22 de fev. de 2013

Encenação da Paixão de Cristo tem recursos de acessibilidade

Logotipo Paixão de Cristo
 
Os ingressos para a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém deste ano já começaram a ser vendidos nesta segunda-feira (18), e custam de R$ 60,00 a R$ 90,00. As compras podem ser feitas com cartão de crédito no site oficial (www.novajerusalem.com.br) e em alguns pontos de venda no Recife: Luck Viagens, TAM Viagens, CVC, Shopping Riomar. O espetáculo será exibido de 22 a 30 de março.

A peça se desenrola em nove palcos-plateias, réplicas de palácios, templos e lugarejos da Jerusalém de 2 mil anos atrás, e vai do Sermão da Montanha até a morte de Cristo, ressurreição e sua ascensão. Participam mais de 500 atores e figurantes. Nos papeis principais, a Paixão de Cristo trará como artistas convidados os atores Marcos Pasquim, interpretando o rei Herodes; Carol Castro, no papel de Madalena, e Carlos Casagrande, como Pilatos. 

Eles vão contracenar com  os já consagrados atores pernambucanos José Barbosa, que interpreta Jesus, e Luciana Lyra, que será Maria. A direção artística é de Carlos Reis e Lúcio Lombardi.

Realizado na cidade-teatro localizada no município do Brejo da Madre de Deus, no agreste pernambucano, a encenação atrai, anualmente, uma média de 70 mil pessoas entre adultos e jovens. 

Para o turista estrangeiro, a Sociedade Teatral de Fazenda Nova, entidade que realiza o espetáculo, vai disponibilizar, a partir deste ano, equipamentos que permitirão ao expectador acompanhar a peça ouvindo o áudio em inglês. 

A STFN também oferece facilidades para cegos e surdos. Haverá serviço especial de audiodescrição que permite às pessoas com deficiência visual acompanhem a encenação. Técnicos em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) farão a tradução para os que têm deficiência auditiva.

Além da inclusão de novos efeitos especiais, este ano será utilizada na apresentação uma tropa de seis cavalos adestrados da raça Puro Sangue Lusitano, vindos de São Paulo, que formarão a cavalariça do governador Pôncio Pilatos e participarão da cena do Calvário. Outra novidade será a renovação geral nas 800 peças que compõem os figurinos e adereços.

Projeto Cadê Você? realiza primeiro mutirão do ano (SP)



Neste sábado (23/02), será realizado o primeiro mutirão do ano do projeto Cadê Você?, no  bairro do Grajaú, São Paulo. No ano passado, oito mutirões foram realizados. Eles atenderam 320 pessoas e realizaram mais de 860 encaminhamentos para serviços do município.

O atendimento no projeto é realizado por uma equipe multidisciplinar com profissionais das áreas de assistência social, fisioterapia, psicologia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. A equipe avalia as condições de vida, situação socioeconômica e recursos de acessibilidade dos atendidos, levando informações sobre os principais serviços existentes nas áreas de saúde, empregabilidade, acessibilidade, educação e direito.

O mapeamento da demanda deste mutirão é fruto de uma parceria com o Serviço de Atendimento Social às Famílias (SASF), Unidades Básicas de Saúde Três corações e Chácara do Sol, Casa de Cultura Palhaço Carequinha e o projeto SAMPA INCLUI.


Projeto Cadê Você?

O Cadê Você? é um projeto do Instituto Mara Gabrilli criado com o intuito de localizar e identificar pessoas com deficiência residentes nas comunidades mais carentes em bairros da cidade de São Paulo e outros municípios da região metropolitana. Tem como objetivo promover a inclusão das pessoas com deficiência por meio da sensibilização e disseminação de conhecimento de forma a criar uma rede de proteção e apoio para o público-alvo e seus familiares.
Informações:
 
Mutirão do projeto Cadê Você?
Data: 23 de fevereiro de 2013
Horário: 8h30 às 14h
Local: CEU Três Lagos – Estrada do Barro Branco, s/n - Grajaú - São Paulo -
SP.

