que conquistar o direito de cidadania. "Para mim, a dignidade e a inclusão conquistadas pelo meu filho são o mais importante de tudo", afirma Marya. .








 

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