7 de mai de 2016

Transporte de alunos com deficiência é suspenso em Ponta Grossa por falta de dinheiro





Alunos da Associação Pontagrossense de Assistência à Criança Deficiente (APACD), de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, estão sem poder frequentar as aulas. A entidade suspendeu o transporte, que era oferecido de graça.


O transporte dos alunos da APACD foi suspenso há três semanas e a instituição avisou os pais sobre essa determinação um dia antes de o serviço parar. 


Célia Scherader, mãe de uma aluna, diz que não conseguiu se preparar para a mudança e, agora a filha só frequenta a associação quando o marido pode levar.


“Ela vem de manhã, e volta a tarde. Às 17h, deixaram ela em casa e falaram: ‘Ó mãe, é só amanhã e depois não tem mais transporte’. Fiquei sem ação, nervosa. Setenta por cento da vida da Isabela está aqui, diz . O pai trabalha por escala e tem dois dias de folga na semana. É nesses dias que ele está trazendo ela”, diz Célia.


Entre os pais, a indignação é geral. Sônia Antunes, por exemplo, está sem saber o que fazer. Como não pode deixar a filha sozinha, não está trabalhando para cuidar da menina. E o pior, não tem previsão de quando tudo vai voltar ao normal. 


“Eu trabalho com vendas. Mas, para vender eu preciso sair de casa. Desse jeito não tenho como vender”, lamenta.


O aviso da paralisação foi enviado, pela entidade, ao Ministério Público do Paraná (MP-PR). 


No documento, o presidente da APACD explica que a suspensão ocorreu porque os veículos estão velhos. Além disso, ele diz que o dinheiro repassado pela prefeitura não é suficiente e parte está atrasada.


Para levar 50 alunos até a APACD, a Associação de Mães emprestou R$ 1.000 para a compra de combustível, mas esse dinheiro só é suficiente para uma semana.


O gerente municipal de Proteção Social Especial, Tierri Angeluci, admitiu que houve atraso no repasse, mas explica que isso ocorreu porque a APACD deixou de mandar documentos necessários para liberação do dinheiro. 


No entanto, ele garantiu que a papelada já foi entregue e logo o dinheiro deve ser liberado.


Por telefone, o advogado da entidade, Lucio Mauro Teixeira Pinto, confirmou as informações que foram prestadas ao Ministério Público


Ele disse, ainda, que não tem previsão de retorno do transporte e que, mesmo se o serviço for retomado, não sabe se vai conseguir atender todos os alunos.



Fontes: G1 / Vida Mais Livre


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