21 de fev. de 2013

Pessoa com deficiência ganha espaço na região do Grande ABC


Várias empresas do Grande ABC não precisaram esperar o manual lançado pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social para colocar em prática políticas de inclusão de pessoas com deficiência em seus quadros de funcionários. 

Segundo o Censo 2000 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 24,5 milhões de brasileiros (14,5% da população do país) são pessoas com deficiência física ou mental. Em 1991, ano da criação da lei que obriga as empresas com mais de 100 funcionários a manter um porcentual de deficientes, o índice era dez vezes menor.
 
A autopeças Auto Metal, de Diadema, é uma das pioneiras na inclusão de pessoas com deficiência. Hoje, inclusive, já ultrapassou o mínimo exigido pela lei. 
 
“Temos 43 profissionais, que representam 5,7% do quadro de funcionários da empresa”, disse o gerente de recursos humanos e jurídico Dermeval Sanches. 

A cota legal da Auto Metal é 4%. A decisão de implementar mecanismos para inserir esse público no mercado de trabalho, segundo Sanches, partiu da proposta de que servissem de exemplo aos demais colaboradores. 

Para receber os funcionários, foi necessária uma adaptação dos sistemas de escadas, bancos, sanitários e restaurante. “Um valor pequeno diante dos resultados e do significado da ação.”

No Hospital Brasil, de Santo André, a inclusão acontece há três anos, segundo o gerente de hotelaria Marcelo Boeger. 

“Cinco deles têm dificuldades de locomoção e são operadores da sala técnica de monitoramento das imagens de segurança.” 

O hospital mantém, ainda, pessoas com deficiência auditiva na área de higienização. Todos são efetivos e, na maioria dos casos, a vaga no hospital representa o primeiro emprego.

Boeger afirmou que essas pessoas têm, ainda, prioridade no processo de seleção e que para incluir deficientes no quadro de funcionários basta oferecer um ambiente adequado aos problemas preexistentes. “E no nosso caso é fácil porque o hospital tem, por exemplo, estrutura para cadeiras de rodas.”

 
Reflexos  – Maior concentração. Para as empresas ouvidas pelo Diário, está é a maior resposta dos deficientes contratados. “Não se beneficiam do problema para tirar vantagem”, disse o gerente do Hospital Brasil. 

A mesma percepção é a do gerente da Auto Metal. “Quando se candidatam à vaga, os deficientes passam pelo mesmo processo de seleção dos outros trabalhadores.

” Sanches disse também que é muito difícil a pessoa com deficiência não se adaptar ao setor para o qual é contratado. “O nível de concentração deles é muito bom.”


Seconci-SP abre 40 vagas para pessoas com deficiência

Carteira de trabalho em destaque na foto
O Serviço Social da Construção Civil (Seconci-SP), abriu  processo seletivo para a contratação de 40 pessoas com deficiência. 

Os profissionais trabalharão em uma das unidades próprias da Grande São Paulo, interior e litoral. 

As vagas são para os seguintes cargos: recepcionista, comprador, agente de segurança, auxiliar de enfermagem, técnico de enfermagem, técnico de métodos gráficos, engenheiro de segurança do trabalho, médico clínico, médico do trabalho, ortopedista e neurologista.

Para se candidatar, basta ser maior de 18 anos. Para o cargo de recepcionista, não é exigido experiência. 

Já para os outros, é preciso formação na área. Os selecionados serão contratados por regime de CLT, com benefícios como vale-transporte, vale-refeição e vale-alimentação.

Os interessados devem enviar currículo para o e-mail selecaopcd@seconci-sp.org.br.
Entidade filantrópica fundada em 1964, o Seconci-SP tem por objetivo promover a saúde e assistência social dos trabalhadores da construção civil. 

Além de 11 unidades próprias, é parceira do Governo do Estado de São Paulo e da Prefeitura de São Paulo e responsável pelo gerenciamento de 51 unidades, entre hospitais e unidades de atendimento, pelo sistema de Organização Social de Saúde (OSS).

Fonte: Seconci-SP

Pessoas com deficiência que não dirigem terão isenção do ICMS para comprar carros novos

















Medida, que passa a valer a partir de janeiro de 2013, vale para pessoas com deficiência física, visual, intelectual, e autistas 

A deputada federal Mara Gabrilli está comemorando mais uma importante vitória das pessoas com deficiência e suas famílias. Recente decisão do CONFAZ - Conselho Nacional de Política Fazendária -, garante que deficientes físicos, visuais, intelectuais, e autistas poderão comprar carros novos mais baratos, com a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). 

A medida, que passa a valer a partir de janeiro de 2013, beneficia não só as pessoas com deficiência com autonomia para dirigir (que já possuem desconto), mas também representantes legais, desde que o valor do veículo com impostos não ultrapasse R$ 70 mil.

Essa mudança na legislação é uma luta antiga de Mara. Desde que era vereadora de São Paulo, ela pedia a isenção do ICMS às pessoas com deficiência, não condutoras. “Essa isenção sana uma injustiça que ocorria. 

Sem dúvida, é mais uma importante vitória de grande parcela da população”, afirma. No início deste ano, já como deputada federal, Mara participou, em Brasília, de reunião no COTEP - Comissão Técnica Permanente do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias, uma espécie de encontro que antecede à do CONFAZ, na qual sensibilizou os presentes. 

“Até agora, pessoas com deficiência que não dirigiam só tinham direito à isenção do IPI e do rodízio municipal, mas só o condutor tinha direito à isenção do ICMS”, explica.

Convênio

Publicado no Diário Oficial da União de 9 de abril, o Convênio ICMS 38, afirma que “ficam isentas do ICMS as saídas internas e interestaduais de veículo automotor novo quando adquirido por pessoas portadoras de deficiência física, visual, mental severa ou profunda, ou autistas, diretamente ou por intermédio de seu representante legal”.
Além disso, o adquirente não pode ter débitos para com a Fazenda Pública Estadual ou Distrital e o veículo deverá ser adquirido e registrado no Departamento de Trânsito do Estado – DETRAN, em nome da pessoa com deficiência.

Caso o veículo seja transferido dentro do período de dois anos a uma pessoa que não teria o mesmo benefício, o comprador deverá recolher o tributo devido. Após dois anos, a transferência fica livre.

Para ter direito ao desconto, a pessoa com deficiência ou seu representante deve apresentar os seguintes documentos em uma unidade da Secretaria de Fazenda:

- Laudo médico que comprova o tipo de deficiência;
 

- Comprovação de disponibilidade financeira ou patrimonial para fazer frente aos gastos com a aquisição e a manutenção do veículo a ser adquirido;
 

- Cópia autenticada da Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
 

- Comprovante de residência;
 

- Cópia da CNH de todos os condutores autorizados (no máximo três);
 

- Documento que comprove a representação legal, se for o caso.

A medida iguala a isenção do ICMS à isenção já em vigor do IPI. Saiba mais sobre o IPI em: http://www.receita.fazenda.gov.br/GuiaContribuinte/IsenIpiDefFisico/IsenIpiDefiFisicoLeia.htm
 

Educação de crianças com deficiências auditivas precisa de mais tecnologia

No Brasil, a comunidade surda desenvolveu a Libras. (Foto: Acervo Pessoal/ Pesquisadora)
 O processo comunicativo no ensino-aprendizado de crianças surdas foi o tema da dissertação de mestrado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) da professora e jornalista Macri Elaine Colombo.

Durante um ano ela acompanhou em sala de aula, a metodologia de alfabetização usada pelos professores na escola estadual Augusto Carneiro dos Santos em Manaus (AM), onde com exceção de um professor que é surdo, os demais são ouvintes.

Apesar dessa diversidade, é importante ressaltar que ao contrário das crianças ouvintes, onde a primeira língua trabalhada é o português, a alfabetização de uma criança surda deve começar sempre pela Libras, a língua brasileira de sinais. 

No Brasil, a comunidade surda desenvolveu a Libras, assim como em outros países as comunidades locais desenvolveram sua própria língua de sinais. “Não dá para se ter uma boa comunicação se não houver um processo comunicativo, e a percepção do surdo é visual, por isso não adianta começar pelo português”, destaca a jornalista.

Os benefícios da tecnologia na alfabetização dos surdos

Durante a pesquisa, foi verificado que a escola adota o método do bilinguismo, em que a criança aprende primeiro a Libras, e depois o português. Para isso, os meios visuais utilizados em sala de aula são tradicionais, como o uso de jornais, fotografias, revistas, que são aliados à comunicação por Libras. Mas numa época de crescentes avanços e investimentos em tecnologia e inovação, onde se fala muito em inclusão digital, Macri destaca que essa metodologia poderia ser mais compartilhada com recursos digitais.

Nesse mesmo grupo de estudo, a pesquisadora percebeu que quando havia o uso de tecnologia em sala de aula, mesmo que eventual, o processo de alfabetização se tornava mais eficaz do que o método clássico. Para a jornalista, a metodologia tradicional é pouco atrativa, as crianças passam muito tempo apenas desenhando ou pintado. “A absorção de conteúdo é muito mais rápida como uso de tecnologia, principalmente quando o recurso digital utiliza a Libras, a empolgação e a interação são bem maiores”, completa.

Necessidade da inclusão digital

Apesar do uso do computador como ferramenta educacional ter se mostrado útil e proveitoso no processo de ensino-aprendizagem entre crianças ouvintes e surdas, a aplicação de tecnologias no processo de alfabetização de crianças surdas, ainda é muito pequena nas escolas públicas do Amazonas. A Sociedade Brasileira de Computação (SBC), sem seu documento “Grandes desafios da pesquisa em computação no Brasil”, preconiza o acesso universal do cidadão brasileiro ao conhecimento, como uma das metas a serem atingidas com a ajuda da comunidade da Computação até o ano de 2016. Este tema reflete o aumento dos níveis de conscientização da população em torno do tema acessibilidade digital, considerando crianças com diferentes necessidades, dentre elas as crianças surdas.

Regulamentação da Libras no Brasil

A Libras é a sigla da Língua Brasileira de Sinais, a língua materna, natural dos surdos. Sua origem veio da Língua de Sinais Francesa. No Brasil, a Libras foi legalizada como forma de comunicação e de expressão dos surdos, a partir da sanção, no dia 24 de abril de 2002, da Lei n.o 10.436.

Fonte: CIÊNCIAemPAUTA (Rosimara Silva)

Legislação sobre direitos de pessoas com deficiência será ajustada a convenção internacional

Símbolo de acessibilidade é formado por diversas pessoas
A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa deve votar, em breve, a adequação de quatro leis federais aos termos da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. 

A proposta acabou de ser apresentada pelo senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e surgiu durante audiência pública conjunta da CDH e da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) presidida por ele no ano passado.
 
"Na ocasião, restou claro que a alteração da terminologia nas leis que garantem os direitos das pessoas com deficiência eram demandas reais e não mero preciosismo terminológico. A vida dessas pessoas, de fato, é afetada pelo modo com que as leis são redigidas", afirmou Rollemberg ao justificar a elaboração de projeto de lei (PLS 25/2013) com esse objetivo.
 
As leis alvo de ajuste são a 8.989/1995, que regula a isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) na compra de veículos por pessoas com deficiência; a 9.503/1997 (Código de Trânsito Brasileiro - CTB); a 10.048/2000, que confere atendimento preferencial a certos segmentos da sociedade; e a 10.098/2000, que estabelece normas gerais para a promoção da acessibilidade a pessoas com deficiência.
 
O PLS 25/2013 trata de substituir a expressão "pessoa portadora de deficiência" por "pessoa com deficiência" nesta legislação social, uniformizando com a terminologia adotada pela convenção internacional. Segundo explicou Rollemberg, a importância da mudança é tornar mais sólida a ligação entre este conjunto de leis e a ordem jurídica internacional, trazendo mais segurança aos detentores destes direitos.
 
A matéria deverá ser votada em decisão terminativa pela CDH, só indo ao Plenário, portanto, se houver requerimento neste sentido de um décimo dos senadores.